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domingo, 23 de julho de 2017

Este é apenas um muito genérico anúncio de um problema das democracias...

A lagartixa e o jacaré

Este é apenas um muito genérico anúncio de um problema das democracias...


    José Pacheco Pereira


Tudo o que contenha a palavra “racismo”, “homofobia” ou outra do mesmo género inquina de imediato qualquer discussão. Fica logo tudo a preto e branco

..O ASCENSO DA LINGUAGEM POLITICAMENTE CORRECTA E A CENSURA QUE ELE TRANSPORTA

Uma das coisas que se podem aprender com Trump e o relativo sucesso de alguns movimentos populistas na Europa (não se iludam com as eleições na Holanda e muito menos em França, a coisa está lá e é forte…) é o efeito de ocultação e varrimento da linguagem politicamente correcta. Tudo o que contenha a palavra "racismo", "homofobia" ou outra do mesmo género inquina de imediato qualquer discussão. Não porque não haja racismo ou homofobia, mas porque hoje estas classificações são tão taxativas, tão moralmente definitivas, tão "linhas vermelhas", que se estendem pelo vocabulário e pela liberdade de o usar, que todos os problemas do racismo e da homofobia deixam de poder ser discutidos e a realidade que os explica deixa de poder sequer ser nomeada sem imediatos anátemas morais. Fica logo tudo a preto e branco. Por trás destas palavras esconde-se uma realidade que negamos e não queremos ver, e é para trás desse biombo que vão os populistas que aí ficam sozinhos, como Trump ficou falando dos problemas do rust belt e da classe operária branca e negra "desindustrializada". O resultado foi o que se viu.

Este ecrã das palavras impede-nos de ter a discussão que deveríamos estar a ter sobre o que hipoteticamente aconteceu numa esquadra da PSP, ou sobre o valor e o conteúdo de afirmações de um candidato autárquico em Loures contra os ciganos. E reparem como a mera enunciação destas questões, sem começar de imediato pelo anátema, já me podem levar a ter os zelotes em cima. Voltaremos aqui.

Não há opção

No dia em que escrevo este artigo, nos noticiários da hora do almoço, todos os canais, repito, todos os canais, estão a dar reportagens sobre o rescaldo dos fogos de Pedrógão, o que foi feito, o que não foi feito, quem tem culpa do que não está feito. Todos. Aconteceu alguma coisa que justifique esta unanimidade? Não, a não ser ter passado um mês, que em termos de qualquer normalização é muito pouco e torna tudo o que se diz pouco consistente, sejam queixas, sejam aplausos. Uma estação de televisão anunciou um dia especial dedicado a este tema e todas as outras foram a seguir para não perderem audiência. Para um telespectador, esta uniformização de agendas dos noticiários, que infelizmente se estende a quase tudo, torna a televisão monotemática. Todos iguais, sem escolha.


Duas democracias em tensão autoritária

Embora numa dimensão muito distinta e com características diversas, duas democracias estão hoje sob uma tensão autoritária: a Turquia e os EUA. Em ambos os casos, o que acontece é a utilização do argumento democrático do voto, contra o argumento democrático da lei e dos procedimentos. Ou seja, Erdogan e Trump, que ganharam eleições, consideram que podem fazer literalmente o que querem, em particular, dissolvendo os mecanismos de controlo das democracias e a separação dos poderes.

Ilustração Susana Villar

Em ambos os casos o poder judicial é um alvo, facilitado no caso da Turquia pela existência de um estado de excepção que Erdogan quer manter e, no caso americano, pela possibilidade real de moldar o Supremo Tribunal, não apenas com uma maioria conservadora, mas com uma maioria reaccionária. Em ambos os casos, a religião é um instrumento, com Erdogan a destruir o legado laico de Ataturk, e com Trump a privilegiar as igrejas, os órgãos de informação, os lóbis, e o recrutamento do pessoal do Estado, nos sectores evangélicos politicamente mais agressivos. Do mesmo modo, em ambos os casos, tornando a comunicação social independente do Estado como alvo, com ameaças aos jornalistas, fazendo uma barragem continuada de mentiras e confusão destinada a descredibilizar a imprensa e as televisões, relativizar a verdade pelo proselitismo, e, no caso da Turquia, introduzindo a censura, prendendo e assassinando jornalistas.

Nos EUA, através de vultosos financiamentos de gente com dinheiro ligada ao Partido Republicano, redes inteiras de rádios locais estão transformadas em puros instrumentos de propaganda, versões da Fox News em pior, se é que isso tem sentido. Também, em ambos os casos, se assiste a uma mobilização popular dos fiéis, em permanentes comícios, num ambiente de violência verbal e física, numa permanente campanha eleitoral. Por fim, de novo em ambos os casos, os partidos da oposição são demonizados, perseguidos duramente na Turquia e nos EUA, atacados pessoalmente pelo próprio Presidente, apontados a dedo como fautores de insegurança, como antiamericanos, como "amigos dos imigrantes", ou seja, do crime. Os partidos da "situação" estão transformados em máquinas do poder pessoal dos Presidentes, como, no caso americano, na situação patética de congressistas e senadores republicanos a justificarem as coisas mais injustificáveis para não serem sujeitos ao ódio de Trump e da "base" que lhe é fiel.

Há muitas diferenças entre os EUA e a Turquia, uma das quais é a própria "densidade" da democracia e das suas salvaguardas, outra é evidentemente o sítio, a História e a geografia. Mas Erdogan e Trump estão num caminho paralelo: reduzir a democracia ao voto e o desejo autoritário de mandarem sem oposição, com um poder pessoal, usando todos os meios para levarem tudo à frente.
 
Revista SÁBADO, 23-07-2017 

RUA DA PONTE NOVA


RUA DA PONTE NOVA


Ponte sobre o rio da Vila que ligava esta rua com a Rua da Bainharia






Quem se interessa pela história do Porto, ou somente pela história do desenvolvimento urbanístico des­ta cidade, sabe que, por baixo da moderna Rua de Mouzinho da Sil­veira, corre um rio - o chamado rio da Vila muitas vezes chamado a estas cró­nicas, dado o seu interesse público no con­texto histórico da cidade.

Escrevemos moderna, não por via da re­cente reabilitação de uma grande parte dos seus prédios, trabalho que aqui se louva, mas porque, em comparação com artérias medievais, como as ruas da Reboleira, de Cimo de Vila, da Bainharia ou do Souto, a Rua de Mouzinho da Silveira é quase dos nossos dias...

Durante muitos anos, por séculos e sé­culos, até à abertura da Rua de Mouzinho da Silveira, já na segunda metade do sécu­lo XIX, o rio corria a céu aberto e o seu cau­dal devia ser consideravelmente volumo­so, pelo menos nos períodos invernosos, porque em determinados pontos do seu percurso a força da sua água era utilizada fazer mover as mós de algumas azenhas.

Sabendo nós que a urbe se foi desenvol­vendo, urbanística e demograficamente fa­lando, entre as colinas da Penaventosa, jun­to à Sé, e do Olival, na Cordoaria, não é di­fícil admitir a existência de pontes sobre o rio da Vila para facilitar a passagem de pes­soas e animais de um para o outro lado. E essas pontes existiram.

A referência mais antiga a uma dessas pontes consta de um documento do sécu­lo XVI (1535), em que se alude à "ponte das Tábuas sobre o rio da Vila, logo abaixo don­de este entra no rio Douro".

A Rua de S. João, que cobre a parte infe­rior do rio da Vila, começou a ser construí­da na segunda metade do século XVIII. Há noticias de 1784 que nos informam de que nesse ano ainda se trabalhava no alinha­mento da rua.

Existiu uma outra ponte sobre o rio da Vila, junto ao Largo de S. Domingos. Ficava perto do hospital e da capela de S. Crispim e S. Crispiniano, da Confraria dos Sapatei­ros, à entrada da desaparecida Rua da Biquinha. A ponte ligava esta artéria com a parte baixa do referido Largo de S. Domin­gos. Desapareceu, também, com a constru­ção da Rua de S. João.

E voltamos à Rua da Ponte Nova. Numa carta régia do ano de 1551, lê-se a seguinte passagem: "Em essa cidade está uma tra­vessa a que chamam a Fonte dos Ferreiros por onde há pouca serventia (passagem de pessoas) por ser muito estreita e fragosa, sendo muito necessária para serventia de duas ruas principais da cidade, a saber a rua das Flores e a rua da Bainharia e por muita outra parte da cidade e que seria grande enobrecimento dela travessa abrir-se uma rua pública".

Depreende-se da leitura da citação an­terior que a tal travessa "estreita e fragosa" esteve na origem da Rua da Ponte Nova dos nossos dias, que deve ter começado a ser construída cerca de seis anos depois de ter sido escrita a referida carta régia. Vejamos porquê.

A17 de Fevereiro de 1556. D. Catarina de Áustria, viúva de D. João III, que gover­nou Portugal durante a menoridade de D. Sebastião, autorizou a Câmara do Porto a realizar na cidade várias obras de interes­se público e, entre elas, estava a constru­ção "de uma nova ponte sobre o rio da Vila que ligasse a rua das Flores com a rua da Bainharia".

Recorde-se que se fala atrás da Fonte dos Ferreiros. Ficava junto ao rio da Vila, onde depois se veio a construir a nova ponte. O nome de Ferreiros andava ligado à Rua da Bainharia, que também ficava ali muito perto e que antigamente se chama­va Rua de Ferraris, ou seja dos Ferreiros.

E agora, a ponte. Começou a ser cons­truída no ano em que a Câmara do Porto recebeu, digamos assim, luz verde de D. Catarina de Áustria. Na sua obra "A rua das Flores do século XVI", José Ferrão Afonso informa que, em outubro daque­le ano (1556), "o mestre pedreiro Francis­co Vaz obrigou-se a construir a ponte nova que vai da rua das Flores à rua da Bainharia".

Sabe-se que dois anos mais tarde, em 1558, ainda não haviam sido concluídas as obras da ponte, porque nesse ano a Câ­mara pede autorização para, uma vez mais, usar o dinheiro da imposição do sal, "para concluir a ponte nova da rua das Flores".

A ponte foi toda feita em granito e as­sentava num só arco de meia volta, sob o qual deslizavam as água do rio da Vila. Na parte superior, era defendida por para­peitos de pedra. A montante da ponte e na margem do rio, funcionava um dos moi­nhos a que se alude atrás.

Em 1564, já a rua se chamava da Ponte Nova. Quarenta e quatro anos mais tarde (1608), parece que a ponte estava a preci­sar de obras. Nesse ano, com efeito, a Câ­mara contrata os serviços do mestre pe­dreiro Roque Nunes, já morador na Rua da Ponte Nova, para "debaixo da ponte nova fazer uma parede em altura de cin­co palmos e quatro de largo, para desviar a água do rio da Vila, para que não vá à fonte [era a Fonte da Biquinha] que ali existe para utilidade dos vizinhos".


