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domingo, 28 de dezembro de 2014

The Interview, Uma Entrevista de Loucos


The Interview 
Uma Entrevista de Loucos

Uma Entrevista de Loucos The Interview EUA, 2014, 112 minutos de Seth Rogen e Evan Goldberg, com James Franco, Seth Rogen, Lizzy Caplan

Se tudo tivesse corrido nos conformes, The Interview teria estreado nos EUA no dia de Natal, teria chegado a Portugal em fim de Janeiro com o título Uma Entrevista de Loucos .

O simples facto de The Interview usar como “vilão” Kim Jong-un, o líder totalitário da Coreia do Norte, já chegava para lhe prestar mais atenção do que seria normal. Mas nada faria prever que The Interview fosse erguido a razão primordial de um embaraçoso pirateamento dos sistemas informáticos da Sony Pictures, de um incidente diplomático com a verdadeira Coreia do Norte e de ameaças de terrorismo sobre salas de cinema americanas (resultando numa “libertação” online que já disponibilizou o filme por todo o mundo). E precisamente por se ter tornado no “fulcro” de uma questão sobre a liberdade de expressão, é impossível que The Interview alguma vez consiga estar ao nível das expectativas.

Num momento em que a comédia americana atravessa para muitos observadores (e sobretudo os que ainda suspiram pelo regresso impossível da era de ouro do género) um pequeno “deserto” criativo, Seth Rogen e Evan Goldberg, dupla canadiana apadrinhada por Judd Apatow, têm tentado sistematicamente forçar os seus limites. O seu filme anterior, Isto é o Fim!, tornou-se mesmo num exemplo do que pode ser uma comédia ao mesmo tempo dentro e fora dos códigos pop-culturais contemporâneos, reinventando-os enquanto os desconstrói.

The Interview segue nessa mesma lógica: fala a brincar de coisas muito sérias, dando a um apresentador televisivo de trash TV (James Franco) a hipótese de entrevistar o ditador mais perigoso do mundo. The Interview satiriza, acima de tudo, uma sociedade onde os media e o próprio conceito de jornalismo estão constantemente a ser manipulados. E faz passar a sua mensagem sincera e algo idealista de que é preciso estarmos atentos ao que acontece à nossa volta pelo meio de uma série de piadas básicas e brejeiras sobre sexo, drogas e música pop.

Até aqui tudo bem, mas The Interview tem muito menos graça do que as coisas que Rogen e Goldberg fizeram antes (com o seu guião para Superbaldas à cabeça). Razoavelmente no ponto enquanto sátira da cultura pop moderna (Katy Perry e o seu Firework como “esperanto” emocional universal), com alguns momentos inspirados enquanto comédia de espionagem (lembrando o velho Olho Vivo de Mel Brooks), The Interview afunda-se sem apelo nem agravo quando quer ser sério.

E, pior, atravessa a linha do mau gosto quando brinca com a violência: parece que Rogen e Goldberg querem emular o Tarantino de Sacanas sem Lei ou Django Libertado no seu final sanguinolentamente pirotécnico, mas falham por completo o tom de ironia selvagem. Tal como os seus heróis dão por si metidos numa intriga que os transcende, também Rogen e Goldberg se deixaram enredar em algo que os ultrapassa e que acaba por jogar contra o seu filme.

Não vale a pena citarmos o que Chaplin fez com Hitler no Grande Ditador, não há comparação possível. The Interview é uma comédia falhada, mesmo que mais interessante do que a maioria da produção americana corrente. E tem o mérito de ser uma lufada de ar fresco no conformismo resignado de uma Hollywood que sobrevive à conta de franchises estéreis. Mas esse mesmo mérito torna-a também em alvo em movimento - a abater ou a proteger.

Jorge Mourinha

PÚBLICO 26/12/2014
 



MERYL STREEP, Quase uma lenda

CINEMA  
MERYL STREEP 
Quase uma lenda

ESTRELA MAIOR Meryl conseguiu o feito, raro em Hollywood, de se manter sempre em alta. Nomeada por 18 vezes, levou três Óscares para casa Nicolas Guerin/Contour/Getty
por Jorge Leitão Ramos

É uma das figuras dominantes do atual cinema americano, amada e detestada com igual veemência. Aos 65 anos está no topo do mundo

Há poucos dias foi nomeada para o Globo de Ouro pelo seu mais recente desempenho — a bruxa maléfica de “Caminhos da Floresta”, musical de Stephen Sondheim que Rob Marshall pôs em cinema, proposta Disney para este Natal — o que indicia que pode estar, de novo, na corrida ao Óscar. Há poucas semanas, Barack Obama condecorou-a com a Medalha Presidencial da Liberdade, a mais alta condecoração civil americana. Aos 65 anos, Meryl Streep continua no cume das atenções, feito raro no cinema americano. Mas podia não ter acontecido.

Em 1994, quando Clint Eastwood foi abordado por Spielberg para protagonizar “As Pontes de Madison County”, aconteceram dois problemas: um, a respeito do argumento que Eastwood considerava necessitar de reescrita, não levantou questão de maior; o outro foi mais complicado. O realizador indigitado — Bruce Beresford — insistia que o papel feminino fosse dado a uma de duas atrizes suecas (Lena Olin ou Pernilla August), Eastwood, que era também coprodutor, insistia em Meryl Streep, nome em que Beresford nem queria ouvir falar. Beresford propôs, então, Isabella Rossellini, Eastwood mostrou-se intransigente. A crise atingiu tal temperatura que Beresford abandonou o projeto e Clint Eastwood acabou por ter de assumir o trabalho de o realizar, com o início de rodagem em linha de mira e o contrato com Meryl Streep ainda por firmar.

A posição de Bruce Beresford não era absurda. Há vários anos que a carreira de Meryl Streep vinha patinando, desorientada entre registos de comédia (“A Morte Fica-vos Tão Bem”, de Robert Zemeckis), aventuras (“Rio Selvagem”, de Curtis Hanson), um ‘pudim’ internacional (“A Casa dos Espíritos”, de Bille August) — tudo filmes em que nem as bilheteiras tinham tilintado a contento nem prestígio algum haviam angariado. Para mais, Meryl Streep estava a atingir 45 anos, idade ingrata. Apostar nela parecia falta de senso, até porque a senhora não vendia barato o seu trabalho. Pediu quatro milhões de dólares de salário e percentagem nos lucros do filme (coisa que Eastwood não costumava conceder) — e obteve o que queria. Quando tudo acabou ninguém discordou: fora uma boa jogada. O filme conquistou um enorme sucesso internacional e, no princípio de 1996, quando a Academia atribuiu os seus Óscares, Meryl Streep lá estava, nomeada para o galardão de Melhor Atriz — que não ganhou. Era a sua décima nomeação. “As Pontes de Madison County” acabou por ser o filme raro em que o adultério de uma mãe de família se torna o protótipo de uma madura história de amor. E o relançamento de uma atriz que, até hoje, nunca mais atravessou zonas nubladas.

Ela nunca foi muito bonita, quer dizer, nunca teve a beleza típica que costuma agradar ao cinema americano. Os olhos, inquietos, não têm a languidez que costumamos associar à sedução, a boca parece mais fadada para a rispidez do que para o beijo e o corpo — quem se lembra do corpo de Meryl Streep? E há nela qualquer coisa de seco e, por isso, terá feito tantos papéis de mulheres nada amáveis — a começar pela ex-mulher de Woody Allen em “Manhattan” que, não contente em o ter deixado para ir viver com outra mulher, ameaça revelar num livro (que pode até tornar-se um filme, acrescenta) as suas misérias sexuais. E começou no cinema já tarde (tinha 27 anos) sobretudo para quem nunca quis ter outra profissão que não representar. Foi logo notada no seu primeiro desempenho — uma socialite, amiga de Lillian Hellman, em “Julia”, de Fred Zinnemann (1977). E em 1979, ao segundo filme, teve a primeira nomeação para os Óscares (Melhor Atriz Secundária pelo seu desempenho em “O Caçador”, de Michael Cimino, mulher na retaguarda de um filme de homens). Ganhá-lo-ia logo no ano seguinte, nessa categoria, pela mulher divorciada que quer conquistar a custódia do filho que abandonou, em “Kramer contra Kramer”, de Robert Benton.


