Pesquisar neste blogue

domingo, 21 de janeiro de 2018

Um bispo inovador


Um bispo inovador
Foi o criador das paróquias de Nossa Senhora da Vitória e de S. Nicolau




Até 1583, no Porto, dentro do perímetro das chamadas muralhas fernandinas, havia apenas uma paróquia - a de Nossa Senhora da Assunção, ou da Sé. Da parte de fora do muro defensivo havia duas; a de Santo Ildefonso, que era enorme; e a de Miragaia.

Ao finar a segunda metade do século XVI, estávamos no inicio da dinastia filipina. Des­de 1580 que reinava em Portugal Filipe I, II de Castela. Com a morte, em 1581, do bispo do Porto, D. Simão de Sá Pereira, aquele mo­narca nomeou para a cátedra portucalense D. Frei Marcos de Lisboa, também conheci­do por D. Frei Marcos de Betânia, que entrou solenemente no Porto, pela porta Nobre, ou Nova, como era costume, no Domingo de Ramos de 1582.

D. Frei Marcos de Lisboa, como o apelido o deixa adivinhar, nasceu em Lisboa no seio de uma família muito humilde. Tinha apenas tre­ze anos quando entrou para a ordem francis­cana, no convento de Santa Cristina, em Ten­túgal. Estudou Teologia em Coimbra e dedicou-se à pregação.

Anos mais tarde, foi nomeado cronista da ordem em que professara e nessa qualidade deslocou-se a Roma, a pé, pedindo esmola para seu sustento, cumprindo dessa forma a letra dos estatutos da ordem. Nessa longa via­gem, frequentou cartórios e livrarias, reco­lhendo informações que o habilitaram a pu­blicar em 1562 a primeira parte da crónica da sua ordem, que ofereceu à rainha D. Catari­na, viúva de D. João III e regente do reino du­rante a menoridade de D. Sebastião.

Em 1574, D. Frei Marcos de Lisboa, ainda um simples frade, agora do ramo dos Capu­chos, para onde entrara em1568, acompanhou D. Sebastião a África, onde chegou a ser no­meado bispo de Miranda, nomeação que, no entanto, não chegou a ser efetivada. Em 1581, como já foi dito, Filipe I nomeou-o bispo do Porto. É nesta qualidade que a sua ação re­novadora se vai fazer sentir na diocese.

Foi ele, por exemplo, que criou, onde está agora o cemitério do Prado do Repouso, a Quinta do Paço, para recreio dos bispos, com elegantes fontes, amplos jardins, pomares e belos arruamentos ladeados por vários edi­fícios para as férias do prelado e dos seus co­laboradores mais próximos.

Foi D. Frei Marcos de Lisboa que mandou construir, junto ao claustro da Sé, a capela inicialmente denominada de Nossa Senho­ra da Saúde e que é hoje a capela de S. Vi­cente, onde são sepultados os bispos do Porto. Foi na sua administração que se co­meçou a construir a Casa do Cabido, pega­do à catedral.

Mas o ato mais significativo da sua admi­nistração foi a criação, em 1583, das novas pa­róquias de Nossa senhora da Vitória; S. Nico­lau e de S. João de Belomonte. Mas esta últi­ma teve efémera duração. A área territorial que lhe caberia foi incorporada, digamos as­sim, ou distribuída pelas outras duas: Nossa Senhora da Vitória e S. Nicolau.

Para a tomada desta arrojada decisão mui­to devem ter contribuído as melhorias que se registavam no Porto e dentre as quais a mais importante deve ter sido, sem dúvida, a cria­ção, por Filipe I, do Tribunal da Relação do Porto, em 1582. O novo tribunal implicava a vinda para esta cidade dos respetivos desem­bargadores e corregedores, além, natural­mente, dos funcionários, mais de quarenta, de várias categorias. Naquele tempo, as leis exigiam que os juízes fossem casados, o que quer dizer que trouxeram a família e por isso a população da cidade deve ter aumentado si­gnificativamente.

A criação de novas paróquias era assunto que vinha de trás. Já havia sido ponderado por anteriores prelados. Mas nenhum tivera a co­ragem de avançar com o projeto que tinha contra ele, por exemplo, o Cabido, ou seja os cónegos, que temiam a perda de privilégios, de rendas e de outras prebendas. A Câmara e o povo, em geral, também não estavam mui­to de acordo com a criação de novas paró­quias porque, pensavam, seria sobre eles que recairia os custos da manutenção das novas estruturas eclesiásticas. D. Frei Marcos de Lis­boa a todos sossegou. Não só prometeu que ninguém iria ser sobrecarregado como quais­quer encargos para a manutenção dos novos párocos e da administração das paróquias, como ordenou ao tabelião Rui de Couros que redigisse uma escritura em que se afirmava isso mesmo: que os encargos atuais e futuros das novas "fábricas da Igreja" correriam intei­ramente à cinta do cofre do bispado e que ao povo nada seria pedido.

Resta acrescentar que D. Frei Marcos de Lis­boa governou a diocese entre 1582 e 1591, qua­se dez anos e que durante esse tempo foi um prelado exemplar, em todas as facetas da sua vida. Viveu no antigo Paço Episcopal uma exis­tência de grande rigor económico e com mui­ta frugalidade. Acompanhou muito de perto os mais necessitados a quem prestava auxílio e muitas vezes sentou à sua mesa. Não aprecia­va o fausto nem a riqueza. A única extravagân­cia que se lhe conhece é a criação da tal quin­ta do Paço que seria para as férias e o repouso dos bispos. As pingues rendas que naquele tempo recebia da diocese empregava-as, di­zem os seus biógrafos, no auxilio aos pobres que muitas vezes recebia no seu paço que as­sim transformava num verdadeiro asilo. •


História de um conflito com Cedofeita

D. Frei Marcos de Lisboa só não levou a melhor com a rica, poderosa e influente Colegiada de Cedofeita (fo­to) que visitou no último ano do seu episcopado na altura em que dela era prior o reverendo D. Aníbal Sergi­pe. Durante essa visita, D. Frei Marcos de Lisboa determinou que, de futuro, era ao prior da Colegiada que competia pagar aos prega­dores que ali fossem pregar e não ao povo devoto que ia assistir aos atos de culto e aos quais se pedia para que pagassem ao pregador. Cio­so da sua alta dignidade e dos direitos da instituição que dirigia, opôs-se a tal diretiva D. Aníbal Sergipe e o caso foi enviado ao vigário-geral para apreciação e decisão definitiva. Ouviam-se as partes, foram ci­tados e apregoados os fre­gueses e "vistos os autos e embargos do embargante" concluiu-se que deviam ser os fregueses, isto é o povo, a continuar a pagar o ser­mão do pregador.

A paróquia da Sé tinha como sede a catedral

Jornal de Notícias, 21 Jan, 2018

sábado, 20 de janeiro de 2018

JORGE SAMPAIO “A SOLIDARIEDADE COLETIVA SÓ FUNCIONA NA TRAGÉDIA, MAS NO DIA A DIA É UNS A VER E OUTROS A SOFRER”

ENTREVISTA



JORGE SAMPAIO “A SOLIDARIEDADE COLETIVA SÓ FUNCIONA NA TRAGÉDIA, MAS NO DIA A DIA É UNS A VER E OUTROS A SOFRER”


Está otimista mas preocupado. Sobretudo com os riscos externos, mas também com a definição do lugar de Portugal no mundo. Elogia o talento de António Costa por “ter percebido que tinha condições para poder liquidar a ideia do arco da governação tradicional”. Mas defende uma maior relação do PS com as empresas. E reformas, sobretudo a do território


POR José Pedro Castanheira e Pedro Santos Guerreiro (TEXTOs) e António Pedro Ferreira (FOTOGRAFIAS)




Entra de gola alta, sapatos confortáveis e vestindo um sorriso na sala onde passaremos o fim de uma tarde fria de janeiro. Jorge Sampaio, 78 anos, Presidente da República de 1996 a 2006, recebeu o Expresso no seu gabinete, na Casa do Regalo, em Lisboa, cidade de que foi presidente da Câmara a partir de 1989, ano em que foi eleito secretário-geral do Partido Socialista — e uma vintena de anos depois do início da sua carreira política, na candidatura, em 1969, às eleições para a Assembleia Nacional, nas listas da CDE. Uma carreira intensa de intervenção cívica, que mantém.


Como vê hoje o país?


Tenho uma visão otimista. Por uma razão fundamental: quem tinha 34 anos no 25 de Abril, uma vida profissional feita e estava habituado à ditadura, não concebia que passados estes anos pudéssemos estar onde estamos. O que era a mortalidade infantil, a incapacidade de saber ler e escrever, a pobreza generalizada, a agricultura de morte... A minha visão é sempre completada com um olhar para de onde viemos, para onde estamos e para onde precisamos de avançar. O salto que se deu! Eu pertenço a uma das últimas gerações do antes do 25 de Abril, as outras já não estão cá, e isso dá uma perspetiva grande e um redobrado otimismo. E pensar que agora, acabada a descolonização e tendo relações normais com as ex-colónias, fazendo parte da União Europeia e das organizações multilaterais, tendo tido manifestos sucessos internacionais em 2017 — basta relembrar Guterres e Centeno —, há razões para esse otimismo. Mas há razões para ter moderação nesse otimismo, que resultam da circunstância de o mundo ser profundamente diferente, de os mecanismos da democracia representativa estarem em crise, de os extremismos terem aumentado, da contradição entre uma sociedade internacional multilateralmente organizada e correr-se o risco de passar para zonas de conflito muito determinadas, mesmo dentro do contexto geral de uma paz mais armada; a fome, as alterações climáticas e a sua negação, Donald Trump e o trumpismo, aparentemente florescente, as guerras religiosas, ou não, no Médio Oriente, com o que isso implica para a Europa e para aquela zona do globo tão decisiva para a paz e o desenvolvimento geral do mundo... São motivos de grande e forte preocupação.


“Há na sociedade portuguesa a ideia de que na política estão uns malandros que não devem ganhar coisa nenhuma, que se ganharem o salário mínimo nacional já chega”


O que o preocupa são riscos externos. Significa que considera que somos pequenos para influenciar e vulneráveis para sofrer?


Não. Nós estamos inseridos no mundo, não há soluções taxativamente apenas portuguesas e há riscos internacionais grandes que podem afetar-nos, não tenho nenhuma dúvida sobre isso. Do ponto de vista interno, preocupa-me saber até onde vai a nossa capacidade reformista e de inserirmos o nosso desenvolvimento económico e social num contexto mais vasto. Qual é o nosso lugar no meio disto tudo? Que reivindicação fazemos em relação ao nosso lugar na Europa? Qual é a nossa posição em relação à ciência? E que capacidade teremos para combater a pobreza? A coisa que mais me aflige é percebermos que os benefícios da globalização e do crescimento são tão desigualmente distribuídos e que essa desigualdade não vai terminar.


Qual é o nosso caminho?


O desenvolvimento interno é um caminho apertado, dependemos de uma economia que precisa de se transformar, passando da economia das rendas — e já se deu um grande salto nesse sentido — para uma economia de exportações. E sabermos qual é a capacidade de atrairmos capitais estrangeiros, sem prejuízo de conseguirmos — eu volto a este tema que sempre foi um tema meu, não no sentido do isolacionismo, pelo contrário — desenvolver polos de desenvolvimento estratégico nacional, que se insiram num desenvolvimento internacional e que não nos façam perder coisas estrategicamente importantes, como algumas que já foram à vida — o caso mais flagrante é o da REN e dos aeroportos, para não falar noutros, e obviamente a banca.


A banca?


A banca deixou de ser portuguesa para passar a ser internacional. Não vejo nenhum mal nisso, mas há um momento em precisamos de pensar em salvaguardar a nossa capacidade de decisão.


Em suma, faz um balanço que o deixa otimista.


Sim pelas razões que já disse e também porque estamos mais bem preparados do ponto de vista das gerações mais novas.


Que enfrentam uma taxa de desemprego elevada.


Não conseguimos encontrar emprego suficiente para manter a juventude, reter os talentos, como agora se diz, talentos que têm uma boa formação, muitos até com doutoramentos. Ao mesmo tempo temos abandono escolar, temos pessoas a menos a terminar o ensino secundário, é uma situação muito contrastante. E por isso é que a minha preocupação fundamental são as questões da educação e da inovação, que são praticamente o começo de tudo.


“A morosidade da Justiça portuguesa, nomeadamente da justiça económica, é preocupante. É preciso uma regulação eficaz e forte. Não é que eu, de repente, me tenha tornado um liberal, mas a regulação é essencial”


Diz que os partidos políticos são pouco ativos [ver caixa]. Somos pouco empenhados?


Nós ainda não conseguimos encontrar uma maneira de defender a democracia representativa e de a valorizar aos olhos dos cidadãos. A democracia representativa enfrenta sérias crises: de credibilidade, em relação à opinião pública, em relação aos cidadãos, ao afastamento dos cidadãos da política, não podemos ignorar isto. Ainda por cima com os partidos políticos, que são cruciais e indispensáveis, completamente ultrapassados pela rapidez com que as relações culturais e de media funcionam. Refiro-me aos social media. Estamos perante uma contradição que me preocupa todos os dias, que é saber como se pode melhorar a atividade e a comunicação para fora dos partidos políticos, que são algo de pouco representativo. Os membros dos partidos pouco passam os 200 mil. O desinteresse é muitíssimo grande, as novas gerações não discutem política ou discutem pouco.


Como tem acompanhado a polémica em torno do financiamento dos partidos políticos?


Estou perfeitamente à vontade perante esta polémica.


Porque sempre defendeu o financiamento público?


Não é isso. Quando foram as eleições de 1991, eu era candidato do PS a primeiro-ministro. Levei um banho de todo o tamanho, com uma maioria absoluta do professor Cavaco Silva. Mas não só fui o único membro da oposição que foi à tomada de posse em Belém — nunca mais me posso esquecer disso e da surpresa que causou eu aparecer em Belém sozinho —, como foi a circunstância de eu ter ido à Assembleia da República no dia em que o Governo se apresentou, com uns papéis na mão, e ter dito: “Meus senhores, eu venho aqui dizer que violámos a lei, eu vou dar ao senhor Presidente as contas da campanha eleitoral do PS, que ficaram acima do limite legal. Tome lá, Vossa Excelência, para os efeitos que tiver por convenientes e, por consequência, convido todos os partidos nesta câmara a apresentar as suas contas.” Disse isto com o professor Cavaco a ouvir.


Só que ninguém o acompanhou.


Zero. A única coisa que houve foi uma multa, irrisória, e que o já secretário-geral, António Guterres, mandou pagar. Portanto, posso falar francamente sobre o que se passou agora. Não quero entrar em pormenores, mas foi um período muito infeliz, para dizer o mínimo, para a Assembleia da República, mas também muito infeliz em geral, porque houve dezenas de ocasiões para abordar este problema e ninguém quis falar dele. Eu, como líder parlamentar, fui abordado por vários partidos no hemiciclo, sugerindo que se podia fazer uma proposta de lei para aumentar os vencimentos dos deputados, e eu disse “façam vocês e eu apoio” — foi o fazes.


Aumentar os vencimentos será sempre impopular.


Há na sociedade portuguesa a ideia de que na política estão uns malandros que não devem ganhar coisa nenhuma, que se ganharem o salário mínimo nacional já chega. Mas a verdade é que se se quer uma democracia com gente capaz, é preciso oferecer condições. Não se vai tirar um economista de um sítio qualquer e pô-lo na Assembleia da República com um vencimento mínimo, ninguém aceita. Quando se olha para a Assembleia da República, percebe-se que as capacidades e as competências nem sempre estão ao nível desejado e desejável. Nós precisamos de gente muito competente na política. Mas para isso temos de criar condições. Pensar que as pessoas muito competentes, e que ganham a sua vida bem, vão para a política sujeitar-se à devassa, seja ela qual for — se você me oferecer um chá perguntam logo qual foi a moeda de troca. É ilusório, ninguém está disponível para isso. Temos de saber o que queremos, ter coragem para valorizar a política, os partidos, os cargos políticos — do Presidente da República aos primeiros-ministros, deputados, autarcas, e por aí fora. Esperemos que este triste episódio se não repita, sob pena de aquilo que já é muito profundamente negativo se afundar ainda mais. Eu sou muito crítico do que aconteceu, sou muito crítico dos arrependimentos que rapidamente todos manifestaram, e ainda bem, mas isto só faz sentido se agora der azo a uma política positiva de trabalho de fundo e a sério. Está tudo estudado, é uma questão de escolha.

Trabalho O antigo Presidente da República na Casa do Regalo, em Lisboa, onde tem o seu gabinete

Mas é preciso melhorar a relação dos partidos com os cidadãos.



A tentativa de aproveitar o que de bom existe no lado dos social media é crucial, porque os ritmos a que as coisas se processam são totalmente diferentes. O ritmo de vida politico-parlamentar tradicional parece vindo da Idade Média perante o ritmo da idade contemporânea em que vivem as sociedades. Do lado político, ficamos sempre em défice completo e total. Temos de aproximar os ritmos e tentar andar ao mesmo compasso.


Como é que isso se faz?


É um trabalho paciente, passa pela educação, educação cívica, educação de responsabilidade. Preocupamo-nos mais com o êxito individual do que com o êxito coletivo, e isso é o resultado de determinadas políticas económicas e de um modelo de sociedade em que a solidariedade coletiva só funciona em momentos de tragédia, mas no dia a dia é uns a ver e outros a sofrer.


Está a pensar nos incêndios de 2017.


A compartimentação na sociedade portuguesa é das coisas mais trágicas. Eu presenciei muitas épocas de incêndios como Presidente da República e sempre me fez a maior impressão haver o público que vai para a praia e o público que sofre os incêndios. É a prova da dualidade que existe no nosso país de uma forma dramática. Embora no interior do país haja um certo abandono, é certo, também não é o deserto absoluto. Mas a velhice, a falta de saúde... é terrível. Em 2003, um ano terrível de incêndios, estávamos na inauguração do estádio do Sporting, havia um alarido brutal sobre os incêndios e ao intervalo do jogo cheguei-me ao pé de Durão Barroso e disse-lhe: “Ó senhor primeiro-ministro, faça uma coisa indispensável, vá para os incêndios, apareça.” [Ele perguntou:] “Acha que sim?” “Já! Já! Deixe isto tudo, vá para os incêndios, apareça.”


E ele foi?


Foi. De imediato.


2017 foi pior, os incêndios causaram mais de uma centena de mortos.


Este verão tivemos a terrível consagração dessa tremenda dualidade. Com isto chegamos a um tema muito importante, que é o do território. Se me perguntar quais são as políticas públicas cruciais, com certeza que são a da Justiça, a da Segurança, a da Saúde, a da Educação, a da Defesa... Mas o território é absolutamente crucial. Os fundos estruturais dos anos 80, que eram contraponto às quatro liberdades, não foram, embora gastos, capazes de equilibrar isso. O território tem um desenvolvimento profundamente desigual e precisamos de ter — embora eu deteste a expressão, porque é usada vezes de mais — uma estratégia de médio prazo para este país. Por isso eu dizia: o que é que queremos ser do ponto de vista político, económico e social, em que circuitos nos inscrevemos, o que é ambicionamos? As perspetivas financeiras pós-2020 são cruciais, porque é daí que virá a capacidade para ajudar a minorar as grandes diferenças e contrastes que existem em Portugal.


“O PS está em boas condições para poder liderar uma renovação, não diria da social-democracia — que lá fora quer dizer outra coisa — mas, para utilizar o jargão português, do socialismo democrático”


Mas se é o litoral a ver e o interior a sofrer, não é porque o centro de decisão está no litoral, ou melhor, em Lisboa?


