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domingo, 29 de maio de 2016

A Praça de S. João



A Praça de S. João


Ficava junto à catedral muito perto do sítio onde se fazia a feira




Imaginar ou mesmo tentar recompor, mentalmente que seja, no moderno tecido urbano da cidade, o trecho de um bairro antigo, onde sabemos que se aninha a história de muitas gera­ções, é uma tarefa deveras gratifican­te e que às vezes nos conduz a descobertas surpreendentes, como aconteceu agora, comigo, quando andava a tentar traçar o quadro evocativo do que terá sido o lugar onde, há mais de seis séculos, "se fazia a fei­ra", nas imediações da catedral.
Sabemos, porque consta de documen­tos, que junto à Sé havia o lugar das Tendas e que era por aí que ficavam as fangas, "as quais são da santa Igreja", que aí cobrava um determinado imposto sobre os géneros que lá se vendiam.

Num documento da primeira metade do século XIV, são referenciadas umas casas localizadas "na rua da Sapataria, defronte donde jaz (se faz) a feira". Consta de outro documento de 1339 que "todo o trigo, mi­lho, aveia, centeio, linhaça, legumes, casta­nhas, nozes e figos que, em cargas, entrem na cidade (provenientes) de qualquer par­te, serão descarregados nas fangas", ou seja, colocados num local público onde depois eram vendidos por uma medida específica de cereais, que tinha o nome de fanga e equivalia a quatro alqueires.

Mas, afinal, onde é que, há seis séculos, pouco mais ou menos, se fazia a feira, nas imediações da Sé? Num livro antigo do cabi­do, do século XIV, que se guarda no nosso ar­quivo distrital, lê-se o seguinte: "estão (de­terminadas casas) diante da feira da dita ci­dade (do Porto, claro) e rua da Sapataria (...) e partem com o muro". Este muro é a primiti­va muralha defensiva da cidade. A tal que, durante muitos anos, se julgou que era obra dos suevos e que, afinal, sabe-se agora, foi construída pelos romanos.

E onde ficaria, também essa tal Rua da Sa­pataria? Num outro documento, este já de 1421, alude-se a umas casas que ficariam, num lado, defronte "da rua que vai do Re­moinho para as Aldas e, da outra parte, com a rua Francisca". E onde, naquele recuado tempo, ficaria esta artéria? Sabemos que a antiga Rua do Remoinho ou de Redemoinhos é a atual Rua de D. Hugo.

Andando eu a tentar recompor mental­mente o bairro antigo da Sé, para saber onde ficava o local onde se fazia a feira, eis que me aparece uma referência à existência naque­las mesmas paragens da Praça de S. João - o que só vem confirmar o quão antiga é a de­voção que a cidade tem por este santo.

Sabíamos da existência, em tempos mui­to antigos, do alpendre de S. João, que ante­cedeu a galilé ainda hoje existente e que é atribuída a Nicolau Nasoni. No século XVI, esse alpendre estava em mau estado e para evitar a entrada da chuva foi mandado co­brir de colmo. Pelo cabido foram pagos, em 13 de Agosto de 1547, treze carros de colmo aos lavradores de Cedofeita. E, meses depois, mais pagamentos foram feitos aos rendeiros de Cedofeita e lavradores de Custóias "por sete feixes de colmo". Dez anos depois, em 1557, telhou-se o alpendre. Aos vinte e um dias do mês de outubro daquele ano, "andou Manuel Pires a telhar o alpendre de São João, onde chovia".

Na sua excelente dissertação de doutora­mento, publicada em 2013, sob o título "A imagem tem que saltar - um estudo de his­tória urbana", José Ferrão Afonso localiza a Praça de São João nos seguintes termos; "A praça de S. João e o adro ocidental integra-vam-se no mesmo eixo viário que seria de­terminante para a organização do quarteirão das Tendas. Este incluía a rua do mesmo nome, as da Sapataria e do Faval e as escadas da Rainha". São as escadas que sobem da Rua de S. Sebastião para o terreiro da Sé, en­costadas ao antigo edifício da Câmara Muni­cipal, agora com um moderno arranjo de Fernando Távora.

