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domingo, 31 de janeiro de 2016

A RUA DOS FERRADORES




A RUA DOS FERRADORES


Ficava muito perto da praça que teve o mesmo nome




Julgo que não há cidadão do Porto que não saiba que, em tempos anti­gos, houve nesta cidade uma Praça dos Ferradores. Mais: não duvido de que todos sabem, também, qual a origem do nome e onde ficava essa praça. Mas não tenho a certeza sobre se é do conhecimento geral de que, além da praça, também existiu a Rua dos Ferrado­res. Mais: a rua existiu antes da praça.  
A referência mais antiga que eu conheço à Rua dos Ferradores é do ano de 1648 e consta de um arrendamento feito pela San­ta Casa da Misericórdia do Porto. Concreta­mente, nesse documento, há alusões a umas casas que estavam, "na rua dos Ferradores, no caminho que vai para Cedofeita".

O leitor está, como eu, a ver o quadro todo: o atual panorama urbanístico da Praça de Carlos Alberto ainda hoje apre­senta a configuração antiga de uma bifur­cação de velhas estradas que, tendo como ponto de partida a medieval Porta do Oli­val, que ficava nas proximidades da Tor­re dos Clérigos, se dirigiam em direção a Braga, por um velho carreiro que viria a dar origem à Rua de Cedofeita; ou a Guimarães, pela antiga via romana a que cha­maram depois Rua de Santo Ovídio, de 16 de Maio, da Sovela e, posteriormente, Rua dos Mártires da Liberdade.

Curiosamente, em tempos idos, quando alguém se referia à Rua de Santo Ovídio (as­sim chamada por causa de uma capela da in­vocação deste santo que havia, precisamen­te, no Campo de Santo Ovídio, a atual Praça da República) ou à Rua de 16 de Maio (uma data que evoca um renhido combate que, naquele dia de 1833, se travou entre as tropas de D. Miguel e os militares de D. Pedro IV), acrescentava "arriba dos Ferradores", que­rendo dizer que essas artérias ficavam acima ou para além da Rua dos Ferradores.

A Rua dos Ferradores era aquela parte mais estreita da atual Praça de Carlos Al­berto situada entra a esquina da Rua do Ator João Guedes e a Praça de Gomes Tei­xeira, vulgarmente conhecida por "praça dos leões".

Há outro documento, também de 1648, em que é referida a existência de umas es­talagens que ficavam "nos Ferradores, en­tre a ermida de Nossa Senhora da Graça e o caminho que vai para o Moinho de Ven­to".

Estão a ver: a Igreja de Nossa Senhora da Graça, que estava anexa ao colégio dos Meninos Órfãos, situava-se onde agora está o edifício da reitoria da Universida­de do Porto; o caminho que vai para o Moinho de Vento é, mais do que provavel­mente, a atual Rua do Ator João Guedes.

O nome de Ferradores viria a ser dado, mais tarde, a todo o espaço que hoje é ocu­pado pela Praça de Carlos Alberto. Como é geralmente sabido, essa denominação teve origem na presença naquele local dos está­bulos e das lojas dos homens que exerciam aquele ofício.

E a presença por aquelas bandas dos fer­radores é compreensível. Como se escreveu atrás, havia ali uma bifurcação de estradas. Era previsível que os viajantes, que andavam a cavalo, antes de se meterem à estrada, ve­rificassem se a montada estava em condi­ções para fazer a viagem - fosse ela longa ou curta. Nos nossos dias, à entrada das autoestradas, temos postos de abastecimento de combustível...

O Largo dos Ferradores, devido às suas amplas dimensões, para a época, foi utiliza­do pelo Município portuense, em várias oca­siões, para nela se realizarem feiras e mer­cados. A mais célebre foi a Feira das Caixas, que se fazia às terças-feiras. As caixas eram uma espécie de arcas feitas em madeira de pinho muito utilizadas pelos emigrantes que iam para o Brasil, que nelas metiam os par­cos haveres que com eles podiam levar. Esse mercado atingiu tais proporções de concor­rência, que ao sítio chegou a dar-se também o nome de Largo da Feira das Caixas.

Às sextas-feiras, havia mercado de taman­cos, chancas, cadeiras e bancos de pinho. Por uma descrição feita desta feira num periódi­co daquele tempo, sabemos que os vende­dores destes produtos se colocavam em fila desde a esquina da Igreja dos Terceiros do Carmo até à entrada da Rua de Cedofeita.

A palha, que era o principal alimentos dos animais, e o carvão e a lenha, combustíveis indispensáveis na cozinha de qualquer mo­radia, fosse ela um palácio ou o tugúrio hu­milde de um operário, também tinham o seu mercado no Largo dos Ferradores.

Agora, uma curiosidade: aquele edifício, perfeitamente identificável, que fica nas tra­seiras da Igreja do Carmo, melhor dizendo, entre essas traseiras e o corpo do hospital da Ordem Terceira, é posterior à construção do hospital. Antes, esteve ali um outro edifício, que serviu de dormitório a oficiais da Guar­da Municipal, que esta já ocupava o antigo Convento dos Carmelitas. A Ordem Terceira comprou o prédio por volta de 1853, mandou restaurá-lo e através dele estabeleceu a liga­ção direta da igreja com o hospital. •

História da Igreja da Graça


Conta uma antiga lenda que nos começos da nossa nacionalidade a rainha D. Mafalda, mulher de D. Afonso Henriques, em cumprimento de uma pro­messa, mandou construir uma capela, da invocação de Nossa Senhora da Gra­ça, no Campo do Olival, fora das portas da cidade do Porto. Anexo a essa capela, foi construído, no século XVII, pelo padre Baltasar Guedes, o Colégio dos Me­ninos Órfãos de Nossa Se­nhora da Graça, sendo a capela transformada em igreja. Nas instalações do colégio, foi instituída no século XIX uma aula de marinha e comércio, que deu origem à escola Poli­técnica. A Universidade veio já com a República. Quando se começou a construir o edifício que al­berga hoje a reitoria (foto) a Igreja de Nossa Senhora da Graça ainda estava de pé.


No Largo dos Ferradores também se fazia a feira dos moços para os trabalhos da lavoura


Jornal de Notícias, 31JAN, 2016 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Os Oito Odiados, A CARTA DE QUENTIN



A CARTA DE QUENTIN

Filme magistral sobre o poder do verbo e da mentira, “Os Oito Odiados” é a epítome de toda a obra de Tarantino. Ou será antes o seu reverso?

Texto Francisco Ferreira

Armando Gallo/Corbis

No princípio, ainda aquelas letras amarelo-canário não invadiram o ecrã, recordando-nos que este é o oitavo filme de Tarantino (e assim é, se considerarmos as duas partes de “Kill Bill” uma só), só há neve, neve por todos os lados, neve e mais neve num cerco que a ameaçadora partitura de Morricone também acentua. O ecrã é largo e nunca o foi tanto como aqui. Tarantino, indefetível da película, levou a paixão ao extremo e filmou com o Ultra 70mm da Panavision, ressuscitando um formato e uma técnica que há muito caíram em desuso. É verdade que “Os Oito Odiados” é o mais gelado dos seus filmes, por onde quer que lhe peguemos e a todos os níveis, geográficos, simbólicos ou emocionais. Desta vez, estamos lá em cima, no norte e no alto das montanhas do Wyoming, algures a caminho de Red Rock, bem longe das planícies sulistas e do sol abrasador de “Django Libertado”, o filme anterior. Estamos outra vez num western, é verdade, mas noutro tempo, que é de ressaca e de desgraça: se “Django” se passava antes da Guerra da Secessão, “Os Oito Odiados” decorre depois dela. Essa guerra, no filme, será a única fronteira, a cisão entre passado e presente. Mas fiquemos, para já, com o genérico de abertura que parece trazer uma maldição. É impossível não começar por ali, pelo grande plano daquele Cristo na cruz, talhado a madeira, e do qual a câmara se vai afastar lentamente, deixando entrar em campo a carruagem que acabará por atravessar o ecrã. Quer pela figura religiosa em causa quer pelo gesto solene do movimento, é um plano de uma gravidade inesperada em Tarantino. Nada ali convida à ironia, à piada cinéfila, ao revisionismo ou a tantas outras desqualificações fáceis que os seus detratores costumam ter no gatilho. O que dirão agora deste plano os que não veem em Tarantino mais do que uma operação de cosmética? Se a câmara se afasta da figura, talvez seja porque o Diabo está prestes a ficar à solta. E não é diabólico — acredite-se ou não — o que depois nos espera?

O que nos espera não se pode contar. Digo apenas que este filme tem cinco capítulos e que vos deixo à entrada do segundo, quando a ação chega àquela espécie de mercearia que é ao mesmo tempo saloon, local de abrigo e palco de perdição. No papel, “Os Oito Odiados” conta-nos a história de um caçador de prémios, John Ruth (Kurt Russell), que alugou uma carruagem para levar Daisy Domergue (Jennifer Jason Leigh) a Red Rock. Daisy Domergue é uma fora da lei e a sua cabeça vale ouro, morta ou viva. John Ruth, homem de convicções, prefere tê-la viva... para depois a enforcar sem remorsos. Nesta altura, já a carruagem de John Ruth encontrou e deu boleia ao major Marquis Warren (Samuel L. Jackson), o ex-militar da União que também se dedica a empilhar cadáveres de bandidos e que, neste filme coral, terá, digamos, a voz mais poderosa do coro.

O major Marquis Warren (Samuel L. Jackson) e a sua pilha de cadáveres tal como o vemos pela primeira vez em “Os Oito Odiados”, de Quentin Tarantino
Acontece que no western clássico, e até no revisionista — como em “A Quadrilha Selvagem”, de Sam Peckinpah —, era-nos fácil identificar vítimas e carrascos. Neste filme de Tarantino, pelo contrário, todas as personagens têm em simultâneo as duas coisas e não me perguntem qual delas é a pior. Todas nos enganam, como Daisy. Aliás, há algo de muito perturbador na personagem de Jennifer Jason Leigh e que nada tem a ver com as heroínas de um John Ford (nem sequer com as de “À Prova de Morte”, para ficarmos dentro da esfera de Quentin). Daisy é espancada à esquerda e à direita cada vez que abre a boca, somos impelidos a tomar a sua defesa, a desejar que ela fuja dali, mas essa violência exagerada, que se pode confundir com misoginia e até com sadismo, vai-se transformando ao longo do filme à medida que vamos aprendendo aquilo de que ela é capaz. Ou seja, a violência, tal como sucede desde “Cães Danados”, é para Tarantino uma forma de representação, uma arma de arremesso, não um fim em si ou algo que se queira tornar mensagem.