Isso leva-me a outra coisa da maior importância, e de que eu sou um adepto: a descentralização. A regionalização falhou — eu fui a favor, mas não me pronuncio sobre as razões de ter falhado, embora ache que o nacionalismo mais desabrido nuns casos e mais justificável noutros veio ao de cima — e nós também não soubemos aproveitar plenamente as potencialidades das CCDR para a aplicação de fundos estruturais. Por mim, continuo a pensar que precisamos de uma descentralização política, com um combate muito feroz às cacicagens e a gastar dinheiro sem perspetivas, sabendo o que é a responsabilidade da cada um. As autarquias passam a vida a reclamar, e bem, capacidade para assumir um protagonismo diferente, mas quando se começa a falar em devolução de certos poderes, as autarquias recuam de imediato porque dizem que não têm meios e precisam de mais gente. Quando eu digo descentralização, digo descentralização de recursos e de responsabilidades. A descentralização ajuda, mas são precisos instrumentos. Se, por um lado, os órgãos de representatividade se esvaziam e se, por outro lado, os tribunais, os correios, a saúde se retiram fisicamente dos territórios, não há nada por onde começar e, além disso, as próprias pessoas desertam também. O que é que pode atrair pessoas para estes sítios? As vias sozinhas não chegam, os capitais são necessários. Este é um país pequeno para não ser um país solidário, não se pode dar a esse luxo. Que podemos fazer para sermos um país mais solidário? Dando condições de vida a uma parte dos portugueses que as não têm! Não podemos continuar a viver com esta percentagem da população a viver no limiar de pobreza, é incompatível com a ideia de um país inclusivo e de uma Europa desenvolvida.


A ação do Presidente Marcelo Rebelo de Sousa nos incêndios de 2017 foi positiva?


Isso merece um enquadramento mais profundo. Nós, os ex-Presidentes da República, normalmente não falamos sobre os titulares que nos antecederam ou sucederam. Isso tem sido importante para a democracia, para as funções e para a própria estabilidade dos poderes presidenciais, sem prejuízo do estilo de cada um. Há um enorme acervo assumido por todos, ninguém verdadeiramente discute os poderes presidenciais, o que se pode discutir é o estilo que cada um dá e as execuções que tem em relação a esses poderes. É preciso ter a noção clara de que os poderes do Presidente são de arbitragem, de mediador de conflitos, de procura de consensos e de estímulo em relação às preocupações gerais do país. Dito isto, acho que a tragédia foi de tal maneira grande que se percebe, independentemente de quaisquer outras considerações de natureza pessoal, que a atividade do Presidente da República, como também dos outros órgãos de soberania, se justificou. Não estou a falar dos episódios em concreto, pode-se discordar ou não, mas nessa altura as pessoas sentirem que o afago é porventura mais importante, isso é verdade. Agora, não podemos substituir-nos àquilo que é o trabalho do executivo, àquilo que é trabalho da nossa administração. Cada um fez o que pôde, acho que o Presidente respondeu com afago e carinho àquilo que era o desejo de afago e de companhia na tristeza que muitas pessoas tinham.


O Governo esteve à altura?


O Governo fez o que podia fazer e devia fazer. Agora, nos momentos de tragédia é precisa também alguma contenção na mediatização dos acontecimentos, nos comentários. O país ultimamente tem tido centenas de especialistas em gripe, toda a gente sabe de gripe, é uma coisa extraordinária; centenas de especialistas em incêndios; centenas de especialistas em proteção civil...


Está a referir-se aos comentadores?


Estou a referir-me em geral, toda a gente fala em reconstrução de casas, em organização de autarquias, em segurança... Isto não é assim. É preciso ter uma ideia certa sobre o que se pretende e isso leva-nos à reforma do Estado. Ouve falar-se de reformas estruturais, quando não há nada para dizer, lá vêm reformas estruturais. Mas quais? Com que detalhe, com que objetivo? Reformas estruturais, está na moda dizer...


Está na moda há muitos anos.

O que mais me espanta é que me lembro perfeitamente do que se passou em 2003, 2004, 2005 e já na altura o problema era semelhante: a floresta completamente desarticulada, com um regime de propriedade antiquado. OK, agora querem atacar o problema, e ainda bem, estou encantado, mas não é coisa para dois meses, é para 10 ou 20 anos. E com a dor que isso vai representar para muitos portugueses. Os que não estão cá e vão reclamar um sexto, etc.


Está a falar dos direitos de propriedade, que é uma questão constitucional.

Exatamente. Estou a pensar que é preciso um Estado forte, uma política pública forte, tão consensual quanto possível. E não haver ninguém a fugir, a dizer “já não estou nessa”. Não esqueçamos que a dimensão do desafio, é uma zona inteira do país que precisa de uma profundíssima reforma da floresta, o que significa uma reforma do povoamento, da agricultura, da indústria. Isto precisa de um trabalho de política pública assumida por toda a gente.


“Toda a gente” quer dizer de dois terços no Parlamento [necessários a alterações da Constituição]?


Exatamente.


“Fui à Assembleia da República no dia em que o Governo se apresentou, com uns papéis na mão, e disse: ‘Meus senhores, venho aqui dizer que violámos a lei. Vou dar ao senhor Presidente as contas da campanha eleitoral do PS, que ficaram acima do limite legal. Tome lá, Vossa Excelência, para os efeitos que tiver por convenientes, e, por consequência, convido todos nesta câmara a apresentar as suas contas’”


Se fosse na sua presidência falaria de um pacto de coragem, como tantas vezes falou?


Falaria com certeza e com muita mais força porque houve agora coisas mais graves, tantas mortes. E isso faz com que haja um lado de sofrimento humano e de dor muito significativo, só que essa dor e as ações de solidariedade que gera, e bem, não chegam para mudar estruturalmente as coisas. Eu quero manifestar às vítimas e às suas famílias a minha grande tristeza, preocupação e solidariedade. Digo-o com grande pudor porque as palavras podem pouco perante a tragédia sofrida por tantas pessoas, às vezes aldeias inteiras. Nós hoje temos todos de algum modo estas vítimas connosco, mas não chega para reformar políticas. Por isso, quero insistir que temos de estar à altura, tirar as devidas consequências e fazer as reformas políticas necessárias que previnam a repetição destas tragédias.


Estamos num enquadramento político inédito, com uma solução de governo que amarra a esquerda, e temos à direita uma aparente e talvez momentânea orfandade de parte dos eleitores, gerando focos de oposição inorgânica. Concorda?


Não.


Comecemos pela esquerda. Como vê a situação?


Deve-se a António Costa o talento de ter percebido que tinha condições para poder liquidar a ideia do arco da governação tradicional. E de permitir à Assembleia da República desempenhar a sua função essencial, que é a de decidir se o governo e o seu programa passam ou não passam. Se não passam, não há governo. Com a nova fórmula governativa, rompeu-se um tabu e quebrou-se um ciclo. Isso foi muito positivo para a vida portuguesa, independentemente do que acontecer a seguir. E foi positivo, finalmente, depois de tantos anos, o PCP e o Bloco de Esquerda terem chegado a fazer esta coligação de Governo.


Também lhe chama “geringonça”?


Não, não lhe chamo, é brilhante como palavra, mas não se deve aplicar, tem uma conotação depreciativa. Dito isto, o mecanismo parlamentar funciona. Até que ponto é que António Costa e o Governo estarão disponíveis, e o grupo parlamentar do PS, para aguentar determinadas coisas, até que ponto poderão defender o seu programa e a sua liberdade, até que ponto os outros estarão disponíveis a continuar? São questões em aberto. Há um ponto que eu não vejo desenvolvido: normalmente diz-se que isto vai durar enquanto o chamado custo-benefício for positivo, no sentido em que ninguém quer ficar com o ónus de ter de romper e isso é positivo; mas o contrário também, porque o PCP tem a dignidade e a história que tem atrás de si. Eu tive ligações com o PCP na Câmara de Lisboa, conheci muita gente na clandestinidade e da clandestinidade. O que me espanta é que tenham tido a capacidade, por razões de relação com o próprio eleitorado, julgo eu, de terem chegado a esta solução. Mas o limite para esta solução, em meu entender, é saber se querem baixar à wilderness outra vez e ficar de novo de fora, ou não, por isso têm de pensar duas vezes. Penso que o eleitorado jovem não estará muito disponível para voltar para fora dos instrumentos de poder possível. O PCP é um partido de poder quando possível. E, portanto, vai avaliar muito seriamente se quer deixar de o ser e ficar acantonado aos seus 7% ou 8%. O BE é parecido: o que é afinal o BE? É uma força que não tem força eleitoral autárquica, tem um conjunto de gente interessante, a começar pelo seu fundador principal, que é uma figura única, brilhantíssima.


Francisco Louçã.


Sim, brilhantíssimo. Mas o que faz o BE fora do poder? Não chega às autarquias sequer, tem um vereador, por milagre, na Câmara de Lisboa.


O Bloco de Esquerda precisa de poder?


O BE tem de medir seriamente qual é a sua relação com o poder. Uns e outros, BE e PCP, têm de medir que tipo de compromissos têm que fazer para se manterem na posição em que estão; têm de saber digerir aquilo que são os compromissos europeus do PS com os seus compromissos internos.


Está a desafiá-los?



Não, estou a dizer que isto é assim. Alguém pensa que Portugal seria neste momento viável, com as finanças que tem, contestando os compromissos europeus? Estando na União Europeia como está nesse domínio? Sendo o Banco Central Europeu o que é? Não penso que possamos ter essa aventura. Não é possível, mesmo que porventura eu desejasse, o que nem é, claro, o caso!


Ficou espantado com o apoio do PCP ao Governo. Admite espantar-se mais?


O PCP é um grande tático. O dr. Cunhal tinha uma notabilíssima capacidade tática dentro de um contexto estratégico muito idêntico. A maneira como ele, por exemplo, adaptou o partido numa semana à votação no dr. Mário Soares [nas eleições presidenciais de 1986] é absolutamente única, só possível naquele partido. O PCP tem muitas antenas na sociedade e sabe que não pode fazer apenas almoços na Baixa da Banheira, com toda a estima pelos elementos da Baixa da Banheira, porque precisa de chegar ao poder. As autarquias não chegam para os grandes desafios em cima da mesa. Que tipo de desafios está o PCP disposto a admitir? E o BE? Saídas da União Europeia, saídas do euro? Alguém se convence que isso seja possível no contexto da economia portuguesa? Sejamos realistas.


Diz que o PCP tem de decidir “baixar à wilderness”, o que pode ser traduzido de várias maneiras: é voltar ao estado selvagem, ao estado natural?

[risos] É voltar à solidão.


O que se está a passar no BE é comparável com o que aconteceu, há anos, na Alemanha com os Verdes? Uma espécie de rendição...


Não se trata de rendição...


... de pragmatismo perante a necessidade de influenciar...


O concreto da vida política e a necessidade de realizar coisas forçam a um certo pragmatismo, isso é indiscutível. O que acho mal é um pragmatismo sem conteúdo. Mas não há dúvida que a ação política tem necessidade de um pragmatismo. A realidade é que as coisas são muito mais difíceis e muito diferentes.


Foi, aliás, essa tomada de consciência que o levou a aderir ao PS, em 1978.


Sim, sem dúvida.


Defende uma redefinição das funções do Estado?


Não sou a favor do Estado mínimo, há funções que são inalienáveis. Quero que o Estado esteja mais apetrechado para responder com eficácia — e não responder sempre da mesma maneira: que é preciso mais efetivos, estou cansado de ouvir falar disso. A parte da gestão é essencial, mas normalmente não é tocada. Repare que todas as reivindicações são sempre de mais efetivos, sejam polícias, médicos, enfermeiros, sempre mais efetivos. Isso não é possível. Por outro lado, há coisas que podem não ser feitas pelos serviços públicos. Mas há outras que, como disse, são inalienáveis. Gostava de ver uma administração pública em que a gente se revisse. E há serviços que só funcionam porque a dedicação é enorme. Quando percebemos, como eu percebi nos hospitais públicos, que há enfermeiras que trabalham 12 horas e ganham uma miséria, percebe-se que há ali um serviço público que ainda mexe. É necessária uma administração pública que sirva os objetivos gerais do país, uma administração descentralizada, o que se prende muito com a capacidade de a justiça responder em tempo útil às aspirações das pessoas. A morosidade da justiça portuguesa, nomeadamente da justiça económica, é preocupante. É preciso uma regulação eficaz e forte. Não é que eu, de repente, me tenha tornado um liberal, mas a regulação é essencial.


“Em 2003, um ano terrível de incêndios, estávamos na inauguração do estádio do Sporting, havia um alarido brutal sobre os incêndios, e ao intervalo do jogo cheguei-me ao pé de Durão Barroso e disse-lhe: ‘Ó senhor primeiro-ministro, faça uma coisa indispensável, vá para os incêndios, apareça.’ [Ele perguntou:] ‘Acha que sim?’ ‘Já! Já! Deixe isto tudo, vá para os incêndios, apareça’”


E no plano económico?


A este propósito gostava apenas de sublinhar que é preciso termos uma ligação muito maior e mais estreita entre as universidades e as empresas, com vista à investigação e à qualificação produtiva. A nossa estrutura empresarial é muito pequena (há sobretudo pequenas e médias empresas) e não chega para fazer escala, para a incorporação de know how e da inovação. Por outro lado, temos o problema da nossa administração pública: a reforma do Estado tem de passar necessariamente por uma reforma da administração pública. Uma administração para quê? Qual é o papel dos novos instrumentos de comunicação e das novas tecnologias de informação? É necessário dotar o país de uma capacidade tecnológica nova e quanto mais cedo melhor, mas sem esquecer (e essa é a dificuldade do exercício) os que ficam para trás.


Falemos agora da direita, onde parece haver um vazio, temporário ou não, na capacidade de representação.

Os vazios preenchem-se, não duram muito tempo. Resta saber como e para quê. As fronteiras políticas, nos últimos anos, estão muito mais diluídas. O espaço político disponível do centro-esquerda para o centro-direita é muito maior do que se pensa. Agora as pessoas entretêm-se, com régua e esquadro, a ver em que bissetriz se encontram — se mais à esquerda ou mais à direita... Ora, não faz grande sentido. Já não há classes sociais como há 50 anos. Os sectores produtivos são diferentes e isso faz com que haja um éclatement das várias componentes sociais disponíveis. As ideologias continuam a ter o seu lugar estruturante no pensamento e na ação, mas é preciso uma espécie de novo sistema de pesos e medidas para avaliar constantemente as políticas propostas, as soluções práticas e as consequências/resultados. Parece continuar a haver uma bifurcação em termos de opções: ou se é mais progressista, e se preocupa mais com a equidade e com a luta contra as desigualdades, ou domina a ‘marketização’.


O próprio PS anda a navegar entre o centro e a esquerda.

Pois, claro que anda. O PS — e posso falar claramente, porque é o meu partido — tem condições únicas para aprofundar até onde pode ir do ponto de vista das suas capacidades políticas, ideológicas e programáticas. Fez-se um esforço grande e muito assinalável — tão destruído e tão criticado! — para pôr de pé um determinado edifício, e agora é preciso nutri-lo todos os dias com as políticas mais díspares. Os temas aumentam sem parar, cada dia que passa há mais um. Esses novos temas requerem um tratamento. E é por via do tipo de tratamento que se faz de cada um deles, que se será aferido do ponto de vista político e social.


Porque é que o PS tem uma oportunidade única?


Porque tem mais condições. Porque está no poder e tem mais informação do que os outros. Tem uma relação internacional muito forte e toda a informação que isso lhe dá. E ao mesmo tempo tem pessoas que deve mobilizar para essa tarefa de conceptualização e de ligação ao sector empresarial. O pouco que se fala sobre o sector empresarial perturba-me muito. Não é apenas o PS. A esquerda associada ao PS não fala em empresas. E elas são cruciais neste país. Sem isso, não teremos emprego. Direi mesmo que o PS está em boas condições para poder liderar uma renovação, não diria da social-democracia — que, lá fora, quer dizer outra coisa — mas, para utilizar o jargão português, do socialismo democrático. Toda a gente percebe que isso é o mesmo que a social-democracia europeia no sentido mais amplo do termo.

Momento Jorge Sampaio durante a entrevista conduzida por Pedro Santos Guerreiro e José Pedro Castanheira

O país perdeu recentemente um dos seus grandes empregadores e empreendedores...



Sem dúvida.


... Belmiro de Azevedo, com quem teve relações muito dialéticas.


Muito vivas e muito rijas. O que é importante é que no exercício de cargos políticos as pessoas não sejam influenciáveis e que isso fique claro para todos. Não interessa se é o senhor Joaquim, dono de uma retrosaria, ou se é o senhor Fulano, que tem uma multinacional. São iguais e é assim que sempre procurei atuar. E isso dá-me um descanso enorme. Na Câmara de Lisboa, para só falar dela, o convite à valsa pode ser grande. Mas ninguém ousou.


Está a falar de lóbis na política?


Não só. Espero que este período, a caminho de novas eleições — a começar pelas europeias —, sirva para afinar políticas. Precisamos de ser mais concretos, mais rigorosos nas metas, na calendarização, na monitorização. E, sobretudo, é preciso ter uma força política grande. É a única maneira, num país como o nosso, cheio de lóbis, influências e poderes de facto do mais variado tipo, de se conseguir fazer vingar o domínio da política sobre as coisas.


O que é que o PS precisa para isso?


De fazer sentir bem aquilo que representa e aquilo que é capaz de fazer.


A ligação ao BE e ao PCP é um obstáculo?



Os obstáculos pululam. Resta saber como é que se lida com eles e qual é o limite, até onde se pode ir. Não se esqueça que fui Presidente da República sempre com maiorias relativas, com várias saídas pelo meio. A ideia de que é preciso continuidade e estabilidade não é uma ideia oca nem visa limitar alternativas que só em democracia existem. A estabilidade é um elemento indispensável para executar um programa de governo. Para que os intervenientes sintam que aqueles senhores são os que estão a mandar naquele momento. Se não sentem isso, furam tudo por todos os lados.


Entretanto, o senhor entrou na campanha interna do PSD, levado por Santana Lopes.

É natural, mas não tenho nada a comentar. Já está tudo escrito, não vou comentar nada.


E do caso José Sócrates?


É uma matéria que eu não toco.


Falemos das Forças Armadas. Na sua Presidência esteve muito atento a essa problemática.


Sempre dei a maior importância ao cargo de comandante supremo das Forças Armadas. A minha oposição à presença das Forças Armadas na guerra no Iraque foi simbólica e paradigmática. Aí sou como o Presidente Truman em relação ao general MacArthur, o poder civil manda no poder militar. Como se sabe, o general, que fora um grande chefe militar no Pacífico, queria prosseguir para a Manchúria, o Presidente Truman disse que não e aquele velho juiz, que fora eleito Presidente da República, demitiu o general MacArthur de um dia para o outro. As Forças Armadas, cujo prestígio e modernização têm de ser louvados, têm accountability, têm responsabilidade — e isso é com o poder civil. Para mim, isso é um ponto de intransigência total. A partir do momento em que isso é subvertido, a democracia está enfraquecida.


Como tem acompanhado a trapalhada sobre as armas de Tancos?


Sinto um certo incómodo sobre essa matéria. Impõe-se que haja uma resposta sobre Tancos. O tempo passa, mas não quero ser mais claro. Ninguém fica bem nesta matéria.


Quando deixou de ser Presidente, em 2006, continuou especialmente ativo, mas no plano internacional. Passaram 12 anos…

Não tive propriamente tempo para descansar. Tinha saído em março, e, em abril ou maio, foi com gratificante surpresa que recebo um telefonema de Kofi Annan, estava eu no Palácio de Queluz. Trabalhara com ele em cimeiras das Nações Unidas em Nova Iorque sobre questões de saúde e, por isso, queria saber se eu aceitava ser seu representante pessoal para a luta contra a Tuberculose. Aceitei e desempenhei essas funções até 2012.


Foi uma aposta de Kofi Annan.


Sim. Era um cargo novo ligado à Agenda dos Objetivos do Desenvolvimento do Milénio, muito apadrinhada por Kofi Annan, e aceitei o desafio. Sempre gostei dos problemas da saúde pública, por razões pessoais e familiares. Tive a possibilidade de falar a um público muito mais vasto. Promovi várias coisas, entre as quais a primeira Conferências das Nações Unidas sobre a coinfeção VIH-Tuberculose, com o Presidente Bill Clinton e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.


Depois, foi também o alto-representante para a Aliança das Civilizações.

Ban Ki-moon pediu-me para ser o alto-representante para a Aliança das Civilizações, em 2007. Tratava-se de implementar as recomendações de um relatório que pretendia incentivar o diálogo entre as sociedades muçulmanas e as sociedades ditas ocidentais e promover o diálogo e a cooperação interculturais. Acumulei os dois mandatos entre 2007 e 2012, o que significou um trabalho gigantesco. Montei toda a estrutura e o funcionamento da Aliança, desde o plano nacional até aos fora mundiais, passando por estratégias regionais. Percorri o mundo e tudo isto me deu uma enorme satisfação. Era o aproveitamento da experiência de um antigo Presidente. Recordo a ideia de Felipe González, segundo a qual os antigos Presidentes da República são como a louça da China: é uma porcelana muito bonita e antiga, mas ninguém sabe o que fazer com ela. É uma imagem magnífica. [risos]


Depois veio a atribuição do Prémio Mandela, vai fazer três anos.