História de S. Crispim e S. Crispiniano

O hospital e a capela da ir­mandade de S. Crispim e S. Crispiniano (foto), da clas­se dos sapateiros, ficava à entrada da desaparecida Rua da Biquinha, no sítio chamado Cruz de S. Do­mingos, junto da ponte com o mesmo nome, onde, já em 1497, "havia umas es­talagens, grandes e boas". Junto daquele conjunto funcionou também uma al­bergaria destinada aos pe­regrinos a que deram o nome de Palmeiras. Tudo desapareceu com a abertu­ra da Rua de Mouzinho da Silveira. Já no último quar­tel do século XIX, a capela de S. Crispim e S. Crispinia­no foi demolida e transferi­da, com a referida confra­ria, para a parte cimeira da Rua de Santos Pousada, onde ainda se encontra e a funcionar.

A Rua Nova de S. Crispim recorda o topónimo antigo
Jornal de Notícias, 23 Julho, 2017

sábado, 22 de julho de 2017

EDUARDO GAGEIRO “SÓ NÃO VOU COM A MÁQUINA PARA O CAIXÃO’’

ENTREVISTA


EDUARDO GAGEIRO “SÓ NÃO VOU COM A MÁQUINA PARA O CAIXÃO’’


Revelou o Portugal de Salazar, esteve na linha da frente do 25 de Abril e registou o atentado nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Aos 82 anos, deseja ter tempo para erguer a Casa da Imagem, uma espécie de museu com a sua obra


POR BERNARDO MENDONÇA (TEXTO) e JOSÉ CARIA (FOTOGRAFIAS)




Conta a sua história e as histórias do país que documenta desde os 12 anos, quando tomou de empréstimo uma máquina de plástico do irmão. Quis ser fotojornalista para mudar o mundo e denunciar as injustiças sociais. Numa época em que ser fotógrafo de jornais era tantas vezes ser um mero ‘bate-chapas’ do sistema, arriscou ir além e revelar bem mais do que o regime de Salazar queria. Aquele que já foi considerado o fotógrafo do povo e da revolução faz agora contas à vida, à doença e à solidão.

O que o leva, aos 82 anos, a sair todos os dias de casa com a máquina fotográfica ao ombro?


Um fotojornalista deve estar todos os dias atento ao mundo que o rodeia. Ando sempre com uma máquina, porque há sempre qualquer coisa que me sensibiliza, justa ou injusta, e eu disparo.


Começou a fotografar aos 12 anos com uma máquina fotográfica de plástico do seu irmão. Mas o seu pai tinha outros sonhos para si.

Nessa altura tinha parado os estudos na quarta classe, o meu pai não me deixou ir para o liceu. Eu queria saber mais. Mas ele disse-me “tu vais para a fábrica de loiça porque aí é que está o teu futuro”. Então eu fui muito triste trabalhar para a fábrica de loiça de Sacavém. Comecei como paquete. Andava de secção em secção, o que foi ótimo, porque convivi intensamente com os operários e com grandes artistas, pintores e escultores, que gostaram de mim e deixavam-me lá estar a vê-los a desenhar.


Na verdade estava lá contrariado...


Sim, mas passado pouco tempo comecei a sentir-me como peixe na água. Até porque andava sempre acompanhado da tal máquina de plástico do meu irmão, uma Kodak Baby, que ainda tenho comigo.


Essa máquina era mais do que um brinquedo. O que o atraía tanto nela?

Pensava que poderia virar o mundo do avesso com as minhas fotografias. E desde aí nunca mais parei de querer denunciar as injustiças.


Começou por fotografar o quê?


A saída dos operários da fábrica de loiça, por aí. Recordo-me de ficar muito chocado por alguns operários andarem descalços. Viviam-se os anos 50. Havia muita pobreza.


O seu pai era dono de uma casa de pasto.


Sim, a Casa do Bacalhau, onde se servia bom bacalhau, o que atraía pessoas de longe. De manhã vinham os operários entregar uma marmita para a minha mãe aquecer. A minha mãe cozinhava e o meu pai aviava. Trabalhavam muito e como tinham mais dois filhos, não tinham muito tempo para mim. Eu era uma criança que andava ao colo dos operários.


Fotografava-os nas horas livres?

Não só. Na fábrica havia um homem que gostava de mim, o escultor Armando Mesquita. Às tantas disse-me: “Tu tens jeito, mas não percebes nada de composição. Vem ter ao meu ateliê e vamos conversar.” E assim fiz. Ele deu-me aulas de arte e de composição. Desenhou um retângulo cheio de quadradinhos e disse-me: “Isto é a regra de ouro. Portanto deves pôr o motivo principal aqui, à direita, olha que os olhos fogem sempre para a direita.”

“Coisas que gostava de ter fotografado? Olha, o Salazar a cair da cadeira’’

E ele nem era fotógrafo...


Mas era um homem de grande cultura. Tinha andado em Belas Artes e sabia muito sobre arte. Deu-me as instruções certas para que, além de conteúdo, as minhas fotografias passassem a ter forma. E disse-me ainda: “Com essa máquina não vais a lado nenhum.”


É quando passa a usar máquinas emprestadas?


Sim, andava sempre a tentar saber quem é que em Sacavém tinha máquinas boas e pedia-as emprestadas. Mais tarde o Armando Mesquita voltou a dizer-me que era uma vergonha andar com máquinas emprestadas e que ia falar com o meu pai. Como a fábrica onde eu trabalhava era mesmo em frente do estabelecimento do meu pai, ele aparece um dia à hora do almoço e disse à frente dos operários todos que lá estavam: “Ó senhor Gageiro preciso de falar consigo. Não tem vergonha de o rapaz andar por aí a fotografar com máquinas emprestadas. Veja lá se lhe compra uma máquina.” O meu pai ficou envergonhado.


E chegou a comprar-lhe uma máquina?


Primeiro fui ver os preços ao JC Alvarez, que era o sítio onde costumava comprar os rolos fotográficos. Mostraram-me duas: Uma Rolleyflex e uma Rolleycord. O senhor Amadeu Ferrari, um dos donos, disse-me que a Rolleycord era metade do preço da outra. A diferença é que uma tinha uma objetiva um bocadinho melhor e célula fotoelétrica. Mas ele disse-me que não precisava daquilo. E desenhou-me uma escala em papel com a fórmula das velocidades e das aberturas de acordo com a luz e o rolo. E assim pude prescindir da célula fotoelétrica. E ainda me disse: “Levas a máquina e pergunta ao teu pai como é que quer pagar isto.” E eu espantado: “Mas eu posso levar já a máquina?” Ainda agora me comovo com a atitude dele. Tinha 15 anos na altura e eles já tinham confiança em mim e deram-me a máquina antes de a ter pago.


Era o tempo em que se dava valor à palavra...


É isso. E fui pagando aos poucos com o dinheiro do meu ordenado, que era miserável. Por uma questão de agradecimento estreei a máquina com o senhor Armando Mesquita (escultor), fiz-lhe vários retratos. Ele fumava cachimbo e eu já sabia que o fumo é muito fotogénico. Retratei também uns tios meus que vinham de África, de dois em dois anos e que me levavam a passear por Portugal. Recordo-me de uma fotografia que lhes fiz no Convento de Cristo, vejo uma luz muito bonita que entrava lá por uma janela e encenei a foto (é o termo). Então ponho a minha prima no raio de luz. É uma fotografia pirosa, digo-lhe já. E com essas imagens inscrevo-me no concurso dos empregados de escritório do distrito de Lisboa. Foi o primeiro concurso a que concorri na minha vida. Acontece que ganhei logo três primeiros prémios e dois segundos.


Foi difícil chegar aos jornais?


Dificílimo. Havia só quatro ou cinco fotógrafos que dominavam os jornais e trocavam fotografias entre si: “Ó fulano não foste fazer aquela conferência de imprensa. Manda-me aquele ‘boneco’ do sítio onde eu não estive que eu troco por aquela onde tu não estiveste”... Havia um lóbi fortíssimo.


Quer dizer que não se dava qualquer valor à assinatura da fotografia...


Só muitos anos mais tarde, em “O Século Ilustrado”, é que eu impus isso. Mas tudo acontece porque um dia participei num jantar com os craques redatores dos vários jornais. Na época eu já colaborava para a publicação “Vida Ribatejana”. Nessa noite manifestei interesse em colaborar num jornal nacional. O Jorge Tavares Rodrigues, diretor do “Diário Ilustrado” simpaticamente disse: “Apareça lá e leve umas fotografias para eu ver.” Eu fui lá com umas fotografias, ele gostou e disse-me: “Se quiser pode vir amanhã.” Então, de repente, lá estava eu sentado numa secretária. Às tantas apareceu um tipo chamado João que me pergunta: “Quem és tu?” Fiquei assustado. Ele apresentou-se e disse que quem mandava na fotografia era ele e que tinha que ir para o laboratório revelar as fotografias dos outros fotógrafos. E lá fui eu muito triste para o laboratório relevar as fotografias deles, que eram sempre a mesma coisa.


Podemos dizer que na época os fotógrafos dos jornais eram meros bate-chapas alinhados com o sistema?


Sim. Eram maus fotógrafos. A malta do laboratório apoiava-me. Era gente a sério. Diziam-me para ter calma, que aqueles malandros eram uma máfia. E que ia chegar a minha hora.


Como consegue furar o sistema?


Um dia ligam para o laboratório e mandam chamar-me: “Ouve lá, vem à redação e traz a máquina.” Estranhei. O que teria acontecido? Levei a máquina e estava lá um dos colaboradores do suplemento literário. Naquele dia tinham falhado todos os fotógrafos. Estavam em serviço. Era necessário fotografar o [escritor e pintor] Mário Dionísio e não havia quem o retratasse. E lá vou eu muito nervoso por ser o meu primeiro trabalho. Nessa altura as entrevistas eram feitas de forma básica só com o entrevistado a gesticular enquanto falava. Eu fiz umas fotografias interessantes com ele a fumar cachimbo. Esmerei-me, claro. E fui chamado imediatamente ao diretor. Fui elogiado e ficou decidido que a partir daquele momento ficaria responsável pelas fotografias do “Suplemento Literário”.


Tinha valido a pena o investimento na máquina fotográfica...


Tive que fugir de casa porque o meu pai queria-me bater, pois achava que tinha destruído a minha vida ao decidir ser fotógrafo. Recordo uma frase da minha mãe que me comove: “Ó filho, mas tu não tens necessidade de ser fotógrafo.” Como quem diz “tens aqui um escritório, tens de comer e beber e vais para fotógrafo?”


Quais eram a suas referências fotográficas nessa época?


Fundamentalmente, Henri Cartier-Bresson. Atraía-me nele o conteúdo e a forma. O saber olhar. Ah! E a revista “Life”, onde ia beber muitos dos grandes trabalhos de fotografia que se faziam no mundo. Mandava vir uma revista da Argentina onde havia grandes fotógrafos.