OS OITO ODIADOS

De Quentin Tarantino
Com Samuel L. Jackson, Kurt Russell, Jennifer Jason Leigh (EUA)
Western M/16

trailer 



“The Hateful Eight” original foi traduzido para português (um pouco como para todas as línguas que não a matriz), como “Os Oito Odiados”, tal como outrora “The Dirty Dozen”, de Robert Aldrich, foi batizado “Doze Indomáveis Patifes”. Nada a apontar. Talvez os odiados, uma vez contados, até sejam mais do que oito, mas esta é a tradução que se adequa. E no entanto, “The Hateful Eight”, em inglês, tem uma nuance que se perde na tradução pois pode referir-se também — e Tarantino jogou com isso — ao seu ‘oitavo odioso filme’, ou melhor: a toda uma ‘odiosa obra’ que divide plateias como nenhuma outra no cinema contemporâneo. Digo isto porque este parece-me um filme de balanço, de autocrítica, em que Tarantino ora resume o seu percurso ora decide partir para outra direção, como aconteceu com Fellini no seu “Fellini Oito e Meio”. De facto, “Os Oito Odiados” é o filme de Tarantino que mais dialoga com os anteriores. Não só com “Django Libertado”, com o qual tece uma umbilical relação (a violência do racismo combatida com uma violência ainda maior), mas com todos os filmes do autor desde “Cães Danados” (que as presenças de Michael Madsen e de Tim Roth recordam) e inclusivamente com a própria história do cinema (é óbvio o modo como a personagem de Kurt Russell tenta imitar a voz de John Wayne).

“Os Oito Odiados” iguala também todas as virtudes que aqui já se reconheceram a Tarantino, sobretudo as que dizem respeito à escrita e à interpretação, mas é um filme tão negro e tão abissal no seu niilismo, tão mais claustrofóbico do que qualquer outro, que é impossível dizer-se que é mais do mesmo no universo do seu autor. Talvez não tenha a nobreza de intenções de “Sacanas...”, cuja vontade de vingança lhe permitia reescrever a história e explodir Hitler numa sala de cinema. Talvez não tenha a faca tão afiada como a de “Django”, com aquela histórica desgarrada entre DiCaprio e Christoph Waltz. Porém, não só bate aquele e este em crueldade (ficando até na fronteira do filme gore) como inventa algumas das personagens mais vis que o cinema jamais viu, como aquele horroroso general confederado que Bruce Dern interpreta. Talvez Tarantino, definitivamente, tenha ‘perdido a inocência’ para se transformar naquilo em que ninguém apostaria há vinte anos: num cineasta político que retrata impiedosamente o seu país. De facto, não é abusivo encontrarmos em “Os Oito Odiados” uma parábola sobre os EUA, a sua inata história de violência, bem como a mentira da sua pacificação.

Esta ideia de que Tarantino anda hoje a ‘caçar um animal’ muito maior do que ele — e que dá pelo nome de Estados Unidos da América — é sublinhada pelo pedaço de papel que o major Marquis Warren traz dentro do bolso, e que é uma das maiores invenções de Tarantino. O que está em causa agora para o realizador não é apenas a mitologia do cinema, mas a mitologia inteira do seu país centrada na sua maior figura moral: Abraham Lincoln. Sabemos desde o primeiro capítulo que Warren se faz acompanhar de uma carta que Lincoln lhe escreveu no fim da guerra. Com essa carta, que é uma espécie de missal a que ele recorre, habituou-se o negro Warren a tranquilizar a boa consciência dos brancos, salvando-se. A carta será espezinhada, cuspida, ensanguentada, mas a tudo resistirá naquele faroeste que Tarantino escreveu. No fundo, é como se a carta fosse também uma personagem. Quem sabe se a mais importante... Tarantino tem aquilo que poucos cineastas contemporâneos têm: uma obra cinematográfica no sentido mais nobre e coeso do termo, em que os filmes interagem e se complementam, chamando uns pelos outros, tal como acontece com este “Os Oito Odiados”. Não são tão poucos os realizadores que se podem gabar do mesmo?

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2257 - 30 de Janeiro de 2016

JESUS VS. MOURINHO


JESUS VS. MOURINHO

TEREMOS SEMPRE BARCELONA


As carreiras de Jesus e Mourinho partilham influências, mas há uma linha que as separa: chama-se palmarés. Um tem a mania da grandeza mas nunca foi além de Badajoz, outro já ganhou tudo, apesar de estar desempregado

texto mariana cabral


GETTY


Não interessa se o ponto de partida é a Amadora ou Setúbal: entre o território português e a Catalunha, em termos geográficos, há uma imensidão de milhares de quilómetros que dificilmente deixaria antever o quão importante seria aquela região na carreira dos dois maiores treinadores portugueses de futebol da atualidade. É que, em termos futebolísticos, a partir das terras natais de Jorge Jesus e José Mourinho, todos os caminhos vão dar a Barcelona, cidade e clube que influenciaram decisivamente não só o percurso de um e outro mas de uma série de (futuros) treinadores que hoje dominam o futebol europeu: Louis Van Gaal, Pep Guardiola, Laurent Blanc, Ronald Koeman, Luis Enrique, Frank de Boer e Julen Lopetegui, por exemplo.

Na década de 90, não havia melhor lugar para estar do que no berço da filosofia espanhola que marcaria o futebol moderno: uma evolução do “futebol total” holandês, estilo de jogo extremamente ofensivo baseado na posse de bola e nas trocas posicionais de jogadores em campo (não interessava quem aparecia onde, desde que as posições fossem cumpridas por alguém), ali apresentado inicialmente pelo ex-treinador do Ajax, Rinus Michels, em 1971, e aprimorado por outro ex-Ajax, Johan Cruijff, entre 1988 e 1996.

Com a criação da escola de formação La Masia e uma dream team que se sagrou campeã europeia e campeã espanhola, Cruijff passou a ser visto como o treinador que revolucionou o futebol catalão, tornando-o uma espécie de forma de arte: não bastava ganhar; era preciso ganhar, sim, mas a jogar bem e bonito, ou seja, ao ataque. Sempre. O que podia acontecer num sistema de 4x3x3 ou, de preferência, num 3x4x3, que tirava gente à defesa para acrescentá-la ao meio-campo, onde a superioridade numérica seria teoricamente mais útil para controlar o jogo em termos ofensivos, criando muitas e boas linhas de passe para o portador da bola.

Rafael Marchante/REUTERS

Foi essa mentalidade que, em abril de 1993, o ex-treinador do Amora e futuro treinador do Felgueiras quis ir perceber. Jorge Jesus não conhecia Cruijff, mas tinha sido colega do búlgaro Nicolai Grancharov no Farense, que, por sua vez, conhecia Hristo Stoichkov, então jogador do Barcelona de Cruijff. Jesus ligou-lhe, acertou pormenores e pôs-se a caminho, deixando em casa a mulher Ivone, grávida de seis meses do primeiro filho de ambos. “Eu era um apaixonado por jogar só com três defesas e começo a perceber que o Cruijff só olhava o jogo para a frente. Os holandeses tinham uma metodologia espetacular e tenho a convicção que é com essa escola que o Mourinho avança, quando foi adjunto do Van Gaal. Tinham uma terminologia própria. Diziam ‘campo grande’ para dar amplitude ao jogo e ‘campo pequeno’ para pressionarem. Mas eu ainda hoje digo ‘estica o campo’. Campo Grande é em Lisboa e Campo Pequeno é tourada. E foi assim que comecei a minha carreira de treinador”, contou, anos mais tarde.

Foi assim que Jesus pegou no azul-grená do Felgueiras e construiu a sua própria equipa de sonho, baseada no mesmo 3x4x3 de Cruijff, e subiu-a até à 1ª Divisão portuguesa, pela primeira vez na carreira, aos 39 anos. A promoção — e o aumento no ordenado para 340 contos mensais (cerca de €1700) — poderia acrescentar prudência no quadro tático de Jesus, mas o “Cruijff da Reboleira”, como começou a ser tratado — mais em jeito de gozo do que outra coisa qualquer —, teimou no 3x4x3 à Barcelona — de vitória em vitória (numa impressionante primeira volta) até à derrota final (uma péssima 2ª volta e a descida de divisão). “Fazíamos tudo como o Barcelona fazia”, conta Rui Gregório, então jogador do Felgueiras. “Ele até queria que usássemos os números na camisola como o Barcelona e falava das posições consoante o número, como eles faziam: o 2, o 5 e o 3 eram os três centrais, depois o 4 era o trinco — o que hoje em dia nós chamamos o 6 —, o 7 era o flanqueador e por aí fora.”

A exigência do mister, que já tinha uma farta cabeleira branca, era máxima, nos treinos e fora deles. Para Jesus, aquela ideia de jogo era tudo e ninguém se podia desviar da linha. “Um dia, no treino, ele perguntou se tínhamos visto o jogo do Barcelona na noite anterior. Um colega teve a infelicidade de dizer que não, que tinha estado a ver o “Ai os homens” porque tinha lá uma amiga. O Jesus ficou completamente doido. Não admitia aquele desinteresse”, explica Gregório, acrescentando que o estilo do treinador podia ser cansativo: “Nem no autocarro ele admitia que os jogadores dormissem, porque havia vídeos dos adversários para ver. E se alguém adormecesse, ele ia lá acordá-los.”

Pablo Aimar, o babysitter

Quando se diz que Jesus pensa em futebol todas as horas que passa acordado não é exagero. Já em jogador, não fumava, não bebia e não saía à noite: “Só pensava em futebol.” Por isso, exige o mesmo a quem treina. Quando chegou ao Benfica, em 2009/10, fez o contrário do que era habitual naquele e noutros clubes grandes: não apresentava um programa semanal de treinos. Ou seja, os jogadores nunca sabiam quando tinham treino. Apresentavam-se no Seixal na segunda-feira de manhã e, no final do treino (ou treinos) nesse dia, seriam informados sobre o horário do treino (ou treinos) do dia seguinte. E assim sucessivamente. Jesus queria manter os jogadores focados no futebol e debaixo de olho, mas o ambiente no balneário foi azedando à medida que a incerteza se mantinha e os dias iam ficando cada vez mais longos. Os jogadores tomavam o pequeno-almoço juntos, treinavam, almoçavam juntos e ainda iam ficando pelo Seixal até saberem se voltavam a treinar — ou se viam um vídeo e tinham uma palestra — ou não.

