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domingo, 28 de fevereiro de 2016

3 horas para Amar

Foto: DR


Porto 24, 28 Fev 2016

Texto de Manuel Vitorino


Cultura

Ver filme aqui: http://lugardoreal.com/video/3-horas-para-amar

“3 horas para Amar”, de Patrícia Nogueira, já está disponível em Lugar do Real
cinema, ESMAE

Em 2012 vi pela primeira vez no Porto o documentário “3 horas para Amar”, de Patrícia Nogueira, exibido no decorrer da 9ª edição de Imagens do Real Imaginado/Ciclo de Fotografia e Cinema Documental promovido pelo departamento de Artes e Imagem da ESMAE.


Depois da sua exibição na Biblioteca Almeida Garrett, o filme esteve presente em vários festivais de cinema, alcançou vários prémios e distinções. Quatro anos depois o documentário está disponível no sítio Lugar do Real e tornou-se inevitável rever esta obra singular filmada no Estabelecimento Prisional Feminino de Santa Cruz do Bispo, em Matosinhos. Com pequenas alterações aqui fica o texto escrito na estreia do filme.


Take 1 – O filme tem um título apelativo, mas revela o mundo sentimental e onírico de quatro mulheres acusadas de vários crimes e, por isso, em cumprimento de penas de prisão, com regras próprias, segurança apertada, rigorosamente vigiadas dia e noite. A sinopse do filme desvenda um pouco desta história vivida e sentida entre corredores, portões de ferro, celas, guardas prisionais: “Uma vez por mês, durante 3 horas, as reclusas abrangidas pelo regime de Visitas Íntimas conseguem “evadir-se” da prisão e sentir-se de novo mulheres”. Daí, autora deste documentário (excelente, diga-se desde já) ter optado por um modelo de “cinema-verdade” , misto de reportagem (Patrícia foi jornalista da SIC) e documentário.

Take 2- O primeiro plano de “3 Horas para Amar” conduz-nos a este território estranho e por vezes misterioso. Por lá circula uma câmara sensível e atenta, filmando várias sequências, umas vezes pormenores de grande simbolismo como a passagem do avião por cima da prisão em direcção ao Aeroporto Francisco Sá Carneiro, (talvez o passaporte para a Liberdade sonhada e sempre adiada…) outras vezes, uma reclusa serve-se do resto do pão da refeição e alimenta as pombas que sobrevoam o terraço do estabelecimento prisional, uma nesga do território onde pode olhar o céu, as nuvens, sentir o sol. Mas, onde o filme ganha mais força e a narrativa consegue agarrar o espectador de princípio ao fim tem a ver com as vivências de quatro mulheres, diálogos, frases entre-cortadas por silêncios, retratos psicológicos e olhares diferentes deste mundo à parte (e por vezes desconhecido) da sociedade portuguesa.
“Ninguém está aqui por nada”, confessa uma das protagonistas do filme a cumprir cinco anos e meio de prisão. “A saudade é muito complicada. Temos de aprender a viver com a saudade. Não é fácil. Tenho saudade de tudo, de tudo. Aprendi a viver um dia de cada vez”, revela com indisfarçável optimismo enquanto dispara uma revelação surpreendente: “Eu tinha de vir para a cadeia. Eu não tinha o direito de andar a fazer o que fazia”. Como não perdeu a capacidade de sonhar ainda sorri: “O mundo caiu-me em cima”.
Depois, a reclusa 142 desvenda outros pormenores da sua vida íntima, a paixão pelo Tito e depois, a descida aos infernos com as drogas, os sucessivos roubos (3 botijas de gás, um cheque…) os negócios do tráfico. “Foi uma coisa muito marada”.


Take 3- O dia das reclusas começa bem cedo, às primeiras horas da manhã e termina logo após o jantar servido às 18 horas. A seguir entram na cela até ao dia seguinte. Umas sentem mais a prisão, as grades, o isolamento, a família. Outras, ocupam-se o mais possível. Nem que seja a fazer coberturas de camas para cães. “Tento estar ocupada o mais possível. Assim, não penso muito. À noite, quando regresso à cela é muito complicado. São muitas horas a pensar, a olhar para as paredes. Estou afastada da minha filha há dois anos. Custa muito”, diz outra mulher jovem e mãe.
Existem sons, passos pelos corredores, diálogos curtos, por vezes sorrisos contidos, reclusas acompanhadas das guardas prisionais. “O mais perturbante é o fecho das celas da prisão”, conta outra mulher de voz firme e olhar penetrante. A emoção tomou conta do lugar, mas “amanhã é outro dia” e só pensa no dia da saída (nem que seja “precária”) e em reconquistar a liberdade.


Take 4 – Além das celas e corredores, as mulheres têm outros espaços onde a socialização acontece e, por vezes, conseguem construir amizades para a vida. O telefone é o aparelho mais cobiçado, o único meio de comunicação para o exterior, ouvir a voz dos familiares mais próximos. Para que os elos já frágeis pela condição humana não sejam quebrados. Tempo, então, para confidências, desabafos, inquietações, perguntas e angústias. Porém, o momento mais desejado surge quando a reclusa é informada da autorização para a Visita Íntima, uma medida tomada pela DGSP em apenas sete dos 50 estabelecimentos prisionais do país. Uma mistura de sentimentos acontece: tensão, ansiedade, desejo. “Hoje foi o dia mais feliz desde que estou presa”, recordou no filme uma reclusa a cumprir pena há seis anos em Santa Cruz do Bispo. “O calor humano é o mais importante e também poder comunicar à vontade sem ninguém”. O filme aproxima-se do fim e sem constrangimentos a mulher contou a falta de carinho e afecto que tem tem sentido desde que entrou na prisão. “Há seis anos que não tinha uma relação sexual com o meu marido”. E sorriu de contentamento, felicidade estampada no rosto.
Como dentro das prisões também existem mistérios e, por vezes, paixões, “3 horas para Amar”, ajuda-nos a desvendar os dramas de quatro mulheres, suas histórias e percursos de vida, conflitos interiores, contradições. “Quando entrei para aqui foi um choque. Depois, mentalizei-me. O meu mundo é este. Estou presa há três anos. O tempo passa depressa”. Mas será que é assim? No final da projecção do notável documentário de Patrícia Nogueira, uma frase ficou, por certo, na mente de muitos espectadores quando uma reclusa de sorriso doce diz: “Sou feliz mesmo na prisão”.

Senhora da Graça




Senhora da Graça


Deu nome a uma igreja e a um colégio, ambos já desaparecidos


Um leitor destas crónicas, recém-chegado do Brasil, por onde an­dou, como ele próprio afirma, "décadas e décadas a mourejar o pão de cada dia", pergunta pela igreja e pelo colégio de Nossa Senhora da Graça, dos quais ainda ouviu referências na Baía.
Especifica: lembra-se de ter ouvido di­zer que no cartório da Misericórdia da­quela cidade brasileira havia registos que garantiam ter por lá passado "um irmão do fundador do colégio a pedir esmola para a instituição portuense"?

É possível que haja, não apenas na Mi­sericórdia da Baia, mas também em ins­tituições de assistência de outras cidades brasileiras, registos da passagem por aquelas terras de Pantaleão da Cruz, ir­mão do padre Baltasar Guedes, fundador do Colégio dos Meninos Órfãos de Nossa Senhora da Graça.