“Vivo vendendo fotografias e livros. Edito os meus livros para ter o máximo de qualidade. Vivo razoavelmente’’

Entretanto, as suas fotografias começam a ser notadas nos jornais e publica vários livros como o emblemático “Gente”, em 68, com textos de José Cardoso Pires.


Quando fiz o “Gente”, falei com o Zé [Cardoso Pires], meu velho amigo que me ajudou muito e comecei a preparar-me para ser preso porque aquilo era muito violento. As fotografias foram escolhidas pelos dois. Ele ensinou-me como se devia fazer um livro, que não devia ser apenas fotografias contínuas. Que devia ter um texto para as pessoas pararem de vez em quando. Todos os meus livros têm princípio, meio e fim. E acabam em força. E assim continuei a concorrer a concursos e a ganhar prémios. A dado momento, um certo grupo de fotógrafos dos jornais começou a dizer sobre mim: “Esse gajo ganha prémios com imagens de miúdos ranhosos.”


Essa crítica que lhe faziam era porque retratava o Portugal nos tempos de Salazar?


Nunca fotografei miúdos ranhosos. Houve de facto fotografias marcantes de que eles não gostavam. Como o rosto de uma menina que eu fotografei à beira da estrada em Trás-os-Montes, num dia de neblina. Esta miúda, a Elsa, tinha uns olhos tristes e vestia pobremente. Eu estava a passar de carro, um Volkswagen carocha, e parei imediatamente. Foquei-lhe os olhos e fotografei. A fotografia dessa menina foi publicada em “O Século Ilustrado”. Entretanto, recebemos a carta de uma senhora de apelido Mendia que vivia em Luanda, Angola. Tinha ficado impressionada com a menina e queria ajudá-la. Nós não sabíamos o seu contacto, mas o jornalista com quem eu tinha feito a reportagem escreveu para os padres da região. Eles descobriram o paradeiro da menina. Ela vivia com muitas dificuldades numa casa de pedra, tinha uma série de irmãos e depois de chegarem a acordo com a família, a dita senhora levou-a para Luanda para a ajudar, colocou-a num liceu e ela estudou. Mas o que é giro é que ela acabou por casar com o filho dessa senhora.


Uma das suas fotografias levou inclusive a que fosse preso...

É verdade. Fotografei uma velha mulher da Nazaré a puxar as redes do mar. Fiquei chocado, revoltado com aquela imagem. Que país é este que permite que uma senhora com 80 anos ainda continue a ter necessidade de continuar a puxar a rede para que lhe deem os peixes para se alimentar? Então fotografei-a, mandei essa fotografia para vários países e ganhava sempre medalha de ouro.


Essa fotografia representa bem um certo tempo, um certo Portugal.

Quando estava em “O Século Ilustrado” corri Portugal em reportagem, fui do Alentejo a Trás-os-Montes — foi quando conheci a Elsa — e fiquei doente com o que fui vendo, como era possível haver pessoas ainda assim [tão pobres]?


Foi com essa imagem da senhora da Nazaré que ganhou mais prémios, mais de 300. Mas a PIDE não apreciou que retratasse o país dessa maneira.


Já tinha ganho com ela mais de 10 medalhas de ouro quando fui preso. Estávamos já nos anos 70, no poder estava Marcello Caetano, eu tinha uma filha pequena e um dia chegam pelas seis da manhã a minha casa dois pides. Perguntei-lhes: “O que é que se passa?” Responderam-me laconicamente: “Venha connosco.” E então fui para a rua António Maria Cardoso [sede da PIDE] e levaram-me para o estúdio para ser fotografado. Eles tinham um truque, ovo de Colombo, que era pôr uma luz debaixo das pessoas que as fazia parecer uns fantasmas. Ficam todas com cara de assassinos. Eu disse ao fotógrafo que lá estava: “É pá, tira-me esta luz daqui debaixo porque eu não sou nenhum assassino.” E até fiquei bem na fotografia.


Mas estava com medo, imagino.


Naquela época a PIDE torturava e as temporadas na prisão podiam durar indefinidamente... Aparentemente estava calmo, mas cá por dentro estava cheio de medo. Sabia que iria estar ali o tempo que lhes apetecesse. E lá fui eu para Caxias onde fiquei numa cela com grades em duplicado. Aquilo é chocante porque uma pessoa começa a olhar para as grades e vê ao longe os guardas. Entretanto deixei de olhar para as grades, comecei a olhar para a parede porque não as conseguia encarar. Passado um tempo um tipo está quase doido.


Tinham-no levado para a prisão sob que acusação?

Nessa altura não sabia. Aquilo era para estar lá até lhes apetecer. Julgo que lá fiquei dois meses.


Durante essa temporada não foi torturado?


Não. A tortura psicológica era por exemplo acenderem as luzes todas da cela à cinco da manhã, um tipo acordava sobressaltado, pergunta o que se passa e eles respondiam: “É só para ver se você está bem de saúde.” Tudo isto não mata, mas mói...


Foram os seus colegas, os fotógrafos correspondentes de outros países, que o ajudaram a sair da prisão, não foi?

Exatamente. Eu colaborava com a Associated Press (AP). As imagens de todas das manifestações de estudantes e cargas policiais eram feitas por mim. A minha sorte é que o então ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Patrício, fazia de vez em quando um almoço com os correspondentes da imprensa estrangeira para mostrar que já não vivíamos num Portugal salazarista. E então o responsável pela AP combinou com os colegas das várias agências para perguntarem o que acontecera ao Gageiro que estava preso pela PIDE. E ele não sabia o que dizer, obviamente.


Da mesma maneira que foi preso foi libertado. Sem grandes explicações?


Um dia fui chamado para a PIDE. E fui interrogado pelo Mortágua que era um tipo sinistro, fazem-me milhentas perguntas, insistem que sou eu que envio as fotografias lá para fora, eu digo que é falso. E que envio fotografias para concursos de países de Leste, o que é verdade, mas também envio para outros locais. Chegaram a perguntar-me: “Porque é que você só fotografa pessoas humildes e não fotografa paisagens? Nós temos paisagens tão bonitas.” E eu respondi-lhes: “Mas eu não gosto de fotografar paisagens. Eu gosto de fotografar pessoas. Os rostos das pessoas.”


Deu-lhes a volta?


A verdade é que eu tinha ido para lá de manhã e ao fim da tarde apareceu um tipo com uma máquina de barbear porque eu tinha a barba desleixada. “Para que é isso?”, perguntei. “É para você se barbear porque nós não queremos que você saia de cá com mau aspeto.” Perguntei-lhes se ia sair. E eles: “Vai. Você é um homem cheio de sorte. Mas qualquer dia vamos encontrá-lo outra vez.” Fiquei traumatizado. Durante anos não mandei fotografias para lado nenhum.


A PIDE tinha-o debaixo de olho. Nunca o apanhou em flagrante?


A PIDE desconfiava, mas eu enganava-os. Fazia três fotografias, tirava o rolo e punha um rolo novo. Quando era apanhado a fotografar numa manifestação dava-lhes o rolo virgem. Era um truque que funcionava sempre.

“Modéstia à parte, as minhas fotografias contribuíram para as pessoas conhecerem o verdadeiro Portugal’’

Nas suas fotografias parece que é bafejado pela sorte e por um apurado sentido de previsão. As célebres fotografias de Maria, a governanta de Salazar, a dar-lhe o ultimo beijo de despedida são exemplo disso...


Os meus colegas redatores que gostavam de mim diziam: “Tu tens um sexto sentido.” Eu concentrava-me a 100% naquilo que estava a fazer e tentava perceber o que ia acontecer a seguir. As fotografias que fiz da Maria a despedir-se do Salazar partiram de uma reflexão. Eles têm que fechar a urna, a Maria está aqui, e vamos lá a ver o que vai acontecer... Havia um cordão de tipos da PIDE, não me podia aproximar da urna. Sempre atento pergunto a que horas iam fechá-la. Fiquei a saber que era perto da uma da manhã. Mas nunca arredei pé. Só fui comprar uma sandes e regressei logo. Acontece que perto da urna começa a haver um certo movimento. Eu mantinha-me a cinco metros, senão corriam logo comigo. Estava muito atento à Maria e quando pressinto que vão fechar o caixão e ela se levanta, dou cinco ou seis passos, aproximo-me e pás! pás! pás! Ela levanta o lenço de cima do rosto [de Salazar] e dá-lhe um beijo.


Essas fotografias ficaram na história.

Essas fotografias não chegaram a ser publicadas na imprensa. Foram cortadas claro [pela censura]. Mas eu guardei os negativos e foram publicadas mais tarde num livro meu, “Olhares”. Aquele beijo da Maria tem muito simbolismo. É o fim de um homem que acabou de uma maneira muito triste e degradante.


Uma das suas glórias enquanto fotojornalista foi ter sido o único fotógrafo do mundo a fotografar os terroristas que sequestraram os atletas israelitas da aldeia olímpica nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Como é que conseguiu?


Nessa manhã estavam centenas de jornalistas à porta da aldeia olímpica que não podiam entrar. Eles foram desistindo, mas eu permaneci à porta. Sou muito teimoso.


Foi essa teimosia que o ajudou?

Sim. Nesse dia, fiquei desde manhã até às dez da noite cheio de fome, porque não sabia o que ia acontecer. Os meus colegas já tinham desistido. E, às tantas, vejo um grupo de atletas a entrar com um blusão azul, semelhante ao meu, e um saco do género que eu levava. Mas o grande truque foi ter reparado que o meu crachá tinha uma letra a mais do que o deles. Então tapo a letra com um dedo e entro com esse grupo de atletas. E de repente vejo-me no meio de polícias, uns com carabinas com miras telescópicas, parecia um filme americano. Correram comigo dali. A minha sorte é que a delegação portuguesa estava num 16º andar. No meio daquilo tudo subi as escadas até o 16º andar — o elevador estava avariado — e quando chego lá acima pus a mão à frente e pedi para apagarem as luzes todas pois queria ir para a varanda. Fui para a varanda e entretanto chegam os autocarros com os reféns e os chamados terroristas. Eu apoio os cotovelos em cima da varanda e, com uma objetiva de 85mm, fotografo com uma velocidade muito lenta, sem flash, em plena noite cerrada. Só tinha a luz dos autocarros e dos helicópteros. Faço várias fotografias e entreguei o rolo ao atleta da luta greco-romana que vinha nessa noite para Portugal. E falei lá para a delegação: “Não sei o que é que tenho, mas puxem muito pelo rolo porque isto foi feito quase às escuras.”


Não teve medo?


Não estou aqui armado em herói mas nessas alturas o medo desaparece. É como no 25 de Abril.

Foi à custa de muito jogo de cintura que conseguiu chegar à linha da frente no dia da Revolução...