IDADE Resistiu à ditadura do bisturi, não deixando que lhe roubassem as rugas de expressão dos 65 anos Walter McBride/Corbis
Os anos 80 veem começar a erguer-se uma grande atriz de composição. Meryl Streep pode, nessa década, mostrar toda uma gama de recursos extraordinários em papéis muito diferentes, a exigir vários tipos de camuflagem, da mulher desvairada de amor, no hiper-romântico e trágico “A Amante do Tenente Francês”, de Karel Reisz, à mãe que luta para provar que não assassinou o filho em “Um Grito de Coragem”, de Fred Schepisi, passando pela judia polaca em Auschwitz forçada a uma decisão impensável em “A Escolha de Sofia”, de Alan J. Pakula (que lhe deu o Óscar de melhor Atriz, em 1983) ou pela escritora que tivera uma fazenda em África nesse “África Minha”, de Sydney Pollack, que foi um dos seus maiores êxitos. A composição, nesses filmes, passou por uma ferramenta que se tornou lendária: a capacidade da atriz em reproduzir sotaques com exatidão, capacidade que, nas filmagens, se torna obsessiva. Em “A Escolha de Sofia” há testemunhos de que, durante as semanas de rodagem, nunca abandonou o específico modo de falar da personagem — às refeições, no contacto com os colegas, em toda a parte, a fala era a de Sophie Zawistowska, não a de Meryl Streep. Nesse filme, ela conseguia quase o impossível, falar inglês com sotaque polaco e falar alemão também com um fundo de sotaque polaco (pelo menos a acreditar no berlinense Mike Nichols).
Katharine Hepburn, por muitos considerada a maior atriz do século XX, não gostava de Meryl. Achava-a demasiado cerebral, demasiado confiante na técnica

Em “Plenty, Uma História de Mulher”, de Fred Schepisi, Meryl Streep exprime-se num perfeito inglês britânico, em “África Minha” o sotaque é dinamarquês, em “A Difícil Arte de Amar”, de Mike Nichols é tal e qual uma judia nada e criada em Nova Iorque, em “Um Grito de Coragem” a pronúncia é australiana — e terá sido esta, entre todas, a mais difícil de conseguir, segundo afirmou. Ela até imita na perfeição Jane Fonda a apresentar o seu programa de ginástica na televisão, como se viu, em junho, na gala do American Film Institute em que Fonda recebeu o Prémio de Carreira e onde Meryl Streep prestou um testemunho de homenagem. Lembrou que, no seu primeiro filme, Jane Fonda era a estrela e ela a jovem atriz que começava. E agradeceu-lhe todo o apoio, a limar o nervosismo, a aperrear as ousadias de uma recém-saída da Yale School of Drama e a abrir portas quando voltou para a Califórnia e falou bem dela a toda a gente.

Meryl, a bruxa
Nem todos amam Meryl Streep, todavia. Os seus detratores são, aliás, tanto mais ferozes quanto a aura da atriz não cessa de crescer. Truman Capote disse dela talvez a coisa mais desagradável que se pode dizer sobre alguém: “É um susto... parece uma galinha... é totalmente desprovida de talento”, para concluir, cereja no topo do bolo, que “a vida já é suficientemente difícil sem os filmes de Meryl Streep”. Katharine Hepburn, por muitos considerada a maior atriz do século XX, ainda a recordista dos Óscares que levou para casa (quatro, com a particularidade de não ter estado presente em qualquer das cerimónias), também não gostava dela. Achava-a demasiado cerebral, demasiado confiante na técnica — e tinha uma expressão muito curiosa, dizia que quando via Meryl Streep parecia-lhe estar sempre a ouvir “click!, click!, click!”, as rodinhas dentadas do mecanismo interior a funcionar.

É um reparo que, não sendo justo, tem alguma acuidade, sobretudo em anos recentes, em trabalhos que Katharine Hepburn, falecida em 2003, já não viu. Esse toque de mecanismo em ação é particularmente notório na feroz matriarca, doente de cancro e toxicodependente de “Um Quente Agosto”, que vimos em Portugal há poucos meses. É uma interpretação tão extrema que estamos permanentemente a ver “como ela faz isto bem”, em vez de vermos a devastada personagem sob a qual a atriz havia de estar encoberta.

Não vale, todavia, desdenhar na vastidão impressionante do seu trabalho e do correspondente reconhecimento. Óscares foram três (o mais recente, em 2012, pela sua mimética interpretação de Margaret Thatcher, em “A Dama de Ferro”) — ainda não os quatro de Katharine Hepburn, marca que Meryl Streep persegue com denodo. E como tem tentado! Já teve dezoito nomeações (recorde absoluto em matéria de atrizes), algo de tão vasto que há quem brinque que ano em que ela não está sentada nos primeiros lugares da cerimónia não é ano bom. Contam-se vinte e três nomeações para os Globos de Ouro, ganhou oito, com a particularidade de os ter conseguido em qualquer das duas áreas em que este prémio se divide, drama e comédia/musical. Em matéria de prémios de televisão, território onde Meryl Streep só muito episodicamente trabalha, tem dois Emmys no currículo (pelas séries “Holocausto”, logo no início da sua carreira, em 1978, e “Anjos na América”, em 2004). Já foi premiada nos festivais de Berlim (em 2003, com “As Horas”) e de Cannes (em 1988, com “Um Grito de Coragem”). Outros galardões? Dezenas, nem vale a pena listá-los, têm a dimensão de uma pequena lista telefónica...

2014 é o ano da bruxa. Da bruxa de “Caminhos da Floresta”, mais um papel de disfarce e composição, unhas retorcidas e dentes afiados, cabelo a parecer palha de vassoura, a fingir que se assustam miúdos, a piscar o olho aos pais das crianças. É o tipo de papéis que Meryl Streep deseja, ela que já foi a Mãe Coragem, de Brecht, nos palcos de Nova Iorque? Não faço ideia... Mas sei que, alguns dias atrás, quando David Letterman a interrogou, no seu “Late Show”, na CBS, sobre se a idade contava, ela simplesmente respondeu que não, que se conseguiam papéis de bruxa... É, aliás, o primeiro que aceita numa lista de convites que tem mais de duas décadas. Noutro programa de televisão — “Good Morning America”, na ABC — confessou que nunca aceitara papéis de bruxa porque, no ano em que fizera quarenta anos, lhe tinham proposto três. E isso não a tinha feito sentir nada, mas mesmo nada, bem...
entrevista

LUZ CÂMARAS AÇÃO Meryl Streep no papel da Bruxa, em “Caminhos da Floresta”


"SINTO-ME MUITO FELIZ POR NESTA IDADE PODER CONTINUAR A REPRESENTAR"

A propósito do seu mais recente filme, “Caminhos da Floresta”, uma produção da Disney que chega aos cinemas portugueses no primeiro dia do novo ano, Meryl Streep fala do amor pela representação e da sua vida, agora que já não tem qualquer filho em casa.

ENTREVISTA DE FRED ALLEN*

Uma lenda viva, Meryl Streep não mostra sinais de abrandar. Agora com 65 anos, continua a obter grandes papéis, numa idade em que poucas atrizes conseguem trabalho remunerado. E apesar de acumular três Óscares, 18 nomeações e diversos outros prémios e honrarias, mantém-se ferozmente ambiciosa, embora confesse que fica “louca” de cada vez que se compromete a fazer um filme.

Contudo, esse não foi o caso com o seu novo filme, “Caminhos da Floresta”, a adaptação para o cinema do venerado musical de Stephen Sondheim na Broadway. Realizado por Rob Marshall (“Chicago”, “Nine”), pode muito bem tornar-se instantaneamente um clássico, pela forma deslumbrante como combina os diversos contos de fadas mais apreciados da Disney com as personagens, numa narrativa única. Streep aproveitou a oportunidade de interpretar a bruxa que tiraniza uma floresta mágica e canta, ri-se às gargalhadas e atormenta Cinderela e companhia.

“Fiquei muito emocionada quando vi pela primeira vez o musical na Broadway”, recorda Streep. “Lembro-me de sair do teatro e de cantar para mim própria. Isso mostra o quanto adoro as músicas de Sondheim. Sinto-me muito feliz por fazer parte deste filme e tenho a sorte de continuar a ter oportunidades de participar em filmes e de fazer o que adoro numa idade em que muitas mulheres são infelizmente postas de lado. É quase um milagre.”

Streep chama a atenção para um elenco repleto de estrelas, que inclui Anna Kendrick (uma sensação ao cantar no papel de Cinderela), Johnny Depp como O Lobo, Chris Pine como O Príncipe, James Corden como O Padeiro, Emily Blunt como A Mulher do Padeiro e Christine Baranski como A Madrasta Malvada de Cinderela.

Embora ficasse encantada com a oportunidade de cantar de novo, no seguimento do seu aclamado desempenho em “Mamma Mia!”, Meryl Streep achou difícil trabalhar em “Caminhos da Floresta” e ao mesmo tempo fazer a publicidade para “Um Quente Agosto”, em novembro, uma interpretação que lhe rendeu mais uma nomeação para o Óscar. A atriz recorda: “Foi muito estranho estar a trabalhar com Rob Marshall e a cantar tantas músicas maravilhosas e depois passar o tempo a falar sobre um filme muito sombrio, que mais parecia os vários círculos do inferno.”

Foi nos anos 80 que Meryl Streep começou a afirmar-se como a maior atriz da sua geração, com filmes como “A Escolha de Sofia”, “África Minha” e “Um Grito de Coragem”. Embora na década de 90 tenha atuado em filmes notáveis, como “A Morte Fica-vos Tão Bem” e “As Pontes de Madison County”, Streep estava mais interessada em passar o tempo com o marido, o escultor Don Gummer, e os quatro filhos do casal, Henry, Mamie, Grace e Louisa, na sua propriedade do Connecticut.

Durante o período em que os seus filhos estavam a entrar na adolescência, mal se ouviu falar de Meryl Streep — até receber uma nomeação para o Óscar pelo seu trabalho em “As Horas” (2002). Isso marcou o início de um renascimento da carreira, que incluiu êxitos de bilheteira como “O Diabo Veste Prada” (2006) e “Mamma Mia!” (2008), antes de levar para casa mais um Óscar, o terceiro, como Margaret Thatcher em “A Dama de Ferro” (2011).

