Pesquisar neste blogue

sábado, 30 de abril de 2016

Coisas que nunca mudam




      Miguel Sousa Tavares


Coisas que nunca mudam



A influenciazinha. As imagens captadas pela SIC do “senador” Eduardo Catroga a dar uma “palavrinha” ao primeiro-ministro a favor dos interesses da EDP são reveladoras das razões pelas quais os chineses escolheram Catroga para administrador da EDP e de uma certa forma de fazer política que todos sabemos que existe mas que raramente se tinha visto de forma tão explícita e repugnante. Catroga foi escolhido e brindado com os milhões que ganha quando o poder político da altura era o da sua gente e das suas cores, mas, como bom profissional, ele sabe adaptar-se, ou faz por isso, a todos os tempos e todos os poderes. E a forma não varia: lá estava o braço a agarrar António Costa para não o deixar escapar, ao bom e velho estilo de Valentim Loureiro, lá estavam os segredos murmurados em tom íntimo e cúmplice e as palavrinhas, ditas de forma tão ligeira e leviana que nem parece que pudessem estar em causa muitos e muitos milhões, a pagar pelos clientes da EDP. António Costa não teve culpa de se ver protagonista daquela cena indecorosa, mas pôs-se a jeito, com a visita e as palavras proferidas durante a sua visita à Fundação EDP. Esta mania de os primeiros-ministros, todos os dias, sem falha, terem de visitar alguma coisa para não desperdiçarem as “TV opportunities”, tem um preço que, às vezes é desagradável: para eles, que o pagam, e para nós que assistimos.

A Educação capturada. O título do Diário de Notícias dizia tudo: “Sindicatos vão avaliar ministro a cada três meses”. Oficialmente, do que se trata é de o presumível ministro da Educação reunir-se de três em três meses com a FNE e a Fenprof para “avaliar políticas em curso e debater medidas”. Já tínhamos a modalidade original de um Governo que se reúne regularmente com os seus parceiros parlamentares (mas não de Governo) para se submeter a um controlo

ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO
extraparlamentar e secreto. Agora, temos um ministério que faz o mesmo, mas com os sindicatos. Se até aqui, e ao longo de décadas, as políticas de educação foram determinadas por aquilo que os Sindicatos dos Professores consentiam que fosse feito (com os lindos resultados à vista de todos), agora é oficial: já não é da rua e das escolas que os Sindicatos governam a Educação, é do gabinete do ministro. O passo seguinte deve ser nomear Mário Nogueira ministro vitalício da Educação.

A generosidade do Estado. Como se sabe e nos repetem, não há funcionários públicos a mais, antes pelo contrário. Daí o mistério das 35 horas que eles vão obter: ao que parece, o actual horário tem horas a mais, que não são necessárias para o serviço e, por isso, se reduz para 35 — sem que, todos nos garantem, tal prejudique o serviço no que quer que seja. Não há funcionários a mais, o que há é horas a mais. Isto feito, segue-se nova frente de batalha: a reforma por inteiro aos 60 anos. Vai começar-se pelos polícias e GNR — mas, como diz a ministra, tal deve ser extensível aos militares, pela natureza das coisas. Eu compreendo que, como dizem, nem os polícias podem andar pelas ruas a arriscar a vida todos os dias nem os militares podem arriscar as suas em defesa da pátria, aos 60 anos de idade. E, como qualquer cidadão descobre ao entrar numa esquadra de polícia ou num quartel militar, não está lá ninguém, sentado às secretárias, ocupado com trabalho administrativo: estão todos lá fora, a arriscar a vida. Imagine-se o desgaste rapidíssimo que isto não deve dar!

O sagrado direito à mediocridade. Há muitos anos que faço parte daquela categoria de cidadãos que, quando desembarcam no Aeroporto da Portela (e depois de percorrer os quilómetros até à recolha da bagagem, com os quais os novos donos da ANA nos obrigam a passar pela zona das lojas, quando nós só queremos é ir para casa), ainda me dou ao trabalho, após passar a saída, de subir dois andares e vir apanhar o táxi à entrada, só para evitar aquela categoria especial de taxistas que gere a zona de chegadas, ao melhor estilo dos estivadores do Porto de Lisboa. Na mais branda das hipóteses, tal dispensa-me de ter de escutar o seu diagnóstico sobre o estado da nação e as suas particulares propostas de governação. Mas, também, por razões de falta de interesse pelos extraordinários telemóveis modernos, jamais chamei um táxi da Uber, pois o meu pré-histórico Noika não tem essas modernices das apps. Mas toda a gente que conheço e que recorre à Uber não quer outra coisa — e eu percebo-os bem. Independentemente das razões fiscais que possam existir e de outras que permitam o funcionamento eventualmente desregulado da Uber, o que está errado não são eles: é a lei, desadaptada, e a velha escola dos industriais de táxis, que reclamam do Estado a protecção eterna da mediocridade do serviço que prestam. Em lugar de tentarem perceber por que razão os consumidores preferem a Uber e de tentarem imitá-la e adaptar-se ao interesse dos consumidores, eles querem antes que o Estado lhes garanta que nada mudará, queiram os clientes ou não. É um exemplo facilmente extrapolável para vários outros sectores de actividade e que em muito explica as razões da falta de competitividade da nossa economia.

Permitam-me citar o meu pai: “Já se disse tudo. Mas como ninguém ouviu, vou dizer outra vez”

Proibir o que é fácil. Com grande entusiasmo e em nome de uma causa legítima e popular — defender os residentes do ruído nocturno — a Câmara Municipal de Lisboa correu tudo, ou quase tudo, a eito. As lojas de conveniência vão fechar às 22h (olha que conveniente!) e as esplanadas às 24h, mesmo que façam parte de um restaurante (que só está obrigado a fechar às 2h), e mesmo que se situem numa zona não residencial. Estas duas medidas são de uma tão devastadora estupidez que só podem provir de espíritos profundamente infelizes. Gente a quem não falta nada em casa a partir das dez da noite, gente que não gosta de noites de Verão à beira-rio e a quem uma noite de luar num jardim público não substitui o prazer de chegar à janela e poder exclamar: “Está tudo fechado. E fui eu que o consegui!”.

Porque não se ocupam antes do estado vergonhoso das ruas todas esburacadas e esventradas ou da absoluta impunidade com que qualquer van ou camião pára no meio da rua para descarregar, fechando uma faixa de trânsito, que muitas vezes é única?

O inalienável direito à preguiça. Quem vem na A-2 em direcção a Lisboa, antes de chegar à bifurcação para a Ponte Vasco da Gama, encontra um painel electrónico para informação de trânsito. A seguir à inauguração da ponte nova, esse painel cumpria a sua função de informar quando a ponte 25 de Abril estava entupida, permitindo optar pela alternativa. Mas há anos que o dito painel deixou de dar tal informação, limitando-se a dizer, quando diz alguma coisa, “animal na via a 5 kms” (nunca lá está) ou o inevitável “com chuva, modere velocidade”. E só quando já se está a chegar à ponte 25 de Abril e já não há escapatória, então sim, lá vem o aviso, noutro painel: “Trânsito lento entre o Fogueteiro e o Seixal”. E lá se fica parado, meia hora ou uma hora. Porque será que não há uma alma caridosa que se dê ao trabalho de avisar antes no painel? Será por algum interesse não descortinável da Lusoponte, ou por mera preguiça e incompetência?

P.S. — Na semana passada, este jornal noticiou que os “Panama Papers” continham uma lista de jornalistas e políticos, avençados do grupo BES. Com todo o respeito por opinião diferente, eu acho que isto, pura e simplesmente, não é admissível. Ou publicam, e de uma só vez, os nomes que constam da lista (e depois de terem confirmado a sua veracidade), ou não publicam nada — por muito que lhes possa custar. Mas não é admissível que se lance uma suspeita genérica sobre todos e cada um dos que fazem vida como jornalistas ou como políticos. Às vezes dá jeito parar para pensar, contra a voragem noticiosa.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2270 - 30 de Abril de 2016

DESPEDIDO

PLUMA CAPRICHOSA


Por Clara Ferreira Alves


DESPEDIDO

O que vamos ter em Novembro é o poder, a ferocidade, a experiência e a inteligência política dos Clintons contra o dinheiro, a ferocidade, a experiência negocial e a intuição televisiva de Trump. Chama-se a isto um choque de titãs

Vai ser o combate do século e o século mal começou. O famoso establishment do Partido Republicano não tem modo de arrancar das mãos de Donald Trump a nomeação. Os vira-casacas já estão a escovar as mangas e as bainhas e a telefonar ao vencedor. E Ted Cruz, como dizia um dos conselheiros políticos de Trump antes das vitórias desta semana, “Ted Cruz is done”. Acautelando o facto de Trump ter vencido contra dezenas de candidatos iniciais onde não se vislumbrava uma ponta de talento, conhecimento ou cultura, será impossível não concluir que ele mudou o conservadorismo americano, deu cabo do Tea Party, afrontou e venceu a Fox News e os seus prosélitos, enfrentou os media, e ganhou contra tudo e contra todos. Claro que o Donald que agora discursa sobre os empregos e o voto das mulheres é ligeiramente diferente do candidato abrasivo e ofensivo dos primeiros debates, em que satirizou a cara de Carly Fiorina ou humilhou Jeb Bush. De caminho, Trump deu cabo do controlo dinástico desta dinastia e do seu filho “low energy”. Trump mudou a linguagem da campanha e inaugurou um novo tipo de discurso político que disfarça a ignorância com a ausência de hipocrisia. E o povo americano reagiu bem à ausência de hipocrisia e a uma certa candura. Não será fácil a Hillary bater the Donald.

É costume dizer-se que não se vencem as eleições americanas sem o voto dos negros e dos latinos, mais o voto das mulheres. Na verdade, Trump pode não ter o voto de todas as mulheres mas tem mulheres a votar nele, tem latinos a votar nele e tem negros a votar nele. Pode não ter estas minorias (no caso dos latinos, uma maioria) a votar nele em estados como Nova Iorque e Califórnia, mais esclarecidos e informados e com eleitores mais qualificados, mas tem votos na América do meio, onde não chega o sopro de Hollywood e não veem filmes de Woody Allen ou leem “The New York Times”. A América pobre, e não apenas a América branca, a América do “rust belt”, a cintura industrial, vê no magnata um Presidente que promete mudar o sistema a seu favor e criar emprego. Donald Trump é o primeiro candidato antiglobalização. E o candidato do isolacionismo americano. O candidato anti-NATO, o candidato anti-Europa (que considera uma bolha socialista), o candidato anti-China. Trump quer a China a tratar da Coreia do Norte e a pagar, com o Japão e a Coreia do Sul, a defesa da região. Trump quer a Rússia a tratar do Médio Oriente. Trump quer o Irão metido na ordem e impedido de uma vez por todas de possuir armas nucleares. Trump quer “fazer a América grande”. Claro que parte destes objetivos se contradiz entre si e só demonstra ingenuidade geoestratégica. O que não fica demonstrado é que o candidato não aprenda depressa. Os media estão fascinados por ele por causa da sua agilidade, uma notícia e um tweet por minuto.

O que vamos ter em novembro é o poder, a ferocidade, a experiência e a inteligência política dos Clintons contra o dinheiro, a ferocidade, a experiência negocial e a intuição televisiva de Trump. Chama-se a isto um choque de titãs. Ele vai ser brutal, grosseiro, e vai acertar no alvo demasiadas vezes. Vai tentar abalar Hillary em meia dúzia de pontos em que sabe que ela é mais frágil. Vai tentar irritá-la. Bengasi, Wall Street, a invasão do Iraque, o cônjuge adúltero. E Hillary vai tentar provar que Donald é um homem perigoso, imaturo, pleno de soberba e totalmente destituído de capacidade política, que nada tem que ver com o talento negocial. O alpha male contra a alpha female, dizem já. Para um jornalista, é o combate do século. Cassius Clay contra Mike Tyson. Bobby Fisher contra Boris Spassky.

No final, é provável que o voto das mulheres seja um elemento definitivo da vitória. Nem todas as mulheres gostam de Hillary mas a maioria das mulheres irá votar maciçamente numa candidata à Casa Branca. Excluir a questão de género desta corrida é um erro. Como mulher, sei que quero ver uma mulher na Casa Branca, e acredito que ela será uma Presidente muito melhor do que o homem do imobiliário. Olhem para a decoração da Trump Tower em Manhattan e perceberão.

Hillary é, mais do que o Donald, uma sobrevivente. Não ficou em casa “a fazer bolinhos” e levou mais tareia do que Trump alguma vez sonhou. Tem uma oportunidade histórica. Donald Trump, estás despedido.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2270 - 30 de Abril de 2016

Sobre vacinas, DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS

HÁ HOMEM

      LUÍS PEDRO NUNES


DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS

Delegar o ato de pensar tem os seus riscos. Até criminosos

CORBIS


1 — Que porcaria de artigo sobre donos de cães acabei agora de ler. Mesmo assim, não consigo deixar de olhar com algum desprezo para o meu gato “Rufino”. Está gordo como um texugo. Rebola-se ao sol acolhedor e democrático do 25 de Abril, naquele desdém indolente pela vida próprio dos castrados. Mas voltemos ao artigo. Segundo um estudo, os donos de cães têm mais atividade sexual que os donos de gatos. Aliás, os donos de cães são tipos muito mais vivaços do que os que optaram por dividir a sua existência miserável com felinos. São mais extrovertidos e ganham mais dinheiro. No fundo, são mais felizes e satisfeitos com a vida. Não podia concordar mais quando os vejo, aqui da minha janela, tão ativos a levar o cãozinho a obrar à rua em dias de chuva e tão felizes com os seus saquinhos de plástico. O gato desenrasca-se. Mas alerta-me aqui um artigo científico sobre estudos científicos que povoam jornais que este estudo em particular sobre as “características sexuais e financeiras dos donos de cães” (versus os impotentes e falhados donos de gatos) foi elaborado com uma pequeníssima amostra e patrocinado por uma marca de nutrientes para cães. Tresanda a marketing. E mesmo assim garantiu títulos nos jornais do mundo inteiro: Os donos de cães fartam-se de “pinar”.

2 — É um abracadabra para a nossa crendice isso de utilizar a expressão “segundo um estudo”. Isenta de imediato que se reflita sobre o conteúdo do exposto. É um salvo-conduto para o território em que as leis da verdadeira ciência (já tem de se dizer assim) não interessam, embora sejam citadas como tal.

Bem gritam que não se tire o velho Platão das escolas. Que o grego “ensina a pensar”. Mas, mais que pensar, ele prepara “a ter pensamento crítico”. Contudo, Platão continua a ser substituído pelo filósofo Google e o seu “não penso, logo algoritmo”. E neste campo teórico o pensamento crítico é substituído pelo pensamento conspirativo. O pensamento analítico é substituído por: deixa estar que eu vou googlar isso.

Estamos a fazer o outsourcing do nosso raciocínio. Prescindimos de pensar porque algo o faz por nós. Senão, acharíamos normal que “um estudo” consiga chegar às profundezas da alma a partir da escolha de um animal de estimação?

Dentro desta estratégia existencial, temos os teóricos conspirativos que, por detrás de expressões obscuras mas vazias como “isso é muito complexo” ou de autoridade como “trabalhei 20 anos no ramo das farmacêuticas, sei do que falo”, ignoram provas científicas válidas e hipervalorizam detalhes casuísticos para sustentar uma tese. A deles, claro.

3 — É o que acontece com o famoso estudo que liga “o autismo às vacinas” e que deu força ao atual movimento antivacinação que, por mais que a comunidade científica se una a tentar explicar, por mais que haja uma posição didática ou não coerciva, encontrou o seu momentum. E em Portugal começa a ter apoiantes. Arrepia. Basta testar nas redes socais. As crianças, alegam, não precisam de ser vacinadas. Não precisam de qualquer vacina, nem sequer as do Plano Nacional de Vacinação. E sim, há maneira de matricular uma criança sem essas vacinas. “Provocam autismo.” Isto além de outros mitos como o dos químicos que possuem (completamente falso com as vacinas atuais) ou afetarem o sistema imunitário (falso) ou só servirem para enriquecer as companhias farmacêuticas (quase irrelevante no bolo total das grandes empresas do ramo). Só que a decisão afeta a comunidade como um todo ao colocar em risco de vida as crianças e ao provocar surtos de doenças que estavam erradicadas.

4 — O que se passou foi o perigoso mix do tal “estudo”, que veio dar sabor ao caldo borbulhante de uma sopa conspirativa. Ou seja, o primeiro momento absolve-nos de raciocinar: esse “estudo” de 1998 garante que as vacinas estão ligadas ao autismo das crianças. Fecha-se este dado num cofre no cérebro, que é o que nos interessa proteger. E atiramo-nos de cabeça para a rave de chanfrados que garantem que qualquer coisa que contrarie esta tese só comprova que está certa.

As vacinas erradicaram doenças e salvam milhões de crianças. O “estudo” de 1998, que supostamente demonstrou uma correlação com o autismo, foi fabricado. Inventado. O autor chegou a fazer um pedido de desculpas público. Depois disso, já foram elaborados três grandes estudos que envolveram centenas de milhares de crianças. E não foi encontrada nenhuma relação entre vacinas e autismo. Não há “deus” ou razão “filosófica” que justifique pôr em perigo de vida a sua própria criança e a dos outros. Aqui a ideia de “liberdade individual” não prevalece sobre o bem-estar geral.

Infetar uma comunidade com uma doença é um ato terrorista. É mais do que ser apenas uma besta a exercer um ato irracional ou até de ter a arrogância abnóxia de achar que compreende mais de ciência que toda a comunidade científica, mesmo com as provas todas à frente. Não passa de um assassino de crianças em potência quando decide não vacinar, embora diga que o faz por amor.

Estudos têm aspas ou não. As consequências é que são diferenciadas. A vida sexual dos donos de cães não tem interesse. Os papás que não vacinam os filhos só interessam porque são criminosos e um perigo para todos.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2270 - 30 de Abril de 2016

Marseille A SÉRIE E A CIDADE

TELEVISÃO

Marseille A SÉRIE E A CIDADE

“Marseille” traz Gérard Depardieu de regresso à televisão para uma produção francesa que mostra as dinâmicas de uma cidade fora do comum. No centro e na periferia, onde assistimos às gravações

TEXTO JOÃO MIGUEL SALVADOR EM MARSELHA

Gérard Depardieu e Benoît Magimel representam as duas gerações do poder local em “Marseille” David Koskas/Netflix

Olhamos para Gérard Depardieu — imponente, de grande porte, poderoso — e não o vemos. Mas não é de invisibilidade que se trata. É de profissionalismo. O ator está lá, mas é o maire de Marselha, o todo-poderoso do município do sul de França, que temos em cena, diante dos nossos olhos.