No 25 de Abril acordaram-me por volta das seis da manhã para me dizer: “Vai para o Terreiro do Paço porque hoje é que é. Traz os rolos todos.” Fui para lá e todas as entradas para o Terreiro do Paço estavam bloqueadas por soldados. E assim como uma grande lata, disse ao soldado: “Olhe, se faz favor, leve-me ao comandante porque sou amigo dele.”


O comandante era Salgueiro Maia.


Eu não sabia quem era. Nem era amigo dele. O soldado, muito simpático, disse ao colega para me levar ao comandante. Levaram-me e eu apresentei-me: “Eduardo Gageiro, de ‘O Século Ilustrado’.” E o Salgueiro Maia respondeu: “Eu sei quem você é. Conheço muito bem o seu trabalho. Eu compro ‘O Século Ilustrado’. Pode andar comigo.” Nesse dia andei sempre com ele. Os meus colegas estavam todos na rua do Arsenal e só de vez em quando desciam ao Terreiro do Paço. Quando houve as negociações do lado da Ribeira das Naus, havia ordens para disparar e tudo. E a malta estava toda a cortar-se. Mas eu dou a minha palavra de honra que não estava com medo.


Nesse dia assistiu a quê?


A todas as negociações do Pato Anselmo. Do lado de cá era o Salgueiro Maia, do lado de lá era o Pato Anselmo. Antes estive atrás dos chaimites e ouvi por três vezes “fogo”. Mas eles não dispararam. Mas deixei-me ficar ali. Foi dito ao Pato Anselmo: “O senhor coronel ou se rende ou adere ao movimento.” E o tipo responde: “Não me rendo, nem adiro ao movimento. Se quiserem prendam-me.” E eu tenho essa cena toda. E sob a minha palavra de honra que o Pato Anselmo me diz o seguinte: “Gageiro, se me tiras uma foto, eu mato-te.” Ele não estava armado, sequer. Mas eu fotografei, claro. Acompanho esse movimento e faço aquela célebre fotografia do Salgueiro Maia...


E o Eduardo Gageiro emocionou-se nesse dia ou estava demasiado ocupado a fotografar?


Senti-me comovido, mas não chorei. Estava feliz. Com a expectativa de que tudo ia mudar. Depois de a Cavalaria 7 aderir ao movimento vieram-me as lágrimas aos olhos.


Isso é avassalador, não é?


Nem calcula...


Ainda sobre esse dia, as fotos que tirou foram recentemente notícia porque houve um desentendimento com o fotógrafo Alfredo Cunha. O que é que se passou?

Esse episódio está em segredo de justiça. A única coisa que posso dizer é que esse fotógrafo foi-me pedir para entrar em “O Século Ilustrado”, e eu arranjei maneira de ele começar lá a colaborar. Vi-o sempre como um filho. 
Memória Com a famosa fotografia da velha mulher da Nazaré a puxar uma rede. Esta fotografia valeu-lhe inúmeros prémios e dois meses na prisão de Caxias

Consta que foram os únicos fotógrafos que estiveram mais perto das ações militares no dia da revolução.



Não só. Houve mais. Há situações em que eu acho que ele não estava lá. É apenas isso. O que é certo é que há coisas (negativos meus) que desapareceram. Durante anos pedi-lhe para trazer as cópias de contacto do 25 de Abril para nós conferirmos. A última carta escrevia-a na Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) para nos juntarmos para uma conferência...


Para compararem os negativos. Tinha a dúvida de ter havido uma troca de negativos...


Pois. E a resposta dele foi um processo. Eu tinha ido à SPA para resolver tudo pacificamente. Não quero mais falar nisso. Ele fez um processo e eu fiz outro.


Ficou uma mágoa depois deste episódio?


Profunda. Eu era amigo [dele]. E é como cuspir no prato da sopa que lhe dão. Não houve muita lisura no comportamento, para não usar outros termos mais violentos. Nunca imaginei que existissem pessoas capazes de fazer certas coisas. Não quero alongar-me.


O caso ainda não foi resolvido em tribunal.


Ainda não. Ainda está a ser resolvido. E vamos ver quem é que tem razão.


Há quem diga que tem um certo mau feitio. Revê-se nesse retrato?


Revejo. Tenho mau feitio para as pessoas que são injustas, que são más, que são capazes de pisar toda a gente.


De todo o seu percurso qual foi a fotografia ou o momento que mais lhe custou não ter feito?

Sem presunção nenhuma, não me lembro. Coisas que gostava de ter fotografado? Olha, o Salazar a cair da cadeira por exemplo (risos). Mas tenho uma fotografia do Salazar que me parece boa que é ele de costas no Forte de São Julião da Barra. É um homem só.


Essa fotografia faz parte do seu livro “Silêncios”, um livro que decidiu fazer há nove anos como uma despedida, não foi?

Eu tenho um linfoma, nessa altura estava muito mal e achava que ia morrer. Andava no IPO. Lembrei-me de fazer um livro a sépia, uma espécie de despedida. E então andei a procurar fotografias que dessem solidão, que dessem tristeza.


Que era como se sentia...


Sim. O meu estado de espírito conduzia-me a fazer aquele livro. Senti que ia morrer, que não ia poder fazer mais nada.


É nessas alturas que se fazem contas à vida...

Senti-me só. E então acontece que comecei a fazer um livro, como me ensinou o Cardoso Pires, a contar uma história. Aquilo ia num crescendo e acabava na morte. A penúltima fotografia foi feita num cemitério no Alentejo com a terra lavrada. A última foto era uma senhora vestida de preto num muro branco com uma armação em ferro. Era o fim.


Porque é que no seu livro de despedida decidiu incluir uma imagem de Salazar?

Porque ele era um homem só. E eu também era um homem só nessa altura.


E aí tinha um ponto de encontro com ele.


Sim. Entretanto faço um tratamento de choque, quase não podia andar, caía. O livro estava quase na impressão. E faço uma TAC, começando a pensar que vou morrer. Telefonou-me a minha filha, que é diretora técnica de um laboratório farmacêutico e tem muitas amigas no IPO, e diz-me muito alegre: “Parabéns a TAC não acusou nada e tu já te escapaste. Não vais morrer já.” Nessa altura decidi mudar o fim do livro. Passei a incluir uma nova fotografia, que é um caminho, no Alentejo, e outra ilustra um muro com umas escadas para o céu.


Agarrou-se a quê nesta altura, à fé, à religião, à família?

Eu acredito na ciência. Pensei na morte como uma coisa natural. Não pedi a ninguém transcendente para me salvar. Aceitei a morte.


A sua eternidade está nos seus retratos?


Modéstia à parte, as minhas fotografias contribuíram para que as pessoas conhecessem o verdadeiro Portugal. Nesse aspeto sinto-me feliz, pois ajudei a denunciar aquilo que me parecia errado. E continuarei até morrer.


Célebres ficaram também os seus retratos às figuras ilustres de uma época. Amália, Eusébio, José Régio, Sophia de Mello Breyner, Maria João Pires, marechal Spínola, Ramalho Eanes, Gina Lollobrigida, Orson Welles, entre tantos outros. Dentre todas, qual a figura que mais o surpreendeu pela negativa?

O antigo Presidente da República, Cavaco Silva. Na altura, ele era primeiro-ministro. É uma pessoa fria. Foi preciso retratá-lo para uma capa que ilustrasse uma entrevista feita por Joaquim Letria. Eu falo com os assessores, escolho uma carpete que estava pendurada. Ele sai da entrevista, muito tenso. Eu começo a falar com ele, a contar-lhe histórias para ver se ele se descontraía. E digo-lhe: “Não sei se o senhor primeiro-ministro conhece a história detrás da melhor fotografia do Churchill, feita por um grande fotógrafo, o Yousuf Karsh. Churchill estava a posar com um charuto sempre com a pose igual. E ele chegou ao pé dele, disse ‘com licença’ tirou-lhe subitamente o charuto da mão e fotografa-o de seguida. E capta-lhe uma expressão fantástica. E é a grande fotografia do Churchill, para mim a melhor de todas. Contei isto a Cavaco Silva, que me respondeu: ‘Eu não sou o Churchill, não fumo charuto e quero ir almoçar’.” Acabou a sessão!


Foi o primeiro fotógrafo português a vencer um dos prémios do World Press Photo, em 1975, com um retrato do marechal Spínola. Esse foi o seu prémio mais importante?


Sim. Porque a partir dessa altura aqueles amigos, entre aspas, que diziam que eu só fotografava meninos ranhosos, não tiveram mais argumentos para dizer mais coisas.


Uma coisa são as insígnias e os prémios outra é o pão, o dinheiro. Foi sempre reconhecido e remunerado pelo seu trabalho como esperava?


Não. Nunca. A minha sorte é que na altura de “O Século Ilustrado” colaborava com [a brasileira] “Manchete”, com a Associated Press, com uma revista italiana chamada “Época”, cheguei a publicar fotografias na “Paris Match” e estive na revista “Sábado”. Pela primeira vez na vida ganhei dinheiro que se via. Ganhava 300 contos em 1980, era o editor fotográfico. Foi graças a esse dinheiro que consegui fazer uma casa aqui nos arredores. Mas depois desses anos e de me reformar fui à caixa de reforma dos jornalistas e vi que ninguém tinha pago nada à Caixa [em meu nome]. E hoje tenho uma reforma de 420 euros.


Como é que vive?


Vivo vendendo fotografias e livros. Edito os meus próprios livros para ter o máximo de qualidade que os outros não têm. Vivo razoavelmente. A casa onde vivo é minha e tenho um carro com 13 anos. Nunca fui um tipo de grandes luxos.




“Tenho mau feitio para as pessoas injustas, que são capazes de pisar toda a gente’’


Um dos seus últimos trabalhos de fotojornalismo foi com Fidel.


Sim. Uma grande ambição minha era fotografar o Fidel. E proporcionou-se uma passagem dele por Lisboa quando ia para Cuba, ele foi à Embaixada e eu dirigi-me também lá para tentar falar com ele para combinar ir a Cuba retratá-lo. Ele foi muito simpático e disse: “Até me vais tirar fotografias para o bilhete de identidade.” Já lhe vou mostrar as fotografias que tenho aqui no bolso, porque há pessoas que não acreditam.


Anda com essas fotografias no bolso?

Ando. Porque uma vez quando contava esta história, uma pessoa quase que me chamou aldrabão. E eu como não admito isso passei a andar com as fotografias no bolso [abre a carteira e mostra uma fotografia a preto e branco em que abraça Fidel Castro].


Este momento foi como que outra medalha para si?


Sim. Mas então lá fui eu entusiasmadíssimo para Cuba. Credenciei-me e entrei em contacto com o gabinete dele. Iam-me dizendo que nunca era oportuno, mas iam-me convidando para todos os acontecimentos. Logo no primeiro, consegui chegar à fala com ele, que me disse que sim senhor que iríamos combinar esse retrato. Num desses acontecimentos consegui pôr-me nas costas dele, que é proibido, e tenho uma boa fotografia em que ele está de perfil e que foi publicada a duas páginas na “Visão”. Em cada ocasião lá o abordava: “Comandante, então quando vamos fazer a fotografia?” Mas ele foi adiando, adiando e nunca fiz o dito retrato.