Foi a primeira vez que o Prémio Mandela das Nações Unidas foi atribuído, a mim e a uma médica oftalmológica da Namíbia, doutora Helena Ndume.


“Mesmo que se esteja muito em baixo, como aconteceu comigo em agosto, setembro e outubro, tem-se sempre a esperança de que no dia seguinte se está lá outra vez, de que a noite não acabou connosco”


Mais recentemente criou a Plataforma de Apoio aos Estudantes Sírios.

Foi em 2013. Com a ajuda de gente que conheci nos caminhos da vida, em Portugal e no estrangeiro, foi possível criar este programa de bolsas de estudo de emergência para estudantes sírios, que vai agora ser transformada numa iniciativa multilateral de origem portuguesa, com o apoio do Ministério dos Negócios Estrangeiros e que consistirá num mecanismo de resposta rápida para o ensino superior nas emergências. Ou seja, partindo da experiência síria, passamos agora para outro patamar por forma a dar uma resposta sistémica ao problema do grupo específico dos estudantes do ensino superior que sejam apanhados por crises — guerras, desastres naturais ou situações de vulnerabilidade — e que assim recebem proteção e assistência académica. No fundo, é uma espécie de Erasmus, mas para os estudantes em mobilidade forçada. Há universidades e institutos politécnicos interessados; estudantes com estudos interrompidos é o que não falta; agora, é preciso encontrar dinheiro e parceiros. Este mecanismo vai ser lançado numa reunião internacional que estou a preparar, conjuntamente com o Governo, e que terá lugar em Lisboa, no dia 5 de abril.


Os estudantes sírios responderam à altura.


São mais de uma centena em Portugal. Mais de 30 estão já empregados ou em estágios depois de terem concluído os seus mestrados entre nós. Alguns são mesmo excelentes alunos, têm notas muito boas, de 17, 18 e 19; há até um ‘cérebro’ que teve 20 valores num mestrado na Universidade de Coimbra. Este programa tem êxito porque resulta de uma cooperação entre muitos parceiros — com universidade e politécnicos, em primeiro lugar, com empresas, fundações e particulares. Conseguir fundos para isto, é um milagre e tem dado muito trabalho. Mas é também muito gratificante. E através dos estudantes, percebe-se o que tem sido a destruição da Síria, que tem gente muito boa e um ensino universitário (e não só) muito capaz. Hoje, são eles, as vítimas, mas qualquer um de nós podia estar no lugar deles.


No ano passado foram publicadas várias notícias sobre o seu estado de saúde. Quer adiantar alguma coisa?


Não. Felizmente os hospitais foram muito discretos, bem como os jornais. Estou recuperado, como podem ver. Eu não andava, e agora já ando.


Quando lhe pedimos esta entrevista, propusemos-lhe que escolhesse um livro, um texto, um poema ou uma música que, neste momento da sua vida, fosse especialmente importante.


Escolhi música. Tenho um eixo, que começa em Bach e Vivaldi, passa por Mozart, atravessa Beethoven e vai até Brahms e Mahler, ficando por aí. Um eixo em torno destes autores e das suas variações. Eu não sou como o ilustre Stravinsky, que dizia que o Vivaldi escreveu sempre o mesmo concerto. Ainda que, modestamente, não esteja de acordo. Também gosto muito de ópera. Tive a sorte de a minha mãe me levar à ópera desde miúdo.


Qual foi o último concerto a que assistiu?


O “Requiem”, de Mozart, na Gulbenkian. Preciso de orquestra e coros — isso é que me enche as medidas. Lembro-me do maestro Riccardo Muti, que dirigiu recentemente o Concerto de Ano Novo, em Viena. Viu-o em Salzburgo a dirigir o “Requiem”, de Verdi, e foi inesquecível. Mas tenho um defeito grave: não sou capaz de ouvir música e ler ao mesmo tempo. Na leitura estou na obra de Valentim Alexandre, que é absolutamente brutal do ponto de vista da investigação. São três volumes sobre a época colonial. Saiu agora o primeiro: “Contra o Vento. Portugal, o Império e a Maré Anticolonial (1945-1960)” e merece uma atenção desmedida.


O que gostaria que as pessoas aprendessem da sua vida?


A resiliência. Nunca desistir. Mesmo que se esteja muito em baixo, como aconteceu comigo em agosto, setembro e outubro, tem-se sempre a esperança de que no dia seguinte se está lá outra vez, que a noite não acabou connosco. Quando vinham as enfermeiras fazer a consulta matinal, medir a temperatura e a tensão, eu sentia que estava vivo, estar vivo é porreiro. Com esperança de que irá melhorar. Entre muitos defeitos que conheço em mim mesmo, um deles é ter muita capacidade de luta. Não parece, parece que sou um tipo frágil e que hesita, mas não gosto que me ponham a um canto. Saio de lá ao pontapé se for preciso. Isso tenho verificado ao longo da vida e das coisas mais terríveis: vou-me abaixo mas recupero. Gostaria de ver isso em muitos portugueses. Além disso, gostava de ver uma preocupação que advogo e que o meu pai sempre referia. É aquela máxima de John Kennedy: o que podes fazer de útil pelo teu país? Não é fazer para ti, mas para o teu país. Tenho isso como lema.



“Por amor de Deus, o problema da dívida está a meter-se pelos olhos adentro!”


Portugal tem espaço de afirmação política na Europa?


Não poderemos deixar de ter um caminho próprio e que se insira no quadro europeu. E não podemos dispensar estar à mesa da evolução da Europa e o mais acompanhados possível, por isso as cooperações estruturadas são importantes, como na defesa — nem concebia estarmos fora disso. Estamos na altura de consolidar o pós-crise financeira, é altura de ser demonstrado que é possível ter uma política que não dispense o consumo interno mas que tem de ter cuidado com as contas públicas. Nestes anos próximos, ou a UEM solidifica o crescimento e a capacidade de resposta ou não, e isto acaba por ser um conglomerado, perdendo-se o que melhor nos caracterizou no pós-guerra. Esse pós-guerra, que foi muitíssimo importante para a paz na Europa, começou por ser económico, depois político. É preciso que o ‘Brexit’ não seja banalizado e que não abra a porta para outros casos. Ficamos a 27, ponto, parágrafo. E a 27 temos de nos conseguir solidificar.


Está mais otimista no plano interno do que no externo.


No plano externo não estou otimista, porque há um conjunto de conflitos potenciais muito sérios, além de desafios globais, como a fome, as alterações climáticas, o ‘atentismo’ chinês, a relação da Rússia com a Europa, que está em banho-maria, e gravemente...


“A verdade é que o Senhor Trump traduz aquele conjunto de arrazoados desconexos e ignorantes em frases simples e mobilizadoras, e há uma camada de americanos que continua fiel ao seu candidato vencedor. Isto terá repercussões”


O trumpismo, como lhe chama, agudizou a situação.


É imprevisível o que pode acontecer. A verdade é que o senhor Trump traduz aquele conjunto de arrazoados desconexos e ignorantes em frases simples e mobilizadoras, e há uma camada de americanos que continua fiel ao seu candidato vencedor. Isto terá repercussões. Veja-se o que aconteceu no conflito israelo-palestiniano, o que significou lançar-lhes a pedrada, no momento em que também se isola dos aliados europeus e faz uma aliança com a Arábia Saudita contra o Irão.


E há a Coreia do Norte. É um mundo instável.


Não se podem fazer previsões. Sempre achei, de acordo com alguns especialistas americanos, que a posição da Coreia do Norte era para a negociação: “Precisamos de que contem connosco para negociar, temos direito a ter estes mísseis balísticos, mas queremos com isso chegar à mesa. Se não nos deixam, vamos subindo a parada.” Mas esta parada tem um limite, e Donald Trump já percebeu que, se levar à prática aquilo que ameaça, a Coreia do Sul desaparece em dois dias, dada a força terrestre dos norte-coreanos. Os americanos deveriam reconhecer que a Coreia do Norte é uma potência nuclear e conversar. Porque senão tudo abana, os aliados da China, o Japão e seus aliados, abana o espaço vital que existe naqueles confins do mundo. É por isso que vejo a gravidade de Trump, a incapacidade de admitir que o acordo atómico com os iranianos pode ser melhorado mas não pode ser suspenso.


A Europa precisa de saber qual o lugar que ocupa na cena política mundial?


Nós teremos mais força como interlocutor internacional quanto mais desenvolvida for a integração europeia, quanto mais apertados, responsáveis, rápidos forem os mecanismos de resposta da UE às crises e quanto menos parcial for a resposta de alguns dos países em relação a outros, no que concerne à divisão entre Norte e Sul, por exemplo. Isso dá cabo, a prazo, da unidade da União Europeia. Houve progressos, mas do ponto de vista do poder temos muito caminho a percorrer para nos afirmarmos como entidade incontornável à escala internacional.


Que avaliação faz do início de mandato de António Guterres na ONU?


Muito positiva. Quem conhece minimamente as Nações Unidas, como eu, percebe que tudo depende muito em primeira mão do Conselho de Segurança, sobretudo dos países com direito de veto. E, quando se tem um americano que diz o que diz e que ameaça suspender a contribuição dos EUA para 25% do orçamento das Nações Unidas, percebe-se que a vida não será fácil. António Guterres tem feito o melhor possível, com intuitos reformistas significativos. Agora, não podemos atribuir-lhe a capacidade de resolver conflitos que são muito mais profundos e que dependem de outros interesses estratégicos. As Nações Unidas, as agências e os funcionários são absolutamente cruciais e indispensáveis, não concebo o mundo sem isso.


Guterres tem sido devorado pela enorme ‘máquina’?


Não. António Guterres não é ‘devorável’, no bom sentido da expressão.


Crê que a eleição de Mário Centeno para o Eurogrupo vai alterar a política europeia relativamente às finanças de cada país?


A UE está confrontada com a necessidade absoluta de avançar com os instrumentos capazes de solidificar a união bancária, a UEM e o euro. Estou certo de que as pessoas responsáveis por essas matérias farão o que é possível, mas não estão sozinhas. Eu tenho a esperança de que a UE e os seus mecanismos consigam deixar de ter tabus. Começa a haver uma evolução positiva no sentido de alguma flexibilidade, o que dá possibilidades a Portugal. Há uma responsabilidade acrescida, tanto mais que em 2019 há uma grande incerteza com as eleições no Parlamento Europeu e com o que isso representa para a futura Comissão. Ninguém sabe o que vai resultar. Temos, assim, de aproveitar bem o tempo até lá, no qual alguns veem uma janela de oportunidade única para as reformas avançarem na Europa, mesmo que também haja eleições em Itália e que a questão catalã permaneça uma incógnita.


Acredita na coligação entre a CDU de Merkel e o SPD de Schulz?


Isso pode ser positivo, pode ser que os sociais-democratas, agora um bocado de rastos e chamados in extremis a salvar Angela Merkel, no bom sentido, tragam um sopro do mínimo de flexibilidade e de políticas alternativas. Esta coisa extraordinária, que sempre me pareceu vexatória para nós todos, que é “vocês têm de cumprir isto, mas para cumprir isto têm de crescer”, e não se pode crescer se tudo se mantiver imutável e dogmático, é uma contradição colossal. Não pode haver políticas keynesianas de nenhuma espécie, porque “vocês têm de respeitar isto custe o que custar”, mas fica a faltar o outro lado.


O vexatório aplica-se a Portugal?


À Europa no seu conjunto, como se não estivéssemos todos a perceber que o que aconteceu nestes anos é resultado da maneira como foram aplicados os remédios da troika, que os próprios responsáveis do FMI vieram reconhecer que foram mal aplicados e constituíram um desastre. Temos de ter alguma liberdade para, respeitando os critérios básicos enunciados, podermos fazer um desenvolvimento melhor. Sem tabus. E isso tem que ver com temas como a questão da dívida. A questão da dívida não pode ser eternamente um tabu, porque ela está aí. Ou como a questão do crescimento.


Está a defender a renegociação da dívida?


Não estou a defender nada disso, não vale sequer a pena. Vale a pena é dizer que não é sustentável que ignoremos que o problema existe. Por amor de Deus, ele está a meter-se pelos olhos adentro! Temos 40 anos de pagamento de dívida à nossa frente, no mínimo, e é preciso crescer a 3% ou a 4%, o que nunca aconteceu nos últimos anos. Alguma coisa tem de fazer-se, é preciso um consenso. Não estou a dizer perdões...


O que sugere, então?


Sugiro que se comece a conversar sobre isso a sério, desde os think tanks portugueses, que deviam ser muito mais ativos do que são, até aos partidos políticos, esses então nem se fala. E precisamos de ter uma posição que se discuta. Tabus?! Em democracias representativas e em democracias europeias? Não faz sentido. J.P.C. e P.S.G.


Quando Sampaio “deu cabo daquilo”: 22 vetos, nenhum ultrapassado


O acervo das funções presidenciais deu-me a possibilidade de ter uma intervenção no dia a dia, de aconselhamento, de arbitragem, de moderação, em proximidade muito grande aos cidadãos no seu conjunto.


Na política externa, realço a guerra do Iraque. A posição de não envolvimento de Portugal foi um contributo muito importante para a afirmação dos princípios do multilateralismo e da legalidade à escala internacional. Ao mesmo tempo, revelou a importância que Portugal poderia ter nos conflitos europeus, como teve com a presença na Bósnia-Herzegovina.


Outro exemplo que quero assinalar é o da criação do chamado Grupo de Arraiolos, que reúne os vários Presidentes da República da UE sem poderes executivos. Está maior agora do que na altura da criação.


Por último, nunca me ponho em bicos de pé, mas fui (enquanto deputado e não só) um dos permanentes defensores da independência de Timor-Leste — muito antes de ela ter acontecido. E ainda antes de ser eleito Presidente, disse numa entrevista (precisamente ao Expresso) que uma das coisas que mais gostaria de fazer era ser o primeiro Presidente da República de Portugal a visitar Timor independente, o que foi visto como uma “declaração de guerra” muito positiva.


Na política interna, houve duas coisas muito importantes. A primeira foi a visita a todos os concelhos do país, 308 concelhos em dez anos. Visitando atividades, incutindo o debate, dando conselhos vários, etc. Foi muito importante do ponto de vista da coesão. O que me deu mais gosto foi as pessoas perceberem que estava ali um alto magistrado, eleito por sufrágio direto, que não era Governo, mas a quem faziam apelos, mostravam matérias, apresentavam queixas. “Se não fosse o sr. Presidente, esta estrada não se tinha feito”, ouvi dizer muitas vezes (era uma coisa que me irritava profundamente, mas era verdade, faziam a estrada antes de eu chegar). As visitas pelo país foram complementadas com as presidências temáticas. Agora sorrio, e não é de inveja. Fiz um esforço enorme para que se fizesse um congresso da Justiça. O congresso chegou a fazer-se, na Aula Magna, mas pegaram-se todos, como de costume.


A segunda coisa está relacionada com a longa lista dos 22 vetos, que não valem pelo número, mas pelo conteúdo. Vetos sobre leis da Assembleia da República e sobre decretos do Governo. Nenhum destes vetos foi ultrapassado, o que é uma coisa que eu tenho como glória. Nem os vetos de leis, que podiam ser ultrapassados por uma maioria de dois terços da Assembleia da República, nem de decretos do Governo, que poderiam dar origem a um novo projeto de lei do Governo ao Parlamento. Nada disso aconteceu: tive sempre a última palavra, os casos acabaram ali. As portagens do Oeste, a procriação medicamente assistida, a lei da droga… tive um papel muito importante no problema da toxicodependência, trazido constantemente por mim, quer em conferências e colóquios quer na proteção à aplicação da lei da droga. Houve dois vetos que me deram muito gosto: um sobre modificações ao Rendimento Social de Inserção — dei cabo disso e ganhei no Tribunal Constitucional. Relativamente a diplomas do Governo, destaco os vetos sobre universidades privadas — dei cabo, também com gosto, devo dizer, do facilitismo na concessão a interesses locais por via das maiorias políticas. Igualmente significativo foi o veto ao diploma sobre o ato médico. Rebentei com ele. Até hoje. O diploma era uma baralhada infernal, em favor dos médicos, diga-se.


Por último, quero ainda referir que trouxe a inovação para o centro das atenções em Portugal, com a criação da COTEC ; por influência e amizade com o rei de Espanha e do presidente de Itália. E os encontros internacionais da COTEC, que inaugurei, prosseguiram durante os mandatos do prof. Cavaco. Ah, e houve ainda a criação — que gerou uma certa incomodidade no Governo Guterres — do Conselho Económico. Foi uma ideia que fui buscar ao Council of Economic Advisers, dos Estados Unidos. Esse Conselho reunia quem havia de melhor e reunia-se mais ou menos uma vez por mês. Foi uma iniciativa transversal muito importante, promovendo o debate sobre a vida económica e financeira do país.


Depoimentos recolhidos por José Pedro Castanheira e Pedro Santos Guerreiro


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2360 20 Jan, 2018

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Bad Investigate


Bad Investigate


Título original:Bad Investigate
De: Luís Ismael
Com: Eric da Silva, João Pires, Francisco Menezes
Género: Comédia
Classificação: M/14
Outros dados: POR, 2017, Cores


Alex é conhecido pela pouca entrega à mulher e filhos. Cid, solteiro, ainda vive às custas da mãe. Os dois andam a ser chantageados por Romeu, o subcomissário da polícia, conhecido pelos seus esquemas pouco ortodoxos. Quando o subcomissário toma conhecimento de que Xavier Cruz, um famoso traficante mexicano, se encontra em território português, "contrata" os serviços de Alex e Cid. Também no encalço de Xavier está Sam Folkes, um agente do FBI. Mas, para poder capturar Xavier, Folkes vai ter de encontrar um meio de se livrar das constantes trapalhadas dos outros três. É então que surge Canhão, um famoso inspector da Polícia Judiciária…

Realizado, escrito e protagonizado por Luís Ismael, criador da trilogia "Balas e Bolinhos", uma comédia de acção com Enrique Arce, Robson Nunes, Francisco Menezes, João Ricardo, Luísa Ortigoso, Ana Malhoa, Laura Galvão, Joaquim Duarte e João Pires. PÚBLICO
TRAILER







quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Chama-me pelo Teu Nome

Chama-me pelo Teu Nome

Título original: Call Me by Your Name
De: Luca Guadagnino
Com: Armie Hammer, Timothée Chalamet, Michael Stuhlbarg, Amira Casar, Esther Garrel
Género: Drama, Romance
Outros dados: EUA/ITA/BRA/FRA, 2017, Cores, 132 min.

Verão de 1983. Elio, de 17 anos, vive com a família em Itália, numa bela mansão do século XVII. O pai, um professor de arqueologia de renome, convida Oliver, um norte-americano de 24 anos, a passar alguns meses em sua casa, para o ajudar num projecto. Extraordinariamente inteligente, culto e educado, Elio é também um rapaz tímido e pouco preparado para a vida, que pouco tem em comum com a personalidade exuberante de Oliver. Apesar disso, à medida que o tempo vai passando e se vão conhecendo mais profundamente, uma atracção difícil de ignorar surge entre os dois…

Com argumento de James Ivory (responsável pela realização de "Quarto com Vista sobre a Cidade", "Regresso a Howards End" ou "Os Despojos do Dia") e realização de Luca Guadagnino, um filme dramático sobre o amor e a descoberta da sexualidade. Inspira-se na obra com o mesmo nome escrita pelo italiano de origem egípcia André Aciman. Estreado no Festival de Cinema de Sundance (EUA), "Chama-me pelo Teu Nome" é a última parte da trilogia "Desejo", de que também fazem parte os filmes de Guadagnino "Eu Sou o Amor" (2009) e "Mergulho Profundo" (2015). Os actores Timothée Chalamet, Armie Hammer, Michael Stuhlbarg, Amira Casar, Esther Garrel e Victoire Du Bois dão vida às personagens. PÚBLICO



Ver Trailer





Crítica Cinema  
O sabor do alperce


O "bucolismo" como prolongamento e expressão da sensualidade e dos impulsos eróticos da personagens, o travo agridoce dos amores fugazes – mas temos a sensação de ver Jean Renoir tomado de assalto por uma campanha publicitária da Calvin Klein.