Até ao dia em que Pablo Aimar perdeu a cabeça e confrontou o treinador, explicando-lhe que nunca tinha vivido uma situação assim e que nunca via os filhos. Jesus perguntou ao médio argentino se era jogador ou babysitter e a conversa subiu de tom. A perspetiva de Jesus não é comum mas é a mesma que exige a ele próprio, como contou recentemente: “A minha família sofre um bocadinho. Um pormenor, que vale o que vale: tenho um filho que está a tirar arquitetura e foi para a Noruega, fazer Erasmus. O avião saiu ao meio-dia e não mudei o treino para me ir despedir do meu filho. Para a minha família estar bem, tenho de me sacrificar eu. E não ponho à frente a minha profissão.”

Ainda assim, no Benfica, depois de uma reunião com os capitães para melhorar o ambiente, deu o braço a torcer e passou a apresentar um programa de treinos semanal. “Ele é assim mesmo: cansa muito os jogadores porque não percebe que há vida além do futebol, nem sequer pergunta pelas famílias”, diz um ex-jogador do Benfica. “Para ser sincero, na relação interpessoal ele é uma besta. Até com os adjuntos... Claro que nós no futebol estamos habituados a todas as caralhadas, mas ele às vezes tratava-os abaixo de cão. Mas, atenção: não deixo de dizer que é um grande treinador. Especialmente na maneira como ele treina a organização defensiva, é top, com movimentos repetidos até à exaustão”, acrescenta. Já era assim no Felgueiras, assegura Gregório, então central: “Se fosse preciso ficávamos 45 minutos sempre a fazer a mesma coisa, os três defesas contra cinco atacantes, por exemplo, ou cinco contra oito. Sempre com superioridade numérica de quem atacava, para nos obrigar a defender bem os espaços centrais do campo, obrigando os adversários a ir para os corredores, e a subir a linha defensiva sempre que os atacantes passavam a bola para trás.”

É aqui que reside a maior especialidade de Jesus: no trabalho defensivo. Ao contrário do que poderia ser expectável, dada a admiração por Cruijff e a aparente apetência ofensiva das suas equipas, Jesus passa 60 a 70% do tempo de treino focado na organização defensiva e nas transições da defesa para o ataque. Mais: até quando trabalha a organização ofensiva, por vezes fá-lo com cronómetro, para que os jogadores finalizem o mais depressa possível, de modo a não desposicionar demasiado a equipa. Ou seja, foi a cautela e não a ousadia que fez crescer a incrível vertigem atacante do 4x4x2 do Benfica, que queria fazer tudo depressa, mas raramente sabia controlar o jogo pausadamente, quando obtinha vantagem.

O mesmo acontece no Sporting, onde o pressing intenso do 4x4x2 (tecnicamente é um 4x1x3x2, devido à posição dos médios centro) em termos defensivos dá o mote para as transições rápidas para o ataque. Se o jogo puder ser resolvido desse modo, tanto melhor. Se não, Jesus conta com a criatividade dos atacantes na zona de finalização, onde a equipa tem liberdade de ação e chega sempre com um mínimo de seis jogadores: os dois avançados (que já foram Slimani e Téo, mas agora são Slimani e Ruiz), os dois alas (João Mário e Bruno César/Gelson/Matheus — um deles na área pronto para finalizar), o médio-centro mais adiantado (Adrien — William fica mais atrás, na cobertura, para virar o centro do jogo rapidamente, caso seja necessário, ou impedir a transição adversária, protegendo os centrais) e o lateral do corredor lateral onde está a bola (por vezes até os dois), que tanto pode estar mais por fora, se o extremo estiver mais pelo meio, como entrar pelo meio, se o extremo estiver mais perto da linha lateral.

Habitualmente, o modelo chega e sobra para a Liga portuguesa, porque a maioria das equipas se restringe a um posicionamento mais defensivo, mas nem sempre funciona na Europa, onde os adversários costumam ter mais artifícios técnicos para criar outro tipo de problemas e o mínimo pormenor faz a diferença. Daí que Jesus, que dizia à boca cheia, há dois anos, ser “o melhor treinador do mundo”, tenha entretanto corrigido a afirmação, “porque para se ser o melhor é preciso ganhar a Champions” — e ele sabe que dificilmente a ganhará em Portugal, como conseguiu Mourinho. “Não me posso pôr ao nível dele”, admite. Mas... Jesus será sempre Jesus: “Agora, se me perguntarem qual é a diferença entre eu e esses treinadores, em termos de treino...” Ele crê genuinamente que é o melhor e essa ideia não é recente: já tinha a mesma arrogância no Belenenses, por exemplo, onde verbalizou o desprezo pelo tipo de jogo do Real Madrid de Bernd Schuster, em 2007, quando foi derrotado por 0-1, no troféu Teresa Herrera: “Com os jogadores que o Real tem, é preciso jogar mais. Se não o faz, o problema é do treinador. Com os jogadores dele, dava-lhe três de avanço, mudava aos cinco e acabava aos dez”.

Foi essa atitude que o pôs em choque com Mourinho, em 2014. Jesus não gostou de ouvir o então treinador do Chelsea dizer que já tinha tentado contratar Talisca e respondeu à letra: “Conheciam tanto o Talisca como eu conhecia o D’Artagnan.” Mourinho, que também não é treinador de se deixar ficar, não gostou da estocada do pseudomosqueteiro e passou a discussão da literatura para a gramática: “Vou ser mais explícito, para os menos inteligentes perceberem claramente: o Benfica tem uma boa estrutura de observação, com gente que conheço bem, tem um presidente com a capacidade de dar ao seu treinador a possibilidade de ter bons plantéis e bons jogadores. Não gostei de um colega de profissão ter duvidado das minhas palavras que, para além disso, foram comentários positivos. Mas fico contente por perceber que ele lê Alexandre Dumas. Ao contrário de mim que, sinceramente, com a vida que tenho, e por trabalhar fora de Portugal há tanto tempo, limito-me a ler quando posso a gramática portuguesa, que é para um dia não me acusarem de andar aos pontapés com ela.”

O anti-Cruijff

No final da época passada, quando Luís Filipe Vieira lhe sugeriu que fosse para o estrangeiro, Jesus torceu o nariz. Primeiro, porque tem um inglês macarrónico, apesar de ter tido aulas durante alguns meses. Depois, porque nenhum dos grandes que ele queria, como o Barcelona ou o Real Madrid, o queriam a ele — apesar de alguns rumores no início de 2015 o terem apontado como possibilidade para o Barça. Quando pergunto a quem costuma estar bem informado em assuntos de transferências que história tinha sido aquela, a resposta, via Whatsapp (sim, são as fontes do século XXI), vem em formato emoji, daqueles que se riem até às lágrimas. Depois, a explicação: “É verdade que o [Jorge] Mendes é amigo do [Joan] Laporta, que na altura estava na luta pela presidência [perdeu para Josep Maria Bartomeu], mas o gajo também não faz milagres. Nem o Mourinho ele conseguiu meter lá, lembras-te?”

Em 2016, a simples ideia de Mourinho a liderar o Barcelona parece uma aberração, mas a verdade é que esteve perto de ser realidade, quando, em janeiro de 2008 (andava Jesus pelo Belenenses), Marc Ingla e Txiki Beguiristain, então diretores catalães, estiveram em Lisboa reunidos com Mourinho e Mendes. A época ainda não tinha acabado, mas o treinador português estava sem clube, depois de sair do Chelsea, e o Barcelona já procurava substituto para Frank Rijkaard, cuja liderança “mole” estava a deixar o balneário à deriva. Mourinho, que já tinha vivido em Barcelona — melhor dizendo, em Sitges, a 35 km de Barcelona — enquanto adjunto de Bobby Robson e de Louis Van Gaal, entre 1996 e 2000, era visto por alguns dos líderes como a escolha ideal para regressar às vitórias. Podia ser, mas a personalidade belicosa do “tradutor”, como era tratado de forma depreciativa naquela altura, não agradava a todos. Especialmente a Cruijff, que, apesar de já não estar no clube, era conselheiro de Laporta e mentor do futebol catalão. O treinador holandês detestava o tipo de jogo do Chelsea de Mourinho, como já tinha feito saber publicamente: “Há duas maneiras de conceber o futebol. Uma é primar pelo resultado e outra é dar maior importância à qualidade futebolística. Defenderei sempre a segunda. Não suporto esse estilo de futebol defensivo e resultadista.”

Darren Staples/REUTERS

Mas Mourinho — que acabou por ser preterido para o estreante Pep Guardiola — nem sempre foi assim tão pragmático. Quando chegou ao FC Porto, em 2001/02, foi uma lufada de ar fresco para o futebol português, porque rompeu com os cânones estabelecidos em tudo. Primeiro, na comunicação: “Tenho a certeza que vamos ser campeões para o ano” (e foram). Depois, nos treinos: “Um pianista corre à volta do piano para aprender a tocar piano? Então para que correm os jogadores?” Mourinho afastou-se das praias e das matas onde a maioria das equipas de então realizava as pré-épocas e mostrou aos jogadores (e ao mundo) que havia uma metodologia de treino e jogo que se preocupava mais com o cérebro do que com a força nas pernas. Foi com a periodização tática, criada por Vítor Frade, professor da Faculdade de Desporto do Porto, e aprimorada por Mourinho e pelo adjunto Rui Faria, que o FC Porto conquistou a Taça UEFA, em 2002/03 (estava Jesus no Estrela da Amadora), e a Liga dos Campeões, em 2003/04 (estava Jesus no Vitória de Guimarães), baseado em modelos de jogo predominantemente ofensivos, sustentados pela posse de bola, por um pressing intenso e por um posicionamento muito alto da linha defensiva no campo, tanto em 4x3x3 como em 4x4x2 losango.

O “Cruijff da Reboleira” põe a profissão à frente da família. E exigia a mesma atitude aos jogadores. Aimar não gostou

O Mourinho daquela altura impressionou não só pela dimensão dos feitos em campo mas por tudo o que gerou fora dele, como o sprint em Old Trafford ou a tirada do “special one” em Londres, que colocaram o treinador de futebol num pedestal inédito, como estratego supremo dos feitos de uma equipa. Ou, como diz Jesus, com a sua modéstia habitual: “O treinador é a peça mais importante da equipa.”