Hoje, Streep e Gummer moram na zona de Tribeca, em Nova Iorque. Dois dos seus filhos prosseguem carreiras ativas como atores: Mamie Gummer (“Efeitos Secundários”), de 31 anos, e Grace Gummer ( “O Dia Antes do Fim” e “Frances Ha”), de 28.

Meryl, porque é que foi especial para si interpretar A Bruxa em “Caminhos 
da Floresta”?

É raro conseguir-se trabalhar num filme que tem este tipo de realidade aumentada. Rob Marshall criou este mundo lindo e mágico para mim e para todo o elenco, e torna-se muito mais fácil perdermo-nos no processo.

É muito diferente para si representar neste tipo de filme de fantasia em vez de num drama normal?

A abordagem não é diferente. Continua a ser representar. Continua-se envolvido no processo de transformação na personagem que se interpreta e em tornarmo-nos parte desse mundo que se cria com os outros atores num set. Para mim, o mais divertido era ir trabalhar todos os dias vestindo um fato louco de fantasia e deixar a minha imaginação voar com essa personagem, que realmente está fora deste mundo a muitos níveis.

Que tipo de partidas maldosas é que A Bruxa prega às personagens do seu mundo?

A Bruxa põe em movimento todo um maquinismo de tarefas impossíveis para realizar o seu desejo, que é o de não ser feia. A sua mãe lançou-lhe uma maldição, a maldição da fealdade, porque alguém roubou os feijões — O Pai do Padeiro. Portanto, a sua metamorfose é para que Rapunzel, a quem ela ama mais do que tudo no mundo, venha a amá-la, porque ela vai ser bonita. É claro que as mulheres pensam sempre que, se forem belas, serão amadas. O problema é que podemos conseguir o desejo e Rapunzel continuar a odiar-nos. É um problema muito interessante aquele que Sondheim configura. Toda a gente tem um desejo, toda a gente vê cumprido o seu desejo. Isso é apenas o fim do primeiro ato... É uma coisa ambiciosa.

Muitas pessoas não sabem que estudou ópera quando era adolescente. Isso faz com que cantar seja algo que deseja num grande musical como este?

Quando tinha 13 anos não gostava de ópera. Que asco! O que eu gostava era de participar numa claque e de rapazes — era isso que me interessava. Isso e Barbra Streisand, The Beatles e Bob Dylan. Mas adorava cantar. E tinha muito boa coloratura. Mas já não tenho essa voz. Era uma voz muito alta, leve e livre. Tornou-se mais profunda ao longo dos anos.

Quando tinha 13 anos não gostava de ópera. Que asco! O que eu gostava era de participar numa claque e de rapazes

A música fez parte da sua educação em casa?

O meu pai era pianista. Ou melhor, era um homem de negócios que preferia ter-se tornado músico. Compôs canções e também publicou algumas. E escreveu um musical juntamente com um amigo. Muito engraçado, muitas baladas e canções de amor ótimas. Era um romântico. E eu cantava com ele ao piano. A minha mãe teria gostado de ser cantora lounge, ela cantava em casa constantemente Cole Porter e outros grandes músicos.

Foi diferente a preparação para “Caminhos da Floresta” em comparação com “Mamma Mia!”?

[risos] Desta vez, os meus filhos [que já são adultos e saíram de casa] não tiveram de me aturar com os exercícios corais que normalmente faço para me preparar para um papel como este e que quase iam dando com eles em doidos. Fazer “Mamma Mia!” foi diferente, porque eu cresci a ouvir baladas como ‘Dancing Queen’, que tanto nos animam. Diverti-me mais a fazer esse filme do que quase qualquer outra coisa que fiz até hoje. “Caminhos da Floresta” é um tipo de história mais sombria, mas cantar é sempre agradável.

Já interpretou grandes mulheres ao longo da sua carreira. Tenta identificar-se com algumas delas?

Tento tornar-me parte delas e imaginar que sou como elas de formas diferentes. O meu objetivo principal é descobrir a sua essência e transmitir ao público a sua alma e humanidade básica. Tento ir além da aparência da personagem e criar momentos em que as pessoas possam ver o que elas realmente são lá no fundo.

De onde vem esse instinto de encontrar a essência fundamental de uma pessoa?

Provavelmente vem da minha infância, em que muitas vezes me senti negligenciada e incompreendida e em que tentei sempre mostrar às pessoas quem era de facto. Sentia-me insegura em relação a mim e à minha aparência, e na minha atuação queria ultrapassar tudo isso e encontrar a verdade das mulheres que estava a interpretar. Quando falo com jovens atores que me pedem conselhos muito específicos sobre técnicas e outras coisas, tento explicar-lhes que também têm de investir em aprender coisas sobre o mundo. “Instruam-se em tudo, não em representar. Aprendam mais sobre tudo o resto. Aprendam mais sobre a condição humana.” É esse o tipo de ator que eu queria ser. Sinto curiosidade em relação a tudo e a todos e não me limito a um certo tipo de interpretação. Sempre quis entender o que fazem as pessoas, todas as pessoas, não apenas as de Nova Jérsia [Streep cresceu em Summit, Nova Jérsia].

Aconselhou alguma vez os seus filhos a encontrarem um rumo de vida diferente do da mãe?

Os conselhos que lhes dei encheriam vários volumes. As pessoas só querem fazer o que desejam. Eu e o meu marido sempre pensámos: “Bem, pode ser que um deles saia biólogo molecular” — mas isso simplesmente não ia acontecer com o ADN dos pais.

Portanto, temos artistas!

[sorri] Só lhes disse — não que eles escutem — o mesmo que digo a qualquer jovem ator: “Descubram que tipo de ator querem ser.” Há um milhão de maneiras diferentes de entrar nesta profissão, e o mundo do espetáculo é uma tenda muito grande. Há todo o tipo de atores, portanto preparem-se bem para o tipo que querem ser.

Quando falo com jovens atores que me pedem conselhos, digo-lhes: ‘instruam-se em tudo, não em representar. Aprendam mais sobre a condição humana’

As suas filhas falam muito consigo sobre os papéis que interpreta?

Não muito. Mas a minha filha mais nova não ficou muito feliz de me ver interpretar Violet [a mulher doente com cancro em “Um Quente Agosto”]. Depois de ver o filme, disse-me: “Mãe, vais muito bem, mas toda a gente te vai odiar!” [risos]

Mudou-se com o seu marido para Nova Iorque há alguns anos, quando o último dos seus filhos saiu de casa. A vossa vida é agora muito diferente?

Muita coisa muda quando os filhos se vão embora. Leva algum tempo até estabilizarmos num tipo de vida diferente, mas depois descobrimos que temos de encontrar novas maneiras de preencher o dia e de desfrutar desse tempo juntos. Começámos a conviver mais com os amigos e a fazer muito mais coisas juntos que não conseguíamos fazer quando vivíamos com os nossos filhos. Portanto, conseguimos usar esse tempo das nossas vidas para nos aproximarmos mais em alguns aspetos.

Disse muitas vezes que a sua família é o seu maior triunfo. Como é a sensação de ver os seus filhos adultos e a abrir o seu caminho no mundo?

Foi muito doloroso por vezes esse processo de saírem de casa e irem-se embora para a universidade, porque sempre amei e me dediquei muito aos meus filhos. Representar pode ser a minha paixão, mas os meus filhos sempre foram a maior alegria da minha vida... Continuo a adorar quando nos juntamos e lhes posso dar mimos. Só me preocupo que alguns deles [Mamie e Louisa] me tenham seguido e enveredado pela carreira de atrizes e que venham a ter de lidar com as mesmas tensões e deceções por que eu passei.

*Exclusivo Expresso/The Interview People

TRADUÇÃO DE AIDA MACEDO


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2200, 27 de dezembro de 2014

O ano visto por António Guterres





Recordo-me que, quando estudava História no liceu, as guerras tinham um vencedor e um vencido. Agora, nas guerras ninguém ganha, todos perdem. A guerra vai-se eternizando e não há capacidade para a terminar. É isso que é diferente

António Guterres vive o lado mais trágico dos conflitos: o seu lado hu­mano. Tem hoje a seu cargo o maior número de refugiados e deslocados desde a II Guerra. E, por isso mes­mo, o alto-comissário das Nações Unidas para os Refugiados tem uma visão global e real da desordem que hoje impera no mundo.
 
Há um dado que nos choca particularmente: o número de refugiados e deslocados em 2014 é o maior desde o fim da II Guerra.

É verdade. No final de 2013 tínha­mos mais de 51 milhões de pessoas internamente deslocadas ou refu­giadas por causa de conflitos, o que aconteceu pela primeira vez desde a II Guerra Mundial. Só que 2014 não vai ser melhor. Vou dar-lhe apenas uma breve descrição de alguns dos acontecimentos que tivemos de en­frentar no Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados [ ACMUR]. Logo no princípio do ano houve o agravamento dramático da situação na República Centro-Africana e no Sudão do Sul. Na RCA a ex­plosão de violência resultou até hoje em meio milhão de pessoas interna­mente deslocadas e mais de 200 mil novos refugiados nos quatro países à volta. E isto, não contando com os mais de 200 mil que já lá estavam de crises anteriores. No Sudão do Sul, a erupção de violência começou a 15 de Dezembro e já levou a 1,4 milhões de pessoas internamente deslocadas e a cerca de meio milhão de novos refugiados na Etiópia, Quénia, Ugan­da e Sudão.