Expliquemos. O padre Baltasar Guedes era natural do Porto. Nasceu na então chamada Rua Nova, a atual Rua do Infan­te D. Henrique, em 6 de fevereiro de 1620. Ficou órfão de mãe aos sete anos e de pai aos 17. O pai quis encaminhá-lo para a rendosa atividade do comércio, mas Bal­tasar Guedes optou pela vida eclesiásti­ca. Porém, faltava-lhe o dinheiro para custear os estudos.

Diante da Porta do Olival, havia uma pequena ermida da invocação de Nossa Senhora da Graça que, segundo uma anti­ga lenda, fora mandada fazer por D. Ma­falda, mulher de D. Afonso Henriques. A esse pequenino templo se dirigiu Baltasar Guedes e ali" fez uma novena em honra da padroeira do templo", a quem pediu aju­da para alcançar o objetivo de ser padre.

Vejamos o que aconteceu a seguir. As palavras são do próprio Baltasar Guedes: "dias depois, sendo o [dia] de Santo An­tónio, saindo eu desta igreja, encontrei um homem dos cidadãos desta terra, que me deu o património, sem para isso ter al­guma obrigação".

Por património, entendamos o dinhei­ro necessário para os estudos. Só faltava dar-lhes seguimento e alcançar a ordena­ção. O que aconteceu no ano de 1644.

Voltemos a dar a palavra ao padre Bal­tasar Guedes. Escreveu ele na sua auto­biografia: "passados alguns anos, que não foram muitos, depois que fui ordenado sacerdote, me deliberei vir servir a Se­nhora da Graça e a fazer nesta casa um co­légio para clérigos pobres".

E assim nasceu (em 1651) o Real Colé­gio dos Meninos Órfãos de Nossa Senho­ra da Graça, como começou por ser co­nhecido. Os rapazes que nele eram reco­lhidos destinavam-se, fundamentalmen­te, à vida sacerdotal. Mas nem todos chega­ram à ordenação.

Muitos foram para o Brasil e para a Índia, a fim de trabalharem nos serviços públicos. No colégio, os internos aprendiam Latim, música, náutica, desenho e vários ofícios.

Nos começos do colégio, tanto o padre Baltasar Guedes como os rapazes que, entre­tanto, nele haviam sido recolhidos em pe­quenas instalações anexas à capela, viveram com enormes carências e sem qualquer con­forto.

E é neste ponto da crónica que volta a en­trar aquele Pantaleão da Cruz atrás referido. Como dissemos já, trata-se de um irmão do padre Baltasar Guedes, mas que era surdo e mudo. O que não impediu o irmão de o man­dar ao Brasil, para pedir esmolas para o co­légio.

O próprio padre Baltasar Guedes prepa­rou a viagem. Ao irmão entregou uma ban­deira onde estava estampada a imagem de Nossa Senhora da Graça, cercada por um grupo de meninos órfãos, e uma legenda onde se explicava o que se pretendia.

Sabemos que Pantaleão da Cruz fez mais do que uma viagem ao Brasil. Não se sabe ao certo a data da primeira. Mas sabe-se que em 1665 chegaram ao colégio do Porto, enviados do Rio de Janeiro, por Pantaleão da Cruz, 2000 cruzados e 120$000 réis. No ano se­guinte, Pantaleão da Cruz regressou do Bra­sil. Mas estava lá outra vez em 1674. E agora na Baía, de onde, no ano seguinte (1675), mandou para o Colégio dos Órfãos açúcar, tabaco, madeiras e dinheiro.

Na Baía, o irmão do padre Baltasar Guedes demorou-se vários anos. E de lá continuou a mandar dinheiro e géneros. Em 1678, por exemplo, chegaram ao Porto 60$005 réis em dinheiro e 116 arrobas de açúcar. E em 1680 ainda mandou mais dinheiro. Regressou de­finitivamente em 1682.

É mais do que provável que durante a sua permanência na Baía, Pantaleão da Cruz te­nha contactado as entidades religiosas lá se­diadas, nomeadamente as de assistência e, em particular, a Santa Casa da Misericórdia da Baía, a primeira a ser fundada no Brasil, no ano de 1549.

Não admira, portanto, que o prezado leitor diga que se lembra de, enquanto permane­ceu nessa linda cidade brasileira, ter escuta­do referências à passagem de Pantaleão da Cruz por aquelas longínquas paragens. •


A história do edifício da reitoria
 

O edifício da reitoria da Universidade do Porto (em cima) ocupa o espaço onde anteriormente ha­viam estado a igreja e o Real Colégio dos Meninos Órfãos de Nossa Senhora da Graça. Ainda no século XVIII, as instalações do colégio foram ocupadas pela Aula de Náutica, que deu lugar à Academia de Comércio e Marinha, ante­cessora da Academia Poli­técnica que, por sua vez, em 1911, viria a dar ori­gem à Universidade do Porto. Em 1803, o Gover­no mandou que se cons­truísse de raiz um edifício para a instalação da Aca­demia Politécnica. O local escolhido foi aquele onde estava o imóvel em que funcionava o Colégio dos Órfãos. Para possibilitar a construção do novo imó­vel, foi sacrificado, não apenas o edifício da Aca­demia, mas também a Igreja de Nossa Senhora da Graça.

Da Cordoaria, o colégio foi transferido para o antigo seminário no Largo do Padre Baltasar Guedes

      Jornal de Notícias, 28FEV,2016

O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO



HÁ HOMEM














 POR LUÍS PEDRO NUNES



O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO

Esqueçam o torso em V e os abs definidos

Um dos movimentos feministas com grande visibilidade tem sido a tentativa de aniquilar o “padrão de beleza irreal”, difundido pela publicidade e a moda, que criam a ideia da existência de mulheres anatomicamente impossíveis ou perigosamente magras. Ainda há poucos dias foi lançada a tal Barbie com “medidas reais” (baixas, altas, de bunda grande, etc.) e a imprensa mundial regozijou. Todos os dias deparamo-nos com “vitórias”: é a modelo “grande” que posa na revista de biquínis ou a professora de ioga que é orgulhosamente “volumosa”; de onde se percebe que a história da “diversidade” tem mais a ver com a balança e o peso do que com a raça, altura ou outras nuances genéticas. Há, contudo, um detalhe que não é pequeno quando se discute este tipo de temas. É que poderemos estar a debatê-los através do sentido estético norte-americanizado. Sendo isto uma evidência, não deixa de ser um constrangimento ao esclarecimento que se deseja.

E se deixarmos de ver a “beleza” pelo olho gringo temos um coice de perplexidade. Há uns meses foi tornado público um “estudo” denominado “Perceções da Perfeição”, em que eram desafiadas designers gráficas de vários pontos do planeta para alterarem uma foto base até alcançarem o que considerariam a mulher perfeita representativa do seu país. As discrepâncias foram tremendas. Basta pensar que, para uma mesma altura, a mulher chinesa teria 46 kg e a espanhola uns 69. Dirão que o problema estará na perceção da senhora gráfica que fez o photoshop e não no “povo” em questão. Mas a ideia foi que tentasse reunir opiniões e fazer uma aproximação a uma ideia geral de beleza aceite entre “os seus”. Não um gosto pessoal. Contudo, as diferenças nos seres criados a partir da mesma imagem são extraordinárias. Por exemplo, as diferenças entre uma escanzelada italiana e uma voluptuosa venezuelana — em temos de volumetria sexy, digamos — são pujantes. Para o lado da venezuelana. Esta “brincadeira” — sem qualquer validade científica, obviamente — espalhou-se pelas redes sociais em modo de ansiedade no querer partilhar em fúria, o que fez com que, em 30 minutos, uma história desse três voltas ao planeta Facebook.
 



