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quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Eu, Tonya | Gente de gelo


Gente de gelo


Eu, Tonya é um olhar sobre uma América “feia”, rural, que evita a sobranceria.


Eu, Tonya

3 estrelas

Luís Miguel Oliveira

Público, 21 de Fevereiro de 2018, 7:00





“Era assim um bocado como a América: ou se ama ou não se é grande fã, e a Tonya era totalmente americana”, diz-se logo num dos depoimentos iniciais, dados no estilo de falso documentário que enforma a narrativa contada por Craig Gillespie. Narrativa que é uma das histórias mais bizarras dos anos 90 americanos, a do conflito dentro da equipa olímpica de patinagem artística que teve climax na agressão a uma patinadora, Nancy Kerrigan, a mando da entourage da sua rival Tonya Harding. Tonya, cujo ponto de vista é essencialmente respeitado pelo filme, sempre negou a sua responsabilidade no incidente, mas não escapou de consequências drásticas: a carreira de patinadora acabou aí, banida, por decisão judicial, de todas as competições oficiais, e pelo menos durante alguns anos foi uma celebridade, mas uma daquelas celebridades que recolhem o opróbrio do público em vez da sua adoração. Como diz num desses depoimentos a Tonya a que Margot Robbie dá corpo, “pensava que a fama ia ser divertida”. Não foi lá muito, nem foi da maneira que esperava.

Mas a fama, o sucesso, são obsessões americanas, e Eu, Tonya é um retrato distorcido dessas obsessões a funcionar. A funcionar, em primeiro lugar, como pressão, sobretudo para quem nasce sem privilégios de classe. Isso é muito bem dado na relação entre Tonya e a mãe (Allison Janney), a principal “curadora” dessa obsessão pelo sucesso — o sucesso em qualquer coisa (calhou ser a patinagem no gelo) — como única forma de ascensão social. Está disposta a tudo pela filha, até a colher o seu ódio pela disciplina férrea que lhe impõe, como se o ódio fosse o preço a pagar pelo sucesso, e o sucesso é para ser obtido a qualquer custo: “nice gets you shit”, “ser boazinha não te leva a lado nenhum” (em tradução livre e menos vernacular), diz-lhe ela numa cena de diálogo que revela, se não a “moral da história”, pelo menos a moral que domina entre as personagens.

O jogo razoavelmente perigoso que Craig Gillespie joga, e que é pelo menos parcialmente bem sucedido é este: encontrar a distância certa para a dar a ver, digamos “criticamente”, esta maneira de pensar e de agir, sem perder de vista uma certa empatia e uma certa gravidade, oferecendo aos espectadores todas as pistas para que se perceba porque é que as personagens pensam assim e porque é que, provavelmente, não podem deixar de pensar assim – é uma questão de sobrevivência. O que equivale a dizer que se o filme aposta numa certa irrisão, também ela “crítica” e devolvida na forma de comédia, nunca se coloca contra as suas personagens, e sobretudo não contra estas duas, Tonya e a mãe (a “comédia” está mais reservada para os homens, o marido e os seus comparsas, desajeitados e nem por isso muito inteligentes). A saga de Tonya acaba assim por funcionar como um olhar sobre uma América “feia”, rural, “redneck”, que em grande medida evita a sobranceria e consegue estar “lá”, numa atitude não necessariamente solidária mas capaz de compreender as suas razões. E com Tonya nunca deixa de estar, o “regard-caméra” desafiante com que a deixamos no último plano sugere que há qualquer coisa a salvar dos escombros: talvez a ideia de que o “sucesso”, afinal de contas, é um estado de espírito, contra o qual os factos e as circunstâncias podem pouco.






Eu, Tonya

Realização: Craig Gillespie

Actor(es): Margot Robbie, Sebastian Stan, Allison Janney

Trailer 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

O QUE É UM CASAL, SENHOR CARDEAL?

DIÁRIO DE UM PSIQUIATRA 

   JOSÉ GAMEIRO



O QUE É UM CASAL, SENHOR CARDEAL?

Um casal é uma mistura de muita coisa, de muitos sentimentos, em que o sexo é apenas uma parte, maior ou menor, da sua relação


D. Manuel Clemente surpreendeu-me, e penso que a muitos portugueses, com a sua interpretação sobre a posição que a Igreja deve ter face aos casais com casamento católico anterior não anulado, ou por falta de pedido ou por não lhes ter sido autorizado.


Quando o Papa Francisco abriu a discussão sobre o tema, soprou um ar fresco sobre as regras da Igreja Católica para os casais divorciados e que voltaram a casar-se. Claro que os católicos sabiam que não ia ser fácil mudar regras milenares mas completamente desajustadas face à realidade familiar atual.


Sendo agnóstico, mas não tendo qualquer animosidade em relação aos crentes, achei que tinha algum significado ter sido convidado pela Ecclesia para, em Fátima, falar sobre as novas famílias. Levei o testemunho de um amigo católico, com um segundo casamento, que não renunciou à sua fé nem à sua prática religiosa, apesar de não poder ter tido um casamento católico. E assisti a testemunhos fortes de casais que sentiram a rejeição da Igreja por terem tido um divórcio anterior, explicando, sem subterfúgios, como haviam sido excluídos da comunidade cristã.


A presença neste encontro de muitos responsáveis da hierarquia católica parecia prenunciar que a Igreja portuguesa iria responder ao chamamento do seu Papa no sentido de uma maior adequação aos tempos atuais.


O nosso cardeal-patriarca surpreendeu-nos com a sua posição face à vida sexual dos casais com um segundo casamento em que não foi possível anular o anterior. Como se, para D. Manuel Clemente, um casal fosse só sexo...


Meu caro cardeal, um casal é uma mistura de muita coisa, de muitos sentimentos, alguns por vezes contraditórios, em que o sexo é apenas uma parte, maior ou menor, da sua relação. Um casal é ternura, solidariedade, cumplicidade, maior ou menor partilha económica, educação dos filhos, se os tiverem, apoio às famílias de origem de cada um e tudo aquilo que se possa imaginar quando duas pessoas vivem juntas e dividem anseios, projetos, ideias e também a casa de banho...


Meu caro cardeal, com toda a simpatia que tenho por si, acho que não sabe bem o que é um casal. Felizmente que existem muitos elementos da Igreja que sabem o que é e que não confundem casal com vida sexual. Um casal é muito mais do que o grande prazer de estar fisicamente com quem se gosta.


Desculpe que lhe diga, senhor cardeal, mas a sua visão do fruto proibido dos casais sem anulação do casamento anterior parece ser uma visão um pouco primária do que são os laços fortes de duas pessoas que decidem voltar a tentar ter uma família.


Atente à sua própria citação da “Amoris Laetitia” na nota pastoral que publicou: “Não só não devem sentir-se excomungados mas podem viver e maturar como membros vivos da Igreja, sentindo-a como uma mãe que sempre os acolhe, cuida afetuosamente deles e encoraja-os no caminho da vida e do Evangelho.” Uma mãe quer a felicidade dos seus filhos...


Senhor cardeal, tem a noção do mal que está a fazer a muitos casais dentro da Igreja? A sua posição pode ser teologicamente muito adequada, mas parece reduzir a vida de um casal ao tempo que passam na cama, acordados...


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2364, 17 FEV, 2018

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Teatro Baquet


Teatro Baquet

Fundado nesta cidade há cento e sessenta anos por um alfaiate
 



Na noite de 20 de março de 1888, vão completar-se, na terça-feira, 130 anos, Hamilton de Araújo, poeta ro­mântico, oriundo da Régua, mas há cerca de vinte anos radicado no Porto, abandona a sala de espetáculos do Teatro Baquet, situado muito perto do Teatro Príncipe Real, agora Teatro de Sá da Bandeira, na parte baixa da rua com este nome que, recentemente, abrira ao público, deixando a meio a ópera cómica "Os dragões de Villars", a que assistia.

Fora acometido de um incomodativo aces­so de tosse, provocada pela tuberculose que lhe minava o peito, e saiu para não perturbar o espetáculo. Acompanhou-o um dedicado amigo, o jornalista Emídio de Oliveira. Na rua, escreveu este mais tarde, o frio era cortante e um nevoeiro viscoso invadira as artérias cita­dinas. Hamilton de Araújo vivia, ao tempo, na Rua de Costa Cabral. Para evitar que o amigo tivesse que percorrer a longa caminhada a pé, chamou um trem que conduziu o poeta à sua residência. Diz ainda Emídio de Oliveira que ao passar na Aguardente (atual Praça do Mar­quês de Pombal), Hamilton de Araújo olhou pela portinhola traseira do trem, viu o que lhe pareceu ser a aurora boreal e exclamou: "Tão tarde! lá nasce o sol".

Onde o poeta julgara ter visto o sol havia fogo. O que ele avistara fora somente o clarão provocado pelas chamas rubras e alterosas que rapidamente consumiam o Teatro Baquet. O súbito ataque de tosse fora providencial, para Hamilton de Araújo e para o seu amigo jornalista.

No lugar da Rua de Sá da Bandeira outro­ra ocupado pelo Teatro Baquet, está agora um moderno hotel a que deram o nome de "Tea­tro", em homenagem ao que lá funcionou en­tre 22 de fevereiro de 1858, data da inaugura­ção, e 20 de março de 1888, o dia em que ar­deu. Trinta anos precisos foi o tempo que du­rou a atívidade do Baquet.

Chegados a este ponto da crónica, parece-me adivinhar a curiosidade, aliás legitima, do leitor em querer saber o porquê deste nome afrancesado. Vamos por partes.

O edifício, foi construído em terrenos an­tes ocupados "por uns bons quintais", que fi­cavam entre as ruas de Sá da Bandeira, na­quele troço onde anos mais tarde se fundou o café "A Brasileira", e a então chamada Rua de Santo António, hoje Rua de 31 de laneiro.

O edifício tinha duas fachadas: uma volta­da para a Rua de Sá da Bandeira e outra que dava para a antiga Rua de Santo António. Mas, atenção: à altura da inauguração do teatro, a Rua de Sá da Bandeira ainda não existia como hoje a conhecemos. O acesso por este lado à entrada para sala de espetáculos fazia-se por uma longa, sinuosa, estreita e imunda artéria, que começava junto à Rua Formosa e à qual se dava o pitoresco nome de Viela da Neta.