Aquele Mourinho, que ainda não tinha sido rejeitado pelo Barcelona, dizia coisas que, atualmente, fazem mais lembrar Guardiola: “A minha ideia tática principal passa por termos a noção bem clara da coisa mais importante no futebol moderno além de marcar golos: ter a bola.” Hoje, a ideia de Mourinho, que passou a desprezar o “tiki taka”, é bem diferente: “As pessoas falam muito do estilo, mas isso é o quê? Às vezes pergunto-me sobre o futuro do futebol, que se calhar é um lindo tapete verde sem golos, onde a equipa com mais posse de bola ganha o jogo.” E uma equipa sem bola, ganhará? Depende, responderia Mourinho. Pode não ser bonito, mas pode sair vitoriosa, como mostrou naquela histórica exibição no Camp Nou, em 2010, quando o Inter, com 10 jogadores e 19% de posse de bola, conseguiu ser derrotado “apenas” por 1-0 e não ser eliminado da Champions, porque na 1ª mão já tinha ganho por 3-1 ao Barcelona de Guardiola, amplamente considerada a melhor equipa europeia. “Foi a melhor derrota da minha vida”, festejou Mourinho, correndo pelo relvado como uma criança corre para os presentes na noite de Natal.

Para o treinador português, o que interessa é ganhar. Ponto. E Mourinho passa essa mensagem na perfeição aos jogadores, que acabam a fazer tudo por ele. Como Samuel Eto’o, avançado do Inter de Milão que tinha saído do Barcelona no ano anterior a dizer que detestava Mourinho, mas acabou aquela meia-final no Camp Nou a defender como se fosse um lateral. Ou Didier Drogba, avançado do Chelsea que admitiu que até partiria uma perna por Mourinho. Ou Maniche, que esteve com Mourinho no FC Porto e no Chelsea. “É o melhor do mundo. Se o treinador tiver uma comunicação direta e frontal, o jogador dá tudo por ele. E isso acontecia-me”, conta. “Os castigos eram rapidinhos. Por exemplo, discutia comigo num treino, no seguinte ignorava-me e no outro a seguir já me falava. Houve uma eliminatória da Taça UEFA com o Polónia Varsóvia que ganhámos 6-0 na primeira mão, e eu, como era titular, estava à espera de na segunda mão ficar a descansar. Mas os únicos titulares que ele levou fui eu e o Postiga. Os outros ficaram a descansar. Ainda por cima estava um calor enorme no dia do jogo. Chegámos ao intervalo 0-0, e a palestra dele foi só direcionada para mim e para o Postiga. Virou-se para o Postiga: “Tu podes ir tomar banho e marcar já o fim de semana para ires passear com a tua namorada, porque domingo não vais ser convocado.” Depois virou-se para mim: “E tu, se pensas que vais sair para descansar, estás enganado. Vais papar mais 45 minutos disto ao sol.”



Tal como Jesus, Mourinho é muito exigente com os jogadores, mas bem mais amistoso no trato pessoal. Gosta de conhecer as famílias de todos e dá-lhes folgas quando acha indicado, para arejarem a cabeça e voltarem revigorados. É assim que os mantem alinhados com as ideias dele, ao mesmo tempo que vai criando um inimigo externo ao grupo, para unir forças em torno de um bem comum. No Real Madrid, o “mau” era, evidentemente, o Barcelona. E se, inicialmente, os jogadores madrilenos podiam desconfiar da postura de Mourinho, rapidamente acederam ao lado mais estratégico do treinador quando no primeiro embate com o Barcelona foram vergados por 5-0. A partir daí, nunca mais o Real tentaria superar os rivais em ataque organizado. A fórmula anti-Guardiola seria defender na perfeição e sair rapidamente para a transição ofensiva, o que funcionou no marcador (seguiram-se um empate, uma vitória e, na época seguinte, o título espanhol, com 100 pontos e 128 golos marcados) mas não na crítica: Di Stéfano criticou a postura “demasiado cautelosa”, tal como — claro — Cruijff, que qualificou Mourinho de “medroso, mas esperto; um treinador de títulos, mas não de futebol”. E a verdade é que, com mais ou menos “nota artística”, e mais ou menos excesso de foco no plano estratégico (mudar consoante o adversário, tentando provocar o erro oposto, o que faz com que a própria equipa perca a identidade que tem — um dos problemas no Chelsea), títulos não faltam a Mourinho: duas Ligas dos Campeões, uma Liga Europa, três Ligas inglesas, duas Ligas italianas, uma Liga espanhola e duas Ligas portuguesas — além de mais de meia dúzia de taças. A passagem pelo desemprego deverá ser curta, até porque, na próxima época, o némesis Guardiola também estará em Inglaterra, provavelmente no Manchester City. E Mourinho provavelmente no Manchester United. Quanto a Jesus, provavelmente Sporting, possivelmente Porto. Sabendo que, enquanto não sair de Portugal, dificilmente terá mais reconhecimento — ou um terço do palmarés de Mourinho, que tem 53 anos, menos oito que Jesus. Barcelona? Só na Playstation.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2257 - 30 de Janeiro de 2016

CRIARAM O FITNESS DARWINIANO

HÁ HOMEM
LUÍS PEDRO NUNES


CRIARAM O FITNESS DARWINIANO



A matilha controla a pulsação de
quem fraqueja























GETTY IMAGES

Tendo faltado ao treino no ginásio, empanturrava-me de bolachas e zappava os canais do cabo — tendo o comando estrategicamente disposto de modo a calcar no + com o dedo grande do pé — quando me deparei com um reality show cujo enredo se passava num estúdio de RPM em Los Angeles. Exato: “Hollywood Cycle”, as desventuras dos instrutores de bicicleta estática. Sem desprimor para referidos profissionais, quero saudar a imaginação dos produtores de TV que conseguiram criar já duas temporadas de emoção e drama sobre a vida de pessoas cuja existência consiste em pedalar numa sala escura sem sair do lugar. Mas não podemos levar esta coisa do cycle a brincar. Ui. Até porque já fui da seita. Sim, é tipo culto. E é notável como os novos tipos de ginásios estão a aumentar a tendência em tornarem-se locais de controle fascistóide como nem as prisões de alta segurança conseguem ser. Calma aí, esteroide-boys! Juízo! Não me envenenem o Isostar.

Ainda sou do tempo em que havia a sensação de que sempre na aula de RPM um bandalho lá atrás não se estava a esforçar e ficava mau ambiente. Estava a baldar-se. Por isso, quando há dois, três anos foram introduzidas bikes que estavam já semiconectadas, a coisa melhorou. Não só todos tinham o mesmo sistema digital de força debitada pelo instrutor como já era possível espreitar a batida cardíaca do parceiro do lado se esticasse o pescoço. Se ele se mantivesse nas 120 bpm estava a fazer batota. O canalha intrujão. Vir para uma aula de cycle e não se esforçar como os outros. Onde já se viu?

Por essa altura, no longínquo 2013, foram aparecendo os wearables. Dispositivos maravilhosos, que, como bom bacoco deslumbrado, aqui enalteci como se fossem a última Coca-Cola no deserto. Estes começaram a controlar tudo o que se passava dentro do corpo humano enquanto se fazia desporto. O caminho que esses dispositivos estão a levar é de uma certa alucinação orwelliana intra-anatómica. As atuais propostas vão no sentido já não de usar uma pulseira mas sim de um patch, um penso com um microchip, que envia todas as informações para o smartphone. Ou melhor ainda. Se engolir um nanocomprimido até ajuda na dieta, costumizando a sua alimentação ao analisar a produção de gases. Mas até aqui estamos ao nível da relação da informação dada ao indivíduo para sua análise. Não para ser controlada pela matilha da sala.

A nova “tendência” é outra coisa. É a energia interior gerada pela classe de ciclistas estáticos. Pois. Estive a ler sobre os ginásios da Orangetheory que, diz a imprensa que gosta de novidades e que eu leio para vir aqui desancar, pulula por Nova Iorque. Este vosso, que já passou por tudo o que é modalidade — mais por necessidade de escrita do que pelos resultados visíveis na sua presença física — consegue topar o que se passa ali. Há uma parte inclusiva grupal interessante. Mas outra que é obscenamente intrusiva para a sua existência. A teoria orange/laranja faz com que todos no ginásio estejam em tempo real a controlar a pulsação de todos. E todos têm de estar no laranja (o ideal) e não no verde (abaixo) nem no vermelho (acima). E isto consegue-se? Sim.

Ora o conceito diz-se “darwiniano”, dado que ninguém quer ficar em último (e ser, no limite, extinto). Há uma determinada aula de cárdio e, no meio da sala, pendurado no teto, estão enormes monitores com os nomes, batimentos cardíacos e percentagens, e a cor. Isto é possível porque é fornecido um frequencímetro cardíaco ao sócio que comunica com um computador que envia a informação. Dizem que as pessoas se podem “defender” usando um pseudónimo, e que os objetivos são diferenciados. E que este é um grande motivador. Que sem competição não há evolução (no fitness). Chocado? Bah, se está nisto dos ginásios e se experimentar se calhar até vai gostar. Eu não quero ser o último! A questão, digamos, filosófica, é que é através do fitness que o mais íntimo da nossa privacidade está a ser partilhado, sem que nos ralemos com isso: onde estamos, onde corremos, quantas batidas, e agora numa sala a nossa batida cardíaca com um grupo de estranhos em tempo real.

(Olho para o episódio Hollywood Cycle que está a dar. Sim, o latagão é professor. Mas é impossível que a belezoca que ele está a corrigir seja uma futura instrutora. Qualquer aluno que tenha papado umas dezenas de aulas consegue perceber isso pela maneira como ela mexe os ilíacos e tem os braços mal posicionados. Olha o calmeirão a pôr a mãozinha no quadril da estagiária...).

Quer isso dizer que os ginásios estão todos nesse caminho? Que nada! “Por todo o mundo se espalha a moda do Soul Cycle.” O que é? É uma “experiência uníssona, tribal, de amizade, onde rimos e choramos”. Sim “dança-se” na bike e é “uma terapia dada por instrutores lindos e maravilhosos que têm uma mensagem inspiradora para ti”. Diz um repórter que foi experimentar: “Coisa de mães que ficam em casa e têm muito tempo.”

Nas sábias palavras do meu PT — rapaz que passou pela Legião Estrangeira, que foi campeão mundial de Vale Tudo, sem luvas, e cuja história merece ser contada aqui um dia — “isso é frescura”.