Há dias, foi divulgado um “estudo” similar para os homens. Quero já dizer que eles são menos pressionados em termos de um ideal corporal. Mas são-no à mesma. O baixinho é o baixinho, e safa-se mal com mulheres mais altas, se não tiver a autoconfiança ou uns sapatos à Sarkozy. Há o gordinho, a barriga, a pança, as mamas d’homem, o careca, etc. Sendo que, de vez em quando, as mulheres — elas mesmo — inventam umas patetices para safar as imperfeições dos homens, como aquela recente da “barriga de pai”, a sensual dadbob, — a moda em 2015. Obrigado, já agora.

Seja como for, este mesmo desafio foi lançado em relação aos homens. Isto é, uma foto-base enviada para 19 países dos quatro continentes e pedia-se que fosse devolvido o “homem ideal” desse país, depois de transformado por photoshop. O dos EUA e o da Rússia vieram como “se esperava”. O americano chegou com uns abdominais talhados a escopro, sequinho e um cabelo modernito. Já o russo veio em modo urso brutamontes com um cabelão eslavo. Alguns países optaram efetivamente por dar força bruta aos seus machos ideais (EUA, Nigéria, Sérvia, Rússia); outros com os abs por definir (Filipinas, África do Sul, EUA, Rússia); outros emagreceram muito o modelo (Grã-Bretanha ou China); mas muitos optaram por não fazer grandes alterações ao modelo, que é um grandão, com ar de boa pessoa. Entre os quais Portugal (ou o designer português, uma mulher, no caso), que fez do nosso “príncipe perfeito”... sei lá, todos conhecemos aquele pacholas de qualquer lado.

Olho para o tuga e para o espanhol e as diferenças são poucas, de facto. Podiam ser irmãos. O português mais magro e escuro e o de Badajoz mais cheio de peito. Mas entre o nosso “compatriota” e o norte-americano não há uma diferença “racial” ou étnica, mas sim uma visão cultural contemporânea estética do que é o ideal masculino, que está a ser exportado de lá para o mundo. Aquele tipo, o belo americano, frequenta o meu ginásio. Está em todos os ginásios deste país. Está nas novelas da TVI e da SIC. Tem apenas resíduos de gordura corporal no tronco; exibe uns abdominais que para certos homens são geneticamente impossíveis de obter sem ser por recurso a cirurgia; a definição muscular que ostenta implica uma alimentação ditatorial e um programa diário de pesos. Já o tuga é de facto um gajo que “está benzinho fisicamente” e que se “safa”. Mas está forte. Está saudável, o magano.

Mas se olharmos para os 19, o que é extraordinário, é que afinal o ideal de beleza para a maioria ainda não cedeu ao cliché mediático dominante — e não é o torso em V e o estômago em six-pack. Aliás, o caso mais curioso até é o sérvio, que ficou um latagão quase barrigudo de tatoo no braço. O homem ideal — deixemos os russos e americanos de fora, pois esses jogam sempre em pista própria —, olhando para o grupo, é grandão mas não hipermusculado, não é gordo, mas dificilmente lhe chamaríamos magro.

Sorte nossa: o homem ideal até que é bastante banal.

Ver em: https://onlinedoctor.superdrug.com/perceptions-of-perfection-part-ii-men/


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2261 - 27 de Fevereiro de 2016

sábado, 27 de fevereiro de 2016

PONTE DE ENTRE-OS-RIOS, UMA MARGEM LONGE DEMAIS


PONTE DE ENTRE-OS-RIOS

UMA MARGEM LONGE DEMAIS

A ponte de Entre-os-Rios caiu há 15 anos e 59 pessoas morreram. O Estado expiou as suas dores, mas há quem ainda espere na raia

TEXTO CHRISTIANA MARTINS FOTOGRAFIAS RUI DUARTE SILVA




No dia 4 de março de 2001, por volta das 21 horas e 10 minutos, o desabamento do quarto pilar da Ponte Hintze Ribeiro provoca a queda parcial da estrutura do tabuleiro da ponte. Um autocarro com 53 pessoas a bordo e três viaturas ligeiras, com seis ocupantes, são atirados para as águas turbulentas do rio Douro. Cinquenta e nove pessoas perdem a vida”.

A descrição é de Pedro Araújo, sociólogo, autor da tese de doutoramento “Um Estado longe de mais. Para uma sociologia com desastres”, premiada como a melhor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra no ano letivo 2013/14. O parágrafo descreve a tragédia com o rigor cirúrgico que se exige de um académico. Mas falta dizer tudo o que lá se passou.

TAKE UM: CORTAR A CARNE E CORTAR O TEMPO

Eliana tinha 23 anos. Era domingo e estava em casa com a mãe e a irmã, Adélia, de 14. O pai via o jogo do Benfica na casa de um primo. O irmão, Hélder, motorista de autocarro, tinha ido trabalhar. De repente, a campainha toca. Era um vizinho a avisar que a ponte tinha caído. Eliana sai em busca do pai, que recebe a notícia com uma certeza: “Foi o Hélder”. Passados 15 anos, o quarto do irmão está intacto: a roupa pendurada nos cabides, a agenda com os serviços marcados. Os pais de Eliana dormem todas as noites no quarto do filho, desde a primeira em que Hélder faltou.

TAKE DOIS: CORTAR FUNDO

Augusto ouviu que a ponte Hintze Ribeiro caíra no fim do jogo do Benfica. Não se lembrou da mãe ou do irmão, que tinham saído numa excursão para ver as amendoeiras em flor em Foz Coa. Não conseguiu pregar olho. Agarrou-se ao telemóvel. Mudo. Chefe da PSP, habituado a lidar com o pior, não conseguiu ir a Entre-os-Rios no dia a seguir à derrocada. E quando Jorge Sampaio, em visita ao local, pediu ao seu tio que se calasse, agarrou-se a uma missão: “A tragédia não vai ficar em vão”. Durante muito tempo reuniu-se em casa da mãe com familiares e amigos para rezar o terço, até que o grupo começou a diminuir. Quando a carteira da mãe apareceu em Espanha, decidiu queimá-la e as cinzas foram espalhadas na campa do pai. E Augusto fez uma escolha: “O corpo já não aparece, vamos retomar a vida”. Mas, por segurança, a arma de serviço continua guardada.

TAKE TRÊS: PRENDER A RESPIRAÇÃO

Chovia muito e Ilda estava na cama, às onze da noite, quando a cunhada a veio avisar da queda da ponte. Percebeu logo que as notícias eram escuras como o tempo lá fora. Nunca mais parou de chorar. Nem dormiu descansada. Foi para a beira-rio e voltou vazia como lá chegara. Perdeu nove familiares e tem hoje a idade que tinha a mãe quando morreu, 65 anos. “Está cada vez pior, acordo assustada, falta-me o ar. De dia, vivo, mas a noite dá-me medo”, desabafa. A casa da mãe lá está, abandonada: “Para mim, eles ainda iam voltar”.