Chama-me pelo Teu Nome 
2 estrelas 
Luís Miguel Oliveira 17 de Janeiro de 2018








O alperce joga um importante papel simbólico em Chama-me Pelo Teu Nome, filme que juntou na concepção do argumento Luca Guadagnino e James Ivory (a partir de um romance de Alan Aciman) e esteve quase a ser dirigido, a quatro mãos, pelo italiano e pelo quase nonagenário cineasta americano. É a cena, ainda no início, em que o jovem arqueólogo americano interpretado por Armie Hammer, em Itália para uma residência de Verão em casa de um mestre arqueólogo, embarca numa prelecção etimológica para estabelecer que a palavra "alperce", na raiz partilhada por gregos, romanos e árabes, significava originalmente "prematuro". E é a cena que mais tarde rima com essa, quando o "prematuro", o "alperce" desta história (Thimothée Chalamet), condensa o seu desejo num alperce propriamente dito, acariciando-o e (é o termo) penetrando-o com os dedos, num grande plano que aliás parece (e é mesmo, a julgar por declarações de Luca Guadagnino em entrevistas) uma citação de uma das imagens mais fortes do Vale Abraão de Manoel de Oliveira.

Chama-me pelo teu Nome é assim, um filme "frutado", e não apenas pela importância do alperce na sua simbologia. Num sentido mais rigoroso, porque as suas cores, requintadamente fotografadas em 35mm pela câmara do operador tailandês Sayombhu Mukdeeprom (colaborador regular de Apichatpong Weerasethakul, e de Miguel Gomes nas Mil e uma Noites), captam a natureza estival do norte de Itália carregando nos verdes, nos vermelhos, nos amarelos, como se de uma banca de fruta fresca se tratasse. Num sentido mais ambíguo, porque Guadagnino trata o seu filme, um retrato do despertar do desejo sexual na adolescência (e possivelmente da consciência de uma identidade sexual, embora o filme seja menos claro quanto a isso, aliás inteligentemente), como aqueles medicamentos ou aquelas bebidas alcoólicas que levam um toquezinho de fruta para escorregarem melhor no paladar - é um filme "fácil de ver", porventura demasiado fácil de ver, porque o seu "toquezinho de fruta", isto é, a sua manipulação emocional, assume formas insidiosas, seja pela música (os excertos clássicos, piano sobretudo, que quase omnipresentemente embalam a relação do espectador com as imagens), seja pela fotogenia (tudo é belo, da natureza e da arquitectura italianas às personagens, exteriormente e interiormente).

Mas esse disfarce das asperezas é típico de Guadagnino, cineasta "evocativo" por excelência (até num sentido cinéfilo) e habituado a embrulhar (e, em nossa opinião, a perder) as suas inspirações clássicas num ornamento super-sofisticado. Vem de A Bigger Splash, que era um remake de A Piscina sob o signo visual de David Hockney (e um pouco daquela revisão hockneyana do impressionismo, meio "pop" meio "pub", terá passado para Chama-me pelo teu Nome), e antes disso de Eu Sou o Amor, homenagem quase caricatural ao melodrama "operático" à la Visconti. Chama-me pelo teu Nome, que, não haja dúvida quanto a isso, é o filme mais conseguido de Guadagnino, continua a ter esse lado bem à vista. Há a citação de Oliveira mas o foco, que não ignora o cinema italiano (há cenas e sequências que são evocações claras, e bastante frouxas, de Rossellini ou da Dolce Vita de Fellini), estará mais pelas bandas de Renoir (que salvo errou Guadagnino expressamente referiu em entrevistas), o Renoir do Passeio ao Campo ou do Almoço na Relva, o "bucolismo" como prolongamento e expressão da sensualidade e dos impulsos eróticos da personagens, o travo agridoce dos amores fugazes. Mas, ainda a fotogenia "fácil", temos demasiadas vezes a sensação de ver Renoir tomado de assalto por uma campanha publicitária da Calvin Klein ou coisa parecida, para além de ser inútil procurar aqui algo de vagamente semelhante à gravidade e, sobretudo, à brusquidão do cineasta francês (é ver o modo como Guadagnino termina o filme, arrastando-o num longo plano que é o maior puxa-lágrima visto em tempos recentes).

Não é dizer que não haja qualquer coisa. Há, para o bem e para o mal, tudo o que acima referimos; há, "sociologicamente", a relevância de se filmar um amor homossexual, numa época quase "pré-sida" (1983, aliás dada em notas de rodapé com conversas sobre Bettino Craxi e a recente morte de Buñuel), com um desassombro que chega a ter contornos inacreditáveis (o discurso do pai, no final: tanta "compreensão" só pode vir do século XXI, não de 1983); há o casting imaculado, com a quase genial ideia de pôr Armie Hammer, com os seus modos de Rock Hudson dos tempos modernos, a encarnar esta personagem. É o melhor filme de Guadagnino, o que não será dizer muito mas, neste caso, até pode significar alguma coisa minimamente compensadora.

Eis como a página de Facebook dos Cinemas NOS decidiu promover um filme (“Chama-me Pelo Teu Nome”), que conta a história de amor entre dois homens, encapotando-o com uma imagem que pressupõe um casal heterossexual.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

A MULHER TEM DE SER ESPERTAMENTE PARVA


DIÁRIO DE UM PSIQUIATRA 
   JOSÉ GAMEIRO




A MULHER TEM DE SER ESPERTAMENTE PARVA


Os homens são umas crianças, precisam de festinhas no ego, se não é a mulher a fazê-lo, aparece logo outra que lhes diz que são o máximo


Já passou há muito dos 90 anos, conversamos de vez em quando. Da vida, da sua vida, que percorreu os quatro cantos do mundo, a acompanhar o marido, já desaparecido.

É uma observadora atenta das pessoas, especialmente das mulheres. Um dia destes falámos só delas...

— Sabe, senhor doutor, eu acho que as mulheres, apesar de tudo o que tem acontecido, continuam a estar muito sozinhas a carregar o mundo.

Fiz um ar de espanto, como quem diz, olhe que não.

— Fui criada pelos meus pais, com muito amor, pouco dinheiro, imagine Trás-os-Montes nos anos 20, mas nunca passámos fome. Até fui à escola e tudo, o meu pai era um republicano convicto, para quem a educação era muito importante. Casei com 18 anos, ele era militar, não daqueles eu quero, posso e mando, mas a autoridade estava lá. Ao princípio não foi fácil, mudei de terra, não queria que fosse à rua sozinha, o que é que as pessoas iriam pensar? Eu era e sou um bocado rebiteza, comecei a pensar, desculpe-me a comparação, se pego o touro de caras, acabo magoada. Só conseguia fazer alguma coisa dele a dormir, virava-o para o lado que queria, sempre tive muito frio. Eu gostava muito dele, fez-me descobrir muita coisa, era meigo em casa, na rua era distante. Então comecei a elogiá-lo muito. Não é que eu não sentisse que ele era um bom homem, mas naquele tempo os casais não diziam muito o que sentiam. Sentissem o que sentiam, o casamento era para levar para a frente. E, sabe, desculpe dizer-lhe isto, os homens são umas crianças, precisam de festinhas no ego, se não é a mulher a fazê-lo, aparece logo outra que lhes diz que são o máximo.

Estava deliciado a ouvi-la, mas pensei, se calhar se fosse mulher, não conseguia estar calado.

— Agora olho para as mulheres, acho que elas não sabem, mas muito pouco mudou. Trabalham fora, continuam a fazer tudo em casa, não me venham cá com histórias, eles quando fazem alguma coisa é sempre para ajudar, não para fazer. E depois refilam, refilam muito. Não as critico por isto, mas acho que eles ficam muito assustados, coitadinhos...

Hesitei, mas não resisti a dizer-lhe:

— Mas não acha que agora a igualdade é maior? As mulheres passaram muito e ainda passam.

Olhou-me com um sorriso doce, aproximou-se mais de mim, como quem me queria dizer um segredo.

— Há uma coisa que penso que nasce com as mulheres e não vai mudar, o problema é que deixaram de usar esta característica feminina.

A mulher tem de ser espertamente parva.
 