Ver em http://www.orangetheoryfitness.com/ e https://www.soul-cycle.com/
lpnunesxxx@gmail.com

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2257 - 30 de Janeiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Les jeux sont faits


A LAGARTIXA E O JACARÉ


   Pacheco Pereira



Les jeux sont faits

Como diz o croupier para travar novas apostas, já a roleta está a andar. Mesmo assim há quem coloque as fichas só nessa altura, como se pudesse perceber que números são favorecidos quando a bola pára. Nas presidenciais, já se conhecem os resultados e não há volta a dar. Há quem tenha ganho muito, Marcelo; bastante, Marisa; há quem tenha perdido honrosamente, Sampaio da Nóvoa; e há quem tenha perdido mal, Edgar Silva, e muito mal, Maria de Belém. Depois Tino de Rans concentrou aquilo que pode ser entendido como o voto de protesto jocoso, e Paulo de Morais o voto de protesto zangado. Henrique Neto foi a minha única verdadeira surpresa eleitoral, pensei sempre que iria ter mais votos.
A crise do PS soma e segue
Havia cinco candidatos do PS, Maria de Belém, Tino de Rans, Cândido Ferreira e Henrique Neto, e um apoiado oficiosamente pelo PS, Sampaio da Nóvoa. O que se passou em todo o processo das presidenciais, e que já vem de antes, mostra que o PS está numa crise muito considerável. Por estar no Governo, há um efeito de ocultação da crise interior que acompanha muitos partidos socialistas depois de 2008. Os socialistas estão profundamente divididos – e não adianta disfarçar essa divisão porque Maria de Belém foi a candidata nascida dessa fractura – e essas divisões cristalizam-se em grupos e personalidades que não actuam em conjunto a não ser com reserva mental. Deixo Seguro de parte porque ele se tem mantido efectivamente à margem. Mas uma coisa é Seguro, outra os "seguristas" que estiveram na origem da candidatura de Belém. Argumenta-se que alguns sectores do PS, que apoiaram Costa e estão mais à esquerda, estiveram com Maria de Belém. É verdade, mas a fractura dentro do PS é já outra: os que vêem com maus olhos ou com muita reserva a actual experiência governativa, como Maria de Belém, Francisco Assis, Vera Jardim, Jorge Coelho, António Vitorino, e os que a apoiam como vantajosa e percursora de uma nova geografia partidária. É essa a fractura que tentou isolar Sampaio da Nóvoa e lhe retirou condições de crescimento de duas maneiras: impedindo que houvesse condições de união de candidaturas com o BE e o PCP, no tempo certo; e as que impediram que a sua candidatura potenciasse uma eleição competitiva com Marcelo. Que havia potencial para aumentar a competitividade eleitoral, havia, como se viu depois da vitória de Nóvoa no debate com Marcelo. Mas já era tarde demais. Não havia élan, nem vontade e já estava tudo acantonado.

A fragilização do PCP é má para o PS
A fragilização do PCP é um risco para os acordos de governação, porque pode levar à tentativa de, no interior do partido, se interpretarem os mais recentes desaires eleitorais como consequência de uma linha apaziguadora com o PS. É um erro, porque as razões da crise do PCP são interiores e têm muito a ver com o esgotamento político da sua intervenção pública. O PCP continua a ter uma capacidade de mobilização dos seus militantes única em qualquer partido político português – foram dele os maiores comícios da campanha –, mas a sua linguagem é cada vez mais estereotipada e, prendendo-se nos seus baluartes, prende-se também a si mesma.

O crescimento do Bloco é mau para o PS
A evolução política do BE é interessante. Começando por ser uma frente de organizações de extrema-esquerda, em particular maoistas e trotskistas, assistiu a um processo de hegemonia cultural dos trotskistas que acabou por ser também de hegemonia política. As "causas fracturantes" ajudaram o BE a manter-se jovem, a recrutar gente muito capaz e a ser um pólo para uma segunda vaga de esquerdismos já com outra origem, como os sectores de dissidentes do PCP. Louçã deu-lhe uma linguagem profética e tensa, que nunca teve tanto sucesso como a "imagem", o grafismo, a imaginação cultural e as "causas" lhe davam prestígio cultural e, em certos sectores urbanos, social.

Nos últimos anos, sob direcção de um grupo muito capaz de jovens mulheres, uma novidade na política portuguesa, começou a "social-democratizar-se" e a tornar-se um partido socialista radical. Não é exemplo único na Europa, mas isso coloca-o numa rota de colisão com um PS que nos últimos anos só tem feito políticas à direita e que se deixou enredar nas "regras europeias".

Sobra Marcelo Presidente
Marcelo fez uma campanha solitária e não foi só por não ter querido apoios incómodos de que aliás não precisava. Nem foi porque não tivesse toda a "companhia" que quisesse, visto que a sua campanha de "afecto" era correspondida pela simpatia activa de milhões de portugueses.

A solidão de Marcelo fica de ele ter abandonado interiormente o "outro" Marcelo e ficado só diante de si próprio. Ele sabe que subiu muito alto e, se cair, cairá de muito alto. Basta olhar para trás, para Cavaco Silva para perceber isso – Cavaco subiu muito alto e caiu de muito alto. As razões do sucesso de um e de outro são muito diferentes, mas as quedas que se deram e se podem dar serão muito parecidas. As quedas são sempre parecidas, mesmo com Sócrates. As pessoas são complacentes e mesmo temerosas perante a autoridade (com Cavaco e Sócrates), ou com o sucesso mediático (como Marcelo), mas são cruéis quando se perde um e outro.

A vantagem de Marcelo é que, por trás dessa turbulência, mesmo balbúrdia pública, a idade e a vida voltaram-no mais para dentro e dentro ele encontrou essa solidão que é a única parte dele que é capaz de lhe dar bons conselhos. Espero que seja assim, porque sendo assim pode dar um bom Presidente. Não conseguirá erradicar as suas tentações, mas agirá não tanto com independência, mas com integridade. Ele é capaz disso, tem é que o exercer. Não terá outra oportunidade.

Revista SÁBADO 29JAN, 2016

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O Caso Spotlight


O Caso Spotlight
Título original: Spotlight
De: Tom McCarthy
Com: Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, Liev Schreiber, Stanley Tucci, John Slattery
Género: Drama
Outros dados: EUA, 2015, Cores, 129 min.
 

A equipa “Spotlight” do jornal “Boston Globe” era formada por um conceituado grupo de jornalistas de investigação. Em finais de 2001, vêem-se a braços com um caso em que vários padres da Igreja Católica são acusados de abusos sexuais a crianças da comunidade. Ao investigarem a fundo, dão-se conta de décadas de encobrimento que envolve os mais altos níveis das instituições da cidade de Boston, seja a nível religioso ou mesmo político. Decididos a mostrar a verdade e a levar os responsáveis a tribunal, a equipa de jornalistas empenha-se em encontrar provas irrefutáveis. Para isso, entrevista vítimas, procura dados de arquivo e contrapõe testemunhos ao mesmo tempo que se vê obrigada a fazer frente ao sigilo da instituição eclesiástica. Este caso de pedofilia, que chegou às primeiras páginas dos jornais de todo o Mundo, abalou profundamente a Igreja Católica. Desde então, vários casos similares foram tornados públicos, muitas vítimas contaram as suas histórias e muitos padres foram condenados. Com esta investigação, o jornal “Boston Globe” venceu o Prémio Pulitzer por serviço público.
Realizado por Thomas McCarthy (“O Sapateiro Mágico”) e com Mark Ruffalo, Michael Keaton, Rachel McAdams, John Slattery, Stanley Tucci, Brian d'Arcy James, Liev Schreiber e Billy Crudup nos papéis principais, um drama biográfico que se baseia num caso real que chocou a opinião pública. PÚBLICO

 trailer




História sem heróis


Jorge Mourinha 27/01/2016


Discreto e inteligente , inscreve-se na longa tradição liberal do cinema americano.

O filme de jornalistas tem longa e nobre tradição no cinema americano – Os Homens do Presidente (Alan J. Pakula, 1976), a ficcionalização da investigação do caso Watergate com Robert Redford e Dustin Hoffman e que faz agora 40 anos, será o “farol” do género mais presente na memória pública. O Caso Spotlight inscreve-se nessa linhagem, contando a história verídica da investigação do jornal Boston Globe que trouxe ao de cima a verdadeira dimensão do abuso sexual de crianças e jovens por parte de padres católicos naquela cidade americana. A diferença é que, no filme de Tom McCarthy (A Estação, 2003; O Visitante, 2007), não há “heróis” que se destaquem: a investigação é um trabalho de equipa levado a cabo por quatro repórteres (Rachel McAdams, Michael Keaton, Mark Ruffalo e Brian d’Arcy James), com o apoio institucional das altas instâncias do jornal (Liev Schreiber e John Slattery).

É isso que é fascinante: o seu olhar sobre uma ideia (muito americana e muito “à moda antiga”) de comunidade, de colectivo, de equipa, que transcende o simples indivíduo para assumir uma dimensão de “serviço público” em prol da sociedade; e o confronto entre duas visões dessa comunidade, opondo ao silêncio do “mal menor” a convicção de que não há “males menores” mas apenas bem e mal. Para a equipa da editoria Spotlight, tudo se passa numa corda bamba entre o idealismo e o pragmatismo, entre a ideia do jornalismo como ferramenta para melhorar a sociedade e a compreensão de que muitas vezes essa ferramenta é demasiado frágil para a tarefa a que se abalançou.

Também por isso, a inteligência do filme de McCarthy (e eventualmente a sua maior fraqueza) está em recusar qualquer heroísmo gratuito ou postura grandiloquente, apostar numa humildade de trabalhador que se afinca a construir fundações e a deixar aos outros a compreensão do “quadro geral”. O Caso Spotlight é um filme “anónimo” no melhor sentido da palavra, onde conta mais o que se conta e como que se conta do quem conta, onde o elenco funciona como um todo e não com números de actor; essa dimensão funcional, desenvolta, faz dele exemplo perfeito de uma solidez de produção que anda a fazer falta num Hollywood demasiado interessada em encher o olho.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Salinas de Massarelos



Salinas de Massarelos


Existiram e ficavam junto à foz do rio de Vilar



O leitor, que conhece a moderna Alameda de Basílio Teles, em Massarelos, à beira-rio, junto ao Museu do Carro Elétrico, pode imaginar que por ali houve sali­nas , em recuados tempos? Mas é que existiram mesmo, no século XIII. Situavam-se na foz do rio de Vilar, sen­sivelmente onde agora está um heliporto.