TAKE QUATRO: SOLTAR O CHORO

Jorge Coelho jantava no Bairro Alto, em Lisboa, a 330 quilómetros de Entre-os-Rios, quando a notícia explodiu no telemóvel. Percebeu que aquela ia ser uma noite ímpar. Correu para o Ministério do Equipamento Social a dar as primeiras indicações e, durante a madrugada, demitiu-se. “É dos tais momentos em que temos de nos encontrar connosco mesmos”, disse numa entrevista, 14 anos depois. E reconheceu: “O Estado falhou porque as pontes não são para cair”.

TAKE CINCO: PROCURAR UM NOIVO PARA A CULPA

Passados quinze anos, em Entre-os-Rios não se aponta o dedo a Deus. Ele dá colo. Ali, o dedo dos familiares das vítimas continua apontado ao Estado, o outro pai provedor das comunidades esquecidas. Depois de tanto tempo, aquele é um local estranho: conjuga fé com descrença. E a mágoa daquela gente com a tragédia foi tal que chegaram a acreditar poder mover o rio. Elaboraram uma proposta para desviar o curso da água: afastando-a da terra e dos olhos de quem perdera tanto. O rio era um excesso de presença para aquela gente.

Augusto perdeu a mãe, de 64 anos, e um irmão, de 39. Eliana perdeu o irmão. Ilda perdeu a mãe, o irmão e sete primos. O número final de vítimas só foi fixado a 12 de março, mais de uma semana após a derrocada. Oito dias de suspense insustentável. A queda parcial do tabuleiro da Hintze Ribeiro foi um acontecimento de exceção que manchou a tomada de posse do segundo mandato de Jorge Sampaio na Presidência da República, apenas cinco dias após a tragédia. E impregnou o discurso, como Pedro Araújo, citando Jorge Sampaio, sublinha na tese: “Nas sociedades modernas, a segurança tem de ser encarada como uma dimensão da cidadania”. Não foi preciso nomear Entre-os-Rios: a sombra das mortes pairava no país.

GUARDIÃO O Anjo de Portugal vela há 13 anos pelas vítimas de Entre-os-Rios

Na capa da tese, uma série de monstros marinhos cerca um minúsculo peixe. O desenho foi feito pelo filho de Pedro Araújo, mas ilustra bem um trabalho complexo, que tenta perceber quando começa a mexer a máquina do esquecimento. Um trabalho sobre a memória e a perda dela e que serve de guia ao retorno a Entre-os-Rios. Uma certeza como ponto de partida: “O regresso à normalidade na sequência de um desastre como aquele é uma ficção”.

Mas o pior, explica o investigador, nem é o esquecimento, mas o mutismo provocado porque “o tempo do quase silêncio do pós-desastre é marcado não pelo esquecimento, mas pelo silenciamento”. Um tempo em que “se assiste à gradual despolitização do sofrimento e da morte”. Fruto de um Estado que “assumiu a necessidade de adotar uma nova estratégia para reabilitar o laço Estado-cidadão. Uma estratégia toda ela alicerçada sobre os destroços de uma velha ponte. Uma nova estratégia na qual se joga a velha legitimidade do Estado”. Estado e cidadãos frente a frente, mas com uma ponte ruída a separá-los.

E quando o imprevisto chega, há que encontrar uma forma de o enfrentar: “O colapso da Hintze Ribeiro, ao refletir-se negativamente no Estado, mina a sua legitimidade e impele o Governo de António Guterres à adição de uma série de procedimentos destinados a repor essa legitimidade”. Instala-se um Estado de exceção. “O estado de emergência não constitui, no caso de Entre-os-Rios, nem um ato jurídico nem um estado de facto, representa antes um momento moral e político cuja legitimidade assenta no consenso perante uma situação excecional que demanda uma obrigação em oferecer uma reparação excecional, que demanda expiação”. A instituição, distante, tem então de esforçar-se por parecer humana.
“E o Governo mobilizou-se para expiar a culpa do Estado. Ao invés de responsabilidade, dever, direitos e reparação, o que surge é culpa, obrigação e expiação” Pedro Araújo

“A situação exigia que os representantes políticos — e o chefe do Governo — se tornassem permeáveis à emoção, aos afetos e aos valores, aos sentimentos morais inerentes ao desastre. A situação exigia que se tornassem, em suma, mais humanos perante essa irrupção da humanidade. A situação exigia compaixão e expiação”, afirma Pedro Araújo na tese. Mas o sociólogo avisa que “o Estado de indiferença, o Estado anónimo e impessoal, voltará mais tarde — em Castelo de Paiva, certamente — com a gradual despolitização do sofrimento e da morte, a exaustão da exceção e o fim/incumprimento das promessas para o território, gradualmente esvaziadas de firmeza pelos sucessivos ciclos eleitorais”.

Uma semana após a queda da ponte, António Guterres volta a pisar o solo lamacento de Entre-os-Rios. Vai assistir à missa de sétimo dia dos mortos e encarrega o então presidente da Câmara, Paulo Teixeira, de apresentar uma lista das necessidades do concelho, até às 11 horas do dia seguinte. A resposta cumpriu o prazo: foram solicitadas mais de 55 obras. Em 23 dias, o concelho foi visitado por 19 governantes. E, com o tempo da urgência, construíram-se uma variante rodoviária, uma biblioteca municipal, uma escola, duas pontes e algumas obras na Câmara.

Mas a cobrança pelos prejuízos da interioridade é um negócio antigo. Dois anos antes, em 1999, Paulo Teixeira atirara à comunicação social: “Esperamos que não seja necessária uma tragédia para que se construa uma nova ponte”. Os alertas sobre os efeitos da retirada contínua de areia do leito do Douro, provocando erosão das margens, tinham sido alvo de notícias repetidas em anos anteriores. A 9 de janeiro de 2001, a população manifesta-se contra o mau estado da infraestrutura, reivindicando melhores acessos. Pedro Araújo não hesita: “O colapso da ponte resultou de um ato humano — ou do acumular de atos humanos ou do acumular de uma ausência de atos humanos — e não de um ato de Deus”. Como a população sabe, Ele não é para aqui chamado.

MOMENTO 1 Ana Leonor foi a primeira criança a nascer depois da tragédia. Herdou o nome da avó, que nunca conheceu

No próprio dia da queda da ponte é criada uma comissão de inquérito ministerial por despacho do ainda ministro Jorge Coelho, com a missão de apurar as causas do acidente e identificar as medidas preventivas a tomar. A abertura de uma comissão de inquérito parlamentar demoraria quatro dias. As investigações pelos culpados avançavam.

Jorge Sampaio não tarda a ir a Entre-os-Rios. Dez anos mais tarde, recordaria a tensão do momento: “Nunca mais me posso esquecer do que foi o sofrimento, a gravidade das coisas, a tristeza, um povo inteiro junto ao rio e o rio a passar com uma velocidade extraordinária”.

O primeiro corpo demorou um dia a aparecer, o segundo surgiria três dias depois, na Galiza, a mais de 250 quilómetros de Castelo de Paiva. Nesta região de Espanha acabariam por ser encontrados sete corpos. Em Portugal, durante as buscas, com autorização da Marinha, alguns familiares das vítimas seguem com as equipas de resgate nos botes a procurar corpos nas margens do Douro. Uma morgue foi improvisada num armazém junto ao rio, transferida depois para o Pavilhão Gimnodesportivo de Castelo de Paiva. O último corpo só é encontrado a 22 de maio, ou seja, 79 dias após a queda da ponte. Foram precisas 1896 horas de espera.
E 36 corpos nunca apareceram. Dias, meses e anos a mais para quem continua a esperar por um regresso.