Ou seja, o comandante Fidel deu-lhe baile...


Aldrabou-me, (risos) fiquei fulo. Escrevi no meu diário dessa última noite em Cuba: “Fidel Castro também mente.”


Quem é para si o maior fotógrafo de todos os tempos?


O Cartier-Bresson teve uma influência profunda em milhões de fotógrafos. Há fotógrafos fantásticos. Sebastião Salgado é um deles e um grande amigo.


Como vê a nova geração de fotojornalistas?


É uma geração fora de série. Não é por acaso que são premiados internacionalmente. Revejo-me neles porque nada têm que ver com os velhos fotógrafos do regime. Tenho pena que não existam mais revistas onde possam mostrar o seu talento.


Como são hoje passados os seus dias?


São passados aqui em Sacavém, a terra onde nasci, e na Maçã, onde tenho o meu arquivo e laboratório. Agora ando a pensar na Casa da Imagem...


Será um museu com as suas fotografias, as suas máquinas, os seus objetos?


Eu não quero que se chame museu. Acho uma coisa antiga. Chamo-lhe Casa da Imagem. Não sei ainda onde será porque aqui na zona fizeram promessas que duram há três anos. Tenho várias ofertas noutros sítios. Tenho pena se não for em Sacavém.


“Se me tivesse dedicado mais à família não tinha feito as fotografias que fiz’’

Continua com esperança no amanhã?


Não sou um homem derrotista. Mas depende do tipo de esperança. Não tenho esperança de durar muito mais tempo. Duro se calhar mais dois anitos e queria ver até essa altura a Casa da Imagem já construída. Com galeria de exposições, um laboratório fotográfico a preto e branco, um estúdio à moda antiga.


A vida tem sido boa para si?


Nunca pensei ser rico, nunca pensei ter carros descapotáveis. Pensei no razoável. Desde que as coisas sejam geridas pacificamente ainda duro dois anos. Vamos lá ver.


De que é que se arrepende?


Se calhar de nunca ter dado uma assistência mais intensa aos meus filhos.


Foi um pai ausente?


Um pouco. Embora tenha estado presente nas alturas importantes, eles apontam-me isso. A ausência... O que devia ter feito? Abdicar da minha profissão?


Não teria sido tão bom fotógrafo se tivesse sido melhor pai?


Não era. De certeza absoluta. Era impossível conjugar as duas coisas. E foi uma opção. Se me tivesse dedicado mais à família não teria ido a tantos países fotografar, não tinha feito as fotografias que fiz. Não foi uma questão de egoísmo. Foi uma questão de amor. De amor à minha profissão. (pausa) É egoísmo, talvez.


Como é que gostaria de ser recordado?


Um rapaz de Sacavém que procurou sempre denunciar as injustiças sociais e que vai morrer vertical.


Quer acabar o seus dias a fotografar?

Só não vou com a máquina para o caixão.


Porquê?

Porque o coveiro é bem capaz de abrir o caixão e ficar com a máquina (risos).


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2334 - 22 de Julho de 2017

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Dunkirk | Nunca nos renderemos, Lady Macbeth, Carros 3

Cinema à 5ª


Nunca nos renderemos





“Dunkirk” apresenta-nos o drama vivido pelas tropas aliadas cercadas pelos alemães

Christopher Nolan realiza “Dunkirk”, focado num episódio marcante da Segunda Guerra Mundial. Estreou esta quinta-feira nas salas de cinema nacionais


Texto João Miguel Salvador


Eram quase 400 mil e combatiam na Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados, mas o inesperado aconteceu. As tropas britânicas estavam cercadas pelos alemães na cidade de Dunkirk, no norte de França — encurraladas na praia, de costas para o mar, viam o perigo a aproximar-se — e teriam de bater em retirada. O resgate era uma operação arriscada, mas teria de ser feito. Não havia outra solução.


Mas não se pense que “Dunkirk” se passa apenas a um tempo. A longa-metragem de Nolan, maioritariamente filmada com uma câmara IMAX, narra três histórias diferentes em simultâneo, com o espaço de cada uma a marcar a narrativa. Do que acontece em terra ao longo de uma semana passamos para o mar (durante uma semana) e para um ar (numa hora apenas).






Para dar um maior realismo à ação, Nolan decidiu reduzir ao mínimo a computação gráfica, preferindo filmar tudo o que fosse possível. Em entrevista a propósito do filme, o realizador explicou que “com um caça real a passar sobre a sua cabeça, o ator pode concentrar-se na emoção real da cena”.


Do elenco de “Dunkirk” fazem parte atores consagrados como Kenneth Branagh, Tom Hardy, Mark Rylance ou Cillian Murphy, mas também novos valores do cinema como Barry Keoghan ou Fionn Whitehead. O mais recente filme de Nolan estreou-se esta quinta-feira nas salas de cinema nacionais e está disponível em três versões (regular, IMAX e 4DX).



Título “Dunkirk”
Realização Christopher Nolan
Atores Fionn Whitehead, Damien Bonnard, Aneurin Barnard
Duração 106 min.
Pontuação dos críticos do Expresso: Francisco Ferreira – ⛤⛤⛤

Outros Destaques 








“Lady Macbeth”


Mulher libertina


Oprimida pelo casamento de conveniência a que está presa, Katherine acaba por envolver-se com um jovem trabalhador da propriedade onde vive. É o momento de liberdade que desperta em si a vontade de mudar.


Título “Lady Macbeth”
Realização William Oldroyd
Atores Florence Pugh, Cosmo Jarvis, Paul Hilton
Duração 89 min.

Pontuação dos críticos do Expresso: Francisco Ferreira – 3

Jorge Leitão Ramos – ⛤⛤⛤

Vasco Baptista Marques – ⛤⛤⛤




“Carros 3”


Coração de campeão


O lendário Faísca McQueen já não é o que era e acabou por ser afastado do mundo das corridas. Não o deitarão abaixo tão depressa, mesmo que haja uma nova geração de pilotos mais rápidos em ação. O seu coração será posto à prova na maior corrida da Taça Pistão.


Título “Carros 3”
Realização Brian Fee
Vozes Owen Wilson, Cristela Alonzo, Chris Cooper (versão original, em inglês); Joana Lemos, Tiago Monteiro, Elisabete Jacinto (versão portuguesa)
Duração 109 min.


Pontuação dos críticos do Expresso: Francisco Ferreira – 3⛤⛤⛤

Vasco Baptista Marques – ⛤


Jornal Expresso Quinta - 20 de Julho de 2017

segunda-feira, 17 de julho de 2017

É bem feito!

A lagartixa e o jacaré 

  José Pacheco Pereira


É bem feito!
Se houvesse justiça, na Assembleia da República deveria aparecer em cima de muitos deputados um chapéu de burro com uma bola, com a indicação dos jogos de futebol que cada um foi ver por um mesmo tipo de “ofertas”, e as bancadas do PSD e do PS ficariam engalanadas de chapéus


Não deve haver pecado mais venial em política do que este de ir ver um jogo de futebol por conta da Galp. No caso do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, a coisa já é mais grave, visto que tem contornos de conflito de interesse, dada a posição da Galp face ao fisco. Mas, se houvesse justiça, na Assembleia da República deveria aparecer em cima de muitos deputados um chapéu de burro com uma bola, com a indicação dos jogos de futebol que cada um foi ver por um mesmo tipo de "ofertas", e as bancadas do PSD e do PS ficariam engalanadas de chapéus. E se fossemos aos autarcas, a mesma coisa, já para não falar das áreas dos círculos políticos do poder, fora dos cargos formais, que costumam passar entre os pingos da chuva. Isto não é particularmente grave, é, até muito, uma distracção para coisas mais sérias. Mas essas fazem-se na discrição e no segredo, e vão muito além do futebol, embora o futebol com os seus milhões e a sua promiscuidade com a política seja relevante. W

O melhor título da imprensa americana sobre o encontro Trump-Putin

"A criatura encontrou o seu criador."

Uma nova forma de fazer política autoritária é...

...ENVOLVER O JORNALISMO NUMA NUVEM DE CONFUSÃO PARA TORNAR TUDO IGUAL E OCULTAR OS FACTOS
 
Conseguem perceber o que se passa com quase todos os aspectos da política americana que envolvem Trump e a sua família? É provável que não, se ainda tomam à letra o que eles dizem, sugerem, escrevem nas redes sociais, encomendam ao sistema mediático que vai da Fox News ao Drudge Report. Já há muito que estamos bastante longe da produção simples de notícias falsas, agora temos uma produção continuada de declarações contraditórias, de cortinas de fumo, lubrificando tudo com a selva das redes sociais, e depois com o upgrade da vozearia e do boato para "notícias". Não é um processo inocente, nem um resultado das características do faroeste que hoje as redes sociais permitem. É o resultado de um trabalho profissional, organizado, deliberado, altamente pago, de várias "empresas" e agências de comunicação na rede, de "estrategos" e "consultores" políticos, a que se soma depois uma miserável subserviência política face ao poder.
 


Ilustração Susana Villar


No caso americano, é impressionante como os congressistas e os senadores republicanos são capazes de fazer as mais absurdas piruetas para justificarem tudo o que Trump faz, como uma multidão de comentadores e "jornalistas" a passearem -se na Fox News a aceitarem os argumentos mais imbecis e as contradições mais evidentes. A duplicidade é flagrante em quase tudo: imaginem que Obama ou Clinton diziam ou faziam um átomo do que Trump faz e cairia o mundo todo de indignação furiosa. Quem define a agenda, o que deve ser dito ou não, aquilo que "interessa" e aquilo que não interessa, é em grande parte Trump nos seus tweets que tem esse papel: não, não falem da Rússia, falem das fugas de informação; não, não falem dos encontros da família Trump com dignitários russos, falem do computador dos "democratas" que estes não querem entregar ao FBI, por aí adiante.

O resultado é deliberado: é a desaparição de qualquer esboço ou esforço de jornalismo no meio de uma confusão deliberada, imediata, contínua, ocultadora. O que se passa é ofuscado, não há factos, nem eventos, apenas uma nuvem verbal de factos, factóides, contrafactos, "factos alternativos", mentiras, falsidades, que acabam por se colocar todos no mesmo plano. Quem ganha é o infractor. Não me recordo de qualquer momento na História recente em que algo de semelhante se tenha passado ou esteja a passar-se, com esta guerra civil no terreno da opinião e dos media. Ela revela a importância que, de há muito, têm os media na política das democracias, e mostra a perigosidade de uma ofensiva que usa métodos diferentes da censura clássica. Também usa a censura, mas o seu sucesso não é a ocultação, é a confusão que gera a ocultação.