Por aquele tempo, Massarelos era um couto da Colegiada de S. Martinho de Ce­dofeita. Significa isso que o prior ou abade e os cónegos da colegiada tinham direitos sobre as salinas. Mas esse não era o enten­dimento nem do bispo, nem do rei, nem dos portuenses.

Daí que as salinas de Massarelos tives­sem sido, durante muitos anos a fio, objeto de disputas e contendas em que andaram envolvidos, primeiro, os cónegos de Cedo­feita e o bispo do Porto; depois, este e o rei; e, por fim, o próprio rei e os cidadãos do Porto.

Referimos atrás o rio de Vilar. Este cur­so de água ainda existe. Está encanado na maior parte do seu percurso, mas há um troço que continua a correr a céu aberto, junto à rua dos Moinhos, uma artéria que corre paralela à Rua de D. Pedro V, que exis­te, tal como hoje a conhecemos, apenas a partir de 1883.

Houve no Porto outra artéria que teve o nome daquele monarca. Ficava onde ago­ra está o Jardim Carrilho Videira, vulgar­mente conhecido por Jardim do Carregal. Isso aconteceu antes do ajardinamento do local, em 1857. Com a construção do jardim, a Rua de D. Pedro V foi suprimida e o nome do monarca veio a ser dado a uma artéria nova que se andava a abrir no lugar então chamado Azenhas de Vilar, junto ao rio do mesmo nome.

O leitor que sabe da poda já percebeu: rio, azenhas, moinhos, tudo anda ligado àquele mítico sítio das Azenhas de Vilar.

Mas vamos por partes. Primeiro, o rio. De Vilar, porque atravessava (e atravessa, pois então!) a aldeia ou casal de Vilar, "onde havia a azenha do Moreira". Esta proprie­dade rústica era enorme. Foi ao longo das sua terras que se abriu a Rua da Piedade que vai "da Torrinha para o padrão de Vi­lar", lê-se num documento já do século XIX.

O rio de Vilar forma-se, a partir da jun­ção das águas de vários riachos, ali por al­turas da Carvalhosa, num espaço que po­demos situar, na atualidade, como ficando entre as praças de Pedro Nunes e de Ale­xandre de Sá Pinto.

Um dos ribeiros tem a nascente nas imediações da Praça da República; outro brota das pedreiras do Monte Pedral; e um terceiro vem das bandas da Avenida da Fran­ça. São pequenos riachos, mas as suas águas, uma vez juntas, formam um caudal que, em tempos idos, fazia mover as moas de várias azenhas de que ainda há alguns vestígios em terrenos lavradios situados na margem opos­ta à da Rua dos Moinhos, onde o rio ainda cor­re a céu aberto.

Na maior parte dos moinhos moíam-se cereais. Alguns deles trabalhavam exclusiva­mente para o bispo. Noutros fazia-se a fari­nha destinada ao fabrico de pão que a cida­de consumia. Mas havia uma azenha que moía vidro. Pertencia à fábrica de cerâmica de Miragaia e trabalhava para esta unidade fabril.

Falemos agora do sítio em que se situa a foz do rio de Vilar e onde ficavam as tais salinas de Massarelos. O local é hoje a Alameda de Basílio Teles. Por meados do século XIX, o que ali havia era uma estrada que ligava pela mar­ginal o Porto à Foz e Matosinhos. Essa estra­da tinha a ladeá-la árvores seculares e alguns bancos de pedra.

Perto, havia um amplo terreiro que era do­minado por uma excelente vivenda onde re­sidia o barão de Massarelos. Trata-se daque­le edifício onde, durante os anos da ditadura, funcionou a principal cantina da Legião Por­tuguesa. Por baixo, ficava a célebre fundição de Massarelos, entretanto desaparecida, que era propriedade do referido titular.

No tempo dos Almadas, o terreiro foi trans­formado em alameda a que, depois da im­plantação da República, se deu o nome do grande republicano Basílio Teles.

Gostaria, para terminar esta crónica, de di­zer ao leitor qual o significado da palavra Massarelos. Mas não o sei. E julgo que nin­guém sabe. Já foram apresentadas várias hi­póteses, mas nenhuma delas consistente. Por exemplo, que a etimologia da palavra tem a ver com" maçadura", que era um castigo que se aplicava aos autores de certos crimes de morte.

Nas inquirições de 1258 relativas à paró­quia de Massarelos, aparece uma referência a um tal "D. Vicente de Mazarelos", que é in­dicado como proprietário de vários moinhos em Lordelo do Ouro. O grande especialista na matéria (no que ao Porto diz respeito) An­drêa da Cunha e Freitas, opta pelo topónimo "Mazarefes" como sendo o da origem de Mas­sarelos. Mas, e que diabo quer dizer "mazare­fes"? A incógnita mantém-se, portanto.


História da Fonte do Caquinho



portoarc.blogspot.com

Na freguesia de Massare­los, o que não falta é água. Além do rio de Vilar, existem outros pequenos ribei­ros e nascentes cuja água alimentava, além dos cam­pos de lavradio e dos lava­douros públicos, muitas hortas e as diversas fontes desta populosa zona. Uma delas, ainda existente, é a Fonte de Massarelos, que até deu nome a uma rua. Mas a mais popular é a Fonte do Caquinho. Fica à entrada da Rua dos Moi­nhos para quem entre pela Rua de D. Pedro V. Está junto a uns lavadouros pú­blicos (foto em cima) agora praticamente desactivados. Tem aquele nome porque inicialmente os utentes metiam um pequeno caco na abertura por onde saía a água, para facilitar o enchi­mento dos canecos. A água desta fonte nasce nas pe­dreiras que ficam, ali perto, a norte da Rua de D. Pedro V.

Os pescadores de Massarelos pagavam de foro à Igreja de Cedofeita um sável e uma lampreia

Jornal de Notícias, 24JAN, 2016

sábado, 23 de janeiro de 2016

RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA”


RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA”


Dois anos após a rotura provocada pela sua eleição como independente para dirigir a segunda cidade do país, Rui Moreira revisita uma vida onde o sucesso viveu sempre paredes meias com o drama e a tragédia pessoal

POR ANA SOROMENHO E VALDEMAR CRUZ (TEXTO) e RUI DUARTE SILVA (FOTOGRAFIAS)



Um políptico de Paulo Nozolino ocupa toda uma parede da sala principal da casa de Rui Moreira, no final da Avenida da Boavista, a dois passos do mar e do Parque da Cidade, no Porto. Por entre os tons escuros sobressai uma frase construída — “Pardonner oui, oublier non” —, transformada em súmula do modo de estar e de ser deste homem afável, disponível para a conversa, moldado na disciplina do Colégio Alemão, educado para ser um fazedor, o mais velho de oito irmãos, herdeiro dos negócios da família, para quem o passado se crava na memória sem condicionar o presente. Decretaram-lhe a morte aos 27 anos, viu o pai ser preso em março de 1975, vendeu todos os negócios aos 35 anos, surpreendeu o país há dois anos ao conquistar a Câmara Municipal do Porto como independente. Transformou-se num caso, na figura a seguir na imprensa internacional. Foi campeão de vela e o mais jovem presidente da Associação Comercial do Porto, escreveu livros e viajou pelo mundo, tem dois filhos. Educou-os e manteve-os a seu lado depois dos divórcios. Com 59 anos, ainda hoje um filho profundamente marcado pela personalidade do pai, diz ter sido a paternidade o que de melhor fez na vida.

Aos 27 anos, disseram-lhe que ia morrer e, afinal, 30 anos depois continua vivo. Nasceu rico e fez fortuna cedo. Apesar de alguns reveses, a vida tem-lhe sido generosa?

Penso que sim. Embora ache que não seja uma pessoa com azar, a minha vida tem sido marcada por alguns reveses, algumas tristezas e angústias. No entanto, estou vivo e a fazer coisas de que gosto, o que era um pouco improvável há uns anos.

O facto de as coisas terem corrido bem foi fruto de trabalho?

Mais do que outra coisa qualquer, decorre da disciplina. É a disciplina que faz com que a gente não desespere, não desista, não abandone o que quer fazer.

A disciplina também serve para fazer roturas?

Claro. As roturas são complicadas, e no meu caso houve várias. Todas exigiram disciplina.

Quais foram os momentos de rotura?

O caso mais evidente foi quando estive doente. Já tinha tido roturas antes, mas essa é sem dúvida a maior de todas. Subitamente, dizem-me que vou morrer, que tenho poucos meses de vida. Aos 27 anos, não se está minimamente preparado. Aos 27 anos, somos imortais.

Perante um momento tão avassalador, como é que a disciplina atuou?

Não entrando em desespero. Pensei: “Não posso cair na tentação de acreditar no que me estão a dizer. Não me posso conformar com este destino anunciado.” A partir daí, resisti. Isto é disciplina.

Conforto Com 35 anos, vendeu as empresas e tornou-se um homem rico. Mas dinheiro não dá poder, garante. O dinheiro dá-lhe apenas o conforto de não saber as consequências de não o ter. Essa é a sua liberdade
Tem também a ver com a força das pessoas que o rodeavam?
Não. São confrontos muito solitários.

Nesse confronto entre a vida e a morte, há um momento em que tudo fica resolvido — cura-se. Teve a disciplina de deixar a sombra para trás?

Diria que há dois momentos. O primeiro foi antes de fazer o transplante, quando estava a morrer. Só três anos depois de ter ficado doente consegui fazer o transplante, que foi muito bem sucedido. Naquela altura, a expectativa de vida útil de um transplantado era de cinco anos. Apesar de tudo, fiquei imediatamente com qualidade de vida, mas percebi que as coisas seriam diferentes. Aí, sim, fiz claramente uma rotura. Pensei: “Se a partir de agora tenho cinco anos de vida com qualidade, tenho de procurar viver de forma diferente.”

O que fez?

Resolvi que mais cedo ou mais tarde teria de deixar os negócios. Curiosamente, foi enquanto estive doente que fiz os melhores negócios e ganhei mais dinheiro em toda a vida. Como não podia fazer mais nada, não podia viajar, não podia conviver, não podia beber, não podia ler, nem fazer nenhum tipo de trabalho intelectual, porque sentia-me muito mal, o trabalho tornou-se um refúgio. Quando soube que tinha mais alguns anos de vida, percebi que queria viver coisas diferentes.

Há cerca de um ano, o seu filho mais novo teve também uma doença renal e passou pela experiência da doença e do transplante. O que é que isso significou para si?
É uma angústia muito diferente. Nalguns aspetos, pior. Apesar de não termos culpa, há um sentimento de grande culpa, pelo menos durante o tempo em que pensei que podia ser associado a coisas genéticas. Soube-se depois que não era uma questão genética, apenas outro azar dos Távoras. A sensação que temos com os nosso filhos é que também eles são imortais. Perder um filho é a maior tragédia que se pode ter.