Cinco dias após a queda da ponte, uma resolução do Conselho de Ministros assume a situação de exceção ao reconhecer ao Estado a iniciativa pelo processo indemnizatório dos familiares das vítimas e o reconhecimento da responsabilidade pela tragédia. Foi, como lhe chamou Pedro Araújo, “um momento de desordem entre o Estado-perpetrador e o Estado-protetor”. No total, foram pagos a título de indemnização aos herdeiros das vítimas da queda da Ponte Hintze Ribeiro cinco milhões, oitocentos e vinte mil, novecentos e setenta e um euros e três cêntimos, repartidos por 47 processos. E, ao receber o dinheiro, os indemnizados assinaram um documento de quitação, declarando que “com o recebimento da referida quantia [o assinante] se considera completamente ressarcido de todos os danos sofridos, nada mais pretendendo do Estado Português, dando por tal a correspondente quitação”. O silêncio tem o seu preço.

MOMENTO 2 Eliana perdeu o irmão, o motorista do autocarro com 53 pessoas. Todas as semanas a família acende uma vela no memorial

Uma comissão parlamentar de inquérito conclui, ainda em 2001, que a causa da queda da ponte foi “a descida do leito do rio na zona do quarto pilar”, relacionada com as “atividades de extração de inertes”. Os dedos acusadores viram-se para os areeiros. Seis técnicos foram levados a julgamento por responsabilidades na conservação da ponte, acusados pelo Ministério Público de negligência e violação de regras técnicas. E, em outubro de 2006, foram todos absolvidos pelo Tribunal de Castelo de Paiva. Não houve culpados. Nenhum detentor de cargo político foi acusado. A culpa ficou virgem em Entre-os-Rios.

As indemnizações foram de 50 mil euros a todos os herdeiros pela perda de vida e sofrimento da vítima, a que se somaram valores entre os dez e os 20 mil euros, dependendo do grau de parentesco. A polémica volta a estalar quando os 250 familiares das vítimas constituídos assistentes no processo foram chamados a fazer face a 57 mil euros de custas judiciais, valor que acaba por ser avançado pelo Estado, através de um adicional indemnizatório. “Não fez mais do que a sua obrigação por ter sido negligente”, atira Augusto Moreira, hoje presidente da Associação dos Familiares das Vítimas da Tragédia de Entre-os-Rios. Afinal, as contas não estão saldadas.

Mas há formas distintas de lidar com as vítimas de tragédias coletivas. Um trabalho comparativo de Pedro Araújo e do seu orientador, José Manuel Mendes, mostra que em França foi criado um protocolo específico para o acompanhamento de vítimas de catástrofes, acidentes ou terrorismo, incorporando um magistrado, representantes do Ministério da Justiça e da Saúde, a Federação de Vítimas, associações de vítimas e o Instituto Nacional para o Apoio à Vítima. Para cada caso é criado um comité específico. Em Portugal, explicam, nada unifica ou institucionaliza a atuação do Estado. Não há nenhum mecanismo de apoio e acompanhamento a longo prazo. “É tudo casuístico”, afirma José Manuel Mendes.

Houve ganhos, contudo. “Existir um julgamento já foi inédito. Não esperávamos condenações, mas, para o que era habitual em Portugal, o julgamento foi uma grande vitória, apesar de não termos chegado ao patamar que que pretendíamos: o político”, afirma Augusto Moreira. E vai mais longe, reivindicando a sua quota de participação na prisão de José Sócrates: “Acho mesmo que o facto de um ex-primeiro-ministro ter estado preso também é consequência de Entre-os-Rios. A Justiça passou a ter a consciência de que tinha de chegar aos políticos. Connosco não conseguiu, mas percebeu que teria de lá chegar”.

Como explicam Pedro Araújo e José Manuel Mendes, “com o colapso da ponte Hintze Ribeiro, os familiares aprenderam a ser cidadãos, portadores de um capital moral passível de lhes conferir mais legitimidade e poder. Apresentam-se como parceiros em relação a um Governo que os havia ignorado até à tragédia”. E, assim, “o evento teve como efeito a anulação da distância ao poder, invertendo momentaneamente o equilíbrio de poder e conferindo aos políticos locais uma ‘ascendência’ sem precedentes sobre o seu próprio destino”. Mas, como todos os réus no processo foram absolvidos e só os técnicos foram formalmente acusados pelo Ministério Público, revelou-se “a invulnerabilidade do poder político em Portugal”.

A inveja racha a Raiva

Quando uma ponte cai, há quem se afogue e quem fique a ver. A gestão desta relação com os mais próximos foi tão dura como a batalha com os poderes instituídos.“Não foi fácil lidar com a comunidade”, desabafa Augusto Moreira. A inveja pelo valor das indemnizações dividiu as pessoas entre os que perderam (familiares) e ganharam (dinheiro) e aqueles que ficaram de mãos cheias (de familiares) e bolsos vazios (de dinheiro).

Parte das indemnizações foi aplicada na criação de um projeto social. E, individualmente, houve quem não tocasse no dinheiro, como o pai de Eliana. “Está lá, separado”. Ele que nem o queria receber. “Aquele dinheiro foi sempre incómodo, para nós e para a comunidade”, assume hoje Augusto Moreira. Os familiares contam agora que, na altura, houve quem lhes atirasse: “Se o meu pai tivesse morrido, também tinha recebido”. “Como se o dinheiro pagasse, sarasse. Sempre tivemos mais apoio externo do que interno”, desabafa Eliana.

O tempo passa e é preciso encontrar respostas para as perguntas que continuam a sobrar. Por isso, em 2003, um enorme anjo dourado subiu às margens do rio chamado Douro. De asas abertas e pés presos ao chão. A inauguração do monumento em honra das vítimas contou com a presença de Manuela Ferreira Leite, então ministra das Finanças. Designado por Anjo de Portugal, tem 20 metros de betão e bronze e custou 800 mil euros, pagos pelo Instituto de Estradas. Na base do pedestal, as fotografias dos mortos, corroídas pelo tempo e pela humidade.
“Por muito que nos doa, tudo passa e se esquece. Entre-os-Rios foi muito falado, mas vai ficar na memória apenas de quem perdeu lá alguém... De resto, já acabou...” Familiar de vítima

“É inegável que, enquanto concelho, Castelo de Paiva ficou marcado pelo acontecimento. Mas as pessoas que perderam alguém nesse tragicamente redentor 4 de março ficaram marcadas diferentemente. Muitas estão marcadas pelo acontecimento em si e outras pela ausência de corpos que torna impossível, não direi encerrar o luto, porque duvido que isso seja possível, mas simplesmente realizar os rituais associados ao luto. Outras, finalmente, estão marcadas pela impunidade que veio confirmar a sua ausência de poder”, arrasa Pedro Araújo no trabalho académico.

Mas é possível ser-se ainda mais duro: “Se os desastres têm por efeito anular a distância ao poder, a longo prazo o colapso da ponte não alterou a geografia do país e muito menos a sua geografia política. O concelho de Castelo de Paiva sofreu, por assim dizer, uma operação de cosmética, consentânea com as políticas de expiação levadas a cabo pelo Governo na sequência da queda da ponte, que não alteraram a sua dinâmica”.