Esses são aqueles a quem muitas vezes quase não prestamos atenção.

Essas são as crises de alguma forma negligenciadas pela comunidade in­ternacional, uma vez que as aten­ções estão essencialmente concen­tradas no Médio Oriente e, em par­ticular, a crise sírio-iraquiana.
 
Que aumentou muito o número de refugiados a que tem de responder.

Entre Síria e Iraque temos cerca de 13 milhões de pessoas deslocadas internamente ou refugiadas nos países vizinhos. Logo em Janeiro, tivemos a violência em Anbar [Ira­que, na fronteira com a Síria], que originou cerca de 600 mil pessoas deslocadas no interior do Iraque. Depois, em Fevereiro, houve a eva­cuação de Homs e a complexidade da situação da Síria. Logo em Abril o número de refugiados sírios no Lí­bano atinge um milhão e podemos imaginar o impacte que teve num país que está, ele próprio, em cri­se política e com uma situação de segurança extremamente precária. Um terço da sua população é hoje composto por sírios e palestinianos. Ainda em Abril, no Líbano, ocorreu o rapto de vários soldados libaneses no campo de refugiados de Azraq, que têm vindo a ser horrivelmente degolados pelo Estado Islâmico.
Esse é o novo método de terror dos fundamentalistas.
Embora com muito menos publi­cidade do que os ocidentais que tiveram o mesmo destino. Tudo somado, temos hoje 3,3 milhões de refugiados sírios e 7,6 milhões de pessoas internamente deslocadas. Nessa altura, tivemos de enfrentar a crise aguda de falta de financiamen­to do Programa Alimentar Mundial [PAMJ, que fornece a alimentação aos campos de refugiados e que, por falta de fundos, anunciou que iria reduzir a alimentação a cerca de 800 mil refugiados em vários países africanos. Foi um momento extremamente dramático como po­de calcular.

E conseguiram resolvê-lo?

Foi parcialmente colmatado. Vai-se resolvendo mês a mês de uma forma precária e preocupante. Em junho, começa a ofensiva do Estado Islâmi­co no Iraque, que tomou Mossul e Tikrit. Já temos no Iraque 2,1 milhões de pessoas internamente deslocadas. Agosto, além do Iraque, é também o mês em que um maior número de pessoas morre no Mediterrâneo: apenas em cinco dias morrem tre­zentas e o maior número de pesso­as que hoje cruzam o Mediterrâneo têm problemas de protecção, porque são sírios e eritreus. Não são, como no passado, imigrantes económicos. Em Agosto o número de refugiados sírios atinge os três milhões, transfor­mando a população refugiada síria no maior grupo a cargo do ACNUR, Em Setembro dá-se o ataque a Kobani [cidade curda na fronteira com a Turquia tomada pelo Estado Islâ­mico]. Há que sublinhar o facto de a Turquia ter aberto imediatamente a sua fronteira, acolhendo 190 mil pessoas que cruzaram essa fronteira em apenas duas semanas.

Em Outubro temos um marco im­portante na crise nigeriana, ultrapassando-se os 100 mil refugiados nos países limítrofes, já sem falar dos 650 mil deslocados só durante este ano. Em Novembro, lançamos a nossa campanha global visando acabar com o estatuto de apátrida em 2024. Finalmente, este mês foi particularmente difícil quando o PAM voltou a anunciar que já não tinha verbas, mas que felizmente se pôde resolver rapidamente.

Isto dá-lhe um panorama incom­pleto dos acontecimentos de 2014 que revelam uma pressão enorme sobre o nosso trabalho. Mas, muito mais preocupante do que isso, um nível de sofrimento humano terrível, revelando que estamos hoje numa situação internacional em que a ca­pacidade de prevenir conflitos ou de os resolver está muito diminuída.
 
Como explica esta situação de desordem internacional que mesmo os mais pessimistas não conseguiam prever? É apenas a ausência americana? 
Se olharmos para o carácter da de­sordem mundial no que nos diz res­peito, ela resulta de uma megacrise na Síria e no Iraque e de uma série de novos conflitos na RCA, Sudão do Sul, Ucrânia, Nigéria, sendo que, ao mesmo tempo, parece que as velhas crises não morrem. O Afeganistão continua a ter 2,6 milhões de re­fugiados, a Somália um milhão, a República Democrática do Congo cerca de 5OO mil.

Recordo-me que, quando estuda­va História no liceu, as guerras ti­nham normalmente um vencedor e um vencido. Agora, nas guerras ninguém ganha, todos perdem. A guerra vai-se eternizando e não há capacidade para a terminar. É isso que é diferente.
As consequências do fim da Guerra Fria só agora é que nos estão a chegar?

Quando estava no Governo, vivemos o período unipolar da hegemonia norte-americana. Houve uma pri­meira fase complexa, com os Balcãs e o Cáucaso, mas era evidente que havia uma grande concentração de poder nos Estados Unidos. Nunca houve um sistema de governança eficaz a nível mundial, mas havia re­lações de poder claras. Lembro-me que, na crise de Timor, a questão decisiva era convencer o Presiden­te Clinton de que alguma coisa ti­nha de ser feita. No momento em que Clinton disse que era preciso intervir, imediatamente a Indonésia aceitou, o Conselho de Segurança votou unanimemente, a AustráÚa já tinha forças preparadas e o pro­blema resolveu-se. Estou convenci­do de que, se o problema de Timor fosse hoje, nada disto seria possí­vel. O que acontece é que hoje não vivemos num mundo bipolar, não vivemos num mundo unipolar, mas também não vivemos num mundo multipolar. Vivemos num mundo relatívamente caótico, em que, con­tinuando a não haver um sistema de governança a nível mundial, as relações de poder deixaram de ser claras e, quando isso acontece, cria-se uma situação de imprevisibilidade e de impunidade.
 
Isso acontece pela perda de influência do mundo ocidental, ou pela sua falta de vontade, que está a ser posta à prova pelo resto do mundo?

As relações de poder no tempo da crise de Timor eram claras. Deixa­ram de o ser. A influência dos EUA é hoje menor. Há novas potências emergentes, embora nem sempre seja clara a sua estratégia. A Rússia vive hoje uma situação muito com­plexa, que gera uma enorme imprevisibilidade. Em todas as questões decisivas, o Conselho de Segurança foi incapaz de agir e isso é particular­mente preocupante. Recentemente, ouvi um dos meus colegas comen­tar que ainda não tinha percebido se estávamos em transição para um mundo com uma nova estrutura ou se, pelo contrário, esteja era o no­vo estado do mundo - de caos nas relações internacionais.
Para que lado se inclina? 
Penso que a tendência, até pela evo­lução da economia dos diferentes actores, será para que se evolua para uma multipolaridade. Mas convém recordar que um mundo multipolar sem estruturas multilaterais fortes pode ser extremamente perigoso. A Europa era assim antes da I Guerra Mundial.

Nesse mundo, aliás, a moeda corrente volta a ser o nacionalismo. Na Rússia como na China e até na Europa. A nossa crença na interdependência da globalização afinal está a alimentar o nacionalismo.
 
Em relação às grandes potências, esse regresso seria facilmente pre­visível. Apôs o fim abrupto da União Soviética e até de algum sentimento de humilhação sentido pela Rússia, seria previsível uma tentativa de re­afirmação nacional - independen­temente da forma como está a ser feita. Da mesma forma que, sempre que um país emerge como potência económica, mais tarde ou mais cedo quer afirmar-se como uma potência política. Era também previsível que isso acontecesse na China. A questão é saber se é ou não é possível criar formas multilaterais de governança que possam enquadrar esses nacionalismos num sistema de cooperação internacional que seja eficaz.
Mas creio que enfrentamos um conjunto de outras situações que tornam mais difícil a capacidade da comunidade internacional para en­frentar os desafios do nosso tempo.

A Europa vai viver uma progressiva perda de influência à escala mundial. Pode fazê-lo de forma desordenada e com um preço muitíssimo mais elevado para os europeus, ou pode fazê-lo assumindo colectiva­mente os seus valores

Quais são eles?