MARSEILLE

De Dan Franck e Florent Siri

Com Gérard Depardieu, Benoît Magimel, Géraldine Pailhas, Nadia Farès

Netflix, estreia-se na quinta-feira em streaming (oito episódios)


Em “Marseille”, tudo é ficção, mas há traços da realidade em cada cena, em cada episódio. Não se trata de uma série baseada em factos verídicos e também não quer ter nada a ver com “House of Cards”, a popular série da Netflix que retrata a vida na Casa Branca pelos olhos de um Presidente sem escrúpulos (Kevin Spacey).

Poupem-se as comparações. Aqui mostra-se o melhor e o pior de Marselha, mas o exercício podia ser feito em qualquer outro lugar. A cidade é o fundo. “O pano de fundo perfeito”, como considerou Dan Franck há duas semanas em Paris. O argumentista e produtor-executivo não imaginou a história à distância e passou “várias semanas em Marselha a beber da cidade” para se deixar “influenciar por ela”. O que realmente interessa são as personagens, numa criação visual de Florent Siri.

Parece que já vimos algo parecido antes: “Marseille” conta a história de um político, Robert Taro (Gérard Depardieu), que decide afastar-se da esfera pública e que lança o seu sucessor para manter o poder por detrás das cortinas. Não será como se espera à partida, pelo que o melhor será viajar até ao Vieux-Port para entender as dinâmicas da cidade. É ali, bem perto e junto das águas, que fica a Mairie de Marselha, um lugar demasiado pequeno para que o poder pudesse ser dividido por dois.

Lucas Barrès (Benoît Magimel), o anunciado sucessor, percebe que é preciso distanciar-se das políticas do seu mentor, e o golpe não se fará esperar. Passaram 20 anos, mas todo o tempo parece pouco quando se trata de uma ascensão destas. Robert Taro só queria o melhor para Marselha (especialmente quando o melhor para Marselha era também o que servia os seus interesses), e agora é a construção de um casino que mudará a cara da cidade. Há opositores ao projeto, e Taro começa a aperceber-se de que não terá a vida facilitada. O voto certo e favorável de Lucas Barrès acaba por não se verificar, e o caso torna-se mais sério. O maire de Marselha foi traído.

Se um dos focos da história está nas decisões políticas, a vida não é seguida apenas nos círculos mais próximos ao poder. Ou nos estádios que se enchem de adeptos todas as semanas. Os arredores de Marselha é outro dos cenários em destaque, com os problemas nos Quartiers Nord a serem também explorados. As máfias operam por lá e controlam quase tudo, pelo que há que agir com cuidado ao entrar nos seus territórios. Os problemas agigantam-se quando nem o centro da cidade é poupado aos ataques. É preciso captar a realidade no seu todo.

UM LONGO DIA, JÁ PERTO DO FIM

É dia de filmagens no Stade Vélodrome, o moderno estádio que serve de casa ao Olympique de Marseille, e há gravações durante todo o dia. Desde manhã até ao anoitecer (e até para lá disso). Não há nenhuma partida de futebol a decorrer e às vezes são precisos mais de 90 minutos para dar uma cena por finalizada. Entre o último “corta” e o “ação” seguinte, é necessário afinar a tática, corrigir os erros e preparar uma entrada ao ataque.

A televisão afinal também é como o futebol. Se não estiver tudo decidido no tempo regular, há que partir para o prolongamento. Aconteceu no dia de filmagens que o Expresso acompanhou. Nem tudo corria de feição, e as gravações da primeira temporada de “Marseille” terminavam nessa semana. Era preciso aproveitar cada momento para filmar, e ao lado do realizador do episódio, Thomas Gilou, estava o sempre presente Gérard Depardieu, um adjunto que sabe o seu lugar mas que reúne o respeito de todo o elenco.

À conversa com o Expresso sempre que o tempo o permitia — e era sempre muito pouco —, os atores nunca deixavam de realçar as qualidades daquele que veem como um dos seus, mas num plano superior. Naquela altura, pouco se podia saber sobre a série. “O espírito dele mantém-se igual”, lembra Géraldine Pailhas, que interpreta Rachel Taro, primeira-dama local, e que conhece Gérard Depardieu há mais de 20 anos. Não era a única encantada com o francês. Também Nadia Farès, aqui no papel da presidente do Conseil Genérale Vanessa d’Abrantes, não se cansava dos elogios. Foi possível falar com todos exceto com o próprio Depardieu, sempre atarefado entre as cenas.

Nem o almoço é um momento calmo. O self-service está montado nas garagens do Stade Velodrome, e é ali que o elenco se alimenta e aproveita para relaxar um pouco. Não muito, que não há tempo a perder, mas nem só de espaços de convívio se faz uma megaprodução. Também há outros mais privados para os atores. Bem perto fica o espaço de Gérard Depardieu, uma caravana vermelha mais simples do que se suporia. À vista, no interior, apenas algumas fotografias de família e uma caricatura do próprio. Depois de várias horas no papel de Robert Taro, é preciso regressar à realidade. A cidade agora é uma série, mas Depardieu permanece múltiplo. E igual a si mesmo.

O Expresso viajou a convite da Netflix

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2270 - 30 de Abril de 2016

sexta-feira, 29 de abril de 2016

No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia


A LAGARTIXA E O JACARÉ



     











José Pacheco Pereira


No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia 
Em 2016, ainda tem sentido comemorar o 25 de Abril? Tem todo o sentido. Está a liberdade adquirida? Podemos descansar nas comemorações do passado? Não. Não está. Não podemos descansar. Três riscos corre hoje a nossa liberdade:

1. Primeiro, o risco de perdermos o controlo democrático sobre o nosso país. O risco de que o nosso voto valha menos ou não valha nada. O risco de ter um parlamento que não pode cumprir a sua mais nobre função: decidir sobre o orçamento dos portugueses. O risco de termos também nós, como os colonos americanos no taxation without representation, e que fizeram uma revolução por causa disso. O risco de sermos governados de fora, por instituições de dúbio carácter democrático, que decidem sobre matérias de governo, em função de interesses que não são os interesses nacionais, e cujos custos o povo português paga.

2. Segundo, o risco de que o Estado abuse dos seus poderes, como já o faz. Não só o Estado tem hoje uma panóplia vastíssima de meios para nos controlar e vigiar, como os usa sem respeito pela autonomia, liberdade, identidade dos cidadãos.

Há uns anos discutimos muito que dados diversos deveria ou não juntar o Cartão do Cidadão, dados pessoais, de identificação, médicos, número de eleitor, etc. Limitámos os dados que lá podemos colocar e temos uma entidade que fiscaliza a utilização dos nossos dados pessoais e que é suposto "protegê-los". Muito bem.

Mas já olharam para as facturas que estão disponíveis no site das Finanças? Já olharam com olhos de ver, a vossa vida diária espelhada em cada acto em que se compra uma coisa, se almoçaram sós ou acompanhados, onde e que tipo de refeição, onde atravessamos um portal da auto-estrada, onde ficamos a dormir, que viagens fizemos?

Em nenhum sítio o Estado foi mais longe no escrutínio da nossa vida pessoal do que no fisco. Com a agravante de que nenhuma relação com o Estado é hoje mais desigual, onde o cidadão comum tenha os seus direitos tão diminuídos, onde objectivamente se abandonou o princípio do ónus da prova, ou seja, somos todos culpados à partida.

Em nome de quê? De que eficácia? Perguntem aos donos deoffshores, aos que têm dinheiro para pagar o segredo e a fuga ao fisco, para esconder o seu património desta entidade, se eles se incomodam com o fisco. Incomodar, incomodam, mas podem pagar para deixarem de ser incomodados. Já viram algum offshore de uma cabeleireira, de um feirante, de um mecânico de automóveis, de um pequeno empresário que tem um café ou um restaurante, aqueles sobre os quais o fisco actua exemplarmente como se fossem esses os seus inimigos principais?

É por isso que se hoje existisse uma polícia como a PIDE, não precisava de mais nada do que de aceder aos bancos de dados do fisco, do Multibanco, das câmaras de vigilância, do tráfego electrónico. Podia reconstituir a nossa vida usando o Google, o Facebook, o Twitter, o Instagram. Podia encontrar demasiadas coisas em linha, até porque uma geração de jovens está a ser mais educada pelas empresas de hardwaree software de comunicações do que pela escola ou pela família. Elas têm à sua disposição múltiplos meios para desenvolverem uma cultura de devassa da privacidade, pondo em causa séculos de luta pelo direito de cada um de ter um espaço íntimo e privado e uma educação do valor da privacidade.

3. Terceiro, o risco de que a pobreza impeça o exercício das liberdades. A miséria, a pobreza, a precariedade, o desemprego, são maus companheiros da liberdade. A pobreza ou qualquer forma de privação do mínimo necessário para uma vida com dignidade é uma forma de dar aos poderosos o direito natural à liberdade e a de ela privar aos mais fracos.

Sim, porque ser pobre é ser mais fraco. É ter menos educação e menos oportunidades de a usar, é ter empregos piores e salários piores, ou não ter nem uma coisa nem outra. É falar português pior, com menos capacidade expressiva, logo com menos domínio sobre as coisas. É ter uma experiência limitada e menos qualificações. É depender mais dos outros. É não ter outro caminho que não seja o de reproduzir nas novas gerações, nos filhos, o mesmo ciclo de pobreza e exclusão dos pais. E a exclusão reproduz-se mesmo que se tenha telemóvel e Facebook, porque o acesso ao mundo virtual e a devices tecnológicos não significa sair do círculo infernal da pobreza. É apenas "modernizá-lo".

O agravamento na sociedade portuguesa da desigualdade social, do fosso entre pobres e ricos, é uma ameaça à liberdade

4. Há um risco ainda maior do que qualquer um destes: o de pensarmos que não podemos fazer nada perante estas ameaças à nossa liberdade e à nossa democracia. O risco de dizermos para nós próprios que haverá sempre pobres e ricos e que a pobreza é um inevitável efeito colateral de pôr a casa em ordem. Mas que ordem?

O risco de pensarmos que não há nada a fazer com a Europa, que eles mandam e que nós temos de obedecer porque nos colocámos a jeito com a dívida. Sim, nós colocámo-nos a jeito, mas somos membros plenos da União, temos poderes próprios, e talvez não nos ficasse mal de vez em quando exercê-los. Além disso não somos os únicos a pensar que a deriva europeia é perigosa para as democracias nacionais. E, surpresa, muitas das regras a que chamamos "europeias" não estão em nenhum tratado, são apenas maus costumes que se implantaram nos anos da crise.

É isto que eu tenho a dizer sobre o 25 de Abril.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Todos Querem O Mesmo + A Balada de Um Batráquio


Todos Querem O Mesmo



Título original: Everybody Wants Some!!
De: Richard Linklater
Com: Blake Jenner, Tyler Hoechlin, Ryan Guzman
Género: Comédia
Classificação: M/12
Outros dados: EUA, 2016, Cores, 117 min.
Links: Site Oficial

Ambientado na década de 1980, "Todos Querem o Mesmo" narra as aventuras e desventuras de um grupo de rapazes que se prepara para o início das aulas numa pequena universidade do Texas (EUA). Jake, caloiro, é a mais recente aquisição da equipa de basebol. Para provar que merece o lugar, vai ter de conquistar a amizade e o respeito dos veteranos. Com isso em vista, deixa-se arrastar pelas festas e enredar pelas constantes quezílias que inevitavelmente acontecem na residência universitária onde passa a morar com os novos companheiros. Durante este processo de aprendizagem e autoconhecimento, Jake conhece Beverly, uma jovem de uma outra residência, por quem se apaixona…
Com assinatura do multipremiado realizador Richard Linklater ("Antes do Amanhecer", "Antes do Anoitecer" e "Antes da Meia-Noite", "Boyhood"), esta é a "sequela espiritual" do filme de culto "Juventude Inconsciente" (1993) – também da autoria de Linklater – que se focava no último dia de escola de uma turma do secundário, em 1976.





 Balada de um Batráquio


Título original: Balada de um Batráquio
De: Leonor Teles
Género: Curta
Classificação: M/12
Outros dados: POR, 2016, Cores, 11 min.
Links: Site Oficial

"Balada de um Batráquio", de Leonor Teles, foi a curta vencedora do Urso de Ouro na edição de 2016 do Festival de Cinema de Berlim. Neste pequeno filme de 11 minutos, a realizadora explora as crenças, os mal-entendidos e a xenofobia para com as pessoas de etnia cigana, a propósito da superstição de colocar sapos de loiça à porta das lojas e casas, de modo a impedir sua entrada. Filha de pai cigano – apesar de não ter crescido no seio de uma comunidade –, a realizadora tem um especial interesse pelo tema, implicando-se ela própria na história e concretizando a ideia de "partir os sapos", entendida como o quebrar de um tabu, à volta da qual foi construído o filme.. PÚBLICO



segunda-feira, 25 de abril de 2016

J. RENTES DE CARVALHO “NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER”



ENTREVISTA
J. RENTES DE CARVALHO

“NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER”


Aos 85 anos, continua a dividir o tempo entre Amesterdão e Trás-os-Montes. Esquecido durante décadas pelos seus compatriotas, é hoje um dos mais admirados escritores portugueses. A sua vida dava vários filmes 

POR josé mário silva (TEXTO) e 

rui duarte silva (FOTOGRAFIAS)



O automóvel com matrícula holandesa atravessa a paisagem transmontana: serranias, pedregulhos, vegetação rasteira. Uma natureza quase intocada pela mão humana. Para trás ficou Torre de Moncorvo, engalanada para a Feira Medieval, ponto de encontro com os jornalistas vindos de Lisboa. No restaurante do costume, onde almoça às terças e quintas-feiras, sempre na mesma mesa, José Rentes de Carvalho já explicara, diante uma travessa farta de “feijoada à D. Dinis”, o modus operandi de uma vida que há muitas décadas se divide entre a Holanda, para onde foi viver em 1956, e Portugal. Desde que recuperou a casa do avô materno, em Estevais (a pequena aldeia perdida nos montes, para os lados de Mogadouro), passa alternadamente três meses ali, perto do solo que diz seu, e três meses no conforto de Amesterdão. As viagens, quer num sentido quer no outro, são sempre feitas no Opel de matrícula amarela referido no início deste parágrafo. Do alto dos seus 85 anos (quase 86), Rentes de Carvalho explica: “São 2200 quilómetros, percorridos em dois dias e meio. Sempre o mesmo caminho, as mesmas estradas, os mesmos hotéis.” E sublinha logo a seguir que o único acidente rodoviário em que se viu envolvido não foi culpa dele, mas de alguém que ignorou o sinal de STOP. Depois, sentamo-nos finalmente à conversa, quase uma hora e meia de diálogo, enquanto declina a luz da tarde que entra pela janela.

Com uma vida tão cheia, nunca pensou em escrever as suas memórias?

Não. Escrever memórias significa uma coisa: alindar. Ou desculpar. Acho que não faz muito sentido. E também não guardo nada daquilo que escrevo. Deito tudo fora. No outro dia, um amigo viu-me deitar fora a versão inicial de um romance. Disse-me logo: “Mas isso guarda-se!” E eu respondi: “Para quê?”.

Nem sequer guarda os diários?

Não. O que foi sendo publicado, fica. Mas o resto, os rascunhos, as ideias soltas, as notas, não guardo nada. Isso só seria interessante para os bisbilhoteiros da literatura. Para as pessoas com alguma cabeça, não tem sentido nenhum. Seria preciso terem vivido a minha experiência para lhe darem o seu valor exato. E também temos de ter a noção das coisas. Que importância é a minha, afinal? O que vivi, vivi.

Vamos imaginar que escrevia essas tais memórias. Por onde é que começava?

[Ri-se.] Eu acho que começaria pelo fim, quando a vida já faz algum sentido. Quando já temos uma certa perspetiva. A meio do caminho não se pode olhar para trás, ainda é muito cedo. Mas no fim da vida, como eu estou, é possível ver quais foram os tropeços, as asneiras, o que foi bom, o que foi mau, o que podia ter sido diferente. Antes disso, não.

E como é que vê, agora, a paisagem da sua vida?
Cheia de acidentes, mas o curioso é que começo a ter a ideia de que todos os acidentes tiveram a sua razão. Há uma espécie de linha que une tudo o que me aconteceu. Eu acho que a vida não é gratuita, pelo menos no meu caso. Fiz muitas asneiras. Andei mesmo no fio da navalha. Voluntariamente, ou por acaso. E dou-me conta de que isso teve um sentido. Havia, naquilo que me foi proposto pela vida, uma finalidade. Hoje olho para trás e divirto-me, porque já não tenho os medos da meia-idade, que era uma coisa terrível.
raízes O escritor Rentes de Carvalho numa rua de Estevais, a poucos metros da casa do avô materno, onde vive quando vem a Portugal
O medo, por exemplo, de não chegar aos 85 anos...
Pois. Esse já não preciso de ter. Na meia-idade, a pessoa tem uma perspetiva da vida em que só vê perigos à frente. Eu descartei-me disso talvez por experiência, por ter visto que não vale a pena o sujeito estar a sofrer à conta de algo que ainda não sabe se vem.

Uma parte dessas memórias que diz não querer escrever ficou nos seus livros. Em “Ernestina”, por exemplo, encontramos um relato bastante completo da sua infância e princípio da adolescência, até aos 15 anos.

Sim. E aquilo é mesmo biográfico. É tudo verdade. Apresentaram o livro como um romance, mas foi porque o editor holandês achava que a autobiografia não vende. “Vamos chamar-lhe romance”, disse ele. E assim ficou.

Acha que nessa obra fixou um tempo e modos de vida que entretanto desapareceram?

Acho que sim. Eu sou extremamente curioso. Gosto de observar. A minha vida é mais feita de observação do que de pensamento. Então sempre fui muito sensível e atento a tudo o que mexe à minha volta. Pessoas. Acontecimentos. Palavras. Sou uma espécie de esponja.

Como foi a sua infância?