E agora, o fundador. Chamava-se António Pereira e nasceu na freguesia do Bonfim. Era criança, quando deixou a sua cidade natal para acompanhar os pais, quando estes rumaram a Espanha, para onde foram "à procura de melhores dias". Em data não determinada, re­gressou ao Porto e já vinha casado, com uma cidadã espanhola. E tinha um ofício por sinal bem rendoso naquela recuada época. Era al­faiate. Ao seu nome de batismo acrescentara, entretanto, o apelido afrancesado de Baquet. Era agora António Pereira Baquet.

No seu regresso ao Porto, Baquet começou por montar uma oficina de alfaiate na Praça da Batalha. Mas não ficou ali muito tempo. Mudou-se, logo a seguir, para um edifício mais amplo e mais confortável, na então mo­derníssima Rua de Santo António, hoje Rua de 31 de Janeiro. Era um homem de visão lar­ga, viajado e que granjeara algum dinheiro com o seu rendoso ofício de alfaiate.

Por 1858, abraçou a ideia de construir no Porto um novo teatro. Havia vários e o de S. João, o mais emblemático, nem sempre en­chia a sala, mas isso não intimidou Baquet. Apenas com o seu dinheiro, sem pedir aju­da fosse a quem fosse, abalançou-se no so­nho que alimentava e o edifício do novo tea­tro começou a ser construído em terrenos que antes faziam parte de quintais das casas da Rua de Santo António e de Sá da Bandei­ra. Encarregou-se de gizar a planta do novo edifício o prof. Guilherme Correia, da Acade­mia de Belas-Artes.

A primeira pedra para o novo teatro foi lançada em 22 de fevereiro de 1858. A tarefa que se seguiu não foi fácil. O terreno, sob o qual passava um ribeiro que vinha dos lados do Bolhão e ia engrossar o célebre rio da Vila, era pantanoso e dificultou a obra. Mas um ano depois, 13 de fevereiro de 1859, o teatro estava pronto a ser inaugurado. O que acon­teceu com um baile de Carnaval. A inaugura­ção oficial não foi com este baile, mas sim com uma representação da Companhia do Teatro Ginásio de Lisboa.

Na noite de 20 para 21 de março de 1888, realizava-se no Baquet um espetáculo em beneficio do ator Firmino Rosas. Era já tarde quando um violento incêndio que começa junto ao palco alastra rapidamente a toda a sala. O pânico foi indescritível. Os primeiros espetadores que conseguiram sair do edifí­cio em chamas dirigiram-se para as igrejas de Santo António dos Congregados e de San­to Ildefonso para fazerem soar os sinos a re­bate de incêndio. Mas as cordas partiram.

A história da Rua Sá da Bandeira
 

A moderna Rua de Sá da Ban­deira começou a ser construí­da em 1836 ao longo de terre­nos de cultivo que pertenciam, alguns, a D. Antónia Adelaide Ferreira, a célebre Ferreirinha da Régua. Com a construção da nova artéria, desaparece a imunda e sinuosa Viela da Neta, de que restava um pe­queno vestígio, ainda há pou­co tempo, na Travessa da Rua Formosa, entretanto absorvi­da por uma obra que decorre naquelas imediações para a construção de um condomínio habitacional. Em 1874, as obras ainda estavam muito atrasadas. 0 primitivo troço, entre a esquina do edifício do Teatro de Sá da Bandeira, à al­tura Príncipe Real, e a Rua Formosa (foto) só foi aberta ao público entre 1879/1880. E a parte que vai da Rua For­mosa até à Rua de Fernandes Tomás só ficou concluída em 1904, já nos começos do sé­culo XX. E a abertura dali para cima é já dos nossos dias. Bernardo de Sá Nogueira, ba­rão, visconde e marquês de Sá da Bandeira foi um dos mais notáveis combatentes do Cer­co do Porto.


A construção do Teatro Baquet custou cerca de 50 contos
JORNAL DE NOTÍCIAS, 18 FEV, 2018

sábado, 17 de fevereiro de 2018

O Adolfo é o futuro



   Daniel Oliveira


O Adolfo é o futuro

Gosto muito do Adolfo Mesquita Nunes. Pessoalmente e intelectualmente. Tem a enorme qualidade de partir do princípio de que as pessoas que o ouvem são inteligentes e merecem inteligência. Isso vale ouro. Discordo dele em quase tudo o que hoje considero politicamente importante. Ele representa o que interessa à direita que interessa: desregulação económica, desproteção laboral e privatização dos serviços públicos. E, no entanto, conheci-o numa campanha política em que estávamos do mesmo lado: o referendo à IVG, em que ele exibiu a coragem que agora todos assinalam, sendo o único quadro relevante do CDS a fazer campanha pelo “sim”. Na semana passada, em entrevista ao Expresso, o Adolfo fez o coming out público. Valorizo a importância de ter um dirigente de um partido conservador a assumir a sua homossexualidade. Mas esta postura corresponde à de uma nova geração. Revela coragem mas também revela um país novo que já está a chegar ao CDS.

O mundo não caminha para o progresso ou para o obscurantismo. O mundo ocidental caminha para uma crescente perda de vínculos entre os cidadãos e as instituições do passado, sejam elas a Igreja, a família, a empresa, o partido, o sindicato ou o Estado. Isso tem, do meu ponto de vista, repercussões negativas e positivas. A crescente atomização das relações sociais, com o consequente enfraquecimento da democracia, e a perda de direitos económicos e laborais, com a consequente desigualdade e perda de liberdade na vida profissional, são as negativas. A crescente liberdade sexual e a multiplicação de formas de família que dependem mais de afetos eletivos do que da autoridade predefinida são as positivas. A maioria dos conservadores achará exatamente o oposto. As duas coisas resultam de uma mesma dinâmica mas têm consequências opostas. É por isso que é tão redutora a dicotomia entre os que abraçam o futuro e os que se agarram ao passado. A história não é uma estrada de sentido único.

Não há qualquer razão social e económica para que o poder emergente, distante das antigas instituições mediadoras e concentrado no processo de globalização financeira, resista à conquista de direitos pelas minorias sexuais. Pelo contrário, a autonomia individual em tudo o que não se relacione com o mercado e com as relações laborais é muito bem-vinda. Isto quer dizer que os chamados “temas fraturantes” perderão, por serem cada vez menos fraturantes, centralidade política. Ao contrário das relações de trabalho, da regulação económica e financeira, dos serviços públicos ou do papel do Estado na economia. Foi isso que Peter Thiel, cofundador da PayPal, foi dizer à última convenção republicana: tem muito orgulho em ser gay mas é a economia que lhe interessa. A mim também. Num futuro próximo, já nem se perceberá o conceito de coming out na política. E o Adolfo Mesquita Nunes poderá, finalmente e felizmente, representar na perfeição os valores da direita hegemónica. Porque não é nos chamados “costumes” que estão as grandes clivagens do nosso tempo. Eles serão cada vez mais consensuais. Por isso, é à sua agenda tradicional (e ao ambiente) que a esquerda tem de regressar. Com novas e velhas respostas. Porque se o Adolfo é o futuro da direita, as causas pós-materiais não serão o futuro da esquerda. Essa luta, para a qual o Adolfo Mesquita Nunes agora deu um importante contributo, está finalmente a ser ganha.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2364, 17 FEV, 2018

TAUROMAQUIA | CÍRCULO DE FERAS



TAUROMAQUIA


CÍRCULO DE FERAS


Aficionados e antitaurinos põem o seu amor ao touro em destaque. Uns querem continuar a vê-lo na praça, os outros preferem que não volte à faena. Os argumentos de parte a parte quando o primeiro Orçamento Participativo do país dá mais voz à tauromaquia e a temporada está prestes a começar

Texto Alexandra Carita

FOTO JOAQUIN SARMIENTO/AFP/Getty Images

A Rita Silva tem 36 anos. O Hélder Milheiro é um ano mais velho. Entre os dois um mundo inteiro de diferenças e de oposições apenas e só porque em Portugal as touradas são uma realidade. Ela é lobista, ativista de profissão e presidente da direção da associação Animal. Ele é filósofo de formação e porta-voz da comissão executiva da Federação Portuguesa de Tauromaquia, a Prótoiro. Conhecem-se de ginjeira, mas pelas piores razões. Estão em frentes opostas e o ódio e o amor nestas coisas dos touros não são uma ficção.

A Rita é natural de Portimão, nunca foi a uma corrida de touros na vida e desde pequena que se lembra de ouvir em casa dizer que o touro não devia ser tratado daquela maneira brutal. O Hélder terá visto uma ou duas touradas pela televisão ao lado do pai, ainda no Fundão, mas nunca foi aficionado. O gosto pela tauromaquia chegou já estava na faculdade, em Lisboa, e passava diariamente pelo Campo Pequeno para ir para as aulas. E foi uma “busca intelectual” que o levou a querer saber o que é que se passava ali. Descobriu que era “algo muito significativo da expressão do humano”. “Um espetáculo de barbárie”, diria a Rita, que se lembra da primeira vez que viu um cartaz a anunciar uma tourada e de ter ficado horrorizada.


Histórias como as da Rita e do Hélder serão muitas num país onde os ânimos estão cada vez mais acesos entre aficionados e animalistas, cada lado da barricada munido de mais e mais argumentos de arremesso. De um lado a defesa e dignificação da tourada, do outro a sua abolição. No meio, a realidade portuguesa em que a tauromaquia é considerada por lei como uma expressão cultural e de natureza artística, está regulamentada em decreto-lei e tem direito a presença permanente no Conselho Nacional de Cultura. E o facto de o Orçamento Participativo de 2017 ter tido como resultado a entrega de 200 mil euros para o projeto “Tauromaquia, Património Cultural de Portugal”, que pretende levar a cabo a inventariação e classificação de todos os elementos relevantes que caracterizam esta cultura. O objetivo é ter um projeto científico pronto para submeter à UNESCO para a classificação da tauromaquia como Património Imaterial de Portugal. 