Quem não morreu seguiu com a vida como pôde. A associação dos familiares das vítimas constituiu-se como uma IPSS e presta apoio a jovens em risco. Não atende às famílias das vítimas, tenta intervir junto de outras vítimas, em nada associadas à queda da ponte. Não há nenhum local onde hoje se reúnam. Nenhum ritual de ligação à perda se manteve, além da missa que todos os anos se celebra em nome das vítimas, a 4 de março, e da colocação de uma coroa de flores no monumento. Lançam-se flores ao rio. Na próxima semana, o ritual repetir-se-á. Às reuniões em que chegaram a estar cerca de 200 pessoas, hoje não vão mais de 20. “A maioria dos familiares prefere não falar do que aconteceu. Para todas as pessoas públicas que passaram por aqui, Entre-os-Rios foi um trampolim. Para os familiares foi um abandono”, descarrega Augusto Moreira.

Eliana não saiu da casa dos pais — “o Hélder ainda está lá”. Adotou dois gémeos guineenses e comprou casa própria, que não ocupa. Nunca mais fez praia de rio, ainda sofre ataques de pânico quando está a conduzir. Augusto é presidente da associação dos familiares das vítimas da tragédia de Entre-os-Rios, não baixa os braços, mas reconhece que não sabe quem o substituirá. Ilda já não vai todos os dias ao monumento, mas diz que a cada dia piora a sensação de perda. São o passado. Não passam dali.

Mas há quem seja futuro. Ana Leonor foi a primeira criança a nascer na freguesia de Raiva depois da tragédia. A mãe estava grávida quando tudo aconteceu. Teve de ser vigiada e quando sofreu um sangramento e precisou de ser levada de urgência para o hospital, não havia ponte. Passaram o rio num batelão. “A minha filha é o símbolo do ciclo natural da vida. Depois da morte da minha mãe e do meu irmão, surgiu algo novo, algo que todos nós procurávamos”, desabafa Augusto Moreira.
“O regresso à normalidade é impossível, sobretudo quando 36 corpos continuam desaparecidos. Quinze anos não é tempo suficiente” Pedro Araújo

Ana Leonor de nada se recorda. Nada daquilo a parece magoar. Jorge o irmão, tinha nove anos na altura, era muito ligado à avó. Era e é. Ainda sente o sabor doce do sumo de maracujá que ela fazia. “Queria saber como ela era. Herdei-lhe o nome: Leonor. Gosto de ter o mesmo nome que ela”, sussurra a adolescente entre sorrisos nervosos.

E há ainda o rapaz que nunca saiu da raia do rio. Que culpa a família por não ter conseguido recuperar o tio, “um herói”. Com o ressentimento, vira-se fisicamente contra os pais. Isola-se nos computadores e já teve de ser internado. Tinha sete anos quando tudo aconteceu, ficou sempre de olhos pregados nos adultos, envolvidos com as suas perdas, sem reparar nas dores alheias.

Agora há duas pontes sobre o rio. Mas houve um tempo em que não havia nenhuma. Talvez aquela tenha sido a altura em que Entre-os-Rios tenha estado mais próxima do país. A primeira foi inaugurada um ano e dois meses depois da tragédia. Em 2004, nova travessia do Douro — sem corte de fitas. Mas ainda há quem, ao passar sobre as pontes, sinta necessidade de se benzer. Quando a confiança escasseia, a fé cresce.

“Tenho a certeza de que algo como Entre-os-Rios não voltará a acontecer. O Estado aprendeu. Durante a crise houve uma tentativa de aproximação às vítimas, mas a configuração do Estado português não permitiu ir mais longe e, quando as pessoas começaram a interpelar, foi preciso sair rapidamente da cena da crise e as vítimas perderam o estatuto de exceção. Daqui para a frente, tudo será resolvido caso a caso. O Estado profissionalizou-se”, conclui o sociólogo José Manuel Mendes.

Passados 15 anos, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva não vai assinalar a data. Jorge Coelho, o ministro responsável pelas infraestruturas do país na altura, foi convidado a estar presente na cerimónia realizada pela Associação dos Familiares das Vítimas. Nunca foi àquela margem. Ficou para a história como o único responsável político a demitir-se na sequência da queda da ponte. Foi dele a promessa de que a “culpa não iria morrer solteira”. Já agradeceu, mas ainda não é desta.

ÚLTIMA CENA

No interior do país, no alto da encruzilhada, um anjo dourado observa o leito do rio. Nada pode ver, é uma estátua. O país já não olha, passa rápido ao lado na estrada de alcatrão. Quinze anos depois do estrondo, o que está no fundo do Douro? Alguém? 36 fantasmas? Um ministro? Portugal? Areia.

Fim


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2261 - 27 de Fevereiro de

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Salvé, César!, Hollywood entre Deus e os comunistas


Hollywood entre Deus e os comunistas

TEXTO ALEXANDRE COSTA
GEORGE CLOONEY O ator surge como a grande estrela de um épico religioso

Afinal havia mesmo uma conspiração comunista para tomar conta de Hollywood nos anos 1950. Entre o insólito, o absurdo e o delirante, “Salvé, César!” é o filme em que os irmãos Coen mergulham nos mexericos, convicções e interesses que fizeram e fazem mover a industria cinematográfica

Afinal é tudo uma questão de fé, porque o que é preciso é acreditar para tornar real. Em “Salvé, César!”, os irmãos Coen conduzem-nos por uma visita guiada pelos bastidores de Hollywood do início dos anos 1950, para nos mostrarem, dentro do seu registo fantasioso delirante, como funcionava essa grande máquina de fazer sonhos. Uma indústria do entretenimento com a capacidade de mexer com as convicções e crenças ideológicas ou religiosas.

No centro do imbróglio cinematográfico está Eddie Mannix (Josh Brolin), o nome de uma figura mítica da MGM, aqui apresentado como o presidente da Capitol Pictures, o homem que tem de trabalhar 24 sobre 24 horas para manter toda a trupe de atores, realizadores, argumentistas, e outros demais, na ordem.

Era a época em que a suposta vida privada das grandes estrelas era orquestrada pelos próprios estúdios, de modo a torná-los de algum modo próximo e coerentes com as personagens que interpretavam. Mas foi também o período da caça às bruxas do Mccarthismo, com a perseguição e exclusão daqueles suspeitos de partilharem da ideologia comunistas. O filme não mostra nem são sequer referidos os interrogatórios e perseguições aos cineastas, apresentando antes o outro lado, as ditas bruxas, infiltrações subterrâneas do expansionista império soviético. Porque, nesta história dos Coen, ‘que las hay, las hay’.

Sendo sobre os meandros da indústria, “Salvé, César!” é um filme com amostras da rodagem de filmes de diversos géneros lá dentro. O nome vem de um épico religioso, a maior produção em curso e grande aposta da Capitol Pictures. George Clooney é Baird Whitlock, o ator que interpreta o centurião romano que tem uma inesperada revelação ao cruzar-se com Cristo. A grande estrela que na realidade é um autêntico canastrão e idiota chapado que vai ser involuntariamente envolvido numa conspiração comunista.

Scarlett Johansson, Tilda Swinton e Ralph Fiennes
 
Scarlett Johansson é DeeAnna Moran, protagonista dos esplendorosos filmes de dança aquática, que na vida real está no início de uma gravidez de um cineasta casado. Situação que pouco ou nada se coaduna com a sua suposta candura, naquela que é mais uma situação para Mannix resolver.

Tilda Swinton assume em simultâneo o papel de duas jornalistas, irmãs gémeas. A primeira tem uma coluna de gossips, enquanto a segunda faz uma cobertura mais série dos negócios e movimentações de Hollywood, representando ambas uma grande dor de cabeça para o homem forte da Capitol.