A minha infância foi estranha por muitos motivos. Primeiro, embora a nossa família fosse humilde, havia, da parte do meu avô paterno e do meu pai, uma fome de aprender, uma fome de ler, que era excecional. Havia bastantes livros em casa. E o jornal “Primeiro de Janeiro” era obrigatório. Não faltavam incentivos para que eu lesse. Depois, a paisagem que se via da colina onde nasci e onde vivíamos, Monte dos Judeus, em Vila Nova de Gaia, oferecia-nos um panorama completo do Porto, na outra margem, desde o Palácio de Cristal até Campanhã. O nosso largo era um sítio muito pequenino, muito modesto, encravado no meio dos armazéns do vinho do Porto. Era como se estivesse numa daquelas cascatas de São João, em que os bonecos mexem todos. Via a cidade em movimento. O rio. Era melhor do que o cinema.

Era um filme em Cinemascope.

Exatamente. Era mesmo. Tenho isso tudo muito vivo. E havia o barulho, não só das igrejas, com os sinos, mas das cornetas nos quartéis, das sirenes dos navios.

Dava-se bem com os seus pais?
 
Era uma relação de muito amor, mas também de grande disciplina. Na verdade, os meus pais eram duas crianças. Quando eu nasci, a minha mãe tinha 17 anos, o meu pai, 19. E eu dei-me conta, aí por volta dos oito ou nove anos, de que eu era mais velho do que os meus pais. Eu tinha uma consciência das relações sociais, e do sentido de justiça, e do sentido de solidariedade, que era de adulto, não era de criança. Isso levava-me a um certo isolamento. Sou filho único. Sempre fui muito solitário.

Para compensar esse isolamento, o que fazia? Refugiava-se nos livros?
Nos livros e na imaginação. Mexia nos cobertores da cama, fazia uns montes, criava um país. Eu vivia muito bem sozinho.

Esses primeiros anos moldaram a sua personalidade?
Sim. O que eu sou começou ali. Havia os nossos senhorios, que eram os donos da estiva no Douro, gente rica. Mais ricos ainda do que eles eram os membros da família Cockburn Smithes, donos dos grandes armazéns do vinho do Porto. Depois, nós éramos remediados: o meu pai, guarda-fiscal; a minha mãe, doméstica. E nas traseiras ficava uma espécie de lumpenproletariat, a gente mais pitoresca, mais rude, mais carinhosa, mais cruel e mais feroz que se pode imaginar. Era gente que vivia na fronteira entre a humanidade e a animalidade.

Muitas das personagens dos seus romances e contos parecem saídos desse mundo.

E saíram mesmo. Mas não só daí. Ao longo da vida, felizmente, tenho encontrado muito tipo de gente aproveitável para personagem. Lidei com gente estranha, gente de todos os meios. Pessoas de extremos, na maneira de viver, na maneira de pensar, ou de correr riscos. Dos muito pobres aos extremamente ricos.

Nos anos de solidão infantil, que tipo de livros lia?
Lia tudo. Comecei aos quatro anos. O meu avô paterno é que me ensinou a ler e a escrever, nos cadernos da Alfândega. Ainda recordo a primeira frase que aprendi a ler: “remessa de documentos para a sede”. Isto não se inventa. Esse meu avô paterno tinha recortado, do “Primeiro de Janeiro”, um folhetim de obras históricas, sobre a vida de Napoleão. Eu aos oito, dez anos, tinha lido tudo sobre o Napoleão, desde as campanhas da Rússia até à chegada das tropas a Portugal. No quartel do meu pai havia uma boa biblioteca e eu ia para lá. Em mim, o hábito de ler era genético. O meu avô ensinou-se a ele próprio. Era analfabeto, foi para a tropa, o capitão era amigo dele e entusiasmou-o a ler pela “Cartilha” do João de Deus.

Quando é que se tornou independente?

Por volta dos 12, 13 anos. Aos 12 anos, fui às putas. [Risos]

A sério?

A sério.

Com quem? Com o pai?

Nada disso. Fui sozinho. Já tinha dinheiro metido no bolso. E ela foi muito carinhosa.

Isso é o que se chama ser precoce. E depois, em que momento é que sentiu necessidade de sair de casa e começar a sua própria vida?
Aos 17 anos, fugi de casa pela primeira vez. Para Lisboa. Fui ao “Diário de Notícias” oferecer-me como jornalista. Veja a ingenuidade. Claro que se riram de mim e mandaram-me embora. Vi que aquilo não dava, estive dois ou três dias em Lisboa, voltei de comboio. Aos 19 anos, antes de ir para a tropa, fugi mesmo a sério. E aconteceu-me uma coisa de sonho, que nem parece verdade, mas é. Aluguei um quarto na Praça da Alegria, segunda casa a partir do canto esquerdo, terceiro andar. O que eu não sabia é que a casa era habitada pelas espanholas do Parque Mayer, pelas coristas.

Então foi parar ao paraíso!
Fui. [Risos]

Tirou proveito?

Tirei, tirei.

E trabalho, procurou?

Sim. Mas não encontrei coisa nenhuma. Em vez disso, num domingo, penduro-me na janela do quarto, chateado da vida, a olhar para a Praça da Alegria, e apanho um susto do caneco. O meu pai estava em baixo, na rua, e ia tocar à campainha. Ele tinha amigos em Lisboa que me mantinham debaixo de olho, sem eu saber. Não discutimos. Ofereceu-me um relógio, um Omega muito bonito, e disse-me: “Não se fala mais nisso, vamos embora para casa”. Depois veio a tropa.

Fugiu porque não queria ir para a tropa?
Não, não. Fugi de casa porque a ditadura doméstica não me deixava qualquer espécie de liberdade, e um rapaz de 19 anos, por muito adulto que se sentisse, aos olhos dos pais continuava a ser uma criança.

Mas o carácter rebelde já estava formado.
Ui. Eu acho que nasci rebelde e nunca deixei de o ser, durante toda a vida. Ainda sou. Aceito a autoridade de quem a tem. Agora, a autoridade absurda de quem simplesmente é autoritário, não.

Estava a dizer que depois veio a tropa.

Sim. Fui para a tropa e comecei a dar-me com amigos comunistas, que já no liceu me andavam sempre a querer aliciar, embora eu lhes dissesse que não queria ser do partido. Uns eram mais discretos, outros eram fanáticos. Logo comigo, que não posso com fanatismos, começo logo aos coices. Acontece que o meu pai tinha um amigo que era inspetor da PIDE, e ele disse: “Se o rapaz anda naquelas companhias, um dia ainda vai parar à cadeia. É melhor ir embora.” Eu tinha a boa sorte de ter uma família amiga, que vivia em Gondarém, gente extremamente rica. Com eles estava uma governanta francesa, uma senhora casada com um bisneto de Balzac. E ela disse-me: “Tu não pertences aqui, vem para Paris.”

Aproveitou a oportunidade?
Sim.

Imagino que tenha sido um deslumbramento.
Não foi. E não foi pelo seguinte. Eu tinha estudado Paris tão a fundo, pelos livros, que chegando lá nem sequer precisava de guia do metro. Já conhecia as estações todas. As ruas. Os lugares. A grande surpresa surgiu depois. Nos anos 60, quando o André Malraux mandou limpar a cidade, que era fuliginosa, com as fachadas enegrecidas, e de repente ficou branca. Eu não gostei. Tirou-me aquele escuro, aquele mistério da pátina. Ficou lavadinha, burguesa. O grande choque foi esse.

Ao chegar a Paris, o que foi fazer?
O jornalista [Joaquim] Novais Teixeira arranjou-me uns biscates para o “Estado de São Paulo”. Há uma história engraçada com ele. Eu tinha escrito uns contos para um jornal de Moncorvo e levei aquilo comigo, cheio de orgulho. Lá em Paris, fui ter com ele. Recebeu-me com muita gentileza, em sua casa, dei-lhe os meus contos e ele levou-os para a casa de banho. Quando saiu, não disse se tinha gostado, não disse coisa nenhuma, só me perguntou se eu tinha alguma coisa para fazer no resto do dia. Eu disse que não. Então levou-me a um jantar com amigos, para me introduzir na vida parisiense. Fomos a um apartamento chiquíssimo, cheio de gente chiquíssima, com diplomatas brasileiros. E apresentou-me a duas ou três pessoas: “Este é o José Rentes de Carvalho, escritor.”

Foi a primeira vez que lhe chamaram escritor.
Foi. Embora ainda não fosse escritor, longe disso.

Novais Teixeira tomou-o como protegido?
Sim. E mais do que isso. Tornou-se o meu mentor.

"A meio do caminho não se pode olhar para trás. Mas no fim da vida é possível ver os tropeços, as asneiras, o que foi bom,o que podia ter sido diferente”

O que aprendeu com ele?

Primeiro, aprendi que a beleza da língua é essencial. Depois, aprendi que um jornalista olha, regista, não exagera, procura ser tão exato quanto for possível. Não trai as suas fontes, respeita toda a gente e cumpre os horários. Mas sobretudo abriu-me portas. No Brasil e em França. Ele costumava ser presidente do júri de imprensa dos festivais de cinema. Conhecia toda a gente.

Houve uma época em que também se entusiasmou com o cinema, não foi?

Sim. O meu sonho era trabalhar no cinema.

Como argumentista?

Não. Realizador. Mas descobri uma coisa fatal: o realizador não tem a última palavra. Quem decide o que o filme vai ser são os sujeitos que têm a massa. E um realizador só ao fim de dezenas de anos é que se torna independente. Não servia para mim.

Ainda assim, chegou a conhecer muita gente do meio. O Buñuel, por exemplo.
Sim, sim. O Buñuel era amigo do Novais Teixeira. Ia lá a casa jantar. Já imaginou, para mim, que adorava cinema, o que era estar à mesa com o Buñuel? Eu nem falava. Outro amigo dele era o Vittorio de Sica. Um dia, o Novais Teixeira disse-me para ir com ele, que ia entrevistar uma garota nova. Era uma tal de Sophia Loren. Pareceu-me espalhafatosa, mas não muito inteligente.

Para onde foi depois de Paris?
Estive durante um período curto em Nova Iorque, porque julguei que a América seria o melhor para mim. Mas na verdade não era.

Não era porquê?

Eu até tinha um bom inglês, aprendido com a Mrs. Cockburn quando eu tinha cinco ou seis anos, lá em Vila Nova de Gaia. Mas fiquei só uns meses. Não me adaptei. A mentalidade americana não tem nada que ver comigo.

É então que se inicia o período brasileiro?

Passei a andar entre Paris, Rio de Janeiro e São Paulo. Sempre como jornalista. Fazia biscates para “O Globo” e para o “Estado de São Paulo”. Quase sempre críticas de cinema. Até que me mandaram parar porque os distribuidores ameaçavam tirar a publicidade dos jornais se as críticas fossem negativas. Pediram-me para escrever sobre outras coisas. E nessa altura apareceu uma alternativa. Eu tinha uma amiga pintora e o irmão dela era adido comercial da embaixada do Brasil, que era em Haia, mas ele trabalhava em Amesterdão. Ele bebia muito, andava às oito da manhã de pijama, com o chapéu de coco e a garrafa de whisky debaixo do braço. Aquilo ia dar bronca, então a minha amiga pediu-me para eu ir lá dar um jeito, fazer uns relatórios sobre a economia holandesa, coisas dessas.

Qual era o seu conhecimento sobre a Holanda?

Nenhum. Aliás, eu disse-lhe que ia no máximo por duas semanas. Mas acabei por ficar 60 anos exatos, feitos há coisa de um mês.

"Os holandeses não se importaram que alguém falasse mal deles. Gostaram da minha franqueza e sinceridade, em vez da habitual conversa sobre as tulipas e os moinhos”

Ao chegar a Amesterdão, em 1956, com que impressão ficou?

Não gostei. Pensei logo que precisava de me vir embora.

E de que é que não gostou? Do clima?
Do clima. O clima é terrível. No dia da minha chegada aconteceu um fenómeno atmosférico raro: a combinação de chuva e neve. Uma coisa tremenda. Mas no dia seguinte o céu estava limpo. E houve outras razões... [Aponta na direção da sua mulher, Loekie, que está na divisão contígua, ao telefone.]

Razões do coração.

Sim.

Quanto tempo durou o trabalho com o adido da embaixada?
Três anos. Tive um problema com o meu patrão seguinte, que era sobrinho do Kubitschek [então Presidente da República brasileira], que me pediu para lhe arranjar umas faturas falsas. Recusei. E ele, sabendo que eu tinha duas filhas pequenas, ameaçou demitir-me. Respondi que não lhe daria a satisfação de me demitir, porque eu próprio me demitia logo ali. Fiquei na rua, com duas filhas, sem salário. Então aceitei tudo o que me aparecia. Vendi revestimentos para telhados, sapatos, cargas de navios, café. Assim passei cinco anos. Uma verdadeira travessia do deserto.

E como é que saiu do deserto?

Conheci o catedrático de Português na universidade de Amesterdão. Conversávamos muito sobre a língua, sobre Portugal. Um dia, disse-me que o meu lugar não era nos telhados, mas sim na universidade. Então inscrevi-me, tirei a licenciatura de quatro anos em dois, e ele admitiu-me logo como professor. Fiquei 32 anos a dar aulas de literatura portuguesa e brasileira.

Gostava de dar aulas?

Gostei muito, até cerca de meia dúzia de anos antes do fim, porque houve uma extraordinária queda do nível dos estudantes. A dada altura, fizeram-me uma proposta que era irrecusável. Eu tinha 58 anos e propuseram-me ir embora, com o ordenado e as regalias por inteiro até à reforma. Disseram-me isso numa quarta-feira e na sexta-feira peguei na minha tralha toda e fui-me embora.

Passou a dedicar-se à escrita?

Sim. Escrevi como uma besta para os jornais holandeses. Fiz televisão, rádio, reportagens.

Em 1968, publicou o primeiro livro: “Montedor”. Depois de tantos anos de jornalismo, o que o levou para a ficção?
Eu não conhecia o mundo dos literatos e dos escritores em Portugal. Para mim, quem escrevia estava acima, muito acima, dos comuns mortais. O sujeito que escrevia um livro devia ser alguém superior. Então escrevi um livro e mandei o manuscrito para o Novais Teixeira. E ele, como da outra vez, não me disse ai nem ui, nem que tinha gostado nem que não tinha gostado. Por modéstia, também não perguntei. E um dia recebo em casa um pacote que vinha de Lisboa. O que aconteceu foi que o Novais Teixeira tinha enviado o manuscrito para a Prelo, que era do Partido Comunista (embora ele não tivesse nenhuma relação com os comunistas), e eles publicaram aquilo. Nunca me pagaram um centavo, mas mandaram-me 20 exemplares para Amesterdão.

Foi um livro que recebeu uma crítica bastante positiva de José Saramago.

Sim. Defendeu que era uma coisa nova, uma coisa boa. Mas já o segundo livro, “O Rebate” (1970), que na Holanda consideraram uma obra-prima, levou porrada em Portugal. Da “Colóquio/Letras” aos jornais, só disseram mal. Que eu não sabia conjugar verbos, que as personagens não tinham ponta por onde se lhe pegasse, etc.

Percebeu aí que a relação com o meio editorial português ia ser complicada?

Percebi que não ia ser relação nenhuma.

Mas não esmoreceu.
Continuei com a minha vida e um dia, estava num café com um editor holandês, amigo do meu tradutor [August Willemson], e comecei a queixar-me dos holandeses, a barafustar por isto e por aquilo, a chamar-lhes de filhos da puta para cima, tudo, e ele sorriu. Despedimo-nos, fomos cada um para seu lado. Uns dias depois, recebo um envelope com um cheque e um cartão dele, a dizer: “Este é o adiantamento sobre os direitos de autor do livro que vais escrever a dizer mal de nós.”

E assim nasceu “Com os Holandeses”, uma das suas obras mais vendidas.

Acabei-o em menos de um ano, foi uma coisa escrita em cima do joelho.

Ficou surpreendido com o sucesso do livro?
Claro que fiquei. Mas a verdade é que eles queriam que alguém lhes dissese as verdades nuas e cruas.e sinceridade. Estavam habituados a que os livros sobre a Holanda falassem das tulipas e doa moinhos. E gostaram da minha franqueza. Continua a ser um livro de referência .

Se um estrangeiro escrevesse assim sobre Portugal era capaz de ser mais problemático, não acha?

Dava para matarem o autor.

E o que é que o êxito do livro diz sobre os holandeses?
Eles não se importam de ouvir críticas, porque têm uma atitude muito pragmática. Se alguém critica, há sempre uma possibilidade de aprender. E eles gostam de aprender de graça. Pensam: se alguém diz mal de nós, terá razão ou não. Se tem, a gente aproveita e tenta corrigir. Se não tem razão, esquecemos ou ignoramos.

Já falou numa travessia do deserto. Mas a partir da década de 70 há outra: o seu desaparecimento quase total do meio literário português, pelo menos enquanto autor publicado em editoras com visibilidade. Uma ausência que durou até há poucos anos. Isso causou-lhe mágoa?
Mágoa, não. Deu-me pena. Não por mim, mas pelos meus compatriotas. Então um sujeito está lá na Holanda, faz umas coisas decentes, e eles não o querem?

E agora? Mesmo tardio, sente-se feliz pelo reconhecimento que a sua obra obteve finalmente em Portugal?
Sim. Foi uma espécie de acaso, mas ainda bem que aconteceu. Agora não tenho razões de queixa.

"Um dia, o jornalista Novais Teixeira, meu mentor, disse-me que ia entrevistar uma garota nova. Era uma tal de Sophia Loren. Pareceu-me espalhafatosa, mas não muito inteligente”

Ao fim de 60 anos a viver na Holanda, o que é que mudou no José Rentes de Carvalho?

No essencial, não mudou coisa nenhuma. Tornei-me foi mais capaz de compreender, ou aceitar, opiniões que sejam opostas à minha. Perdi alguma daquela bruteza, daquela maneira definitiva de ver as coisas.

Isso quer dizer que ficou menos português?

Não! Talvez até seja mais do que era.

Apesar das muitas desilusões, nunca deixou de vir a Portugal.

Oiça, esta é a minha terra. Esta é a minha gente. Eu vivo em grande conforto na Holanda, mas lá não tenho este chão.

O chão de onde veio.

É onde eu pertenço.

Estamos numa casa que foi do seu avô.

Sim. Um homem que eu não cheguei a conhecer, porque morreu aos 43 anos, dois anos antes de eu nascer. Ele fez esta casa para a filha, mas mais ainda para mim, para o neto, porque ele tinha a certeza de que ia ter um neto. Era sapateiro e construiu a casa no seu tempo livre, sozinho.