 Números Os espectadores de touradas têm vindo a diminuir nos últimos dez anos FOTO CRISTINA QUICLER/AFP/Getty Images
Números Os espectadores de touradas têm vindo a diminuir nos últimos dez anos FOTO CRISTINA QUICLER/AFP/Getty Images 
“A abolição da tauromaquia não vai acontecer amanhã. Legislar nesse sentido não é simples. Há muitas questões culturais envolvidas, mas acreditamos que caminhamos para aí e não só em Portugal”, diz Rita Silva, que defende a estratégia internacional que ajudou a delinear para acabar de vez com as touradas ou simplesmente enterrartouradas.org. André Silva, presidente e deputado eleito pelo PAN, também acredita que as corridas de touros virão a ser abolidas, “não sabemos quando”. Nesse longo compasso de espera, vai dando pequenos passos. Para apresentar na Assembleia da República tem pronto um decreto-lei que obrigue os toureiros ao pagamento do IVA de que estão isentos ao serem considerados artistas, mas é sistematicamente chumbado. “Um escândalo, chamar artista àquele que vive do sofrimento de um animal”, afirma. “A AR não representa o sentimento geral dos portugueses. 90% dos deputados opõem-se a qualquer alteração à lei. Todos os projetos-lei que apresentamos respeitantes à tauromaquia são chumbados. Apenas e só porque a maioria dos partidos tem representação autárquica e não tem coragem de acabar com isso, com a fidelidade aos presidentes das câmaras que ajudaram a elegê-los e ao seu eleitorado. Assim é impossível criar regras mínimas de equidade social. É tempo de colocar em causa a identidade, cultura e tradição em que se esconde a tauromaquia.” O presidente do PAN diz que 13% dos concelhos nacionais não têm representação de touradas e que isso significa que elas não são identitárias da cultura nacional. “É uma minoria reduzida que aprecia a tauromaquia.”

prós



Daniel Oliveira
Cronista, ex-dirigente do Bloco de Esquerda

Gosto de touradas não por uma questão familiar mas pelo fascínio estético. A coreografia da tourada é uma coisa emocionante e bonita. Agora, se me perguntarem se daqui a 80 anos ainda haverá touradas, direi que provavelmente não. A tourada é cultura, por isso é que existe nuns países e não noutros. Corresponde a uma arqueologia do tempo em que o homem sabia que dependia da natureza para viver, tinha consciência de que a vida dependia da morte. Todas as festas onde se matam animais são uma celebração da vida. A tourada simboliza também o domínio do homem sobre essa natureza com inteligência, com astúcia, com arte. E dominar a natureza é o que decide a nossa sobrevivência enquanto espécie. Há também um lado ecológico, que é o de sermos capazes de nos lembrarmos da nossa relação com a natureza. Incomoda-me muito mais saber que há animais a serem engordados de forma artificial. O touro vive solto a vida toda, é um animal selvagem que tem aquele momento específico de meia hora na arena.
& contras




Aline Hall de Beuvink

Deputada do PPM à Assembleia Municipal de Lisboa


Acho abominável estarem a judiar o animal e a infringirem-lhe tanto sofrimento só para divertimento público. O touro só está ali para ser massacrado. Não suporto nem acho correto haver toda aquela violência para regozijo de alguns. O sofrimento do touro não é tolerável. Todo aquele cerimonial da escola equestre é muito bonito mas não serve para nada. As touradas representam também a cultura do marialvismo, que eu abomino. Penso que devíamos repensar certas facetas da nossa cultura. Sou a favor de que se preserve o que há de particular em cada região, mas não entendo o que pode haver de interessante num touro a ser espicaçado. É bárbaro. O animal está em completa desvantagem. Já há vários movimentos que tentam alertar a sociedade para este lado abominável da festa taurina. A solução para se acabar com as touradas passaria por uma reunião de esforços entre a sociedade civil e os dirigentes políticos para que se entrasse num debate público. A sociedade civil tem que se envolver nestas questões.

Depoimentos recolhidos por Alexandra Carita


Na única sondagem feita em Portugal, e a pedido da Federação Portuguesa de Tauromaquia, os números também são destacados. Os dados de 2011 dizem que 32,7% dos portugueses são aficionados, 32,8% não são aficionados, nem gostam mas não concordam que se tire a liberdade a quem gosta de assistir a atividades com touros, 20,6% são indiferentes à existência de touradas e apenas 11% são contra a realização de espetáculos tauromáquicos. Contra estes valores jogam apenas o número de touradas transmitidas pela RTP e o respetivo share, que tem vindo a diminuir, bem como o número de touradas levadas a cabo no país e o respetivo número de espectadores: na última temporada, de fevereiro a outubro, a Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) deu aval para a realização de 181 espetáculos tauromáquicos, aos quais compareceram 377.952 pessoas, quase metade do que há dez anos, quando o público ascendia às 620 mil pessoas para 307 espetáculos. “Como os números de aficionados estão a descer e o público das touradas diminui, os taurinos inventam novas formas de continuar a divulgar o espetáculo: fazem demonstrações de toureio, garraiadas, carnavais taurinos, aulas de toureio... Inventam outras atividades para manter a chama viva e continuar a alugar ou a comprar touros”, assinala André Silva.

A luta é renhida de parte a parte, como se nesta arena alguém tivesse que ganhar. O imperativo está dos dois lados. Os aficionados querem provar o seu direito a sê-lo e os antitaurinos demonstrar que não têm direito a fazer sofrer um touro. Os primeiros defendem-se, os segundos atacam. Um pouco ao contrário do que acontece com o toureiro e o touro que lida na arena. Corporativistas aninham-se em grupos de ataque e defesa.

“A primeira questão é a questão da liberdade. Vivemos numa sociedade democrática, num Estado de direito, onde o acesso à cultura é um direito fundamental. Acho que tendo a posição que tivermos temos que respeitar os direitos e liberdades dos outros. Estes são valores intocáveis”, diz Hélder Milheiro. “É um direito constitucional”, adianta. Para o porta-voz da Federação de Tauromaquia, que agrega todas as associações ligadas à arte taurina, proibir uma prática cultural é um atentado. “É como resolver proibir o teatro porque não se gosta da arte de representar.” Por seu lado, André Silva, deputado eleito pelo PAN, avança: “O direito primário do animal não é sofrer, e também não é seu direito servir de divertimento dito cultural. Em Portugal, o legislador entende que o divertimento é superior ao não sofrimento do animal.”

O osso é duro de roer por parte dos defensores dos animais. Nenhum quer admitir que a tauromaquia possa ser uma arte. Muito menos uma “arte performativa ética — um homem lida um touro com o objetivo de fazer uma criação artística que sensibilize o público que o vê”, como a define Hélder. “Consideramos as touradas um espetáculo anacrónico e eticamente inaceitável pelo sofrimento que inflige aos touros e aos cavalos”, atira Manuel Eduardo dos Santos, porta-voz da plataforma Basta. O biólogo objeta ainda, em nome daqueles que representa, o modo como “a cultura tauromáquica chama jovens e crianças, expondo-os a perigos e traumas”. Refira-se que as Nações Unidas recomendam que as crianças não assistam aos espetáculos tauromáquicos. Luís Capucha, sociólogo e aficionado, rebate a ideia com um estudo efetuado em Portugal que demonstra que as crianças que assistem a touradas não são mais violentas do que as outras, nem os jovens que vivem em concelhos onde a tauromaquia está culturalmente muito implantada o são. “Nos termos da lei, a classificação é mais um aconselhamento. Não substitui o poder parental. As crianças menores de 12 anos, desde que acompanhadas pelos pais podem entrar nos recintos e presenciar os espetáculos”, refere por seu turno Luís Silveira Botelho, presidente da Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC).

“A abolição da tauromaquia não vai acontecer amanhã. Legislar nesse sentido não é simples. Há muitas questões culturais envolvidas, mas acreditamos que caminhamos para aí e não só em Portugal”, diz a antitaurina Rita Silva
 

No entanto, é no tratamento do touro que reside a grande disputa. “Inadmissível” é a palavra de ordem no campo dos defensores dos animais. “Dignidade” é o slogan dos aficionados. “Eles pensam mesmo que um touro gosta de ser espetado ou que isso não tem qualquer importância. Não imaginam que o animal pode ser dotado de sensibilidade e de emoções. Mas não. O touro tem capacidade de sentir medo e de sentir dor tal como outro mamífero qualquer. Quando os vemos a contrair os músculos quando uma mosca lhe pousa na pele, alguém pode acreditar que não se importam de ser espetados por uma lâmina? Os touros reagem à provocação que lhe é feita e reagem agressivamente como podem para afastar o estímulo que os está a provocar, mas na sua vida, em ambiente natural, não andam a procurar combate”, avança o porta-voz da Basta.

“A tauromaquia salvou este animal da extinção, e é a única espécie animal selvagem da Europa. O touro é o único animal criado para viver de forma selvagem sem se procurar a sua domesticação. E é caro fazê-lo. Cada touro vive em média quatro anos em três hectares de terra, ao passo que os outros animais não vivem em mais do que um. Há uma excelência na sua criação. Quem é de tal modo tolo para gastar tanta área num animal? Só quem o respeita”, alega Milheiro, reforçando que o touro é o “guardião da biodiversidade”, pois os pastos onde é criado não são cultivados e são zonas protegidas. Para Manuel Eduardo dos Santos isso não passa de uma forma de captar dinheiros públicos e subsídios agrícolas numa “negociata de grande monta”. Para os taurinos isso não passa de um insulto. “As ganadarias encontraram um ciclo económico ético e sustentável ao lidar 10% do seu efetivo. Trata-se de um negócio que gera cinco milhões de euros e que é salutar para a economia”, diz Hélder. Ainda mais se contabilizarmos os milhões que as manifestações tauromáquicas por todo o país vão gerando de fevereiro a outubro, durante a época tauromáquica.

E é precisamente contra este negócio que se opõem também os antitaurinos. Consideram que muito do dinheiro a jogo vem das contribuições públicas das autarquias, quer em forma de donativo a um grupo de forcados quer no restauro das praças de touros quer no aluguer de autocarros para assistir a touradas quer no dinheiro despendido no marketing e publicidade da corrida... É Rita Silva quem faz a denúncia. “Basta ir às contas das autarquias e ver o dinheiro que a câmara da Azambuja deu para a recuperação da praça de touros, por exemplo, ou quanto deu outra autarquia para a edição de um livro de um cavaleiro tauromáquico. Não é justo que os outros tenham que pagar as suas próprias edições de autor ou que não haja dinheiro para o apoio às vítimas de violência doméstica.” A associação Animal tem prevista uma iniciativa legislativa de cidadãos, lançada já há dois meses, para a aprovação de um projeto-lei que pede o fim dos apoios de dinheiros públicos à tauromaquia. Já há seis mil assinaturas mas ainda faltam algumas para as 20 mil necessárias.