É um homem religioso?
Tenho uma fé íntima, mas não sou praticante. Não me refugio na fé quando tenho alguma aflição. Acho aliás muito estranha essa relação das pessoas com o deus em que acreditam. Deus funciona mal como socorro.

Ainda no âmbito das adversidades, recuemos até 1975, quando estava em Inglaterra a estudar Gestão de Empresas e em Portugal o seu pai é preso. Como soube?
Da maneira mais estranha. No dia 11 de março de 1975 o meu pai estava em Paris em trabalho e tinha combinado ir jantar comigo a Londres. Por acaso, eu tinha passado em Piccadilly Circus, onde li naqueles títulos de jornais dos outdoors “Golpe de Estado em Portugal”. O meu pai ligou-me, dizendo que já não iria a Londres, tinha de regressar imediatamente a Lisboa. Apanhou um avião e no dia seguinte fez uma mala, foi para a nossa fábrica da Molaflex e foi preso. Quando eu soube, ao fim da tarde de 13 de março, o meu primeiro instinto foi meter-me num avião e vir para Portugal. Disseram-me para aguentar. Pensávamos que tinha sido apenas detido e rapidamente seria posto cá fora. Ao fim de dez dias regressei a Portugal. Tinham tomado a fábrica, as contas estavam congeladas. Passei cá o verão. Em setembro, o meu pai continuava preso, e eu fui para Londres acabar o curso e trabalhar em bares.
Aos 27 anos, não se está minimamente preparado para morrer. Aos 27 anos, somos imortais”

Trinta anos depois, quando morreu Eurico Corvacho, antigo comandante da Região Militar Norte, escreveu no “JN” um texto muito forte — “Nós não esqueceremos” — onde contava a sua visão do que se tinha passado. Dava a impressão de que a ferida ficara aberta. Qual é a dimensão do ressentimento que permanece?

Não resta nenhum ressentimento, no sentido em que não tenho pesadelos ou acordo angustiado. Agora, não esqueço. Mais do que tudo, não esqueço as canalhices que naquela altura sucederam. É nesses momentos que a gente percebe quem são os amigos e os que não são, mas também percebe quem são as pessoas que fazem as coisas por ideologia ou convicção e as que as fazem por total canalhice. No meio de uma revolução, com todos os excesso que possa ter um processo revolucionário, haverá sempre injustiças, coisas que parecem intoleráveis sobre o ponto de vista individual e que a nós nos afetam, mas fazem parte. As revoluções fazem-se também de injustiças. Consigo compreender isto. Coisa diferente é a gente perceber que a coberto de processos revolucionários há grandes canalhas. Escrevi o texto porque senti que tinha chegado o momento de denunciar.

Até então o seu contexto era de grande proteção. É a primeira aprendizagem sobre a vulnerabilidade?

Provavelmente. Mas a lição principal que tiro é a de saber lidar com a injustiça. Quando somos jovens, e eu tinha 18 anos, achamos que o mundo é justo, que o bem é premiado e o mal castigado. Quando penso no meu pai, o sentimento que tenho é de que lhe foi feita uma grande injustiça.

O seu pai nunca procurou fazer justiça?

Houve uma comissão das sevícias, e no relatório das sevícias o meu pai é das pessoas mais citadas. Francisco Sousa Tavares, que estava à frente da comissão e tinha sido advogado dele antes da prisão, e Artur Santos Silva aconselharam-no a agir judicialmente e a pedir uma indemnização. Não quis. Nunca se conformou com o que lhe sucedeu, mas não quis fazer vingança. A vida que lhe tinham tirado era irrecuperável. A sentença tinha sido irrevogável. Nunca mais foi o mesmo. Era um otimista, gostava muito da vida, e passou a ser uma pessoa triste. Tudo isso projetou-se muito em mim e nos meus irmãos. Percebemos que, a partir daquele momento, aquela que era a pessoa mais importante para nós, a par da minha mãe, era um homem profundamente diferente. Isso é muito marcante.

A vossa vida estava assente num equilíbrio. De repente, há um acontecimento que vos é exterior e tem consequências enormes do ponto de vista pessoal. Esse é para si um tempo de questionamento sobre uma ordem que vê estilhaçada?
Não. Os estilhaços tinham já sucedido antes. Para sermos claros, não fiquei muito surpreendido com o 25 de Abril. Não fiquei triste. Fiquei contente. Apesar de ser adolescente, tinha a sensação, até pelas pessoas com quem convivíamos, de que se estava a viver um tempo que já não existia. O que aconteceu foi um acelerador da História, mas o que não conseguimos imaginar foi a forma como os estilhaços nos atingiram. Isso é diferente.

Durante a infância, as várias gerações, avós, tio, pais, irmãos, viviam na Foz, na Avenida Montevideu, num palacete com jardim em frente ao mar. Quando é que começa a ter a noção da clivagem social?
Desde logo. O Porto era uma sociedade muito interclassista, as pessoas não se davam em função do dinheiro. Aliás, a dois quarteirões da nossa casa havia ilhas com pessoas muito pobres e que iam lá para casa brincar. Apercebo-me melhor quando saio do Colégio Alemão e vou para o Liceu D. Manuel II, que era público. Aí conheço outra parte da cidade de geografias e gente completamente diferente.

É o mais velho de oito irmãos. O que significa ser o mais velho do clã?

Nada. Não há entre nós um patriarca natural. Talvez tenha um sentido de proteção relativamente aos outros, mas não sou eu que tomo conta dos destinos da família. Penso que será o Tomás, que é a seguir a mim, que tem maior influência sobre a família. Nesse sentido, ele é o irmão mais velho.

O 25 de Abril foi um acelerador da História. Só não podíamos imaginar como esses estilhaços nos atingiriam”

Não quis trabalhar na fábrica do seu pai, dedica-se aos barcos e recupera a empresa de navegação do seu avô. É uma vontade de bater o pé, de provocar rotura?

Não. Coincide com a morte do meu tio Mário, o irmão inseparável do meu pai, que vivia connosco. O meu tio morre em 1978, num desastre de automóvel, no dia em que eu chego de Londres, depois de acabar o meu curso. Chego num sábado, almoçamos juntos no Clube de Vela, ele pergunta-me se quero ir com ele para a quinta, e eu não vou. A caminho da quinta morre num desastre de automóvel. Eu podia estar naquele carro.

No seu mundo, quem foram as pessoas que mais o marcaram?

Além do meu pai e da minha mãe, e da relação com os meus filhos, até porque provavelmente a melhor coisa que fiz na vida foi ser pai, muito melhor do que ser político ou empresário, a pessoa que mais marcou a forma como olho o mundo é a minha avó Maria Amélia, uma mulher extraordinária. Acreditava em mim no tempo em que as pessoas da família não acreditavam. Havia algumas dúvidas sobre as minhas capacidades, o que era perfeitamente razoável e normal, porque a única coisa que fazia bem era vela. A minha avó, mãe da minha mãe, via que os meus interesses eram de natureza diferente e ajudou-me a que eu me percebesse a mim próprio.

Proporcionava-lhe outras leituras... É aí que se sedimenta o seu gosto pela leitura?

Sim, mas hoje não tenho tempo para ler. Uma das coisas terríveis no facto de desempenhar um cargo público é deixarmos de poder controlar o nosso tempo.

Isso não provoca um corte com a realidade?

Provoca. Por isso, nunca se poderá ficar muitos anos em cargos públicos.

Começou já a perdê-la?

Espero que não. Persisto em continuar a viver a cidade de uma forma muito ativa. Mas temos de fazer opções. Leio hoje muito menos. Estou a começar a aprender a ler como os políticos, que é uma coisa que me preocupa. É o ler depressa, como Marcelo.

Ter feito uma candidatura independente à Câmara também se deve ao facto de ser uma pessoa com fortuna pessoal?

Uma coisa não tem nada a ver com a outra. A diferença é que consigo viver com o ordenado de presidente de Câmara e manter a qualidade de vida que tinha.

Ser vulnerável num lugar de poder é apenas uma questão de carácter?

Não acho que as pessoas serem corruptas, ou não terem carácter, seja uma questão de dinheiro. Há muitas pessoas que são muito ricas e são corruptas, outras que não têm dinheiro nenhum e são completamente estoicas. Essa questão sobre a minha independência foi mais evidente quando era presidente da Associação Comercial do Porto, onde muitas vezes tive de tomar posições que não eram consensuais e poderiam ter consequências mais complicadas. Em Portugal, quando se tomam essas posições, ou se têm negócios muito grandes ou é-se exterminado. Tomei posições que incomodavam muita gente. O maior conforto do dinheiro é não se saber as consequências de não ter dinheiro. Isso, sim, constitui uma liberdade.

Quando decidiu desfazer-se da sua empresa, aos 35 anos, foi uma decisão que teve só a ver com negócios ou decorreu também da doença que o afetou, por não ter ainda resolvida a questão da vida e da morte?

As duas coisas. Passada a fase do transplante, percebo que estou transitoriamente bem — um transitório que tem durado 30 anos — e pensei que não queria viver tão agarrado aos negócios. Nessa altura, tinha o meu filho mais velho a meu cargo e também queria estar mais com ele. Por outro lado, havia uma oportunidade de negócio, e eu tinha o sentimento de que aquilo era muito one man band. Ou seja, se eu morresse, o negócio provavelmente esfumar-se-ia e deixaria de ter valor. Finalmente, havia uma outra questão. Estamos a falar de 1991/92. Eu tinha feito uma aposta séria nos transportes marítimos e estávamos num tempo em que o Governo de então andava firmemente apostado em destruir essa indústria. Como, aliás, veio a destruir. Coisa que não perdoo a quem...

Está a falar de Cavaco Silva?

Exatamente. Tudo aquilo que tinha sido feito com os governos anteriores, nomeadamente com Carlos Melancia, num Governo do PS, esfumou-se. A frota portuguesa desaparecera com o fim das colónias e havia uma nova fileira de empresas a surgir que queriam voltar a ter uma atividade nos transportes marítimos. Tudo isso foi destruído, tal como foram destruídas as pescas, a agricultura...

O desejo da presidência da Câmara do Porto é um sonho antigo?
Não. Comecei a envolver-me na cidade por altura do Porto 2001. Foi nessa altura que entrei para a Associação Comercial do Porto e comecei a escrever em jornais sobre a cidade.