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2359 13 Jan, 2018

Etiquetas

'Aquilo que eu não fiz' (1) 'LIKE A ROLLING STONE' VENDIDO POR 2 MILHÕES (1) ‘Cantata’ (1) "Barões" (1) "BREAKING BAD" É UMA DROGA (1) "Cousas sujas e feias" (1) “A gente tinha vergonha de perguntar” (1) “A vida é uma derrota” (1) “All Eyez on Me” (1) “Antes pobrezinho em Lisboa do que rico em Estocolmo” (1) “Carmina Burana” (1) “Dunas”: 3 videoclips e 1 polémica homossexual (1) “Fátima” (1) “Gente bonita come fruta feia”: as virtudes da imperfeição (1) “JESSICAGATE” — O FINAL CUT (1) “Micróbio e Gasolina”: a aventura da adolescência segundo Michel Gondry (1) “Missão Impossível – Nação Secreta” (1) “NÃO ME É FÁCIL VIVER COMIGO. PARECE QUE ESTOU SEMPRE EM GUERRA CIVIL” (1) “O Luzido Cortejo dos Fenianos” (1) “O MEU PRESENTE É O MAIS IMPREVISÍVEL DE TODOS OS FUTUROS” (1) “O Muro” (1) “O Pátio das Cantigas”: Ó Evaristo (1) “O princípio do fim”? (1) “Políticos Não se Confessam (1) “The Accountant – Acerto de Contas” (1) “Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia (1) “Vai Seguir-te”: sexo (1) “Velocidade Furiosa”: de onde vem essa possível comparação com “Star Wars”? (1) (Des)empresalizar o discurso político (1) #RIMCOMCOXA E A PELE DO JOELHO (1) ´Política (2) 0 BENEMÉRITO (1) 0 ESTÚPIDO SR. SCHÃUBLE (1) 007 Skyfall (1) 1 (1) 1 DE FEVEREIRO DE 2044 (1) 10 anos depois (7) 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço (1) 12 Anos Escravo (1) 12 Horas para Viver (1) 120 BATIMENTOS POR MINUTO (1) 1ª. Etapa Pontevedra - A Armenteira (1) 2001- Odisseia no Espaço (2) 2014: O REGRESSO DA ODISSEIA (1) 2015 (1) 2017 (1) 2018 | O FUTURO A NÓS PERTENCE (1) 24 de julio de 2012. (1) 24 horas no inferno (1) 2ª Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 3 (1) 3.a carta (1) 31 de Agosto (1) 360: A Vida é Um Círculo Perfeito (1) 3ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 4:44 Último Dia na Terra (1) 4a carta a Ludwing Pan (1) 4ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 5m80 (1) 7 Dias em Havana (1) 93 CARMO (1) 99 Casas (1) A lagartixa e o jacaré (5) A 'REFORMA DO ESTADO' (1) A "casa do elétrico" (1) A “Casa da Vilarinha” e as memórias de Oliveira (1) A 10.000 metros de altivez (1) A Academia das Musas (1) A ÁGUA DE MIJAVELHAS (1) A água do Bom Jesus (1) A aldeia da roupa suja (1) A aldeia do Bom Sucesso (1) A ALEMANHA DOS ALEMÃES (1) A Alemanha e Portugal (1) A ALTERNATIVA (1) A arca de S. Pantaleão (1) A Arte de Amar (1) A árvore da forca (1) A árvore e o presépio (1) a atacar os seus inimigos comuns e a revelarem-se (1) A ATENÇÃO DAS MASSAS (1) À ATENÇÃO DE NUNO CRATO (1) A Avenida da Cidade (1) A BAÍA DAS SOMBRAS (1) A BANALIDADE DA PIPOCA (1) A banalidade do mal (1) A BARATA AMERICANA (1) A Bela e o Monstro (1) A Better Place (1) A bica dos olhos (1) A Caça (1) A calçada da Teresa (1) A caminho da sociedade policial (1) A caminho de Santiago… pela costa (1) A CARTA DE QUENTIN (1) A Casa da Câmara (1) A Casa da Fábrica (1) A CASA DA RODA (1) A CASA DO CORREIO-MOR (1) A casa do Senado (1) A casa mais antiga (1) A casa tremia! (1) A catedral portucalense (1) A CENA DO ÓDIO A MOURINHO (1) A cerca velha (1) A CIBERCONDRIA PODE MATAR (1) A CIDADE ATRÁS DO MURO (1) A cidade e os fidalgos (1) A CIDADE HAZUL (1) A CIDADE PLÁCIDA (1) A Cilada (1) A Cividade e as Hortas (1) A colina dos ofícios (1) A comunicação social não é politicamente neutra... (1) A confusão introduzida na vida pública (1) A construção de um Cunhal méli-mélo (1) A CONVERSA DO BANIF (1) A crise dos refugiados na Europa e na Síria (1) A CRUZ DAS REGATEIRAS (1) A DANAÇÃO DAS ALMAS (1) A Delicadeza (1) A Descoberta do Porto (1) À Descoberta do Porto (256) A destruição do Estado (1) a direita coloca hoje a “realidade” (1) A DISNEYLÂNDIA DOS JIHADISTAS (1) a diva fugaz do Novo Cinema português (1) A dívida (1) A ECONOMIA DO HOSTEL (1) A Emigrante (1) A entrada do Bonjardim (1) A ENTREVISTA DA PROCURADORA E A SEGURANÇA SOCIAL DE PASSOS COELHO (1) A época tola (1) A ERA DOS PARVOS (1) A ESCOLA É UM PALÁCIO (1) A Espera (1) A ESPLANADA DO CASTELO (1) A estação de S. Bento (1) A estalagem das Congostas (1) A ESTIGMATIZAÇÃO DA SOLIDÃO (1) A Europa (1) A EXCEÇÃO AMERICANA (1) A EXPLOSÃO DA NOITE (1) A falência moral do capitalismo (1) A FAMÍLIA DISFUNCIONAL FAVORITA DOS PORTUGUESES (1) A farsa dos debates presidenciais (1) A febre das pulseiras dos elásticos (1) A feira do pão (1) A festa dos Reis (2) A FICÇÃO GREGA (1) A FILHA (1) A fonte das Congostas (1) A fonte dos Ferreiros (1) A FORÇA DA VERDADE (1) A forca do concelho (1) A fotografia (1) A FRAGA DOS PELAMES (1) A FRAUDE DO FREEPORT (1) A GAFE DO PAPÁ (1) a gatuna mais famosa do século XIX (1) a gatuna pianista (1) A gelatina e o muro (1) A Gertrudes do Estanislau (1) A Grande Beleza (1) A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS (1) A Grécia de joelhos e o mundo de pantanas (1) A GUERRA A ORIENTE (1) A GUERRA JÁ CÁ ESTÁ. ESTÁ NO MEIO DE NÓS (1) A herança de Barroso (1) A histeria das classificações (1) A história como violação da gravidade (1) A história não perdoa (1) A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA (1) A IDADE DA CONFIANÇA (1) A Idade do Rock (1) A IGREJA DE SANTO ILDEFONSO (1) A ILHA DOS CÃES (1) A importância de algumas coisas (1) A Infância de Um Líder (1) A interessante e interessada apatia face aos offshores (1) A JIBOIA DE NOSSA SENHORA (1) A judiaria nova (1) A JUDITE É BIOSSUSTENTÁVEL? (1) A Juventude (1) A lagartixa e o jacaré (185) A lagartixa e o jacaré - Alternativas (1) A lagartixa e o jacaré - O Método (1) A Lagartixa e o jacaré - Parado e... inundado de incompetência (1) A lagartixa e o jacaré - Regressar aos mercados em 2013 (1) A Lagartixa e o Jacaré - Vem aí mais um (1) A Lagartixa e o jacaré. O Híbrido (1) A LAGOSTA (1) A Lancheira (1) A LATA DO BLATTER (1) A Linguagem do Coração (1) A livraria que deixara de ser livraria e quer voltar a ser livraria. Livraria Lello (1) A loucura dos grandes (1) A MÃE D'ÁGUA (1) A MÃE DE TODAS AS GUERRAS (1) A Maior Flor do Mundo | José Saramago (1) A mais antiga rua do Porto (1) A Mamã (1) A MANA VENDEU A TAP (1) A mancha (1) A MÁQUINA DE CORTAR FIAMBRE (1) A marcação de território do macho ressabiado (1) A MATEMÁTICA DO CASAMENTO (1) A meditação não funciona (1) À memória de Miguel Veiga: já não se fazem muitos assim (1) A MENINA DE ALEPO (1) A Missão (1) A Montanha Entre Nós | Verão Danado | LUCKY (1) A Moral Conjugal (1) A MORTE DA CULTURA LITERÁRIA (1) A MORTE GLOBAL (1) a mulher que arranca monstros do barro (1) A MULHER TEM DE SER ESPERTAMENTE PARVA (1) A MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ A MUDAR (1) A MÚSICA QUE EMBALA O MUNDO (1) A NATUREZA DA ESQUERDA (1) A nova Internacional (1) A Nova Normalidade (1) A Odisseia (1) A OUTRA (1) a outra Dulce Pontes (1) a P e B (1) A parte invisível do muro (1) A partidocracia em todo o seu esplendor... (1) A Partir de uma História Verdadeira (1) A PASTA DE DENTES (1) A PEREGRINA (1) A Pesca do Salmão no Iémen (1) A PICOTA E O PELOURINHO (1) A política do alho-porro (1) A PONTE DO POÇO DAS PATAS (1) A Ponte dos Espiões (1) A popularização da economia (1) A PORTA DA CASA DE BANHO (1) A PORTA DAS VIRTUDES (1) A Porta do Sol (1) A poucos meses do glorioso 1640 (1) A Praça da Batalha (1) A Praça da Erva (1) A PRAÇA DA FEIRA DO PÃO (1) A PRAÇA DA RIBEIRA (1) A Praça de S. João (1) A Praça do Infante (1) A PRAXE É DOS TOLINHOS (1) A pretexto do Brasil (1) A primeira manifestação do sindicato do Governo (1) A PRIMEIRA MULHER (1) A prisão e o poder (1) A PROPÓSITO DA WEB SUMMIT (1) A Propósito de Llewyn Davis (1) A PROSTITUTA E O ASNO (1) A PULSEIRA FIT VAI MANDAR NA HUMANIDADE (1) A QUEDA E AS INSTATEENS (1) A QUEDA É LIBERTADORA (1) A QUESTÃO DO GLÚTEN (1) A Quietude da Água (1) A QUINTA DA PONTE (1) A quinta do Covelo (1) A quinta dos Huetes (1) A Rapariga de Parte Nenhuma (1) A RAPARIGA DINAMARQUESA (1) A Rapariga Que Roubava Livros (1) a realizadora que também vendia queijos (1) A redacção da vaca a bombar (1) A REFORMA DÁ UMA NEURA TERRÍVEL (1) A refundação (1) A religião do mal? (1) A rendição do jornalismo (1) A resistência dos "estranhos companheiros de cama" (1) A responsabilidade dos “não há alternativa” no ascenso do populismo (1) A Rua da Fábrica (1) A Rua da Rainha (1) A Rua das Congostas (1) A rua das meninas bonitas (1) A Rua de Belomonte (1) A Rua de Cimo de Vila (1) A RUA DE ENTRE VENDAS (1) A Rua de Sobre-o-Douro (1) A Rua do Bispo (1) A Rua do Cristelo (1) A Rua do Miradouro (1) A rua do Ouro (1) A Rua dos Brasileiros (1) A RUA DOS CANOS (1) A Rua dos Carapuceiros (1) A Rua dos Clérigos (1) A RUA DOS FERRADORES (1) A RUA DOS LAVADOUROS (1) A Rua dos Moinhos (1) A Rua dos Quartéis (1) A RUA ESCURA (2) A rua mais antiga (1) A saga das avaliações (1) A Saleta do meio (1) A Sé portucalense (1) A SÉRIE E A CIDADE (1) A Seta - André Sardet e Mayra Andrade (1) A Suécia (1) A SUICIDADA DA SOCIEDADE (1) A Teia de Gelo (1) A tempestade perfeita (1) A torre das Virtudes (1) A TUA ÚLTIMA OPORTUNIDADE (1) A ULTRA DIMENSÃO (1) A união nacional (1) A VAIA DE ISTAMBUL (1) A van da minha avó (1) A VELHA LUTA DE CLASSES (1) A VERDADE DÓI (1) A vergonha (1) A Viagem (1) A Viagem dos Cem Passos (1) A Vida de Adèle (1) A Vida de Brad (1) A vida de uma lenda (1) A Viela da Neta (1) A Viela do Açougue (1) A VIELA DOS POÇOS (1) A Vila Baixa (1) A VINGANÇA COME-SE QUENTE (1) A VINGANÇA DE NAPOLEÃO (1) A Visita (1) A VOZ DA RESISTÊNCIA (1) ACABEM DE VEZ COM OS ZOMBIES (1) Academia Contemporânea do Espetáculo/ACE-Teatro do Bolhão (1) Acelerar num beco sem saída pensando que é uma auto-estrada (1) Acertar nas previsões (1) Acima de tudo a liberdade (1) ADEUS (1) ADOLESCENTES ALCOÓLICOS (1) ADRIANO (1) AEROPORTO DO PORTO pORTO (1) AFASTA DE MIM ESSA COZINHA (1) AFIAR O MACHADO (1) AFIRMEMOS A IGUALDADE DE GÉNEROS SEM TEMORES (1) Afurada (1) AGNUS DEI (1) Agora ou Nunca (1) AGRADECIMENTO HUMILDE AO GOVERNO PELO ANO FABULOSO QUE SERÁ 2013 (1) ÁGUA (1) Aguda (1) Aguenta-te aos 40 (1) Agustina Bessa-Luís (1) Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança (1) AI O CAR_ _ _O! (1) Ainda é possível mudar o mundo (1) Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles (1) ALENTEJO (1) Alfredo Barroso (1) Alfredo Cunha (9) Algumas notas sobre as autárquicas (1) (1) Ali - O Caçador (1) ali tão longe! (1) Alice (1) ALLAHU AKBAR (1) alô (1) Amanhã (1) Amanhã mandam elas! (1) Amar (1) AMAR A ALEMANHA (1) Ambiente (1) Amêijoas (1) american girl in italy Assédio ou diversão? (1) American Honey (1) AMI (3) Amigos Improváveis (1) Amnésia (1) Amor (2) Amor Impossível (1) AMOU-ME E DEIXOU-ME (1) Amour (1) Amy (1) Ana Moura (3) ANA PAULA VITORINO “A MINHA PREOCUPAÇÃO FOI DIZER A ANTÓNIO COSTA QUE TINHA CANCRO E ESTAVA DISPONÍVEL PARA SAIR” (1) Anabela (1) Anabela Moreira (1) Anabela Natário (13) Anael (1) Análise ou vontade (1) André Sardet (1) Angelina Jolie (1) Angola (4) ANGOLA ME LIGA (1) ANIKI-BÓBÓ (1) ANIMAÇÃO (1) Animação 3d (1) Animais (2) Ano Novo? (1) Anomalisa (1) Anomalisa. Os autómatos disfuncionais da terra dos call centers (1) ANSELMO RALPH (1) ANSELMO RALPH O que o faz correr? (1) Antes da Meia-Noite (1) ANTES DE ÁLVARO DEPOIS DE SIZA (1) Antes pelo contrário (2) ANTIGO GOVERNO CIVIL (1) Antoni Gaudí (1) António Barroso (2) António Costa (1) António Guterres (1) ANTÓNIO LOBO ANTUNES (2) AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ O PESSOAL DA BANCA (1) Ao portão (1) Ao tanger do sino (1) Apagar o fogo com uma chuva de dinheiro (1) APALERMADOS (1) APESAR DE MAL COMPREENDIDO (1) Apostas (1) APRENDAMOS A POBREZA COM OS POVOS DA PAPUA E SIGAMOS O SEU EXEMPLO (1) Aquário da Aguda (1) Aquarius (2) AQUI HÁ CATFISH (1) ÁRABE? LATINO? TUGA? SUSPEITO! (1) Arcade Fire (1) ARGVS Luísa Amaro (1) Aristides de Sousa Mendes (1) Arnaldo Trindade (1) Arquipélago das Berlengas (1) Arquitectura (2) Arquitetura (2) Arte (8) ARTIGOS PARA ENTREGA IMEDIATA E DE UTILIDADE EVIDENTE PARA O GOVERNO (1) AS AVENTURAS DE UM “AVÔ” NUMA STARTUP (1) As balizas do rio Douro (1) AS BARREIRAS DA CIDADE (1) AS BEBÉS MUTILADAS DA GUINÉ (1) As capelas de S. Roque (1) AS CARMELITAS DESCALÇAS (1) As cheias de 1967 (1) As Cinquenta Sombras de Grey (1) As coincidências não são apenas coincidências (1) AS COISAS COMO SÃO (1) AS CONGOSTAS (1) As desculpas insuportáveis dos meninos de Torremolinos (1) AS DUAS FACES DE PAULA REGO (1) As eleições mais participadas (1) As eleições que não foram europeias (1) AS ELITES (1) As elites bem falantes ou as noções básicas de democracia (1) AS EMPRESAS DO PASSOS (1) AS ESCADAS DA ESNOGA (1) As escadas das padeiras (1) As escolhas de um congresso (1) As feiras da praça (1) As fotografias em que Malkovich é... tudo (1) AS GAMBAS (1) As hortas do Reimão (1) AS JANEIRAS MAIS OS REIS (1) As judiarias portuenses (1) AS LÁGRIMAS DE CROCODILO (1) AS MAIORIAS E O VESTIDO (1) AS MÃOS E OS FRUTOS (1) AS MENINAS E AS MÃES (1) As Mil e Uma Noites: Volume 1 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 2 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 3 (1) AS NAILS DAS BARBIES (1) As necrologias (1) As Neves do Kilimanjaro (1) AS NOSSAS MALALAS (1) As Nuvens de Sils Maria (1) AS OUTRAS ESTRELAS DO EURO (1) As páginas perdidas da história do Boavista (1) AS PALAVRAS (1) AS PEÇAS QUE NUNCA ENCAIXARAM (1) AS PIN-UPS DO FEMINISMO (1) As ruas de Belomonte (1) AS SENTENÇAS (1) As Sufragistas (1) AS TOLERADAS (1) As trombetas do poder (1) Às vezes (1) ÀS VEZES TENHO VERGONHA… (1) As Voltas da Vida (1) ASSASSINO DE DINOS (1) Até à Eternidade (1) Até ao Verão (1) até não sei quando (1) Até que o Fim do Mundo nos Separe (1) Athos (1) Atlântida (1) atrizes (1) Audi R8 X Kawasaki Ninja ZX10R X Suzuki GSXR1000 (1) Autárquicas (1) Automóveis (1) Aveleda (1) Avelino Carneiro (1) Avelino Carneiro e o Teatro de revista (1) Avenida Sidónio Pais (1) Aviso a tempo (1) Axilas (1) Bad Investigate (1) BAIRRO DO RIOBOM (1) BALANÇO CINEMA (1) Banca (1) Bandalusa (1) BANGLADESH (1) BARALHOS MARCADOS (1) Barbara (1) Barrigas de Aluguer (1) Barry Lyndon (1) BASTA DE HISTORIETAS DE CASAIS (1) BATALHAS PERDIDAS (1) Beber e Cantar (1) Beco de S. Marçal (1) Bel Ami (1) BELEZA AMERICANA Carey Fruth (1) Bellamy (1) Bernie - Morre e Deixa-me em Paz (1) BES SEGUE PRA BINGO (1) Best Youth (1) Bestas do Sul Selvagem (1) Beyoncé (1) Big brother: movimentos bancários de 1000 euros passam a ser investigados (1) BISPOS E FRADES (1) BLÁ (1) BLÁ DO B.H.L. (1) Black Mass – Jogo Sujo (1) Blue Jasmine (1) BOAS FESTAS (1) Boavista (1) Boavista Futebol Clube (1) BOB DYLAN (2) Bolero (1) Bolero De Ravel (1) Bom Natal (1) Bom Sucesso (1) BOND (1) BONITO E RICO (1) BOUVARD E PÉCUCHET (1) Boyhood - Momentos de uma Vida (1) Braga (1) brancos (1) Brandi Carlile (1) Brandi Carlile - The Story (1) BRANGELINA E O FIM DOS POWER COUPLES (1) BRASIL COLLORIDO (1) Brasília (1) Brave - Indomável (1) BREAKING BAD (1) BREXIT BLUES (1) Bridesmaids (1) BRING BACK OUR GIRLS (1) Brit Floyd (1) Bruxelas quer... (1) BUD SPENCER (1) BUDISTAS E CAPITALISTAS FELIZES (1) BUTE RING FENCING AÍ? (1) Caçadores de Cabeças (1) CADA VEZ MAIS ESTÚPIDOS (1) Café da Porta do Olival (1) CAFÉ MAJESTIC (1) Café Society (1) CAGALHOTO: O NOVO HERÓI DE LISBOA (1) Cais de Gaia (1) Calçada da Natividade (1) CALÇADA DAS CARQUEJEIRAS (1) Câmara Municipal do Porto (1) CAMARADAS E CAMARADOS (1) CAMILO PERDEU-SE POR AQUI... Nissan (1) Caminho Português (3) Campanhã (1) Cancela da Velha (1) Canidelo (1) Canidelo e Madalena (1) Cannes 2012 (1) CANSARAM DE SER SEXY? (1) Cântico dos Cânticos (1) Caos irrevogável ou ordem revogável? (1) CAPELA DE S. SEBASTIÃO (1) CAPELA DE SANTO ANTÃO (1) Capital Humano (1) CARA DE ENJOADA. FALSA OU VERDADEIRA? (1) Caridade e solidariedade (1) Carl Orff (1) Carlos Alberto (2) Carlos Luís Ramalhão (1) Carlos Tê (1) Carminho (1) CARNAVAIS (1) Carnaval (1) Carol (1) CAROL | TODOS OS ADULTOS TÊM SEGREDOS (1) Carqueijeiras (1) Carrie (1) CARRIE FISHER 1956-2016 (1) CARTA A DOM ISALTINO (1) Cartas Abertas (4) Cartas da Guerra (1) Cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Carvão Negro (1) CASA COM HISTÓRIA (1) Casa da Arquitetura (1) Casa da Música (1) CASA DE PAPEL (2) Casal e campo do Pombal (1) casas e salários penhorados já não são notícia (1) Cascata Sanjoanina Porto S.João (1) Caso Maddie (1) Castro (1) CATALUNHA (1) Cavalo de Guerra (1) Cavalo de Turim (1) Cavalo Dinheiro (1) Cedo Feita (1) CELEIROS DA CIDADE (1) Cem anos de mistificação (1) Cemitério do Prado do Repouso (1) Cemitério novo do Olival (1) Censura (1) Censurar (1) César Deve Morrer (1) César! (1) Cesária Évora (1) Chama-me pelo Teu Nome (1) CHEIO DE DANTAS (1) Chocolate (1) CHOCOLATE É PECADO (1) Ciclo Interrompido (1) Cidade Dividida (1) Cidade do Porto (359) CIMA DO MURO (1) Cinema (488) CINEMA À 5ª (1) Cinema Batalha (1) Circo sem animais: deixar de fora “quem não escolheu estar ali” (1) Claques (1) Clara Ferreira Alves (211) Clash (1) CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI” (1) Clérigos e 31 de Janeiro (1) Clint Eastwood (1) CLÓRIA (1) Cloud Atlas (1) COISAS QUE NINGUÉM SABE E QUE ME APETECE PARTILHAR CONVOSCO (1) Coisas que nunca mudam (1) Colégio de órfãs (1) Coletânea de imagens sobre o Porto (1) COM A CABEÇA NA NUVEM (1) com o PCP)... (1) COM RETICÊNCIAS (1) COMANDOS (1) Combater Trump todos os dias (1) Comendador Marques Correia (39) Comendador Marques de Correia (13) Como a Galiza reduziu para metade a área ardida | O demónio dos incêndios (1) Como chegar a deputado (1) Como é que eu faria? (1) COMO É QUE ISTO NOS ACONTECEU (1) COMO EU AJUDEI O PEDRO (E O PASSOS COELHO) A REMODELAR O GOVERNO (1) COMO FALAR BANALIDADES (1) COMO FAZER UMA LEI TÃO CLARINHA (1) COMO HOLLANDE SALVOU A EUROPA DE UMA TOTAL CATÁSTROFE NEOLIBERAL (1) COMO ÓSCAR E CABÍRIA (1) COMO PASSOS PODE FAZER UMA REMODELAÇÃO COMO NUNCA NINGUÉM VIU (1) COMO POR O POVO A PAGAR IVA SEM RECORRER A TRUQUES BARATOS (1) COMO UM TAL SÓCRATES RECONQUISTOU O PODER “AQUI MUITO HÁ RECUADO” (1) Como Um Trovão (1) complacências e agressividades (1) COMUNISMO CHANEL (1) Concerto de Aranjuez (1) CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE (1) CONDENADOS À MORTE (1) CONDENADOS À MORTE 2 (1) CONDENADOS À MORTE 3 (1) CONDENADOS À MORTE 4 (1) CONDENADOS À MORTE 5 (1) Confissões de um animalicida (1) Confusion de Confusiones (5) Confusões sobre a violência (1) conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las (1) CONTRA TOLERÂNCIAS (DE PONTO) (1) Contrbando (1) Convento Corpus Christi (1) CONVERSA AMENA COM UM SENHOR COM QUEM É RARO TER CONVERSAS AMENAS (1) CONVERSA COM O ESPÍRITO SANTO A PROPÓSITO DO MUITO QUE TEM POR FAZER (1) CONVERSA DE UM VELHO CONFUSO (1) Corações Perdidos (1) Córdova (1) Corpo Celeste (1) CORRER A CHOQUES ELÉTRICOS (1) Cortinha sobre o monte (1) Cosmopolis (1) COSTA SENTADO NO BANCO (1) CR desprezou Hollande e gozou o prato (1) CRIARAM O FITNESS DARWINIANO (1) Crime à Segunda (10) Crime e Pecado (1) CRIMES CONTRA MULHERES (1) Crimson Peak: A Colina Vermelha (1) CRISE DE MEIA IDADE (1) CRÓNICA DE UM NEURÓTICO (1) Crónica Urbana (31) CROSSFIT (1) Cuba (1) Culpa do ratíng "lixo" é de Portugal ser uma democracia... (1) Curta-Metragem (1) D. Hugo e o Burgo (1) D. Manuel Martins: “Que ninguém passe fome. Ninguém” (1) da “América profunda”. E Trump eleito (1) DA ALEMANHA À CHINA DE COMBOIO (1) Dá cá dinheiro para pôr a render... para os meus amantes (1) DA LALOFOBIA (1) da mina sobram relatos de sangue (1) Da Proteção Civil a Marta Soares (1) DAD BOD ESTÁ NA MODA? (1) DAESH (1) Dama de Ferro (1) Dança (2) Daniel Oliveira (3) Daniel Pinheiro (1) DAQUI EM DIANTE ACABOU O PORTUGAL POBRE. SOMOS RICOS (1) Dave Brubeck (1) DAVID (1) David Bowie (1) De Aguardenteira a incendiária (1) De Camionete (1) DE COMO O CRONISTA RESOLVE INVOCAR O PENSAMENTO DE JERÓNIMO DE SOUSA (1) De Dijsselbloem a Centeno (1) DE FRALDAS EM LISBOA (1) de João Canijo: “Não é possível representar uma peregrinação sem a fazer” (1) DE MEIA-LECAS A LECAS (1) DE MIUDEZAS ESTAMOS TODOS FARTOS (1) De noite todos os gatos são pardos (1) De Olhos bem Fechados (2) DE QUE SÃO FEITOS OS RICOS? (1) DE ROUILLE ET D'OS (RUST AND BONE) (1) DE TORREMOLINOS A LLORET E CANCÚN (1) Dead Combo (1) Debaixo da Pele (1) DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL (1) Decorações de Natal (1) Defuntos (1) deitou-lhe as mãos e… matou-o (1) Demolição (1) Dentro de Casa (1) Depois das lágrimas (1) Depois de Maio (1) Derradeira Viagem (1) Descansem (1) descansem e depois queixem-se (1) Descaradamente Infiéis (1) Desejamos a todos bom Natal e bom ano (1) Desespero (1) DESFADO (1) Desligados (1) DESPEDIDO (1) DESPOJOS DO TARRAFAL (1) Desporto (4) DESSA GUERRA TANTAS VEZES SILENCIADA (1) Deste Lado da Ressurreição (1) DETROIT CIDADE-FANTASMA que já está a renascer (1) DEU-ME ASAS (1) Deus abençoe Clint (1) Deus Branco (1) DIÁRIO DE UM HOMEM INFORMADO (1) diário de um psiquiatra (33) Dicionário dos nossos dias (1) diga qualquer coisa (1) diga-se de passagem (1) Dino d´Santiago (1) Disturbed (1) Divine Shape (1) Divine Shape: O Inverno do Porto mudou a minha roupa (1) DIZ O MELHOR VENDEDOR DE LEGUMES DA PRAÇA (1) dizem eles (1) DJANGO LIBERTADO (1) do glamour à decadência (1) do lado de Gaia (1) DO LESTE E DO OESTE (1) Do Olival a Cedofeita (1) DO SOCO (1) DO VALE TUDO AO MMA (1) Documentário (14) Dois Dias (1) Dois Papas e a lei da vida (1) DOIS TELEMÓVEIS É COISA DE CRETINO (1) DON’T LIKE IT (1) DONALD (1) DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS (1) Donos e Portugal (1) dos Led Zeppelin (1) Douro (1) Downton Abbey (1) Duas cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Duas variações sobre um enamoramento (1) Durante muito tempo vai deixar de haver notícias (1) duvido muito (1) é a condução política do PSD (1) É A FALTA DE CULTURA (1) É A PIOLHEIRA (1) É A PIOLHEIRA TOTAL (1) E Agora (1) E Agora Invadimos o Quê? (1) E agora os Reis (1) E agora? Lembra-me (1) É bem feito! (1) É BIRKIN DA PARTE DA ATRIZ OU DA CARTEIRA? (1) E ELE NEM SEQUER ERA AMERICANO (1) É EMOJIEXCLUÍDO? (1) É HUMANA! (1) É mau para o Governo falar demais (1) É MAU RAPAZ OU UM ESTETA? (1) É melhor não saber (1) É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo? (1) E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado (1) É SER POBRE (1) E TIROU-LHE O SONO (1) E tudo Costa ganhou (1) É vê-los a defender os seus (1) E-REFUGIADOS RECEBIDOS COM E-MOJIS (1) economia (8) Éden (1) Eduardo Gageiro (2) EDUARDO GAGEIRO “SÓ NÃO VOU COM A MÁQUINA PARA O CAIXÃO’’ (1) Egg Parade (1) EIS O ESTADO DE DIREITO (1) Ela (1) Ele até pode matar a mãe (1) eleito o melhor riff de sempre (1) Elementos Secretos (1) Elena (1) Elena Ferrante (1) Eles fazem a guerra em tempos de cólera (1) Eli Wallach (1) Elíades Ochoa (1) Elogio das autárquicas (1) Elysium (1) EM BUSCA DA INFLUÊNCIA PERDIDA (1) Em Câmara Lenta (1) Em Canelas dá-se outra missa (1) EM DEFESA DA RESSACA (1) EM DEFESA DO DOUTOR RELVAS (1) EM DEFESA DO GHOSTING (1) em manutenção (57) Em nome de Deus e em nosso nome (1) Em Parte Incerta (1) EM PREFACIADA CAVAQUEIRA (1) EM TEMPOS DE CRISE (1) EM VEZ DE RELEMBRAR SEMPRE OS GALHOFEIROS (1) Emir Kusturica (1) EMIR KUSTURICA “A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR” (1) EMMANUEL MACRON (1) ENGANEI-ME (1) Enigma toponímico (1) Enquanto Somos Jovens (1) Enriqueci­mento (1) Então governantes (1) ENTER PHILIP ROTH (1) entramos no tratado orçamental (1) ENTREGUES À BICHARADA (1) Entrevista a Xana dos Rádio Macau (1) ERA ASSIM (1) era assim que eu faria (1) ERAM TÃO SUAVES (1) ERGUEI-VOS CONTRA O STITZPINKLER (1) ESCRAVO. DESAPARECIDO. HERÓI. GOSTAVA DE CR (1) ESCRAVOS DO RIO (1) ESCREVER CONTRA O TEMPO (1) Escrever sobre a crise (1) ESCRITA POR ALGUÉM QUE GOSTASSE DELA (1) espanholas e catalãs (1) Esperou que o marido adormecesse e deu-lhe quatro tiros (1) Espigueiros no Soajo (1) ESPIOLHAR 0 SEU FB FECHADO? FÁCIL! (1) esquerda dura e esquerda violenta (1) Esquerda mole (1) ESSE DESCONHECIDO CHAMADO JESUS (1) ESSE REFRIGERANTE COM GÁS (E MUITA MÚSICA) (1) ESSES CÃES DE ATENAS (1) está alguém a governar? (1) Esta desesperante ausência de luz (1) Esta é a única forma de pelos menos 103 casais terem um filho (1) ESTA NOITE SONHEI COM POMAR (1) Esta Terra É Nossa (1) Estação da Rua de Alexandre Herculano (1) Estação Litoral da Aguda (1) ESTADO DE COMA (1) Estados falhados (1) Estamos todos fracturados (1) estás perdoado (1) ESTE DESGRAÇADO PAÍZ (1) Este é apenas um muito genérico anúncio de um problema das democracias... (1) este filme foi a maior loucura que todas nós (1) ESTES GAJOS NÃO SABEM FAZER REFORMAS E DEPOIS DÁ NISTO! SIGAM O QUE EU DIGO! OK? (1) ESTES IDIOTAS SOMOS NÓS (1) ESTES TIPOS SÃO PIEGAS E NEM UMA PORCARIA DE CRISE SABEM RESOLVER (1) Estou de Consciência tranquila (1) ESTUDO SOCIOCIENTIFICO: COMO DEVE SER GERIDA A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL? (1) Estufa da Quinta da Lavandeira (1) Estufa do Parque da Lavandeira (1) ESTUPIDEZ COLETIVA (1) ESTÚPIDO (1) Ettore Scola (1931-2016) O cineasta do amor por Itália (1) EU ACHO QUE O EURO É PARA DAR CABO DE NÓS. E AGORA HÁ PROVAS (1) EU DEVO SER O ÚNICO (1) EU E TU (1) EU GOSTAVA QUE ESTA DÉCADA TIVESSE ACABADO (1) Eu não sei onde se vai legalmente buscar tanto dinheiro… (1) Eu quero lá saber das regras europeias e do défice do tratado orçamental (diz agora Renzi) (1) EU RADICAL ME CONFESSO (1) EUA (1) Eugénia Lima (1) EUROPA (1) Eurovisão (1) EUTANÁSIA (1) EVAPOROU-SE (1) Excisão (1) Explicado (1) Extremamente Alto (1) Eyes Wide Shut (1) F.C.Porto (2) Faina Fluvial (1) Fake analysis (1) FALAR DOS POBRES (1) FALEMOS DO NATAL (2) Falências (1) FALHAR A REVOLUÇÃO (1) FALTA É UM BANCO BOM (1) Fantasmas da Segunda Guerra Mundial (1) Fátima (1) Fátima de manhã (1) FAZ DE CONTA (1) FAZ LÁ UMAS PERGUNTAS (1) FAZER SANGUE (1) FC PORTO | SÉRGIO CONCEIÇÃO (1) FC Porto: Estes romanos são loucos - e são poucos (1) FEIRA DO PÃO (1) Feira dos Moços e Moças (1) FEITIÇOS AFRICANOS (1) FELICIDADE TABACO E PONTO G (1) Félicité (1) Fernando conhecia Gisberta desde os seis anos. Porquê agredi-la? (1) Fernando Lopes (1) Ferrugem e Osso (1) FESTA DO AVANTE; A FESTA EM QUE SE VÊ A FORÇA DO PC (1) fica tudo na mesma (1) FICHEIROS SECRETOS (1) Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica (1) Fidel de Castro (2) FIDGET SPINNER (1) Filinto Melo (1) FILIPINAS NÃO (1) Filomena (1) Fim de uma história para o verão (1) Fim-de-semana em Paris (1) FIQUEM LÁ COM O PODER (1) FISCO: O silêncio dos falsos liberais (1) FIZ-ME À VIDA (1) fizemos por um realizador (1) Florbela (1) Flores (1) FLORIDA DA EUROPA (1) Foge (1) FOGO E FÚRIA (1) FOI BONITA A FESTA (1) FONTES E CHAFARIZES (1) Fontinha e Fontainhas (1) FORA DE JOGO (1) Força Maior (1) FORMAS DE REFORÇAR A COESÃO DO GOVERNO NUM MOMENTO DIFÍCIL (1) Fornos da cidade antiga (1) Fotografia (20) Fotografia SlideShow (36) Fotojornalismo (1) FRACO CONSOLO (2) França (2) FRANCISCA VAN DUNEM (1) FRANCISCO LOUÇÃ “SOU INCANSÁVEL” (1) FREI BENTO (1) Frei Bento Domingues (1) Fuegos del Apóstol (1) Fun (1) futebol à tarde e à noite (1) FUTURO MAIS QUE IMPERFEITO (1) Gabriel García Márquez (1) Gaia (1) Galinha Com Ameixas (1) Gangsters à Moda Antiga (1) GASPAR (1) GASTÃO (1) Gaudí (1) Gelo Fino (1) Genesis (1) GENTIL MARTINS “NÃO ME SINTO NO PAPEL DE DEUS” (1) geólogo e agrimensor na Austrália (2) Germano Silva (281) Germano Silva - Historiador (1) GERMANO SILVA “Por trás de cada fachada do Porto há uma história desconhecida ou insólita” (1) GERMANO SILVA O contador de segredos do Porto (1) Gett: O Processo de Viviane Amsalem (1) Giraldinha (1) Gisberta (8) GOELAS DE PAU (1) Golpada Americana (1) Good Time (1) Good Time | ELIS | ERA UMA VEZ EM LOS ANGELES (1) GRAÇAS A DEUS (1) graffiti (2) Gralheira (1) Grand Budapest Hotel (1) Granulomatose com poliangeite (1) Gravidade (1) Grécia e Ucrânia: Europa (1) Greve dos professores (1) Grilo da Zirinha (1) Gru — O Maldisposto 3 (1) Guilhermina Adelaide (1) HÁ 180 MIL NÓS DE GRAVATA (1) há 40 anos (1) HÁ ANOS IRREPARÁVEIS (1) HÁ HOMEM (90) HÁ MILAGRES (1) HÁ MORTE PARA ALÉM DO DÉFICE (1) Há uma coisa com que concordo com Passos Coelho (e (1) HÁ VIDA NOVA NA RUA DAS FLORES (1) Hannah Arendt (1) HANNAH ARENDT E NÓS (1) Hélder Pacheco (1) Henrique Monteiro (2) HER (1) HETEROS E HOMOS (1) Hillary Clinton (1) História (1) História de um ribeiro (1) Histórias da Cidade (2) Histórias portuenses (2) Hitchcock (1) HOJE É DIA DE ATIRAR UM MIGUEL PELA JANELA E DEVEMOS HONRAR O DIA (1) Hollywood entre Deus e os comunistas (1) homem (1) Homem Irracional (1) HOMEM? NEUTROIS? PANSEXUAL? DOIS ESPÍRITOS? (1) Homenagem a Eugénia Lima (1) HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS DO PORTO (1) Homens (1) HOMENZINHOS (1) HONRAR OS ESGALHADOS (1) Horto das Virtudes (1) Hospital do Santo Cristo (1) Hugo (1) Humanos (1) Humanos - Quero é Viver (ao vivo no Coliseu) (1) Humor (11) I AM AMERICA AND SO CAN YOU (1) I´m in love with Porto (1) Ida (1) Idade à Flor da Pele (1) IDEIAS MATINAIS REQUEREM DUCHE (1) IGREJA DE SANTA CLARA (1) Igreja dos Clérigos (1) Igreja e Torre dos Clérigos (1) Ilha de Midway (1) Imagens menos conhecidas da cidade do Porto (1) IMAGINA CÃO (1) imigração (1) IMPERATIVOS CATEGÓRICOS E KANT (1) Incêndios: claro que se vai repetir. Durante anos (1) INCÓGNITO (1) INCORREÇÃO FACTUAL E OUTRAS COISAS (1) Incrivelmente Perto (1) incumpri­mentos (1) INÊS DE MEDEIROS (1) INFIDELIDADE - DESEJO (1) Inglaterra (1) Inimigos Públicos (1) INTERNET E PORNOGRAFIA | PORNO 2.0 (1) Interstellar (1) INVASÃO CHINESA (1) Invencível (1) Ir ao Porto (2) IRAQUE (1) Irmã (1) IRRELEVÂNCIAS (1) Isto é o Haiti (1) J. RENTES DE CARVALHO “NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER” (1) JÁ ÉS UM HOMEM! (1) JÁ NINGUÉM SE DESLIGA NAS FÉRIAS (1) JÁ PODE COMPRAR UNS SIX PACK (1) JÁ SÓ JÁ HÁ JORNALEIROS (1) Jackie (2) Janelas (1) Jantar num cemitério (1) Jardim da Cordoaria (1) Jazz (1) Jeanne Moreau (1) Jeanne Moreau | Candidinha foi-se embora (1) JEANS COM LAMA A 600 EUROS (1) Jeans não se lavam (1) JEFF BEZOS O (VERDADEIRO) DONO DISTO TUDO (1) Jersey Boys (1) JESUS VS. MOURINHO (1) João Duque (6) João Roberto (9) João Salaviza (1) Joaquín Rodrigo (1) Jobs (1) JOCOSA E EDUCATIVA (1) Jodie Foster (1) JON (1) Jorge Fernando (1) JORGE SAMPAIO “A SOLIDARIEDADE COLETIVA SÓ FUNCIONA NA TRAGÉDIA (1) jornalista (1) José Augusto Rodrigues dos Santos (1) José Eduardo Agualusa (1) José Fonseca e Costa (1) José Gameiro (34) José Hermano Saraiva (1) José Mário Branco (1) José Pacheco Pereira (217) JOSÉ RODRIGUES (1) José Saramago (1) José Sócrates (1) JOSÉ SÓCRATES OU A FILOSOFIA PARA TOTÓS (1) JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA (1) Jovem e Bela (1) Joy (1) JÚLIO POMAR (1) JÚLIO POMAR “SOU UM BOCADO CANIBAL” (1) JUNK BOND (1) Justiça à portuguesa (1) JUSTICEIRA DO INSTAGRAM (1) Juventude (1) Kaossilator (1) KARL (1) Kátia Guerreiro e Anselmo Ralph - Não me toca (1) KEY WEST (1) Kingsman: Serviços Secretos (1) KOBANE É A NOSSA COBARDIA (1) Kogonada (1) Krzysztof Kieslowski: outra Europa (1) Kubrick (2) Kubrick 2001 odisseia no espaço explicada (1) kuduro (1) LA DOLCE VITA EM ERLANGEN (1) La La Land: Melodia de Amor (1) La vie en rose (1) LACRADO (1) Ladrões com Estilo (1) Ladrões Com Muito Estilo (1) Lagartixa NY: o que fica das eleições americanas ganhe quem ganhar (1) Lagoa de Bertiando e S. Pedro d´Arcos (1) LARGO DE SANTO ANDRÉ (1) Largo de Santo Ovídio (1) LARGO DO AMOR DE PERDIÇÃO (1) LARGO DO COLÉGIO (1) LARGO DOS NAVIOS (1) Lauren Bacall (1) Lavandeira (1) Lawrence da Arábia (1) LE BAIN TURC (D'APRÈS INGRES) DE JÚLIO POMAR (1) Le Havre (1) Led Zeppelin (1) Lendas do Crime (1) Leonard Cohen (1) Les jeux sont faits (1) Líbano (1) Lições práticas sobre assaltos (1) Lincoln (1) Lindsey Stirling (1) Linha do Norte (8) LISBOA E LIXO E TUDO (1) Lista completa com os 100 melhores filmes norte-americanos (1) Literatura (1) Livraria Lello (1) Livro (1) LIVROS (4) Locais de tertúlias (1) Locais infectos (1) Locke (1) LOIRAS E HIDROGÉNIO (1) Londres (1) Longe dos Homens (1) Looper - Reflexo Assassino (1) Lorde (1) Lore (1) LOUCAMENTE - DUAS MULHERES NA TOSCÂNIA (1) Louis Armstrong (1) LOURO PRENSADO É DROGA (1) LOVELACE (1) Luaty Beirão (2) LUATY BEIRÃO “JOÃO LOURENÇO JÁ GANHOU. MAS NÃO É UMA VITÓRIA JUSTA” (1) Luca Agnani (1) LUCKIEST GIRL ALIVE (1) Luís Pedro Nunes (166) Luís Portela (1) LUMBER SPORN E ESCANHOADOS (1) Lusitana expiação (1) LUTA DE CLASSES (1) Macacos e desencontros (1) Machete e a multiplicidade das vozes (1) Maçonaria (1) Mad Max: Estrada da Fúria (1) Madalena (1) MADAME LAGARDE MANDA (1) MADEIRA CONTRA MÁRMORE (1) Maggie (1) Magnífico Porto (2) Magnífico Porto 11 (1) Magnífico Porto 2 (1) Magnífico Porto 4 (1) Magnífico Porto 5 (1) Magnífico Porto 6 (1) Magnífico Porto 8 (1) MAILS E LEI LABORAL (1) MAIS DE 240 PORTUGUESES NAS OFFSHORES DO PANAMÁ (1) Mais exemplos para quem ainda não percebeu onde está metido (1) MAIS UM DRAMA SOCIAL PROVOCADO POR UMA MALDITA FOLHA DE EXCEL (1) MAIS UMA IDEIA ESTÚPIDA (1) Mais Uma Noite de Merda Nesta Cidade da Treta (1) Mais uma vez a política do engano (1) Mais uma vez é fácil enganar os mercadores da novidade (1) Making a Murderer (1) MAKING BRIDGES (1) MAL (1) Maléfica (1) Mamã (1) Manchester by the Sea (1) MANDA O CHANEL NOIR (1) Manda quem pode (1) Manifestações (1) Manoel de Oliveira (8) Manoel de Oliveira — Passos de Uma Vida‏ (1) Manuel Vitorino (4) Mapas para as Estrelas (1) Marcas na parede (1) MARCELO REBELO DE SOUSA Candidato presidencial “Serei politicamente imparcial (1) Marginal do Douro em Gondomar (1) Marguerite (1) Maria Antónia Siza (1) Maria Cabral (1) MARIA DE JESUS (1) Maria Filomena Mónica (2) Maria tcha (1) MARIANA MORTÁGUA "O PÉ ESTÁ NA PORTA E AGORA