Primeiro, fala-se muito de falta de liderança e, muitas vezes, essa falta é apresentada em termos pessoais: que saudades temos de Willy Brandt, de Olof Palme, de Bruno Kreisky, para falar apenas do socialismo. Co­mo se o problema fosse de falta des­sas pessoas excepcionais. Creio que a questão é bastante mais funda. Por um lado, a forma como a vida políti­ca tem evoluído com uma crescente promiscuidade com os media trans­formou a política numa actividade muito pouco atractiva para as pes­soas de grande qualidade. E, por ou­tro lado, há um divórcio crescente entre estruturas políticas e a opinião pública, embora tenhamos à nossa disposição uma panóplia de novas tecnologias que poderiam ajudar a organizar de uma forma mais mo­derna as relações entre poder polí­tico e cidadania. O projecto europeu é de alguma forma vítima de tudo isso. E a ausência de uma Europa forte e politicamente unida em to­das estas crises internacionais é um factor particularmente grave.
Obama tentou mudar a relação dos EUA com o mundo, de acordo com as transformações mundiais. Tentou durante quatro anos oferecer uma forma de cooperação com a Rússia que não resultou. Tem pela frente um movimento fundamentalista islâmico ainda mais aterrador. Conseguiu sentar os iranianos à mesa das negociações. Intervém, tarde e a más horas, na Síria.
Mas tudo o que disse apenas reforça a ideia de que a capacidade ame­ricana de influenciar é hoje muito menor. Quando olhamos para a pre­sidência de Obama, ela também foi vítima daquilo a que eu chamaria "uma vingança do passado". No ini­cio da sua presidência era muito cla­ra uma estratégia centrada na ideia de que o futuro centro das relações internacionais era o Pacífico e que a relação crucial seria entre os Es­tados Unidos e a China.
De alguma maneira, é.
Não estou a dizer o contrário. Penso que esta visão de futuro faz sentido. Acontece que Obama acabou por ser vítima não da incapacidade de responder aos desafios do futuro, mas da vingança dos problemas do passado. Não foi possível libertar-se da questão do Iraque. O problema palestiniano continua a corroer as relações entre o mundo ocidental e o mundo islâmico. Portanto, esta questão tem hoje uma centralidade ainda maior do que o início da sua presidência. E mesmo que as rela­ções de reset com a Rússia fossem um esforço notável, de repente te­mos na Ucrânia a vingança de uma Guerra Fria mal acabada, de um cer­to excesso de optimismo em relação ao facto dc o fim da União Soviéti­ca não ter sido visto com suficiente atenção. De alguma forma, temos um presidente cuja estratégia virada para o futuro é permanentemente posta em causa pelo regresso dos problemas do passado.

Mas creio que o tempo presente é marcado por uma outra série de questões para as quais ainda não foi encontrada uma resposta. Se algu­ma contribuição deu a civilização europeia à civilização universal, ela tem muito a ver com os valores do Humanismo - a tolerância e o prima­do da razão. Ora, esses valores que tínhamos como adquiridos deixaram de existir. E há três factores que os contrariam. Em primeiro lugar, os nacionalismos agressivos; em se­gundo lugar, os fundamentalismos religiosos que não são apenas o fun­damentalismo islâmico; e finalmen­te os conflitos étnicos que não têm justificação nos tempos modernos, mas que estamos a ver multiplicar-se de uma forma particularmente agres­siva, com o afloramento de formas de racismo e xenofobia, mesmos nas sociedades mais desenvolvidas.
 
Muita gente pensou que a crise financeira que se abateu sobre os EUA e, depois, sobre o resto do mundo iria acelerar o declínio americano. Hoje, a economia americana está a recuperar e são alguns desses países que estão com problemas económicos. Há aqui um factor que pode reequilibrar as coisas? 
Acho que o grande erro dos analistas é pegar nas circunstâncias do mo­mento e tentar extrapolá-las para a eternidade. É verdade que a influ­ência relativa dos EUA no mundo diminuiu em relação ao que era há 20 anos. Mas é também verdade que os Estados Unidos continuam a ter uma capacidade económica e um dinamismo absolutamente no­táveis. As duas coisas são verdade. Não se pode pensar que poderemos regressar ao período de hegemonia americana no passado, mas também não se pode pensar que os EUA deixam de ser o país mais importante na economia mundial e ainda a força militar mais significativa.
Fazendo que os outros tenham de levar em consideração de novo a sua capacidade económica e política.
Hoje é evidente que nada se pode fazer sem os EUA, mas os EUA já não podem fazer nada sozinhos. Não há forma de combater as alte­rações climáticas sem envolver a China, que já é o maior poluidor. O mais preocupante é a incapacidade dos países indispensáveis a um novo consenso mundial de conseguirem ultrapassar as desconfianças para se juntarem de uma forma positiva face aos grandes desafios do tempo presente, sejam eles os conflitos, as alterações climáticas, as pandemias ou a pobreza.

Mas a minha esperança ê que is­so, mais cedo ou mais tarde, acabe por acontecer, porque hoje estão em causa questões verdadeiramente dilemáticas em relação ao futuro da humanidade. A minha visão é que, para o fazer, é necessário liderança e espírito de compromisso, mas seria bom também olhar para a possibi­lidade de fazer algumas reformas que levassem a um multilateralismo mais efectivo.

E nós vimos isso na própria União Europeia: o enfraquecimento das ins­tituições europeias não ajudou à re­solução dos problemas europeus.
Mas quando olhamos para o mundo é muito difícil sermos optimistas. Mesmo na Europa não há grandes razões para optimismo.

É um caso muito particular. Primei­ro, porque é o continente onde, mes­mo que em termos relativos, se vive uma certa decadência, quer em rela­ção às novas potências emergentes, quer em relação aos próprios Esta­dos Unidos. Há um sentimento de frustração evidente. Por outro lado, vivemos numa situação paradoxal: os problemas europeus obviamen­te não podem abdicar de um forte contributo nacional de cada país, que tem de assumir as suas respon­sabilidade e fazer o que lhe é devido para as soluções dos problemas que são colectivos. Mas também é óbvio que não há resposta aos problemas da Europa que não seja europeia. Infelizmente, a evolução política, a credibilidade das suas instituições e o próprio divórcio entre as elites políticas e a cidadania têm levado a que cada vez mais europeus sejam contrários ao grau acrescido de in­tegração que seria necessário para resolver os seus problemas. Espera­mos que este paradoxo se resolva, mas, neste momento, a Europa en­frenta uma crise grave.
 
O que se vê hoje, mesmo com este crescimento dos que precisam de protecção, é uma vaga de xenofobia que varre a Europa desde a Suécia à Alemanha, que não tem a ver directamente com as dificuldades sociais e que condiciona os governos europeus.

Apesar de tudo, esses fenómenos são minoritários. O que tem havido é falta de coragem dos partidos que governam a Europa para os comba­ter em nome de valores e de princi­pieis. Hã um tacticismo político que só tem favorecido o crescimento dessas forças. Pense num jovem em Franca de ascendência argelina que não teve sucesso na sua formação, que vive num bairro relativamente degradado da periferia de uma gran­de cidade, que não tem emprego e que está revoltado. Há 20,30 anos, havia uma série de ofertas ideoló­gicas para exprimir a sua revolta. Hoje não há. Para este jovem a única coisa que está disponível é o Islão radical. Da mesma forma, para um outro jovem de outra origem étnica que não tem emprego, que vê o seu futuro sem esperança, que sente a insegurança, a única forma de expri­mir a sua revolta é o nacionalismo xenófobo. Há aqui um combate por valores e princípios que as forças políticas nacionais têm de assumir, sob pena de perderem a capacidade de enquadrar positivamente as suas sociedades.

O que vemos é que as coisas não vão nesse sentido.
Mas também há exemplos positivos. Justamente nos países que mencio­nou: a Alemanha e a Suécia. Cerca de metade dos pedidos de asilo na Europa foram feitos nesses dois pa­íses. A Alemanha tem uma atitude muito generosa em relação aos sí­rios.

E começa também a ter as manifestações de segunda feira em relação à imigração islâmica.

Isso pode ser verdade, mas também tem uma enorme pressão da sua opi­nião pública para receber os sírios. O que é preciso é que as forças polí­ticas centrais não deixem perder os valores da solidariedade e da gene­rosidade. Mas se esses valores não se afirmam, se ninguém os corporiza, a única coisa que rica disponível são as respostas irracionais e de revolta.

A Alemanha impôs a sua resposta à crise da divida, levando a quatro anos de dura austeridade, O resultado é a estagnação da economia europeia e o risco de deflação. Ninguém se lembrou de tirar as ilações políticas desta receita, que agora estão à vista.
 
Isso só revela que não há respostas tácticas para um problema estra­tégico. O euro foi concebido co­mo o final da integração. Ora, era apenas um passo para cujo êxito era necessária mais integração. A minha esperança é que o que tem de ser tem muita força e que, um dia, as pessoas percebam que o caminho não é a renacionalização das políticas, que não leva a coisa nenhuma, e que a maneira de resolver o problema é resolve-lo conjuntamente.
Mas a hegemonia alemã é um factor novo. Os interesses dos outros países têm de ser levados em conta.

Mas isso exige também que os outros países compreendam a necessidade de assumir as suas responsabilidades a todos os níveis. E isto é verdade pa­ra a economia, como é verdade para o asilo. O exemplo do asilo é o con­trário: a Alemanha recebe o maior número de requerentes de asilo em todo o mundo. E temos países eu­ropeus a fechar as suas fronteiras. É preciso que cada país assuma as suas responsabilidades.
 
Acreditar na Europa passou a ser uma matéria de fé? 
A Europa, em termos relativos, vai viver uma progressiva perda de influência à escala mundial. Pode fázê-lo de forma desordenada e com um preço muitíssimo mais elevado para os europeus, ou pode fazê-lo assumindo colectivamente os seus valores e assumindo uma estratégia comum para aproveitar ao máximo o que é ainda hoje um extraordiná­rio património europeu. Com tudo o que se possa dizer acerca da relativa decadência europeia ou da relativa ascensão de outros países, eu con­tinuo a preferir ser europeu e viver na Europa.

