Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

EMIR KUSTURICA “A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR”

EMIR KUSTURICA

“A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR”


Emir Kusturica torna à guerra que lhe deu justa fama e muito proveito.
Depois de um interregno de anos em que quase se diria ter trocado o cinema pela música, está de volta com um filme estrepitoso


Entrevista Jorge Leitão Ramos em Veneza

O realizador sérvio regressa ao tema da guerra nove anos após o seu último filme

Mais de vinte anos depois de “Underground”, o cineasta sérvio sublinha o absurdo e carrega consigo o peso da violência e o ímpeto de um caos cinematográfico que aponta sempre para um visionarismo que não se detém perante nenhum excesso, nenhum sarcasmo, nenhum desafio. Falei com Emir Kusturica em setembro, durante o Festival de Veneza, onde “Na Via Láctea” teve estreia mundial.

Nove anos depois da sua última longa-metragem, voltou ao cinema e voltou à guerra, como tema. Mas não é claro se é a guerra dos Balcãs, se é outra guerra qualquer na Europa.

A guerra tornou-se uma realidade vulgar na vida humana. Desde os anos 90, quando se desencadeou a guerra na Sérvia que há chamas um pouco por todo o mundo e nunca pararam. E se olhar para a realidade de hoje, pode ver que a guerra se tornou uma realidade a que nos vamos acostumando. Veja: em agosto houve uma tragédia em Itália [o tremor de terra que devastou Amatrice]. Nos primeiros dias, primeira página em todos os jornais, logo a seguir, silêncio, a nossa atenção passou para a notícia seguinte. A Humanidade perdeu o sentido da compaixão e a razão primeira foi que a guerra é hoje um parâmetro da nossa existência. Neste filme quis confrontar esta estranha atividade que, infelizmente, também é responsável por algumas grandes conquistas tecnológicas que usamos diariamente. A internet, por exemplo, foi gerada como parte de uma máquina de guerra.


Estava estabelecido desde o princípio que interpretaria o papel principal?
Infelizmente, sim.

Porque este filme parte da curta-metragem “Our Life” que fez para o filme coletivo “Words With God”?

Claro. Na realidade, o projeto de “Na Via Láctea” começou com esse segmento que está no fim deste filme. Na curta-metragem, eu interpretava o monge que, todos os dias, carregava pedras pelo monte acima e depois as deitava para o chão.

Uma tarefa absurda, como uma promessa a um deus cruel.

Sim — e não era preciso acrescentar nada. Mas numa longa-metragem era preciso explicar porque é que ele faz aquilo. Foi a pergunta que fiz a mim próprio. Nessa altura estava a escrever um livro onde contava a história passada no Afeganistão durante a ocupação russa, a história de um soldado que era salvo por uma serpente. Fui misturando elementos e tentando construir um filme. Foi difícil e foi demorado.

Por não encontrar uma história?

Não é bem isso. O grande problema comigo, que sou um realizador de detalhes, é depender muito dos locais, dos exteriores. Sou um realizador do espaço. Sem o espaço, o meu cinema não tem valor. É por isso que sinto muita dificuldade em trabalhar com CGI (efeitos especiais digitais). E também é complicado saltar de um lado para o outro da câmara, separar a ficção da realidade. Sempre considerei que o cinema era bom a capturar a humanidade dos atores. Quando um ator passa de uma situação a outra, ele consegue exportar os seus sentimentos, consegue exportar a radiação que a lente da câmara capta. As duas atrizes do filme [Sloboda Micalovic e Monica Bellucci] são excelentes, eu lá me fui encaixando, mas foi muito difícil. Fiquei a adorar Chaplin ainda mais. Não percebo como ele conseguiu atuar e dirigir uma vida inteira.

Mas o filme parece ter tido uma produção complicada, com os helicópteros e todos aqueles meios. Falou-se dele durante muito tempo e nunca mais estreava...

O grande problema foi o CGI. O filme esteve três anos em produção, dos quais dois exclusivamente para o trabalho de CGI. Foi a primeira vez que fiz um filme em digital e devo dizer que a qualidade é agora muito melhor que há uns anos; a imagem, os contrastes, são agora quase tão bons como os da película de 35 mm. O problema é que os efeitos especiais são muito complicados de executar. É fácil optar pelo digital, mas depois apercebemo-nos que é quase impossível fazer efeitos especiais perfeitos — e foi tudo muito demorado. Em “Na Via Láctea”, o CGI está em toda a parte, em pequenos detalhes que ninguém se apercebe. Por exemplo, a cena dos gansos a saltar para o sangue não foi feito em CGI, mas a cor do sangue, a manipulação da cor, já foi...

“O grande problema comigo, que sou um realizador de detalhes, é depender muito dos exteriores. Sem o espaço, o meu cinema não tem valor”

E o falcão?

O falcão é verdadeiro. Foi outro dos problemas que tive; parei, aliás, o filme a meio por não conseguir arranjar um falcão — e ele não era dispensável, é um dos personagens. O falcão é, aliás, um bom exemplo da diferença entre a escrita e o cinema. Num livro, é fácil escrever que ‘há uma testemunha lá em cima no céu’ e nem sequer dizer que é um falcão, mas num filme tem de se mostrar, tem de haver um falcão.

Fale-me um pouco da escolha de Monica Bellucci para o filme...

Eu quis descongelar a imagem do ícone porque, nos filmes que fez, a Monica sempre representou a feminilidade de uma forma muito decente, mas na maior parte deles, não foi muito bem posta em cena. Ela é uma mulher a 100%, mas a questão é ver como é que essa mulher reage ao pântano, como é que salta para a lama, essas coisas... E foi incrível, esforçou-se imenso. Na cena com as ovelhas, estavam mais de 40 graus quando filmámos. A cena é uma réplica da “Odisseia”, do momento em que Ulisses e os seus homens se escondem do ciclope misturando-se com as ovelhas.

Além disso, ela voa…

Voar é uma das minhas obsessões — escapar à força da gravidade sempre foi um desejo. Sabe que eu comecei a voar muito cedo, primeiro em pequenos aviões, agora tenho um helicóptero. E a ideia de voo, no cinema, sempre me interessou, colocar o espectador insensível à gravidade. A cena da queda de água — que é a que mais gosto no filme — tem a ver com isso.

Voar como os anjos de Chagall...

Chagall foi sempre uma inspiração para mim. Todos os quadros de Chagall se assemelham e eu acho que a Arte é isso: uma pessoa que passa uma vida inteira a fazer a mesma coisa.

Diria que o seu filme é um conto de fadas?

É um conto de fadas moderno. A realidade é cada vez mais agreste e negra e os contos de fadas marcam uma distância face a ela. É a maneira que tenho de me defender da realidade. A própria ideia de realismo está hoje em questão. Nos anos 60, apareceu o Godard com todas aquelas ideias sobre a objetividade do cinema — e isso é o que temos hoje nos reality shows da televisão. Ao lado, o Truffaut e muitos autores russos sempre tiveram distância face à objetividade, fizeram o que se podia chamar contos de fadas.

No seu cinema há sempre uma espécie de caos que não pode ser espontâneo...

...é um caos orquestrado...

...que nunca percebi como era organizado...
É muito difícil, mas é a minha marca, é a força dos meus filmes, a multiplicação das ações. Alguém me disse uma vez que, quando se vai ao psiquiatra, quando começamos a duvidar da nossa sanidade mental, a primeira coisa que nos pedem é para sintetizar várias linhas de pensamento numa só. Mas também é verdade que a estabilidade do cérebro está na zona da abstração, não na que produz racionalidade.

O caos tem também muito a ver com a maneira como utiliza o som, que é sempre excessivo.

Isso tem a ver com a guerra, numa zona de guerra o silêncio não existe, há sempre um estrepitar, um eco, qualquer coisa. Mas, de facto, eu acho que a mistura de som neste filme é um acontecimento na História do Cinema, o tipo que a fez é genial.

E também a música...

É do meu filho, Stribor...

Como é que trabalhou com ele?

Não trabalhei, sabe como é, pai e filho...

Ele acompanhou a rodagem?

Não, ia-me mandando bocados de música, sabe como é, pai e filho, nunca encontrámos o momento certo para nos vermos... Mas quando juntamos as minhas imagens e a música dele até parece que vivemos em harmonia.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2305 - 30 de Dezembro de 2016
Ver post do filme NA VIA LÁCTEA

Na Via Láctea

Na Via Láctea



Título original: On the Milky Road

De: Emir Kusturica

Com: Monica Bellucci, Emir Kusturica, Sergej Trifunovic

Género: Drama

Outros dados: EUA/GB/Sérvia, 2016, Cores, 125 min.

O realizador Emir Kusturica expande o seu segmento do filme de antologia Words with Gods, de 2014, que não teve estreia em Portugal, para uma longa-metragem passada durante a Guerra da Bósnia. Tem no centro uma história de amor fantasiosa entre um leiteiro – o próprio Kusturica – e uma mulher servo-italiana interpretada por Monica Bellucci, mas atravessa três fases da vida da personagem principal.
O filme inclui o típico realismo mágico do cineasta, com paisagens inacreditáveis, humor, energia, animais, música, diversão e tragédia no mesmo pacote, mas com mais efeitos especiais do que é normal. PÚBLICO

Trailer


 Ler a ENTREVISTA A KUSTURIKA

Crítica Cinema

O regresso de Emir Kusturica com um cinema que não volta mais

Há uma enorme melancolia, como se toda a promessa de reinvenção de Na Via Láctea não pudesse evitar o horizonte de perda. Está aqui um adeus.

Vasco Câmara
Eis o mais bonito casamento do ano. Ele é um leiteiro e músico que atravessa a Guerra dos Balcãs como dissidente do jogo da História, ela é uma italiana em fuga

O que é solitário e comovente em Na Via Láctea é lembrar-nos do cinema como ele já foi. Não haverá muito por onde errar: este renascimento de Emir Kusturica nove anos depois da sua última longa-metragem (Promise me this) não é um regresso porque este cinema não volta mais. Podemos saborear-lhe um gosto antigo, recordá-lo como reencontro, descobri-lo como bizarria. Será sempre um engano — não existe mais. Vamos arriscar e errar — isto não vai ter continuidade, já acabou.

Mesmo que Emir Kusturica, 62 anos, cineasta de Sarajevo, não troque os filmes pela agricultura biológica que agora o entusiasma (framboesas e maçãs, precisou no último Festival de Veneza), mesmo que faça mais filmes (mas alguém crê? “É muito difícil fazer filmes. Sou um cineasta cuja mise-en-scène é desencadeada pelo espaço, é difícil. Fazer filmes é como construir pirâmides, se levarmos o cinema a sério”, disse), estes gestos do demiurgo a criar o mundo a partir da desordem, sempre no limite, a conduzir multidões no estúdio, mesmo que seja a céu aberto, e na sala de cinema, já tiveram os seus dias contados. (Um último hurrah: três anos de rodagem, 2013, 2014, 2015, várias interrupções e recomeços: por causa de um falcão que não havia o filme começou a ser desenvolvido com essa ausência, depois o falcão apareceu e voltou-se à estaca zero; ainda, 47 dias de chuva na Sérvia; ainda as dificuldades de o cineasta estar atrás e à frente da câmara.)

O próprio Emir parece ter contribuído para o seu fim: A Vida é um Milagre (2004) e Promise me this (2007) ficam como caricaturas desse cinema que antes sacudia as salas como música para casamentos e funerais. Foi uma certidão de óbito. Data dessa altura a cristalização da auto-indulgência de rock star com charuto ameaçador, a No Smoking Orchestra, o afago de egos com o futebolista Maradona, etc., e foi essa a imagem dele que sobrou para hoje. Talvez seja ela a responsável pela cortina de fumo que impede que se aceda verdadeiramente a Na Via Láctea — um dos filmes mais displicentemente ignorados destes últimos meses e dos próximos –, talvez seja ela que impede que se oiça a música que ali se compõe. Que é diferente do carrossel que fez a apoteose de Underground (1995) e Gato Preto, Gato Branco (1998). Se se der uma vista de olhos pelos textos que já acusaram a recepção do filme percebe-se que antes de se ver Na Via Láctea o filme já tinha sido “visto”: o confronto não foi com as suas imagens, o confronto foi com uma imagem cristalizada. Sempre a falar-se de Underground e de Gato Preto, Gato Branco, mas como é possível, se em Na Via Láctea, história de amor entre um leiteiro (Kusturica) e A Noiva, uma italiana em fuga pelos Balcãs em guerra (Monica Bellucci), o cineasta inverte os dados do seu cinema?

Em pano de fundo o carrossel de animais, gansos, sim, sempre os gansos. Até as moscas parecem ter sido dirigidas. Mas mesmo se há papéis importantes para um burro, para um urso que Kusturica conhece há cinco anos e por isso se atreve a partilhar com ele uma refeição de laranjas, para um falcão e para uma cobra, o zoo funciona sobretudo como sinalização de um território cinematográfico, sendo para o espectador (e também para um cineasta que regressou do mundo dos mortos) uma afectuosa aide memoire. A guerra? Nada a ver com Underground. Na verdade, a imagem de marca ensurdecedora é delicadamente amainada. A fragilidade passa a ser a demonstração de força. Sobrepõem-se os sons da natureza, há um novo tom para uma melodia que achávamos que conhecíamos e, afinal, não: é agora o vento que toma conta da guerra e do filme.

E por isso... em vez de Underground e Gato Preto, Gato Branco fecha-se o círculo com o reencontro com o intimismo dos primeiros filmes, Lembras-te de Dolly Bell? (1981) e O Pai Foi em Viagem de Negócios (1984). Em vez de Fellini, em quem Kusturica se reconhece (disse, aliás, isto: também ele manda construir todo um set e depois coloca a câmara para filmar apenas um canto dele), a promessa é o delicado bailado aquático de um casal, como no L’Atalante (1934) de Jean Vigo.

O casal, então. Eis o mais bonito casamento do ano: Emir Kusturica e Monica Bellucci. Ele é um leiteiro e músico que atravessa a Guerra dos Balcãs como dissidente do jogo da História, ela é uma italiana em fuga. Encontro de iguais, cada um descobre em si, por causa do outro, o que de si já tinha esquecido. Monica traz a Na Via Láctea a sua capacidade de iludir, pela sua simples presença, a catástrofe (como no Irreversível, de Gaspar Noé). Emir faz uma versão de si próprio, ele que interpreta um leiteiro, um músico e que observa o vale com um monóculo (também é um cineasta, então). É um homem fora da História, figura de fragilidade pícara, um derrotado. Há uma enorme melancolia no olhar que aqui se deixa a descoberto, como se toda a promessa de reinvenção da última hora do filme não pudesse evitar o horizonte de perda — não passa despercebido o facto de alguns efeitos digitais entrarem pelo filme adentro confirmando a impossibilidade deste cinema poder ser como era. Apostamos que neste olhar de Kusturica está um adeus.
PÚBLICO, 28 de Dezembro de 2016

As necrologias

A LAGARTIXA E O JACARÉ






As necrologias


Como se percebe por estes dias, anda toda a gente a pedir artigos necrológicos, uns por antecipação, outros pós-passamento. Nunca fui grande entusiasta desta prática mediática, embora conceda várias vezes, principalmente quando se trata de pessoas cujos enormes mérito e virtudes passam despercebidos ou não correspondem aos critérios de fama instantânea que hoje circulam. Preferia que os esforços dos órgãos de comunicação social se concentrassem em fazer uma boa notícia necrológica, como aquelas que se tornaram famosas pela sua qualidade no Times de Londres. Houve uma altura em que o Diário de Notícias resolveu imitar os bons exemplos, principalmente anglo-saxónicos, mas desistiu.

Em vez disso, prefiro contar histórias que conheço ou de que fui testemunha e que dão vida a quem morreu e não o contrário.


O cossaco

José Augusto Silva Marques vinha de longe, e quem vem de longe é sempre muito especial. Conhecia o PCP como ninguém e é dele o melhor livro de memórias "interiores" da organização, que foi também o primeiro a ser publicado, rompendo um silêncio ensurdecedor. Esteve preso e fugiu, com um misto de sorte, engenho e muita coragem. O PCP, quando ele se tornou maldito, descrevia essa fuga em que ele foi o autor e o executor, como sendo de um outro militante libertado por Silva Marques, tendo este passado à categoria do "outro preso" que apenas fugira, sem direito a nome. No exílio, em Paris, conheceu o melhor e o pior do esquerdismo e criou uma das raras organizações não sectárias da emigração, que pretendia discutir os problemas da luta contra a ditadura e Portugal, com todos os oposicionistas. Depois do 25 de Abril, com grande escândalo, aderiu ao PSD e foi autarca e deputado, mais tarde sucedeu-me como Presidente do Grupo Parlamentar. Teve um papel decisivo na contenção dos estragos causados por Duarte Lima. Era um grande parlamentar, temido pelas bancadas do "outro lado". Depois, desgostou-se com o curso que o partido levava e afastou-se. Como era um homem inconveniente e duro, sem paciência para os jogos e os arranjos, nem para a deriva anti-social-democrata, passou ao limbo do esquecimento. Mas quem o conheceu lembra-se sempre dele.

Eu e Silva Marques pegámo-nos várias vezes, como é normal nas amizades de combate. Uma delas foi no decurso de uma reunião do Grupo Parlamentar do PSD, onde ele fez uma tirada disciplinar, a seu modo, como homem que gostava ao mesmo tempo quer da ordem, quer da coragem da dissidência, quando se aceitavam as consequências. A tirada, cujo conteúdo já não recordo, não teve a minha concordância e eu disse-lhe que "estava com alma de cossaco". O Silva Marques subiu pelas paredes acima, "eu cossaco?". Para o acalmar disse-lhe "ó Silva Marques, não se preocupe porque ninguém entendeu". E o Silva Marques deu uma grande gargalhada, "Você tem razão…" E continuámos.



Mensagem de Natal em seu fundo kitsch

António Costa resolveu gravar a sua mensagem de Natal num jardim de infância do Lumiar. Esqueceu-se de que, a partir do momento em que aparece o primeiro-ministro naquele local, aquilo que pode ser normal num jardim de infância fica sinistro como pano de fundo de uma mensagem político-afectiva. Ou seja, o primeiro-ministro fica num fundo insuportavelmente kitsch, que nos obriga a olhar para o lado se queremos ouvir a mensagem. Ver não é possível, tudo nos distraiu para um lugar comum. Espero que a próxima não tenha duendes de jardim.