O ataque mais forte parte da Plataforma Basta. “Porque é que as sociedades modernas condenam a pedofilia? Porque é uma situação em que uma das partes intervenientes não se pode defender, é tratada sem dó nem piedade, trata-se de um combate desleal, é uma interação sexual em que uma parte está desprotegida. Na tauromaquia uma das partes também está desprotegida e, colocada fora do seu ambiente, é tratada com crueldade. Os espetáculos de tauromaquia são perfeitamente pornográficos pela selvajaria que patenteiam e lá por haver pessoas que gostem não quer dizer que sejam aceitáveis. Também havia muitos milhões de romanos que gostavam de ver leões comer cristãos”, argumenta Manuel Eduardo dos Santos. Rita Silva não se revê nessa atitude agressiva. E olha a tourada como um “exercício de violência, de violência para toda a gente a começar pelo animal”.


Cultura Os aficionados têm do seu lado o facto de a tourada ser absolutamente legal FOTO LUIS ROBAYO/AFP/Getty Images

A resposta de Hélder Milheiro, da Prótoiro, não tarda. “Ainda não perceberam que ninguém respeita mais o animal do que o toureiro. Ele que tem de ser virtuoso perante a adversidade (é daí que vem o valor daquilo que ele faz), ter a coragem e a hombridade perante a possibilidade da morte, ter a capacidade da superação. Tudo isso faz dele um exemplo de excelência humana. Além disso, põe-se em plano de igualdade com o touro, exemplo de excelência animal com a sua combatividade constante, a sua capacidade de investir, de não desistir, de ser bravo, de resistir. Se olharmos para o toureiro e para o touro vemos, de facto, a condição humana, essa exigência interna de ganhar a vida”, defende Milheiro. “Não é uma forma de violência, é uma forma de pedagogia. Basta entendermos a tragédia para compreender esse ensinamento, desde logo através da dignificação do animal aplaudido pelo seu comportamento.”

De resto, acreditam os amantes de touradas, os touros bravos têm uma capacidade maior para resistir à dor. Diz a teoria, defendida por muitos veterinários, que o animal produz mais betaendorfinas do que qualquer outro mamífero o que lhe permite neutralizar a dor e o stresse. No entanto, a mesma tese é refutada pelos animalistas. Estes defendem que a maior ou menor produção dessas hormonas nada tem que ver com a capacidade de resistência à dor do touro, muito menos ao stresse.

Mas não é só na arena que o animal sofre, dizem os antitaurinos. As denúncias sobre as condições deficientes em que os animais chegam aos recintos onde são lidados, sobretudo as praças portáteis, são uma realidade. Este ano, a Inspeção-Geral das Atividades Culturais recebeu 35 denúncias de várias associações de defesa dos animais e garante que deu seguimento a todas elas. Ou seja, pôs em marcha o processo de averiguação das mesmas tendo colocado 25 ações contra incidentes ocorridos sobretudo em praças de touros portáteis, onde as condições de trato dos animais não foram respeitadas. Luís Silveira Botelho garante que a IGAC está no terreno a trabalhar em pleno, fazendo a fiscalização através dos seus delegados, diretores de corrida, médicos veterinários e inspetores, pouco mais de uma vintena, a atuarem sobretudo nas corridas em praça fixa. De resto, garante, “quando a corrida é publicitada, já está licenciada pela IGAC. Caso não o esteja há uma interpolação ao promotor do espetáculo e a GNR faz a fiscalização in loco”. Tudo para que a “observância escrupulosa das regras de bem-estar animal seja uma realidade”. “Se houver violação do Regulamento de Espetáculos Tauromáquicos, é sempre instaurado um procedimento de contraordenação”, afiança ainda o presidente da IGAC. As coimas podem ir de cinco mil a 30 mil euros.

“Os touros são seres sensíveis e têm um valor intrínseco apenas pelo simples facto de existirem. Os taurinos têm enraizado que eles estão neste mundo para nos servir, olham o animal como um utilitário ou como um instrumento, para eles a espécie superior é o homo sapiens. A cultura evolui. Enquanto civilização a espécie humana evoluiu. Se isso não tivesse acontecido, muitos outras atividades continuariam a ser identitárias da nossa cultura. A escravatura fez parte da cultura do povo português. A descriminação do género também já teve dias de grande violência quando as mulheres tinham total falta de direitos. Houve avanços. Deram-se passos positivos. Vamos pensar em conjunto: Queremos que a tauromaquia continue a ser uma tradição cultural?”, pergunta o deputado André Silva.

A tauromaquia é considerada por lei como uma expressão cultural e de natureza artística, está regulamentada em decreto-lei e tem direito a presença permanente no Conselho Nacional de Cultura
 
O porta-voz da Federação Portuguesa de Tauromaquia, por seu turno, acusa os animalistas de terem uma visão de domesticidade dos animais que vivem em casa e de a estenderem a todos os animais. “Há uma transferência e uma humanização daquilo que é um gato ou um cão para todos os animais. Não defendem os ratos e as ratazanas da mesma maneira.” Para Hélder Milheiro esta “igualização entre o homem e o animal é um atentado aos direitos do homem. Veja-se por exemplo, quando se manifestam contra a evolução da indústria farmacêutica ou contra os avanços da medicina só porque são utilizados animais nos testes laboratoriais. Até já há quem pense em proibir a equitação...” É a apologia da “libertação animal”, que “todos os animais vivam como Bambis aos saltos!”

Pertença da mitologia desde a antiguidade, o touro é um “animal especial com o qual o homem sempre gostou de se enfrentar como meio de medição das suas capacidades. Essa relação equivale a uma hierarquização entre homens com mais de 50 mil anos, vejam-se as pinturas rupestres. Há toda uma mitologia que foi contada por ideólogos do mundo do touro que passa pelos deuses e reis que assumiam a figura do touro, note-se o que acontecia na Mesopotâmia. O touro já era um animal sagrado na Fenícia antiga. No Egito. Na Grécia, o Minotauro já significava fertilidade, fecundidade. Em Roma foram diversas as atividades com touros que se desenvolveram. Na Idade Média, os cavaleiros cristãos e árabes treinavam-se para o combate lutando contra touros. Até que chega a época moderna e são criados recintos fechados para espetáculos com touros. A ideia de que existe vida e morte, violência e sangue foi trabalhada em todas as culturas e corresponde a uma leitura mais dionisíaca da festa. É assim até hoje”, refere Luís Capucha. O sociólogo considera que a “sociedade perdeu o sentido da relação com a natureza e da relação das pessoas umas com as outras. As pessoas projetam nos animais os sentimentos que deixaram de projetar noutros humanos. E criou-se uma ‘disneyização’ que incutiu a ideia do que é legítimo ou não ao intervir com os animais”.

Em extremos opostos, a Rita e o Hélder, animalistas e taurinos, não cedem um milímetro nas suas convicções. Pelo contrário, fizeram delas um modo de vida. Em cima das suas mesas há dinheiro em jogo. O amor à camisola serve também de força anímica. Os danos desta guerra não são, porém, colaterais. Dos dois lados, há muita gente que já não se manifesta por medo, gente que já se viu ameaçada fisicamente, a quem estragaram património, gente que se esconde para não falar com horror de que lhe façam uma espera. E há objetos de marketing a circular de mão em mão, T-shirts e porta-chaves, bonés e logótipos. Imagens a projetar clubes desportivos, partidos políticos sem que haja um campeonato a decorrer ou uma eleição a caminho. São claques de um mundo onde o ódio entre os homens passou a ser um modo de vida com o amor aos animais como bandeira de parte a parte.
Jornal Expresso SEMANÁRIO#2364 17 FEV, 2018

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Dunkirk | A sobrevivência é uma vitória





A sobrevivência é uma vitória

Foto Warner Bros.

Eles precisam de voltar para casa porque o inimigo aproxima-se cada vez mais. Eles precisam de sair de Dunquerque porque lá só há morte. Eles, os soldados, precisam de sobreviver. “Dunkirk”, um dos nove nomeados para melhor filme nos óscares 2018, é o tema da terceira de nove prosas que estamos a publicar ao longo dos próximos dias sobre cada um destes candidatos ao óscar principal


Texto Soraia Pires


A conversa surge no pontão, que é o ponto de partida do filme e o passe de sobrevivência para todos os soldados. “Quase que se vê daqui”, diz o comandante da divisão britânica. “O quê?”, pergunta o coronel. “Casa”, responde-lhe, enquanto olha para o horizonte como se visse tudo o que o afasta da guerra daquele pontão. A pátria está a algumas horas de distância do sítio que emana a morte — Dunquerque, no norte de França —, mas eles quase que conseguem tocar em solo britânico de tão perto que o sentem. Contudo, falta chegar a ajuda que tanto esperam.

Resta ao comandante — protagonizado por Kenneth Branagh — permanecer em silêncio, mesmo quando vê os seus homens a atirarem-se ao mar quando um contratorpedeiro é bombardeado — e há aqui um plano duro em que o vemos sozinho no pontão a ver os seus morrerem. Não há uma palavra, um grito, um suspiro, uma ação. Ele está habituado ao som da morte que são os tiros e as bombas e aqui existem apenas os olhos incrédulos com o pesadelo que está à frente dele. E o silêncio, sempre. Mesmo quando vê e sente a esperança a esvair-se daqueles homens que não têm força para mais nada.

Dunkirk (2017):

Melhor Filme

Melhor realizador

Melhor Montagem

Melhor Fotografia

Melhor Banda Sonora

Melhor Direção de Arte

Melhor Edição Sonora

Melhor Mistura de Som
 

Trailer




O silêncio em “Dunkirk” é ensurdecedor porque diz-nos o que os personagens não verbalizam. É através dele que ouvimos o medo, a tensão, a luta pela sobrevivência em cada um deles. É um filme sobre um acontecimento verídico e que conta parte da batalha de Dunquerque, que aconteceu em 1940 durante a Segunda Guerra Mundial e que retrata a força britânica encurralada por uma divisão alemã. Estavam lá 400 mil homens que precisavam de fugir pelo mar até terras britânicas e a ajuda de embarcações civis foi essencial para o sucesso da operação — foi por isso que esta ação ficou conhecida como o “Dunkirk Spirit”.


Foto: Warner Bros.