A Praça de S. João ficaria, portanto, muito perto do edifício onde funcionava o Senado, ou seja, a Câmara Municipal, e que tinha a entrada voltada para a Rua de S. Sebastião. Os vereadores só abandonaram este edifício já no século XVIII quando ele começou a apresentar sinais de degradação.

Em 1794, um aviso régio mandado ao presidente da Câmara, vereadores e depu­tados da Junta das Obras Públicas ordena­va a demolição do edifício, para evitar que a sua derrocada iminente atingisse outras casas. Mas só em parte essa sugestão foi cumprida.

Em 1796, fora apeada somente a parte ci­meira da torre. A pedra resultante da demo­lição, conforme sugestão constante do avi­so régio, foi levada para as obras de constru­ção do novo edifício da cadeia que se anda­va a fazer no Olival. O andar que ficava ao nível da catedral ficou de pé. Foi nesta de­pendência que, apesar da degradação do edifício, os vereadores se reuniram, nesse mesmo ano, como era costume, aliás, no dia da procissão do Corpo de Deus, para ali en­vergarem as respetivas fardas e insígnias com que acompanhariam a procissão que saía da Sé. E ali voltariam, finda a cerimó­nia, para se desfardarem, digamos assim.»



A história de um plano urbanístico

Passaram pouco mais de setenta anos e já muito poucos se lembrarão, com perfeita nitidez, do que eram as imediações da ca­tedral antes das obras ali realizadas, nos idos de quarenta do século passa­do, segundo um arrojado plano urbanístico da Câ­mara Municipal do Porto por ocasião das festas do duplo centenário da Inde­pendência celebrado em 1940. Antes das obras, no espaço hoje ocupado pelo terreiro da Sé, havia um autêntico dédalo de ruas e ruelas ladeadas por casas baixas, que o camartelo municipal fez desaparecer. Mesmo em frente à Sé, en­tre este edifício e a capela de Nossa Senhora de Agosto (foto), ficava a rua que tomou o nome da pa­droeira da capela - Rua da Senhora de Agosto.

A Câmara o Porto ocupou o edifício do paço episcopal de 1915 a 1952


JORNAL DE NOTÍCIAS, 29 MAIO, 2016

sábado, 28 de maio de 2016

Estamos todos fracturados







Miguel Sousa Tavares



Estamos todos fracturados


1 Aprovadas as barrigas de aluguer, nem assim descansam os fracturantes — cuja imaginação, confesso, ultrapassa largamente a minha: estou à espera do momento em que alguém proponha reconhecer direitos às uniões de facto entre “seres vivos humanos” e “seres vivos sencientes” (homens e animais) ou aos casamentos tripartidos, entre homens, mulheres e coisas indeterminadas. Por exemplo, o juiz-desembargador Eurico Reis, presidente da Comissão Nacional de Procriação Medicamente Assistida, auto-investido na pele de legislador/intérprete da lei, afirma peremptoriamente que as barrigas de aluguer também estão ao dispor dos travestis (perdão, perdão, transexuais), pois que, constata ele compungido, trata-se de “mulheres aprisionadas num corpo de homem e que não têm útero”. De facto, no estado actual da arte, “elas” conseguem livrar-se do pénis e dos pêlos e dotar-se de maminhas, boca de Angelina Jolie e até de vagina, suponho que mais ou menos eficaz. Mas não têm útero, coitadas! Podem, pois, aluguer uma barriga com útero e dar luz a uma criancinha que, depois de toda esta confusão, as terá de tratar por “mãe”. Só não percebo por que razão o juiz limita a possibilidade às mulheres aprisionadas num corpo de homem, esquecendo-se dos homens aprisionados num corpo de mulher — o que me parece contrariar o princípio constitucional da igualdade entre sexos. Porque não há-de também esta última identidade sexual (a mulher que vira homem) poder alugar uma barriga e produzir uma criancinha que a tratará por “papá”?
Confesso que a imaginação dos fracturantes ultrapassa largamente a minha. Tudo é de esperar