A Europa teve um ano muito particular. Enfrenta a crise na Ucrânia para que não estava preparada, porque não tinha uma estratégia para a Rússia. Conseguiu manter se unida e soube coordenar-se com os EUA. Tem o Mediterrâneo transformado em cemitério, e está rodeada por um arco de crise e instabilidade no seu flanco sul e sudeste. Tem a Turquia perdida. Há 10 anos era o modelo para o mundo, hoje não sabe como lidar com ele.
Se há uma coisa que é evidente, é a ausência de Europa política no mun­do enquanto tal. Há uma presença francesa, uma presença inglesa, não há uma presença europeia. Mas é também verdade que essa política europeia teria de enfrentar um con­junto de situações muito complexas e que também elas se traduzem em heranças não resolvidas. A heran­ça de uma Guerra Fria que não foi completamente resolvida. A heran­ça de uma forma de tratar a Turquia que, na minha opinião, foi comple­tamente errada. À Turquia devia ter sido dada no momento próprio a garantia de que entraria, se cum­prisse os critérios de Copenhaga. Isso não aconteceu e entregou-se a Turquia à possibilidade de escolher outros caminhos. E agora pagam-se as consequências disso. E também em relação à Primavera Árabe não foi feito o suficiente.

Lernbro-me que, no início da nossa democracia, tivemos um apoio ma­ciço da Europa, incluindo financei­ro. A Tunísia, o Egipto não tiveram o mesmo apoio. Não houve a visão para compreender que essas jovens democracias eram muito frágeis e precisavam de uma solidariedade maciça. E, quando se é egoísta nas relações internacionais, isso normal­mente dá muito mau resultado.
 
A falta de liderança internacional, que sentimos tanto, fez do Papa o grande herói de crentes e não crentes, mostrando que as pessoas são sensíveis aos valores. 
Independentemente da falta de ou­tros lideres, há que reconhecer que este Papa foi uma lufada de ar fresco não apenas na vida da Igreja, mas nas relações internacionais. O Papa Francisco é um dos sinais de espe­rança que, apesar de tudo, nos faz pensar que a humanidade pode dar a volta a muitos dos problemas que hoje não consegue resolver.

Teresa de Sousa
Jornal PÚBLICO DOM 28 DEZ 2014

AS CONGOSTAS



AS CONGOSTAS


Estreito e comprido arruamento medieval já desaparecido


Segundo um bom dicionário da lín­gua portuguesa, congosta ou quingosta, como, também, por vezes, aparece escrito, significa "caminho estreito e comprido, mais ou menos decli­voso".  
Era exatamente essa a fisionomia da an­tiquíssima Rua das Congostas, que existiu no Porto e que tantas vezes é citada por Ca­milo Castelo Branco na sua imensa obra, mormente no seu romance "O sangue".

Começava essa velha artéria, se assim se pode dizer, junto da antiga Rua Nova, de­pois dos Ingleses e hoje do Infante D. Hen­rique, e acabava, digamos assim, junto à ponte de S. Domingos, ou seja, à entrada do atual Largo de S. Domingos, para quem nele entra pela Rua de Mouzinho da Silveira.

A ponte existia. Atravessava o medieval rio da Vila para permitir o trânsito de pes­soas e animais entre aquele largo e a antiga Rua de S. Crispim, que ficava do outro lado, mais ou menos ao cimo da Rua de S. João, e à entrada da Rua da Bainharia.

Era ali que se situava o Hospital de S. Cris­pim, fundado em 1307 por Martim Vicen­te Barreiros e seu irmão João Anes Palmei­ro, ambos cidadãos do Porto.

Funcionou, primeiro como albergaria para peregrinos e por isso se chamou dos Palmeiras, passando mais tarde a ser admi­nistrado pelos sapateiros, ficando depois disso a ser conhecido por Hospital de S. Cris­pim e S. Crispiniano, padroeiros dos fabri­cantes de calçado. Aliás, junto ao hospital havia uma capela dedicada aos santos protetores dos sapateiros.

É a mesma que hoje está ao cima da Rua de Santos Pousada. Quando se abriu a Rua de Mouzinho da Silveira (1877), o templo foi demolido e a irmandade de S. Crispim e S. Crispiniano reconstruiu-a no local onde agora se encontra.

Da velhíssima Rua das Congostas, dizia-se, aliás, em tempos idos, que era o "arrua­mento dos sapateiros", por nele terem as suas oficinas os mestres do "nobre oficio" de sapateiro.

O sitio onde, naquele tempo, estava a ponte devia ser bem curioso. Lê-se, com efeito, num documento relativo à alberga­ria de Santa Clara, da Rua dos Mercadores, ali muito perto, que junto à tal ponte de S. Domingos, a que também chamavam Cruz de S. Domingos," havia umas estalagens boas e grandes e muitas casas novas".

No tal Largo de S. Domingos, havia des­de, pelo menos, a era de quinhentos um cu­rioso chafariz, mesmo ao meio do logradou­ro. Foi retirado do sítio já no século XIX (1882) e no seu lugar construiu-se uma ca­pela da invocação de Nossa Senhora das Ne­ves, mas a que o povo chamava Nossa Senhora da Escada, porque era através de uma escada que a ela se tinha acesso. O chafariz, depois de ter andado por vários sítios, está agora na Praça da Trindade, nas traseiras do edifício da Câmara do Porto.

O tal "caminho estreito, comprido e de­clivoso" já devia existir, sem qualquer nome, como simples carreiro de passagem, quando, na segunda metade do século XIII e por iniciativa do bispo D. Pedro Salvado­res, os frades dominicanos se instalaram no Porto.

Para construírem o seu convento, o pre­lado ofereceu aos padres pregadores "uma capela acompanhada de uma morada de ca­sas dispostas em quadro, a modo de claus­tro com um pedaço de terreno bem largo com espaço para nele se fazer oficinas e plantar hortas".
 

A RUA DE SOUSA VITERBO É A MAIOR HERDEIRA, SE ASSIM SE PODE DIZER DA ANTIGA RUA DAS CONGOSTAS 

Aquele legado, nos dias de hoje, com­preendia nos seus limites o atual Largo de S. Domingos e uma boa parte do ter­reno hoje ocupado pela Praça do Infante D. Henrique, o troço da Rua de Ferreira Borges na parte mais alta e toda a área da Rua de Sousa Viterbo. Podemos dizer aliás que o traçado desta artéria corres­ponde, em certa medida, à velhíssima Rua das Congostas, de que restam ainda alguns vestígios no pátio de S. Salvador, junto da capela da mesma invocação, que nos recorda a existência, naquele mesmo sítio, do medieval Hospital de S. Salva­dor das Congostas.

O elemento mais relevante da desapare­cida Rua das Congostas era a fonte que nela existia e que, por isso, se chamava fonte das Congostas. Desconhece-se desde quando ali foi instalado um chafariz, mas deve ser anterior ao século XIV. Sabemos, por exem­plo, que numa provisão régia do ano de 1395 se aconselhava a Câmara a "aprovei­tar os sobejos da água da fonte do Almazém (Alfândega - Casa do Infante) para alimen­tar uma fonte pública que se devia construir nestes sítios". Uma alusão, sem dúvida, à construção da fonte das Congostas. Ignora-se, no entanto, a data em que começaram os trabalhos.

No século XVII, a fonte das Congostas era abastecida com água proveniente do aque­duto de Paranhos. A fonte era monumental, com a frontaria a lembrar um retábulo e em que estava esculpido o escudo real adotado por D. João II. Tinha duas bicas: uma onde se abasteciam os vizinhos; outra destinada exclusivamente aos aguadeiros.

A HISTÓRIA
DA CAPELA DOS PASSOS


A Capela do Senhor dos Passos, que está na esquina da Rua de Ferreira Borges (foto, que representa uma procis­são ao Senhor Fora), à entrada das escadas que levam à Igreja se S. Francisco, nem sempre ali esteve. Trata-se de uma das pou­cas capelas que ainda existem no Porto de­dicadas à devoção da Paixão de Jesus, a viacrúcis. Na Foz do Douro, conservam-se vá­rias dessas capelas. Mas no chamado centro histórico da cidade, onde também houve muitas, restam duas, a que está à entrada da Rua de S. Sebastião, junto a Sé, e esta que, originalmente, esteve na esquina da antiga Rua Nova, hoje do Infante D. Henrique, com a desaparecida Rua das Cangostas.

JORNAL DE NOTÍCIAS 28 DEZ, 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

BUTE RING FENCING AÍ?

EM MANUTENÇÃO






Por Luís Pedro Nunes


BUTE RING FENCING AÍ?
 