Haveremos de bloquear quando eles bloquearem

Este é um filme de guerra onde não há sangue e não se vê o inimigo. É antes sobre ela porque existem histórias e pessoas que querem sair de lá e que esperam por ajuda. Existem os que vão ajudar, que são também confrontados com o medo e a morte e é isto que diferencia este de outros filmes de guerra como “O Resgate do Soldado Ryan” e “Black Hawk Down”, até porque Christopher Nolan vê o mundo de forma diferente dos outros — ele brinca com o tempo desde “Memento” (2000) e é essa a grandiosidade dele e dos seus filmes porque nos entrelaça nas narrativas complexas de forma tão intensa que sentimos cada emoção dos personagens como se fosse a nossa.

E depois há a música arrepiante de Hans Zimmer, que está nomeado para Melhor Banda Sonora. A tensão que ele coloca no filme é quase palpável e os tique-taques constantes avisam-nos de que algo vai acontecer — não sabemos o que é mas já receamos. Haveremos de nos sentir a bloquear quando eles bloquearem; a afogar-nos quando a água lhes tirar o oxigénio; a suplicar quando eles estiverem no mar a clamar por um barco e tudo porque a cadência e as pausas propositadas que o alemão colocou nas composições nos guiam às lutas de todos eles.

Quem tem a coragem de ir ao sítio de onde todos querem partir?

Existem três narrativas para entendermos o filme: a da terra, que dura uma semana, o do mar, que dura um dia, e a do ar, que tem a duração de uma hora. É através da terra que a história começa a ser contada e é Tommy (interpretado por Fionn Whitehead) quem acompanhamos na costa de Dunquerque. Ele não tem ainda idade para a barba se fazer notar mas tem para a guerra. É através dele que avistamos os milhares de soldados à espera de um navio que os leve para casa e é através dele que entendemos que aguardar não pode ser a única solução — há que procurar outra saída porque a sobrevivência aqui é uma vitória.


Foto: Warner Bros.

E é quando ele tenta sair da terra que uma outra narrativa ganha destaque — a do mar. Dawson, um civil britânico, decide levar o filho e o jovem George — que diz que vai para a guerra para ser útil — num pequeno barco para resgatarem o maior número possível de soldados. Há uma cena que nos deixa inertes em que o barco passa por um contratorpedeiro com centenas de soldados que voltam para casa. Não existe expressão no rosto de nenhum deles mas sabemos que estão a agradecer a Dawson, ainda que em silêncio. Porque ele tem a coragem de ir ao sítio de onde todos querem partir.

É Ferrier (Tom Hardy) quem protagoniza a narrativa contada do ar. Ele, que pertence à Força Aérea Real (RFA) britânica, tem de garantir que os contratorpedeiros e os barcos civis chegam a Dunquerque inteiros — porque os bombardeiros alemães vão tentar abatê-los. E temos, neste filme, um Tom Hardy que pouco fala durante uma hora e 46 minutos, mas que tem um dos papéis da sua vida, porque, calado e com o rosto tapado a maior parte do tempo, é forte o suficiente para nos prender.

A meio do filme, percebemos que estas três narrativas vão tornar-se numa só porque todas contam a mesma história mas de perspetivas e tempos diferentes. Chega uma altura em que têm de unir-se para que o fim faça sentido. Mas, como em todos os filmes de Nolan, os finais são sempre subjetivos e saímos daqui com finais alternativos que produzimos nas nossas cabeças. Que nos deixam mais tranquilos porque há sempre a possibilidade de as coisas não serem o que achamos.

Jornal Expresso Quinta, 15 Fev, 2018

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

De Sobreiras à Cantareira


De Sobreiras à Cantareira

Antigo itinerário do carroção que transportava as famílias da cidade para a Foz 

 



Um passeio, ao longo da margem direi­ta do rio Douro, entre Sobreiras e a Cantareira, pode ser um momento único e insubstituível se, ao percorrer esse pitoresco itinerário, tivermos em conta que aquele foi o caminho que os nossos avós trilharam quando, de carroção, iam a banhos para a Foz.


O topónimo Sobreiras (em Lordelo do Ouro) é muito antigo. Provavelmente, é anterior ao século XII, porque num documento da doação "do ermo a que chamam Santa Eulália, junto à vila de Louredo, contra o rio Douro", que o nosso primeiro rei, D. Afonso Henriques, fez ao abade João, e ao mosteiro de Tarouca, o to­pónimo Sobreiras já lá vem mencionado.

O ermo de Santa Eulália ficava onde agora está a capelinha de Nossa Senhora da Ajuda, junto ao Ouro. Em 1176, existia ali um peque­no eremitério, ou mosteiro, como se pode constatar da leitura de certos documentos ré­gios, em que se faz alusão à dízima e aos cen­sos "que os frades eram obrigados a pagar à igreja de S. Martinho do Louredo", a mesma da atual freguesia de Lordelo do Ouro, de que S. Martinho continua a ser o orago.

No século XIII, o eremitério já havia sido ex­tinto e no seu lugar existia uma granja, chama­da de Santa Eulália, coutada ao mosteiro de Ta­rouca, que ali também possuía outros casais e vários cabaneiros (gente pobre, que vivia em cabanas, normalmente feitas de vimes). No documento da doação, quando se refe­rem os limites do sítio doado, diz-se expres­samente que eles iam até "usque ad fenale Sovereiras", ou seja, "até ao facho de Sobrei­ras", alusão, sem dúvida, à existência, naque­le local, de uma espécie de farol ou farolim que servia de orientação aos barcos que de­mandavam a barra do rio Douro.

Aquele facho de Sobreiras era a chamada Marca Nova, assim designada para a diferen­ciar da velha Torre da Marca, bem mais anti­ga, que ficava em terrenos hoje ocupados pe­los jardins do Palácio de Cristal, mais ou me­nos ao fundo da atual Avenida Tílias.

A Marca Nova estava situada no alto de So­breiras. Ficava, segundo se pode observar em estampas antigas, junto da Casa da Quinta, também chamada da Marca, por motivos ób­vios. Essa marca servia, como é fácil de ima­ginar, de baliza, ou seja, de orientação aos na­vios que entravam no rio Douro.

A Marca Nova ainda funcionava em 1849, porque, nesse ano, o intendente da Marinha, em colaboração com o piloto-mor, oficiou aos encarregados das obras que se andavam a fazer no cais no sentido de que não se ta­passe a viela do Sardo, que existia no sítio de Sobreiras, porque "era por esse caminho que se ia pôr luz na Marca Nova quando alguma embarcação entrava ou saía a barra de noite".

A Cantareira, no prosseguimento de So­breiras, fazia parte do caminho que, pela beira-rio, ligava a cidade do Porto à Foz. Canta­reira era o paiol ou lugar "onde as raparigas pousavam o cântaro enquanto aguardavam a vez de o encher na fonte" - naquela fonte monumental, em forma de retábulo, que lá existe. No Porto, só a das Virtudes se lhe as­semelha . Olhando-a, ao fim da tarde, quan­do o sol vai descendo na linha do horizonte, concordamos com Raul Brandão: "o granito da fonte, àquela hora do dia, fica dourado".

A Fonte da Cantareira foi famosa, em tem­pos idos, por causa "da soberba água que brota das suas bicas e que conserva perma­nentemente cheios três grandes tanques". Toda feita de cantaria, está hoje ao nível da rua, mas, no passado, segundo se pode ler em crónicas antigas, "estava assente muito acima do nível da estrada marginal e, para se facili­tar o acesso à água que dela brotava, construiu-se uma boa escadaria de pedra".

Esta alteração aconteceu quando, já na se­gunda metade do século XIX, se concluíram as obras de construção do chamado paredão da Cantareira. Com esta obra, procurava-se atingir três objetivos: tornar mais fácil, em qualquer circunstância, a entrada e a saída de navios pela barra do Douro; minimizar os efeitos das cheias que muitas vezes causa­vam estragos irreparáveis; e, em terceiro lu­gar, a nova construção devia servir, também, de porto de abrigo às pequenas embarcações dos pescadores locais.

Quando as cheias eram mesmo devasta­doras, ou quando a barra estava de tal modo assoreada que impedia a entrada e saída de navios, recorria-se ao Céu, organizando-se procissões de penitência, como a que acon­teceu, por exemplo, em agosto de 1722, ano em que uma comissão de negociantes da ci­dade se dirigiu ao Cabido (cónegos da Sé) para que "saísse o Senhor de Além em pro­cissão até à barra que se achava incapaz de por ela saírem navios". Respondeu o Cabido dizendo que faria, antes, preces nas igrejas porque, acentuavam, "com rogos se alcança­ria de Deus os benignos efeitos, porque Deus se agradava muito das súplicas que se faziam nas igrejas e que nas procissões muitas ve­zes se não faziam tão louváveis serviços, principalmente estando a cidade cheia de hereges".

Quer dizer: os cónegos aconselhavam a que se fizessem preces no interior das igre­jas e desaconselhavam a organização de pro­cissões, que não teriam o mesmo efeito, por "estar a cidade cheia de hereges".

E esta, hem?! •


A História da construção dos cais

Os cais da margem direita do rio Douro foram sendo cons­truídos, em várias fases, da Ribeira para a Foz. Em 1601, por exemplo, foi autorizada a imposição de três réis em cada rasa de sal, para serem aplicados nas obras da cons­trução do cais da Ribeira. Em 1787, prorrogou-se por mais dez anos o imposto de um real em cada quartilho de vi­nho de consumo, para ser aplicado nas obras públicas, mencionando-se o cais até à Foz. Em 1790, uma carta ré­gia de 15 de fevereiro deter­minava que "meio real do im­posto sobre o vinho fosse aplicado na continuação do cais de Massarelos, para res­guarda de navios na respetiva enseada no tempo das gran­des cheias". E em 23 de agosto deste mesmo ano, resolveu-se pedir 5500 cruza­dos como adiantamento para continuar a construção dos alicerces do mesmo cais de Massarelos (foto) da altura de cinco palmos.


Muita da pedra utilizada nos cais saiu da muralha em demolição

Jornal de Notícias, 11- FEV, 2018

sábado, 10 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA


ADOLFO MESQUITA NUNES “ACREDITO NO MUNDO GLOBAL E VIVO MUITO BEM NELE”



Aos 40 anos “o Adolfo” dá a primeira entrevista de vida. Fala do regresso à Covilhã, da família onde conviveu com direita e esquerda, e da influência que a sua orientação sexual terá (ou não) nas suas posições liberais


POR FILIPE SANTOS COSTA (TEXTO) e TIAGO MIRANDA (FOTOGRAFIAS)



Aos 40 anos, Adolfo Mesquita Nunes é vice-presidente do CDS e um dos rostos da renovação do partido. Foi deputado e secretário de Estado do Turismo, depois voltou à advocacia, agora é vereador na Covilhã, a cidade onde cresceu, apesar de ter nascido em Lisboa. Quando os pais se separaram, a mãe regressou à capital e Adolfo escolheu a serra e a casa dos avós paternos. Fez-se covilhanense, depois mudou-se para Lisboa, mas a morte do avô levou-o de volta ao lugar da sua infância e juventude.