Aliás, não tenho dúvidas de que algum arranjo foi feito no cenário, tão político-infantil correcto que é - pais Natal (a mãe Natal ficou no Parlamento), bolinhas, bonequinhos, um anão da Branca de Neve atrás, umas árvores de papel muito ecológicas, em suma todo um programa. Estamos em pleno estilo meli-melo, Presidente e primeiro-ministro à compita. Já nos bastava um para agora termos outro. Deixem-se lá dos afectos e afagos, falem-nos como adultos, ainda por cima como os poucos adultos que ainda vêem estas coisas. Eu não vi, nem quero ver.

Bom ano

Se quiserem, a minha mensagem de bom ano é a repetição de uma verdade do tamanho de uma casa, ou se quiserem do universo, visto que emana das leis da física: não acreditem em nenhuma previsão de carácter político, social, económico, histórico para 2017. Não há na história nada que conte que não seja surpresa. A única previsão que é garantida é a que vem das leis da termodinâmica, não havendo nenhum input exterior de energia, quem domina é a entropia, ou seja estamos sempre a caminhar de uma maior informação, para uma menor informação, a Lei de Murphy continua mais segura do que qualquer optimismo, a morte continuará a visitar-nos, o mundo a ser cada vez mais turbulento, a guerra mais provável do que a paz. Dito isto tudo, como o tempo é mais longo do que as nossas vidas, de vez em quando passa-se pelos interstícios da Coisa, razoavelmente bem. Bom ano!
Revista SÁBADO, 30 DEZ, 2016

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

DESPOJOS DO TARRAFAL

LINHA DO NORTE

DESPOJOS DO TARRAFAL


     VALDEMAR CRUZ

TARRAFAL O documentário de Pedro Neves resgata as memórias dos moradores despejados do Bairro São João de Deus, um dos bairros mais problemáticos do Porto FOTOS PEDRO NEVES

O Tarrafal era no Porto, na freguesia de Campanhã. Continha no seu interior o “vale dos leprosos”. De novo uma metáfora


Se e quando alguém decide chamar Tarrafal a algo que não é o Tarrafal, aquele Tarrafal da ignomínia, da vergonha, da tortura, feito campo de concentração para oposicionistas ao regime de Salazar, o que se está a convocar é uma memória de horror para nomear uma realidade que, ao ser outra completamente distinta, evoca no presente similares sensações de pavor às de um passado distante.

O Tarrafal era no Porto. Continha no seu interior o “vale dos leprosos”. De novo uma metáfora. Era a forma de evocar quantos, ao frequentarem aquele espaço, tinham já iniciado uma viagem sem retorno por entre a degradação inerente à extrema dependência da droga. Passava-se tudo isto num bairro social situado na freguesia de Campanhã. Tinha nome abençoado pela veneração a um santo: São João de Deus era a designação oficial, mesmo se desde há muito, e não apenas por se ter transformado numa espécie de supermercado da droga, passara a ser conhecido pelo nome de guerra: Tarrafal.

Pedro Neves, um dos jovens realizadores portugueses que mais se tem vindo a afirmar na área do documentário, não resistiu a esta história de desolação e abandono. O essencial do bairro é hoje, apenas, uma memória cravada na angústia de centenas de famílias de lá expulsas durante os mandatos de Rui Rio enquanto presidente da Câmara Municipal do Porto.
 
FOTOS PEDRO NEVES
Não é essa a história pouco edificante a interessar Pedro Neves. Com uma rara sensibilidade, com a delicadeza já patente noutros trabalhos, como “Acima das nossas possibilidades” ou “Esquecidos”, ensaia uma viagem através do nada. Um percurso pela desolação, para evidenciar tudo quanto ali se perdeu. Ou tudo quanto continua agarrado à memória de um território amaldiçoado, embora cravado no coração de quantos de lá foram expulsos.

Pedro faz dos despojos a matéria narrativa. Onde havia casas, escolas, mercearias, cafés, recantos que cada um tinha como seus, sobra apenas o vento a passear-se pela terra abandonada.

Há angústia, como há orgulho no olhar, na voz embargada daqueles homens, daquelas mulheres que, levados por Pedro Neves, regressam a um sítio amaldiçoado na cidade, abandonado pelas autoridades, ao ponto de, no auge da degradação, ter atraído mais de 1 500 consumidores de droga por dia. Havia medo de entrar no bairro, dizia-se. Sobretudo terá havido desprezo. Sobretudo terá havido incapacidade de pensar políticas sociais e humanitárias capazes de resgatar a dignidade perdida de um bairro construído na década de 1940.
 
FOTOS PEDRO NEVES
Aí começa a história que Pedro Neves evitou e daria, por si só, um outro documentário. A opção será discutível, embora se admita o receio de que a evocação do desastre perpetrado entre 2003 e 2008, com a demolição das últimas torres e o despejo de inúmeras famílias, pudesse destruir um documento pensado, antes de mais, como um percurso pelos afetos daquelas mais de seis mil pessoas que chegaram a habitar o bairro.

Em 2003 existiam 28 blocos, 706 habitações e 144 moradias. Em 2005 metade do bairro já não existia. 430 famílias foram dispersas por outros bairros da cidade. No total foram efetuados 132 despejos, numa ação compulsiva com intervenção de grandes efetivos policiais.

O documentário arranca, de resto, com imagens de arquivo da RTP com os despejos e a atuação dos “bulldozers” nas demolições. Ao comemorar os sete anos da sua primeira eleição como presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio escreveu um editorial no qual, ao referir-se à demolição do bairro, a sua única promessa concreta feita durante a campanha eleitoral, eufemisticamente apresentada como “resolver este problema”, dizia não poder “exigir melhor forma de evocar a nossa eleição ao acabar com a maior chaga social que, durante anos, existia em Portugal”.

Durante anos e anos, nada mais foi feito no bairro, apesar das muitas promessas. Quase metade das 144 moradias ficaram vazias, com portas e janelas entaipadas por blocos de cimento. A maioria dos blocos foi demolida. Nos que ficaram de pé, os moradores passaram a conviver com um quotidiano feito de amontoado de ruínas, lixo, mato.
 
FOTOS PEDRO NEVES

Rui Rio não resolveu, evidentemente, nenhum problema, muito menos acabou com qualquer chaga social. A fácil solução de arrasar com um bairro esgotou-se em si mesma, e no impacto visual e demagógico de uma ação musculada.

Há agora sinais de que a Câmara do Porto vai finalmente olhar para o Bairro São João de Deus e apostar na requalificação do espaço. Os moradores estão cansados de nomes dramáticos. Dispensam o Tarrafal. Querem apenas o seu bairro de volta.

Jornal Expresso Quinta - 29 de Dezembro de 2016 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

CARRIE FISHER 1956-2016


CARRIE FISHER 1956-2016
Acabou o tempo em que cada um podia ser o que quisesse

ÍCONE A Princesa Leia foi a primeira personagem feminista numa época em que não se sabia o que isso queria dizer FOTO D.R.


O fim de Carrie Fisher é o fim da Princesa Leia e o principio do fim da infância de uma geração
 
TEXTO PEDRO CANDEIAS

Eu queria ser o Han Solo porque o Han Solo era o meu preferido. Acho que foi assim com muita gente. Tinha pinta, piada e era imprevisível. Também gostava do Luke Skywalker, porque nunca me ocorrera que um homem podia saltar verticalmente alturas impossíveis sem uma capa vermelha e um “S” no peito ou aquecer o corpo cortando as entranhas de um Tauntaun.

Do ponto de vista de um puto, as possibilidades eram infinitas. Era pegar num ramo ou numa vassoura, pôr uma toalha aos ombros, assobiar o som do lightsaber e enfrentar o primo, como Luke ou como Darth Vader, não importava. Era pegar na pistola de fulminantes e ver sair um raio vermelho a cada toque no gatilho. Era pôr um lenço nos olhos e dizer que se conseguia ver no escuro, porque era isso que a Força fazia – já levantar objetos só de olhar para eles foi algo que a Força nunca me conseguiu explicar. Era decorar as frases e imitar a voz, sobretudo isso, a voz do James Earl Jones. Aquilo era viver, estar vivo, ter coragem, não ter medo do tempo nem do futuro. Estava tudo na imaginação, dentro da nossa cabeça, cada um podia ser o que quisesse.

Menos ser a Princesa Leia.
FOTO D.R.

A Princesa Leia intrigava-me; uma mulher poderosa e irresistível, a primeira personagem feminista de que me lembro, numa idade em que não sabia o que isso queria dizer. Era à volta dela que tudo aquilo se passava: monarca, militar, mandona, sensual; o Han queria a atenção dela, o Luke também, o Imperador temia-a, o C3PO obedecia-lhe mecanicamente, o R2-D2 rolava a seus pés – ela só podia ser especial.

Com o tempo fui descobrindo que Carrie Fisher era igualmente especial, dotada do mesmo sentido de humor e ironia da princesa que mitificou e perseguiu para o resto de uma vida atormentada pela doença bipolar.
FOTO D.R.

Com ela e com outros como ela, apercebi-me que poucas coisas são o que parecem ser, que a eternidade não existe e que a isso se chama crescer, vestir-se e comportar-se como um homem adulto, deixar a inocência, as brincadeiras e a invencibilidade para trás enquanto os nossos ícones se rendem às únicas verdades absolutas – a doença e a morte.
FOTO D.R.

A morte de Carrie Fisher não é a apenas a morte de Carrie Fisher e do seu alter ego de penteado curioso, batom encarnado, de defender sporting blaster pistol na mão, com sorriso mordaz, às vezes cúmplice do Han Solo e para sempre irmã do Luke Skywalker e filha do Darth Vader, conhecida como Princesa Leia e depois como General Leia Organa, de vestido branco, uniforme masculino da resistência, e naquele – aquele – biquíni dourado über feminino.

FOTO D.R.  
A morte de Carrie Fisher não é sequer a primeira morte que lamentamos em 2016, o ano que nos levou Bowie, Prince ou George Michael, três ícones da cultura Pop, e Leonard Cohen, um ser transcendente pelos temas que cantou, discutiu e escreveu, e que são universais: a morte, o amor, a religião. Os mortos e as mortes não se comparam, fazê-lo é um exercício discutível e perigoso, porque a importância de cada um deles está diretamente relacionada com a importância que cada um de nós lhes dá. E isso implica o gosto pessoal, o contexto, a idade e o grau de exposição à experiência – são demasiadas variáveis para um resultado que se quer justo.
FOTO D.R.

A morte de Carrie Fisher é outra coisa; é a morte que sacode a presunção de imortalidade da geração que cresceu nos anos 80. A minha geração, a primeira geração dos Millenials, a geração do Peter Pan, está oficialmente a envelhecer. Caindo a Princesa Leia, cai o VHS Akai e caem as cassetes de vídeo Fuji e National, as etiquetas brancas sobrepostas e escritas a feltro com os nomes Guerra das Estrelas 1, 2 e 3, Tubarão 1 e 2 (os outros não valem a pena), E.T., o Rocky e o Rambo; é o fim das quarta-feiras de Lotação Esgotada na RTP, dos domingos de Domingo Desportivo também na RTP, os desenhos animados dos Mestres do Universo na Grundig castanha lá de casa – depois de destruir o Apollo Creed, o Dolph Lundgren foi ainda capaz de destruir o He-Man no cinema.
Podia continuar com uma lista mais obscura de referências dos eighties, a década em que o Pop dançou ao som do Michael Jackson com o Walkman preto da Sony, mas isso seria inútil – além do mais, revelaria a quantidade de informações desnecessárias que o cérebro humano é capaz de aguentar. O refrão do Tarzan Boy dos Baltimora é uma delas; o holograma do R2-D2 da Princesa Leia não é.

FOTO D.R.

Os três Guerra das Estrelas foram de certeza os filmes mais incríveis que vi quando crescia e isto não são coisas que se esqueçam. São uma lição do bem e do mal, de como os bons se tornam maus e os maus podem ser reconvertidos no último instante, salvando o universo inteiro da extinção certa às mãos de um Imperador bexigoso e odiável. Tem duelos de espadas que são sabres de feixe de luz (o que é fixe), naves chamadas Mon Calami, Star Destroyer, X-Wing, Tie Fighter (ainda mais fixe) e a ágil Millenium Falcon (a mais fixe de todas) pilotada pelo caçador de prémios mais carismático da galáxia. A Guerra das Estrelas é o mundo como ele deveria ser.

O fim de Carrie é o fim da Princesa Leia e o início do fim da minha infância.

Jornal Expresso Quarta - 28 de Dezembro de 2016

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A torre das Virtudes




A torre das Virtudes 

 

Nome que se dava à antiga porta das Virtudes da Muralha Fernandina




Dava-se o nome de torre das Virtudes à porta que, no sítio com este mes­mo nome, existia no pano da Mura­lha Fernandina, um pouco abaixo da fortíssima porta do Olival. Ini­cialmente, fora ali construído um simples postigo. Mais tarde, abriu-se a por­ta que era dotada de uma alta torre ou cubelo, e daí a designação que puxamos para tí­tulo desta crónica.

A porta das Virtudes, como daqui para diante a passaremos a tratar, ficava sensivel­mente a meio do local onde agora se encon­tram as ruas das Taipas e do Calvário, que, por aqueles recuados tempos, ainda não existia. A porta foi demolida em 1801 "para desafogo e enobrecimento do sítio". Não deve confundir-se uma abertura que foi feita no troço da muralha que ainda existe, no recinto ajardi­nado do edifício onde em tempos idos fun­cionou o Clube Inglês e agora está um servi­ço social da Ordem de Malta, com a mencio­nada porta das Virtudes.

É muito difícil de imaginar, hoje, o que era, em tempos antigos, aquela zona da cidade extramuros, ou seja que ficava da parte de fora da muralha.

A atual Rua do Dr. Barbosa de Castro chamava-se, anteriormente, Rua do Calvário Novo, para a diferenciar da do Calvário Ve­lho, que ficava mais acima onde está hoje a Praça de Guilherme Gomes Fernandes.

Durante muitos anos, na antiga Rua do Cal­vário Novo, houve casas somente da parte nascente. Foram construídas com as trasei­ras encostadas ao pano da muralha, que lhes servia de fundo. Quem, nos nossos dias, pa­rar no passeio oposto, ou seja do lado direito da rua para quem desce a rua a partir da Cor­doaria, e parar sensivelmente a meio, olhan­do para o outro lado, ainda pode ver algumas ameias da Muralha Fernandina.

Foi só a partir do século XVIII que se co­meçaram a construir casas no lado poente da rua. Antes disso, o sítio devia ser escabroso e medonho. Era por aquelas bandas que, no sé­culo XV, ficava o "almocavar", isto é, o cemi­tério dos judeus, que tinham a sua comuna em Miragaia, antes da transferência, por ini­ciativa de D. João I, para o sítio das Couvelas, no Olival, da parte de dentro da muralha.

Em 1788, o inspetor da Marinha do Douro, Rodrigo António de Abreu e Lima, começou a construir um alto paredão (o das Virtudes), que pouco depois de ficar concluído ruiu es­trondosamente. O atual foi obra do correge­dor Francisco de Almada e Mendonça. Este, sim, ficou assente em sólidos alicerces de granito e resistiu. O topónimo Virtudes teve origem numa fonte monumental erguida ali perto (ver caixa) para aproveitamen­to das águas de várias nascentes que corriam a céu aberto e que juntas formam o chama­do rio Frio.

Levantado o paredão, deu-se início à obra de consolidação do mesmo, come­çando, imediatamente, a ser entulhado todo o espaço que ficava entre o dito paredão e a Muralha Fernandina e não tar­dou que começassem a ser construídas casas na parte poente da antiga Rua do Calvário, hoje Rua do Dr. Barbosa de Cas­tro. Com uma curiosidade: a maior parte das casas que se iam construindo tinham duas frentes, uma voltada para a rua, ou­tra para a alameda das Virtudes. Foi o caso, por exemplo da casa onde, a 4 de fe­vereiro de 1799, nasceu João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett, efeméri­de evocada na fachada do prédio por uma artística lápide.

Um dos mais emblemáticos monu­mentos da antiga Rua do Calvário é, ainda hoje, a capela de irmandade de S. José das Taipas e de S. Nicolau Tolentino e Almas, como antigamente se designava. A primi­tiva capela fora mandada construir em 1666, por iniciativa de um tal Pantaleão Pa­checo e de sua mulher, Isabel da Silva, em cumprimento de um voto e em memória de um filho do casal, José Pacheco, que morreu muito novo.

Ao cimo da atual Rua de António de Sousa Macedo, anteriormente uma sim­ples ladeira que depois se chamou Traves­sa do Calvário, erguia-se o enorme edifí­cio da Praça do Peixe, mandado fazer já no tempo do liberalismo. Mesmo ao lado da parte oriental do edifício, ficava uma pe­quena construção que em tempos fora a capela do Senhor do Calvário Novo. Daí que à tal ladeira também chamassem rua defronte da Capela do Senhor do Calvário ou rua defronte do Senhor do Calvário.

Aquele Senhor do Calvário está repro­duzido num curioso cruzeiro que ainda existe e em muito bom estado de conser­vação. Em tempos antigos, integrava o con­junto de cruzes que constituía a via-sacra, o tal Calvário Novo. Os vendedores da Pra­ça do Peixe tributavam a esta cruz uma forte e ardente devoção e era por isso que lhe chamavam o Senhor dos Peixeiros. To­dos os anos, os comerciantes de peixe fa­ziam na Cordoaria uma grande festa ao Se­nhor dos Peixeiros. Quando aquele sítio se desentranhou em urbanismo, levaram o cruzeiro para o interior da capela das Taipas, onde pode ser admirado. •

A história da fonte das Virtudes


A Fonte das Virtudes foi construída em 1619. Dizem crónicas antigas que "a co­piosa água que sai por duas enormes carrancas lavra­das em pedra enche, em menos de um minuto, o maior cântaro". O seu fron­tispício (foto) é enorme e assemelha -se a um retá­bulo. No alto, tem duas pirâ­mides e um nicho onde, em tempos antigos, estava uma imagem de Nossa Se­nhora a que chamavam das Virtudes, por se considerar que a água desta fonte pos­suía a virtude de curar de­terminado tipo de molés­tias. Nos finais do século XVII, os poetas repentistas daquele tempo costuma­vam vir para junto da fonte e declamavam versos pica­rescos que dedicavam às moças quando elas ali se deslocavam para encher os cântaros. Um deles ia mais longe e entretinha-se, tam­bém, beliscando o traseiro das raparigas.