Mas não nos ficamos por aí. O Bloco de Esquerda propõe agora que a mudança de sexo possa ocorrer a partir dos dezasseis anos de idade, com o apoio do SNS, o que nos colocará ao nível dos mais avançados dos países avançados: haja alguma coisa em que vamos à frente! Já o trintão que é presidente da JS e que afirma que o papel histórico da JS é o de “estar sempre à frente do seu tempo”, propõe duas coisas: uma, a despenalização “recreativa” das drogas leves, com a contrapartida da cobrança de receitas fiscais por parte do Estado. Suponho que estejam a pensar em lojas de conveniência para vender charros, com o respectivo IVA a ser cobrado em cada transacção e IRC sobre os lucros. Mas como a Constituição também não permite que se discrimine o trabalho independente, é preciso prever também uma categoria fiscal para os dealers autónomos, passando estes a cobrar IVA nos recibos verdes e a pagar IRS sobre a sua actividade. Não sei se para a JS o mais importante é a liberdade individual, a iniciativa fracturante ou a receita fiscal. Mas sei que a sua proposta não está nada à frente no tempo: há vários anos que eu proponho uma coisa bem mais radical — que todas as drogas sejam vendidas pelo Estado em centros de saúde, sob vigilância sanitária e clínica e acompanhamento psicológico. Os drogados (perdão, perdão, os toxicodependentes) passariam a ter drogas limpas e mais baratas, o Estado passaria a ter informação adequada sobre a situação, e a sua concorrência desleal rebentaria, a prazo, com o negócio do tráfico de droga, que é a incubadora de vários outros crimes, tão ou mais graves. Nesta matéria, a JS tem muito a aprender comigo!
ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO
Outra das propostas da “agenda fracturante” dos não-assim-tão jovens socialistas é a da legalização da prostituição, acompanhada por todo um cardápio de direitos laborais (direito a baixa médica, férias, horas extraordinárias, subsídio de desemprego, reforma e formação profissional), além, igualmente, da cobrança de receitas fiscais. Suponho que estejam a pensar na institucionalização dos bordéis, que seriam a entidade patronal encarregada de garantir os direitos laborais e o pagamento de impostos. Mas, uma vez mais, não se pode legalmente excluir a iniciativa individual, pelo que é preciso prever também a categoria fiscal do chulo, com o respectivo livro de recibos e escrita organizada. E também é preciso prever as trabalhadoras em nome próprio — para as quais, porém, se torna complicado imaginar a quem, a não ser aos contribuintes, iriam elas exigir férias pagas, horas extraordinárias e formação profissional na sua especialidade. Mas, não me interpretem mal, outra vez: eu sou a favor da legalização da prostituição e de direitos laborais para os respectivos profissionais. Só que não acredito na solução perfeita e asséptica dos jovens socialistas. Duvido muito que, nos tempos que correm, nos tempos da devassa geral em que vivemos — com os telemóveis que tiram fotografias e as metem nas redes sociais, os computadores pessoais à mercê de qualquer pirata aprendiz e os jornalistas do “Correio da Manhã” sempre alerta — os bordéis e até os sites de prostituição, uma vez legalizados, atraiam muitos clientes. E não os estou a ver, também, a darem empenhadamente os dados para as facturas/recibos, que garantirão os 0,3% do PIB que os “especialistas” dizem que poderão ser acrescentados por esta via. Com muito menos riscos que estes lixou-se o Strauss-Kahn! E o De Niro e o Hugh Grant. Parece-me bem que terão de ser os velhos socialistas a aprimorar a proposta dos jovens — é para isso que serve a experiência.