Um caso concreto de como as coisas estão

Veja-se a sucessão relativa à responsabilidade da Rússia na interferência nas eleições americanas. Não se trata ainda da questão de haver ou não cumplicidades, ou concertação entre a campanha de Trump e os russos, trata-se de aceitar e saber o que fazer, com aquilo sobre o qual existe unanimidade entre os serviços de informação, e não são só os americanos.

1) Trump nunca aceitou que houvesse interferência russa nas eleições e muito menos que essa interferência fosse a seu favor (posição tida desde sempre).

2) Trump considera que "talvez" os russos interferissem, mas outras nações fizeram o mesmo (conferência de imprensa na Polónia, um dia antes do encontro com Putin).

3) Trump interpelou Putin "duramente" sobre a interferência russa nas eleições americanas (versão americana do encontro, confirmada por Trump num tweet).

4) Putin negou "veementemente" que tal tivesse acontecido.

5) Trump mostrou-se particularmente interessado em que Putin lhe contasse a conversa que tinha tido com Obama sobre a intromissão eleitoral que levou a algumas tímidas medidas contra os russos (Trump critica Obama por nada fazer, sobre uma intromissão que ele não acredita ter existido, sendo que ele nada fez). Putin recusou-se.

6) Em seguida, os russos afirmaram que Trump aceitou as suas explicações e "andaram para a frente". Fontes americanas negaram que Trump tivesse "aceitado" as explicações de Putin, mas que "andaram para a frente". Trump confirma que "andaram para a frente" ultrapassando o incidente, e que explicou a Putin qual era a sua "posição" (que não sabemos qual é, a não ser a de que não houve intromissão).

7) Para evitar que estes factos se repetissem houve um acordo Trump-Putin para criar uma força comum, russo-americana, contra as intromissões de hackers nas eleições e para colaborar em matéria de cibersegurança. Trump sugeriu que, com esta colaboração, os sistemas seriam impenetráveis.

8) A criação desta unidade deixou furiosos/espantados vários políticos republicanos e a generalidade dos que conhecem o assunto. Foi considerado que era o mesmo que meter a raposa dentro do galinheiro para ajudar a proteger as galinhas.

9) Trump vem dizer, um dia depois, que afinal decidiram essa unidade de cibersegurança, mas ela "não vai existir", presume-se porque ele não quer.

É assim que isto está.

Revista SÁBADO 16-07-2017

domingo, 16 de julho de 2017

Rua da Fonte Taurina



Rua da Fonte Taurina


Rua da Fonte d'Oirinha, como consta de um documento de 1472


Desde há muitos anos que tentamos desvendar, sem sucesso, diga-se desde já e em abono da verdade, o enigma que constitui, para nós, o nome da Rua da Fonte Taurina, a ar­téria que, antigamente, recebia todo o tráfego comercial que entrava no velho burgo pelo postigo do Carvão - o único exis­tente na estrutura já muito modificada da Muralha Fernandina..

Trata-se de uma das mais antigas artérias do Porto, situada nas proximidades da Praça da Ribeira, onde, nos séculos XIV e XV, se acedia através de uma série de ruas, vielas e becos, entretanto desaparecidos, na sequência do desenvolvimento urbanístico da zona.

Foram-se, irremediavelmente, por exem­plo, as ruas da Ourivesaria, que ficava muito perto da Fonte Taurina; a da Revolta; a da Minhota; e a dos Banhos.

Uma curiosidade: no ano de 1331, a Câma­ra do Porto assumiu, "perante a população local", a obrigação de construir o balneário que viria a dar o nome à rua. No mesmo sítio, mais coisa, menos coisa, à entrada da Rua da Reboleira, em frente a S. Francisco, volvidos todos estes anos, continuam a funcionar bal­neários públicos, mas que nada têm a ver com os antigos Banhos.

Mas o nosso propósito era falar da Rua da Fonte Taurina. E que fonte seria esta? Em boa verdade não o sabemos, mas parece não ha­ver dúvida de que, por aquelas paragens, existiu mesmo uma fonte para abastecimen­to de água às populações da zona. O nome é que foi sofrendo algumas alterações ao lon­go dos tempos.

Houve quem tivesse chegado a pensar que a tal "fonte taurina" tinha alguma coisa a ver com uma Fonte do Touro, esta localizada em Miragaia, da parte de fora da Muralha Fernan­dina, muito distante, portanto, da Rua da Fon­te Taurina. Os defensores desta ideia, diga­mos assim, assentam o seu argumento no fato de na planta da cidade de Frederico Perry Vidal (1844) se dar à rua de que vimos falando o nome de rua da fonte Tourina. Mas uma coisa nada tem a ver com a outra.

Inicialmente, a artéria em questão tinha a designação de Rua da Fonte Aurina que, às vezes, aparecia escrita como Rua da Fonte de Aurina. Ficava, como já foi referido, mui­to perto da já desaparecida Rua da Ourivesa­ria, a qual começava no Terreiro (atual largo do Terreiro) e acabava na praça principal da Ribeira, onde se fazia o mercado diário.

Segundo uma antiga tradição, foi dado o nome de Aurina à fonte, porque em tempos se acharam nela "grãos de ouro de bom qui­late". Mas, a fazer fé na mesma tradição, "de cor algo diferente, mas que não retirava va­lor à mercadoria".

Quanto à existência da fonte, parece não haver dúvidas. Ela existiu mesmo. A sua lo­calização é que, em rigor, se não pode defi­nir. A nomenclatura da rua foi sofrendo alte­rações ao longo dos anos. No século XVII, era designada Rua da Fonte Aurina, onde em 1672 "vivia o ourives Manuel de Araújo Aranha, com sua mulher, Margarida Car­neiro".

Mais de noventa anos depois (1763), o mestre pedreiro Manuel Moreira da Silva "arrematou a obra para o lajeamento da rua da Fonte de Ourina". Esta designação vigo­rou por muito tempo.

É possível que os moradores locais ou até a própria cidade tenham sido sensíveis ao aspeto pouco higiénico da palavra "ourina" e tenham feito nova alteração, desta feita para Rua da Fonte Taurina, a que ainda vi­gora. A Rua da Fonte Taurina, devido à sua proximidade como rio Douro, era uma das muitas artérias ribeirinhas que as águas in­vadiam durante as grandes cheias do pas­sado.

Diz uma crónica antiga que essa artéria (da Fonte Taurina), como as vizinhas ruas da Reboleira e de Banhos (esta desaparecida), durante as cheias, ficavam que "pare­ciam os canais de Veneza". Na Rua da Fon­te Taurina, a cheia de 1739, uma das mais terríveis que houve no Porto, "levou duas casas e vários armazéns".

Resta acrescentar que, até aos meados do século XIX, era nessa zona da cidade que se processava o mais importante do "trato marítimo, com seus mestres e carregado­res numa constante atividade", porque era também por ali que os negociantes habita­vam e tinham" suas boticas e balcões, sem­pre muito bem sortidos das mais diversas mercadorias".

Era na Rua da Fonte Taurina que, pelos menos desde o século XVII e até meados do século XIX, se fazia o mais importante comércio de bacalhau, sob a apertada fis­calização dos almotacés da cidade, que vi­giavam de perto as transações a fim de re­primir quaisquer tentativas de especula­ções ou outros abusos.

Em 1693, por exemplo, "o senado da Câ­mara, juízes e vereadores dela e o procura­dor geral" determinaram que os negocian­tes de bacalhau da Rua da Fonte Aurina "se­jam obrigados e fazer termo e a assiná-lo como mercadores de peixe de bacalhau que eram e de que a maior parte deles viviam, para que durante todo o ano o pudessem vender ao povo e assim se obrigassem". Fis­calização apertada, a daqueles tempos. •
 


História da Fonte da Colher 

Da leitura das atas das reu­niões da Câmara, depreen­de se que, ao longo dos tempos, os senhores ve­readores se preocuparam em abastecer a cidade com água de boa qualidade e abundante. Para isso, dota­ram o xadrez urbanístico da urbe com fontes e chafari­zes, alguns verdadeiros monumentos de arte, como é o caso da Fonte das Vir­tudes; outros com designa­ções no mínimo pitorescas, como acontece com a da Fonte da Colher (foto), em Miragaia. Tinha este nome porque era junto dela que o funcionário da Câmara co­brava os impostos às ven­dedeiras do mercado que, em tempos antigos, se fa­zia no areal da Miragaia onde, no século XIX, se construiu o edifício da Al­fândega. O imposto cha­mava-se "colher" e deu o nome à fonte ainda exis­tente, mas em local dife­rente do primitivo.

A Rua da Fonte Taurina já existia em 1296
JORNAL DE NOTÍCIAS, 16 JULHO, 2016

GENTIL MARTINS “NÃO ME SINTO NO PAPEL DE DEUS”

ENTREVISTA


GENTIL MARTINS “NÃO ME SINTO NO PAPEL DE DEUS”


Aos 87 anos, o cirurgião que ficou famoso pela separação de gémeos siameses continua a operar e a dar consultas. E a dizer o que pensa, sem medo de provocar um terramoto no politicamente correto


POR NELSON MARQUES E VERA LÚCIA ARREIGOSO (TEXTO) E TIAGO MIRANDA (FOTOGRAFIAS)




António Gentil Martins está em casa. Recebe-nos para esta conversa no Instituto Português de Oncologia (IPO), em Lisboa, fundado pelo seu avô, Francisco Gentil, e onde criou a primeira unidade multidisciplinar de oncologia pediátrica do mundo. Cirurgião pediátrico e plástico, reformou-se há 17 anos, depois de uma carreira dividida pelo Hospital Dona Estefânia e o IPO, mas continua a vir cá agora como consultor. Tem pena de já não o deixarem operar, mas fá-lo ainda no privado, porque a mão não lhe treme e a cabeça “não está mal de todo”. São 87 anos acabados de fazer, 63 de carreira, mais de 12 mil cirurgias, as mais afamadas com a separação de gémeos siameses. Este ano, foi honrado com o prémio Manuel Sobrinho Simões, da Liga Portuguesa Contra o Cancro, e o Prémio Nacional de Saúde. Nesta entrevista, recorda o seu percurso, mostra arrependimento por não ter dedicado mais tempo à família e assume-se frontalmente contra o aborto, a eutanásia e o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E revela que vai doar o corpo à ciência, porque aprendeu “imenso a cortar os outros”.


Onde arranja energia para continuar a dar consultas e a operar?


Não vou buscá-la a lado nenhum, ela está ou não está. Canso-me mais a subir escadas ou a correr para os autocarros, que são caríssimos e francamente mauzinhos. Espera-se horas.


Reformou-se aos 70 anos, o limite na função pública.


Saí [do Hospital Dona Estefânia] em 2000, obrigaram-me. Sou pela reforma flexível. Se o médico estiver bem, devia poder trabalhar mais anos. Se não, também devia poder parar antes.


Chegava a ir para o hospital com o pijama debaixo da roupa.