Barbosa de Castro foi um antigo presidente da Câmara do Porto


JORNAL DE NOTÍCIAS 25 DEZ, 2016

sábado, 24 de dezembro de 2016

O LADO LOUCO DOS GÉNIOS

MENTES BRILHANTES

O LADO LOUCO DOS GÉNIOS

Mudam as nossas vidas, sonham com o espaço e estão entre as mentes mais brilhantes da atualidade. Os carros de Elon Musk aceleram para o futuro, enquanto ele desenha a experiência humana em Marte. Jeff Bezos está à frente de um gigante da distribuição chamado Amazon e em criança descreveu uma frota de estações orbitais suficientemente grande para toda a humanidade. Steve Jobs foi sempre capaz de imaginar o amanhã para revolucionar o presente, e a Apple é uma das marcas mais conhecidas do planeta. Três génios, três líderes visionários, três homens carregados de defeitos

Texto Arménio Rego (Católica Porto Business School) e Miguel Pina e Cunha (Nova School of Business and Economics)*

ILUSTRAÇÃO MARCO GRIECO / HELDER OLIVEIRA
ILUSTRAÇÃO MARCO GRIECO / HELDER OLIVEIRA
“São disléxicos, são autistas, têm DDA [distúrbio de défice de atenção], são tampas quadradas em buracos redondos, irritam as pessoas, entram em discussões, entornam o caldo, riem-se na sua cara. Mas transformam as fraquezas de um modo que cria vantagem adicional (...) e procuram parcerias com pessoas que se notabilizam em áreas em que eles não têm talento.” Foi deste modo que Justine Musk, ex-mulher de Elon Musk, descreveu um dos segredos do “sucesso extremo”. Os extremamente bem-sucedidos, alegou Justine, combinam brilhantismo com uma ética de trabalho “insana”. São capazes de lidar com stresse que destruiria a maior parte das pessoas. Segundo Justine, “o sucesso extremo resulta de uma personalidade extrema e surge a expensas de muitas outras coisas”.
Discutiremos aqui a personalidade extrema de Musk e de mais dois “génios insanos” — Steve Jobs e Jeff Bezos. Discutiremos, também, outras decorrências dessa personalidade. Musk é o visionário líder da Tesla Motors. Lidera também a SpaceX, empresa de exploração do espaço com contratos multimilionários com a NASA. Musk pretende que os humanos encontrem em Marte o refúgio perante uma eventual catástrofe da Terra. Jobs é um dos maiores ícones dos tempos tecnológicos modernos. Alguns idolatram-no, mesmo (ou sobretudo) depois da sua partida para o Além. Era um visionário inovador com “génio intratável”. Bezos é o fundador da Amazon e da menos conhecida Blue Origin, outra empresa exploradora do espaço. Clara Ferreira Alves escreveu que, “como todos os gigantes do digital”, Bezos “pode ser ao mesmo tempo um monstro impiedoso e um amigo generoso”.
Musk julga-se o único capaz de salvar os humanos, mas não tem paciência para eles
Quem são estas figuras inimitáveis? De onde provém o seu sucesso, pelo menos até hoje? A que se deve o seu lado negro? O que podemos aprender com as suas lideranças? Em que medida as suas experiências familiares podem explicar o seu perfil?
Os três revelam uma natureza paradoxal. Jobs foi descrito por Isaacson, um dos seus biógrafos, como “um empresário criativo, cuja paixão pela perfeição e determinação feroz revolucionaram seis indústrias: computadores pessoais, cinema de animação, música, telefones, computação tablet e publicação digital”. Jim Collins descreveu-o como o Beethoven do mundo dos negócios. Mas Chrystia Freeland, reputada jornalista e autora de “Plutocratas”, escreveu que Jobs era um “estúpido egoísta que muitas vezes tratava os empregados, a família (incluindo a filha) e os vulgares mortais (...) com desdém”. As pessoas temiam-no e amavam-no. Debi Coleman, líder da equipa Mac, afirmou: “Ele gritava numa reunião: ‘Grande idiota, nunca fazes nada bem.’ (...) Isto era uma ocorrência que tinha lugar a cada hora. No entanto, considero-me a pessoa mais afortunada do mundo por ter trabalhado com ele.”
Musk e Bezos também são reconhecidos pela genialidade, extrema ambição, perseverança e resiliência. E pela capacidade de encorajar extrema dedicação ao trabalho. Mas são igualmente abrasivos e pouco empáticos. Musk, escreveu Ashely Vance, julga-se o único capaz de cumprir a missão de salvar os humanos — embora não tenha paciência para lidar com os humanos.

Narcisistas
São três egos insuflados. Justine, a primeira mulher de Musk, criticou-lhe a mania das grandezas quando referiu que ele falava apaixonadamente de Alexandre, o Grande. A missão de salvar os humanos de uma catástrofe da Terra não deixa de ser um reflexo de grandiosidade. Bezos não é menos ambicioso. A sua mãe guarda uma cópia de um discurso do filho na escola no qual ele declarava a sua ambição de construir uma frota de estações espaciais habitáveis, fazendo do planeta Terra uma ampla reserva natural. Sobre Jobs, Dan P. McAdams, psicólogo e professor na Northwestern University, escreveu que era “em tudo igual a Trump no que concerne ao narcisismo grandioso. Fartou-se de abusar de colegas, subordinados e amigos; chorou, aos 27 anos, quando soube que a revista ‘Time’ não o tinha escolhido como Pessoa do Ano; e ficou incomodado quando recebeu um telefonema de congratulações do chefe de gabinete de Barack Obama (...), e não do próprio Obama, pelo lançamento do iPad em 2010”. Quando Mike Scott assumiu o lugar de CEO da Apple, decidiu atribuir a Wozniak o título de empregado #1. Jobs protestou, o que levou Scott a atribuir-lhe o número de empregado “zero”.
Uma consequência do narcisismo, sobretudo se aliado a escassa empatia, é a tendência para rechaçar as críticas — e dirigi-las aos outros. Adicionada a ambição, o resultado é uma conduta abrasiva. Bezos é conhecido por tiradas agressivas: “Porque está a arruinar a minha vida?”; “Você é preguiçoso ou apenas incompetente?”; “Se ouvir essa ideia novamente, suicidar-me-ei.” A consequência é uma cultura empresarial darwinista que, como referiu uma reportagem do “New York Times”, “causa hematomas”. Um ex-amazoniano afirmou que a Amazon é a empresa onde os superdotados se sentem mal acerca de si próprios. Empregados com doenças graves veem as suas avaliações de desempenho afetadas e são mais provavelmente despedidos do que ajudados a recuperar. Uma empregada que contraiu cancro da mama foi colocada num “plano de melhoria do desempenho” — a expressão codificada para “em risco de despedimento”. Razão apresentada pela empresa: “dificuldades” na sua “vida pessoal”. Alguém descreveu Bezos do seguinte modo: “Se não és bom, o Jeff mastiga-te e cospe-te fora. Se és bom, salta para as tuas costas e deita-te ao chão.”

Elon musk O dono da Tesla sonha com estradas cheias de carros elétricos e com homens em Marte foto GETTY IMAGES

Elon musk O dono da Tesla sonha com estradas cheias de carros elétricos e com homens em Marte foto GETTY IMAGES

Jobs era igualmente intratável. Bill Atkinson, projetista do Mac, explicou que era difícil trabalhar para Jobs, “porque havia uma grande polaridade entre ser-se um deus ou um merdas. Se uma pessoa fosse um deus, era posta num pedestal e nada de mal podia acontecer-lhe (...). Aqueles que eram classificados como merdas, mas que na realidade eram engenheiros brilhantes que trabalhavam muito duramente, sentiam que não havia maneira de serem apreciados e de se erguerem acima do seu estatuto”. Jobs era capaz de despedir pessoas na hora, por impulso, mesmo no elevador. No calão da empresa dizia-se que alguém tinha sido Steved.
Musk é igualmente confrontacional e vingativo. Isso tem custado às empresas a saída de alguns dedicados talentos. Um ex-empregado afirmou que o pior traço de Elon é “a sua total falta de lealdade ou de conexão humana”. Acrescentou: “As pessoas que trabalharam para ele serviram-lhe como munições: usadas para um propósito específico até ficarem exaustas e serem descartadas.” Quando Musk se deu conta de que era necessário baixar os custos de produção dos automóveis para manter o preço nos limites acordados com os clientes, dirigiu uma mensagem inflamada aos empregados, prometendo-lhes que trabalharia aos sábados e domingos e que dormiria debaixo das secretárias até que o objetivo fosse alcançado. Alguns empregados retorquiram que estavam de tal modo exaustos que precisavam de fazer uma pausa para ver as famílias. Elon explicou-lhes que veriam “abundantemente as suas famílias” quando a empresa “entrasse em bancarrota”. Um ex-funcionário governamental que trabalhou com Musk afirmou, sob anonimato, que o maior inimigo de Musk “é ele próprio e o modo como trata as pessoas”.

As regras são para os outros
O narcisismo, sobretudo quando acompanhado do sentido de “licença para prevaricar” (tradução livre de moral licensing), conduz a sentimentos de que se tem direito a incumprir regras aplicáveis ao comum dos mortais, inclusive o direito de violar a lei! Jobs recusava-se a usar matrícula no seu Mercedes e insistia em estacionar nos lugares para deficientes. Por vezes ocupava dois lugares de estacionamento. Um dia, irritado com Danielle Mitterrand (que, numa visita a uma fábrica da Apple, colocara questões críticas sobre as condições de trabalho), Jobs desatou a acelerar até Cupertino. Foi intercetado pela polícia. Enquanto o agente redigia a multa, Jobs buzinou. “Desculpe?”, perguntou o polícia. “Estou com pressa”, respondeu Jobs. O agente calmamente avisou-o de que seria detido se fosse apanhado a mais de 90 quilómetros por hora. Mal voltou à estrada, Jobs retomou a velocidade anterior. Alguém argumentou que Jobs “era íntegro desde que isso lhe permitisse alcançar o que pretendia”. James Stewart perguntou-se, no “New York Times”: “Se Steve Jobs estivesse hoje vivo, poderia estar na prisão?”
Bezos e a sua equipa também têm um entendimento “peculiar” da lei, o que tem conduzido as autoridades a uma marcação cerrada às práticas da Amazon para escapar ao pagamento de impostos. A relação com concorrentes e parceiros de negócios tem sido toldada por alegadas práticas de ética duvidosa. As condutas de Musk têm gerado igualmente controvérsia. O seu real papel em algumas empresas por onde passou tem sido questionado. Para captar potenciais investidores para a Zip2, meteu um computador normal dentro de uma grande caixa e suportou-a numa base com rodas. A intenção era sugerir aos potenciais investidores que a Zip2 operava dentro de um míni supercomputador.

Jobs guiava um carro sem matrícula e costumava estacionar nos lugares para deficientes

O diálogo dos três génios com a realidade é peculiar. Jobs ficou famoso pelo “campo de distorção da realidade”. Aqueles que entravam neste “campo” passavam a ver as coisas de forma distinta, segundo as regras de Jobs. Conseguiam fazer o impossível. Esse lado desafiante terá exercido um efeito positivo sobre talentosos engenheiros que trabalhavam com Jobs. A capacidade de “hipnotização” era tal que a Sun Microsystems proibiu a celebração de qualquer contrato com a Apple enquanto Jobs estivesse na sala. A empresa considerava que era necessário afastarem-se fisicamente de Jobs para escaparem à magia hipnotizante antes de fechar negócio.
A visão de Musk tem sido alvo de encómios, mas também de vigorosas críticas. Há quem alegue que as suas ambições são megalómanas e que também ele gravita no “campo de distorção da realidade”. Um ex-executivo da SpaceX descreveu a atmosfera de trabalho como “uma máquina em movimento perpétuo que corre numa misteriosa combinação de insatisfação e eterna esperança”. Os objetivos de Musk são frequentemente hiperotimistas. Philip Delves Broughton escreveu no “Financial Times” que as projeções de vendas da Tesla estão na “fronteira do insano” e que “ser racional acerca da Tesla é errar o alvo”. Em abono de Musk, Richard Waters escreveu no mesmo “Financial Times” que “Musk tem a reputação de inspirar e conduzir os seus trabalhadores para alcançar o improvável”.
O poder hipnotizador do líder da Amazon não é menor. Um empregado, aludindo às metas hiperambiciosas de Bezos, afirmou: “O que estamos a fazer é construir um foguetão gigante, e estamos prestes a acender o rastilho. Chegará à Lua ou, então, deixará uma gigantesca cratera no chão. Em qualquer caso, quero estar cá quando isso acontecer.” Dolly Singh, que foi diretora de aquisição de talentos da SpaceX durante cinco anos, escreveu: “Trabalhar com ele não é uma experiência confortável. (...). Pressiona-se a si próprio a fazer mais e mais e pressiona as pessoas em seu redor da mesma maneira. O desafio é que ele é uma máquina e o resto das pessoas não o são. Portanto, quanto se trabalha com Elon, tem de se aceitar o desconforto. Mas neste desconforto está o tipo de crescimento que não se consegue ter em mais lado algum e que vale cada gota de sangue e suor.”
Horários insanos
A determinação e a capacidade para trabalhar longas horas são igualmente antológicas. Naturalmente, os três líderes exigem o mesmo de quem os rodeia, por vezes de modo abusivo, como se referiu antes. Tal como escreveu a ex-mulher de Musk, as “pessoas extremas combinam brilhantismo e talento com uma ética de trabalho ‘insana’.” Bezos chegou a dormir no gabinete, munindo-se de um saco-cama. Pressiona os colaboradores a trabalho incessante. Musk não é diferente. Chegou a incumbir todos os empregados de telefonarem às pessoas que haviam feito reservas de automóveis, para fechar negócio. Disse-lhes: “Se não entregarmos estes carros, estamos fodidos. Portanto, não quero saber qual é o vosso posto de trabalho. O vosso novo emprego é vender carros.”
Ainda enquanto estudante no Canadá, Musk afirmou a uma amiga: “Se houvesse uma maneira de não comer, eu trabalharia mais e não comeria. Gostava que houvesse uma forma de obter nutrientes sem ter de me sentar para as refeições.” Eis a sua lógica: “É preciso trabalhar 80 a 100 horas por semana, todas as semanas. (...). Se outras pessoas trabalham 40 horas semanais, e nós trabalhamos 100, sabemos que, mesmo que façamos a mesma coisa, alcançaremos em quatro meses o que elas alcançam num ano.” Um dia comentou: “Preciso de encontrar uma namorada. É por isso que necessito de encontrar um pouco mais de tempo. Penso que talvez outras cinco ou dez horas — quanto tempo uma mulher quer por semana? Talvez dez horas? Será este o mínimo? Não sei.”

steve jobs A marca que criou numa garagem continua a ser, após a sua morte, uma das mais fortes do mundo foto GETTY IMAGES

steve jobs A marca que criou numa garagem continua a ser, após a sua morte, uma das mais fortes do mundo foto GETTY IMAGES

A determinação, a perseverança e a resiliência ajudam a compreender como os três génios insanos prosseguiram objetivos impossíveis. A propósito da criação da X.com (que veio a fundir-se com a PayPal), um empregado de Musk mencionou: “Havia um milhão de leis que impediam que algo como a X.com acontecesse, mas Elon não se ralou. Olhou para mim e disse: ‘Acho que devíamos contratar mais algumas pessoas’.” Esta “garra” ajuda também a compreender porque as empresas dos três magnatas conseguiram escapar, diversas vezes, do fio da navalha.
Musk chegou a passar de milionário a “necessitado”. Perdeu milhões e passou a viajar em companhias low cost. Diversas empresas suas estiveram na corda bamba, e a Tesla não é exceção. Em 2008, o seu ritmo de trabalho insano levou Talulah Riley (com quem veio a casar e a divorciar-se duas vezes, entre 2010 e 2016) a temer que ele sofresse um ataque cardíaco e morresse. Ele próprio confessou: “Senti-me como um monte de merda. Não pensei que seríamos capazes de ultrapassar. Pensei que as coisas ficariam mais fodidas.” Apesar do sofrimento, Musk fez os impossíveis para salvar a Tesla e a SpaceX, arriscando o seu último dinheiro e procurando financiamentos vários, por vezes fazendo bluff.
Bezos e a Amazon também estiveram no fio da navalha. No início dos anos 2000, quando imperava o pessimismo sobre as empresas dot.com, a Amazon.com chegou ser jocosamente denominada Amazon.bomb. Alguns analistas consideraram que a empresa “não era mais do que um sonho louco construído precariamente num mercado exuberantemente irracional”. Bezos manteve-se confiante, sereno e energizado por uma profunda determinação. Um executivo afirmou que “nunca vira ninguém tão calmo como Bezos no seio de uma tempestade”.
Quanto a Steve Jobs, a história é conhecida. Escorraçado da “sua” Apple, sofreu emocionalmente ao ponto de um amigo ter ido a sua casa e só ter saído após convencer-se de que Jobs não se suicidaria. Depois de atravessar o deserto, renasceu das cinzas para salvar a mesma Apple e torná-la a empresa mais valiosa do mundo.
Pés na terra, cabeça nas nuvens
Uma consequência perversa do distúrbio narcísico é a incapacidade de escutar os outros, de assumir os erros e de aprender com os mesmos. Os líderes aqui debatidos parecem padecer dessa doença. Mas, paradoxalmente, também aprenderam a desenvolver alguma humildade. Elon Musk tem assumido erros e parece ter aprendido com os fracassos. É hoje mais prudente. Bezos também deu sinais de ser capaz de combinar petulância narcisista com humildade. Abandonou uma vida materialmente confortável para se dedicar a um projeto incerto. E assumiu perante os seus pais e outros investidores que os riscos de fracasso do dinheiro investido na Amazon eram de 70%. Um estudante que o escutou em palestra proferida na Harvard Business School descreveu-o como “humilde e circunspecto”. Steve Jobs assumiu e aprendeu com os erros e os fracassos. Afirmou durante o célebre discurso em Stanford: “Ser demitido da Apple foi a melhor coisa que me poderia ter acontecido. O peso do sucesso foi substituído pela leveza do recomeço. Isso libertou-me para um dos mais criativos períodos de minha vida.” Na definição de Laurene Powell Jobs, sua esposa, Jobs era uma “máquina de aprendizagem”. Jobs foi descrito num artigo científico, publicado numa revista prestigiada, como um “narcisista humilde”.
Atributo igualmente importante, que ajuda a compreender porque estes líderes escaparam ao precipício e são profundamente determinados, é o sentido de propósito que os energiza. Esse propósito é, também, um forte impulsionador dos liderados — que se sentem atraídos pela visão do líder e pela missão que ele representa. Naturalmente, os riscos do deslumbramento com esse desígnio são grandes. Afinal, se o desígnio é tão valioso, quem tem o direito, ou a coragem, de resistir? Mas não pode ignorar-se que os três líderes se movem, ou moveram, em prol de propósitos maiores do que eles próprios. E essa “transcendência” (ou grandiosidade, dirão alguns) ajuda a explicar o seu sucesso. Por exemplo, segundo os biógrafos, o propósito de Steve Jobs não consistia em ganhar dinheiro, mas em criar uma empresa duradoura de tão rica em criatividade. Como este propósito, enriqueceu a Apple.
Bezos largou uma vida confortável em Wall Street para se lançar na internet atrás de um sonho
Musk pretende criar no espaço um lugar onde os humanos possam ser salvos dos disparates cometidos no planeta Terra. “Transformar os humanos em colonizadores do espaço” parece ser o propósito de vida do bilionário. A sua ex-mulher escreveu que, para obter sucesso extremo, “ajuda ter um ego, mas é preciso estar ao serviço de algo maior do que nós próprios se queremos inspirar as pessoas de cuja ajuda precisamos (e, não haja dúvidas, precisamos delas)”.
Bezos foi inebriado pelo desejo, visionário, de criar o “armazém de tudo”. Pretendia revolucionar o modo de fazer comércio através das possibilidades facultadas pela internet, cujo potencial vislumbrou quando ninguém as imaginava possíveis. Mas a exploração espacial também está no âmago do seu propósito. A namorada de juventude afirmou que a motivação de Bezos para enriquecer é, precisamente, o desafio da exploração espacial.
Devemos ser cautelosos ao interpretar a emergência destes sentidos de missão, até porque estes líderes foram sendo energizados por diferentes missões ao longo das suas vidas. Mas o que parece indubitável é a motivação assente em algo mais do que o enriquecimento. Foi na busca de algo “transcendente” (ou grandioso) que produziram riqueza.
A liderança é mais do que os líderes. É um processo que envolve líderes, liderados e a situação. Sem a entrega, o talento e mesmo o sacrifício dos liderados, o impossível nunca teria sido possível. A paixão de Jobs contagiava. Mas foi necessário que as pessoas se deixassem contagiar. Bezos e Musk jamais teriam alcançado o impossível sem a dedicação de colaboradores capazes de engolir muitos sapos. O mérito tem de ser atribuído a líderes e a liderados.
Também não pode ignorar-se o contexto situacional. Os três líderes e as suas empresas fruíram, designadamente, das oportunidades facultadas pela internet e pela constelação de necessidades e entidades que, entretanto, emergiram. Naturalmente, aproveitaram essas oportunidades. Mas, sem elas e noutros tempos, o impossível teria sido realmente impossível. Jobs, por exemplo, beneficiou de viver no coração de Silicon Valley. Estava rodeado de pessoas com paixão por fazer “coisas”. Bezos abandonou uma posição confortável num hedge fund de Wall Street porque percebeu que a internet crescia a mais do que 2000% ao ano — e porque os seus pais investiram 100 mil dólares no empreendimento, mesmo depois de Bezos lhes ter dito que as probabilidades de fracasso eram de 70%.