Ralph Fiennes, por seu turno, assume as dores de Laurence Laurentz, o realizador desesperado pela decisão dos estúdios de lhe colocarem no elenco do seu filme dramático-passional Hobie Doyle (Alden Ehrenreich) um autêntico cowboy que chegou a Hollywood via westerns e que não parece capaz de dizer as suas falas de modo minimamente convincente. Depois, para além dos westerns, há ainda os filmes musicais.

Ao mesmo tempo que tem de lidar com tudo isso, Mannix é assediado pela Lockheed para deixar para trás esse mundo de “faz de conta” e entrar numa verdadeira indústria, a da aviação. Só que este permanece indeciso por sentir uma determinação divina, uma missão para a qual se sente predestinado.

Não sendo dos seus melhores filmes dos Coen, só uns outsiders consagrados eles conseguiriam este olhar para o interior da máquina do cinema mainstream norte-americano, carregado de uma fina e delirante ironia.

Ver trailer



Título “Salvé, César!” (“Hail, Caesar!”)
Realização Ethan Coen e Joel Coen
Atores Josh Brolin, George Clooney, Alden Ehrenreich, Ralph Fiennes, Scarlett Johansson, Tilda Swinton
Duração 1h46m
Pontuação dos críticos do Expresso:
Francisco Ferreira–duas estrelas
Jorge Leitão Ramos–quatro estrelas
Vasco Baptista Marques–duas estrelas

Jornal Expresso Quinta - 25 de Fevereiro de 2016

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Gisberta, 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço




Gisberta, 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço


OBSERVADOR 21 Fevereiro 2016

       Catarina Marques Rodrigues


Gisberta, a transexual que gostava de Marilyn Monroe, acabou morta num poço depois de dias de agressões de 14 menores. Dez anos depois, família e amigos não a esquecem. E os jovens?

Gisberta Salce Junior veio para Portugal com 20 anos para fugir a uma vaga de homicídios a transexuais em São Paulo. Gisberta, transexual, acabou morta num poço, no Porto, aos 45 anos. Foi o culminar de vários dias de agressões de rapazes entre os 12 e os 16 anos. O caso provocou o debate sobre transfobia, pôs a nu os abusos cometidos na Oficina de São José, instituição que acolhia os rapazes, e encheu páginas de jornais. Dez anos depois, o que é feito daqueles jovens? E da instituição? E do prédio abandonado onde Gisberta morreu? E da família da imigrante? Quem era, afinal, aquela mulher? E o que é que a sua morte deixou?

No final de 2005, Fernando, Ivo e Flávio começaram a reunir-se para fazer graffitis num edifício abandonado no Porto. Era precisamente nesse edifício que Gisberta, transexual, imigrante brasileira, prostituta e seropositiva tinha encontrado um sítio para viver — uma degradação que chegou depois de anos como mulher vistosa, que chegou a atuar em bares como transformista. Dentro do edifício construiu uma barraca, com as suas coisas. Foi Fernando que se apercebeu de que aquela sem-abrigo era Gisberta. Porque a conhecia desde os seis anos.

Os três rapazes conversaram com ela e, a partir daí, começaram a visitá-la regularmente. Entre uma conversa e outra, Gisberta “relatou-lhes os problemas de saúde de que padecia”, verbalizou a fraqueza, a sida, síndrome “de cujos sinais físicos exteriores todos aqueles menores bem se aperceberam”. Os corações amoleceram e, a partir daí, os três menores começaram a levar comida a Gisberta. Mais: chegaram “a confeccionar-lhe refeições no local”, consta no processo, a que o Observador teve acesso.

Foi aqui que a bomba relógio entrou em contagem decrescente. Fernando, Ivo e Flávio falaram da transexual aos colegas da Escola Augusto César Pires de Lima e da Oficina de São José, instituição tutelada pela Igreja Católica que acolhia 11 dos 14 rapazes, entretanto encerrada depois de vários escândalos com abusos sexuais e desvio de dinheiro à mistura, somado ao suicídio de um diretor na fase quente do julgamento. Descrição dos miúdos aos colegas sobre Gisberta: tratava-se de um homem que “tinha mamas” e “parecia mesmo uma mulher”. Como a curiosidade queima tão rapidamente como a pólvora, aos três jovens juntaram-se mais onze, ávidos de ver como era o tal “travesti”.

Aquele prédio tornou-se ponto de encontro, não para fazer uns grafittis, mas para agredir a imigrante brasileira. Nem todos a agrediram, nem todos o fizeram no mesmo dia. Mas, a partir de 15 de fevereiro de 2006, os 14 jovens dividiram-se em grupos e encontravam-se no Pão de Açúcar (nome dado àquele edifício, porque seria um projeto para um centro comercial) para “darem porrada na Gi”.

Num dos primeiros episódios, tudo se passou assim: “[Os menores] constataram que o ofendido [Gisberto] se encontrava no interior da tenda e o David ordenou-lhe que se levantasse e gritou-lhe: ‘Não te disse já que não te queria aqui?’. O ofendido saiu da barraca, ao mesmo tempo que respondia que não tinha para onde ir. Ato contínuo, o Flávio empunhou uma pedra de que se tinha munido e arremessou-a na direção do ofendido, atingindo-o na região frontal e na parte anterior da região parietal esquerda.”



Enquanto agrediam Gisberta com paus e pontapés, "Vítor Santos gritava para lhe baixarem as calças porque ‘queria ver se era homem ou mulher’”.
Acórdão do Tribunal

Gisberta (sempre Gisberto no processo, porque era esse o nome civil) caiu no chão, “a sangrar”. Alguns minutos depois, conseguiu levantar-se mas “David rasteirou-o, provocando-lhe nova queda”. Aí, “todos os elementos, (…) com exceção do Vítor Santos, se lançaram sobre o ofendido e em conjunto agrediram-no com paus e a pontapé. Enquanto decorriam as agressões, o Vítor Santos gritava para baixarem as calças ao ofendido porque ‘queria ver se era homem ou mulher’”. Com as dores, Gisberta começou a gritar e o grupo pôs-se em fuga “com receio de serem surpreendidos pelos seguranças do parque de estacionamento” que ficava perto do prédio.


O edifício fica na Avenida Fernão de Magalhães, no Campo 24 de agosto. Este é o estado do edifício, fotografado a 11 de fevereiro deste ano. Catarina Marques Rodrigues

O mesmo grupo inicial de três, que chegou a cozinhar arroz naquele local para Gisberta, encontrou-se no dia seguinte, a 16 de fevereiro, para agora ali a agredirem. “Ao chegarem junto da cabana, aperceberam-se que o estado de enfermidade do ofendido se tinha agravado, devido às agressões da véspera, impedindo-o mesmo de se manter em pé. O Gisberto estava deitado em cima de um colchão, tremia, falava em tom quase inaudível e apresentava sangue já seco na cabeça. Os três menores perguntaram ao Gisberto se ele queria ajuda, tendo o mesmo respondido que apenas queria um cigarro e que o deixassem em paz”. Não deixaram.

Os três foram-se embora e dirigiram-se para as aulas, mas logo foram substituídos por seis do mesmo grupo. José António disse a José Alexandre para despir “a Gi” mas ele recusou porque a transexual “cheirava mal e tinha sida”. Assim, o primeiro aliou-se a Jorge Ismael e, juntos, ocuparam-se a arremessar pedras e a baterem com paus nos joelhos e nas pernas. Gisberta gritou e o grupo fugiu. Por uns momentos.