Sim, quando me chamavam de urgência a meio da noite. Na altura, não havia serviço de cuidados intensivos. Para mim é sagrado: um doente que opere é da minha responsabilidade. Dou a primeira facada e o último ponto.


Porque escolheu o IPO para esta conversa?


Toda a minha vida como médico foi passada também aqui e continuo a vir cá, agora como consultor. Quando me formei, em 53, trabalhei durante dois anos sem receber, porque o meu avô [fundador do IPO] não me pagava se não fizesse as coisas como deve ser. “Tens de provar”, disse-me. A certa altura fiz o internato dos Hospitais Civis de Lisboa, o único que havia no país. Eram dois anos e constituía uma prova de esforço muito grande — em 300 candidatos entravam 30 — e punha-se na tabuleta do consultório ‘interno dos hospitais’. Era muito importante porque significava ter passado numa seleção muito severa. Depois resolvi ir para cirurgia pediátrica.


Porquê?


Gosto muito de crianças. São muito mais afetivas, diretas, sinceras... Além disso, têm uma grande diversidade de situações — na altura, as malformações congénitas eram das mais variadas — obrigando até um bocadinho à improvisação. Gosto muito da frase “guidelines are not God lines”. As normas são ótimas, mas há doentes que são diferentes e temos de adaptar as soluções. Também tinha uma irmã que era professora de enfermagem pediátrica, casou-se com um pediatra, e achei que podia ser cirurgião pediátrico.


Fez a especialização em Londres.


Achei que não estava tão evoluído como lá fora e fui para Inglaterra com uma bolsa do British Council. Aprendi em três anos o que aqui não aprenderia em 30. Trabalhava 24 horas, dia sim dia não, e um fim de semana em cada três.


As 24 horas não são, portanto, uma invenção portuguesa.


É diferente, não estava a trabalhar exatamente 24 horas. Tínhamos de estar presentes mas de noite podíamos descansar, a não ser na Urgência, que era uma vez por semana. Um dia espalhei-me. Fui parar ao hospital, onde estive três semanas, porque adormeci ao volante. Tinha acabado de ganhar uma prova de tiro no Estádio da Luz e foi quando me vim embora que me espalhei na Duque de Ávila. Nesse dia não me tinha deitado porque recebera um indivíduo que tinha levado uma série de facadas e tinha estado a cosê-las.


Que ferimentos teve no acidente?


Parti umas costelas e fiquei sem os dentes da frente. Acordei já na maca no [Hospital de] São José a olhar para o teto. Senti que conhecia aquilo de qualquer lado.


Vem de uma família com uma longa ligação à medicina. Era inevitável ser médico?


O meu penta-avô foi fundador da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa em 1850 e escreveu o primeiro tratado português de anatomia; o meu bisavô era médico, o sogro do meu avô era professor de obstetrícia, o meu avô foi cirurgião e fundador do instituto, o meu pai era cirurgião. E foi também o maior atleta português de todos os tempos. Agora só se fala no Ronaldo, mas esquecem-se de que há 90 anos houve um senhor que foi campeão do mundo de espingarda, mestre atirador nacional e internacional de todas as armas, campeão de Portugal e recordista do peso, do disco, do dardo, do salto em altura e comprimento... O meu irmão foi cirurgião e diretor do IPO , o meu padrinho era o pediatra Mário Pina. Havia uma grande tradição na família, mas não foi isso que me motivou. Na altura estava muito hesitante entre engenharia e medicina, mas, aos 11 ou 12 anos, vi uma pessoa ser atropelada no Largo do Rato quando estava a ir para o liceu. Vi o homem a sangrar, não sabia se estava vivo ou morto, e senti-me impotente. Decidi ser médico para saber o que fazer.

“Quando safo um doente, sinto-me fantástico, o maior do mundo. Se um morre, sentimo-nos francamente mal”

O apelido pesava-lhe?


Pesava num sentido: eu devia ser António Silva Martins.


O Gentil é mais adequado para um médico, ainda por cima pediatra.


[Risos]. Na faculdade todos me chamavam Gentil porque o meu avô era lá professor e todos conheciam o Professor Gentil. Ainda me lembro de uma récita dos estudantes de medicina: “Nem o Pulido [Valente] é Gentil nem o Gentil é Pulido”. Os grandes nomes eram o Pulido da medicina e o Gentil da cirurgia. E quando tive de arranjar um nome médico pensei logo em Gentil.


Foi uma ironia que alguém que dominava tão bem as armas como o seu pai morresse num acidente na carreira de tiro.


É daquelas coisas imponderáveis. Esqueceu-se de que tinha a arma carregada e quis mudar o ponto de mira. Para não sujar a coronha, colocou-a em cima do pé e suspeita-se de que a arma escorregou e isso fê-la disparar. O tiro entrou-lhe por baixo do queixo. Foi a única morte na carreira de tiro em cem anos e nunca voltou a acontecer. Eu tinha três meses.


Diz que ele foi a sua principal referência. Como é que o foi descobrindo na ausência dele?


Foi a minha mãe que me transmitiu o que tinha sido a vida do meu pai. Ele era o maior em tudo: o Egas Moniz dizia que ele era o melhor colaborador que tinha tido, o Sidónio Pais que era o tipo mais brilhante que tinha aparecido em Coimbra naquela geração e por aí fora. Foi voluntário na Guerra de 14-18 como médico, com o Fernando da Fonseca [que dá nome ao hospital Amadora-Sintra]. No enterro dele, em 1930, estiveram 1500 automóveis.


Entristece-o não ter tido oportunidade de o conhecer?


O mundo é o que é.


Foi muito complicado para a sua mãe?


Ficou viúva com três crianças pequeninas e um bocado atrapalhada. O meu pai tinha 38 anos e não tinha feito uma grande segurança financeira. Felizmente a minha mãe — que quis ser médica mas o meu avô não deixou porque no início do século passado não era normal uma mulher ser médica — arranjou um emprego. Sabia muito bem línguas e foi fazer traduções no boletim da Junta Nacional de Cortiça. Nunca passámos fome, mas vivíamos com uma certa modéstia.


Dedicou-se ao tiro apesar da morte trágica do seu pai. Participou até nos Jogos Olímpicos de 1960.

A minha mãe tinha um respeito total pelo meu pai e dizia-me: “O teu pai dizia que caçar é perigoso, portanto agradecia que não caçasses. Ir à carreira de tiro o teu pai sempre disse que era seguro desde que se tenha cuidado, portanto se quiseres podes ir”. O meu mestre foi um amigo dele, António Montez, que tinha sido atleta olímpico na mesma altura e tinha a Espingardaria Central no Rossio. Foi ele quem me ensinou a atirar, pagou as munições e emprestou-me as armas no início. Tinha uma grande veneração por ele. Chamava-lhe Pai Montez.


O tiro era uma homenagem ao seu pai?

Ele tinha feito todas aquelas proezas e eu queria imitá-lo.


Uma das muitas histórias extraordinárias que conta dele envolve uma transfusão que ele fez a um marinheiro.


Ele estava de serviço no banco de Urgência do São José e veio um marinheiro que precisava de ser operado de urgência. O único que tinha o sangue compatível era o meu pai, mas ele tinha de operar o doente. Então, teve uma ideia genial: tirou o sangue do pé diretamente para o braço do doente e operou. Mas o mais importante é que não se vangloriou disso.


Herdou essa capacidade de improviso?


Posso dizer que violei dois protocolos internacionais durante muitos anos. No primeiro congresso mundial de cancro da criança, em 1969, mostrei como tratava tumores do rim com injeções [quimioterapia] antes da radiação. Segundo o protocolo, primeiro era a radiação e depois operava-se. Além disso, era habitual tirar-se o rim e achei que, quando o tumor era só num bocadinho do rim, não devia tirá-lo todo. Fiz isso e durante mais de 20 anos violei o protocolo internacional. Hoje toda a gente faz dessa forma.


Agora seria mais difícil violar um protocolo.


Possível é, corre-se é um risco. À minha responsabilidade faço aquilo que entendo que é útil ao doente. Na altura era diretor do serviço e fazia o que entendesse ser melhor.


Apaixonou-se num hospital.


Tive de operar uma criancinha com uma doença grave e cujos pais estavam mobilizados em Angola. Quem tratava da criança era uma tia e passei a conhecê-la. Curiosamente, a minha mãe e a mãe dela eram muito amigas. Casámos tinha eu 33 anos e ela 24.


Foi um pai ausente?


Mais do que ausente.


Custa-lhe não ter acompanhado mais os seus filhos?


Prejudiquei sobretudo a minha mulher, ela é que teve de aguentar os filhos. Tenho ‘só’ 8 filhos e 25 netos, é contra a corrente. Durante os 12 anos em que estive ligado à Ordem dos Médicos a parte familiar praticamente não existiu, foi a adolescência dos meus filhos. Talvez tenha sido influenciado pelo facto de a minha mãe ter sido tão completa, quase não me preocupei por estar ausente. Foi a única coisa de que sinceramente me arrependo, não soube equilibrar as coisas. A família é a base de qualquer sociedade.


Tem algum filho médico?


Tenho três que queriam ser, mas não conseguiram. Até escrevi um artigo na altura a defender que a nota era importante, mas a vocação era mais importante. Há médicos e licenciados em medicina.


Entristece-o que nenhum deles tenha seguido os seus passos?


Tive muita pena porque dariam bons médicos. Mas tenho uma neta médica e outra que está na Faculdade de Medicina.


Só mulheres.

O mundo acaba se as mulheres não tomarem conta. É simples: os homens não podem ter filhos. Podemos discutir muita coisa, mas se as mulheres não resolverem o problema de terem filhos, acabou. Ninguém quer ver isto, mas é uma realidade. Podemos ajudar, mas não os fazemos.
Firme Gentil Martins assume-se frontalmente contra a eutanásia e o suicídio assistido. “A nossa Constituição, que não é propriamente católica, diz que a vida é inviolável. Tenho de ajudar o doente até ao fim, posso sempre tirar as dores. Quando ele está em sofrimento e lhe dão uma injeção com a intenção de lhe tirar a dor, o doente pode morrer. É o princípio do duplo efeito. A moral do médico é o único juiz”

É uma responsabilidade das mulheres?



É. Elas é que têm de encarar a solução. Se não se dispuserem a isso, não há hipótese. Não podemos obrigá-las a ter filhos.


Como é que vê a hipótese de um homem solteiro ter filhos recorrendo a uma barriga de aluguer, como alegadamente foi o caso de Cristiano Ronaldo?

Considero um crime grave. É degradante, uma tristeza. O Ronaldo é um excelente atleta, tem imenso mérito, mas é um estupor moral, não pode ser exemplo para ninguém. Toda a criança tem direito a ter mãe. Mais: penso que uma das grandes culpadas disto é a mãe dele. Aquela senhora não lhe deu educação nenhuma.