A sorte dá trabalho
No final de contas, as coisas resultaram (ou têm resultado) bem. Mas poderiam não ter resultado. Além da indómita e genial determinação, estes líderes beneficiaram da sorte. O próprio Jobs reconheceu, no célebre discurso em Stanford, que “tive sorte”. Bezos escreveu numa carta aos acionistas que os projetos da Amazon haviam singrado “com a ajuda generosa da boa sorte”. No percurso de Musk e das suas empresas há também elementos de sorte que, se não tivessem ocorrido, nos levariam hoje a contar outra história. Naturalmente, a sorte precisa da determinação — mas esta também precisa daquela.
Esta análise é importante para se compreender que é relativamente fácil avaliar a eficácia da liderança depois de os resultados terem sido alcançados. Em linguagem futebolística: é bastante seguro fazer prognósticos no final do jogo. Mas as mesmas ações de liderança, as mesmas jogadas podem resultar ou não, dependendo de inúmeros fatores alheios ao controlo do líder ou do treinador. Não se subestime a colossal valia dos empreendimentos e dos méritos destes líderes. Mas o mundo empresarial está repleto de líderes de grande gabarito que viram a sua estrela apagada. Dos perdedores não reza a história.
Berços complicados podem ser problemáticos para o desenvolvimento saudável das crianças que se tornarão adultas. Mas, por circunstâncias ainda não totalmente explicadas, podem ser também um estímulo à tenacidade. Jobs foi adotado, algo que o fez sofrer. O seu pai biológico, Abdulfattah Jandali, afirmou numa entrevista: “Isto pode soar estranho, mas não estou preparado, mesmo se um de nós estivesse no leito de morte, para pegar no telefone e ligar-lhe. (...) Steve [Jobs] vai ter de fazer isto, pois o meu orgulho sírio não quer que ele pense que ando atrás da sua fortuna.” Jandali afirmou ainda que esperava pelo menos poder “tomar um café” com o filho, antes que fosse “tarde de mais” — e que isso o tornaria “um homem muito feliz”.

jeff bezos Já é o dono do maior armazém de distribuição do mundo, mas aspira a conquistar o espaço foto GETTY IMAGES

jeff bezos Já é o dono do maior armazém de distribuição do mundo, mas aspira a conquistar o espaço foto GETTY IMAGES

Bezos foi também paternalmente adotado, pois o pai biológico, Ted Jorgensen, saiu da sua vida quando ele tinha 3 anos. Dezenas de anos volvidos, Jorgensen foi surpreendido quando soube que era ele o pai do magnata. Já doente, afirmou: “Sou o seu pai biológico e apenas quero cumprimentá-lo (...) e ser reconhecido como seu pai. Apenas quero vê-lo como meu filho, sentir que ele reconhece que sou seu pai e ele meu filho.” Musk não foi adotado, mas terá sido vítima de bullying e dos “jogos mentais brutais” do seu pai. A sua relação com o pai é péssima — ao ponto de Elon e Justine terem jurado que os filhos não poderiam encontrar-se com o avô.
Os três génios são, pois, fruto de circunstâncias parentais problemáticas. Lidaram com a adversidade familiar fazendo do veneno remédio. O fenómeno pode ser observado noutros líderes, como Bill Clinton, Barack Obama e Larry Ellison. A rainha Vitória de Inglaterra, a quem o biógrafo A. N. Wilson atribuiu um “colossal ego”, teve uma infância solitária. O pai morreu quando ela tinha menos de um ano de idade.
Que lições podemos extrair da genialidade insana destes líderes insubstituíveis? O foco nos clientes e em produtos e serviços que os deslumbram é indubitável. Mas, numa maratona repleta de espinhos, há muito mais do que isso. A prossecução bem-sucedida de objetivos impossíveis requer uma enorme determinação, uma indómita força de vontade e uma gigantesca capacidade para lidar com adversidades. Essa longa jornada precisa do sacrifício de “muitas outras coisas”. E pode conduzir ao tratamento desumanizado dos liderados. Estes líderes são visionários e determinados. Mas são pouco empáticos e raramente preocupados com o bem-estar dos outros. São poços de contradições. De quando em vez, o Mr. Hyde que neles há toma conta do Dr. Jekyll que neles habita. Não devemos descontar os seus méritos acusando-os dos seus defeitos. Mas também não devemos ignorar o seu lado negro para apreciarmos o seu génio. Convém, acima de tudo, que nos consciencializemos de que esses líderes são bem-sucedidos apesar das diatribes e não porque as cometem.
O modo porventura mais sábio de interpretar o fenómeno foi explicitado por Tony Schwartz, CEO e fundador do Energy Project. Num artigo publicado no “New York Times” sobre “O mau comportamento dos líderes visionários”, escreveu: “Os três líderes são indiscutivelmente os líderes de negócios mais visionários do nosso tempo. (...) O que me desalenta é a escassez de cuidado e de apreciação que eles devotam (ou, no caso de Jobs, devotava) aos seus empregados trabalhadores e leais e o modo desnecessariamente cruel e degradante como tratam as pessoas que os ajudaram a transformar os seus sonhos em realidade.”
Dan Kreft, que abandonou a Amazon após quase 16 anos e descreveu a empresa como um lugar de trabalho desumanizado, observou: “Desejo continuado sucesso a Bezos e à empresa, mas imagino quão mais bem-sucedidos poderiam ser se mostrassem pelos empregados o mesmo tipo de cuidado obsessivo que revelam ter pelos clientes.” Mesmo Isaacson, um dos biógrafos de Jobs, admitiu: “O vexame que causava não era necessário. Prejudicou-o mais do que o beneficiou.” Joe Nocera escreveu no “New York Times” que Bezos “poderia ter criado uma cultura que valorizasse os empregados e os tratasse bem. Mas isso requereria que ele se preocupasse com aquilo que qualquer outra pessoa pensa. Fora de questão”. Temos vindo a alertar para as vantagens do “amor duro” na liderança. Estes três líderes revelam muita dureza e pouco amor. Ser forte e duro não implica ser déspota; e ser apoiante não implica ser permissivo.
*Professores universitários e autores de um livro sobre os génios loucos do mundo empresarial, a ser publicado em breve.
Jornal Expresso SEMANÁRIO#2304 - 23 de Dezembro de 2016