Voltaram para perto de Gisberta, voltaram a ordenar-lhe que se levantasse, ela voltou a responder que não conseguia, e eles voltaram a agredi-la com paus e ao pontapé, lê-se no processo. “Deitado no chão e impossibilitado de se defender devido à sua debilidade física e à superioridade numérica dos agressores, o Gisberto apenas se encolhia e cobria com o cobertor, gritando ‘não faz isso, cafajestes!’” Depois das agressões, os menores destruíram a barraca de abrigo de Gisberta.

18 de fevereiro, 14h30. Gisberta estava fora da tenda, deitada de lado, tapada com um cobertor e só com a cabeça descoberta. David, um dos seis que tinham combinado novamente deslocar-se ao “Pão de Açúcar” para “darem porrada na Gi”, ordenou a Gisberta que se levantasse. Ela respondeu que não conseguia “pois estava muito mal”. Mais pontapés. “Durante as agressões, a vítima chorava convulsivamente, devido às dores que sentia”. Ainda assim, “os menores continuaram a agredi-lo da mesma forma”. David chegou a agarrar num “barrote em madeira com cerca de 1,5 metros de comprimento por 20 centímetros de diâmetro e deixou-o cair sobre o corpo do ofendido, atingindo-o ao nível do abdómen. Tal pancada provocou ao ofendido um grande sofrimento”, concluiu a investigação do caso.

E foi a partir do dia 19 que as coisas se complicaram. Parte do grupo ia cumprir a rotina de agressões quando se deparou com uma Gisberta deitada no chão, vestida com uma camisola e nua da cintura para baixo. Completamente imóvel. Chamaram por ela mas Gisberta não conseguiu falar. Soltou apenas um gemido muito baixinho. “O Rodolfo tocou-lhe então nas pernas com uma espécie de vara mas o ofendido não se mexeu.”

Passou um dia e, a 21 de fevereiro, lá voltou outra parte do grupo. Gi estava fora da tenda, deitada sobre umas pedras, “com as pernas encolhidas”. Nas pernas viam-se “arranhões e esquimoses”. Gisberta continuava nua da cintura para baixo.

Está morta, pensaram. A prová-lo estava a ausência de resposta às perguntas dos menores, a palidez da cara e alguns “sinais de que não respirava, apesar de terem colocado junto à sua boca a chama de um isqueiro aceso”. Nesse dia, avisaram outros membros do grupo que Gisberta tinha morrido.

A reunião do dia seguinte era, agora, para se “desfazerem do corpo” — porque temiam ser responsabilizados e por “alguns deles acharem que a vítima tinha direito a ‘um funeral’”. Primeira hipótese: enterro. Foi descartada, porque não tinham utensílios para fazer um buraco. Segunda hipótese: incendiar o corpo. Desistiram da ideia, “com receio de que o fumo pudesse atrair a atenção de alguém, designadamente dos seguranças do parque de estacionamento”. Depois de mais ideias, optaram por lançá-la a um poço existente no edifício. Porque o local tinha água suficiente para ocultar a vítima. Depois, combinaram ainda recolher todos os paus que tinham servido para as agressões.

22 de fevereiro de 2006: dia de executar o plano final, dia que marcou a vida de Gisberta e daqueles rapazes para sempre. Eram 8h30. Ivo calçou uma luva de lã na mão direita, deu a outra a José Alexandre e Fernando envolveu as mãos num saco de plástico. Embrulharam Gisberta em mantas, ainda na cave, e transportaram-na até ao poço. Eram 100 metros de distância.

A linha de água estava a cerca de 10 metros da superfície. Os três empurraram-na para o interior e Gisberta ficou submersa na água. E foi esse ato que provocou a morte — a transexual ainda estava viva e morreu por afogamento, confirmou o relatório da autópsia ao corpo. Faltava agora os menores avisarem os outros.
 


Gisberta Salce Junior


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“A gente tinha vergonha de perguntar”



Gisberta, 10 anos depois

OBSERVADOR 21 Fevereiro 2016



       Catarina Marques Rodrigues

7. “A gente tinha vergonha de perguntar”

Gisberta ganhou a liberdade quando saiu do Brasil. Foi de lá para França, de França para Portugal, uma vida nova a fazer esquecer o passado. “Ela ficou uns dois anos sem dar notícias, o que suscitou a preocupação da mãe”, lembra a irmã Janice. “Uma vez, a mãe mandou traduzir uma carta para França a perguntar por ela e aí disseram que ela tinha ido para Portugal.”

Gisberta ficava algum tempo sem dar notícias mas, quando dava, dizia sempre que “estava tudo bem”. Quando questionada pela família sobre o que fazia em Portugal, Gisberta dizia “que dançava numa boate”, recorda a irmã. “Nós não conversávamos assim abertamente. A gente tinha vergonha de perguntar”, assume.


"O juiz disse que quem matou a minha irmã não foram os meninos, foi a água do poço. Não foram eles? Quem matou foi a água do poço porque eles jogaram a minha irmã lá, não é? Que justiça é essa aí?"
Janice Salce, irmã de Gisberta

Em mais de 20 anos, Gisberta voltou ao Brasil não mais do que quatro vezes, refere a irmã. A mãe chegou a visitá-la em Portugal e ficou instalada na então casa de Gisberta, na Travessa do Poço das Patas. Janice viu a irmã pela última vez “um ou dois anos antes de ela falecer”. Gisberta foi ao Brasil ver a família, estava bem, estava feliz. “Até fomos à praia”, recorda. “Ficou na casa da minha mãe uns dois meses. Não vimos nada de anormal.”

A última notícia que tiveram da “caçula” já não foi boa. “Em dezembro uma amiga dela ligou para a minha irmã Glória porque viu que a Gis estava numa situação de risco. Aí a minha irmã ligou para a Gisberta e falou para ela vir embora. E ela disse que não. Isto foi em dezembro e em fevereiro ela morreu.”


Não dá para você escolher como são os outros. Eu naquele tempo não aceitava, fiquei chocada, achava que era imoral. Mas depois tive que aceitar, não é? Até a minha mãe, que era uma pessoa idosa, preocupava-se muito.”

Janice Salce garante que só soube dos pormenores da notícia pela internet. Ela e a família receberam depois “um papel timbrado de Portugal” com as informações da autópsia e do veredicto final. “Achei isto o fim da picada. Ele disse que quem matou a minha irmã não foram os meninos, foi a água do poço. Isso me deixou muito irritada. Como é que não foram eles? Quem matou foi a água do poço porque eles jogaram a minha irmã lá, não é? Que justiça é essa aí? Me explica?” Sobre a possibilidade de reivindicar: “É muito difícil, outro país, como é que você vai lutar por uma causa que já está decretada?”

Não voaram para Portugal, o dinheiro não chegava. O corpo da “bonequinha de brinquedo” chegou às mãos da família no princípio de março, graças à ajuda de uma amiga de Gisberta. “Aquela amiga que ligou para a minha irmã Glória arrumou um dinheiro para mandar o corpo para cá”. Gisberta está enterrada em São Paulo. A terra que a viu nascer, não a terra que a viu viver. Nem morrer.

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Texto de Catarina Marques Rodrigues, ilustração de Andreia Reisinho Costa.

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