Falou há pouco do acaso. Que lugar é que ele teve na sua vida?
Enorme. Tenho um respeito tão grande pelo acaso que até tremo. Por exemplo, eu sempre achei que a literatura estava muito acima da craveira que eu podia alcançar. Ainda hoje isso me provoca uma espécie de acanhamento. E se venci os meus bloqueios, devo-o justamente ao acaso. Como já disse, entreguei o manuscrito do meu primeiro livro ao Novais Teixeira. Se ele não tivesse mexido os cordelinhos, o manuscrito tinha desaparecido. Eu nem sequer tinha uma cópia.

E nesse caso talvez hoje não fosse escritor.

Não era certamente. Teria sido apenas professor. Ficava lá na universidade, quietinho.

Os críticos literários reconhecem-lhe o uso de um português de lei, inventivo, rigoroso, com requintes de estilo. A escrita dá-lhe prazer?

Não. É obrigação. Sinto uma obrigação de manter o significado, de manter a riqueza do idioma. De encontrar harmonia, no sentido musical. E ritmo.

Dá muito trabalho?

Dá. Por isso escrevo pouco. Parto de uma ideia, de uma personagem, de um acontecimento. E depois há uma construção, quase toda mental. É feita à noite, na cama. Ou nos momentos em que me abstraio.

"Limpar um texto dói, porque é trabalho que se deita fora, mas é essencial. Às vezes até exagero nessa depuração, mas prefiro que tenha mais osso, reduzo ao máximo a palha”


Escreve todos os dias?

Não. Posso estar horas seguidas à volta de um texto e depois não escrever uma linha durante semanas. Não me imponho prazos, nem planos nem esquemas. O meu grande problema, depois de a coisa estar escrita, é começar a limpar. Este livro que saiu agora, “O Meças” [Quetzal], tem 180 páginas. Tinha umas 400. Limpar dói, porque é trabalho que se deita fora, mas é essencial. Às vezes até exagero nessa depuração, mas prefiro que tenha mais osso, reduzo ao máximo a palha.

A natureza humana é a principal matéria-prima do escritor?

Sim. As pessoas não se dão conta de que andam nuas. Não importa aquela máscara que põem, para corresponderem àquilo que se espera deles. Na maior parte dos casos, as pessoas são previsíveis. Não escondem tanto quanto julgam.

Logo no início do livro “Pó, Cinza e Recordações”, diz que uma das poucas vantagens da velhice é viajar no tempo, mas em marcha-atrás. O facto de já ter tido uma vida tão plena liberta-o da angústia do tempo?

Sim. Eu não tenho pressa de morrer. Mas aceito a realidade e isso dá-me um grande descanso. Não é um descanso falso. Vem de dentro.

Nos últimos anos, sobreviveu a um cancro muito grave e a outro problema de saúde que lhe dava uma probabilidade de sobrevivência baixa. De que forma é que essas doenças o marcaram?

Deram-me sossego. Foram momentos de aceitação. Venha o que vier, eu aceito. Sem temor, sem tristeza. Se tiver de chegar o fim, está bem.

E quando percebeu que se tinha livrado dessas ameaças? Sentiu alívio?

Não foi alívio. Foi curiosidade. Como se tivesse recebido uma recompensa.

Tem arrependimentos, remorsos? Olhando para trás, há coisas que preferia não ter feito?

Não, não, não. Je ne regrette rien. [Risos]