Foi na Covilhã que falou com o Expresso, na sua primeira entrevista de vida. Antes de pormos o pé na neve da serra da Estrela, percorremos as ruas da cidade, partindo do centro, assinalado pela Câmara Municipal, onde agora Adolfo tem reuniões a cada duas semanas para apresentar propostas que nunca vão a votos. Metemos pela chamada Rua Direita, onde vivia com os avós, na que continua a ser a sua casa sempre que volta “à terra”. Seguimos para o jardim onde brincava, onde está a igreja da sua primeira comunhão e o edifício que alojava a Biblioteca Gulbenkian, que o abastecia dos livros que lia de forma tão compulsiva que a família chegou a ficar preocupada. Ao lado há um elevador de construção mais recente, que também serve de miradouro: lá em baixo, Adolfo aponta o prédio onde os pais moraram quando se mudaram para ali, lá ao fundo está o edifício abandonado da Nova Penteação, uma das fábricas de lanifícios que fizeram a fortuna dos seus avós e bisavós, e que como quase todas por ali acabaram por falir nos anos do cavaquismo, ao mesmo tempo que outra parte do país prosperava. Um homem que passa cumprimenta o vereador, junta-se à conversa, juntos vão colecionando histórias de prédios devolutos que fizeram a riqueza e a miséria daquela terra onde os lanifícios ficaram inscritos no nome das famílias. Uma avó de Adolfo tinha o sobrenome Lã, há os Fazenda, há os Fazendeiro...

Descemos para fazer uma fotografia ao pé da carcaça desbotada e abandonada da fábrica que foi da família. “As pessoas passam por estas fábricas e só veem o que cá está, o passado, as falências, a miséria. Não têm o distanciamento suficiente para ver o que isto podia ser, o potencial que tem para ser outra coisa.” Ele acredita que tem. Seja porque cresceu com horizontes além da serra, nas visitas frequentes a Lisboa, seja porque se mudou para a capital aos 17 anos e aí descobriu que havia mais mundo pelo mundo fora. Talvez por isso se assume multiculturalista num mundo global onde o primeiro valor é a liberdade. Entrevista com um político que não tem medo do rótulo de liberal, não esconde que é homossexual e se assume fanático pelo Festival da Eurovisão.



Em 2017 fez 40 anos e candidatou-se à Câmara da Covilhã, a terra onde cresceu. Há uma relação entre estes dois factos?

Não... Embora nunca tenha querido parecer mais velho, mas quis sempre ser mais velho e ter 40 anos. Por isso, chegar aos 40 não foi tanto: “E agora, o que é que eu vou fazer aos 40?”, mas antes: “Finalmente cheguei aos 40.” A ideia de me candidatar à Câmara teve mais que ver com os meus 39 anos, período em que tive de voltar muitas vezes à Covilhã para acompanhar os últimos meses de vida do meu avô. Foi isso que motivou a decisão de me candidatar, aceitando uma espécie de legado do meu avô.


Porquê essa vontade de ter 40 anos? E estão a ser o que esperava?

Estamos na Cova da Beira, rodeados de serras. Essa circunstância, que me acompanhou durante a infância e adolescência, sempre me fez perguntar que oportunidades é que o mundo teria para mim. Foi a vontade de tê-las que me fez pensar que, quando chegasse aos 40, poderia olhar para trás e ter vida vivida. O Pavese diz que “viver todos os dias cansa”, mas a mim nunca me cansou, procurei sempre ter experiências, oportunidades e desafios novos. Dois dias depois de fazer 40 anos ouvi uma entrevista do Jacques Brel que dizia nunca ter sido capaz de cuidar de nada — nem de plantas, nem de casa, nem de animais — mas que tinha sido sempre capaz de cuidar dos seus sonhos. O balanço que acabei por fazer aos 40 anos foi pensar se tinha sido capaz de cuidar dos meus. E acho que sim, tenho cuidado dos meus sonhos.


No fim de 2017 escreveu no seu Facebook: “Um tipo chega aos 39 a achar que sabe tudo de si e depois vem uma nova energia que me fez sentir puto novamente, a ver coisas pela primeira vez, a sentir coisas pela primeira vez, várias primeiras vezes. Não sei o que 2018 vai trazer, mas sei o que quero levar de 2017: a capacidade de ainda me deslumbrar com as coisas.” Porque é que a campanha na Covilhã — que tinha esse slogan “Nova Energia” — lhe deu isso tudo?

Em primeiro lugar, foi regressar à minha terra, desta vez sem as figuras tutelares que sempre me guiaram aqui. Por outro lado, fomos capazes de juntar centenas de pessoas que acreditaram em mim — no dia em que terminou a campanha fizemos uma arruada, eu olhei para trás e vi aquela quantidade enorme de pessoas que estava ali por mim, a acreditar em mim, sem esperar nada em troca, e foi emocionante. Fizeram-me descobrir coisas que eu não conhecia ou de que já me tinha esquecido sobre a minha terra, sobre mim, sobre a minha família. Das coisas mais emocionantes que aconteceram na campanha foi a quantidade de pessoas que se abraçou a mim por eu ser neto, bisneto, sobrinho-neto de quem era e contou histórias da minha família...

Passado O edifício devoluto da Nova Penteação, uma das fábricas dos avós de Mesquita Nunes. Como boa parte da indústria de lanifícios da Covilhã, acabou por fechar nos anos do cavaquismo

Que histórias?


As ajudas que foram dadas e as possibilidades que o meu avô ou os meus tios abriram a outras pessoas. O meu bisavô lançou um programa de empréstimos aos operários da fábrica dele, microcrédito sem sistema bancário, e eu não sabia. Houve um rapaz que no dia de reflexão me perguntou pelo Facebook o que é que eu era ao Cristiano Cabral Nunes, eu respondi que era bisneto e ele disse-me: “A minha avó está aqui e diz que vai sair de casa de propósito para votar em ti, porque nunca se pode esquecer do que o teu bisavô fez por ela.”


Quando o seu avô morreu, escreveu um texto em que o referia como o seu herói. A campanha aconteceu já depois de ele ter morrido — na rua sentiu mais a ausência ou a presença dele?

Eu saía de casa todos os dias com o propósito de o deixar orgulhoso. Foi uma campanha dura, a cena política na Covilhã é muito conflitual, com blogues anónimos e muitos processos judiciais, mas eu quis fazer uma campanha pela positiva, e essa ideia de deixar o meu avô orgulhoso ajudou. E também ajudou a trazer todos os independentes que consegui trazer, porque a todos prometia a mesma coisa que prometi ao meu avô: vou deixá-lo orgulhoso. Nesse sentido, ele esteve presente. E foi uma figura presente para os outros, porque não me deixavam esquecê-lo.


É vice-presidente do CDS, é ex-secretário de Estado do Turismo e continua a ser solicitado para falar dessa área, foi advogado num dos grandes escritórios do país e agora concilia a política local, numa terra a 2h30 de distância de Lisboa, com uma vida profissional em que faz exatamente o quê?

Eu tive sempre uma relação complicada com a política, nunca quis um compromisso profissional com ela. Quando o governo [PSD-CDS] terminou, comuniquei que não queria continuar nas listas de candidatos a deputado porque queria dedicar-me à advocacia. É a única profissão que tenho e que me pode dar autonomia financeira para tomar as decisões políticas que entender. Em vez de voltar para essa grande sociedade ou para outras, cujos convites surgiram, aceitei o desafio de dois advogados da minha geração para entrar num projeto novo [Gama Glória], para fazermos a advocacia dos novos tempos, com novos métodos, novas formas de entender o Direito, de contactar com os clientes. Essa sim, foi uma boa decisão para tomar aos 40 anos.


Essa “advocacia dos novos tempos” é o quê? É lobby?

Se por lobby se entende ser facilitador, abre-portas, mediador, comissionista, não. Não faço isso. Faço advocacia. Quando digo “dos novos tempos” é porque gostamos de temas que vão além do direito, e queremos percebê-los de forma mais abrangente, como sejam as novas tecnologias, a economia digital, o processamento de dados...


Como é que essa vida profissional com tanta modernidade se concilia com uma cidade pequena do Interior? O que é que preocupa o vereador Mesquita Nunes?

Numa Câmara com maioria socialista, onde sou o único vereador da oposição que não falta às reuniões do executivo, a minha preocupação é ser oposição, fiscalizar a Câmara. E tenho centrado as minhas propostas em quatro áreas: investimento, oportunidades, cultura e turismo.


Esta não é a sua primeira experiência autárquica — fez parte do gabinete do vereador Pedro Feist, em Lisboa, e foi membro da Assembleia Municipal de Lisboa. O poder local em Lisboa ou na Covilhã são coisas assim tão diferentes?

Há uma diferença substancial: a absoluta falta de sindicância nas câmaras do Interior. Nenhum órgão nacional de comunicação social está interessado no que acontece numa pequena autarquia e os media regionais não só se batem com as mesmas ou mais falta de meios que os nacionais como a isso se soma o facto de as câmaras municipais serem muitas vezes o garante financeiro desses órgãos de comunicação social. Essa falta de sindicância faz com que, por exemplo, na Covilhã não me deixem apresentar propostas. Até hoje não consegui levar a votação nenhuma proposta.


A mesa da minha família ensinou-me que se pode amar quem tem um modelo de vida e de sociedade completamente distinto do nosso”


Como assim?

Isso mesmo. As propostas ou não entram na ordem de trabalhos ou vão a discussão mas não são votadas porque o presidente da Câmara entende que, por algum motivo, não estão em condições de serem votadas. Felizmente, com as redes sociais consigo que se saiba quais as propostas que tentei apresentar.


Durante a campanha um dos seus cartazes apareceu vandalizado com a inscrição “gay”. Tanto quanto sei, os responsáveis pela sua campanha sugeriram que o cartaz fosse substituído, mas o Adolfo travou-os e decidiu que o cartaz ficaria. Porquê?