A sociedade nem questionou.

Fiquei horrorizado com isso. Muitos até o desculpam dizendo “coitadinho, ele até gosta de criancinhas”. E as criancinhas não têm mãe? Ter mãe já não tem significado?


É católico praticante?



Sou. Vou à missa todos os domingos e dias santos.


Casou-se tarde para a época.


Queria escolher bem. Tem de existir uma similitude de ideias e aquela atração que não sabemos porque aparece. Sentir amor por outra pessoa. Sou totalmente contra os homossexuais, lamento imenso.


Duas pessoas do mesmo sexo não podem amar-se?


Ouçam, é uma coisa simples: o mundo tinha acabado. Para que o mundo exista tem de haver homens e mulheres. Trato-os como a qualquer doente e estou-me nas tintas se são isto ou aquilo... Não vou tratar mal uma pessoa porque é homossexual, mas não aceito promovê-la. Se me perguntam se é correto? Acho que não. É uma anomalia, é um desvio da personalidade. Como os sadomasoquistas ou as pessoas que se mutilam.


É, portanto, contra o casamento e a adoção de crianças por homossexuais.


Sou totalmente contra. E contra o aborto também. É muito curioso dizer-se que não se sabe quando começa a vida humana. É tão simples como ter uma célula masculina e uma feminina que se juntam, ficam com todos os cromossomas, e aquela celulazinha já tem a cor dos olhos e do cabelo, a estatura, está lá tudo...


Não tem personalidade ainda.

E um recém-nascido tem uma grande personalidade? Alimenta-se sozinho? É capaz de falar, de fazer tudo? Não há uma interrupção na evolução do ser humano.


Não admite nenhuma exceção?


Nenhuma. Defendo a evolução natural: nascemos e morremos.


Notabilizou-se a separar casos de siameses, que hoje são raríssimos.

Já não existem na Europa, abortam todos. Só vêm do Bangladesh, da África do Sul, da Índia... Nos sítios onde há ecografia pré-natal abortam. Os primeiros siameses que operei [duas meninas] têm 38 anos e estão impecáveis. Têm uma grande cicatriz, mas fora isso estão normalíssimas.


Sente-se no papel de Deus quando corrige a natureza?

Não me sinto no papel de Deus, sinto-me o maior do mundo. Quando safo um doente, sinto-me fantástico. Quando um doente acaba por morrer, penso se fiz o que devia ter feito, se tinha alternativa. Sentimo-nos francamente mal. A medicina dá-nos o melhor e o pior
“Não aceito promover uma pessoa homossexual. É uma anomalia, um desvio da personalidade"


Morreu-lhe algum paciente no bloco operatório?


Na sala de operações, honestamente, não me lembro, mas é possível. Mas morreu-me um doente logo depois de me formar, no Curry Cabral. Era um doente com tétano, que tinha de alimentar com uma sonda naso-gástrica. Quando lhe meti o cateter ele teve um espasmo, deixou de respirar e morreu.


Esse episódio marcou-o?


[Suspira] Marcou-me brutalmente, estive para desistir de ser médico. Fui ter com o meu avô, desesperado, a dizer ‘matei o doente’ e ele explicou-me que não, que não tinha sido por minha responsabilidade porque eu tinha mesmo de o entubar. Com o tempo, vamos esquecendo. Temos de reconhecer que não somos infalíveis.


É contra a eutanásia e o suicídio assistido?


Absolutamente. Tenho de ajudar o doente até ao fim, posso sempre tirar as dores. Quando ele está em sofrimento e lhe dão uma injeção com a intenção de lhe tirar a dor, o doente pode morrer. É o princípio do duplo efeito. A moral do médico é o único juiz.


Uma pessoa não deve ter direito a decidir o fim da sua vida quando está em sofrimento?


Acho que não. Podem dizer que é por eu ser católico, mas não é por isso. A nossa Constituição, que não é propriamente católica, diz que a vida é inviolável.


Denunciava um colega que lhe confessasse que ajudou alguém a morrer?

Não denunciava, mas dizia-lhe que para mim deixava de ser médico. Nós fizemos um juramento. Então, para que serve a honra das pessoas?


Ainda opera.


Ainda [estica a mão para mostrar que não treme], mas muito pouco. Não uso óculos, fui operado às cataratas há cinco anos. De cabeça, não estou mal de todo. Faço sobretudo cirurgia pediátrica. E já não opero narizes, porque não tenho a certeza de que vão ficar bem. Se tiver dúvidas, já não faço. Mas a maior parte das pessoas vem pedir-me uma segunda opinião, porque operar no privado é muito mais caro.


Anda há 40 anos a lutar contra o modelo do Serviço Nacional de Saúde (SNS).


Não há nenhum serviço de saúde correto se não se der liberdade ao doente de ir onde lhe apetecer, quer à instituição quer ao médico. Nós adotámos o sistema inglês — um pouco como os soviéticos — que garante o médico, mas a relação personalizada é muito mais fácil num sistema de liberdade de escolha. Perdeu-se um bocadinho da personalização dos doentes privados. Eu era chamado às duas da manhã para ir apalpar uma barriga, agora vai-se diretamente para o hospital. Há um pequeno avanço feito por este ministro [Adalberto Campos Fernandes] de permitir às pessoas mudarem de centro de saúde e de médico.


Mas muitos utentes não têm sequer acesso a um.

No ‘meu sistema’ isso não existe. Num sistema com seguros de saúde isso não existe, têm sempre o médico que escolhem. Não quero que me deem um médico, quero poder escolhê-lo. Deve ser um médico da família e não de família.


Isso não aumentaria a clivagem no acesso aos cuidados de saúde entre os mais ricos e os mais pobres?

Não, desde que haja preços tabelados.


E os médicos querem preços tabelados?


Não querem? No projeto que fiz, os médicos tinham um ordenado-base relativamente baixo que ia aumentando de acordo com as consultas que fizessem. É evidente que se for pago à peça um médico trabalha mais horas, mas também está motivado para ganhar mais. O seu esforço é recompensado.


Que opinião tem do atual ministro da Saúde?



Acho melhor do que os anteriores, mas ainda não chega. Tem de mudar o sistema e não há coragem para isso. Por exemplo, ter os médicos a receber em função do número de consultas que façam. Toda a gente diz que o SNS é uma das grandes pérolas do 25 de Abril, então ninguém o pode alterar. Para mim, a grande pérola não é a melhor.


“O Ronaldo é um excelente atleta, mas é um estupor moral. Não pode ser exemplo para ninguém”

Acha que o SNS está condenado ou para durar?


Está para durar, mas condenado. Vai continuar a existir, não vai ser é aquilo que dizem que ele é. Começou por dizer-se que este ‘brilhante’ Serviço Nacional de Saúde feito pelo Dr. Arnaut era um imperativo constitucional e não era preciso fazer contas. Depois a Constituição teve de ser alterada para dizer que afinal o SNS não é gratuito, é tendencialmente gratuito. Falta mais dinheiro para a saúde, ou então têm de dizer honestamente que não dão. Não podem é dizer que dão e depois faltar. Mais: os tempos de espera não fazem sentido; quero ser tratado quando estou doente, não quero estar à espera de uma consulta.


Hoje confia-se menos nos médicos?


Muito menos. Não há uma escolha. Não percebo porque é que o 25 de Abril foi uma revolução para a liberdade e na Saúde não há. Dizia-me o Veiga Simão, que foi ministro da Educação antes e depois do 25 de Abril: “Foi uma pena no 25 de Abril terem destruído Deus, pátria e a família e ficado só com a liberdade. Juntavam a liberdade a Deus, pátria e família, não tinham de destruir tudo. Ficaram só com a liberdade, ainda por cima não a interpretaram bem, e dá nisto”. E é verdade. Realmente, não sei o que estes políticos que temos pensam que vai ser o futuro do país.


As pessoas vão primeiro ao Google antes de irem ao médico.


É uma ameaça terrível. É evidente que qualquer um pode ir à internet e ver lá tudo, mas cada doente é um doente. Às vezes uma boa frase é melhor do que um comprimido. Porque é que os charlatães e os bruxos têm sucesso? Porque dão atenção às pessoas, falam com elas.


Em desespero, as pessoas agarram-se a qualquer coisa. Veja-se o caso dos portugueses que vão para a Alemanha atrás do ‘milagre’ das células dendríticas.


É uma vigarice total. Escrevi um artigo por causa da menina Safira. As células dendríticas não lhe fizeram absolutamente nada. Mais: custavam cerca de 80 mil euros. Há muita gente que vai convencida de que é sacrossanto. A Safirazinha, coitadinha, já tinha sido operada, já tinha tirado o rim, já tinha feito a quimioterapia e tinha pelo menos mais de 50% de probabilidades de ficar curada. Se tivesse completado a quimioterapia, teria 90%. Outra menina, a Nonô, foi para lá num estado desesperado, mas não chegou a fazer as células dendríticas. Esteve três semanas internada num hospital em Frankfurt e os pais quiseram que viesse morrer a Portugal. Fui eu que fui buscá-la à Alemanha, porque era preciso um médico. Morreu passados três dias.


Nunca teve o apelo da política?


Fui convidado para secretário de Estado pelo [João] Morais Leitão no tempo do Sá Carneiro. Já era presidente da Ordem e disse-lhe que não era bom para a política, porque só digo o que quero e o que penso. Os políticos às vezes têm de dizer coisas que não pensam. Tive a sorte de me chamarem tanto comunista como fascista; é porque devia estar certo. Não pertenço a partido nenhum, nem quero.


Mas é um homem de direita.


Sou nitidamente mais à direita do que à esquerda. Sou um democrata-cristão.


De que é que sente falta nesta fase da vida?


Não sinto falta de nada em especial. Só quero sentir que fiz aquilo que devia ter feito.


Como é que gostava de ser recordado?

Nunca pensei nisso. Ofereci o meu corpo à faculdade, porque aprendi imenso a cortar os outros.


O que é que a família achou dessa decisão?


Não gostou especialmente, mas aceitou. No dia em que eu morrer, ligam para a Faculdade de Ciências Médicas [de Lisboa].


Teme o momento da morte?


Honestamente, não penso nela. Quando vier, vem e não posso fazer nada. Tinha um grande amigo, o Daniel Serrão, que foi atropelado na passadeira ao sair de casa... Sei lá o que vai acontecer.


Acredita que há algo para lá desta vida? Confessou que achava que iria passar algum tempo no purgatório.


Isso com certeza. Um Deus bondoso não deixa ninguém ir para o inferno, mas o purgatório é absolutamente essencial, porque fizemos disparates e coisas más. É correto ser punido pelo que se fez de mal.


Esse é um pensamento pouco científico.


Conseguem explicar como é que uma celulazinha já tem a cor dos olhos, do cabelo, a estatura? Como é que apareceu? Tem de haver uma origem, alguma coisa além disto e que não consigo compreender.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2333 - 15 de Julho de 2017

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