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2269 - 23 de Abril de 2016

Etiquetas

'Aquilo que eu não fiz' (1) 'LIKE A ROLLING STONE' VENDIDO POR 2 MILHÕES (1) ‘Cantata’ (1) "Barões" (1) "BREAKING BAD" É UMA DROGA (1) "Cousas sujas e feias" (1) “A gente tinha vergonha de perguntar” (1) “A vida é uma derrota” (1) “All Eyez on Me” (1) “Antes pobrezinho em Lisboa do que rico em Estocolmo” (1) “Carmina Burana” (1) “Dunas”: 3 videoclips e 1 polémica homossexual (1) “Fátima” (1) “Gente bonita come fruta feia”: as virtudes da imperfeição (1) “JESSICAGATE” — O FINAL CUT (1) “Micróbio e Gasolina”: a aventura da adolescência segundo Michel Gondry (1) “Missão Impossível – Nação Secreta” (1) “NÃO ME É FÁCIL VIVER COMIGO. PARECE QUE ESTOU SEMPRE EM GUERRA CIVIL” (1) “O Luzido Cortejo dos Fenianos” (1) “O MEU PRESENTE É O MAIS IMPREVISÍVEL DE TODOS OS FUTUROS” (1) “O Muro” (1) “O Pátio das Cantigas”: Ó Evaristo (1) “O princípio do fim”? (1) “Políticos Não se Confessam (1) “The Accountant – Acerto de Contas” (1) “Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia (1) “Vai Seguir-te”: sexo (1) “Velocidade Furiosa”: de onde vem essa possível comparação com “Star Wars”? (1) (Des)empresalizar o discurso político (1) #RIMCOMCOXA E A PELE DO JOELHO (1) 0 BENEMÉRITO (1) 0 ESTÚPIDO SR. SCHÃUBLE (1) 007 Skyfall (1) 1 (1) 1 DE FEVEREIRO DE 2044 (1) 10 anos depois (7) 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço (1) 12 Anos Escravo (1) 12 Horas para Viver (1) 1ª. Etapa Pontevedra - A Armenteira (1) 2001- Odisseia no Espaço (2) 2014: O REGRESSO DA ODISSEIA (1) 2015 (1) 24 de julio de 2012. (1) 2ª Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 3 (1) 3.a carta (1) 31 de Agosto (1) 360: A Vida é Um Círculo Perfeito (1) 3ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 4:44 Último Dia na Terra (1) 4a carta a Ludwing Pan (1) 4ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 5m80 (1) 7 Dias em Havana (1) 93 CARMO (1) 99 Casas (1) A lagartixa e o jacaré (5) A 'REFORMA DO ESTADO' (1) A "casa do elétrico" (1) A “Casa da Vilarinha” e as memórias de Oliveira (1) A 10.000 metros de altivez (1) A Academia das Musas (1) A ÁGUA DE MIJAVELHAS (1) A aldeia da roupa suja (1) A aldeia do Bom Sucesso (1) A ALEMANHA DOS ALEMÃES (1) A Alemanha e Portugal (1) A ALTERNATIVA (1) A arca de S. Pantaleão (1) A Arte de Amar (1) A árvore da forca (1) A árvore e o presépio (1) a atacar os seus inimigos comuns e a revelarem-se (1) A ATENÇÃO DAS MASSAS (1) À ATENÇÃO DE NUNO CRATO (1) A Avenida da Cidade (1) A BAÍA DAS SOMBRAS (1) A BANALIDADE DA PIPOCA (1) A banalidade do mal (1) A BARATA AMERICANA (1) A Bela e o Monstro (1) A Better Place (1) A bica dos olhos (1) A Caça (1) A calçada da Teresa (1) A caminho da sociedade policial (1) A caminho de Santiago… pela costa (1) A CARTA DE QUENTIN (1) A Casa da Câmara (1) A Casa da Fábrica (1) A CASA DA RODA (1) A CASA DO CORREIO-MOR (1) A casa do Senado (1) A casa mais antiga (1) A casa tremia! (1) A catedral portucalense (1) A CENA DO ÓDIO A MOURINHO (1) A cerca velha (1) A CIBERCONDRIA PODE MATAR (1) A CIDADE ATRÁS DO MURO (1) A cidade e os fidalgos (1) A CIDADE HAZUL (1) A CIDADE PLÁCIDA (1) A Cilada (1) A Cividade e as Hortas (1) A colina dos ofícios (1) A comunicação social não é politicamente neutra... (1) A confusão introduzida na vida pública (1) A construção de um Cunhal méli-mélo (1) A CONVERSA DO BANIF (1) A crise dos refugiados na Europa e na Síria (1) A CRUZ DAS REGATEIRAS (1) A DANAÇÃO DAS ALMAS (1) A Delicadeza (1) A Descoberta do Porto (1) À Descoberta do Porto (238) a direita coloca hoje a “realidade” (1) A DISNEYLÂNDIA DOS JIHADISTAS (1) a diva fugaz do Novo Cinema português (1) A dívida (1) A ECONOMIA DO HOSTEL (1) A Emigrante (1) A entrada do Bonjardim (1) A ENTREVISTA DA PROCURADORA E A SEGURANÇA SOCIAL DE PASSOS COELHO (1) A época tola (1) A ERA DOS PARVOS (1) A ESCOLA É UM PALÁCIO (1) A Espera (1) A ESPLANADA DO CASTELO (1) A estação de S. Bento (1) A estalagem das Congostas (1) A ESTIGMATIZAÇÃO DA SOLIDÃO (1) A Europa (1) A EXCEÇÃO AMERICANA (1) A EXPLOSÃO DA NOITE (1) A falência moral do capitalismo (1) A FAMÍLIA DISFUNCIONAL FAVORITA DOS PORTUGUESES (1) A farsa dos debates presidenciais (1) A febre das pulseiras dos elásticos (1) A feira do pão (1) A festa dos Reis (2) A FICÇÃO GREGA (1) A FILHA (1) A fonte das Congostas (1) A fonte dos Ferreiros (1) A FORÇA DA VERDADE (1) A forca do concelho (1) A fotografia (1) A FRAGA DOS PELAMES (1) A FRAUDE DO FREEPORT (1) A GAFE DO PAPÁ (1) a gatuna mais famosa do século XIX (1) a gatuna pianista (1) A gelatina e o muro (1) A Gertrudes do Estanislau (1) A Grande Beleza (1) A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS (1) A Grécia de joelhos e o mundo de pantanas (1) A GUERRA A ORIENTE (1) A GUERRA JÁ CÁ ESTÁ. ESTÁ NO MEIO DE NÓS (1) A herança de Barroso (1) A histeria das classificações (1) A história como violação da gravidade (1) A história não perdoa (1) A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA (1) A IDADE DA CONFIANÇA (1) A Idade do Rock (1) A IGREJA DE SANTO ILDEFONSO (1) A ILHA DOS CÃES (1) A importância de algumas coisas (1) A Infância de Um Líder (1) A interessante e interessada apatia face aos offshores (1) A JIBOIA DE NOSSA SENHORA (1) A judiaria nova (1) A JUDITE É BIOSSUSTENTÁVEL? (1) A Juventude (1) A lagartixa e o jacaré (176) A lagartixa e o jacaré - Alternativas (1) A lagartixa e o jacaré - O Método (1) A Lagartixa e o jacaré - Parado e... inundado de incompetência (1) A lagartixa e o jacaré - Regressar aos mercados em 2013 (1) A Lagartixa e o Jacaré - Vem aí mais um (1) A Lagartixa e o jacaré. O Híbrido (1) A LAGOSTA (1) A Lancheira (1) A LATA DO BLATTER (1) A Linguagem do Coração (1) A livraria que deixara de ser livraria e quer voltar a ser livraria. Livraria Lello (1) A loucura dos grandes (1) A MÃE D'ÁGUA (1) A MÃE DE TODAS AS GUERRAS (1) A Maior Flor do Mundo | José Saramago (1) A mais antiga rua do Porto (1) A Mamã (1) A MANA VENDEU A TAP (1) A MÁQUINA DE CORTAR FIAMBRE (1) A marcação de território do macho ressabiado (1) A MATEMÁTICA DO CASAMENTO (1) A meditação não funciona (1) À memória de Miguel Veiga: já não se fazem muitos assim (1) A MENINA DE ALEPO (1) A Missão (1) A Moral Conjugal (1) A MORTE DA CULTURA LITERÁRIA (1) A MORTE GLOBAL (1) a mulher que arranca monstros do barro (1) A MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ A MUDAR (1) A MÚSICA QUE EMBALA O MUNDO (1) A NATUREZA DA ESQUERDA (1) A nova Internacional (1) A Nova Normalidade (1) A Odisseia (1) A OUTRA (1) a outra Dulce Pontes (1) a P e B (1) A parte invisível do muro (1) A partidocracia em todo o seu esplendor... (1) A PASTA DE DENTES (1) A PEREGRINA (1) A Pesca do Salmão no Iémen (1) A PICOTA E O PELOURINHO (1) A política do alho-porro (1) A PONTE DO POÇO DAS PATAS (1) A Ponte dos Espiões (1) A popularização da economia (1) A PORTA DA CASA DE BANHO (1) A PORTA DAS VIRTUDES (1) A Porta do Sol (1) A poucos meses do glorioso 1640 (1) A Praça da Batalha (1) A Praça da Erva (1) A PRAÇA DA FEIRA DO PÃO (1) A PRAÇA DA RIBEIRA (1) A Praça de S. João (1) A Praça do Infante (1) A PRAXE É DOS TOLINHOS (1) A pretexto do Brasil (1) A primeira manifestação do sindicato do Governo (1) A PRIMEIRA MULHER (1) A prisão e o poder (1) A PROPÓSITO DA WEB SUMMIT (1) A Propósito de Llewyn Davis (1) A PROSTITUTA E O ASNO (1) A PULSEIRA FIT VAI MANDAR NA HUMANIDADE (1) A QUEDA E AS INSTATEENS (1) A QUEDA É LIBERTADORA (1) A QUESTÃO DO GLÚTEN (1) A Quietude da Água (1) A QUINTA DA PONTE (1) A quinta do Covelo (1) A quinta dos Huetes (1) A Rapariga de Parte Nenhuma (1) A RAPARIGA DINAMARQUESA (1) A Rapariga Que Roubava Livros (1) a realizadora que também vendia queijos (1) A redacção da vaca a bombar (1) A REFORMA DÁ UMA NEURA TERRÍVEL (1) A refundação (1) A religião do mal? (1) A rendição do jornalismo (1) A resistência dos "estranhos companheiros de cama" (1) A responsabilidade dos “não há alternativa” no ascenso do populismo (1) A Rua da Fábrica (1) A Rua da Rainha (1) A Rua das Congostas (1) A rua das meninas bonitas (1) A Rua de Belomonte (1) A Rua de Cimo de Vila (1) A RUA DE ENTRE VENDAS (1) A Rua de Sobre-o-Douro (1) A Rua do Bispo (1) A Rua do Miradouro (1) A rua do Ouro (1) A Rua dos Brasileiros (1) A RUA DOS CANOS (1) A Rua dos Carapuceiros (1) A Rua dos Clérigos (1) A RUA DOS FERRADORES (1) A RUA DOS LAVADOUROS (1) A Rua dos Moinhos (1) A Rua dos Quartéis (1) A RUA ESCURA (2) A saga das avaliações (1) A Saleta do meio (1) A SÉRIE E A CIDADE (1) A Seta - André Sardet e Mayra Andrade (1) A Suécia (1) A SUICIDADA DA SOCIEDADE (1) A Teia de Gelo (1) A tempestade perfeita (1) A torre das Virtudes (1) A ULTRA DIMENSÃO (1) A união nacional (1) A VAIA DE ISTAMBUL (1) A van da minha avó (1) A VELHA LUTA DE CLASSES (1) A VERDADE DÓI (1) A Viagem dos Cem Passos (1) A Vida de Adèle (1) A vida de uma lenda (1) A Viela da Neta (1) A Viela do Açougue (1) A VIELA DOS POÇOS (1) A Vila Baixa (1) A VINGANÇA COME-SE QUENTE (1) A VINGANÇA DE NAPOLEÃO (1) A Visita (1) A VOZ DA RESISTÊNCIA (1) ACABEM DE VEZ COM OS ZOMBIES (1) Academia Contemporânea do Espetáculo/ACE-Teatro do Bolhão (1) Acelerar num beco sem saída pensando que é uma auto-estrada (1) Acertar nas previsões (1) Acima de tudo a liberdade (1) ADEUS (1) AEROPORTO DO PORTO pORTO (1) AFASTA DE MIM ESSA COZINHA (1) AFIAR O MACHADO (1) AFIRMEMOS A IGUALDADE DE GÉNEROS SEM TEMORES (1) Afurada (1) AGNUS DEI (1) Agora ou Nunca (1) AGRADECIMENTO HUMILDE AO GOVERNO PELO ANO FABULOSO QUE SERÁ 2013 (1) ÁGUA (1) Aguda (1) Aguenta-te aos 40 (1) Agustina Bessa-Luís (1) Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança (1) AI O CAR_ _ _O! (1) Ainda é possível mudar o mundo (1) Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles (1) ALENTEJO (1) Alfredo Barroso (1) Alfredo Cunha (9) Algumas notas sobre as autárquicas (1) (1) Ali - O Caçador (1) ali tão longe! (1) Alice (1) ALLAHU AKBAR (1) alô (1) Amanhã (1) Amanhã mandam elas! (1) Amar (1) AMAR A ALEMANHA (1) Ambiente (1) american girl in italy Assédio ou diversão? (1) American Honey (1) AMI (3) Amigos Improváveis (1) Amnésia (1) Amor (2) Amor Impossível (1) AMOU-ME E DEIXOU-ME (1) Amour (1) Amy (1) Ana Moura (3) ANA PAULA VITORINO “A MINHA PREOCUPAÇÃO FOI DIZER A ANTÓNIO COSTA QUE TINHA CANCRO E ESTAVA DISPONÍVEL PARA SAIR” (1) Anabela (1) Anabela Moreira (1) Anabela Natário (13) Anael (1) Análise ou vontade (1) André Sardet (1) Angelina Jolie (1) Angola (4) ANGOLA ME LIGA (1) ANIKI-BÓBÓ (1) ANIMAÇÃO (1) Animação 3d (1) Animais (2) Ano Novo? (1) Anomalisa (1) Anomalisa. Os autómatos disfuncionais da terra dos call centers (1) ANSELMO RALPH (1) ANSELMO RALPH O que o faz correr? (1) Antes da Meia-Noite (1) ANTES DE ÁLVARO DEPOIS DE SIZA (1) ANTIGO GOVERNO CIVIL (1) Antoni Gaudí (1) António Barroso (2) António Costa (1) António Guterres (1) ANTÓNIO LOBO ANTUNES (2) AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ O PESSOAL DA BANCA (1) Ao portão (1) Ao tanger do sino (1) APALERMADOS (1) APESAR DE MAL COMPREENDIDO (1) Apostas (1) APRENDAMOS A POBREZA COM OS POVOS DA PAPUA E SIGAMOS O SEU EXEMPLO (1) Aquário da Aguda (1) Aquarius (2) AQUI HÁ CATFISH (1) ÁRABE? LATINO? TUGA? SUSPEITO! (1) Arcade Fire (1) ARGVS Luísa Amaro (1) Aristides de Sousa Mendes (1) Arnaldo Trindade (1) Arquipélago das Berlengas (1) Arquitectura (2) Arquitetura (1) Arte (8) ARTIGOS PARA ENTREGA IMEDIATA E DE UTILIDADE EVIDENTE PARA O GOVERNO (1) AS AVENTURAS DE UM “AVÔ” NUMA STARTUP (1) As balizas do rio Douro (1) AS BARREIRAS DA CIDADE (1) AS BEBÉS MUTILADAS DA GUINÉ (1) AS CARMELITAS DESCALÇAS (1) As Cinquenta Sombras de Grey (1) As coincidências não são apenas coincidências (1) AS COISAS COMO SÃO (1) AS CONGOSTAS (1) As desculpas insuportáveis dos meninos de Torremolinos (1) AS DUAS FACES DE PAULA REGO (1) As eleições mais participadas (1) As eleições que não foram europeias (1) AS ELITES (1) As elites bem falantes ou as noções básicas de democracia (1) AS EMPRESAS DO PASSOS (1) AS ESCADAS DA ESNOGA (1) As escadas das padeiras (1) As escolhas de um congresso (1) As feiras da praça (1) As fotografias em que Malkovich é... tudo (1) AS GAMBAS (1) As hortas do Reimão (1) AS JANEIRAS MAIS OS REIS (1) As judiarias portuenses (1) AS LÁGRIMAS DE CROCODILO (1) AS MAIORIAS E O VESTIDO (1) AS MÃOS E OS FRUTOS (1) AS MENINAS E AS MÃES (1) As Mil e Uma Noites: Volume 1 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 2 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 3 (1) AS NAILS DAS BARBIES (1) As necrologias (1) As Neves do Kilimanjaro (1) AS NOSSAS MALALAS (1) As Nuvens de Sils Maria (1) AS OUTRAS ESTRELAS DO EURO (1) As páginas perdidas da história do Boavista (1) AS PALAVRAS (1) AS PEÇAS QUE NUNCA ENCAIXARAM (1) AS PIN-UPS DO FEMINISMO (1) As ruas de Belomonte (1) AS SENTENÇAS (1) As Sufragistas (1) AS TOLERADAS (1) As trombetas do poder (1) Às vezes (1) As Voltas da Vida (1) ASSASSINO DE DINOS (1) Até à Eternidade (1) Até ao Verão (1) até não sei quando (1) Até que o Fim do Mundo nos Separe (1) Athos (1) Atlântida (1) atrizes (1) Audi R8 X Kawasaki Ninja ZX10R X Suzuki GSXR1000 (1) Automóveis (1) Aveleda (1) Avelino Carneiro (1) Avelino Carneiro e o Teatro de revista (1) Avenida Sidónio Pais (1) Aviso a tempo (1) Axilas (1) BAIRRO DO RIOBOM (1) BALANÇO CINEMA (1) Banca (1) Bandalusa (1) BANGLADESH (1) BARALHOS MARCADOS (1) Barbara (1) Barry Lyndon (1) BASTA DE HISTORIETAS DE CASAIS (1) BATALHAS PERDIDAS (1) Beber e Cantar (1) Beco de S. Marçal (1) Bel Ami (1) BELEZA AMERICANA Carey Fruth (1) Bellamy (1) Bernie - Morre e Deixa-me em Paz (1) BES SEGUE PRA BINGO (1) Best Youth (1) Bestas do Sul Selvagem (1) Beyoncé (1) Big brother: movimentos bancários de 1000 euros passam a ser investigados (1) BISPOS E FRADES (1) BLÁ (1) BLÁ DO B.H.L. (1) Black Mass – Jogo Sujo (1) Blue Jasmine (1) BOAS FESTAS (1) Boavista (1) Boavista Futebol Clube (1) BOB DYLAN (2) Bolero (1) Bolero De Ravel (1) Bom Natal (1) Bom Sucesso (1) BOND (1) BONITO E RICO (1) Boyhood - Momentos de uma Vida (1) Braga (1) brancos (1) Brandi Carlile (1) Brandi Carlile - The Story (1) BRANGELINA E O FIM DOS POWER COUPLES (1) BRASIL COLLORIDO (1) Brasília (1) Brave - Indomável (1) BREAKING BAD (1) BREXIT BLUES (1) Bridesmaids (1) BRING BACK OUR GIRLS (1) Brit Floyd (1) Bruxelas quer... (1) BUD SPENCER (1) BUDISTAS E CAPITALISTAS FELIZES (1) BUTE RING FENCING AÍ? (1) Caçadores de Cabeças (1) CADA VEZ MAIS ESTÚPIDOS (1) Café da Porta do Olival (1) CAFÉ MAJESTIC (1) Café Society (1) CAGALHOTO: O NOVO HERÓI DE LISBOA (1) Cais de Gaia (1) Calçada da Natividade (1) CALÇADA DAS CARQUEJEIRAS (1) Câmara Municipal do Porto (1) CAMARADAS E CAMARADOS (1) CAMILO PERDEU-SE POR AQUI... Nissan (1) Caminho Português (3) Campanhã (1) Cancela da Velha (1) Canidelo (1) Canidelo e Madalena (1) Cannes 2012 (1) CANSARAM DE SER SEXY? (1) Cântico dos Cânticos (1) Caos irrevogável ou ordem revogável? (1) CAPELA DE S. SEBASTIÃO (1) CAPELA DE SANTO ANTÃO (1) Capital Humano (1) CARA DE ENJOADA. FALSA OU VERDADEIRA? (1) Caridade e solidariedade (1) Carl Orff (1) Carlos Alberto (2) Carlos Luís Ramalhão (1) Carlos Tê (1) Carminho (1) CARNAVAIS (1) Carnaval (1) Carol (1) CAROL | TODOS OS ADULTOS TÊM SEGREDOS (1) Carqueijeiras (1) Carrie (1) CARRIE FISHER 1956-2016 (1) CARTA A DOM ISALTINO (1) Cartas Abertas (4) Cartas da Guerra (1) Cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Carvão Negro (1) Casa da Música (1) CASA DE PAPEL (2) Casal e campo do Pombal (1) casas e salários penhorados já não são notícia (1) Cascata Sanjoanina Porto S.João (1) Caso Maddie (1) Castro (1) Cavalo de Guerra (1) Cavalo de Turim (1) Cavalo Dinheiro (1) Cedo Feita (1) CELEIROS DA CIDADE (1) Cemitério do Prado do Repouso (1) Cemitério novo do Olival (1) Censura (1) Censurar (1) César Deve Morrer (1) César! (1) Cesária Évora (1) CHEIO DE DANTAS (1) Chocolate (1) CHOCOLATE É PECADO (1) Ciclo Interrompido (1) Cidade Dividida (1) Cidade do Porto (340) CIMA DO MURO (1) Cinema (468) CINEMA À 5ª (1) Cinema Batalha (1) Circo sem animais: deixar de fora “quem não escolheu estar ali” (1) Claques (1) Clara Ferreira Alves (204) Clash (1) CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI” (1) Clérigos e 31 de Janeiro (1) Clint Eastwood (1) CLÓRIA (1) Cloud Atlas (1) COISAS QUE NINGUÉM SABE E QUE ME APETECE PARTILHAR CONVOSCO (1) Coisas que nunca mudam (1) Colégio de órfãs (1) Coletânea de imagens sobre o Porto (1) COM A CABEÇA NA NUVEM (1) com o PCP)... (1) COM RETICÊNCIAS (1) COMANDOS (1) Combater Trump todos os dias (1) Comendador Marques Correia (39) Comendador Marques de Correia (13) Como chegar a deputado (1) Como é que eu faria? (1) COMO É QUE ISTO NOS ACONTECEU (1) COMO EU AJUDEI O PEDRO (E O PASSOS COELHO) A REMODELAR O GOVERNO (1) COMO FALAR BANALIDADES (1) COMO FAZER UMA LEI TÃO CLARINHA (1) COMO HOLLANDE SALVOU A EUROPA DE UMA TOTAL CATÁSTROFE NEOLIBERAL (1) COMO ÓSCAR E CABÍRIA (1) COMO PASSOS PODE FAZER UMA REMODELAÇÃO COMO NUNCA NINGUÉM VIU (1) COMO POR O POVO A PAGAR IVA SEM RECORRER A TRUQUES BARATOS (1) COMO UM TAL SÓCRATES RECONQUISTOU O PODER “AQUI MUITO HÁ RECUADO” (1) Como Um Trovão (1) COMUNISMO CHANEL (1) Concerto de Aranjuez (1) CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE (1) CONDENADOS À MORTE (1) CONDENADOS À MORTE 2 (1) CONDENADOS À MORTE 3 (1) CONDENADOS À MORTE 4 (1) CONDENADOS À MORTE 5 (1) Confissões de um animalicida (1) Confusion de Confusiones (5) Confusões sobre a violência (1) conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las (1) CONTRA TOLERÂNCIAS (DE PONTO) (1) Contrbando (1) Convento Corpus Christi (1) CONVERSA AMENA COM UM SENHOR COM QUEM É RARO TER CONVERSAS AMENAS (1) CONVERSA COM O ESPÍRITO SANTO A PROPÓSITO DO MUITO QUE TEM POR FAZER (1) CONVERSA DE UM VELHO CONFUSO (1) Corações Perdidos (1) Córdova (1) Corpo Celeste (1) CORRER A CHOQUES ELÉTRICOS (1) Cortinha sobre o monte (1) Cosmopolis (1) COSTA SENTADO NO BANCO (1) CR desprezou Hollande e gozou o prato (1) CRIARAM O FITNESS DARWINIANO (1) Crime à Segunda (10) Crime e Pecado (1) CRIMES CONTRA MULHERES (1) Crimson Peak: A Colina Vermelha (1) CRISE DE MEIA IDADE (1) Crónica Urbana (31) CROSSFIT (1) Cuba (1) Culpa do ratíng "lixo" é de Portugal ser uma democracia... (1) Curta-Metragem (1) D. Hugo e o Burgo (1) da “América profunda”. E Trump eleito (1) DA ALEMANHA À CHINA DE COMBOIO (1) Dá cá dinheiro para pôr a render... para os meus amantes (1) DA LALOFOBIA (1) da mina sobram relatos de sangue (1) DAD BOD ESTÁ NA MODA? (1) DAESH (1) Dama de Ferro (1) Dança (2) Daniel Oliveira (1) Daniel Pinheiro (1) DAQUI EM DIANTE ACABOU O PORTUGAL POBRE. SOMOS RICOS (1) Dave Brubeck (1) David Bowie (1) De Aguardenteira a incendiária (1) De Camionete (1) DE COMO O CRONISTA RESOLVE INVOCAR O PENSAMENTO DE JERÓNIMO DE SOUSA (1) DE FRALDAS EM LISBOA (1) de João Canijo: “Não é possível representar uma peregrinação sem a fazer” (1) DE MEIA-LECAS A LECAS (1) DE MIUDEZAS ESTAMOS TODOS FARTOS (1) De noite todos os gatos são pardos (1) De Olhos bem Fechados (2) DE QUE SÃO FEITOS OS RICOS? (1) DE ROUILLE ET D'OS (RUST AND BONE) (1) DE TORREMOLINOS A LLORET E CANCÚN (1) Dead Combo (1) Debaixo da Pele (1) DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL (1) Decorações de Natal (1) Defuntos (1) deitou-lhe as mãos e… matou-o (1) Demolição (1) Dentro de Casa (1) Depois das lágrimas (1) Depois de Maio (1) Descansem (1) descansem e depois queixem-se (1) Descaradamente Infiéis (1) Desejamos a todos bom Natal e bom ano (1) Desespero (1) DESFADO (1) Desligados (1) DESPEDIDO (1) DESPOJOS DO TARRAFAL (1) Desporto (4) DESSA GUERRA TANTAS VEZES SILENCIADA (1) Deste Lado da Ressurreição (1) DETROIT CIDADE-FANTASMA que já está a renascer (1) DEU-ME ASAS (1) Deus abençoe Clint (1) Deus Branco (1) DIÁRIO DE UM HOMEM INFORMADO (1) diário de um psiquiatra (25) Dicionário dos nossos dias (1) diga qualquer coisa (1) diga-se de passagem (1) Dino d´Santiago (1) Disturbed (1) Divine Shape (1) Divine Shape: O Inverno do Porto mudou a minha roupa (1) DIZ O MELHOR VENDEDOR DE LEGUMES DA PRAÇA (1) dizem eles (1) DJANGO LIBERTADO (1) do glamour à decadência (1) do lado de Gaia (1) DO LESTE E DO OESTE (1) Do Olival a Cedofeita (1) DO SOCO (1) DO VALE TUDO AO MMA (1) Documentário (14) Dois Dias (1) Dois Papas e a lei da vida (1) DOIS TELEMÓVEIS É COISA DE CRETINO (1) DON’T LIKE IT (1) DONALD (1) DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS (1) Donos e Portugal (1) dos Led Zeppelin (1) Douro (1) Downton Abbey (1) Duas cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Duas variações sobre um enamoramento (1) Durante muito tempo vai deixar de haver notícias (1) duvido muito (1) é a condução política do PSD (1) É A FALTA DE CULTURA (1) É A PIOLHEIRA (1) É A PIOLHEIRA TOTAL (1) E Agora (1) E Agora Invadimos o Quê? (1) E agora os Reis (1) E agora? Lembra-me (1) É bem feito! (1) É BIRKIN DA PARTE DA ATRIZ OU DA CARTEIRA? (1) E ELE NEM SEQUER ERA AMERICANO (1) É EMOJIEXCLUÍDO? (1) É HUMANA! (1) É mau para o Governo falar demais (1) É MAU RAPAZ OU UM ESTETA? (1) É melhor não saber (1) É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo? (1) E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado (1) É SER POBRE (1) E TIROU-LHE O SONO (1) E tudo Costa ganhou (1) É vê-los a defender os seus (1) E-REFUGIADOS RECEBIDOS COM E-MOJIS (1) economia (8) Éden (1) Eduardo Gageiro (2) EDUARDO GAGEIRO “SÓ NÃO VOU COM A MÁQUINA PARA O CAIXÃO’’ (1) Egg Parade (1) EIS O ESTADO DE DIREITO (1) Ela (1) Ele até pode matar a mãe (1) eleito o melhor riff de sempre (1) Elementos Secretos (1) Elena (1) Elena Ferrante (1) Eles fazem a guerra em tempos de cólera (1) Eli Wallach (1) Elíades Ochoa (1) Elogio das autárquicas (1) Elysium (1) EM BUSCA DA INFLUÊNCIA PERDIDA (1) Em Câmara Lenta (1) Em Canelas dá-se outra missa (1) EM DEFESA DA RESSACA (1) EM DEFESA DO DOUTOR RELVAS (1) EM DEFESA DO GHOSTING (1) em manutenção (57) Em nome de Deus e em nosso nome (1) Em Parte Incerta (1) EM PREFACIADA CAVAQUEIRA (1) EM TEMPOS DE CRISE (1) EM VEZ DE RELEMBRAR SEMPRE OS GALHOFEIROS (1) Emir Kusturica (1) EMIR KUSTURICA “A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR” (1) EMMANUEL MACRON (1) ENGANEI-ME (1) Enquanto Somos Jovens (1) Enriqueci­mento (1) Então governantes (1) ENTER PHILIP ROTH (1) entramos no tratado orçamental (1) ENTREGUES À BICHARADA (1) Entrevista a Xana dos Rádio Macau (1) ERA ASSIM (1) era assim que eu faria (1) ERAM TÃO SUAVES (1) ERGUEI-VOS CONTRA O STITZPINKLER (1) ESCRAVO. DESAPARECIDO. HERÓI. GOSTAVA DE CR (1) ESCREVER CONTRA O TEMPO (1) Escrever sobre a crise (1) ESCRITA POR ALGUÉM QUE GOSTASSE DELA (1) Esperou que o marido adormecesse e deu-lhe quatro tiros (1) Espigueiros no Soajo (1) ESPIOLHAR 0 SEU FB FECHADO? FÁCIL! (1) esquerda dura e esquerda violenta (1) Esquerda mole (1) ESSE DESCONHECIDO CHAMADO JESUS (1) ESSE REFRIGERANTE COM GÁS (E MUITA MÚSICA) (1) ESSES CÃES DE ATENAS (1) está alguém a governar? (1) Esta desesperante ausência de luz (1) ESTA NOITE SONHEI COM POMAR (1) Esta Terra É Nossa (1) Estação da Rua de Alexandre Herculano (1) Estação Litoral da Aguda (1) ESTADO DE COMA (1) Estamos todos fracturados (1) estás perdoado (1) ESTE DESGRAÇADO PAÍZ (1) Este é apenas um muito genérico anúncio de um problema das democracias... (1) este filme foi a maior loucura que todas nós (1) ESTES GAJOS NÃO SABEM FAZER REFORMAS E DEPOIS DÁ NISTO! SIGAM O QUE EU DIGO! OK? (1) ESTES IDIOTAS SOMOS NÓS (1) ESTES TIPOS SÃO PIEGAS E NEM UMA PORCARIA DE CRISE SABEM RESOLVER (1) Estou de Consciência tranquila (1) ESTUDO SOCIOCIENTIFICO: COMO DEVE SER GERIDA A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL? (1) Estufa da Quinta da Lavandeira (1) Estufa do Parque da Lavandeira (1) ESTUPIDEZ COLETIVA (1) ESTÚPIDO (1) Ettore Scola (1931-2016) O cineasta do amor por Itália (1) EU ACHO QUE O EURO É PARA DAR CABO DE NÓS. E AGORA HÁ PROVAS (1) EU DEVO SER O ÚNICO (1) EU E TU (1) EU GOSTAVA QUE ESTA DÉCADA TIVESSE ACABADO (1) Eu não sei onde se vai legalmente buscar tanto dinheiro… (1) Eu quero lá saber das regras europeias e do défice do tratado orçamental (diz agora Renzi) (1) EU RADICAL ME CONFESSO (1) EUA (1) Eugénia Lima (1) EUROPA (1) Eurovisão (1) EUTANÁSIA (1) EVAPOROU-SE (1) Excisão (1) Explicado (1) Extremamente Alto (1) Eyes Wide Shut (1) F.C.Porto (2) Faina Fluvial (1) Fake analysis (1) FALAR DOS POBRES (1) FALEMOS DO NATAL (1) Falências (1) FALHAR A REVOLUÇÃO (1) FALTA É UM BANCO BOM (1) Fantasmas da Segunda Guerra Mundial (1) Fátima (1) Fátima de manhã (1) FAZ DE CONTA (1) FAZER SANGUE (1) FC PORTO | SÉRGIO CONCEIÇÃO (1) FC Porto: Estes romanos são loucos - e são poucos (1) FEIRA DO PÃO (1) Feira dos Moços e Moças (1) FEITIÇOS AFRICANOS (1) FELICIDADE TABACO E PONTO G (1) Félicité (1) Fernando conhecia Gisberta desde os seis anos. Porquê agredi-la? (1) Fernando Lopes (1) Ferrugem e Osso (1) FESTA DO AVANTE; A FESTA EM QUE SE VÊ A FORÇA DO PC (1) fica tudo na mesma (1) FICHEIROS SECRETOS (1) Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica (1) Fidel de Castro (2) FIDGET SPINNER (1) Filinto Melo (1) FILIPINAS NÃO (1) Filomena (1) Fim-de-semana em Paris (1) FIQUEM LÁ COM O PODER (1) FISCO: O silêncio dos falsos liberais (1) FIZ-ME À VIDA (1) fizemos por um realizador (1) Florbela (1) Flores (1) FLORIDA DA EUROPA (1) Foge (1) FOGO E FÚRIA (1) FOI BONITA A FESTA (1) FONTES E CHAFARIZES (1) Fontinha e Fontainhas (1) FORA DE JOGO (1) Força Maior (1) FORMAS DE REFORÇAR A COESÃO DO GOVERNO NUM MOMENTO DIFÍCIL (1) Fornos da cidade antiga (1) Fotografia (20) Fotografia SlideShow (36) Fotojornalismo (1) FRACO CONSOLO (2) França (2) FRANCISCA VAN DUNEM (1) FRANCISCO LOUÇÃ “SOU INCANSÁVEL” (1) FREI BENTO (1) Frei Bento Domingues (1) Fuegos del Apóstol (1) Fun (1) futebol à tarde e à noite (1) FUTURO MAIS QUE IMPERFEITO (1) Gabriel García Márquez (1) Gaia (1) Galinha Com Ameixas (1) Gangsters à Moda Antiga (1) GASPAR (1) GASTÃO (1) Gaudí (1) Gelo Fino (1) Genesis (1) GENTIL MARTINS “NÃO ME SINTO NO PAPEL DE DEUS” (1) geólogo e agrimensor na Austrália (2) Germano Silva (263) Germano Silva - Historiador (1) GERMANO SILVA “Por trás de cada fachada do Porto há uma história desconhecida ou insólita” (1) GERMANO SILVA O contador de segredos do Porto (1) Gett: O Processo de Viviane Amsalem (1) Giraldinha (1) Gisberta (8) GOELAS DE PAU (1) Golpada Americana (1) GRAÇAS A DEUS (1) graffiti (2) Gralheira (1) Grand Budapest Hotel (1) Granulomatose com poliangeite (1) Gravidade (1) Grécia e Ucrânia: Europa (1) Greve dos professores (1) Grilo da Zirinha (1) Gru — O Maldisposto 3 (1) Guilhermina Adelaide (1) HÁ 180 MIL NÓS DE GRAVATA (1) há 40 anos (1) HÁ ANOS IRREPARÁVEIS (1) HÁ HOMEM (88) HÁ MILAGRES (1) HÁ MORTE PARA ALÉM DO DÉFICE (1) Há uma coisa com que concordo com Passos Coelho (e (1) HÁ VIDA NOVA NA RUA DAS FLORES (1) Hannah Arendt (1) HANNAH ARENDT E NÓS (1) Hélder Pacheco (1) Henrique Monteiro (1) HER (1) HETEROS E HOMOS (1) Hillary Clinton (1) História (1) História de um ribeiro (1) Histórias da Cidade (2) Histórias portuenses (2) Hitchcock (1) HOJE É DIA DE ATIRAR UM MIGUEL PELA JANELA E DEVEMOS HONRAR O DIA (1) Hollywood entre Deus e os comunistas (1) homem (1) Homem Irracional (1) HOMEM? NEUTROIS? PANSEXUAL? DOIS ESPÍRITOS? (1) Homenagem a Eugénia Lima (1) HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS DO PORTO (1) Homens (1) HOMENZINHOS (1) HONRAR OS ESGALHADOS (1) Horto das Virtudes (1) Hospital do Santo Cristo (1) Hugo (1) Humanos (1) Humanos - Quero é Viver (ao vivo no Coliseu) (1) Humor (11) I AM AMERICA AND SO CAN YOU (1) I´m in love with Porto (1) Ida (1) Idade à Flor da Pele (1) IDEIAS MATINAIS REQUEREM DUCHE (1) IGREJA DE SANTA CLARA (1) Igreja dos Clérigos (1) Igreja e Torre dos Clérigos (1) Ilha de Midway (1) Imagens menos conhecidas da cidade do Porto (1) IMAGINA CÃO (1) imigração (1) IMPERATIVOS CATEGÓRICOS E KANT (1) INCÓGNITO (1) INCORREÇÃO FACTUAL E OUTRAS COISAS (1) Incrivelmente Perto (1) incumpri­mentos (1) INFIDELIDADE - DESEJO (1) Inglaterra (1) Inimigos Públicos (1) Interstellar (1) INVASÃO CHINESA (1) Invencível (1) Ir ao Porto (2) IRAQUE (1) Irmã (1) IRRELEVÂNCIAS (1) Isto é o Haiti (1) J. RENTES DE CARVALHO “NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER” (1) JÁ ÉS UM HOMEM! (1) JÁ NINGUÉM SE DESLIGA NAS FÉRIAS (1) JÁ PODE COMPRAR UNS SIX PACK (1) JÁ SÓ JÁ HÁ JORNALEIROS (1) Jackie (2) Janelas (1) Jardim da Cordoaria (1) Jazz (1) Jeanne Moreau (1) Jeanne Moreau | Candidinha foi-se embora (1) JEANS COM LAMA A 600 EUROS (1) Jeans não se lavam (1) JEFF BEZOS O (VERDADEIRO) DONO DISTO TUDO (1) Jersey Boys (1) JESUS VS. MOURINHO (1) João Duque (6) João Roberto (9) João Salaviza (1) Joaquín Rodrigo (1) Jobs (1) JOCOSA E EDUCATIVA (1) Jodie Foster (1) JON (1) Jorge Fernando (1) jornalista (1) José Augusto Rodrigues dos Santos (1) José Eduardo Agualusa (1) José Fonseca e Costa (1) José Gameiro (25) José Hermano Saraiva (1) José Mário Branco (1) José Pacheco Pereira (208) JOSÉ RODRIGUES (1) José Saramago (1) José Sócrates (1) JOSÉ SÓCRATES OU A FILOSOFIA PARA TOTÓS (1) JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA (1) Jovem e Bela (1) Joy (1) JÚLIO POMAR (1) JÚLIO POMAR “SOU UM BOCADO CANIBAL” (1) JUNK BOND (1) Justiça à portuguesa (1) JUSTICEIRA DO INSTAGRAM (1) Juventude (1) Kaossilator (1) KARL (1) Kátia Guerreiro e Anselmo Ralph - Não me toca (1) KEY WEST (1) Kingsman: Serviços Secretos (1) KOBANE É A NOSSA COBARDIA (1) Kogonada (1) Krzysztof Kieslowski: outra Europa (1) Kubrick (2) Kubrick 2001 odisseia no espaço explicada (1) kuduro (1) LA DOLCE VITA EM ERLANGEN (1) La La Land: Melodia de Amor (1) La vie en rose (1) LACRADO (1) Ladrões com Estilo (1) Ladrões Com Muito Estilo (1) Lagartixa NY: o que fica das eleições americanas ganhe quem ganhar (1) Lagoa de Bertiando e S. Pedro d´Arcos (1) LARGO DE SANTO ANDRÉ (1) Largo de Santo Ovídio (1) LARGO DO AMOR DE PERDIÇÃO (1) LARGO DO COLÉGIO (1) LARGO DOS NAVIOS (1) Lauren Bacall (1) Lavandeira (1) Lawrence da Arábia (1) LE BAIN TURC (D'APRÈS INGRES) DE JÚLIO POMAR (1) Le Havre (1) Led Zeppelin (1) Lendas do Crime (1) Leonard Cohen (1) Les jeux sont faits (1) Líbano (1) Lições práticas sobre assaltos (1) Lincoln (1) Lindsey Stirling (1) Linha do Norte (8) LISBOA E LIXO E TUDO (1) Lista completa com os 100 melhores filmes norte-americanos (1) Literatura (1) Livraria Lello (1) Livro (1) LIVROS (4) Locais de tertúlias (1) Locais infectos (1) Locke (1) LOIRAS E HIDROGÉNIO (1) Londres (1) Longe dos Homens (1) Looper - Reflexo Assassino (1) Lorde (1) Lore (1) LOUCAMENTE - DUAS MULHERES NA TOSCÂNIA (1) Louis Armstrong (1) LOURO PRENSADO É DROGA (1) LOVELACE (1) Luaty Beirão (2) LUATY BEIRÃO “JOÃO LOURENÇO JÁ GANHOU. MAS NÃO É UMA VITÓRIA JUSTA” (1) Luca Agnani (1) LUCKIEST GIRL ALIVE (1) Luís Pedro Nunes (164) Luís Portela (1) LUMBER SPORN E ESCANHOADOS (1) Lusitana expiação (1) LUTA DE CLASSES (1) Macacos e desencontros (1) Machete e a multiplicidade das vozes (1) Maçonaria (1) Mad Max: Estrada da Fúria (1) Madalena (1) MADAME LAGARDE MANDA (1) MADEIRA CONTRA MÁRMORE (1) Maggie (1) Magnífico Porto (2) Magnífico Porto 11 (1) Magnífico Porto 2 (1) Magnífico Porto 4 (1) Magnífico Porto 5 (1) Magnífico Porto 6 (1) Magnífico Porto 8 (1) MAILS E LEI LABORAL (1) MAIS DE 240 PORTUGUESES NAS OFFSHORES DO PANAMÁ (1) Mais exemplos para quem ainda não percebeu onde está metido (1) MAIS UM DRAMA SOCIAL PROVOCADO POR UMA MALDITA FOLHA DE EXCEL (1) MAIS UMA IDEIA ESTÚPIDA (1) Mais Uma Noite de Merda Nesta Cidade da Treta (1) Mais uma vez a política do engano (1) Mais uma vez é fácil enganar os mercadores da novidade (1) Making a Murderer (1) MAKING BRIDGES (1) MAL (1) Maléfica (1) Mamã (1) Manchester by the Sea (1) MANDA O CHANEL NOIR (1) Manda quem pode (1) Manifestações (1) Manoel de Oliveira (8) Manoel de Oliveira — Passos de Uma Vida‏ (1) Manuel Vitorino (4) Mapas para as Estrelas (1) Marcas na parede (1) MARCELO REBELO