Os meus cartazes começaram a ser vandalizados em abril. Sempre que um era rasgado, retirávamos e colocávamos um novo. Em junho, escreveram “gay” num cartaz meu que estava num cruzamento muito movimentado. A minha equipa perguntou-me se fazíamos com esse cartaz o que fizemos com os outros. E a minha resposta foi não: não vamos substituir este cartaz, porque eu quero deixar claro — quer para quem o vandalizou e para a campanha que motivou essa vandalização quer para a população da Covilhã —, que eu não tenho vergonha, nem tenho qualquer problema em ser quem sou. Pedi que não o substituíssem porque não era mentira. Se alguém da minha equipa achasse que isto era um problema, que saísse. Ninguém saiu. E o cartaz lá ficou quatro meses. Passei por ele centenas de vezes e nunca me arrependi de o não ter tirado.


Num meio pequeno e tendencialmente conservador, esse episódio teve repercussão eleitoral?

Não faço ideia. Um mês depois desse graffiti, tive um comício com a Assunção Cristas. E expliquei para 400 pessoas e com jornalistas presentes porque é que não tinha retirado o cartaz: se a inscrição dissesse que eu era criminoso, corrupto ou ladrão, retirava; se dissesse algo falso, retirava; mas tendo em conta que essa inscrição não era nenhuma calúnia, não via necessidade de o retirar. Não supus que os jornalistas não estivessem a prestar atenção e que só noticiassem o que a Assunção disse. Mas esse discurso esteve e está na net, partilhei-o no Facebook. Se teve consequências? Repare, eu não tenho a opção de ser outra pessoa, uma pessoa distinta, pelo que não posso viver a pensar quais seriam os meus resultados eleitorais se eu não fosse quem sou. Sei que a campanha não voltou a ter qualquer outro incidente do género e que tive o melhor resultado do CDS na Covilhã nos últimos 40 anos. Talvez os resultados tenham sido uma surpresa para os que achavam que eu só recolhia os votos urbanos supostamente sofisticados ou que o liberalismo do Adolfo assustava o eleitorado tradicional.


Nunca assumiu publicamente a sua orientação sexual. A decisão de manter esse cartaz foi o início desse caminho?

Há uma diferença entre falar de orientação sexual com a família, com amigos ou colegas de trabalho e falar com jornalistas ou com pessoas que não conhecemos. Não sendo um assunto que tenha vindo a propósito dos dados do turismo ou sobre o memorando da troika, falo dele na primeira entrevista de vida que dou, porque não me ocorre esconder esse assunto num contexto como este. Não no sentido de fazer uma revelação, porque seria até absurdo, tendo em conta que não é nenhum segredo, é um facto provavelmente conhecido de muitos, que não é por mim escondido, e também não no sentido de falar da minha vida afetiva — de que não falo —, mas no sentido de que é algo que faz parte de mim e com que convivo perfeitamente e com naturalidade. E não falo da minha pessoal porque se aceito ser uma figura política, já não posso aceitar que isso implique um qualquer direito a que se invada a minha privacidade. Falaria dela apenas em casos, que nunca sucederam, de eventual conflito de interesses.


A sua orientação sexual é algo de que nunca falou publicamente. Porquê agora?

Já respondi: nunca antes dei uma entrevista de vida. Como disse, sempre tive uma relação complicada com a política, também no sentido da exposição pública que ela traz. Não tem que ver apenas com orientação sexual, eu não gosto dessa exposição. Por isso recusei vários convites para entrevistas de vida. Para mim isso significou, durante muito tempo, tornar irreversível um compromisso com a política, pois só dá entrevistas de vida quem é uma figura pública. É uma irreversibilidade que me assusta. Mas hoje, olhando para trás, tenho de perceber que mais de metade da minha vida foi passada em política...


Entende que a afirmação de uma orientação sexual é também um statement político?

No meu caso trata-se antes de a não esconder. Mas se para mim é completamente natural, porque tenho a sorte de ter família, amigos e meio social onde a orientação sexual não é assunto, sei que para milhões de pessoas é assunto, porque são vítimas de perseguições, de bullying, de ameaças, de assédio, de morte, de discriminações, e para quem a afirmação da orientação sexual de uma figura pública é um assunto muito relevante e que tem repercussão política. Mas só consigo falar do meu caso concreto.
 
Montanha Crescendo na Cova da Beira, Adolfo Mesquita Nunes conta que se questionava sobre que oportunidades lhe reservaria o mundo que estava além da serra

Imagino que depois desta entrevista haverá a discussão sobre se a sua declaração foi um ato de coragem. Na sua circunstância — homem branco, de classe média-alta, com educação superior, com independência económica, que vive numa cidade cosmopolita e tolerante — assumir que é homossexual é um ato de coragem?

Está a presumir que alguém só assume quando dá uma entrevista a um jornal. Não é assim. Mas quero responder à pergunta. Para hoje uma pessoa poder estar confortável com a sua orientação sexual houve muita gente que precisou de uma coragem infinitamente superior àquela que me pergunta se tenho. É por isso que não aceito a distinção entre o ativismo supostamente folclórico, extravagante, e o ativismo moderado, mais discreto e por isso supostamente mais aceitável. Para eu não precisar de nenhuma coragem para estar aqui a ter esta conversa, houve muita gente que chocou, provocou, correu riscos, desafiou, teve uma coragem infinitamente superior. Dito isto, tenho a convicção de que para muita gente é hoje uma questão de enorme coragem, em muitos casos até uma questão de vida ou de morte, e eu, a pretexto de ter tido a facilidade de viver sem grandes problemas, não posso deixar que passe a mensagem de que, em querendo, toda a gente consegue viver feliz e sem problemas. Porque não é verdade.


Diz que a sua orientação sexual não é um segredo e creio que não a exibe nem a esconde...
O que é que chama exibir?
No sentido de fazer disso bandeira, uma causa.


Há quem me acuse do contrário, por ter assinado artigos ou expressado votações no Parlamento que foram consideradas provocatórias no meu partido... Gosto de pensar que as minhas posições mais liberais em matéria de costumes não são determinadas pela orientação sexual, que radicam antes num apego ético e político ao valor da liberdade. Mas também não estou em condições de saber se são ou não, porque eu não sou outra pessoa.


O discurso de identidade de género é muito mais presente na esquerda e haverá quem se questione o que é que o Adolfo faz no CDS. Isso alguma vez foi uma questão para si?

Nenhum partido português pensa hoje sobre matérias de identidade de género e orientação sexual o mesmo que pensava há dez anos. O CDS não aceitava as uniões de facto entre pessoas do mesmo sexo; a partir de certa altura passou a aceitar, ou pelo menos muitos dirigentes passaram a defender a união civil, até por contraponto ao casamento. Algo que era impensável, extravagante, passou a ser aceitável. O PS era contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e passou a ser a favor. Era contra a adoção, e passou a ser a favor. A própria sociedade vai evoluindo. Olhando para todos os partidos de direita europeus, não vejo nenhuma excecionalidade na minha presença no CDS. E digo mais: fui deputado e membro do Governo e acho que honrei o partido na forma como exerci os cargos; e fui a votos, num terreno difícil, e os resultados que consegui para o CDS não foram poucochinhos.


No texto que escreveu quando o seu avô morreu, destacava como característica dele o compromisso com os outros, e ligava isso à sua descoberta do valor da liberdade. Como é que uma coisa leva à outra?

O meu avô tinha uma predisposição para o outro que ultrapassava o normal. Aprendi com ele e com a minha avó a ter presente a noção do bem e do exercício do bem como gesto de liberdade. A liberdade é o meu valor primeiro e vem antes da própria vida. Há uns anos li um livro do Buzatti, “O Grande Retrato”, onde havia uma frase que dizia mais ou menos isto: o que seria da vida se não tivéssemos a possibilidade do suicídio? Esta frase ficou-me presente porque o valor da vida são as escolhas que fazemos. Se não tivermos liberdade de acabar com ela, a vida é uma obrigação. A vida não é uma obrigação, daí que se deva dar valor ao exercício da liberdade. Se eu pratico o bem porque há uma lei que me manda, este bem sai prejudicado, passa a ser uma coação.


Voltamos ao balanço dos 40: tem vivido em liberdade?

Tenho procurado atuar com o máximo de liberdade, mesmo em contextos que as pessoas consideram mais limitativos, nomeadamente no contexto partidário. Mas na verdade não consigo bem fazer esse balanço. Talvez possa dizer que aos 40 anos me sinto feliz. A felicidade para mim não é a infelicidade sem o prefixo, como dizia o Guimarães Rosa, mas uma capacidade de moldar a realidade e de sermos moldados por ela, que permite que nos sintamos confortáveis.


“Confortável” parece pouco...

Para mim esse conforto está no riso. Há um provérbio judaico que diz que “o homem pensa e Deus ri”. Eu associo o riso ao equilíbrio, à ideia de harmonia. E rio muito. Das coisas de que mais abdico na política é de mostrar o meu lado bem humorado.


Com predisposição para o centro-direita, senti pelo CDS a simpatia que se tem pelo Heitor e não pelo Aquiles. Com boas ideias mas estatuto de perdedor”


É preciso cara de pau?


O humor não funciona na política. Já houve ministros demitidos por piadas. Eu tenho uma predisposição para o sentido de humor que muitas vezes não mostro porque tenho receio. E nas fotografias esforço-me por não rir, porque tenho medo que me apanhem a rir a bandeiras despregadas e depois ponham a legenda “Adolfo Mesquita Nunes aumenta todos os impostos”.


A política foi o seu caminho para conciliar a liberdade e o compromisso com os outros?

A minha família é muito politizada. Desde que me lembro, nos meus jantares de família senta-se gente que vai do MRPP até ao CDS.


Quem representava o MRPP?

Um dos meus tios, irmão da minha mãe. Mas não é o único, tenho primos afastados que são ou foram dirigentes do MRPP (com esta coisa do Arnaldo de Matos, não sei o que aconteceu...). E isto fez-me perceber desde o início que é fácil amarmos e compreendermos alguém que pensa o oposto de nós.


Então vamos à história desde o início. Já falámos do seu avô paterno, o patriarca do lado conservador e serrano, mas havia a família de Lisboa, progressista e de esquerda. Essa gente toda ensinou-lhe tolerância?