2 O acordo entre o sindicato dos estivadores do Porto de Lisboa e os empresários falhou porque o sindicato não abdica do direito adquirido de ser ele a decidir em exclusivo quem pode trabalhar na estiva de Lisboa. E quem pode são só os filiados no próprio sindicato — uma reivindicação cuja absoluta ilegalidade dispensa comentários. Com alguma surpresa, vi o BE alinhar com eles, como se não estivesse a cheirar o lodo no cais. E, sem surpresa, vi também o PCP juntar-se a eles — ao mesmo sindicato que, há uns anos, alinhava com o patrão Mota-Engil, a Administração do Porto de Lisboa e o governo de então (liderado por José Sócrates e com a actual ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, na linha da frente do apoio) na união de interesses estabelecida para levarem avante o infame contrato, estabelecido em condições leoninas, que transformaria a frente ribeirinha, praticamente do Cais de Sodré até Belém, numa barreira de contentores. Hoje, que os interesses comuns se romperam, e que o Sindicato liquidou o futuro glorioso do Porto de Lisboa que apresentavam como argumento para o negócio de então, é o momento que o PCP escolhe para saltar para bordo desta “luta dos trabalhadores”. Pelas mesmas razões que também agora se veio juntar à luta dos taxistas contra a Uber e demais concorrentes: porque o PCP não se pode dar ao luxo de perder o controlo sindical sobre o sector dos transportes. No dia em que isso acontecer, o PCP deixa de poder paralisar e bloquear o país e, com isso, a sua força política ficará reduzida ao sector do funcionalismo público. É também por aí que passa parte da luta que se trava no porto de Lisboa.

3 Sempre pensei que os três serviços secretos portugueses eram: a) demasiados; b) essencialmente inúteis; c)frequentemente ridículos; d) facilmente instrumentalizáveis por interesses particulares e não recomendáveis; e) basicamente não controlados por ninguém; f) escassamente perigosos. Mas a história do espião que passava segredos à Rússia já é um embaraço sério perante os que fazem o favor de nos confiarem segredos. António Costa instou agora o responsável máximo por esta alforreca a explicar melhor aos portugueses o trabalho que fazem e a sua utilidade para o país. Fico à espera das explicações.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2274 - 28 de Maio de 2016

A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS


HÁ HOMEM

LUÍS PEDRO NUNES



A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS

Uma nova tinta vai provocar um cisma. Porrada! 

GETTY IMAGES

É impressionante como as tatuagens já marcaram os humanos urbanos desta última década. Tem sido deveras interessante observar como elas têm vindo a avançar nos corpos. Como são viciantes. É sempre curioso constatar que durante o inverno a atividade não hiberna. Os urbanos estiveram a colocar mais tinta nas peles. Se no ano passado trataram das mangas (braços), este ano parece que chegou o momento das pernas. Com motivos japoneses, de carpas, e outros que tais. Bem visíveis. Algumas delas a cobrir a totalidade dos membros inferiores, da anca ao pé. Aqui, há nitidamente uma separação entre dois tipos de homem: os que se tatuam e os que não se tatuam. Os que se tatuam acreditam no perene e em si próprios, mas de uma forma retorcida. Sabem que a tatuagem é para sempre. Acreditam na volatilidade da moda, mas estão convencidos que a sua decisão é inamovível, e sobreviverá à sua relação com o mundo e à acumulação de experiência, não vendo nenhuma contradição nisto. Alguns dos que não colocam a hipótese de fazer uma tatuagem sabem algo de si próprios: conhecem o arrependimento e a asneira bem demais, em coisas simples e fugazes como a compra de um casaco amarelo ou o “sim” no casamento, para se aventurarem a algo definitivo como uma tatuagem. Não é por acaso que há cada vez mais programas de TV em que o conteúdo é corrigir e remover más tatuagens. Um sinal do Divino através do pacote básico do cabo.

Não há cá snobismos. Hoje as tatuagens “apanham” todas as gerações e classes sociais. Mais: alguns dos tipos com mais pinta que existem no mundo mediatizado têm tatuagens. Alguns deles são apenas conhecidos de blogues de moda ou de motas, de tudo e mais alguma coisa, muitos têm mais de 50 anos e ostentam as suas “tats” orgulhosamente. E todos os anos estarão mais cobertos. Mãos. Pescoço. Pernas. E há o paizinho da “tinta moderna” — o David Beckham, embora isto seja muito mais que coisa de jogador de futebol.