DE SOUSA Candidato presidencial “Serei politicamente imparcial (1) Marginal do Douro em Gondomar (1) Marguerite (1) Maria Antónia Siza (1) Maria Cabral (1) MARIA DE JESUS (1) Maria Filomena Mónica (2) Maria tcha (1) MARIANA MORTÁGUA "O PÉ ESTÁ NA PORTA E AGORA É PRECISO EMPURRAR" (1) Mariano Gago (1) Marine Le Pen (1) Mário Bismarck (4) Mário Soares (1) MÁRIO SOARES Sou um cidadão especial (1) Marionetas (1) Mariza (1) Marseille (1) Martha Marcy May Marlene (1) Marx (1) MAS AINDA VAI CONTINUAR POR UNS ANOS (1) MAS CHORO COM MÁGOA A PARTIDA DO SR. RELVAS (1) mas como é dos “nossos” não há problema (1) mas como é que se vive num País sem futuro? (1) MAS ESTOU À RASCA POR CAUSA DA CNE (1) mas não a outra face (1) mas não tanto (1) mas o destino a funcionar de uma forma não linear (1) mas o que é isto? (1) mas socialmente parcial” (1) MAS SOU A FAVOR DE UM ESTADO SOCIAL LOW COST (1) MAS SOU MODERNO (1) Mas... (1) Máscaras (1) Massarelos dos mareantes (1) MATA DUAS VELHAS OU UM NOBEL? (1) Mata-os Suavemente (1) MATARÁS! (1) MATRIX (1) Mayra Andrade (1) Mean Dreams - Sonhos Perdidos (1) mecanismos e mecanização (1) Mediterranea (1) Memórias de Minhas Putas Tristes (1) MENINOS (2) MERCADOS DA BAIXA (1) Mergulho Profundo (1) MERYL STREEP (1) Meu bom Pan (1) MEU CARO JOÃO SOARES (1) Meu caro Ludwig Pan (2) Meu caro Pan (2) Miguel Costa (1) Miguel Sousa Tavares (85) Miguel Veiga (1) MIGUEL VEIGA “Este PSD entristece-me e revolta-me” (1) MIL MILHÕES EM SUBMARINOS (1) Milagre no Rio Hudson (1) MILHÕES EM RISCO (1) Militância (1) Minas (1) Minha Alma Por Ti Liberta (1) MIRA DOURO (1) MISSIVA ENVIADA A JARDIM EXPLICANDO-LHE PORQUE É QUE JÁ NINGUÉM O QUER (1) Mitos da semana:consenso (1) Mitridatismos (1) Modus operandi (1) Mondego (1) Money Monster (1) Monte (1) Monte Athos (1) Monte Mozinho (1) Montemuro (1) Moonlight (1) Moonrise Kingdom (1) MORITURI TE SALUTANT (1) Morreu a actriz Lauren Bacall (1) Morreu a inesquecível Natalie Cole (1) Morreu Leonard Cohen. Perdemos um visionário da música (1) Morreu Maria José Silva (1) MORREU O GUITARRISTA DE FLAMENCO PACO DE LÚCIA (1) Morreu Robin Williams (1) morte (1) MOTEL DE DESIGN VALE A PENA? (1) Mouzinho e Flores (2) Mozinho (1) Mr. Nobody (1) MR. THIEM (1) Mr. Turner (1) MRS. ROBINSON ERA UMA PITA (1) Mudar de Vida - José Mário Branco (1) MUDAR POR FORA PRIMEIRO? (1) Muito Amadas (1) MUJICA (1) MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO (1) MURRO OU DA BOFETADA (1) Música (90) Música electrónica (1) Música Popular (7) Músicos de Rua (1) Na Marcelândia (1) Na Rota dos Judeus do Porto (1) Na Via Láctea (1) Nação valente e imortal (1) Nada ficará como dantes (1) Nada vale mais qu’a Gaia toda (1) Nadir Afonso (1) Nadir aos olhos de Siza (1) namorando um assassino (1) Nana (1) Não (2) NÃO A MESMA (1) NÃO COMPREM NADA AOS CHINESES (1) Não digam que não sabiam... (1) não é de dizer qualquer coisinha? (1) NÃO EMAGRECE? É DO ADITIVO (1) NÃO ÉS NADA (1) não há milagres (1) Não há motivos para sorrir (1) Não há uma só razão para entregar a TAP (1) não licenciados (1) NÃO LIKE (1) NÃO ME EXCLUO DE NADA (1) NÃO QUERO VIVER ATÉ AOS 100... (1) NÃO SE NOTA (1) NÃO SE PODEM DAR AO LUXO DA EFICÁCIA (1) Não se preocupem com ninharias (1) NÃO SEI SE SOU O ÚNICO (1) Não vamos à procura de uma vida melhor. Vamos à procura de vida. Atrás de nós só há morte (1) NÃO VOU COMENTAR O SÓCRATES (1) Narciso Yepes (1) Natais portuenses (1) Natal (1) Natal 2015 (1) Natalie Cole (1) Natureza (2) Nebraska (1) Negação (1) Negócios (1) NEM AS FAMOSAS JOIAS DA COROA VALEM UM CHAVO. ISTO (1) NEM O VUDU ME VALE (1) Nem pão (1) Nem parece que estamos no Porto (1) Nem quente nem frio (1) nem vinho (1) Nepal (1) Neruda (1) Neruda histórico (1) Nerve - Alto Risco (1) NESTA ESQUINA HAVIA LIVROS (1) Nevoeiro (1) Nicolau Breyner (1) Niger (1) Night Moves (1) Nightcrawler - Repórter na Noite (1) Nissan Qashqai (1) NÍTIDOS NULOS (1) No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia (1) NO CAFÉ (1) No limite do amanhã (1) No Nevoeiro (1) Nobels they are a-changing (1) Noções básicas de direito penal. Ou de Estado de direito (1) NÓMADAS (1) Nomes de certas ruas (1) NOMES DE RUAS (1) NÓRDICOS SELVAGENS (1) NOS CAMPOS (1) Nós por cá todos bem (2) Nossa Senhora da Lapa (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DESMENTE QUAISQUER RELAÇÕES COM A TROIKA (1) NOTAS DE HONG KONG (1) Notícias boas (1) Notícias do meu bairro (1) notícias manhosas e notícias preocupantes (1) Nova Escravatura Civilizada (NEC): um outro conceito de liberdade individual (1) Novo Bolhão vai ser o grande mercado de frescos da cidade (1) NUDES (1) Nunca fui às Berlengas (1) Nuno Sousa (4) O (1) O "NOSSO" SANTO ANTÓNIO (1) O “MAMADING” NÃO É O FIM DO MUNDO (1) O “TESOURO VIVO” DO SIZA (1) O “trumpismo” nacional (1) O adeus de um lutador social (1) O ADJUNTIVO MARQUES MENDES (1) O adolescente retardado traduzido automaticamente (1) O ADULTÉRIO VIA NET ACABOU (1) O alcoviteiro (1) O AMOR DA SUA VIDA ESTÁ NUM RAIO DE 1 KM? (1) O anátema sobre os não-TINA (1) O ano 2013 visto pelo pensamento positivo (1) O ano visto por António Guterres (1) Ó António (1) O anunciador da morte (1) O ataque "aos que ainda têm alguma coisa" (1) O BAIRRO DA SÉ (1) O bairro dos Banhos (1) o bairro dos livros Porto (1) O BANQUEIRO E O BANCÁRIO (1) O BLÁ (1) O BOT QUE ACABOU LOBOTOMIZADO (1) O braço do Sá da Bandeira (1) O BURGO EPISCOPAL (1) O burguês da Foz que tomou de assalto a Câmara do Porto (1) O CABARÉ E O MACACO (1) O café Camanho (1) O café Chaves (1) O Cais da Estiva (1) O Caminho (1) O campo das barreiras (1) O Capital (1) O CAPITAL SEGUNDO THOMAS PIKETTY (1) O Carmo e os carmelitas (1) O CARRO MAIS SEGURO DO MUNDO? (1) O Caso Spotlight (1) O Castelo da Sé (1) O CAVALO DE CALÍGULA (1) O Chef (2) O CIRCO BES (1) O Círculo | FÁTIMA | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 (1) O CLUBE (1) O Clube de Dallas (1) O Condado de Massarelos (1) O Conselheiro (1) O Conselho de Estado irreal (1) O Cônsul de Bordéus (1) O culto à Senhora da Lapa (1) O DEBATE (1) O desastre do PS (1) O Desconhecido do Lago (1) O deserto (1) O Desolado (1) O desprezo pelos manifestantes da CGTP (1) O Dia Antes do Fim (1) O DIA EM QUE VEIO O MAR E ENGOLIU TUDO (1) O dia seguinte (1) O DIABO NO CORPO (1) O DIABO QUE NOS IMPARIU (1) O Diário de Uma Rapariga Adolescente (1) O dilema do futuro (1) O Ditador (1) O DOC QUE VAI MUDAR A TV (1) O drama do fim de férias (1) O drone deles sobrevoou o melhor destino europeuCidade do Porto (1) O E- PELOURINHO ESPERA POR SI (1) O EL ESTÁ A MATAR-NOS (1) O ELEFANTE BRANCO ERA UM PATO BRAVO (1) O elogio dos jornais (1) O Encantado (1) O ESPERMATOZOIDE COBARDE (1) O ESPLENDOR DE PORTUGAL (1) O Estado disforme (1) O estado do Estado de direito (1) O Estado perigoso (1) O evento (1) O FADO JÁ É OUTRA COISA (1) O FAROLIM DE FELGUEIRAS (1) O FIM DA ESCRITA MANUAL (1) O fim dos antibióticos (1) O foral de D. Manuel I (1) O Frágil Som do Meu Motor (1) O Fundador (1) O Fundamentalista Relutante (1) O Gangue de Hollywood (1) O Gebo e a Sombra (1) O General sem Medo (1) O GENOCIDA AFRICANO (1) O Germano é doutor (1) O GORILA QUE HA EM NÓS É UM IDIOTA (1) O Governo (?) a voo de pássaro (1) O Guarda (1) O HOMEM A QUEM TIRARAM A SOMBRA (1) O homem do relógio que goza connosco (1) O Homem Duplicado (1) O homem é mesmo perigoso (1) O homem e o seu sonho (1) O HOMEM POR DETRÁS DO “GRÂNDOLA” (1) O homem primavera-verão 2015 (1) O homem que gostava das mulheres (1) O HOMEM QUE NÃO VEMOS (1) O Hotel de Francfort (1) O INCRÍVEL CASAL EANES (1) O Inquieto (1) O IRAQUE NUNCA EXISTIU (1) O isolamento do Governo (1) O Jogo da Imitação (1) O JOGO VISTO DE TIMES SQUARE (1) O Lado Bom da Vida (1) O LADO LOUCO DOS GÉNIOS (1) O Largo de Santo Elói (1) O LARGO DO PADRÃO (1) O linchamento de José Sócrates (1) O Lobo de Wall Street (1) O LOBO DO MAR QUE É O SENHOR DO RIO (1) O lugar do Ouro (1) O MACHETE E UM CHUCHU (1) O MACHISMO É O NOVO FEMINISMO (1) O MACHO ASSINALADO (1) O manancial de Camões (1) O Mede Vinagre (1) O MELHOR PSICOPATA DE SEMPRE (1) O menino e o lobo (1) O Mentor (1) O MERCADO DE USADOS (1) O mercado do Bolhão (1) O MERCADO DO PEIXE (1) O MESSIAS (1) O Messias de Händel (1) O MEU CAVALO POR UM SENSOR (1) O meu cepticismo (1) O Meu Maior Desejo (1) O MEU RANGE E UMA "ELA"! (1) O MEU REINO POR ESSE ARROZ (1) O MILHÃO VARIÁVEL DO ULRICH (1) O MOMENTO PRUDÊNCIO (1) O MOMENTO ZERO DO INCÊNDIO EM PEDRÓGÃO (1) O Monge (1) O MONTE DAS FONTAINHAS (1) O MONTE DE GERMALDE (1) O Mordomo (1) O morgadio do Carregal (1) O MULLAH OMAR E NÓS (1) O mundo ao contrário (1) O murinho de S. Domingos (1) O Muro Europeu (1) O NATAL PORTUGUÊS INSTALADO NUMA MONTRA (1) O Natal visto da véspera (1) O NETO DO PIÃO (1) O NOSO É NOSO (1) o nosso (1) O NOVO E OS VELHOS DO PS (1) O novo-chique (1) O Oásis (1) O OVO DA SERPENTE (1) O padrão de Santo Elói (1) O País a ser enforcado e a GNR não actua (1) O País que foi do vinho e agora é da cerveja (1) O PAÍS QUE VAI AFUNDAR-SE (1) O Palácio de Cristal (2) O Papa bolchevista (1) O Pasmatório dos Lóios (1) O PASSAL DOS CÓNEGOS (1) O PASSARITO E O PASSARÃO (1) O PASSEIO DA GRAÇA (1) O patinho feio dos mares é o novo cisne do gelo (1) O PEIXE OU A CANA? (1) O PEQUERRUCHO DO PS (1) O PERDÃO (1) O PERIGO DE VOAR NA TAP (1) O PESADELO SÓ AGORA COMEÇOU (1) O Pintor e a Cidade (1) O PISTOLEIRO BORGES (1) O POÇO DAS ILUSÕES (1) O Polícia (6) O politicamente correcto faz mal à cabeça: o "trabalho sexual" (1) O Porfírio do Cimbalino e a Balança Falante (1) O PORTO DE MIGUEL ARAÚJO (1) O Porto no Inverno (1) O povo é quem mais ordena (1) O Presente (1) O preso 44 e o Estado de direito (1) O princípio do fim da Europa (1) O princípio do fim de Gisberta (1) O problema de opinar sobre tudo (1) O problema dos grandes partidos (1) O problema não são as autárquicas (1) O Prodígio (1) O Profundo Mar Azul (1) O PS e o vazio ideológico e político (1) O PSICOPATA (1) O QUARTO AZUL (1) O QUARTO DO CASAL (1) O Que Há de Novo no Amor? (1) O que a privatização da TAP... (1) O que anda em 2017? (1) O que comemoramos quando comemoramos a Segunda Guerra Mundial (1) O QUE DEVE FAZER UM BOM SOLDADO SE O CAPITÃO SÓ O CONTRARIA EM TUDO? (1) O QUE É FEITO DO CINEMA AMERICANO? (1) O que é que aconteceu aos rapazes? (1) O que está a mudar (1) O Que Está Por Vir (1) O QUE FAZ CORRER A UBER (1) O QUE FAZER COM ESTE ISLÃO (1) O QUE ME DISSE SNOWDEN SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO PSD-PS-CDS NO DOMINGO (1) O que significa a visita do Papa para um homem sem fé (1) O que vai passando (1) O QUINTO PODER (1) O REGRESSO DA NAVALHA (1) O regresso de Sócrates o o império da asneira (1) O RIO DA CIDADE (1) O rio da Vila (1) O RIO DOURO (1) O ROSSIO DA LADA (1) O Salão de Jimmy (1) O SALVADOR E O BEIJINHO SÃO BRUTAIS (1) O SECTOR PÚBLICO (1) O SEGREDO DO CABELO DE TRUMP (1) O Segredo dos Seus Olhos (1) O SENHOR DA CIDADE (1) O SENHOR DO CARRINHO (1) O SENHOR DOS ASSOBIOS (1) O Sentido do Fim (1) O SEXO DO ANJO (1) O Shopping (1) O Silêncio (1) O silêncio voador é eletrizante (1) O sítio da Corticeira (1) O SITIO DA MEIJOEIRA (1) O sítio das Regadas (1) O SÍTIO DAS VIRTUDES (2) O sítio de Fradelos (1) O SÍTIO DO FREIXO (1) O sítio onde está a Sé (1) O Sobrevivente (1) O Som ao Redor (1) O suspense e o sangue excessivo de Tarantino (1) O T (1) O TAL1% (1) O tempo das bibliotecas privadas está a acabar (1) o tempo; o sujeito (1) O Terreiro da Erva (1) O terreiro da Sé (1) O tio fazia cinemas! (1) O TOQUE DE FINADOS DA EUROPA (1) O traço visual que caracteriza o trabalho dos principais realizadores da história (1) O TROLL DA INTERNET (1) O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO (1) O túnel da Ribeira (1) O TÚNEL DE S. BENTO (1) O TURISTA INTRÉPIDO (1) O ÚLTIMO DIA (1) O Último Elvis (1) O UNABOMBER ESTAVA CERTO? (1) O único sítio onde Deus e o diabo estão juntos: os detalhes (1) O VALE PERDIDO DO CARCERELHA (1) o vencedor da Eurovisão (1) O VENENO (1) O veneno era para as baratas mas foi parar ao marido (1) O Vento Interno (1) O Verão (1) O VERÃO JÁ SE ACABOU (1) O western argelino (1) O.T. Genasis (1) OBAMAPARTY (1) obedece quem quer (1) Obediência (1) obra (1) OBRIGADA (1) Oficina de São José: “Um depositório de crianças” (1) Oito coisas que tem de saber sobre #Salvadorable (1) Olha (1) Olha a Manuela cuidado com ela (1) Olha o passarinho! (1) OLHAI O PORTO A OLHAR-VOS DAS PAREDES (1) Olhando a minha Cidade do Porto desde Campanhã até à Foz (1) Olhar para cima (1) Oliver Stone (1) Omar (1) Onde antes estava Deus (1) Onde é que eu já vi isto? (1) Onde é que já vão os celtas (1) Onde estavas no 25 de Abril? (1) Onde Vamos? (1) Onofre Varela (2) OPENING SOON (1) ÓPERA BUFA (1) Operação Eye in the Sky (1) Operação Outono (1) Orfeu (1) Ornitólogo O (1) Orquesta Filarmónica De Munich (1) OS "PORTUGUESES" DE CEILÃO VIERAM À TONA (1) Os “engatativistas” desmascarados (1) Os 10 regressos musicais mais memoráveis do século XXI (1) Os 15 discos mais vendidos de todos os tempos (1) Os 40 anos do 25 de Abril (1) OS 85 MULTIMILIONÁRIOS (1) Os Amantes Passageiros (1) Os arcos de Vandoma (1) Os atentados (1) Os banhos na Foz (1) Os bilderbergs e o plano de morte global (1) Os bólides dos craques (1) Os burocratas que falam demais (1) OS CAIS DA RIBEIRA (1) Os cinco filmes do Dia D (1) OS CONGREGADOS (1) Os convites envenenados (1) OS CORRETOS (1) Os cruzeiros da cidade (1) Os dados estão lançados (1) Os debates Trump-Hillary Clinton (1) OS DESERDADOS (1) Os despojos do dia (1) Os dez melhores temas de sempre dos Genesis (1) OS DIAS DE MOURA (1) Os do Camanho (1) OS DOIS PAÍSES (1) Os DVD estão a salvar-me (1) Os enormes estragos feitos ao PSD (1) Os Exílios de Guernica (1) OS FACILITADORES (1) OS FALCÕES DA MALTA (1) Os filhos da nação (1) Os forais de D. Manuel I (1) Os frades seringas (1) Os franciscanos (1) Os Gatos não Têm Vertigens (1) Os génios que nos governam (1) OS GLORIOSOS ANOS 80 (1) Os Guindais e o Codeçal (1) OS HOMENS DAS FLORES (1) OS INFAMES TRUMP E PUTIN (1) Os jornais dizem que o PSD anda agitado (1) Os labirintos da Justiça e os da memória (1) Os livros que falham (1) Os melhores livros eróticos. Uma seleção de escritoras portuguesas (1) Os Mercadores e a Ribeira (1) OS MISERÁVEIS (1) Os moedeiros e o seu altar (1) Os muçulmanos não vão a Fátima (1) Os nomeados para os Óscares 2016 são… (1) OS NOSSOS AMIGOS CHINESES (1) Os nossos heróis e as nossas perspectivas (1) Os novos pobres da Comporta (1) Os Oito Odiados (2) OS OLEIROS DE S. LÁZARO (1) OS OLHOS DO MICHAEL BIBERSTEIN (1) Os outros (1) OS PADRES… (1) Os Papéis do Panamá (1) Os patrões do futebol (1) Os Pedros Sem (1) OS PRESERVATIVOS DO BILL GATES (1) OS PRIMEIROS RESULTADOS DOS PRIMEIROS TESTES DE STRESSE FEITOS A POLÍTICOS (1) Os Profissionais da Crise (1) os Rapazes e Eu (1) OS REFORMADOS DA CAIXA (1) OS RICOS PODEM E DEVEM ROUBAR OS POBRES (1) OS RICOS SÃO MAUS (1) Os riscos da polarização (1) Os riscos do voluntarismo presidencial (1) OS TRIBUTOS DOS JUDEUS (1) Os vencedores dos Globos de Ouro 2016 (1) Óscares (1) Óscares 2012 (2) Óscares 2013 (1) ÓSCARES 2014 (1) Óscares 2015 (1) Oslo (1) OTELO (1) OU COSTA OU NADA (1) Out of the box escolhas (1) Outra vez Cedofeita (1) Outro/Eu (1) outros filmes (1) OUTROS NÃO (1) outros públicos (1) Overdrive: os Profissionais (1) Ovos de Páscoa (1) OVOS DE SANTA CLARA (1) (1) Pablo Alborán (1) Paco de L´cia (1) PAGAR O JANTAR É CRIME? (1) Paixão (1) Palácio da Bolsa (1) Palácio das Necessidades (1) Palácio do Bolhão (1) PALÁCIO DO CONDE DO BOLHÃO (1) Palavras (1) Para acabar de vez com a TAP (1) Para Lá das Colinas (1) PARA LÁ DAS FACHADAS (1) Para os meninos e para as meninas (1) Para quem ainda não percebeu no que está metido (1) Para quem já viu demasiados fogos... (1) Paranóia (1) Paris (1) Paris: em nome de quê? (1) Parque da Lavandeira (1) PARTE II (1) Partir a loiça da discriminação (1) Páscoa de outros tempos (1) Pasmatório dos Lóios (1) Pasolini (1) Passeio sete (2) Passeios de Graça (1) PASSOS (1) PASSOS DIAS AGUIAR (1) Passou-lhe uma nuvem pela cabeça (1) PATERSON (1) Patrícia Carvalho (11) Património (3) Património Imaterial (2) Paula Cleto (1) Paula Cosme Pinto (1) Paula Fernandes (1) Paula Rego (2) PAULA REGO “A MINHA VIDA SÃO HISTÓRIAS” (1) Paulo Cunha e Silva (1) PEDALAR ÁFRICA TODA (1) Pedro Emanuel Santos (1) Pedro Mexia (3) PELA NOVA POSSIBILIDADE DE VOTAR MENEZES EM QUALQUER LOCAL DO PAÍS (1) pelo menos para alguns (1) PELO VEGANISMO PLANETÁRIO (1) Penafiel (2) Peneda-Gerês (1) PEQUENO CONTO POPULAR ILUSTRATIVO (1) pesquisador de ouro nos antípodas sobre um mantra budista (1) Pessoal do meu bairro (1) Petite Fleur (1) Philip Seymour Hoffman (1967-2014) (1) Philly Gonzalez & Landu Bi (1) PHOENIX (1) Picasso (2) PICASSO O GRITO DO TEMPO (1) Piloto de Automóveis (1) Pink Floyd - Live at Pompeii - Directors Cut (1) Píntate los Labios María (1) PINTO DA COSTA | A IGREJA (1) PIRILAUS ESPIADOS (1) Planeta dos Macacos: A Guerra (1) Playing for Change (1) pluma caprichosa (172) Pobre país (1) Pobres como nós (1) Podemos dar o Nobel a Leonard Cohen? (1) pois então! (1) POKÉMON (1) politica (15) Política (565) política real (1) Política virtual (1) POLÍTICO JEITOSO DESEJA CANDIDATAR-SE A UMA TERRA QUALQUER (1) POLÍTICOS E O MEDO DA SELFIE (1) PONTE DE ENTRE-OS-RIOS (1) PONTES DE BIQUÍNI E ANATOMIA (1) Popular (2) Por Detrás do Candelabro (1) Por favor (1) POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS (1) POR UMA TEORIA DA PIC-PILA (1) PORCO E MAU (1) Porcos e cabras à solta (1) PORNO MIRRA O COISO (1) PORNO VIRTUAL? DÊ UM TEMPO (1) PORNOGRAFIA Made in PORNTUGAL (1) Porque continuo anticastrista (1) Porque é que as 35 horas são uma provocação (1) Porque é que as claques não são proibidas? (1) Porque é que há dezenas de milhares na rua em vez de centenas? (1) Porque hoje é S. João! (1) porra! (1) PORRADA NO MULTIPLEX (1) Portas e padroeiros (1) Porto (361) Porto - Cidade Fantástica - HD (1) Porto 24 (23) Porto Aberto (1) Porto Antigo (1) PORTO COM SENTIDO (1) Porto DECLARAÇÃO DE AMOR (1) Porto Nocturno (1) Porto: Adeus (1) Porto24 (6) Portp (1) Portugal (3) Portugal - A beleza da simplicidade (1) Portugal 74-75 - O retrato do 25 de Abril (1) Portugal em Detroit (1) Portugal empancado (podia ser pior) e a América a andar movida a ego (1) Portugal explora otra política (1) PORTUGAL FEIO (1) PORTUGAL FELIZ? VISITE AGOSTO NO FACEBOOK (1) Portugal gold (1) Portugal visto de longe e de perto (2) (1) Portugal visto de perto e de longe (1) Portugueses (1) PRAÇA DA BATALHA (1) Praça da Boavista (1) Praça de Cadouços (1) Praia da Aguda (1) PRAIA EM AGOSTO: QUAL HORROR? (1) PRAIAS FANTASMA — ANÁLISE AO ÂMAGO (1) Preços da cobardia (1) Presidenciais na sillyseason (1) prestamistas e massagistas (1) Primeiro documentário feito com um “smartphone” fala da ”writer” Rafi (1) Prince Avalanche (1) Private Dancer (1) Privilégios de condenados (1) Procura (1) Procurem Abrigo (1) Prof. Hern^ni Gonçalves (1) Professor Bitaites (1) Professor Lazhar (1) PROFISSÃO DE FUTURO: DESTATUADOR (1) Prometheus (1) PRONTOS PARA O SACRIFÍCIO (1) Proposta de proibição do Verão para os políticos (1) Psycho (1) PULSO AO ALTO! (1) PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP (1) Qual é o problema com o que disse Paulo Rangel? (1) Quando o quarto é a realidade inteira (1) Quando Tudo Está Perdido (1) Quarto (2) Quase Gigolo (1) Quase uma lenda (1) Quatro Leões (1) que amava a vida (1) que amava o Porto (1) Que bom seria para governar não haver tribunais nem leis (1) que chatice: vai ser preciso pensar! (1) Que Horas Ela Volta? (1) QUE O SENHOR MARCELO QUER SANEAR (1) QUE PAÍS EXTRAORDINÁRIO! (1) que se ia mexer (ou prometer mexer) no salário mínimo em vésperas de eleições... (1) QUE SE VÊ LOGO O QUE DIZ (1) QUE SECA (1) Queen - Live Wembley Stadium (1) QUEM ATIROU AS PEDRAS (1) QUEM CORRE POR GOSTO (1) Quem deu a vitória a Trump (1) QUEM DEVE ENTRAR NO GOVERNO (ANTES QUE O PAPA TIRE DE LÁ O BURRO) (1) Quem é esta gente? (1) Quem está a mudar a Europa? (1) Quem foi que não pediu a troika? (1) Quem ganhou as eleições? (1) Quem nos governará? (1) QUER PERDER PESO? ESQUEÇA (1) QUER SER DO BEAUTIFUL PEOPLE? (1) Querida Invicta … (1) Quinta da Aveleda (1) Quinta da Lavandeira (1) Quinta dos Condes Paço Vitorino (1) Quintin Tarantino (1) QUIOSQUE DO LARGO MOMPILHER (1) Radical Livre (1) Rádio Macau (1) Rafa (1) Raio X ao estado do ambiente (1) RAMADA ALTA (1) RATOS DA CASA (1) Ravel (1) Recuperação económica sem recuperação social (1) REFLEXÕES SOBRE AS ESCOLAS DE CRIME (1) Reflexões sobre a pátria (1) Refugiados (3) Regra de Silêncio (1) Religião (2) RELVAS PRECISA DO TAL CANAL (1) Reserva do Biosfera (1) RESTAURANTE SENTIEIRO (1) Restos de Verão (1) REVELAÇÃO SENSACIONAL: AS ÚNICAS ESCUTAS QUE VALE A PENA OUVIR (1) REVISÃO CIRÚRGICA (E SEM DOR) DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (1) Revisão em alta (1) Ribeira (2) Ribeira de Pena (1) Ribeira do Porto (1) RICARDO SÁ FERNANDES “NÃO HÁ SÍTIO ONDE SE MINTA TANTO COMO NOS TRIBUNAIS” (1) Ricki e os Flash (1) Rio Corgo (1) Rio Frio (1) Rio Frio: há outro rio no Porto mas poucos sabem por onde ele anda (1) Rituais da noite de S. João (1) Robin Williams (1) Rock (2) ROCK IN BÓSNIA (1) Roger Waters (1) Rossio de Santa Clara (1) RUA 23 DE JULHO (1) Rua da Firmeza (1) Rua da Fonte Taurina (2) RUA DA MANCEBIA (1) RUA DA PONTE NOVA (1) Rua de Alexandre Braga (1) Rua de Cedofeita (1) Rua de Miraflor/Espaço Mira (1) Rua de S. Miguel (1) Rua do Bonjardim (1) Rua do Breiner (1) Rua do Laranjal (1) Rua Duquesa de Bragança (1) Rua sobre túneis (1) Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho (1) Rui Moreira (3) RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA” (1) Rui Reininho (2) RUI REININHO “GOSTAVA MUITO DE VER O MUNDO DE PERNAS PARA O AR” (1) Rui Santos (1) Ruína Azul (1) RUNNING E OUTRAS NOVIDADES (1) S. Bento e Santo Ovídio (1) S. Filipe de Néri (1) S. Francisco de Borja (1) S. Joâo (1) S. JOÃO DA FOZ DO DOURO (1) S. Lázaro (1) S. Miguel-o-Anjo (1) S. Roque e a peste (1) S. ROQUE NA VITÓRIA (1) S.Pedro da Cova (1) SÁ DA BANDEIRA (1) SABIA OU NÃO SABIA? (1) Sagrada Família (1) Saiba-se o que se souber (1) Saímos da troika (1) Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas (1) Salinas de Massarelos (1) SALTO PARA A EUROPA (1) Salvador Sobral (1) Salvé (1) Salve-se o lince (1) SAMBA (1) SANGUE (1) SANGUE COAGULADO (1) Sangue do meu Sangue (1) Santa Clara (1) Santiago de Compostela (1) Santo André (1) Santo António o Novo (1) Santo Ovídio (1) SÃO DOMINGOS (1) SÃO UNS QUERIDOS (1) SARA PREFERE CORRER (1) SAUDADES DO LANCIA AURELIA (1) SAÚDE PRIVADA OU A LIVRE EXTORSÃO (1) SCARLETT E SEXY (1) SE ELES IMAGINASSEM... (1) Se eu pudesse dividir o mundo em duas categorias (1) Se fosse a votos (1) Se não têm nada para dizer… (1) Se nós não somos a Grécia é porque somos parvos (1) SEE YA (1) Sei Lá (1) Seis candidatos à procura de um Verão (1) Seiva Troupe (1) SEIVA TROUPE - QUARENTA ANOS DE PALCO (1) SELADO E PONTO FINAL (1) Selecção 2012 (1) Selma – A Marcha da Liberdade (1) Selvagens (1) SEM SINAL DO CHICO FININHO (1) Semper fi (1) Sempre a atirar para o lado a ver se a gente se distrai (1) Senhor da Boa Fortuna (1) Senhor da Boa Morte (1) SENHOR DO CALVÁRIO (1) Senhora da Boa Hora (1) Senhora da Boa Viagem (1) Senhora da Graça (1) SENHORA DO PORTO (1) Sensibilidade social: quem a tem e quem a não tem (1) SER E NÃO SER LE PEN (1) Ser mosca no escritório de Álvaro Siza (1) SEREI PARA SEMPRE TUA AVÓ (1) Sergiu Celibidache (1) Serlock Holmes: Jogo de Sombras (1) Serra de Montemuro (1) Serralves (1) Serviu-lhe a morte num prato de arroz (1) Sete Psicopatas (1) SEXISMO À PARTE (1) SEXO (1) SEXO: NOVIDADES OUTONO-INVERNO (1) Sicario - Infiltrado (1) sici (1) Sidney Bechet (1) Silêncio (1) SILLY SEASON (1) SIM (3) SIM. (1) Simon and Garfunkel concerto no Central Park (1) SIMPLESMENTE MARINE (1) SÍNDROMA DE TOURETTE (1) Sinéad O'Connor (1) Sítio do correio velho (1) Sittin' On The Dock Of The Bay | Playing For Change (1) Siza Vieira (5) SlideShow (9) Slow Life (1) SNAPS E ERRO 53 (1) SNIPER AMERICANO (1) Snowden (1) Só os Amantes Sobrevivem (1) SÓ TEM 50? CRESÇA E APAREÇA (1) Soajo (1) SOBRE O PODER ILEGÍTIMO EM DEMOCRACIA (1) Sobre-o-Douro (1) socie (1) Sociedade (910) Socieddade (16) SOCORRO O FACEBOOK É MAU (1) Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante (1) Solar de Bertiandos (1) Sonhos Cor-de-Rosa (1) Sons da memória (1) SOU DONA DE MAIS UM BANCO (1) SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL? (1) SOU RONALDETE (1) Spielberg (2) Spirit of Lusitania (1) SPREZZATURA E O CORTESÃO DE HOJE (1) Spy (1) SRI LANKA (2) STANDISMO E VISTOS GOLD (1) Stanley Kubbrick (1) Star Wars: O Despertar da Força (1) Steve Jobs (1) Stromae - Papaoutai (1) suor e carvão (1) Surpresa! (1) Surrealismo (1) Susana Faro (4) SUSPIRIA (1) Suzana Faro (13) Swaps e polícia (1) Synchronicity (1) TÁ? PORQUE ELES SÃO MAUS! (1) Tabu (1) TABULEIRO SUPERIOR DA PONTE DE LUÍS I (1) Take Five (1) Taken 2 [2012] (1) Tanto tempo perdido! (1) TÃO CLARINHA (1) TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS (1) tão previsível (1) TAP DANCE (1) TAXAR EREÇÕES (1) TAXAS DE CAMBIO REAIS NA POLÍTICA PORTUGUESA. O QUE VALE UM MARCELO? (1) Taxi Driver (remasterizado) (1) TAY (1) tcha (1) TDT Televisão Digital Terrestre (1) Te Pintaron Pajaritos (1) Teatro (1) Teatro do Bolhão (1) Tecnologia (2) TECNOLOGIA HYBRIDAIR (1) Televisão (2) TEMEI O PRESIDENTE Z (1) Temos coligação! Que surpresa! (1) TEMOS DE FALAR SOBRE A UBER (1) Temos de Falar Sobre Kevin (1) Temos Governo? Não temos. Já há muito tempo (1) TEMOS MOEDA RICA! (1) Temos todo o tempo do mundo (1) Templo Expiatório da Sagrada Família (1) TEMPOS INTERESSANTES (1) TENTEM AS QUEIJADAS (1) Tentem perceber (1) Teoria geral da irresponsa­bilidade (1) TERAPIA POR SKYPE É CHAPINHAR NA ÁGUA (1) Terça-feira. Levava um livro para casa (1) TEREMOS SEMPRE BARCELONA (1) TEREMOS SEMPRE SIZA? (1) TERRA DE ESCRAVOS (1) Terraferma (1) terror (1) Tesouro (1) The Bleeder — O Verdadeiro Campeão (1) The Equalizer - Sem Misericórdia (1) The Gunman - O Atirador (1) The Homesman - Uma Dívida de Honra (1) The Interview (1) The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis (1) The Revenant: O Renascido (1) The Shadows 30 Years Live At The Liverpool Empire Rock Music Concert Live Music (1) The Shadows 30 Years (1) The Sound Of Silence (1) The Sun Ain't Gonna Shine Anymore (1) THE WALKER BROTHERS (1) Tiago Bettencourt (1) Timelapse - Porto In Motion (1) Tina Turner (1) TIVE UMA IDEIA (1) TODA A GENTE GOSTA DE FORÇA (1) Todos Querem O Mesmo + A Balada de Um Batráquio (1) TODOS SEXUAIS (1) Todos temos “o rio da nossa terra” (1) Tom na Quinta (1) TOMA 500 CAVALOS E FOGE! (1) Toni Erdmann (1) TONY (1) TONY CARREIRA (1) TONY CARREIRA. O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR (1) TONY CARREIRRA (1) Torre dos Clérigos (1) TRANCHE COM OVO A CAVALO (1) TRASEIRAS DA CORDOARIA (1) Travessa dos Congregados (1) TRÊS APONTAMENTOS SOBRE A VIDA (1) Três Décadas de Esperança (1) TRÊS DESTINOS (1) Três Instituições (1) Três nomes para um rio (1) Três Recordações da Minha Juventude (1) TRÊS SALAS DE ESPECTÁCULO (1) Tripeiros (1) Trocamos? (1) TRUMBO (1) TRUMP E A ASCENSÃO DO HOMEM-BEBÉ (1) TRUMP É ESTÉRIL (DE IDEIAS) (1) Tudo é mecânica (1) TUDO ISTO NÃO PASSA DE UMA GRANDE E COMPLEXA CONSPIRAÇÃO CONTRA NÓS! (1) TUDO O QUE E PRECISO SABER ACERCA DE SWAPS E OUTRAS COISAS ÓBVIAS (1) TUDO O QUE SE PASSOU NA SILLY SEASON QUE NÃO SOUBE MAS TEM DE SABER (1) TUDO TEM UM LADO CÓMICO (1) Turistas em ca(u)sa própria (1) TV (4) UBER (2) Ucrânia - cuidado com os "bons" e os "maus" (1) UHF (1) UHF - Vernáculo (1) Ulisses não volta a Ítaca (1) Um Amor de Juventude (1) Um ano que vai ser insuportável –2015 (1) UM ASSASSINO DE CONTAS CERTAS (1) Um carvalho e duas tílias (1) um cigano e uma cega (1) Um comando não foge (1) Um crime bárbaro e espantoso: uma filha que mata e despedaça sua mãe (1) UM DIA DA VIDA DO CAMBOJA (1) UM DIA NA CORRIDA (1) Um Dia Perfeito (1) um estado da arte (1) UM GOVERNO CONTRA 0 POVO (1) UM HERÓI IMPROVÁVEL (1) Um hino à Serra (1) Um Jogo de Honra (1) Um monhé (1) UM NEGOCIADOR DOS DIABOS (1) Um novo ano. Apenas isso (1) Um Orçamento de contabilidade Criativa (1) UM PAÍS DAS CALDAS (1) Um partido sitiado (1) Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência (1) Um pretexto para que não se discuta nada (1) Um Quarteto Único (1) Um Quente Agosto (1) Um Refúgio para a Vida (1) Um Santo Vizinho (1) um símbolo de transfobia (1) Uma aposta de risco em tempos de ira portista (1) UMA CARREIRA J(AN)OTA (1) Uma catedral para a matança (1) UMA CAUSA ENRIQUECEDORA (1) Uma cidade a crescer (1) Uma colecção de afectos: os rebuçados Victória (1) UMA CRÓNICA INSULTUOSA (1) uma das últimas divas (1) Uma Entrevista de Loucos (1) UMA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM (1) UMA EXPLICAÇÃO POLITICA BASEADA NUMA HISTÓRIA ÉTICA (1) Uma Família Com Etiqueta (1) UMA HISTORIA ANTIGA DE UM HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE VELHINHOS (1) Uma História de Amor (1) Uma história de espiões (1) UMA HISTÓRIA TRISTE (1) Uma invenção necessária: o reconhecedor de spin (1) Uma Janela fechada com vista para a ‘cartilha’ (1) UMA JUVENTUDE ALEMÃ (1) Uma Longa Viagem (1) Uma manhã de meninice (1) UMA MARGEM LONGE DEMAIS (1) Uma Noite (1) Uma Nova Amiga (1) Uma praia bonita demais (1) uma preta (1) Uma quase-aldeia encravada entre gigantes de betão (1) UMA QUESTÃO DE PORMENOR (1) Uma quinta e... laranjas (1) UMA TAP COLOMBIANA (1) Uma Traição Fatal (1) Uma Vida Melhor (1) UNS CAÇAVAM (1) UPGRADE GOLDMAN SACHS (1) V.EXAS DESCULPEM A EXPRESSÃO (1) VÁ PASSEAR (1) VAI (1) VAI UM BOLINHO DE BACALHAU COM BROA DE AVINTES? (1) Valdemar Cruz (8) Valter Hugo Mãe (2) Vamos à guerra e não nos avisam? (1) VAMOS GANHAR SEM PARAR (1) VAMOS LÁ FALAR DE COISAS SÉRIAS (1) VAMOS LÁ FAZER UM BEBÉ REAL (1) Vamos lá fracturar (1) VAMOS MORRER POR CAUSA DISTO (1) Van Gogh (1) Van Gogh Shadow (1) Vandoma e outras feiras (1) Vanessa Ribeiro Rodrigues (1) Variante Espiritual (2) Variante Espiritual do Caminho Português (2) VEMO-NOS GREGOS (1) Vencedores (1) Vencedores da 85ª Edição dos Óscares (1) VENHA O IPHONE 7 ROSA (1) Verão (1) VERGÍLIO FERREIRA (1) Vergonha (1) Vernáculo (1) Veronika Decide Morrer (1) Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1) VESTIR O MESMO FATO (1) Viagem ao centro do Porto (1) Vício Intrínseco (1) VIDA DE POLÍTICO (1) Vida e Obra (1) vida ou morte (1) VIDAS SUSPENSAS (1) Vídeo (20) Vídeo de amante pulando da janela era ação do Discovery (1) Video Promocional da Cidade do Porto 2012 (1) Vídeo proposto por Marcelo mostra uma Alemanha pouco solidária (1) Vídeo timelapse da cidade do Porto para ver em 4k (1) VIELA DO CORREIO (1) Vila Nova de Gaia (3) Vilar de Andorinho (1) Vingança de Uma Mulher (1) Vinhos (1) Vintage (1) Vintage Jazz (1) VINTE ANOS DEPOIS (1) VIOLAR E MATAR EM DIRETO (1) Violette (1) VIRGÍNIA (1) Virgul (1) VÍTOR GASPAR EXPLICA A DIFERENÇA ENTRE PREVISÕES E REVISÕES (1) VITÓRIA CIENTÍFICA (1) VIVA A IGUALDADE (DAS OBSESSÕES) (1) VIVA A LIBERDADE (1) VIVA AO VIAGRA FEMININO (1) VIVA O SUTIÃ (1) Viver à Margem (1) VIVER ATÉ À MORTE OU MORRER ANTES QUE ELA CHEGUE (1) Viver na Noite (1) Volta (1) VONTADE E CULPA (1) votaria a favor da união ibérica? (1) VOU CONTAR TUDO AOS MEUS FILHOS? (1) Vou para casa (1) WAR ON TERROR (1) Wes Anderson (1) What a Wonderful World (1) Whiplash – Nos Limites (1) WHO RUN THE WORLD? BEYONCÉ TEM 11 NOMEAÇÕES PARA OS VMA DESTE ANO (1) Whole Lotta Love (1) Wiener-Dog - Uma Vida de Cão (1) Woody Allen (2) WPP (1) Xana (1) XEQUE-MATCH (1) YARMOUK (1) Yes (1) Yes - Yessongs Full Concert (1) Yves Saint Laurent (1) Yvone Kane (1) Zaragoza (1) ZERO DARK THIRTY (00:30 HORA NEGRA) (1) Ziggy já não toca guitarra (1)

Arquivo do blogue