Primeiro ensinou-me isso: poder amar alguém que tem um modelo de vida e de sociedade completamente distinto do nosso. Mas também me mostrou que cada um de nós é multidimensional. O meu avô socialista de Lisboa — e socialista ferrenho, foi secretário de Estado dos governos provisórios [o economista Mário Baptista] — era muito mais conservador do ponto de vista moral do que o meu avô democrata-cristão serrano. O que me fez perceber que somos fruto de muitos ventos e de muitas incoerências. A minha família paterna do lado do meu avô descende de republicanos e que eu saiba não tinha ligações ao Estado Novo, embora o meu bisavô paterno do lado da minha avó, o Adolfo, de quem herdei o nome, pela iniciativa industrial que teve na Covilhã se tenha dado muito bem com o Estado Novo, tendo sido comendador. O meu avô José esteve ligado aos católicos progressistas da Covilhã, mas não tem passado revolucionário nem antifascista. Do lado da minha mãe é completamente diferente: o meu avô materno vem de meios muito pobres, foi a primeira pessoa da sua aldeia a fazer o liceu, veio para Lisboa tirar o curso de economia, começou a envolver-se politicamente na SEDES e entrou para o PS assim que se deu o 25 de Abril. A minha avó materna lia Sartre... A minha mãe tinha também esse sentimento de revolta, de irreverência, muito gauche. A minha mãe era bailarina, ouvia muito Leo Ferré, e aquilo que eu mais me lembro de ouvir lá em casa é o ‘Avec le temps’.


Nessa mesa familiar houve um momento decisivo para optar por um dos lados?

Os meus pais separaram-se quando eu tinha sete anos, a minha mãe voltou para Lisboa, onde se tornou funcionária pública, e eu fiquei na Covilhã com os meus avós. Pelos nove ou dez anos, há uma intuição em mim que me leva a ser seduzido pela ideia de iniciativa, de empreendedorismo, que talvez tenha a ver com não viver no meio do funcionalismo público em Lisboa. Pelos 14 ou 15 anos li o “Liberdade para Escolher”, do Milton Friedman, e tudo aquilo me fez sentido.


Ou seja, apesar da francofonia do lado materno, ganhou o pensamento anglo-saxónico. Podemos construir outros binómios com base na sua história: esquerda/direita, progressismo/conservadorismo...

Sendo muito relevante a distinção esquerda/direita, é insuficiente para descrever politicamente as pessoas. Sobretudo ao dia de hoje. Aquilo que posso presumir é que sou uma síntese daquilo que havia de comum entre todas as minhas influências: tolerância e liberdade.


Disse uma vez que o covilhanense cresce a imaginar como será a vida além da serra. É a sua experiência?
É. Nós estamos na Cova da Beira e há sempre essa questão: o que é que está para lá das serras? Depois dos meus pais se separarem passei a vida entre Lisboa e a Covilhã, a perceber que havia mais mundo além do que tinha na Covilhã, e depois a perceber que Lisboa não era suficiente e que havia mais mundo. Era um deslumbramento.


Gosto de pensar que as minhas posições mais liberais sobre costumes não são determinadas pela orientação sexual, que radicam num apego à liberdade”


Na sua conta de Twitter é “O Adolfo”. Já contou que o nome era de um bisavô, o que dissipa as suspeitas de alguma simpatia de extrema-direita na família, mas é um nome que pesa?

É um nome de família, mas ninguém na família me trata por Adolfo. A minha mãe nunca autorizou que eu me chamasse Adolfo e quando o meu pai sai para me registar, é para me registar como Miguel. Ele adorava o bisavô Adolfo e registou-me como Adolfo Miguel. Como se imagina, a minha mãe ficou piursa… [risos]. Eu só sou Adolfo quando começo a ir para a escola e fiquei “o Adolfo”. Mas durante anos foi um nome que eu não quis, durante décadas as pessoas achavam que era uma piada originalíssima perguntar se eu era Hitler. Ao fim de tantos professores a fazer a mesma piada na aula de apresentação, às tantas dava respostas como “não, mas sou neto do Mussolini”.


Qual a sua memória política mais antiga?

O primeiro contacto avassalador com a política é nas presidenciais de 1986. Eu era Freitas e do lado do meu avô materno estava tudo pelo Soares. E nessas eleições fui a um comício do Salgado Zenha, porque foi o que arranjei mais perto e queria ver, experimentar. O Zenha não veio à Covilhã, mas veio a Manuela Eanes. Eu tinha oito anos e estava curiosíssimo, disse “vou ali ao comício e volto já”. E o bom do Adolfo não arranjou outra forma senão ir meter-se no palco, ao lado da Manuela Eanes. Ainda me recordo que lhe perguntei: “Então, não vem o Zenha?”, e ela responde: “Quando for presidente, meu filho, quando for presidente”.


Porquê a opção pelo CDS?

Intuindo uma predisposição para o centro-direita, senti pelo CDS aquela simpatia que se tem pelo Heitor e não pelo Aquiles na “Ilíada”. Pelo partido das boas ideias, mas que tinha 4%, um estatuto de perdedor. A minha escolha começou por ser uma rejeição do establishment, do mainstream. A ideia de poder filiar-me num partido que estava fora da governação, que não partilhava do manto socialista da Constituição de 76, que tinha necessidade de sangue novo, tudo isso me entusiasmou. E nunca me arrependi.


Inscreve-se no CDS quando vem para Lisboa fazer o ano zero na Universidade Católica?

Oficialmente foi em 1994, conheci o João Almeida nas praxes e foi ele que me filiou. O João já estava na Juventude Centrista (JC) e convidou-me para uma lista. Assim foi: entrámos na lista para a concelhia de Lisboa, ganhámos e começou aí.


A primeira vez que deu nas vistas a nível nacional foi em 2007, no “Prós & Contras” sobre a despenalização do aborto. Era o tipo de direita que estava pelo ‘sim’ no referendo, e do lado do ‘não’ estava outra estreante, Assunção Cristas. Antes do programa deu à presidente da concelhia de Lisboa do CDS uma carta a demitir-se do cargo de vice-presidente. Porquê?
Eu era “vice” da Orísia Roque e antes, de ir para a RTP, deixei essa carta e telefonei-lhe. Ela respondeu: “Era o que faltava! Vai, diz o que tens a dizer, e continuas meu vice-presidente.” E assim foi. Mas entrei para esse debate a pensar que qualquer carreira política que pudesse ter acabava ali.


Em 2013 foi para secretário de Estado do Turismo (S.E.T.), o que coincidiu com um boom do sector. Qual o seu mérito nisso? Ou teve a sorte de estar no lugar certo na altura certa?

Nenhum destino turístico se cria em três anos. Eu pude dedicar-me à mudança da estratégia de promoção de Portugal e à desregulamentação do sector porque muitas das outras prioridades estavam acauteladas. Temos infraestruturas, temos um bom parque hoteleiro, temos boas ligações aéreas. Portanto, terei méritos naquilo a que me pude dedicar, mas só me pude dedicar à promoção porque havia o que promover. Por isso digo sempre que estes resultados são mérito do sector privado, mas, no que ao sector público diz respeito, o mérito tem de ser partilhado com os governos anteriores.


Escreveram ‘gay’ num cartaz meu que estava num cruzamento movimentado. Pedi que não o substituíssem porque não era mentira”


Alguma vez pensou que viria o tempo em que o turismo seria visto por alguns como uma praga?
Sim. E disse-o num congresso: não vai ser no meu tempo, mas vocês vão começar a ouvir a conversa do “turismo a mais”. Toda a gente achou que eu estava a brincar, porque andava tudo histérico de felicidade com os bons números.


Estava na cara que isso ia acontecer?

O turismo é uma atividade económica, tem externalidades negativas como qualquer outra; a questão é como mitigar essas externalidades negativas, e sobretudo como o fazer sem criar externalidades negativas ainda piores. Mas muito do discurso anti turismo é um discurso ideológico anticapitalista, anti iniciativa, anti empresas, anti lucro. Foi uma causa que a esquerda radical espanhola utilizou, e que cresceu na Europa, portanto era evidente que a moda chegaria cá.


Por falar em realidades que uns amam e outros odeiam: já comprou bilhete para o Festival da Eurovisão em Lisboa?

Com certeza! [risos] As pessoas têm direito a guilty pleasures.


Qual a melhor canção de sempre da Eurovisão?

Isso é uma pergunta muito difícil... Como há pouco tempo morreu a France Gall, poderia dizer ‘Poupée de cire, poupée de son’.

E qual a melhor canção portuguesa?

‘A madrugada’, a canção de 1975, cantada pelo Duarte Mendes, um capitão de Abril.


Foi arrumador no Teatro Nacional Dona Maria II. Foi pelo pagamento ou pelas peças que viu à borla?

Foi para pagar a faculdade, mas foi essa a escolha pelas peças, claro! Algumas via todos os dias. Lembro-me da Fernanda Borsatti e da Fernanda Alves em “O Cerco de Leninegrado” — vi vezes sem conta, sabia o texto de cor. Eu já tinha feito teatro na Covilhã, no liceu. Fui ator, encenador, arrumava, limpava, escrevia peças... Lembro-me de uma que demonstra bem como eu já queria ser mais velho. Chamava-se “Reticências” e era sobre um grupo de amigos de 40 anos que se juntavam num jantar. Eu tinha uns 14 ou 15, imagine o ridículo.


Gostava de voltar a escrever para teatro?

Gosto muito de ficção, não sou daqueles que só leem ensaios. Se a vergonha um dia se perder e o tempo se proporcionar, gostava de tentar escrever ficção.


Quando escolheu músicas para o programa “Playlist”, da TSF, incluiu muita world music. O que é que o atrai na música do mundo?

O outro. O que eu não conheço.


É um desses multiculturalistas que inspiram horror a alguma direita?

Uma das grandes questões do nosso tempo é como se olha para o outro, para o novo — novos modelos de economia, novos emigrantes, novos concorrentes, novos produtos. Há quem olhe com receio e procure proteger o que existe. Depois há uma visão de abertura à novidade, à mudança. Essa é a minha postura e acho que tem resultados mais proveitosos. Sou a favor da abertura ao outro, não olho com desconfiança para o que não conheço, mas com curiosidade. Por isso sou tão adepto das liberdades de circulação, da liberdade. Na world music, as outras línguas estão ali à espera de ser decifradas por nós, há sons que me fazem perguntar que som é aquele. É como um gastrónomo que se pergunta porque é que na Covilhã se come ‘pastel de molho’, que tem uma história e que não há em mais lugar nenhum. Gosto de conhecer essas histórias. Se ser multiculturalista é isso, sim, eu acredito no mundo global e vivo muito bem nele.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2363, 10 FEV, 2018

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