Etiquetas

'Aquilo que eu não fiz' (1) 'LIKE A ROLLING STONE' VENDIDO POR 2 MILHÕES (1) ‘Cantata’ (1) "Barões" (1) "BREAKING BAD" É UMA DROGA (1) "Cousas sujas e feias" (1) “A gente tinha vergonha de perguntar” (1) “A vida é uma derrota” (1) “Antes pobrezinho em Lisboa do que rico em Estocolmo” (1) “Carmina Burana” (1) “Dunas”: 3 videoclips e 1 polémica homossexual (1) “Fátima” (1) “JESSICAGATE” — O FINAL CUT (1) “Missão Impossível – Nação Secreta” (1) “NÃO ME É FÁCIL VIVER COMIGO. PARECE QUE ESTOU SEMPRE EM GUERRA CIVIL” (1) “O Luzido Cortejo dos Fenianos” (1) “O MEU PRESENTE É O MAIS IMPREVISÍVEL DE TODOS OS FUTUROS” (1) “O Pátio das Cantigas”: Ó Evaristo (1) “O princípio do fim”? (1) “The Accountant – Acerto de Contas” (1) “Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia (1) “Vai Seguir-te”: sexo (1) “Velocidade Furiosa”: de onde vem essa possível comparação com “Star Wars”? (1) (Des)empresalizar o discurso político (1) #RIMCOMCOXA E A PELE DO JOELHO (1) 0 BENEMÉRITO (1) 0 ESTÚPIDO SR. SCHÃUBLE (1) 007 Skyfall (1) 1 (1) 1 DE FEVEREIRO DE 2044 (1) 10 anos depois (7) 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço (1) 12 Anos Escravo (1) 12 Horas para Viver (1) 1ª. Etapa Pontevedra - A Armenteira (1) 2001- Odisseia no Espaço (2) 2014: O REGRESSO DA ODISSEIA (1) 2015 (1) 24 de julio de 2012. (1) 2ª Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 3 (1) 3.a carta (1) 31 de Agosto (1) 360: A Vida é Um Círculo Perfeito (1) 3ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 4:44 Último Dia na Terra (1) 4a carta a Ludwing Pan (1) 4ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 5m80 (1) 7 Dias em Havana (1) 93 CARMO (1) 99 Casas (1) A lagartixa e o jacaré (4) A 'REFORMA DO ESTADO' (1) A "casa do elétrico" (1) A “Casa da Vilarinha” e as memórias de Oliveira (1) A 10.000 metros de altivez (1) A Academia das Musas (1) A ÁGUA DE MIJAVELHAS (1) A aldeia da roupa suja (1) A aldeia do Bom Sucesso (1) A ALEMANHA DOS ALEMÃES (1) A Alemanha e Portugal (1) A ALTERNATIVA (1) A arca de S. Pantaleão (1) A Arte de Amar (1) A árvore da forca (1) A árvore e o presépio (1) a atacar os seus inimigos comuns e a revelarem-se (1) A ATENÇÃO DAS MASSAS (1) À ATENÇÃO DE NUNO CRATO (1) A Avenida da Cidade (1) A BAÍA DAS SOMBRAS (1) A BANALIDADE DA PIPOCA (1) A banalidade do mal (1) A BARATA AMERICANA (1) A Bela e o Monstro (1) A Better Place (1) A bica dos olhos (1) A Caça (1) A calçada da Teresa (1) A caminho da sociedade policial (1) A CARTA DE QUENTIN (1) A Casa da Câmara (1) A Casa da Fábrica (1) A CASA DA RODA (1) A CASA DO CORREIO-MOR (1) A casa do Senado (1) A casa mais antiga (1) A casa tremia! (1) A catedral portucalense (1) A CENA DO ÓDIO A MOURINHO (1) A cerca velha (1) A CIBERCONDRIA PODE MATAR (1) A CIDADE ATRÁS DO MURO (1) A cidade e os fidalgos (1) A CIDADE HAZUL (1) A CIDADE PLÁCIDA (1) A Cilada (1) A Cividade e as Hortas (1) A colina dos ofícios (1) A comunicação social não é politicamente neutra... (1) A confusão introduzida na vida pública (1) A construção de um Cunhal méli-mélo (1) A CONVERSA DO BANIF (1) A crise dos refugiados na Europa e na Síria (1) A CRUZ DAS REGATEIRAS (1) A Delicadeza (1) A Descoberta do Porto (1) À Descoberta do Porto (222) a direita coloca hoje a “realidade” (1) A DISNEYLÂNDIA DOS JIHADISTAS (1) a diva fugaz do Novo Cinema português (1) A dívida (1) A ECONOMIA DO HOSTEL (1) A Emigrante (1) A ENTREVISTA DA PROCURADORA E A SEGURANÇA SOCIAL DE PASSOS COELHO (1) A ERA DOS PARVOS (1) A ESCOLA É UM PALÁCIO (1) A Espera (1) A ESPLANADA DO CASTELO (1) A estação de S. Bento (1) A estalagem das Congostas (1) A ESTIGMATIZAÇÃO DA SOLIDÃO (1) A Europa (1) A EXCEÇÃO AMERICANA (1) A EXPLOSÃO DA NOITE (1) A falência moral do capitalismo (1) A FAMÍLIA DISFUNCIONAL FAVORITA DOS PORTUGUESES (1) A farsa dos debates presidenciais (1) A febre das pulseiras dos elásticos (1) A feira do pão (1) A festa dos Reis (2) A FICÇÃO GREGA (1) A FILHA (1) A fonte das Congostas (1) A fonte dos Ferreiros (1) A FORÇA DA VERDADE (1) A forca do concelho (1) A fotografia (1) A FRAGA DOS PELAMES (1) A FRAUDE DO FREEPORT (1) A GAFE DO PAPÁ (1) a gatuna mais famosa do século XIX (1) a gatuna pianista (1) A gelatina e o muro (1) A Gertrudes do Estanislau (1) A Grande Beleza (1) A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS (1) A Grécia de joelhos e o mundo de pantanas (1) A GUERRA A ORIENTE (1) A GUERRA JÁ CÁ ESTÁ. ESTÁ NO MEIO DE NÓS (1) A herança de Barroso (1) A histeria das classificações (1) A história como violação da gravidade (1) A história não perdoa (1) A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA (1) A Idade do Rock (1) A IGREJA DE SANTO ILDEFONSO (1) A ILHA DOS CÃES (1) A importância de algumas coisas (1) A Infância de Um Líder (1) A interessante e interessada apatia face aos offshores (1) A JIBOIA DE NOSSA SENHORA (1) A judiaria nova (1) A JUDITE É BIOSSUSTENTÁVEL? (1) A Juventude (1) A lagartixa e o jacaré (165) A lagartixa e o jacaré - Alternativas (1) A lagartixa e o jacaré - O Método (1) A Lagartixa e o jacaré - Parado e... inundado de incompetência (1) A lagartixa e o jacaré - Regressar aos mercados em 2013 (1) A Lagartixa e o Jacaré - Vem aí mais um (1) A Lagartixa e o jacaré. O Híbrido (1) A LAGOSTA (1) A Lancheira (1) A LATA DO BLATTER (1) A Linguagem do Coração (1) A livraria que deixara de ser livraria e quer voltar a ser livraria. Livraria Lello (1) A MÃE D'ÁGUA (1) A MÃE DE TODAS AS GUERRAS (1) A Maior Flor do Mundo | José Saramago (1) A mais antiga rua do Porto (1) A Mamã (1) A MANA VENDEU A TAP (1) A MÁQUINA DE CORTAR FIAMBRE (1) A MATEMÁTICA DO CASAMENTO (1) A meditação não funciona (1) À memória de Miguel Veiga: já não se fazem muitos assim (1) A MENINA DE ALEPO (1) A Moral Conjugal (1) A MORTE DA CULTURA LITERÁRIA (1) a mulher que arranca monstros do barro (1) A MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ A MUDAR (1) A MÚSICA QUE EMBALA O MUNDO (1) A NATUREZA DA ESQUERDA (1) A nova Internacional (1) A Nova Normalidade (1) A OUTRA (1) a outra Dulce Pontes (1) a P e B (1) A parte invisível do muro (1) A partidocracia em todo o seu esplendor... (1) A PASTA DE DENTES (1) A PEREGRINA (1) A Pesca do Salmão no Iémen (1) A PICOTA E O PELOURINHO (1) A política do alho-porro (1) A PONTE DO POÇO DAS PATAS (1) A Ponte dos Espiões (1) A popularização da economia (1) A PORTA DA CASA DE BANHO (1) A PORTA DAS VIRTUDES (1) A poucos meses do glorioso 1640 (1) A Praça da Batalha (1) A Praça da Erva (1) A PRAÇA DA RIBEIRA (1) A Praça de S. João (1) A Praça do Infante (1) A PRAXE É DOS TOLINHOS (1) A pretexto do Brasil (1) A primeira manifestação do sindicato do Governo (1) A PRIMEIRA MULHER (1) A prisão e o poder (1) A PROPÓSITO DA WEB SUMMIT (1) A Propósito de Llewyn Davis (1) A PROSTITUTA E O ASNO (1) A PULSEIRA FIT VAI MANDAR NA HUMANIDADE (1) A QUEDA É LIBERTADORA (1) A QUESTÃO DO GLÚTEN (1) A Quietude da Água (1) A QUINTA DA PONTE (1) A quinta do Covelo (1) A quinta dos Huetes (1) A Rapariga de Parte Nenhuma (1) A RAPARIGA DINAMARQUESA (1) A Rapariga Que Roubava Livros (1) a realizadora que também vendia queijos (1) A redacção da vaca a bombar (1) A REFORMA DÁ UMA NEURA TERRÍVEL (1) A refundação (1) A religião do mal? (1) A rendição do jornalismo (1) A resistência dos "estranhos companheiros de cama" (1) A responsabilidade dos “não há alternativa” no ascenso do populismo (1) A Rua da Fábrica (1) A Rua da Rainha (1) A Rua das Congostas (1) A rua das meninas bonitas (1) A Rua de Cimo de Vila (1) A RUA DE ENTRE VENDAS (1) A Rua de Sobre-o-Douro (1) A Rua do Bispo (1) A Rua do Miradouro (1) A rua do Ouro (1) A Rua dos Brasileiros (1) A RUA DOS CANOS (1) A Rua dos Carapuceiros (1) A Rua dos Clérigos (1) A RUA DOS FERRADORES (1) A RUA DOS LAVADOUROS (1) A Rua dos Moinhos (1) A Rua dos Quartéis (1) A RUA ESCURA (2) A saga das avaliações (1) A Saleta do meio (1) A SÉRIE E A CIDADE (1) A Seta - André Sardet e Mayra Andrade (1) A Suécia (1) A SUICIDADA DA SOCIEDADE (1) A Teia de Gelo (1) A tempestade perfeita (1) A torre das Virtudes (1) A união nacional (1) A VAIA DE ISTAMBUL (1) A van da minha avó (1) A VELHA LUTA DE CLASSES (1) A VERDADE DÓI (1) A Viagem dos Cem Passos (1) A Vida de Adèle (1) A Viela da Neta (1) A Viela do Açougue (1) A VIELA DOS POÇOS (1) A Vila Baixa (1) A VINGANÇA COME-SE QUENTE (1) A VINGANÇA DE NAPOLEÃO (1) A Visita (1) ACABEM DE VEZ COM OS ZOMBIES (1) Academia Contemporânea do Espetáculo/ACE-Teatro do Bolhão (1) Acelerar num beco sem saída pensando que é uma auto-estrada (1) Acertar nas previsões (1) Acima de tudo a liberdade (1) ADEUS (1) AEROPORTO DO PORTO pORTO (1) AFASTA DE MIM ESSA COZINHA (1) AFIAR O MACHADO (1) AFIRMEMOS A IGUALDADE DE GÉNEROS SEM TEMORES (1) Afurada (1) AGNUS DEI (1) Agora ou Nunca (1) AGRADECIMENTO HUMILDE AO GOVERNO PELO ANO FABULOSO QUE SERÁ 2013 (1) ÁGUA (1) Aguda (1) Aguenta-te aos 40 (1) Agustina Bessa-Luís (1) Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança (1) AI O CAR_ _ _O! (1) Ainda é possível mudar o mundo (1) Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles (1) ALENTEJO (1) Alfredo Barroso (1) Alfredo Cunha (9) Algumas notas sobre as autárquicas (1) (1) Ali - O Caçador (1) ali tão longe! (1) Alice (1) ALLAHU AKBAR (1) alô (1) Amanhã (1) Amanhã mandam elas! (1) Amar (1) AMAR A ALEMANHA (1) Ambiente (1) american girl in italy Assédio ou diversão? (1) American Honey (1) AMI (3) Amigos Improváveis (1) Amnésia (1) Amor (2) Amor Impossível (1) AMOU-ME E DEIXOU-ME (1) Amour (1) Amy (1) Ana Moura (3) Anabela (1) Anabela Moreira (1) Anabela Natário (13) Anael (1) Análise ou vontade (1) André Sardet (1) Angelina Jolie (1) Angola (3) ANGOLA ME LIGA (1) ANIKI-BÓBÓ (1) ANIMAÇÃO (1) Animação 3d (1) Animais (2) Ano Novo? (1) Anomalisa (1) Anomalisa. Os autómatos disfuncionais da terra dos call centers (1) ANSELMO RALPH (1) ANSELMO RALPH O que o faz correr? (1) Antes da Meia-Noite (1) ANTES DE ÁLVARO DEPOIS DE SIZA (1) ANTIGO GOVERNO CIVIL (1) Antoni Gaudí (1) António Barroso (2) António Costa (1) António Guterres (1) ANTÓNIO LOBO ANTUNES (2) AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ O PESSOAL DA BANCA (1) Ao portão (1) Ao tanger do sino (1) APALERMADOS (1) APESAR DE MAL COMPREENDIDO (1) APRENDAMOS A POBREZA COM OS POVOS DA PAPUA E SIGAMOS O SEU EXEMPLO (1) Aquário da Aguda (1) Aquarius (2) AQUI HÁ CATFISH (1) ÁRABE? LATINO? TUGA? SUSPEITO! (1) Arcade Fire (1) ARGVS Luísa Amaro (1) Aristides de Sousa Mendes (1) Arnaldo Trindade (1) Arquipélago das Berlengas (1) Arquitectura (2) Arquitetura (1) Arte (8) ARTIGOS PARA ENTREGA IMEDIATA E DE UTILIDADE EVIDENTE PARA O GOVERNO (1) AS AVENTURAS DE UM “AVÔ” NUMA STARTUP (1) As balizas do rio Douro (1) AS BEBÉS MUTILADAS DA GUINÉ (1) AS CARMELITAS DESCALÇAS (1) As Cinquenta Sombras de Grey (1) As coincidências não são apenas coincidências (1) AS COISAS COMO SÃO (1) AS CONGOSTAS (1) As desculpas insuportáveis dos meninos de Torremolinos (1) AS DUAS FACES DE PAULA REGO (1) As eleições que não foram europeias (1) AS ELITES (1) As elites bem falantes ou as noções básicas de democracia (1) AS EMPRESAS DO PASSOS (1) AS ESCADAS DA ESNOGA (1) As escadas das padeiras (1) As escolhas de um congresso (1) As feiras da praça (1) As fotografias em que Malkovich é... tudo (1) AS GAMBAS (1) As hortas do Reimão (1) AS JANEIRAS MAIS OS REIS (1) AS LÁGRIMAS DE CROCODILO (1) AS MAIORIAS E O VESTIDO (1) AS MÃOS E OS FRUTOS (1) AS MENINAS E AS MÃES (1) As Mil e Uma Noites: Volume 1 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 2 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 3 (1) AS NAILS DAS BARBIES (1) As necrologias (1) As Neves do Kilimanjaro (1) AS NOSSAS MALALAS (1) As Nuvens de Sils Maria (1) AS OUTRAS ESTRELAS DO EURO (1) As páginas perdidas da história do Boavista (1) AS PALAVRAS (1) AS PEÇAS QUE NUNCA ENCAIXARAM (1) AS PIN-UPS DO FEMINISMO (1) As ruas de Belomonte (1) AS SENTENÇAS (1) As Sufragistas (1) AS TOLERADAS (1) As trombetas do poder (1) Às vezes (1) As Voltas da Vida (1) ASSASSINO DE DINOS (1) Até à Eternidade (1) Até ao Verão (1) até não sei quando (1) Até que o Fim do Mundo nos Separe (1) Athos (1) Atlântida (1) atrizes (1) Audi R8 X Kawasaki Ninja ZX10R X Suzuki GSXR1000 (1) Automóveis (1) Aveleda (1) Avelino Carneiro (1) Avelino Carneiro e o Teatro de revista (1) Avenida Sidónio Pais (1) Aviso a tempo (1) Axilas (1) BAIRRO DO RIOBOM (1) BALANÇO CINEMA (1) Banca (1) Bandalusa (1) BANGLADESH (1) BARALHOS MARCADOS (1) Barbara (1) Barry Lyndon (1) BASTA DE HISTORIETAS DE CASAIS (1) BATALHAS PERDIDAS (1) Beber e Cantar (1) Beco de S. Marçal (1) Bel Ami (1) BELEZA AMERICANA Carey Fruth (1) Bellamy (1) Bernie - Morre e Deixa-me em Paz (1) BES SEGUE PRA BINGO (1) Best Youth (1) Bestas do Sul Selvagem (1) Beyoncé (1) Big brother: movimentos bancários de 1000 euros passam a ser investigados (1) BISPOS E FRADES (1) BLÁ (1) BLÁ DO B.H.L. (1) Black Mass – Jogo Sujo (1) Blue Jasmine (1) BOAS FESTAS (1) Boavista (1) Boavista Futebol Clube (1) BOB DYLAN (2) Bolero (1) Bolero De Ravel (1) Bom Natal (1) Bom Sucesso (1) BOND (1) BONITO E RICO (1) Boyhood - Momentos de uma Vida (1) Braga (1) brancos (1) Brandi Carlile (1) Brandi Carlile - The Story (1) BRANGELINA E O FIM DOS POWER COUPLES (1) BRASIL COLLORIDO (1) Brasília (1) Brave - Indomável (1) BREAKING BAD (1) BREXIT BLUES (1) Bridesmaids (1) BRING BACK OUR GIRLS (1) Brit Floyd (1) Bruxelas quer... (1) BUD SPENCER (1) BUDISTAS E CAPITALISTAS FELIZES (1) BUTE RING FENCING AÍ? (1) Caçadores de Cabeças (1) CADA VEZ MAIS ESTÚPIDOS (1) Café da Porta do Olival (1) CAFÉ MAJESTIC (1) Café Society (1) CAGALHOTO: O NOVO HERÓI DE LISBOA (1) Cais de Gaia (1) Calçada da Natividade (1) CALÇADA DAS CARQUEJEIRAS (1) Câmara Municipal do Porto (1) CAMARADAS E CAMARADOS (1) CAMILO PERDEU-SE POR AQUI... Nissan (1) Caminho Português (3) Campanhã (1) Cancela da Velha (1) Canidelo (1) Canidelo e Madalena (1) Cannes 2012 (1) CANSARAM DE SER SEXY? (1) Cântico dos Cânticos (1) Caos irrevogável ou ordem revogável? (1) CAPELA DE S. SEBASTIÃO (1) CAPELA DE SANTO ANTÃO (1) Capital Humano (1) CARA DE ENJOADA. FALSA OU VERDADEIRA? (1) Caridade e solidariedade (1) Carl Orff (1) Carlos Alberto (2) Carlos Luís Ramalhão (1) Carlos Tê (1) Carminho (1) CARNAVAIS (1) Carnaval (1) Carol (1) CAROL | TODOS OS ADULTOS TÊM SEGREDOS (1) Carqueijeiras (1) Carrie (1) CARRIE FISHER 1956-2016 (1) CARTA A DOM ISALTINO (1) Cartas Abertas (4) Cartas da Guerra (1) Cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Carvão Negro (1) Casa da Música (1) CASA DE PAPEL (2) Casal e campo do Pombal (1) casas e salários penhorados já não são notícia (1) Cascata Sanjoanina Porto S.João (1) Caso Maddie (1) Castro (1) Cavalo de Guerra (1) Cavalo de Turim (1) Cavalo Dinheiro (1) Cedo Feita (1) CELEIROS DA CIDADE (1) Cemitério do Prado do Repouso (1) Cemitério novo do Olival (1) Censura (1) César Deve Morrer (1) César! (1) Cesária Évora (1) CHEIO DE DANTAS (1) Chocolate (1) CHOCOLATE É PECADO (1) Ciclo Interrompido (1) Cidade Dividida (1) Cidade do Porto (324) CIMA DO MURO (1) Cinema (459) CINEMA À 5ª (1) Cinema Batalha (1) Circo sem animais: deixar de fora “quem não escolheu estar ali” (1) Claques (1) Clara Ferreira Alves (195) CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI” (1) Clérigos e 31 de Janeiro (1) Clint Eastwood (1) Cloud Atlas (1) COISAS QUE NINGUÉM SABE E QUE ME APETECE PARTILHAR CONVOSCO (1) Coisas que nunca mudam (1) Colégio de órfãs (1) Coletânea de imagens sobre o Porto (1) COM A CABEÇA NA NUVEM (1) com o PCP)... (1) COM RETICÊNCIAS (1) COMANDOS (1) Combater Trump todos os dias (1) Comendador Marques Correia (39) Comendador Marques de Correia (13) Como chegar a deputado (1) Como é que eu faria? (1) COMO É QUE ISTO NOS ACONTECEU (1) COMO EU AJUDEI O PEDRO (E O PASSOS COELHO) A REMODELAR O GOVERNO (1) COMO FAZER UMA LEI TÃO CLARINHA (1) COMO HOLLANDE SALVOU A EUROPA DE UMA TOTAL CATÁSTROFE NEOLIBERAL (1) COMO ÓSCAR E CABÍRIA (1) COMO PASSOS PODE FAZER UMA REMODELAÇÃO COMO NUNCA NINGUÉM VIU (1) COMO POR O POVO A PAGAR IVA SEM RECORRER A TRUQUES BARATOS (1) COMO UM TAL SÓCRATES RECONQUISTOU O PODER “AQUI MUITO HÁ RECUADO” (1) Como Um Trovão (1) COMUNISMO CHANEL (1) Concerto de Aranjuez (1) CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE (1) CONDENADOS À MORTE (1) CONDENADOS À MORTE 2 (1) CONDENADOS À MORTE 3 (1) CONDENADOS À MORTE 4 (1) CONDENADOS À MORTE 5 (1) Confissões de um animalicida (1) Confusion de Confusiones (5) Confusões sobre a violência (1) conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las (1) CONTRA TOLERÂNCIAS (DE PONTO) (1) Contrbando (1) Convento Corpus Christi (1) CONVERSA AMENA COM UM SENHOR COM QUEM É RARO TER CONVERSAS AMENAS (1) CONVERSA COM O ESPÍRITO SANTO A PROPÓSITO DO MUITO QUE TEM POR FAZER (1) CONVERSA DE UM VELHO CONFUSO (1) Corações Perdidos (1) Córdova (1) Corpo Celeste (1) CORRER A CHOQUES ELÉTRICOS (1) Cortinha sobre o monte (1) Cosmopolis (1) COSTA SENTADO NO BANCO (1) CR desprezou Hollande e gozou o prato (1) CRIARAM O FITNESS DARWINIANO (1) Crime à Segunda (10) Crime e Pecado (1) CRIMES CONTRA MULHERES (1) Crimson Peak: A Colina Vermelha (1) CRISE DE MEIA IDADE (1) Crónica Urbana (31) CROSSFIT (1) Cuba (1) Culpa do ratíng "lixo" é de Portugal ser uma democracia... (1) Curta-Metragem (1) D. Hugo e o Burgo (1) da “América profunda”. E Trump eleito (1) DA ALEMANHA À CHINA DE COMBOIO (1) Dá cá dinheiro para pôr a render... para os meus amantes (1) DA LALOFOBIA (1) da mina sobram relatos de sangue (1) DAD BOD ESTÁ NA MODA? (1) DAESH (1) Dama de Ferro (1) Dança (2) Daniel Oliveira (1) Daniel Pinheiro (1) DAQUI EM DIANTE ACABOU O PORTUGAL POBRE. SOMOS RICOS (1) Dave Brubeck (1) David Bowie (1) De Aguardenteira a incendiária (1) De Camionete (1) DE COMO O CRONISTA RESOLVE INVOCAR O PENSAMENTO DE JERÓNIMO DE SOUSA (1) DE FRALDAS EM LISBOA (1) de João Canijo: “Não é possível representar uma peregrinação sem a fazer” (1) DE MEIA-LECAS A LECAS (1) DE MIUDEZAS ESTAMOS TODOS FARTOS (1) De noite todos os gatos são pardos (1) De Olhos bem Fechados (2) DE QUE SÃO FEITOS OS RICOS? (1) DE ROUILLE ET D'OS (RUST AND BONE) (1) DE TORREMOLINOS A LLORET E CANCÚN (1) Dead Combo (1) Debaixo da Pele (1) DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL (1) Decorações de Natal (1) Defuntos (1) deitou-lhe as mãos e… matou-o (1) Demolição (1) Dentro de Casa (1) Depois das lágrimas (1) Depois de Maio (1) Descansem (1) descansem e depois queixem-se (1) Descaradamente Infiéis (1) Desejamos a todos bom Natal e bom ano (1) Desespero (1) DESFADO (1) Desligados (1) DESPEDIDO (1) DESPOJOS DO TARRAFAL (1) Desporto (4) DESSA GUERRA TANTAS VEZES SILENCIADA (1) Deste Lado da Ressurreição (1) DETROIT CIDADE-FANTASMA que já está a renascer (1) DEU-ME ASAS (1) Deus abençoe Clint (1) Deus Branco (1) DIÁRIO DE UM HOMEM INFORMADO (1) diário de um psiquiatra (23) Dicionário dos nossos dias (1) diga qualquer coisa (1) diga-se de passagem (1) Dino d´Santiago (1) Disturbed (1) Divine Shape (1) Divine Shape: O Inverno do Porto mudou a minha roupa (1) DIZ O MELHOR VENDEDOR DE LEGUMES DA PRAÇA (1) dizem eles (1) DJANGO LIBERTADO (1) do glamour à decadência (1) do lado de Gaia (1) DO LESTE E DO OESTE (1) Do Olival a Cedofeita (1) DO SOCO (1) DO VALE TUDO AO MMA (1) Documentário (14) Dois Dias (1) Dois Papas e a lei da vida (1) DON’T LIKE IT (1) DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS (1) Donos e Portugal (1) dos Led Zeppelin (1) Douro (1) Downton Abbey (1) Duas cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Duas variações sobre um enamoramento (1) Durante muito tempo vai deixar de haver notícias (1) duvido muito (1) é a condução política do PSD (1) É A FALTA DE CULTURA (1) É A PIOLHEIRA (1) É A PIOLHEIRA TOTAL (1) E Agora (1) E Agora Invadimos o Quê? (1) E agora os Reis (1) E agora? Lembra-me (1) É BIRKIN DA PARTE DA ATRIZ OU DA CARTEIRA? (1) E ELE NEM SEQUER ERA AMERICANO (1) É EMOJIEXCLUÍDO? (1) É HUMANA! (1) É mau para o Governo falar demais (1) É MAU RAPAZ OU UM ESTETA? (1) É melhor não saber (1) É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo? (1) E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado (1) É SER POBRE (1) E TIROU-LHE O SONO (1) E tudo Costa ganhou (1) É vê-los a defender os seus (1) E-REFUGIADOS RECEBIDOS COM E-MOJIS (1) economia (8) Éden (1) Eduardo Gageiro (1) Egg Parade (1) EIS O ESTADO DE DIREITO (1) Ela (1) Ele até pode matar a mãe (1) eleito o melhor riff de sempre (1) Elementos Secretos (1) Elena (1) Elena Ferrante (1) Eles fazem a guerra em tempos de cólera (1) Eli Wallach (1) Elíades Ochoa (1) Elogio das autárquicas (1) Elysium (1) Em Câmara Lenta (1) Em Canelas dá-se outra missa (1) EM DEFESA DA RESSACA (1) EM DEFESA DO DOUTOR RELVAS (1) EM DEFESA DO GHOSTING (1) em manutenção (57) Em nome de Deus e em nosso nome (1) Em Parte Incerta (1) EM PREFACIADA CAVAQUEIRA (1) EM TEMPOS DE CRISE (1) EM VEZ DE RELEMBRAR SEMPRE OS GALHOFEIROS (1) Emir Kusturica (1) EMIR KUSTURICA “A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR” (1) EMMANUEL MACRON (1) ENGANEI-ME (1) Enquanto Somos Jovens (1) Enriqueci­mento (1) Então governantes (1) ENTER PHILIP ROTH (1) entramos no tratado orçamental (1) ENTREGUES À BICHARADA (1) Entrevista a Xana dos Rádio Macau (1) ERA ASSIM (1) era assim que eu faria (1) ERAM TÃO SUAVES (1) ERGUEI-VOS CONTRA O STITZPINKLER (1) ESCRAVO. DESAPARECIDO. HERÓI. GOSTAVA DE CR (1) ESCREVER CONTRA O TEMPO (1) Escrever sobre a crise (1) ESCRITA POR ALGUÉM QUE GOSTASSE DELA (1) Esperou que o marido adormecesse e deu-lhe quatro tiros (1) Espigueiros no Soajo (1) ESPIOLHAR 0 SEU FB FECHADO? FÁCIL! (1) esquerda dura e esquerda violenta (1) Esquerda mole (1) ESSE DESCONHECIDO CHAMADO JESUS (1) ESSE REFRIGERANTE COM GÁS (E MUITA MÚSICA) (1) ESSES CÃES DE ATENAS (1) está alguém a governar? (1) Esta desesperante ausência de luz (1) ESTA NOITE SONHEI COM POMAR (1) Esta Terra É Nossa (1) Estação da Rua de Alexandre Herculano (1) Estação Litoral da Aguda (1) ESTADO DE COMA (1) Estamos todos fracturados (1) estás perdoado (1) ESTE DESGRAÇADO PAÍZ (1) este filme foi a maior loucura que todas nós (1) ESTES GAJOS NÃO SABEM FAZER REFORMAS E DEPOIS DÁ NISTO! SIGAM O QUE EU DIGO! OK? (1) ESTES IDIOTAS SOMOS NÓS (1) ESTES TIPOS SÃO PIEGAS E NEM UMA PORCARIA DE CRISE SABEM RESOLVER (1) Estou de Consciência tranquila (1) ESTUDO SOCIOCIENTIFICO: COMO DEVE SER GERIDA A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL? (1) Estufa da Quinta da Lavandeira (1) Estufa do Parque da Lavandeira (1) ESTUPIDEZ COLETIVA (1) ESTÚPIDO (1) Ettore Scola (1931-2016) O cineasta do amor por Itália (1) EU ACHO QUE O EURO É PARA DAR CABO DE NÓS. E AGORA HÁ PROVAS (1) EU DEVO SER O ÚNICO (1) EU E TU (1) EU GOSTAVA QUE ESTA DÉCADA TIVESSE ACABADO (1) Eu quero lá saber das regras europeias e do défice do tratado orçamental (diz agora Renzi) (1) EU RADICAL ME CONFESSO (1) EUA (1) Eugénia Lima (1) EUROPA (1) Eurovisão (1) EUTANÁSIA (1) EVAPOROU-SE (1) Excisão (1) Explicado (1) Extremamente Alto (1) Eyes Wide Shut (1) F.C.Porto (2) Faina Fluvial (1) Fake analysis (1) FALAR DOS POBRES (1) FALEMOS DO NATAL (1) Falências (1) FALHAR A REVOLUÇÃO (1) FALTA É UM BANCO BOM (1) Fantasmas da Segunda Guerra Mundial (1) Fátima (1) Fátima de manhã (1) FAZ DE CONTA (1) FAZER SANGUE (1) FC Porto: Estes romanos são loucos - e são poucos (1) FEIRA DO PÃO (1) Feira dos Moços e Moças (1) FEITIÇOS AFRICANOS (1) FELICIDADE TABACO E PONTO G (1) Fernando conhecia Gisberta desde os seis anos. Porquê agredi-la? (1) Fernando Lopes (1) Ferrugem e Osso (1) FESTA DO AVANTE; A FESTA EM QUE SE VÊ A FORÇA DO PC (1) fica tudo na mesma (1) Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica (1) Fidel de Castro (2) Filinto Melo (1) FILIPINAS NÃO (1) Filomena (1) Fim-de-semana em Paris (1) FIQUEM LÁ COM O PODER (1) FISCO: O silêncio dos falsos liberais (1) fizemos por um realizador (1) Florbela (1) Flores (1) FLORIDA DA EUROPA (1) Foge (1) FOI BONITA A FESTA (1) FONTES E CHAFARIZES (1) Fontinha e Fontainhas (1) Força Maior (1) FORMAS DE REFORÇAR A COESÃO DO GOVERNO NUM MOMENTO DIFÍCIL (1) Fornos da cidade antiga (1) Fotografia (19) Fotografia SlideShow (36) Fotojornalismo (1) FRACO CONSOLO (2) França (2) FRANCISCA VAN DUNEM (1) FRANCISCO LOUÇÃ “SOU INCANSÁVEL” (1) FREI BENTO (1) Frei Bento Domingues (1) Fuegos del Apóstol (1) Fun (1) futebol à tarde e à noite (1) FUTURO MAIS QUE IMPERFEITO (1) Gabriel García Márquez (1) Gaia (1) Galinha Com Ameixas (1) Gangsters à Moda Antiga (1) GASPAR (1) GASTÃO (1) Gaudí (1) Gelo Fino (1) Genesis (1) geólogo e agrimensor na Austrália (2) Germano Silva (247) Germano Silva - Historiador (1) GERMANO SILVA “Por trás de cada fachada do Porto há uma história desconhecida ou insólita” (1) GERMANO SILVA O contador de segredos do Porto (1) Gett: O Processo de Viviane Amsalem (1) Giraldinha (1) Gisberta (8) GOELAS DE PAU (1) Golpada Americana (1) GRAÇAS A DEUS (1) graffiti (2) Gralheira (1) Grand Budapest Hotel (1) Granulomatose com poliangeite (1) Gravidade (1) Grécia e Ucrânia: Europa (1) Greve dos professores (1) Grilo da Zirinha (1) Guilhermina Adelaide (1) HÁ 180 MIL NÓS DE GRAVATA (1) há 40 anos (1) HÁ ANOS IRREPARÁVEIS (1) HÁ HOMEM (79) HÁ MILAGRES (1) Há uma coisa com que concordo com Passos Coelho (e (1) HÁ VIDA NOVA NA RUA DAS FLORES (1) Hannah Arendt (1) HANNAH ARENDT E NÓS (1) Hélder Pacheco (1) Henrique Monteiro (1) HER (1) HETEROS E HOMOS (1) Hillary Clinton (1) História (1) Histórias da Cidade (2) Histórias portuenses (2) Hitchcock (1) HOJE É DIA DE ATIRAR UM MIGUEL PELA JANELA E DEVEMOS HONRAR O DIA (1) Hollywood entre Deus e os comunistas (1) Homem Irracional (1) HOMEM? NEUTROIS? PANSEXUAL? DOIS ESPÍRITOS? (1) Homenagem a Eugénia Lima (1) HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS DO PORTO (1) Homens (1) HOMENZINHOS (1) HONRAR OS ESGALHADOS (1) Horto das Virtudes (1) Hospital do Santo Cristo (1) Hugo (1) Humanos (1) Humanos - Quero é Viver (ao vivo no Coliseu) (1) Humor (11) I AM AMERICA AND SO CAN YOU (1) I´m in love with Porto (1) Ida (1) Idade à Flor da Pele (1) IDEIAS MATINAIS REQUEREM DUCHE (1) IGREJA DE SANTA CLARA (1) Igreja dos Clérigos (1) Igreja e Torre dos Clérigos (1) Ilha de Midway (1) Imagens menos conhecidas da cidade do Porto (1) IMAGINA CÃO (1) imigração (1) IMPERATIVOS CATEGÓRICOS E KANT (1) INCÓGNITO (1) INCORREÇÃO FACTUAL E OUTRAS COISAS (1) Incrivelmente Perto (1) incumpri­mentos (1) INFIDELIDADE - DESEJO (1) Inglaterra (1) Inimigos Públicos (1) Interstellar (1) INVASÃO CHINESA (1) Invencível (1) Ir ao Porto (2) IRAQUE (1) Irmã (1) IRRELEVÂNCIAS (1) Isto é o Haiti (1) J. RENTES DE CARVALHO “NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER” (1) JÁ ÉS UM HOMEM! (1) JÁ NINGUÉM SE DESLIGA NAS FÉRIAS (1) JÁ PODE COMPRAR UNS SIX PACK (1) JÁ SÓ JÁ HÁ JORNALEIROS (1) Jackie (2) Janelas (1) Jardim da Cordoaria (1) Jazz (1) JEANS COM LAMA A 600 EUROS (1) Jeans não se lavam (1) Jersey Boys (1) JESUS VS. MOURINHO (1) João Duque (6) João Roberto (9) João Salaviza (1) Joaquín Rodrigo (1) Jobs (1) JOCOSA E EDUCATIVA (1) Jodie Foster (1) JON (1) Jorge Fernando (1) jornalista (1) José Augusto Rodrigues dos Santos (1) José Eduardo Agualusa (1) José Fonseca e Costa (1) José Gameiro (23) José Hermano Saraiva (1) José Mário Branco (1) José Pacheco Pereira (195) JOSÉ RODRIGUES (1) José Saramago (1) José Sócrates (1) JOSÉ SÓCRATES OU A FILOSOFIA PARA TOTÓS (1) JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA (1) Jovem e Bela (1) Joy (1) JÚLIO POMAR (1) JÚLIO POMAR “SOU UM BOCADO CANIBAL” (1) JUNK BOND (1) Justiça à portuguesa (1) JUSTICEIRA DO INSTAGRAM (1) Juventude (1) Kaossilator (1) KARL (1) Kátia Guerreiro e Anselmo Ralph - Não me toca (1) KEY WEST (1) Kingsman: Serviços Secretos (1) KOBANE É A NOSSA COBARDIA (1) Kogonada (1) Krzysztof Kieslowski: outra Europa (1) Kubrick (2) Kubrick 2001 odisseia no espaço explicada (1) kuduro (1) LA DOLCE VITA EM ERLANGEN (1) La La Land: Melodia de Amor (1) La vie en rose (1) LACRADO (1) Ladrões com Estilo (1) Ladrões Com Muito Estilo (1) Lagartixa NY: o que fica das eleições americanas ganhe quem ganhar (1) Lagoa de Bertiando e S. Pedro d´Arcos (1) LARGO DE SANTO ANDRÉ (1) Largo de Santo Ovídio (1) LARGO DO AMOR DE PERDIÇÃO (1) LARGO DO COLÉGIO (1) LARGO DOS NAVIOS (1) Lauren Bacall (1) Lavandeira (1) Lawrence da Arábia (1) LE BAIN TURC (D'APRÈS INGRES) DE JÚLIO POMAR (1) Le Havre (1) Led Zeppelin (1) Lendas do Crime (1) Leonard Cohen (1) Les jeux sont faits (1) Líbano (1) Lincoln (1) Lindsey Stirling (1) Linha do Norte (8) LISBOA E LIXO E TUDO (1) Lista completa com os 100 melhores filmes norte-americanos (1) Livraria Lello (1) Livro (1) LIVROS (4) Locais de tertúlias (1) Locais infectos (1) Locke (1) LOIRAS E HIDROGÉNIO (1) Londres (1) Longe dos Homens (1) Looper - Reflexo Assassino (1) Lorde (1) Lore (1) LOUCAMENTE - DUAS MULHERES NA TOSCÂNIA (1) Louis Armstrong (1) LOURO PRENSADO É DROGA (1) LOVELACE (1) Luaty Beirão (1) Luca Agnani (1) LUCKIEST GIRL ALIVE (1) Luís Pedro Nunes (155) Luís Portela (1) LUMBER SPORN E ESCANHOADOS (1) Lusitana expiação (1) LUTA DE CLASSES (1) Macacos e desencontros (1) Machete e a multiplicidade das vozes (1) Mad Max: Estrada da Fúria (1) Madalena (1) MADAME LAGARDE MANDA (1) MADEIRA CONTRA MÁRMORE (1) Maggie (1) Magnífico Porto (2) Magnífico Porto 11 (1) Magnífico Porto 2 (1) Magnífico Porto 4 (1) Magnífico Porto 5 (1) Magnífico Porto 6 (1) Magnífico Porto 8 (1) MAILS E LEI LABORAL (1) MAIS DE 240 PORTUGUESES NAS OFFSHORES DO PANAMÁ (1) Mais exemplos para quem ainda não percebeu onde está metido (1) MAIS UM DRAMA SOCIAL PROVOCADO POR UMA MALDITA FOLHA DE EXCEL (1) MAIS UMA IDEIA ESTÚPIDA (1) Mais Uma Noite de Merda Nesta Cidade da Treta (1) Mais uma vez a política do engano (1) Making a Murderer (1) MAKING BRIDGES (1) MAL (1) Maléfica (1) Mamã (1) Manchester by the Sea (1) MANDA O CHANEL NOIR (1) Manda quem pode (1) Manifestações (1) Manoel de Oliveira (8) Manoel de Oliveira — Passos de Uma Vida‏ (1) Manuel Vitorino (4) Mapas para as Estrelas (1) Marcas na parede (1) MARCELO REBELO DE SOUSA Candidato presidencial “Serei politicamente imparcial (1) Marginal do Douro em Gondomar (1) Marguerite (1) Maria Antónia Siza (1) Maria Cabral (1) MARIA DE JESUS (1) Maria Filomena Mónica (2) Maria tcha (1) MARIANA MORTÁGUA "O PÉ ESTÁ NA PORTA E AGORA É PRECISO EMPURRAR" (1) Mariano