É PRECISO EMPURRAR" (1) Mariano Gago (1) Marine Le Pen (1) Mário Bismarck (4) Mário Soares (1) MÁRIO SOARES Sou um cidadão especial (1) Marionetas (1) Mariza (1) Marseille (1) Martha Marcy May Marlene (1) Marx (1) MAS AINDA VAI CONTINUAR POR UNS ANOS (1) MAS CHORO COM MÁGOA A PARTIDA DO SR. RELVAS (1) mas como é dos “nossos” não há problema (1) mas como é que se vive num País sem futuro? (1) MAS ESTOU À RASCA POR CAUSA DA CNE (1) mas não a outra face (1) mas não tanto (1) MAS NO DIA A DIA É UNS A VER E OUTROS A SOFRER” (1) mas o destino a funcionar de uma forma não linear (1) mas o que é isto? (1) mas socialmente parcial” (1) MAS SOU A FAVOR DE UM ESTADO SOCIAL LOW COST (1) MAS SOU MODERNO (1) Mas... (1) Máscaras (1) Massarelos dos mareantes (1) MATA DUAS VELHAS OU UM NOBEL? (1) Mata-os Suavemente (1) MATARÁS! (1) MATRIX (1) Mayra Andrade (1) Mean Dreams - Sonhos Perdidos (1) mecanismos e mecanização (1) Mediterranea (1) Memórias de Minhas Putas Tristes (1) MENINOS (2) MERCADOS DA BAIXA (1) Mergulho Profundo (1) MERYL STREEP (1) Meu bom Pan (1) MEU CARO JOÃO SOARES (1) Meu caro Ludwig Pan (2) Meu caro Pan (2) Miguel Costa (1) Miguel Sousa Tavares (91) Miguel Veiga (1) MIGUEL VEIGA “Este PSD entristece-me e revolta-me” (1) MIL MILHÕES EM SUBMARINOS (1) Milagre no Rio Hudson (1) MILHÕES EM RISCO (1) Militância (1) Minas (1) MINDFULNESS (1) Minha Alma Por Ti Liberta (1) MIRA DOURO (1) MISSIVA ENVIADA A JARDIM EXPLICANDO-LHE PORQUE É QUE JÁ NINGUÉM O QUER (1) Mitos da semana:consenso (1) Mitridatismos (1) Modus operandi (1) Mondego (1) Money Monster (1) Monte (1) Monte Athos (1) Monte Mozinho (1) Montemuro (1) Moonlight (1) Moonrise Kingdom (1) MORITURI TE SALUTANT (1) Morreu a actriz Lauren Bacall (1) Morreu a inesquecível Natalie Cole (1) Morreu Leonard Cohen. Perdemos um visionário da música (1) Morreu Maria José Silva (1) MORREU O GUITARRISTA DE FLAMENCO PACO DE LÚCIA (1) Morreu Robin Williams (1) morte (1) MOTEL DE DESIGN VALE A PENA? (1) Mouzinho e Flores (2) Mozinho (1) Mr. Nobody (1) MR. THIEM (1) Mr. Turner (1) MRS. ROBINSON ERA UMA PITA (1) Mudar de Vida - José Mário Branco (1) MUDAR POR FORA PRIMEIRO? (1) Muito Amadas (1) MUJICA (1) MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO (1) MURRO OU DA BOFETADA (1) Música (94) Música electrónica (1) Música Popular (7) Músicos de Rua (1) Na Marcelândia (1) Na Rota dos Judeus do Porto (1) Na Via Láctea (1) Nação valente e imortal (1) Nada ficará como dantes (1) Nada vale mais qu’a Gaia toda (1) Nadine ficou envergonhada (1) Nadir Afonso (1) Nadir aos olhos de Siza (1) namorando um assassino (1) Nana (1) Não (2) NÃO A MESMA (1) NÃO COMPREM NADA AOS CHINESES (1) Não digam que não sabiam... (1) não é de dizer qualquer coisinha? (1) NÃO EMAGRECE? É DO ADITIVO (1) NÃO ÉS NADA (1) não há milagres (1) Não há motivos para sorrir (1) Não há uma só razão para entregar a TAP (1) não licenciados (1) NÃO LIKE (1) NÃO ME EXCLUO DE NADA (1) NÃO QUERO VIVER ATÉ AOS 100... (1) NÃO SE NOTA (1) NÃO SE PODEM DAR AO LUXO DA EFICÁCIA (1) Não se preocupem com ninharias (1) NÃO SEI SE SOU O ÚNICO (1) Não vamos à procura de uma vida melhor. Vamos à procura de vida. Atrás de nós só há morte (1) NÃO VOU COMENTAR O SÓCRATES (1) Narciso Yepes (1) Natais portuenses (1) Natal (1) Natal 2015 (1) Natalie Cole (1) Natureza (2) Nebraska (1) Negação (1) Negócios (1) NEM AS FAMOSAS JOIAS DA COROA VALEM UM CHAVO. ISTO (1) NEM O VUDU ME VALE (1) Nem pão (1) Nem parece que estamos no Porto (1) Nem quente nem frio (1) nem vinho (1) Nepal (1) Neruda (1) Neruda histórico (1) Nerve - Alto Risco (1) NESTA ESQUINA HAVIA LIVROS (1) Nevoeiro (1) Nicolau Breyner (1) Niger (1) Night Moves (1) Nightcrawler - Repórter na Noite (1) Nissan Qashqai (1) NÍTIDOS NULOS (1) No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia (1) NO CAFÉ (1) No limite do amanhã (1) No Nevoeiro (1) Nobels they are a-changing (1) Noções básicas de direito penal. Ou de Estado de direito (1) NÓMADAS (1) Nomes de certas ruas (1) NOMES DE RUAS (1) NÓRDICOS SELVAGENS (1) NOS CAMPOS (1) Nós por cá todos bem (2) Nossa Senhora da Lapa (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DESMENTE QUAISQUER RELAÇÕES COM A TROIKA (1) NOTAS DE HONG KONG (1) Notas portuguesas (1) Notícias boas (1) Notícias do meu bairro (1) notícias manhosas e notícias preocupantes (1) Nova Escravatura Civilizada (NEC): um outro conceito de liberdade individual (1) Novo Bolhão vai ser o grande mercado de frescos da cidade (1) NUDES (1) Nunca fui às Berlengas (1) Nuno Sousa (4) O (1) O "almazém" do rei (1) O "NOSSO" SANTO ANTÓNIO (1) O “MAMADING” NÃO É O FIM DO MUNDO (1) O “TESOURO VIVO” DO SIZA (1) O “trumpismo” nacional (1) O adeus de um lutador social (1) O ADJUNTIVO MARQUES MENDES (1) O adolescente retardado traduzido automaticamente (1) O ADULTÉRIO VIA NET ACABOU (1) O alcoviteiro (1) O Amante de Um Dia (1) O AMOR DA SUA VIDA ESTÁ NUM RAIO DE 1 KM? (1) O anátema sobre os não-TINA (1) O ano 2013 visto pelo pensamento positivo (1) O ano visto por António Guterres (1) Ó António (1) O anunciador da morte (1) O arco de Sant'Ana (1) O ataque "aos que ainda têm alguma coisa" (1) O BAIRRO DA SÉ (1) O bairro dos Banhos (1) o bairro dos livros Porto (1) O BANQUEIRO E O BANCÁRIO (1) O BLÁ (1) O BOT QUE ACABOU LOBOTOMIZADO (1) O braço do Sá da Bandeira (1) O BURGO EPISCOPAL (1) O burguês da Foz que tomou de assalto a Câmara do Porto (1) O CABARÉ E O MACACO (1) O café Camanho (1) O café Chaves (1) O Cais da Estiva (1) O Caminho (1) O campo das barreiras (1) O Capital (1) O CAPITAL SEGUNDO THOMAS PIKETTY (1) O Carmo e os carmelitas (1) O CARRO MAIS SEGURO DO MUNDO? (1) O Casal Ventoso espalhou-se por aqui (1) O Caso Spotlight (1) O Castelo da Sé (1) O CAVALO DE CALÍGULA (1) O Chef (2) O CIRCO BES (1) O Círculo | FÁTIMA | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 (1) O CLUBE (1) O Clube de Dallas (1) O Condado de Massarelos (1) O Conselheiro (1) O Conselho de Estado irreal (1) O Cônsul de Bordéus (1) O culto à Senhora da Lapa (1) O DEBATE (1) O desastre do PS (1) O Desconhecido do Lago (1) O deserto (1) O Desolado (1) O desprezo pelos manifestantes da CGTP (1) O Dia Antes do Fim (1) O DIA EM QUE VEIO O MAR E ENGOLIU TUDO (1) O dia seguinte (1) O DIABO NO CORPO (1) O DIABO QUE NOS IMPARIU (1) O Diário de Uma Rapariga Adolescente (1) O dilema do futuro (1) O Ditador (1) O DOC QUE VAI MUDAR A TV (1) O drama do fim de férias (1) O drone deles sobrevoou o melhor destino europeuCidade do Porto (1) O E- PELOURINHO ESPERA POR SI (1) O EL ESTÁ A MATAR-NOS (1) O ELEFANTE BRANCO ERA UM PATO BRAVO (1) O elogio dos jornais (1) O Encantado (1) O ESPERMATOZOIDE COBARDE (1) O ESPLENDOR DE PORTUGAL (1) O Estado disforme (1) O estado do Estado de direito (1) O Estado perigoso (1) O evento (1) O FADO JÁ É OUTRA COISA (1) O FAROLIM DE FELGUEIRAS (1) O FIM DA ESCRITA MANUAL (1) O Fim da Inocência (1) O fim dos antibióticos (1) O foral de D. Manuel I (1) O Frágil Som do Meu Motor (1) O Fundador (1) O Fundamentalista Relutante (1) O Gangue de Hollywood (1) O GAYDAR (1) O Gebo e a Sombra (1) O General sem Medo (1) O GENOCIDA AFRICANO (1) O Germano é doutor (1) O GORILA QUE HA EM NÓS É UM IDIOTA (1) O Governo (?) a voo de pássaro (1) O Guarda (1) O HAMSTER (1) O HOMEM A QUEM TIRARAM A SOMBRA (1) O homem do relógio que goza connosco (1) O Homem Duplicado (1) O homem é mesmo perigoso (1) O homem e o seu sonho (1) O HOMEM POR DETRÁS DO “GRÂNDOLA” (1) O homem primavera-verão 2015 (1) O homem que gostava das mulheres (1) O HOMEM QUE NÃO VEMOS (1) O Hotel de Francfort (1) O INCRÍVEL CASAL EANES (1) O INÍCIO DEPOIS DO FIM (1) O Inquieto (1) O IRAQUE NUNCA EXISTIU (1) O isolamento do Governo (1) O JERRICÃ (1) O Jogo da Imitação (1) O JOGO VISTO DE TIMES SQUARE (1) O Lado Bom da Vida (1) O LADO LOUCO DOS GÉNIOS (1) O Largo de Santo Elói (1) O LARGO DO PADRÃO (1) O linchamento de José Sócrates (1) O Lobo de Wall Street (1) O LOBO DO MAR QUE É O SENHOR DO RIO (1) O lugar do Ouro (1) O MACHETE E UM CHUCHU (1) O MACHISMO É O NOVO FEMINISMO (1) O MACHO ASSINALADO (1) O MAIOR INIMIGO (1) O manancial de Camões (1) O Mede Vinagre (1) O MELHOR PSICOPATA DE SEMPRE (1) O menino e o lobo (1) O Mentor (1) O MERCADO DE USADOS (1) O mercado do Bolhão (1) O MERCADO DO PEIXE (1) O MESSIAS (1) O Messias de Händel (1) O Meu Belo Sol Interior (1) O MEU CAVALO POR UM SENSOR (1) O meu cepticismo (1) O Meu Maior Desejo (1) O MEU RANGE E UMA "ELA"! (1) O MEU REINO POR ESSE ARROZ (1) O MILHÃO VARIÁVEL DO ULRICH (1) O MOMENTO PRUDÊNCIO (1) O MOMENTO ZERO DO INCÊNDIO EM PEDRÓGÃO (1) O Monge (1) O MONTE DAS FONTAINHAS (1) O MONTE DE GERMALDE (1) O Mordomo (1) O morgadio do Carregal (1) O MULLAH OMAR E NÓS (1) O mundo ao contrário (1) O murinho de S. Domingos (1) O Muro Europeu (1) O NATAL PORTUGUÊS INSTALADO NUMA MONTRA (1) O Natal visto da véspera (1) O NETO DO PIÃO (1) O NOSO É NOSO (1) o nosso (1) O NOVO E OS VELHOS DO PS (1) O novo-chique (1) O Oásis (1) O OVO DA SERPENTE (1) O PAÇO DA MARQUESA (1) O padrão de Santo Elói (1) O País a ser enforcado e a GNR não actua (1) O País que foi do vinho e agora é da cerveja (1) O PAÍS QUE VAI AFUNDAR-SE (1) O Palácio de Cristal (2) O Papa bolchevista (1) O papel selado (1) O Pasmatório dos Lóios (1) O PASSAL DOS CÓNEGOS (1) O PASSARITO E O PASSARÃO (1) O PASSEIO DA GRAÇA (1) O patinho feio dos mares é o novo cisne do gelo (1) O PEIXE OU A CANA? (1) O PEQUERRUCHO DO PS (1) O PERDÃO (1) O PERIGO DE VOAR NA TAP (1) O PESADELO SÓ AGORA COMEÇOU (1) O Pintor e a Cidade (1) O PISTOLEIRO BORGES (1) O plano: ter o homem certo em São Bento (1) O POÇO DAS ILUSÕES (1) O Polícia (6) O politicamente correcto faz mal à cabeça: o "trabalho sexual" (1) O Porfírio do Cimbalino e a Balança Falante (1) O PORTO DE MIGUEL ARAÚJO (1) O Porto no Inverno (1) O povo é quem mais ordena (1) O Presente (1) O preso 44 e o Estado de direito (1) O princípio do fim da Europa (1) O princípio do fim de Gisberta (1) O problema de opinar sobre tudo (1) O problema dos grandes partidos (1) O problema não são as autárquicas (1) O Prodígio (1) O Profundo Mar Azul (1) O PS e o vazio ideológico e político (1) O PSICOPATA (1) O Quadrado (1) O QUARTO AZUL (1) O QUARTO DO CASAL (1) O Que Há de Novo no Amor? (1) O que a privatização da TAP... (1) O que anda em 2017? (1) O que comemoramos quando comemoramos a Segunda Guerra Mundial (1) O QUE DEVE FAZER UM BOM SOLDADO SE O CAPITÃO SÓ O CONTRARIA EM TUDO? (1) O QUE É FEITO DO CINEMA AMERICANO? (1) O que é que aconteceu aos rapazes? (1) O que está a mudar (1) O Que Está Por Vir (1) O QUE FAZ CORRER A UBER (1) O QUE FAZER COM ESTE ISLÃO (1) O QUE ME DISSE SNOWDEN SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO PSD-PS-CDS NO DOMINGO (1) O que significa a visita do Papa para um homem sem fé (1) O que vai passando (1) O QUINTO PODER (1) O REGRESSO DA NAVALHA (1) O regresso de Sócrates o o império da asneira (1) O RIO DA CIDADE (1) O rio da Vila (1) O RIO DOURO (1) O ROSSIO DA LADA (1) O Sabor da Cereja (1) O Salão de Jimmy (1) O SALVADOR E O BEIJINHO SÃO BRUTAIS (1) O SECTOR PÚBLICO (1) O SEGREDO DO CABELO DE TRUMP (1) O Segredo dos Seus Olhos (1) O SENHOR DA CIDADE (1) O SENHOR DO CARRINHO (1) O SENHOR DOS ASSOBIOS (1) O Sentido do Fim (1) O SEXO DO ANJO (1) O Shopping (1) O Silêncio (1) O silêncio voador é eletrizante (1) O sítio da Corticeira (1) O SITIO DA MEIJOEIRA (1) O sítio das Hortas (1) O sítio das Regadas (1) O SÍTIO DAS VIRTUDES (2) O sítio de Fradelos (1) O SÍTIO DO FREIXO (1) O sítio onde está a Sé (1) O Sobrevivente (1) O Som ao Redor (1) O suspense e o sangue excessivo de Tarantino (1) O T (1) O TAL1% (1) O tempo das bibliotecas privadas está a acabar (1) o tempo; o sujeito (1) O Terreiro da Erva (1) O terreiro da Sé (1) O tio fazia cinemas! (1) O topónimo Liceiras (1) O TOQUE DE FINADOS DA EUROPA (1) O traço visual que caracteriza o trabalho dos principais realizadores da história (1) O TROLL DA INTERNET (1) O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO (1) O túnel da Ribeira (1) O TÚNEL DE S. BENTO (1) O TURISTA INTRÉPIDO (1) O ÚLTIMO DIA (1) O Último Elvis (1) O UNABOMBER ESTAVA CERTO? (1) O único sítio onde Deus e o diabo estão juntos: os detalhes (1) O VALE PERDIDO DO CARCERELHA (1) o vencedor da Eurovisão (1) O VENENO (1) O veneno era para as baratas mas foi parar ao marido (1) O Vento Interno (1) O Verão (1) O VERÃO JÁ SE ACABOU (1) O western argelino (1) O.T. Genasis (1) OBAMAPARTY (1) obedece quem quer (1) Obediência (1) obra (1) OBRIGADA (1) Oficina de São José: “Um depositório de crianças” (1) Oito coisas que tem de saber sobre #Salvadorable (1) Olha (1) Olha a Manuela cuidado com ela (1) Olha o passarinho! (1) OLHAI O PORTO A OLHAR-VOS DAS PAREDES (1) Olhando a minha Cidade do Porto desde Campanhã até à Foz (1) Olhar para cima (1) Oliver Stone (1) Omar (1) Onde antes estava Deus (1) Onde é que eu já vi isto? (1) Onde é que já vão os celtas (1) Onde estavas no 25 de Abril? (1) Onde Vamos? (1) Onofre Varela (2) OPENING SOON (1) ÓPERA BUFA (1) Operação Eye in the Sky (1) OPERAÇÃO MARQUÊS (2) Operação Outono (1) Orfeu (1) Ornitólogo O (1) Orquesta Filarmónica De Munich (1) OS "PORTUGUESES" DE CEILÃO VIERAM À TONA (1) Os “engatativistas” desmascarados (1) Os 10 regressos musicais mais memoráveis do século XXI (1) Os 15 discos mais vendidos de todos os tempos (1) Os 40 anos do 25 de Abril (1) OS 85 MULTIMILIONÁRIOS (1) Os Amantes Passageiros (1) Os arcos de Vandoma (1) Os atentados (1) Os banhos na Foz (1) Os bilderbergs e o plano de morte global (1) Os bólides dos craques (1) Os burocratas que falam demais (1) OS CAIS DA RIBEIRA (1) Os cinco filmes do Dia D (1) Os Condes de Miranda (1) OS CONGREGADOS (1) Os convites envenenados (1) OS CORRETOS (1) Os cruzeiros da cidade (1) Os dados estão lançados (1) Os debates Trump-Hillary Clinton (1) OS DESERDADOS (1) Os despojos do dia (1) Os dez melhores temas de sempre dos Genesis (1) OS DIAS DE MOURA (1) Os do Camanho (1) OS DOIS PAÍSES (1) Os DVD estão a salvar-me (1) Os enormes estragos feitos ao PSD (1) Os Exílios de Guernica (1) OS FACILITADORES (1) OS FALCÕES DA MALTA (1) Os Fantasmas de Ismael (1) Os filhos da nação (1) Os forais de D. Manuel I (1) Os frades seringas (1) Os franciscanos (1) Os Gatos não Têm Vertigens (1) Os génios que nos governam (1) OS GLORIOSOS ANOS 80 (1) Os Guindais e o Codeçal (1) OS HOMENS DAS FLORES (1) OS INFAMES TRUMP E PUTIN (1) Os jornais dizem que o PSD anda agitado (1) Os labirintos da Justiça e os da memória (1) Os livros que falham (1) Os melhores livros eróticos. Uma seleção de escritoras portuguesas (1) Os Mercadores e a Ribeira (1) OS MISERÁVEIS (1) Os moedeiros e o seu altar (1) Os muçulmanos não vão a Fátima (1) Os nomeados para os Óscares 2016 são… (1) OS NOSSOS AMIGOS CHINESES (1) Os nossos heróis e as nossas perspectivas (1) Os novos pobres da Comporta (1) OS ÓCULOS (1) Os Oito Odiados (2) OS OLEIROS DE S. LÁZARO (1) OS OLHOS DO MICHAEL BIBERSTEIN (1) Os outros (1) OS PADRES… (1) Os Papéis do Panamá (1) Os patrões do futebol (1) Os Pedros Sem (1) OS PRESERVATIVOS DO BILL GATES (1) OS PRIMEIROS RESULTADOS DOS PRIMEIROS TESTES DE STRESSE FEITOS A POLÍTICOS (1) Os Profissionais da Crise (1) os Rapazes e Eu (1) OS REFORMADOS DA CAIXA (1) OS RICOS PODEM E DEVEM ROUBAR OS POBRES (1) OS RICOS SÃO MAUS (1) Os riscos da polarização (1) Os riscos do voluntarismo presidencial (1) OS TRIBUTOS DOS JUDEUS (1) Os vencedores dos Globos de Ouro 2016 (1) Óscares (1) Óscares 2012 (2) Óscares 2013 (1) ÓSCARES 2014 (1) Óscares 2015 (1) Oslo (1) OTELO (1) OU COSTA OU NADA (1) Out of the box escolhas (1) Outra vez Cedofeita (1) Outro/Eu (1) outros filmes (1) OUTROS NÃO (1) outros públicos (1) Overdrive: os Profissionais (1) Ovos de Páscoa (1) OVOS DE SANTA CLARA (1) (1) Pablo Alborán (1) Paco de L´cia (1) PAGAR O JANTAR É CRIME? (1) Paio de Novais (1) Paixão (1) Palácio da Bolsa (1) Palácio das Necessidades (1) Palácio do Bolhão (1) PALÁCIO DO CONDE DO BOLHÃO (1) Palavras (1) Pão por Deus: uma tradição muito nossa (1) Para acabar de vez com a TAP (1) Para Lá das Colinas (1) PARA LÁ DAS FACHADAS (1) Para os meninos e para as meninas (1) Para quem ainda não percebeu no que está metido (1) Para quem já viu demasiados fogos... (1) Paranóia (1) Paris (1) Paris: em nome de quê? (1) Parque da Lavandeira (1) PARTE II (1) PARTILHAR UMA EPIDEMIA (1) Partir a loiça da discriminação (1) Páscoa de outros tempos (1) Pasmatório dos Lóios (1) Pasolini (1) Passeio sete (2) Passeios de Graça (1) PASSOS (1) PASSOS DIAS AGUIAR (1) Passou-lhe uma nuvem pela cabeça (1) PATERSON (1) Patrícia Carvalho (11) Património (3) Património Imaterial (2) PAULA BRITO e COSTA Ex-presidente da Associação Raríssimas - “Merecia um pedido de desculpas do país” (1) Paula Cleto (1) Paula Cosme Pinto (1) Paula Fernandes (1) Paula Rego (2) PAULA REGO “A MINHA VIDA SÃO HISTÓRIAS” (1) Paulo Cunha e Silva (1) Paulo Teixeira Pinto determinou que a