Temos pena? Não? Oh YOLO! 
Todos os anos são eleitas palavras novas e tidas como sendo as mais marcantes pelos fulanos dos dicionários de língua inglesa. Nos últimos tempos, e como é natural, as expressões ligadas à tecnologia têm sido as eleitas. Se bem que entre EUA e Grã-Bretanha os termos não sejam bem os mesmos. Este ano venceu selfie. Acho. Não é relevante. Pode também ter sido vape que é o ato de dar uma passa em cigarro eletrónico. Mas hoje é muito difícil entrar na linguagem das redes sem estar dentro dos acrónimos. Estes, sim, os verdadeiros porteiros na compreensão de uma qualquer conversa escrita. Há o seu significado imediato: o que querem dizer as iniciais que abreviam. E o contexto em que é utilizado e que pode ter um efeito de compensação. Exemplo? É ver um dos mais usados: o trágico YOLO.

O YOLO parece ser um hinozinho à vida. You only live once — tu só vives uma vez. E está por aí em tudo o que é resposta de adolescente que arreganha a narina direita no seu tédio existencial. Filosofemos então. O propósito do uso do abjeto YOLO, ao contrário do abominável carpe diem (usado por pessoas que nunca se divertem) não é um incentivo à ação mas um damage control. O YOLO usa-se quando já se fez asneira. É um acrónimo desculpabilizador: bateste com o carro do papá? Bah, YOLO.

Não há que perder estas nuances de vista. A mais detestável expressão que ganhou fulgor nas redes sociais em Portugal nos últimos tempos é o “temos pena”. É uma expressão filha da crise e que significa exatamente o contrário. “Não temos pena.” Contudo, é a forma que as pessoas encontraram de manifestar algum regozijo pela desgraça alheia (normalmente “poderosos” ou qualquer coisa de género). Post: “Maria Bettencourt foi despejada e está a viver num quarto de pensão e vai comer à sopa dos pobres.” Resposta: “Ah é? Temos pena.” Ironia malvada. Não há piedade. Há gozo. A Maria foi lixada pela crise. Não está a dizer YOLO. É um “bem feito”, sem se assumir.

Tudo isto para chegar à expressão do ano. Por mais voltas que se dê, o “ring fencing” é sem dúvida o anglicismo que marcou a vida dos portugueses. Surgiu levemente nas comissões do BES mas acabou por fazer parte do quotidiano do jovem urbano nestes dias finais de 2014. Quando surgiu parecia qualquer coisa ligado à gaiola do MMA (a cena de porrada de artes marciais mistas). Também podia ter a ver com sexo (no limite qualquer expressão inglesa em gerúndio pode, ainda mais quando mete “furar” e “não proteger”). Mas tendo em conta o que se viu e ouviu na Assembleia é sem dúvida uma daquelas palavras que quer dizer o contrário. Não é defender mas sim “pular a cerca”. A tua namorada montou-te o cerco? Sim, mas eu vou fazer “ring fencing à Salgado”.
Jornal Expresso SEMANÁRIO#2200, 27 de dezembro de 2014

TAP DANCE

PLUMA CAPRICHOSA

 





Por Clara Ferreira Alves


TAP DANCE

Subitamente, como no caso Efromovich, o Governo avança às cegas para a venda direta, apressada, que não renderá um centavo ao Estado. A estupidez reina

A prova da incompetência, do laxismo e do oportunismo deste Governo é o modo como geriu o assunto da TAP. Que a TAP tem problemas sabe-se há muito, mas quem e como causou esses problemas terá de ser apurado. O que se fez com a TAP é um crime contra o país. A TAP começou a asneirar quando decidiu comprar um ruinoso negócio no Brasil, um nó górdio, sugando milhões e recursos da companhia sem que a atual administração tenha dado uma explicação clara da decisão de continuar a enterrar dinheiro enterrando a companhia. A administração de Fernando Pinto, tão preocupada com a imagem pública, preocupou-se menos em explicar-se ao público. Parte da explicação está na palavra Brasil. Desde que Fernando Pinto tomou conta da TAP, um dos seus objetivos foi convertê-la numa companhia brasileira para o mercado africano e latino-americano. A componente europeia da TAP foi-se perdendo. A TAP não voa para a Ásia, onde haveria interesse nacional. Não voa para Pequim ou Macau, voa para Bamako.

Não é pelo facto de as regras europeias impedirem o Estado português de acudir à TAP que ela se encontra na bancarrota. Se o Estado utilizou mal a TAP como uma companhia sua sem pagar, com as mordomias que fizeram a má reputação da transportadora, também é certo que a TAP sobreviveria se tivesse evitado uma decisão de gestão que comprometeu o seu futuro financeiro, o alargamento ou renovação da frota e a contratação de pessoal. A TAP possuía ótima reputação no meio, ótimos pilotos de competência reconhecida internacionalmente, tripulações bem formadas profissionalmente e que faziam das tripulações da British e da Air France uns amadores. Possuía ótimos engenheiros e técnicos de manutenção. O momento em que a TAP começa a perder a cabeça pode resumir-se ao dia em que a Varig ficou em terra. O que pode um destes dias acontecer à TAP. A TAP ambicionou substituir a Varig, ou comprar a Varig. Em vez disso, tornou-se uma nova Varig. Descambou. Com uma frota reduzida e o monopólio das rotas, os preços foram tão inflacionados que brasileiros, portugueses e angolanos acabaram a apanhar o avião em Madrid ou no Dubai. Lembro-me de ir para o Rio por 700 euros na Iberia contra 1470 na TAP. Consciente do monopólio e do poder de mercado, a TAP falhou os clientes.

Quase no ponto de não retorno, o Governo resolveu, num desconchavo, entregar a TAP a um aventureiro dos aviões, com o beneplácito de Fernando Pinto, que continuaria ao leme. O dossiê TAP/ Efromovich seria entregue ao escritório de José Luís Arnaut, leu-se no jornal. Palavras para quê? Entretanto, todos os concorrentes sérios à privatização da TAP evaporaram-se. Devido a pressões públicas e privadas, o Governo recuou, mas a falência da TAP, a sua tesouraria a descoberto apressaram um processo que só deveria ser encetado depois das eleições para um novo Governo. É um dossiê complexo, que deveria ter sido estudado com cuidado pelos dois partidos, o PS e o PSD. A TAP deveria ter sido considerada prioridade nacional. O ministro Pires de Lima disse que não se privatizaria nesta legislatura. E desdisse porque não sabe o que diz. Privatizar como? Dispersão em bolsa ou venda direta? Totalidade ou parcialidade? Um especialista americano com quem falei e que representava um grupo interessado, capitais estrangeiros, era de opinião que o Estado deveria manter 51% da TAP, como companhia de interesse nacional. Estamos a falar de um capitalista americano que fez fortuna na aeronáutica. Subitamente, como no caso Efromovich, o Governo avança às cegas para a venda direta, apressada, que não renderá um centavo ao Estado. Fala-se em mexicanos (!!!), brasileiros, companhias de quinta ordem, empresários inexperientes no sector. A estupidez reina. O Governo ameaça a TAP. Ameaça o povo português. E esconde a mão, como sempre. No final do mandato, este Governo perdeu legitimidade para uma operação destas. Pinto continua a suspirar pela privatização mas sabe que Pais do Amaral e Frank Lorenzo prometeram mantê-lo em funções. Porquê? Porque ninguém em Portugal sabe gerir uma companhia aérea.

A TAP precisa de uma injeção de capital privado, mas o Estado deve manter a maioria e convencer Bruxelas a salvar a TAP. Este o único ponto em que me afasto do manifesto de António Pedro Vasconcelos, que é contra qualquer privatização. A TAP pode e deve ser privatizada em parte, porque precisa agora de muito dinheiro e não compete ao Estado sustentar sozinho, no século XXI, uma companhia aérea. É demasiado caro. Com uma boa e renovada equipa de gestão, há concursos para isso, com regras sérias e transparentes de concorrência e com o apoio de consultores imparciais, com os mercados que tem, a TAP seria um bom negócio. E não uma sangria de capital e de pessoal. É um imperativo travar esta venda ao desbarato.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2200, 27 de dezembro de 2014

A prisão e o poder








Miguel Sousa Tavares


A prisão e o poder

ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO
1 No domingo, passei à porta da prisão de Évora onde José Sócrates cumpre “a pena preventiva” de prisão preventiva. Já a noite se instalara, as câmaras e repórteres de televisão ali acampados tinham-se retirado e apenas escuridão vinha lá de dentro. Nunca estive preso e custa-me imaginar o que possa ser tal violência, muito embora já tenha visitado vários presos, a começar pelo meu pai, no Forte de PIDE, em Caxias, onde às vezes cumpria uma espécie de penas preventivas pelo crime de querer viver em liberdade. Anos vividos em estado de excepção de direitos e garantias individuais e anos de prática de advocacia criminal não me permitiram ficar imune à violência que estar preso representa sempre, sobretudo se preventivamente. Não quer dizer que me oponha à prisão preventiva ou que não entenda a sua necessidade e fundamento em determinadas situações, apenas que não abdico da exigência de que ela seja absolutamente excepcional e fundamentada. Na minha maneira de ver, a prisão preventiva serve, nomeadamente, para que um marido que já agrediu a mulher e prometeu matá-la, não fique em liberdade para cumprir a promessa, como várias vezes vimos suceder. Mas não pode servir, por exemplo, para facilitar a investigação ou pressionar os presos preventivos a confessarem o que se pretende, desse modo dispensando a investigação de mais trabalhos e canseiras.