Gago (1) Marine Le Pen (1) Mário Bismarck (4) Mário Soares (1) MÁRIO SOARES Sou um cidadão especial (1) Marionetas (1) Mariza (1) Marseille (1) Martha Marcy May Marlene (1) Marx (1) MAS AINDA VAI CONTINUAR POR UNS ANOS (1) MAS CHORO COM MÁGOA A PARTIDA DO SR. RELVAS (1) mas como é dos “nossos” não há problema (1) mas como é que se vive num País sem futuro? (1) MAS ESTOU À RASCA POR CAUSA DA CNE (1) mas não a outra face (1) mas não tanto (1) mas o destino a funcionar de uma forma não linear (1) mas o que é isto? (1) mas socialmente parcial” (1) MAS SOU A FAVOR DE UM ESTADO SOCIAL LOW COST (1) MAS SOU MODERNO (1) Mas... (1) Máscaras (1) Massarelos dos mareantes (1) MATA DUAS VELHAS OU UM NOBEL? (1) Mata-os Suavemente (1) MATARÁS! (1) Mayra Andrade (1) mecanismos e mecanização (1) Mediterranea (1) Memórias de Minhas Putas Tristes (1) MENINOS (2) MERCADOS DA BAIXA (1) Mergulho Profundo (1) MERYL STREEP (1) Meu bom Pan (1) MEU CARO JOÃO SOARES (1) Meu caro Ludwig Pan (2) Meu caro Pan (2) Miguel Costa (1) Miguel Sousa Tavares (82) Miguel Veiga (1) MIGUEL VEIGA “Este PSD entristece-me e revolta-me” (1) MIL MILHÕES EM SUBMARINOS (1) Milagre no Rio Hudson (1) MILHÕES EM RISCO (1) Militância (1) Minas (1) Minha Alma Por Ti Liberta (1) MIRA DOURO (1) MISSIVA ENVIADA A JARDIM EXPLICANDO-LHE PORQUE É QUE JÁ NINGUÉM O QUER (1) Mitos da semana:consenso (1) Mitridatismos (1) Modus operandi (1) Mondego (1) Money Monster (1) Monte (1) Monte Athos (1) Monte Mozinho (1) Montemuro (1) Moonlight (1) Moonrise Kingdom (1) MORITURI TE SALUTANT (1) Morreu a actriz Lauren Bacall (1) Morreu a inesquecível Natalie Cole (1) Morreu Leonard Cohen. Perdemos um visionário da música (1) Morreu Maria José Silva (1) MORREU O GUITARRISTA DE FLAMENCO PACO DE LÚCIA (1) Morreu Robin Williams (1) morte (1) MOTEL DE DESIGN VALE A PENA? (1) Mouzinho e Flores (2) Mozinho (1) Mr. Nobody (1) MR. THIEM (1) Mr. Turner (1) MRS. ROBINSON ERA UMA PITA (1) Mudar de Vida - José Mário Branco (1) MUDAR POR FORA PRIMEIRO? (1) Muito Amadas (1) MUJICA (1) MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO (1) MURRO OU DA BOFETADA (1) Música (89) Música electrónica (1) Música Popular (7) Músicos de Rua (1) Na Marcelândia (1) Na Rota dos Judeus do Porto (1) Na Via Láctea (1) Nação valente e imortal (1) Nada ficará como dantes (1) Nada vale mais qu’a Gaia toda (1) Nadir Afonso (1) Nadir aos olhos de Siza (1) namorando um assassino (1) Nana (1) Não (2) NÃO A MESMA (1) NÃO COMPREM NADA AOS CHINESES (1) Não digam que não sabiam... (1) não é de dizer qualquer coisinha? (1) NÃO EMAGRECE? É DO ADITIVO (1) NÃO ÉS NADA (1) não há milagres (1) Não há motivos para sorrir (1) Não há uma só razão para entregar a TAP (1) não licenciados (1) NÃO LIKE (1) NÃO ME EXCLUO DE NADA (1) NÃO QUERO VIVER ATÉ AOS 100... (1) NÃO SE NOTA (1) NÃO SE PODEM DAR AO LUXO DA EFICÁCIA (1) Não se preocupem com ninharias (1) NÃO SEI SE SOU O ÚNICO (1) Não vamos à procura de uma vida melhor. Vamos à procura de vida. Atrás de nós só há morte (1) NÃO VOU COMENTAR O SÓCRATES (1) Narciso Yepes (1) Natais portuenses (1) Natal (1) Natal 2015 (1) Natalie Cole (1) Natureza (1) Nebraska (1) Negação (1) Negócios (1) NEM AS FAMOSAS JOIAS DA COROA VALEM UM CHAVO. ISTO (1) NEM O VUDU ME VALE (1) Nem pão (1) Nem parece que estamos no Porto (1) Nem quente nem frio (1) nem vinho (1) Nepal (1) Neruda (1) Neruda histórico (1) Nerve - Alto Risco (1) NESTA ESQUINA HAVIA LIVROS (1) Nevoeiro (1) Nicolau Breyner (1) Niger (1) Night Moves (1) Nightcrawler - Repórter na Noite (1) Nissan Qashqai (1) NÍTIDOS NULOS (1) No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia (1) NO CAFÉ (1) No limite do amanhã (1) No Nevoeiro (1) Nobels they are a-changing (1) Noções básicas de direito penal. Ou de Estado de direito (1) NÓMADAS (1) Nomes de certas ruas (1) NOMES DE RUAS (1) NÓRDICOS SELVAGENS (1) NOS CAMPOS (1) Nós por cá todos bem (2) Nossa Senhora da Lapa (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DESMENTE QUAISQUER RELAÇÕES COM A TROIKA (1) NOTAS DE HONG KONG (1) Notícias boas (1) Notícias do meu bairro (1) notícias manhosas e notícias preocupantes (1) Nova Escravatura Civilizada (NEC): um outro conceito de liberdade individual (1) Novo Bolhão vai ser o grande mercado de frescos da cidade (1) NUDES (1) Nunca fui às Berlengas (1) Nuno Sousa (4) O (1) O "NOSSO" SANTO ANTÓNIO (1) O “MAMADING” NÃO É O FIM DO MUNDO (1) O “TESOURO VIVO” DO SIZA (1) O “trumpismo” nacional (1) O adeus de um lutador social (1) O ADJUNTIVO MARQUES MENDES (1) O adolescente retardado traduzido automaticamente (1) O ADULTÉRIO VIA NET ACABOU (1) O alcoviteiro (1) O AMOR DA SUA VIDA ESTÁ NUM RAIO DE 1 KM? (1) O anátema sobre os não-TINA (1) O ano 2013 visto pelo pensamento positivo (1) O ano visto por António Guterres (1) Ó António (1) O anunciador da morte (1) O ataque "aos que ainda têm alguma coisa" (1) O BAIRRO DA SÉ (1) O bairro dos Banhos (1) o bairro dos livros Porto (1) O BANQUEIRO E O BANCÁRIO (1) O BLÁ (1) O BOT QUE ACABOU LOBOTOMIZADO (1) O braço do Sá da Bandeira (1) O BURGO EPISCOPAL (1) O burguês da Foz que tomou de assalto a Câmara do Porto (1) O CABARÉ E O MACACO (1) O café Camanho (1) O café Chaves (1) O Cais da Estiva (1) O Caminho (1) O campo das barreiras (1) O Capital (1) O CAPITAL SEGUNDO THOMAS PIKETTY (1) O Carmo e os carmelitas (1) O CARRO MAIS SEGURO DO MUNDO? (1) O Caso Spotlight (1) O Castelo da Sé (1) O CAVALO DE CALÍGULA (1) O Chef (2) O CIRCO BES (1) O Círculo | FÁTIMA | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 (1) O CLUBE (1) O Clube de Dallas (1) O Condado de Massarelos (1) O Conselheiro (1) O Conselho de Estado irreal (1) O Cônsul de Bordéus (1) O culto à Senhora da Lapa (1) O DEBATE (1) O desastre do PS (1) O Desconhecido do Lago (1) O deserto (1) O Desolado (1) O desprezo pelos manifestantes da CGTP (1) O Dia Antes do Fim (1) O DIA EM QUE VEIO O MAR E ENGOLIU TUDO (1) O dia seguinte (1) O DIABO NO CORPO (1) O DIABO QUE NOS IMPARIU (1) O Diário de Uma Rapariga Adolescente (1) O dilema do futuro (1) O Ditador (1) O DOC QUE VAI MUDAR A TV (1) O drama do fim de férias (1) O drone deles sobrevoou o melhor destino europeuCidade do Porto (1) O E- PELOURINHO ESPERA POR SI (1) O EL ESTÁ A MATAR-NOS (1) O ELEFANTE BRANCO ERA UM PATO BRAVO (1) O elogio dos jornais (1) O Encantado (1) O ESPLENDOR DE PORTUGAL (1) O Estado disforme (1) O estado do Estado de direito (1) O Estado perigoso (1) O evento (1) O FADO JÁ É OUTRA COISA (1) O FAROLIM DE FELGUEIRAS (1) O FIM DA ESCRITA MANUAL (1) O fim dos antibióticos (1) O foral de D. Manuel I (1) O Frágil Som do Meu Motor (1) O Fundador (1) O Fundamentalista Relutante (1) O Gangue de Hollywood (1) O Gebo e a Sombra (1) O General sem Medo (1) O Germano é doutor (1) O GORILA QUE HA EM NÓS É UM IDIOTA (1) O Governo (?) a voo de pássaro (1) O Guarda (1) O HOMEM A QUEM TIRARAM A SOMBRA (1) O homem do relógio que goza connosco (1) O Homem Duplicado (1) O homem é mesmo perigoso (1) O homem e o seu sonho (1) O HOMEM POR DETRÁS DO “GRÂNDOLA” (1) O homem primavera-verão 2015 (1) O homem que gostava das mulheres (1) O HOMEM QUE NÃO VEMOS (1) O Hotel de Francfort (1) O INCRÍVEL CASAL EANES (1) O Inquieto (1) O IRAQUE NUNCA EXISTIU (1) O isolamento do Governo (1) O Jogo da Imitação (1) O JOGO VISTO DE TIMES SQUARE (1) O Lado Bom da Vida (1) O LADO LOUCO DOS GÉNIOS (1) O LARGO DO PADRÃO (1) O linchamento de José Sócrates (1) O Lobo de Wall Street (1) O LOBO DO MAR QUE É O SENHOR DO RIO (1) O lugar do Ouro (1) O MACHETE E UM CHUCHU (1) O MACHISMO É O NOVO FEMINISMO (1) O MACHO ASSINALADO (1) O manancial de Camões (1) O Mede Vinagre (1) O MELHOR PSICOPATA DE SEMPRE (1) O menino e o lobo (1) O Mentor (1) O MERCADO DE USADOS (1) O mercado do Bolhão (1) O MERCADO DO PEIXE (1) O MESSIAS (1) O Messias de Händel (1) O meu cepticismo (1) O Meu Maior Desejo (1) O MEU RANGE E UMA "ELA"! (1) O MEU REINO POR ESSE ARROZ (1) O MILHÃO VARIÁVEL DO ULRICH (1) O MOMENTO PRUDÊNCIO (1) O Monge (1) O MONTE DAS FONTAINHAS (1) O MONTE DE GERMALDE (1) O Mordomo (1) O morgadio do Carregal (1) O MULLAH OMAR E NÓS (1) O mundo ao contrário (1) O murinho de S. Domingos (1) O Muro Europeu (1) O NATAL PORTUGUÊS INSTALADO NUMA MONTRA (1) O Natal visto da véspera (1) O NOSO É NOSO (1) o nosso (1) O NOVO E OS VELHOS DO PS (1) O novo-chique (1) O Oásis (1) O OVO DA SERPENTE (1) O padrão de Santo Elói (1) O País a ser enforcado e a GNR não actua (1) O País que foi do vinho e agora é da cerveja (1) O PAÍS QUE VAI AFUNDAR-SE (1) O Palácio de Cristal (2) O Papa bolchevista (1) O Pasmatório dos Lóios (1) O PASSAL DOS CÓNEGOS (1) O PASSARITO E O PASSARÃO (1) O PASSEIO DA GRAÇA (1) O patinho feio dos mares é o novo cisne do gelo (1) O PEIXE OU A CANA? (1) O PEQUERRUCHO DO PS (1) O PERDÃO (1) O PERIGO DE VOAR NA TAP (1) O PESADELO SÓ AGORA COMEÇOU (1) O Pintor e a Cidade (1) O PISTOLEIRO BORGES (1) O POÇO DAS ILUSÕES (1) O Polícia (6) O politicamente correcto faz mal à cabeça: o "trabalho sexual" (1) O Porfírio do Cimbalino e a Balança Falante (1) O PORTO DE MIGUEL ARAÚJO (1) O Porto no Inverno (1) O povo é quem mais ordena (1) O Presente (1) O preso 44 e o Estado de direito (1) O princípio do fim da Europa (1) O princípio do fim de Gisberta (1) O problema de opinar sobre tudo (1) O problema dos grandes partidos (1) O problema não são as autárquicas (1) O Prodígio (1) O Profundo Mar Azul (1) O PSICOPATA (1) O QUARTO AZUL (1) O QUARTO DO CASAL (1) O Que Há de Novo no Amor? (1) O que a privatização da TAP... (1) O que anda em 2017? (1) O que comemoramos quando comemoramos a Segunda Guerra Mundial (1) O QUE DEVE FAZER UM BOM SOLDADO SE O CAPITÃO SÓ O CONTRARIA EM TUDO? (1) O QUE É FEITO DO CINEMA AMERICANO? (1) O que é que aconteceu aos rapazes? (1) O que está a mudar (1) O Que Está Por Vir (1) O QUE FAZ CORRER A UBER (1) O QUE FAZER COM ESTE ISLÃO (1) O QUE ME DISSE SNOWDEN SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO PSD-PS-CDS NO DOMINGO (1) O que significa a visita do Papa para um homem sem fé (1) O que vai passando (1) O QUINTO PODER (1) O REGRESSO DA NAVALHA (1) O regresso de Sócrates o o império da asneira (1) O RIO DA CIDADE (1) O rio da Vila (1) O RIO DOURO (1) O ROSSIO DA LADA (1) O Salão de Jimmy (1) O SALVADOR E O BEIJINHO SÃO BRUTAIS (1) O SECTOR PÚBLICO (1) O SEGREDO DO CABELO DE TRUMP (1) O Segredo dos Seus Olhos (1) O SENHOR DA CIDADE (1) O SENHOR DO CARRINHO (1) O SENHOR DOS ASSOBIOS (1) O Sentido do Fim (1) O Shopping (1) O Silêncio (1) O silêncio voador é eletrizante (1) O sítio da Corticeira (1) O SITIO DA MEIJOEIRA (1) O sítio das Regadas (1) O SÍTIO DAS VIRTUDES (2) O sítio de Fradelos (1) O SÍTIO DO FREIXO (1) O sítio onde está a Sé (1) O Sobrevivente (1) O Som ao Redor (1) O suspense e o sangue excessivo de Tarantino (1) O T (1) O TAL1% (1) O tempo das bibliotecas privadas está a acabar (1) o tempo; o sujeito (1) O Terreiro da Erva (1) O terreiro da Sé (1) O tio fazia cinemas! (1) O TOQUE DE FINADOS DA EUROPA (1) O traço visual que caracteriza o trabalho dos principais realizadores da história (1) O TROLL DA INTERNET (1) O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO (1) O túnel da Ribeira (1) O TÚNEL DE S. BENTO (1) O Último Elvis (1) O UNABOMBER ESTAVA CERTO? (1) O único sítio onde Deus e o diabo estão juntos: os detalhes (1) O VALE PERDIDO DO CARCERELHA (1) o vencedor da Eurovisão (1) O VENENO (1) O veneno era para as baratas mas foi parar ao marido (1) O Vento Interno (1) O Verão (1) O VERÃO JÁ SE ACABOU (1) O western argelino (1) O.T. Genasis (1) OBAMAPARTY (1) obedece quem quer (1) Obediência (1) OBRIGADA (1) Oficina de São José: “Um depositório de crianças” (1) Oito coisas que tem de saber sobre #Salvadorable (1) Olha a Manuela cuidado com ela (1) Olha o passarinho! (1) OLHAI O PORTO A OLHAR-VOS DAS PAREDES (1) Olhando a minha Cidade do Porto desde Campanhã até à Foz (1) Olhar para cima (1) Oliver Stone (1) Omar (1) Onde antes estava Deus (1) Onde é que eu já vi isto? (1) Onde é que já vão os celtas (1) Onde estavas no 25 de Abril? (1) Onde Vamos? (1) Onofre Varela (2) OPENING SOON (1) ÓPERA BUFA (1) Operação Eye in the Sky (1) Operação Outono (1) Orfeu (1) Ornitólogo O (1) Orquesta Filarmónica De Munich (1) OS "PORTUGUESES" DE CEILÃO VIERAM À TONA (1) Os “engatativistas” desmascarados (1) Os 10 regressos musicais mais memoráveis do século XXI (1) Os 15 discos mais vendidos de todos os tempos (1) Os 40 anos do 25 de Abril (1) OS 85 MULTIMILIONÁRIOS (1) Os Amantes Passageiros (1) Os arcos de Vandoma (1) Os banhos na Foz (1) Os bilderbergs e o plano de morte global (1) Os bólides dos craques (1) Os burocratas que falam demais (1) OS CAIS DA RIBEIRA (1) Os cinco filmes do Dia D (1) OS CONGREGADOS (1) Os convites envenenados (1) OS CORRETOS (1) Os cruzeiros da cidade (1) Os dados estão lançados (1) Os debates Trump-Hillary Clinton (1) OS DESERDADOS (1) Os despojos do dia (1) Os dez melhores temas de sempre dos Genesis (1) OS DIAS DE MOURA (1) Os do Camanho (1) OS DOIS PAÍSES (1) Os DVD estão a salvar-me (1) Os enormes estragos feitos ao PSD (1) Os Exílios de Guernica (1) OS FACILITADORES (1) OS FALCÕES DA MALTA (1) Os filhos da nação (1) Os forais de D. Manuel I (1) Os frades seringas (1) Os franciscanos (1) Os Gatos não Têm Vertigens (1) Os génios que nos governam (1) OS GLORIOSOS ANOS 80 (1) Os Guindais e o Codeçal (1) OS HOMENS DAS FLORES (1) OS INFAMES TRUMP E PUTIN (1) Os jornais dizem que o PSD anda agitado (1) Os labirintos da Justiça e os da memória (1) Os livros que falham (1) Os melhores livros eróticos. Uma seleção de escritoras portuguesas (1) Os Mercadores e a Ribeira (1) OS MISERÁVEIS (1) Os moedeiros e o seu altar (1) Os muçulmanos não vão a Fátima (1) Os nomeados para os Óscares 2016 são… (1) OS NOSSOS AMIGOS CHINESES (1) Os nossos heróis e as nossas perspectivas (1) Os novos pobres da Comporta (1) Os Oito Odiados (2) OS OLEIROS DE S. LÁZARO (1) OS OLHOS DO MICHAEL BIBERSTEIN (1) Os outros (1) OS PADRES… (1) Os Papéis do Panamá (1) Os patrões do futebol (1) Os Pedros Sem (1) OS PRESERVATIVOS DO BILL GATES (1) OS PRIMEIROS RESULTADOS DOS PRIMEIROS TESTES DE STRESSE FEITOS A POLÍTICOS (1) Os Profissionais da Crise (1) os Rapazes e Eu (1) OS REFORMADOS DA CAIXA (1) OS RICOS PODEM E DEVEM ROUBAR OS POBRES (1) OS RICOS SÃO MAUS (1) Os riscos da polarização (1) Os riscos do voluntarismo presidencial (1) OS TRIBUTOS DOS JUDEUS (1) Os vencedores dos Globos de Ouro 2016 (1) Óscares (1) Óscares 2012 (2) Óscares 2013 (1) ÓSCARES 2014 (1) Óscares 2015 (1) Oslo (1) OTELO (1) OU COSTA OU NADA (1) Out of the box escolhas (1) Outra vez Cedofeita (1) Outro/Eu (1) outros filmes (1) OUTROS NÃO (1) outros públicos (1) Ovos de Páscoa (1) OVOS DE SANTA CLARA (1) (1) Pablo Alborán (1) Paco de L´cia (1) PAGAR O JANTAR É CRIME? (1) Paixão (1) Palácio da Bolsa (1) Palácio das Necessidades (1) Palácio do Bolhão (1) PALÁCIO DO CONDE DO BOLHÃO (1) Palavras (1) Para acabar de vez com a TAP (1) Para Lá das Colinas (1) PARA LÁ DAS FACHADAS (1) Para quem ainda não percebeu no que está metido (1) Paranóia (1) Paris (1) Paris: em nome de quê? (1) Parque da Lavandeira (1) PARTE II (1) Partir a loiça da discriminação (1) Páscoa de outros tempos (1) Pasmatório dos Lóios (1) Pasolini (1) Passeio sete (2) Passeios de Graça (1) PASSOS (1) PASSOS DIAS AGUIAR (1) Passou-lhe uma nuvem pela cabeça (1) Patrícia Carvalho (11) Património (3) Património Imaterial (2) Paula Cleto (1) Paula Fernandes (1) Paula Rego (2) PAULA REGO “A MINHA VIDA SÃO HISTÓRIAS” (1) Paulo Cunha e Silva (1) Pedro Emanuel Santos (1) Pedro Mexia (3) PELA NOVA POSSIBILIDADE DE VOTAR MENEZES EM QUALQUER LOCAL DO PAÍS (1) pelo menos para alguns (1) PELO VEGANISMO PLANETÁRIO (1) Penafiel (2) Peneda-Gerês (1) PEQUENO CONTO POPULAR ILUSTRATIVO (1) pesquisador de ouro nos antípodas sobre um mantra budista (1) Pessoal do meu bairro (1) Petite Fleur (1) Philip Seymour Hoffman (1967-2014) (1) Philly Gonzalez & Landu Bi (1) PHOENIX (1) Picasso (2) PICASSO O GRITO DO TEMPO (1) Piloto de Automóveis (1) Pink Floyd - Live at Pompeii - Directors Cut (1) Píntate los Labios María (1) PINTO DA COSTA | A IGREJA (1) PIRILAUS ESPIADOS (1) Playing for Change (1) pluma caprichosa (163) Pobre país (1) Pobres como nós (1) Podemos dar o Nobel a Leonard Cohen? (1) pois então! (1) POKÉMON (1) politica (15) Política (539) política real (1) Política virtual (1) POLÍTICO JEITOSO DESEJA CANDIDATAR-SE A UMA TERRA QUALQUER (1) POLÍTICOS E O MEDO DA SELFIE (1) PONTE DE ENTRE-OS-RIOS (1) PONTES DE BIQUÍNI E ANATOMIA (1) Popular (2) Por Detrás do Candelabro (1) Por favor (1) POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS (1) POR UMA TEORIA DA PIC-PILA (1) PORCO E MAU (1) Porcos e cabras à solta (1) PORNO MIRRA O COISO (1) PORNO VIRTUAL? DÊ UM TEMPO (1) PORNOGRAFIA Made in PORNTUGAL (1) Porque continuo anticastrista (1) Porque é que as 35 horas são uma provocação (1) Porque é que as claques não são proibidas? (1) Porque é que há dezenas de milhares na rua em vez de centenas? (1) Porque hoje é S. João! (1) porra! (1) Portas e padroeiros (1) Porto (345) Porto - Cidade Fantástica - HD (1) Porto 24 (23) Porto Aberto (1) Porto Antigo (1) PORTO COM SENTIDO (1) Porto DECLARAÇÃO DE AMOR (1) Porto Nocturno (1) Porto: Adeus (1) Porto24 (6) Portp (1) Portugal (3) Portugal - A beleza da simplicidade (1) Portugal 74-75 - O retrato do 25 de Abril (1) Portugal em Detroit (1) Portugal empancado (podia ser pior) e a América a andar movida a ego (1) Portugal explora otra política (1) PORTUGAL FEIO (1) PORTUGAL FELIZ? VISITE AGOSTO NO FACEBOOK (1) Portugal gold (1) Portugal visto de longe e de perto (2) (1) Portugal visto de perto e de longe (1) Portugueses (1) PRAÇA DA BATALHA (1) Praça de Cadouços (1) Praia da Aguda (1) PRAIAS FANTASMA — ANÁLISE AO ÂMAGO (1) Preços da cobardia (1) Presidenciais na sillyseason (1) prestamistas e massagistas (1) Primeiro documentário feito com um “smartphone” fala da ”writer” Rafi (1) Prince Avalanche (1) Private Dancer (1) Privilégios de condenados (1) Procura (1) Procurem Abrigo (1) Prof. Hern^ni Gonçalves (1) Professor Bitaites (1) Professor Lazhar (1) PROFISSÃO DE FUTURO: DESTATUADOR (1) Prometheus (1) PRONTOS PARA O SACRIFÍCIO (1) Proposta de proibição do Verão para os políticos (1) Psycho (1) PULSO AO ALTO! (1) PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP (1) Qual é o problema com o que disse Paulo Rangel? (1) Quando o quarto é a realidade inteira (1) Quando Tudo Está Perdido (1) Quarto (2) Quase Gigolo (1) Quase uma lenda (1) Quatro Leões (1) que amava a vida (1) que amava o Porto (1) Que bom seria para governar não haver tribunais nem leis (1) Que Horas Ela Volta? (1) QUE O SENHOR MARCELO QUER SANEAR (1) QUE PAÍS EXTRAORDINÁRIO! (1) que se ia mexer (ou prometer mexer) no salário mínimo em vésperas de eleições... (1) QUE SE VÊ LOGO O QUE DIZ (1) QUE SECA (1) Queen - Live Wembley Stadium (1) QUEM ATIROU AS PEDRAS (1) QUEM CORRE POR GOSTO (1) Quem deu a vitória a Trump (1) QUEM DEVE ENTRAR NO GOVERNO (ANTES QUE O PAPA TIRE DE LÁ O BURRO) (1) Quem é esta gente? (1) Quem está a mudar a Europa? (1) Quem foi que não pediu a troika? (1) Quem ganhou as eleições? (1) Quem nos governará? (1) QUER PERDER PESO? ESQUEÇA (1) QUER SER DO BEAUTIFUL PEOPLE? (1) Querida Invicta … (1) Quinta da Aveleda (1) Quinta da Lavandeira (1) Quinta dos Condes Paço Vitorino (1) Quintin Tarantino (1) QUIOSQUE DO LARGO MOMPILHER (1) Radical Livre (1) Rádio Macau (1) Rafa (1) Raio X ao estado do ambiente (1) RAMADA ALTA (1) RATOS DA CASA (1) Ravel (1) Recuperação económica sem recuperação social (1) REFLEXÕES SOBRE AS ESCOLAS DE CRIME (1) Reflexões sobre a pátria (1) Refugiados (3) Regra de Silêncio (1) Religião (2) RELVAS PRECISA DO TAL CANAL (1) Reserva do Biosfera (1) RESTAURANTE SENTIEIRO (1) Restos de Verão (1) REVELAÇÃO SENSACIONAL: AS ÚNICAS ESCUTAS QUE VALE A PENA OUVIR (1) REVISÃO CIRÚRGICA (E SEM DOR) DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (1) Revisão em alta (1) Ribeira (2) Ribeira de Pena (1) Ribeira do Porto (1) Ricki e os Flash (1) Rio Corgo (1) Rio Frio (1) Rio Frio: há outro rio no Porto mas poucos sabem por onde ele anda (1) Rituais da noite de S. João (1) Robin Williams (1) Rock (2) ROCK IN BÓSNIA (1) Rossio de Santa Clara (1) RUA 23 DE JULHO (1) Rua da Firmeza (1) Rua da Fonte Taurina (1) RUA DA MANCEBIA (1) Rua de Alexandre Braga (1) Rua de Cedofeita (1) Rua de Miraflor/Espaço Mira (1) Rua de S. Miguel (1) Rua do Bonjardim (1) Rua do Breiner (1) Rua Duquesa de Bragança (1) Rua sobre túneis (1) Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho (1) Rui Moreira (3) RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA” (1) Rui Reininho (2) RUI REININHO “GOSTAVA MUITO DE VER O MUNDO DE PERNAS PARA O AR” (1) Rui Santos (1) Ruína Azul (1) RUNNING E OUTRAS NOVIDADES (1) S. Filipe de Néri (1) S. Francisco de Borja (1) S. Joâo (1) S. JOÃO DA FOZ DO DOURO (1) S. Lázaro (1) S. Miguel-o-Anjo (1) S. Roque e a peste (1) S. ROQUE NA VITÓRIA (1) S.Pedro da Cova (1) SABIA OU NÃO SABIA? (1) Sagrada Família (1) Saiba-se o que se souber (1) Saímos da troika (1) Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas (1) Salinas de Massarelos (1) SALTO PARA A EUROPA (1) Salvador Sobral (1) Salvé (1) Salve-se o lince (1) SAMBA (1) SANGUE (1) SANGUE COAGULADO (1) Sangue do meu Sangue (1) Santa Clara (1) Santiago de Compostela (1) Santo André (1) Santo António o Novo (1) Santo Ovídio (1) SÃO DOMINGOS (1) SÃO UNS QUERIDOS (1) SARA PREFERE CORRER (1) SAUDADES DO LANCIA AURELIA (1) SAÚDE PRIVADA OU A LIVRE EXTORSÃO (1) SCARLETT E SEXY (1) SE ELES IMAGINASSEM... (1) Se eu pudesse dividir o mundo em duas categorias (1) Se fosse a votos (1) Se não têm nada para dizer… (1) Se nós não somos a Grécia é porque somos parvos (1) SEE YA (1) Sei Lá (1) Seis candidatos à procura de um Verão (1) Seiva Troupe (1) SEIVA TROUPE - QUARENTA ANOS DE PALCO (1) SELADO E PONTO FINAL (1) Selecção 2012 (1) Selma – A Marcha da Liberdade (1) Selvagens (1) SEM SINAL DO CHICO FININHO (1) Semper fi (1) Sempre a atirar para o lado a ver se a gente se distrai (1) Senhor da Boa Fortuna (1) Senhor da Boa Morte (1) SENHOR DO CALVÁRIO (1) Senhora da Boa Viagem (1) Senhora da Graça (1) SENHORA DO PORTO (1) Sensibilidade social: quem a tem e quem a não tem (1) SER E NÃO SER LE PEN (1) Ser mosca no escritório de Álvaro Siza (1) Sergiu Celibidache (1) Serlock Holmes: Jogo de Sombras (1) Serra de Montemuro (1) Serralves (1) Serviu-lhe a morte num prato de arroz (1) Sete Psicopatas (1) SEXISMO À PARTE (1) SEXO (1) SEXO: NOVIDADES OUTONO-INVERNO (1) Sicario - Infiltrado (1) sici (1) Sidney Bechet (1) Silêncio (1) SILLY SEASON (1) SIM (3) SIM. (1) Simon and Garfunkel concerto no Central Park (1) SIMPLESMENTE MARINE (1) SÍNDROMA DE TOURETTE (1) Sinéad O'Connor (1) Sítio do correio velho (1) Sittin' On The Dock Of The Bay | Playing For Change (1) Siza Vieira (5) SlideShow (9) Slow Life (1) SNAPS E ERRO 53 (1) SNIPER AMERICANO (1) Snowden (1) Só os Amantes Sobrevivem (1) SÓ TEM 50? CRESÇA E APAREÇA (1) Soajo (1) SOBRE O PODER ILEGÍTIMO EM DEMOCRACIA (1) Sobre-o-Douro (1) socie (1) Sociedade (864) Socieddade (7) SOCORRO O FACEBOOK É MAU (1) Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante (1) Solar de Bertiandos (1) Sonhos Cor-de-Rosa (1) Sons da memória (1) SOU DONA DE MAIS UM BANCO (1) SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL? (1) SOU RONALDETE (1) Spielberg (2) Spirit of Lusitania (1) SPREZZATURA E O CORTESÃO DE HOJE (1) Spy (1) SRI LANKA (2) STANDISMO E VISTOS GOLD (1) Stanley Kubbrick (1) Star Wars: O Despertar da Força (1) Steve Jobs (1) Stromae - Papaoutai (1) suor e carvão (1) Surpresa! (1) Surrealismo (1) Susana Faro (4) SUSPIRIA (1) Suzana Faro (13) Swaps e polícia (1) Synchronicity (1) TÁ? PORQUE ELES SÃO MAUS! (1) Tabu (1) TABULEIRO SUPERIOR DA PONTE DE LUÍS I (1) Take Five (1) Taken 2 [2012] (1) Tanto tempo perdido! (1) TÃO CLARINHA (1) TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS (1) tão previsível (1) TAP DANCE (1) TAXAR EREÇÕES (1) TAXAS DE CAMBIO REAIS NA POLÍTICA PORTUGUESA. O QUE VALE UM MARCELO? (1) Taxi Driver (remasterizado) (1) TAY (1) tcha (1) TDT Televisão Digital Terrestre (1) Te Pintaron Pajaritos (1) Teatro (1) Teatro do Bolhão (1) Tecnologia (2) TECNOLOGIA HYBRIDAIR (1) Televisão (2) Temos coligação! Que surpresa! (1) TEMOS DE FALAR SOBRE A UBER (1) Temos de Falar Sobre Kevin (1) Temos Governo? Não temos. Já há muito tempo (1) TEMOS MOEDA RICA! (1) Temos todo o tempo do mundo (1) Templo Expiatório da Sagrada Família (1) TEMPOS INTERESSANTES (1) TENTEM AS QUEIJADAS (1) Tentem perceber (1) Teoria geral da irresponsa­bilidade (1) TERAPIA POR SKYPE É CHAPINHAR NA ÁGUA (1) Terça-feira. Levava um livro para casa (1) TEREMOS SEMPRE BARCELONA (1) TEREMOS SEMPRE SIZA? (1) TERRA DE ESCRAVOS (1) Terraferma (1) terror (1) Tesouro (1) The Equalizer - Sem Misericórdia (1) The Gunman - O Atirador (1) The Homesman - Uma Dívida de Honra (1) The Interview (1) The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis (1) The Revenant: O Renascido (1) The Shadows 30 Years Live At The Liverpool Empire Rock Music Concert Live Music (1) The Shadows 30 Years (1) The Sound Of Silence (1) The Sun Ain't Gonna Shine Anymore (1) THE WALKER BROTHERS (1) Tiago Bettencourt (1) Timelapse - Porto In Motion (1) Tina Turner (1) TIVE UMA IDEIA (1) TODA A GENTE GOSTA DE FORÇA (1) Todos Querem O Mesmo + A Balada de Um Batráquio (1) TODOS SEXUAIS (1) Tom na Quinta (1) TOMA 500 CAVALOS E FOGE! (1) Toni Erdmann (1) TONY (1) TONY CARREIRA (1) TONY CARREIRA. O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR (1) TONY CARREIRRA (1) Torre dos Clérigos (1) TRANCHE COM OVO A CAVALO (1) Travessa dos Congregados (1) TRÊS APONTAMENTOS SOBRE A VIDA (1) Três Décadas de Esperança (1) TRÊS DESTINOS (1) Três Instituições (1) Três nomes para um rio (1) Três Recordações da Minha Juventude (1) TRÊS SALAS DE ESPECTÁCULO (1) Tripeiros (1) Trocamos? (1) TRUMBO (1) TRUMP E A ASCENSÃO DO HOMEM-BEBÉ (1) TRUMP É ESTÉRIL (DE IDEIAS) (1) Tudo é mecânica (1) TUDO ISTO NÃO PASSA DE UMA GRANDE E COMPLEXA CONSPIRAÇÃO CONTRA NÓS! (1) TUDO O QUE E PRECISO SABER ACERCA DE SWAPS E OUTRAS COISAS ÓBVIAS (1) TUDO O QUE SE PASSOU NA SILLY SEASON QUE NÃO SOUBE MAS TEM DE SABER (1) TUDO TEM UM LADO CÓMICO (1) Turistas em ca(u)sa própria (1) TV (4) UBER (2) Ucrânia - cuidado com os "bons" e os "maus" (1) UHF (1) UHF - Vernáculo (1) Ulisses não volta a Ítaca (1) Um Amor de Juventude (1) Um ano que vai ser insuportável –2015 (1) UM ASSASSINO DE CONTAS CERTAS (1) Um carvalho e duas tílias (1) um cigano e uma cega (1) Um comando não foge (1) Um crime bárbaro e espantoso: uma filha que mata e despedaça sua mãe (1) UM DIA DA VIDA DO CAMBOJA (1) UM DIA NA CORRIDA (1) Um Dia Perfeito (1) um estado da arte (1) UM GOVERNO CONTRA 0 POVO (1) UM HERÓI IMPROVÁVEL (1) Um hino à Serra (1) Um monhé (1) UM NEGOCIADOR DOS DIABOS (1) Um novo ano. Apenas isso (1) Um Orçamento de contabilidade Criativa (1) UM PAÍS DAS CALDAS (1) Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência (1) Um pretexto para que não se discuta nada (1) Um Quarteto Único (1) Um Quente Agosto (1) Um Refúgio para a Vida (1) Um Santo Vizinho (1) um símbolo de transfobia (1) UMA CARREIRA J(AN)OTA (1) Uma catedral para a matança (1) UMA CAUSA ENRIQUECEDORA (1) Uma cidade a crescer (1) Uma colecção de afectos: os rebuçados Victória (1) UMA CRÓNICA INSULTUOSA (1) uma das últimas divas (1) Uma Entrevista de Loucos (1) UMA EXPLICAÇÃO POLITICA BASEADA NUMA HISTÓRIA ÉTICA (1) Uma Família Com Etiqueta (1) UMA HISTORIA ANTIGA DE UM HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE VELHINHOS (1) Uma História de Amor (1) Uma história de espiões (1) UMA HISTÓRIA TRISTE (1) Uma invenção necessária: o reconhecedor de spin (1) Uma Janela fechada com vista para a ‘cartilha’ (1) UMA JUVENTUDE ALEMÃ (1) Uma Longa Viagem (1) Uma manhã de meninice (1) UMA MARGEM LONGE DEMAIS (1) Uma Noite (1) Uma Nova Amiga (1) Uma praia bonita demais (1) uma preta (1) Uma quase-aldeia encravada entre gigantes de betão (1) UMA QUESTÃO DE PORMENOR (1) Uma quinta e... laranjas (1) UMA TAP COLOMBIANA (1) Uma Traição Fatal (1) Uma Vida Melhor (1) UNS CAÇAVAM (1) UPGRADE GOLDMAN SACHS (1) V.EXAS DESCULPEM A EXPRESSÃO (1) VÁ PASSEAR (1) VAI (1) VAI UM BOLINHO DE BACALHAU COM BROA DE AVINTES? (1) Valdemar Cruz (8) Valter Hugo Mãe (2) Vamos à guerra e não nos avisam? (1) VAMOS GANHAR SEM PARAR (1) VAMOS LÁ FALAR DE COISAS SÉRIAS (1) VAMOS LÁ FAZER UM BEBÉ REAL (1) Vamos lá fracturar (1) Van Gogh (1) Van Gogh Shadow (1) Vandoma e outras feiras (1) Vanessa Ribeiro Rodrigues (1) Variante Espiritual (2) Variante Espiritual do Caminho Português (2) VEMO-NOS GREGOS (1) Vencedores (1) Vencedores da 85ª Edição dos Óscares (1) VENHA O IPHONE 7 ROSA (1) Verão (1) Vergonha (1) Vernáculo (1) Veronika Decide Morrer (1) Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1) VESTIR O MESMO FATO (1) Viagem ao centro do Porto (1) Vício Intrínseco (1) VIDA DE POLÍTICO (1) Vida e Obra (1) VIDAS SUSPENSAS (1) Vídeo (20) Vídeo de amante pulando da janela era ação do Discovery (1) Video Promocional da Cidade do Porto 2012 (1) Vídeo proposto por Marcelo mostra uma Alemanha pouco solidária (1) Vídeo timelapse da cidade do Porto para ver em 4k (1) VIELA DO CORREIO (1) Vila Nova de Gaia (3) Vilar de Andorinho (1) Vingança de Uma Mulher (1) Vinhos (1) Vintage (1) Vintage Jazz (1) VINTE ANOS DEPOIS (1) VIOLAR E MATAR EM DIRETO (1) Violette (1) VIRGÍNIA (1) Virgul (1) VÍTOR GASPAR EXPLICA A DIFERENÇA ENTRE PREVISÕES E REVISÕES (1) VITÓRIA CIENTÍFICA (1) VIVA A IGUALDADE (DAS OBSESSÕES) (1) VIVA A LIBERDADE (1) VIVA AO VIAGRA FEMININO (1) VIVA O SUTIÃ (1) Viver à Margem (1) VIVER ATÉ À MORTE OU MORRER ANTES QUE ELA CHEGUE (1) Viver na Noite (1) Volta (1) VONTADE E CULPA (1) votaria a favor da união ibérica? (1) VOU CONTAR TUDO AOS MEUS FILHOS? (1) Vou para casa (1) WAR ON TERROR (1) Wes Anderson (1) What a Wonderful World (1) Whiplash – Nos Limites (1) WHO RUN THE WORLD? BEYONCÉ TEM 11 NOMEAÇÕES PARA OS VMA DESTE ANO (1) Whole Lotta Love (1) Woody Allen (2) WPP (1) Xana (1) XEQUE-MATCH (1) YARMOUK (1) Yes (1) Yes - Yessongs Full Concert (1) Yves Saint Laurent (1) Yvone Kane (1) Zaragoza (1) ZERO DARK THIRTY (00:30 HORA NEGRA) (1) Ziggy já não toca guitarra (1)

Arquivo do blogue