sua morte será “por suicídio assistido” (1) PEDALAR ÁFRICA TODA (1) Pedro Emanuel Santos (1) Pedro Mexia (3) PELA NOVA POSSIBILIDADE DE VOTAR MENEZES EM QUALQUER LOCAL DO PAÍS (1) pelo menos para alguns (1) PELO VEGANISMO PLANETÁRIO (1) Penafiel (2) Peneda-Gerês (1) PEQUENO CONTO POPULAR ILUSTRATIVO (1) pesquisador de ouro nos antípodas sobre um mantra budista (1) Pessoal do meu bairro (1) Petite Fleur (1) Philip Seymour Hoffman (1967-2014) (1) Philly Gonzalez & Landu Bi (1) PHOENIX (1) Picasso (2) PICASSO O GRITO DO TEMPO (1) Piloto de Automóveis (1) Pink Floyd - Live at Pompeii - Directors Cut (1) Píntate los Labios María (1) PINTO DA COSTA | A IGREJA (1) PIRILAUS ESPIADOS (1) Planeta dos Macacos: A Guerra (1) Playing for Change (1) pluma caprichosa (179) Pobre país (1) Pobres como nós (1) Podemos dar o Nobel a Leonard Cohen? (1) pois então! (1) POKÉMON (1) politica (15) Política (589) política real (1) Política virtual (1) POLÍTICO JEITOSO DESEJA CANDIDATAR-SE A UMA TERRA QUALQUER (1) POLÍTICOS E O MEDO DA SELFIE (1) PONHAM O FAQUEIRO MELHORZINHO (1) PONTE DE ENTRE-OS-RIOS (1) PONTES DE BIQUÍNI E ANATOMIA (1) Popular (2) Por Detrás do Candelabro (1) Por favor (1) POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS (1) POR UMA TEORIA DA PIC-PILA (1) PORCO E MAU (1) Porcos e cabras à solta (1) PORNO MIRRA O COISO (1) PORNO VIRTUAL? DÊ UM TEMPO (1) PORNOGRAFIA Made in PORNTUGAL (1) Porque continuo anticastrista (1) PORQUE É FÁCIL FACILITAR” (1) Porque é que a direita portuguesa é contra a independência da Catalunha? (1) Porque é que as 35 horas são uma provocação (1) Porque é que as claques não são proibidas? (1) Porque é que há dezenas de milhares na rua em vez de centenas? (1) Porque hoje é S. João! (1) porra! (1) PORRADA NO MULTIPLEX (1) Portas e padroeiros (1) Porto (381) Porto - Cidade Fantástica - HD (1) Porto 24 (23) Porto Aberto (1) Porto Antigo (1) PORTO COM SENTIDO (1) Porto DECLARAÇÃO DE AMOR (1) Porto Nocturno (1) Porto: Adeus (1) Porto24 (6) Portp (1) Portugal (3) Portugal - A beleza da simplicidade (1) Portugal 74-75 - O retrato do 25 de Abril (1) Portugal em Detroit (1) Portugal empancado (podia ser pior) e a América a andar movida a ego (1) Portugal explora otra política (1) PORTUGAL FEIO (1) PORTUGAL FELIZ? VISITE AGOSTO NO FACEBOOK (1) Portugal gold (1) Portugal visto de longe e de perto (2) (1) Portugal visto de perto e de longe (1) Portugueses (1) POSSO FICAR NA BARRIGA DA MINHA MÃE? (1) PRAÇA DA BATALHA (1) Praça da Boavista (1) Praça de Cadouços (1) Praia da Aguda (1) PRAIA EM AGOSTO: QUAL HORROR? (1) PRAIAS FANTASMA — ANÁLISE AO ÂMAGO (1) precisamos de despartidarizar a luta contra os incêndios (1) PRECISO DE UM MILAGRE (1) Preços da cobardia (1) Presidenciais na sillyseason (1) prestamistas e massagistas (1) Primeiro documentário feito com um “smartphone” fala da ”writer” Rafi (1) Prince Avalanche (1) Private Dancer (1) Privilégios de condenados (1) Procura (1) Procurem Abrigo (1) Prof. Hern^ni Gonçalves (1) Professor Bitaites (1) Professor Lazhar (1) PROFISSÃO DE FUTURO: DESTATUADOR (1) Prometheus (1) PRONTOS PARA O SACRIFÍCIO (1) Proposta de proibição do Verão para os políticos (1) psiquiatra (1) Psycho (1) Pugilistas (1) PUIGDEMONT NÃO FOI ASTRONAUTA MAS QUER VOAR ATÉ À SOBERANIA (1) PULSO AO ALTO! (1) PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP (1) Qual é o problema com o que disse Paulo Rangel? (1) Quando o quarto é a realidade inteira (1) Quando recuperar uma ilha é um projecto de arquitectura social (1) Quando se Tem 17 Anos (1) Quando Tudo Está Perdido (1) Quarto (2) Quase Gigolo (1) Quase uma lenda (1) Quatro Leões (1) que amava a vida (1) que amava o Porto (1) Que bom seria para governar não haver tribunais nem leis (1) que chatice: vai ser preciso pensar! (1) Que Horas Ela Volta? (1) QUE O SENHOR MARCELO QUER SANEAR (1) QUE PAÍS EXTRAORDINÁRIO! (1) que se ia mexer (ou prometer mexer) no salário mínimo em vésperas de eleições... (1) QUE SE VÊ LOGO O QUE DIZ (1) QUE SECA (1) Queen - Live Wembley Stadium (1) QUEM ATIROU AS PEDRAS (1) QUEM CORRE POR GOSTO (1) Quem deu a vitória a Trump (1) QUEM DEVE ENTRAR NO GOVERNO (ANTES QUE O PAPA TIRE DE LÁ O BURRO) (1) Quem é esta gente? (1) Quem está a mudar a Europa? (1) Quem foi que não pediu a troika? (1) Quem ganhou as eleições? (1) Quem nos governará? (1) QUER PERDER PESO? ESQUEÇA (1) QUER SER DO BEAUTIFUL PEOPLE? (1) Querida Invicta … (1) Quinta da Aveleda (1) Quinta da Lavandeira (1) Quinta dos Condes Paço Vitorino (1) Quintin Tarantino (1) QUIOSQUE DO LARGO MOMPILHER (1) Radical Livre (1) Rádio Macau (1) Rafa (1) Raio X ao estado do ambiente (1) RAMADA ALTA (1) RATOS DA CASA (1) Ravel (1) Recuperação económica sem recuperação social (1) REFLEXÕES SOBRE AS ESCOLAS DE CRIME (1) Reflexões sobre a pátria (1) Refugiados (3) Regra de Silêncio (1) Religião (2) RELVAS PRECISA DO TAL CANAL (1) Reserva do Biosfera (1) RESTAURANTE SENTIEIRO (1) Restos de Verão (1) REVELAÇÃO SENSACIONAL: AS ÚNICAS ESCUTAS QUE VALE A PENA OUVIR (1) REVISÃO CIRÚRGICA (E SEM DOR) DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (1) Revisão em alta (1) Ribeira (2) Ribeira de Pena (1) Ribeira do Porto (1) RICARDO SÁ FERNANDES “NÃO HÁ SÍTIO ONDE SE MINTA TANTO COMO NOS TRIBUNAIS” (1) Ricki e os Flash (1) Rio (1) Rio Corgo (1) Rio Frio (1) Rio Frio: há outro rio no Porto mas poucos sabem por onde ele anda (1) Rituais da noite de S. João (1) Robin Williams (1) Rock (2) ROCK IN BÓSNIA (1) Roda Gigante (1) Roger Waters (1) Rossio de Santa Clara (1) RUA 23 DE JULHO (1) Rua da Firmeza (1) Rua da Fonte Taurina (2) RUA DA MANCEBIA (1) RUA DA PONTE NOVA (1) Rua de Alexandre Braga (1) Rua de Cedofeita (1) Rua de Miraflor/Espaço Mira (1) Rua de S. Filipe de Néri (1) Rua de S. Luís (1) Rua de S. Miguel (1) Rua do Bonjardim (1) Rua do Breiner (1) Rua do Laranjal (1) Rua Duquesa de Bragança (1) Rua sobre túneis (1) Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho (1) Rui Moreira (3) RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA” (1) Rui Reininho (2) RUI REININHO “GOSTAVA MUITO DE VER O MUNDO DE PERNAS PARA O AR” (1) Rui Santos (1) Ruína Azul (1) RUNNING E OUTRAS NOVIDADES (1) S. Bento e Santo Ovídio (1) S. Filipe de Néri (1) S. Francisco de Borja (1) S. Joâo (1) S. JOÃO DA FOZ DO DOURO (1) S. Lázaro (1) S. Miguel-o-Anjo (1) S. Roque e a peste (1) S. ROQUE NA VITÓRIA (1) S.Pedro da Cova (1) SÁ DA BANDEIRA (1) SABIA OU NÃO SABIA? (1) Sagrada Família (1) Saiba-se o que se souber (1) Saímos da troika (1) Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas (1) Salgado criou offshore só para pagar a Sócrates (1) Salinas de Massarelos (1) SALTO PARA A EUROPA (1) Salvador Sobral (1) Salvé (1) Salve-se o lince (1) SAMBA (1) SANGUE (1) SANGUE COAGULADO (1) Sangue do meu Sangue (1) Santa Clara (1) Santana e Sócrates: do tudo ao nada (1) Santiago de Compostela (1) Santo André (1) Santo António o Novo (1) Santo Ovídio (1) SÃO DOMINGOS (1) SÃO UNS QUERIDOS (1) SARA PREFERE CORRER (1) Sara Tavares: “Estive 8 anos sem fazer nada e não foi só por causa da doença. Estava bué zangada” (1) SAUDADES DO LANCIA AURELIA (1) Saudades dos regedores (1) SAÚDE PRIVADA OU A LIVRE EXTORSÃO (1) SCARLETT E SEXY (1) SE ELES IMAGINASSEM... (1) Se eu pudesse dividir o mundo em duas categorias (1) Se fosse a votos (1) Se não têm nada para dizer… (1) Se nós não somos a Grécia é porque somos parvos (1) SEE YA (1) Sei Lá (1) Seis candidatos à procura de um Verão (1) Seiva Troupe (1) SEIVA TROUPE - QUARENTA ANOS DE PALCO (1) SEJA LÁ O QUE FOR (1) SELADO E PONTO FINAL (1) Selecção 2012 (1) Selma – A Marcha da Liberdade (1) Selvagens (1) SEM SINAL DO CHICO FININHO (1) Semper fi (1) Sempre a atirar para o lado a ver se a gente se distrai (1) Senhor da Boa Fortuna (1) Senhor da Boa Morte (1) SENHOR DO CALVÁRIO (1) Senhora da Boa Hora (1) Senhora da Boa Viagem (1) Senhora da Graça (1) SENHORA DO PORTO (1) Sensibilidade social: quem a tem e quem a não tem (1) SER E NÃO SER LE PEN (1) Ser mosca no escritório de Álvaro Siza (1) SEREI PARA SEMPRE TUA AVÓ (1) SÉRGIO GODINHO “TENTO NÃO PERDER O QUE HÁ DE ESSENCIAL NA VIDA (1) Sergiu Celibidache (1) Serlock Holmes: Jogo de Sombras (1) Serra de Montemuro (1) Serralves (1) Serviu-lhe a morte num prato de arroz (1) Sete Psicopatas (1) SEXISMO À PARTE (1) SEXO (1) SEXO: NOVIDADES OUTONO-INVERNO (1) Sicario - Infiltrado (1) sici (1) Sidney Bechet (1) Silêncio (1) SILLY SEASON (1) SIM (3) SIM. (1) Simon and Garfunkel concerto no Central Park (1) SIMPLESMENTE MARINE (1) SÍNDROMA DE TOURETTE (1) Sinéad O'Connor (1) Sítio do correio velho (1) Sittin' On The Dock Of The Bay | Playing For Change (1) Siza Vieira (5) skins e Hell’s Angels. Todos lutam pelo controlo da noite (1) SlideShow (9) Slow Life (1) SNAPS E ERRO 53 (1) SNIPER AMERICANO (1) Snowden (1) Só os Amantes Sobrevivem (1) SÓ TEM 50? CRESÇA E APAREÇA (1) Soajo (1) SOBRE O PODER ILEGÍTIMO EM DEMOCRACIA (1) Sobre-o-Douro (1) socie (1) Sociedade (950) Socieddade (28) SOCORRO O FACEBOOK É MAU (1) Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante (1) Solar de Bertiandos (1) Sonhos Cor-de-Rosa (1) Sons da memória (1) SOU DONA DE MAIS UM BANCO (1) SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL? (1) SOU RONALDETE (1) Spielberg (2) Spirit of Lusitania (1) SPREZZATURA E O CORTESÃO DE HOJE (1) Spy (1) SRI LANKA (2) STANDISMO E VISTOS GOLD (1) Stanley Kubbrick (1) Star Wars: O Despertar da Força (1) Steve Jobs (1) Stromae - Papaoutai (1) Suburbicon (1) suor e carvão (1) Surpresa! (1) Surrealismo (1) Susana Faro (4) SUSPIRIA (1) Suzana Faro (13) Swaps e polícia (1) Synchronicity (1) TÁ? PORQUE ELES SÃO MAUS! (1) Tabu (1) TABULEIRO SUPERIOR DA PONTE DE LUÍS I (1) Take Five (1) Taken 2 [2012] (1) Tanto tempo perdido! (1) TÃO CLARINHA (1) TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS (1) tão previsível (1) TAP DANCE (1) TAXAR EREÇÕES (1) TAXAS DE CAMBIO REAIS NA POLÍTICA PORTUGUESA. O QUE VALE UM MARCELO? (1) Taxi Driver (remasterizado) (1) TAY (1) tcha (1) TDT Televisão Digital Terrestre (1) Te Pintaron Pajaritos (1) Teatro (1) Teatro do Bolhão (1) Tecnologia (2) TECNOLOGIA HYBRIDAIR (1) Televisão (2) TEMEI O PRESIDENTE Z (1) Temos coligação! Que surpresa! (1) TEMOS DE FALAR SOBRE A UBER (1) Temos de Falar Sobre Kevin (1) Temos Governo? Não temos. Já há muito tempo (1) TEMOS MOEDA RICA! (1) Temos todo o tempo do mundo (1) Templo Expiatório da Sagrada Família (1) Tempo de Recomeçar (1) TEMPOS INTERESSANTES (1) TENTEM AS QUEIJADAS (1) Tentem perceber (1) Teoria geral da irresponsa­bilidade (1) TERAPIA POR SKYPE É CHAPINHAR NA ÁGUA (1) Terça-feira. Levava um livro para casa (1) TEREMOS SEMPRE BARCELONA (1) TEREMOS SEMPRE SIZA? (1) TERRA DE ESCRAVOS (1) Terraferma (1) terror (1) Tesouro (1) The Bleeder — O Verdadeiro Campeão (1) The Equalizer - Sem Misericórdia (1) The Gunman - O Atirador (1) The Homesman - Uma Dívida de Honra (1) The Interview (1) The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis (1) The Revenant: O Renascido (1) The Shadows 30 Years Live At The Liverpool Empire Rock Music Concert Live Music (1) The Shadows 30 Years (1) The Sound Of Silence (1) The Sun Ain't Gonna Shine Anymore (1) THE WALKER BROTHERS (1) Tiago Bettencourt (1) Timelapse - Porto In Motion (1) Tina Turner (1) TIVE UMA IDEIA (1) TODA A GENTE GOSTA DE FORÇA (1) Todos Querem O Mesmo + A Balada de Um Batráquio (1) TODOS SEXUAIS (1) Todos temos “o rio da nossa terra” (1) Tom na Quinta (1) Tom Petty (1950 – 2017) Um adeus americano (1) TOMA 500 CAVALOS E FOGE! (1) Toni Erdmann (1) TONY (1) TONY CARREIRA (1) TONY CARREIRA. O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR (1) TONY CARREIRRA (1) Torre dos Clérigos (1) TRAIÇÃO (1) TRANCHE COM OVO A CAVALO (1) TRASEIRAS DA CORDOARIA (1) Travessa dos Congregados (1) TRÊS APONTAMENTOS SOBRE A VIDA (1) Três Cartazes à Beira da Estrada (1) Três Décadas de Esperança (1) TRÊS DESTINOS (1) Três Instituições (1) Três nomes para um rio (1) Três Recordações da Minha Juventude (1) TRÊS SALAS DE ESPECTÁCULO (1) Tripeiros (1) Trocamos? (1) TRUMBO (1) TRUMP E A ASCENSÃO DO HOMEM-BEBÉ (1) TRUMP É ESTÉRIL (DE IDEIAS) (1) TU ÉS A REVOLUÇÃO (1) Tudo é mecânica (1) TUDO ISTO NÃO PASSA DE UMA GRANDE E COMPLEXA CONSPIRAÇÃO CONTRA NÓS! (1) TUDO O QUE E PRECISO SABER ACERCA DE SWAPS E OUTRAS COISAS ÓBVIAS (1) TUDO O QUE SE PASSOU NA SILLY SEASON QUE NÃO SOUBE MAS TEM DE SABER (1) TUDO TEM UM LADO CÓMICO (1) Turistas em ca(u)sa própria (1) TV (4) UBER (2) Ucrânia - cuidado com os "bons" e os "maus" (1) UHF (1) UHF - Vernáculo (1) Ulisses não volta a Ítaca (1) Um Amor de Juventude (1) Um ano que vai ser insuportável –2015 (1) UM ASSASSINO DE CONTAS CERTAS (1) Um bispo inovador (1) Um carvalho e duas tílias (1) um cigano e uma cega (1) Um comando não foge (1) Um crime bárbaro e espantoso: uma filha que mata e despedaça sua mãe (1) UM CURRÍCULO VISUAL (1) UM DIA DA VIDA DO CAMBOJA (1) UM DIA NA CORRIDA (1) Um Dia Perfeito (1) um estado da arte (1) UM GOVERNO CONTRA 0 POVO (1) UM HERÓI IMPROVÁVEL (1) Um hino à Serra (1) Um Jogo de Honra (1) Um monhé (1) UM NEGOCIADOR DOS DIABOS (1) Um novo ano. Apenas isso (1) Um Orçamento de contabilidade Criativa (1) UM PAÍS DAS CALDAS (1) Um partido sitiado (1) Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência (1) Um pretexto para que não se discuta nada (1) Um Quarteto Único (1) Um Quente Agosto (1) Um Refúgio para a Vida (1) Um Santo Vizinho (1) um símbolo de transfobia (1) Uma aposta de risco em tempos de ira portista (1) Uma campanha que não leva a lado nenhum (1) UMA CARREIRA J(AN)OTA (1) Uma catedral para a matança (1) UMA CAUSA ENRIQUECEDORA (1) Uma cidade a crescer (1) Uma colecção de afectos: os rebuçados Victória (1) UMA CRÓNICA INSULTUOSA (1) uma das últimas divas (1) Uma Entrevista de Loucos (1) UMA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM (1) UMA EXPLICAÇÃO POLITICA BASEADA NUMA HISTÓRIA ÉTICA (1) Uma Família Com Etiqueta (1) UMA HISTORIA ANTIGA DE UM HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE VELHINHOS (1) Uma História de Amor (1) Uma história de espiões (1) UMA HISTÓRIA TRISTE (1) Uma invenção necessária: o reconhecedor de spin (1) Uma Janela fechada com vista para a ‘cartilha’ (1) UMA JUVENTUDE ALEMÃ (1) Uma Longa Viagem (1) Uma manhã de meninice (1) UMA MARGEM LONGE DEMAIS (1) Uma Noite (1) Uma Nova Amiga (1) Uma praia bonita demais (1) uma preta (1) Uma quase-aldeia encravada entre gigantes de betão (1) UMA QUESTÃO DE PORMENOR (1) Uma quinta e... laranjas (1) UMA TAP COLOMBIANA (1) Uma Traição Fatal (1) Uma Vida Melhor (1) UNS CAÇAVAM (1) UPGRADE GOLDMAN SACHS (1) V.EXAS DESCULPEM A EXPRESSÃO (1) VÁ PASSEAR (1) VAI (1) VAI UM BOLINHO DE BACALHAU COM BROA DE AVINTES? (1) Valdemar Cruz (8) Valter Hugo Mãe (2) Vamos à guerra e não nos avisam? (1) VAMOS GANHAR SEM PARAR (1) VAMOS LÁ FALAR DE COISAS SÉRIAS (1) VAMOS LÁ FAZER UM BEBÉ REAL (1) Vamos lá fracturar (1) VAMOS MORRER POR CAUSA DISTO (1) Van Gogh (1) Van Gogh Shadow (1) Vandoma e outras feiras (1) Vanessa Ribeiro Rodrigues (1) Variante Espiritual (2) Variante Espiritual do Caminho Português (2) VEMO-NOS GREGOS (1) Vencedores (1) Vencedores da 85ª Edição dos Óscares (1) VENHA O IPHONE 7 ROSA (1) Verão (1) VERGÍLIO FERREIRA (1) Vergonha (1) Vernáculo (1) Veronika Decide Morrer (1) Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1) VESTIR O MESMO FATO (1) Viagem ao centro do Porto (1) VIAGEM AO MUNDO DAS LOJAS CHINESAS (1) Vício Intrínseco (1) VIDA DE POLÍTICO (1) Vida e Obra (1) vida ou morte (1) VIDAS SUSPENSAS (1) Vídeo (20) Vídeo de amante pulando da janela era ação do Discovery (1) Video Promocional da Cidade do Porto 2012 (1) Vídeo proposto por Marcelo mostra uma Alemanha pouco solidária (1) Vídeo timelapse da cidade do Porto para ver em 4k (1) VIELA DO CORREIO (1) Vila Nova de Gaia (3) Vilar de Andorinho (1) Vingança de Uma Mulher (1) Vinhos (1) Vintage (1) Vintage Jazz (1) VINTE ANOS DEPOIS (1) VIOLAR E MATAR EM DIRETO (1) Violette (1) VIRGÍNIA (1) Virgul (1) Visita ao Mosteiro da Batalha (1) VÍTOR GASPAR EXPLICA A DIFERENÇA ENTRE PREVISÕES E REVISÕES (1) VITÓRIA CIENTÍFICA (1) VIVA A IGUALDADE (DAS OBSESSÕES) (1) VIVA A LIBERDADE (1) VIVA AO VIAGRA FEMININO (1) VIVA O SUTIÃ (1) Viver à Margem (1) VIVER ATÉ À MORTE OU MORRER ANTES QUE ELA CHEGUE (1) Viver na Noite (1) Volta (1) VONTADE E CULPA (1) votaria a favor da união ibérica? (1) VOU CONTAR TUDO AOS MEUS FILHOS? (1) Vou para casa (1) WAR ON TERROR (1) Wes Anderson (1) What a Wonderful World (1) Whiplash – Nos Limites (1) WHO RUN THE WORLD? BEYONCÉ TEM 11 NOMEAÇÕES PARA OS VMA DESTE ANO (1) Whole Lotta Love (1) Wiener-Dog - Uma Vida de Cão (1) Woody Allen (2) WPP (1) Xana (1) XEQUE-MATCH (1) YARMOUK (1) Yes (1) Yes - Yessongs Full Concert (1) Yves Saint Laurent (1) Yvone Kane (1) Zaragoza (1) ZÉ PEDRO 1956-2017 (1) ZERO DARK THIRTY (00:30 HORA NEGRA) (1) Ziggy já não toca guitarra (1)

Arquivo do blogue