Os que alegremente vibram de entusiasmo com a prisão preventiva de José Sócrates, sem poder ter qualquer convicção séria sobre a sua inocência ou culpabilidade (como eu próprio não tenho), e que engolem, sem se questionar, todas as teses sem contraditório que a acusação vende nos pasquins que cultiva, são, quer o admitam quer não, gente para quem o Estado de direito é apenas uma ficção piedosa. Dizia há dias o deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, sobre a prisão de Sócrates: “Congratulo-me por a Justiça ter tido o atrevimento, a coragem, de investigar até ao ponto a que chegou”. Mas qual é o ponto a que chegou? É o ponto a que chegaram o “Sol” ou o “Correio da Manhã”? A fazer fé no relato dos jornais, o que até agora sabemos da tese da acusação é que ela assenta numa série de presunções, cuja prova terá de fazer (e não é nos jornais e sem contraditório): presume que 22 milhões de euros que estavam numa conta da Suíça em nome do amigo do ex-primeiro-ministro eram, de facto, deste; presume que esse dinheiro lhe veio por corrupção; presume que Sócrates levava uma vida de luxo em Paris, paga pelo amigo, embora com dinheiro seu; presume que o trabalho de Sócrates numa empresa farmacêutica era fictício e apenas para lhe permitir reaver dinheiro seu, sob a forma de salário; e presume que o dinheiro da Suíça, depois de ter regressado a Portugal, sempre em nome de Carlos Silva, emigrava para Paris com destino a José Sócrates, em malas carregadas pelo seu motorista, viajando de carro — num esquema de lavagem de dinheiro absolutamente incompreensível e absurdo.

Para começar a desmanchar esta meada de presunções, a acusação, aparentemente, começou por baixo e não por cima: pelo motorista e as tais viagens a Paris. Há quinze dias, escrevi aqui que havia qualquer coisa de curioso nas notícias que davam conta da vontade de João Perna de proceder a novas declarações e na eventualidade de vir a beneficiar do estatuto de arrependido. Ora, sucedeu que, de facto: a) prestou novas declarações; b) o seu advogado apareceu a falar de uma “mudança de estratégia” e a insinuar viagens dele ao estrangeiro, como pretendia a investigação; e c) após isto, foi mandado para casa, passar o Natal. Concluam o que quiserem, mas uma conclusão impõe-se por si só: nunca houve razão válida para lhe determinar a prisão preventiva. Talvez tenha havido razão, mas não foi válida.

A esta luz, compreende-se bem a decisão do procurador e do juiz de recusarem a Sócrates e a este jornal a possibilidade de uma entrevista presencial. Sócrates não estará, manifestamente, disposto a “colaborar” com a investigação: ele quer, sim, ter hipótese de a contraditar — o que é diferente de a perturbar. As explicações contidas no despacho de recusa são absolutamente pífias, pressupondo que alguém tenha de ficar preso preventivamente até que a investigação apure tudo o que pretende. O que incomoda o tribunal não é que Sócrates pudesse perturbar a investigação (não precisam dele preso para obter informações de agências de viagem, por exemplo). O que os incomoda é que, falando, Sócrates pudesse perturbar a verdade estabelecida e divulgada publicamente pela acusação. Assim, é, sem dúvida, mais fácil acusar, formar a opinião pública e condicionar a própria convicção do tribunal de julgamento.


O que incomoda o tribunal não é que Sócrates pudesse perturbar a investigação, mas, sim, que, falando, pudesse perturbar a verdade estabelecida

2 Longe vão os tempos em que Cavaco Silva, Presidente da República, desancava publicamente o primeiro-ministro, então José Sócrates. Vivia-se em pleno auge da crise internacional, que tinha desencadeado a crise das dívidas soberanas que ninguém previra, mas, para Cavaco, a culpa das dificuldades de então era toda e exclusivamente do Governo. A tal ponto que, não se atrevendo a despedi-lo, incitava os jovens a revoltarem-se contra o Governo. Hoje, depois de três anos e meio de dificuldades nunca antes experimentadas, depois de centenas de milhares de desempregados e emigrados, depois de um assalto fiscal sem precedentes nem fim à vista, Cavaco Silva, Presidente da República, manifesta ao actual Governo toda a sua leal e inabalável colaboração, no excelente trabalho que estará a levar a cabo. E, para que dúvida alguma pudesse subsistir, ao cair do dia, assinou de cruz o decreto-lei de privatização da TAP.

Infelizmente, quer para o Presidente quer para o governo, no mesmo dia em que aquele assim cobria este, a União Europeia tornava público um relatório sobre os três primeiros meses após a saída da troika que é absolutamente demolidor para a bondade das politicas do Governo — em grande parte, diga-se, impostas pela própria troika. Em suma, o que a UE nos veio dizer é que nada de essencial mudou, depois de tantos sacrifícios e tanta devastação causados à conta da apregoada mudança. O Estado, porque não foi reformado, continua a gastar muito mais do que devia e financia-se cada vez mais à conta da subida da receita fiscal — e, consequentemente, da agonia económica. A dívida pública aumentou e as hipóteses de crescimento económico e redução do défice abaixo dos 3% dependem exclusivamente do aumento continuado das exportações e da receita fiscal, ambos não sustentáveis por muito tempo. Pelo que, diz a UE, Portugal está ainda mais exposto a uma crise avassaladora de endividamento, caso a situação internacional volte a piorar. Eis o verdadeiro balanço destes anos em que, ao que nos contaram, estiveram a tratar de recuperar definitivamente a “independência nacional”.

3 Ao saber que até o crime fiscal emergente da compra dos malfadados submarinos Trident soçobrou, por prescrição, pergunto-me se o Ministério Público consegue ganhar algum dos chamados casos mediáticos, fora dos jornais. Em doze anos de investigações, não conseguiram sequer levar a julgamento os homens da Escom, que repartiram entre si 16 milhões de comissões na compra dos submarinos pela acusação de não terem feito contas com o fisco. Desta vez, ao que percebi, a culpa foi da Alemanha e das Bahamas, da falta de colaboração internacional e etc. Como será que os outros investigam e condenam, em casos semelhantes?

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2200, 27 de dezembro de 2014

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Mr. Turner



Mr. Turner

Título original: Mr. Turner
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: GB, 2014, Cores, 150 min.
Joseph Mallord William Turner nasceu em Londres (Inglaterra), em 1775, numa família modesta. Com um invulgar e surpreendente talento para o desenho e a pintura, viria a tornar-se um dos maiores vultos mundiais das artes plásticas. Mestre da pintura paisagística, tanto em óleo como em aguarela, foi responsável pela elevação do estatuto desta forma particular de arte. A sua produção era indissociável do fascínio pela cor e pela luz, traduzido em técnicas que seriam, anos mais tarde, retomadas pelos impressionistas. O mar e as tempestades eram temas de eleição de Turner, ao ponto de se ter amarrado ao mastro de um barco para pintar um temporal. Mas o artista distinguiu-se também pela personalidade forte, excêntrica e obstinada. As elites do seu tempo votavam-lhe um misto de desprezo e de inevitável reconhecimento do seu génio indisciplinado. Morreu em 1851, aos 76 anos, na capital inglesa, depois de proferir a lendária frase "O sol é Deus". Não deixou mulher nem descendência, mas deixou um legado imenso – até o Prémio Turner, o conceituado galardão britânico de arte, lhe deve o nome.
Um "biopic" de Mike Leigh que reconstitui os últimos anos de vida de um dos mais importantes e influentes artistas britânicos, procurando "explorar o homem, o seu trabalho, as suas relações, o seu modo de vida", nas palavras do realizador. Leigh regressa assim aos filmes de época, depois de "Vera Drake" (2004). Para o papel principal, escolheu Timothy Spall, com quem trabalhara em ocasiões anteriores ("A Vida é Doce", "Segredos e Mentiras", "Topsy Turvy"). A sua interpretação do pintor romântico valeu-lhe a distinção de melhor actor do Festival de Cannes e da Academia Europeia de Cinema.
PÚBLICO




E fez-se luz
Mr. Turner  Inglaterra Bio­grafia  150m  M/12 De MikeLeigh   Com Timothy Spaii ePaulJesson   Nota 81%
Pedro Marta Santos: J. W. Turner, o maior pintor britâ­nico de sempre (Millais está circunscrito na História, e só o tempo julgará a dimensão de Francis Bacon e Lucian Freud) recebe o merecido tra­tamento - bonomia, fragili­dade, o génio da luz - pelas mãos do grande Mike Leigh ("Nu", "Segredos e Menti­ras"), um dos raros cineastas contemporâneos para quem a condição humana não guarda segredos.
O Turner de Leigh é mer-curial mas bem disposto, frio (mulher e filhas são ignora­das) mas magnânimo com os colegas de profissão, me­lancólico mas de orgulhosa fúria vital. 0 director de foto­grafia Bill Pope faz um traba­lho milagroso de revitaliza­ção do fogo crepuscular do artista, a hagiografia está longe deste oceano e o "bío-pic" - o filme biográfico -ganha um alento de huma­nidade.
Sem o mestre romântico, o "Impressão, Nascer do Sol" de Monet, pedra basilar do Impressionismo, não existi­ria. Turner forever, pois. tentações 23 DEZ, 2014

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