Quando começou a escrever, o Porto é o objeto, a matéria próxima, mas o que está ali em reflexão não é já um conceito de cidade?

É verdade. Foi a partir daí que comecei a pensar na cidade... Muito mais no sentido de polis do que de politics.

Frontal Assume precisar de mais tempo para concretizar todos os projetos para o Porto e reafirma-se independente. Não tem nada a perder. Acima de tudo, considera-se um cidadão sempre apaixonado pela cidade


Que geografias se abriram quando começou a refletir sobre a cidade?

Já então conhecia muito bem o Porto. Adorava fotografar e andava por todo o lado. A fotografia permite olhar para a cidade de uma forma diferente. Segmenta os momentos e faz-nos compreender melhor os territórios. Quando escrevi o livro sobre o Porto, procurei conhecer a zona oriental, que era uma parte que conhecia muito mal. E de facto esse mosaico entre Campanhã e Azevedo, que é uma zona cortada, esventrada, é surpreendente.

Anda a pé, aparece sozinho em eventos, independentemente do interesse político imediato, há coisas que são naturais ou não são... Essa naturalidade com que se plasma na cidade ajudou-o? Está sempre no lugar de cidadão?

Estou. E as pessoas habituaram-se a ver-me assim. Quando fiz a campanha eleitoral, percebi isso, e fique surpreendido com o conhecimento que já tinha da cidade e por encontrar tanta gente que me conhecia. Quando fui eleito, as pessoas achavam que eu ia ficar fechado numa redoma. Sempre pensei que podia continuar a fazer uma vida normal. A única coisa que deixei de fazer foi tirar fotografias. Não por mim. Percebi que um político não pode andar por aí a tirar fotografias. As pessoas ficam inibidas.

Vê-se como um conservador ou como um progressista?

Não sou nada conservador. Sou mais progressista,

A verdade é que o único apoio partidário à sua candidatura foi do CDS. Onde se situa ideologicamente?
Nesse caso, foi por uma questão de política de cidade. Ideologicamente, não sei muito bem onde me situaria. Se calhar, sou aquilo que já não existe no espectro europeu: um liberal de esquerda. Isso hoje pode parecer radical. Talvez seja aquilo que foi Francisco Sá Carneiro, e que é muito mal entendido. As pessoas citam-no erradamente e sem saberem qual era o seu pensamento.

De quem se sente próximo?

De pessoas como Sá Carneiro, Miguel Veiga. Tive o prazer de os conhecer, melhor o Miguel Veiga, claro, e foi com eles que cresci a pensar a política. Faziam parte de uma burguesia que tinha um pensamento político. Achavam que a redistribuição é fundamental, mas não pode ser feita apenas através da presença obsessiva do Estado. Sou liberal porque entendo que o Estado se deve meter naquilo que é necessário, e o que é mais necessário são os fundamentos da República, entre os quais a redistribuição da riqueza.

Um ponto estratégico da sua candidatura é a cultura. Entretanto, morre o vereador Paulo Cunha e Silva e assume o pelouro. Porquê?

Antes de mais, foi uma enorme tragédia sob o ponto de vista pessoal, porque era um grande amigo. Não havia ninguém que tivesse as características de Paulo Cunha e Silva, e a cultura era, e é, um dos principais pilares da nossa candidatura. Há muitos anos que o Paulo e eu trabalhávamos sobre questões de cultura. Achei que na falta do vereador teria de ser eu a assumir, utilizando os bons recursos que também lá temos, e reforçando-os, ao trabalhar com outras pessoas, como, por exemplo, o Miguel von Hafe.

A cultura é tida como uma componente de sucesso na sua gestão, mas não será também muito o resultado da resiliência dos agentes culturais, que nunca desistiram?

É a imagem do espírito da lâmpada de Aladino. Esse espírito e essa apetência estavam cá, mas escondidos em sítios recônditos. Se escolhemos a cultura, não foi apenas porque gostamos de cultura, foi porque entendemos que ela não é um luxo. Quando anunciei a minha candidatura, disse que havia três fatores: a cultura, a coesão social e a economia. E que os três se ajustavam uns aos outros. Conseguimos demonstrar que isso é possível. A cultura tem um enorme impacto na coesão social. É errado quando muitas vezes se pensa o contrário e se diz que ao gastar dinheiro na cultura se perde dinheiro na coesão social. Isso não é verdade.

Não é verdade que ao investir em cultura se perca em coesão social”

A atividade da Câmara não se julga apenas pela cultura, e na área da coesão social há questões em aberto e polémicas, como a situação degradante, para quem lá vive, do bairro do Aleixo, ou o problema das pessoas expulsas de casa por indícios criminais...

No caso dos despejos, não é por indícios. O que fizemos foi cumprir escrupulosamente a lei. Todas as pessoas recorreram aos tribunais e só depois é que o despejo se concretizou. Sei que é uma situação que comove muita gente e que haverá com certeza circunstâncias específicas em que teremos cometido alguma injustiça. Mas não me venham dizer que o tráfico de droga é um problema social. Não podemos ter nos bairros situações de pessoas que têm casas, supostamente para habitação social, que nem sequer são habitadas e são usadas como supermercados de droga.

E o bairro do Aleixo?

Aí é diferente. Não gosto do modelo que ali foi seguido. Encontrei um bairro em que tinham sido deitadas abaixo duas torres, e os cidadãos dessas torres foram colocados em habitação social espalhada pela cidade. Permaneciam três torres, que estão em más condições de habitabilidade, muitas delas semiocupadas. Neste momento, espero a aprovação do Tribunal de Contas para iniciar a construção de habitação social. Quando estiver pronta, teremos casas para as pessoas que estão no Aleixo.

O Porto está na moda, mas começa a haver na cidade receio quanto ao que possa acontecer depois. Há o risco de a cidade se tornar insustentável, sobretudo para quem cá vive?

A minha maior preocupação com o turismo não é essa. O turismo que temos veio para ficar, a não ser que aconteça um cataclismo. Não há o risco de o turismo desaparecer. Não vai é continuar a crescer à razão de 20% ao ano, pois a cidade não se consegue reinventar a essa velocidade.

Então qual é o grande problema?

A gentrificação dos usos, dos costumes e dos habitantes é o que verdadeiramente me preocupa. Por um lado, pela forma como pode afastar os cidadãos que hoje convivem bem com o turismo, mas podem ser por ele expulsos, através dos aumentos de renda e dos modelos imobiliários. Temos compensado isso. Deixámos de vender casas no centro histórico, estamos a reabilitá-las e a colocá-las na habitação social. A lei das rendas era necessária, mas foi excessivamente liberal.

As cidades vivem de imagens icónicas. Uma delas, no Porto, é o Bolhão. Quando é que o mercado deixará de ser uma dor de alma continuamente procurada pelos turistas?

Não estou muito preocupado com o Bolhão como centro de atração turística. Pelo contrário. Quero que o Bolhão seja um mercado de frescos. Não quero que seja um mercado da Ribeira. O meu problema com os turistas é outro. Teremos de encontrar formas de inibição da sua presença, para que não impeçam que os moradores façam as suas compras. Creio que quando a entrevista sair já vamos ter o parecer favorável da Direção Regional da Cultura quanto ao nosso projeto. Lançaremos concurso público internacional entre final de março e princípio de abril para a concretização do mercado do Bolhão.

Foi muito crítico do centralismo lisboeta. Mas mudou enquanto presidente. Como foi a sua relação com o Governo anterior e com o atual?

Não mudou nada na minha posição. A cidade de Lisboa é tão vítima como as outras, embora de uma forma diferente. Continuo a achar que Portugal é macrocéfalo, e há coisas que dificilmente se compreendem num país civilizado em que parece que tudo tem de ser feito no mesmo sítio. Esse tema da descentralização foi fundamental na última reunião de trabalho com o atual primeiro-ministro aqui no Porto.

Não mudei nada na minha vida. Só deixei de tirar fotografias. Percebi que um político não pode andar por aí a fotografar. As pessoas ficam inibidas”

Nesse aspeto, há vantagem em ser independente?

Tenho essa grande vantagem, porque não tenho nenhum diretório partidário que me diga que temos de fazer um favor ao Governo porque é da nossa cor ou temos de fazer guerra porque não é da nossa cor. O que procuramos ter com o anterior Governo e com o atual é níveis de entendimento em determinadas áreas. Houve várias em que o conseguimos com o anterior Governo, como na negociação dos terrenos do aeroporto e dos STCP...

Negócio considerado ruinoso por alguns sectores...

Acho que só o Partido Comunista o considerou ruinoso. Quando pergunto porque é que é ruinoso, ainda não consegui perceber a razão. Se é porque estavam à espera que vencêssemos em tribunal...

A Câmara reivindicava em tribunal 168 milhões e aceitou 40 milhões.
Acho que o acordo foi feito no tempo certo e com as possibilidades certas. Houve outras áreas em que entrámos em choque com o anterior Governo, como nas águas e nos transportes.

Qual é o interesse vital da Câmara na subconcessão dos transportes?

O problema é que os STCP, neste momento, e devido ao desinvestimento, desempenham um péssimo serviço. As pessoas deixaram de confiar no transporte público e voltaram ao privado. É terrível, para a cidade e para elas próprias.

Gosta de andar a pé pela cidade. Como convive com a ideia de a zona de Campanhã permanecer o patinho feio do Porto?

A um prazo de 20 anos consigo prever que deixe de ser uma zona à margem. O terminal intermodal vai ser muito importante, tal como tudo o que vier a suceder no Matadouro Municipal. Há lá uma obra que tem passado invisível, que é o projeto de reabilitação do rio Tinto. Vai permitir o avanço da construção do Parque Oriental. Terá um impacto extraordinário e vai dar uma nova dinâmica e uma nova centralidade através de um parque urbano, muito a exemplo do Parque da Cidade. É curioso como é que esse projeto, ambicionado há dezenas de anos, cuja candidatura já foi aprovada, tem passado praticamente à margem da comunicação social. Sob o ponto de vista ambiental, é a obra mais generosa que se pode ter na cidade. É como se houvesse uma maldição a pesar sobre Azevedo de Campanhã. É o problema de sempre. Os pobres não são notícia, ou são-no pelas piores razões.

Fazer política circunscreve-se exclusivamente à cidade?

Circunscreve. Não tenho nenhuma outra ambição. Não tenho nenhum interesse na política nacional.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2256 - 22 de Janeiro de 2016

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