Ainda este fim de semana, Lisboa, que se está a tornar uma capital europeia do hipsterismo, parecia uma convenção internacional de tatuados. Mas não. Tinha sido apenas o calor que chegara, e os milhares de airbnbs-boys que deambulavam tinham colocado calções e mangas cavas enquanto bebericavam cerveja artesanal na Junta de Freguesia dos Hipsters. Sim, existe. E está pejada de parlours de tatuagens. Ainda há dias vi um vídeo sobre Lisboa na revista “GQ” britânica e deve ter sido gravado lá. Não reconheci quase nada. Era uma cidade neovintage, com tipos que pareciam saídos de uma versão latina da “Volta ao Mundo em 80 Dias”. Os desenhos animados.

Nas revistas, nos pinterest e instagrams especializados já saíram as modas de tatuagem masculina para este verão. Perna japonesa, mas também umas tiquinhices mínimas escondidas no corpo. Tipo uma microtatuagem na parte interna do dedo anelar. Ou o blackout, que consiste em ter o braço todo preto e só alguns relevos de pele. Como se fosse um negativo. Eu acho uma alta idiotice. Mas lá está, sou do grupo não-tat.

Tudo em paz, portanto. Nada disso. Antevê-se um grande cisma para a gente das tats. Está em fase final de testes uma tinta similar à das atuais, mas que pode ser removida ao fim de um ano. Ou seja, não nos estamos a referir às “temporárias” de três semanas que se fazem numas férias em Cancun, mas sim de uma tatuagem “verdadeira”, com a mesma parafernália, mas que ao fim desse tempo pode ser retirada. É um projeto de biotecnologia “último grito” que usa um tipo diferente de tinta mas com o mesmo efeito final das tatuagens tradicionais. A tinta atual usa moléculas grandes demais para o sistema imunitário a fazer desaparecer. A tinta que está agora a ser testada “encapsula” as moléculas menores numa estrutura esférica que ao fim de um ano se pode partir e ser levada pelo organismo. Ora, este processo que consiste em colocar uma tatuagem e depois poder ser retirada muda radicalmente a teoria mental de colocar “tinta” no corpo. Os criadores da ephemeraltattoos.com garantem que não será possível distinguir uma tatuagem eterna de outra que sai ao fim de um ano. Dizem que os preços serão equivalentes aos das tatuagens normais e esperam um megassucesso. Até porque isto não só vai integrar uma multidão de pessoas que nunca tiveram coragem para fazer uma tatuagem, com receio de virem a arrepender-se, como vai ainda puxar pessoas que querem mudar todos os anos de bonecagem.

Ora temos aqui um problema, não temos? É que um tatuado eterno e um efémero não são o mesmo tipo de pessoa, não têm o mesmo carácter. Um é o verdadeiro. O outro é o falso. Quer dizer: um tatuou o nome da namorada no peito, que lhe pôs os palitos há já dez anos, e vai ter de viver com a tatuagem para o resto da vida. O outro e a respetiva namorada fizeram o mesmo, mas, com a nova tinta, podem apagar aquilo ao fim de um ano. Digamos que os riscos são substancialmente menores. É como ir à guerra e jogar paintball. Não quero acirrar os puristas, mas os tipos com “efémeras” serão traidores à causa. Não sou de intrigas, mas acho que merecem uma lição. A malta das tatuagens verdadeiras é de se ficar? Vão envergonhar a tatuagem que os guerreiros mahori têm no corpo?


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2274 - 28 de Maio de 2016

sexta-feira, 27 de maio de 2016

The Sound Of Silence





The Sound Of Silence


Hello darkness, my old friend

I've come to talk with you again

Because a vision softly creeping

Left its seeds while I was sleeping

And the vision that was planted in my brain

Still remains within the sound of silence



In restless dreams I walked alone

Narrow streets of cobblestone

'Neath the halo of a street lamp

I turned my collar to the cold and damp



When my eyes were stabbed

By the flash of a neon light

That split the night

And touched the sound of silence



And in the naked light I saw

Ten thousand people, maybe more

People talking without speaking

People hearing without listening



People writing songs

That voices never share

And no one dare

Disturb the sound of silence



"Fools" said I, "you do not know

Silence like a cancer grows

Hear my words that I might teach you

Take my arms that I might reach you"

But my words like silent raindrops fell

And echoed in the wells of silence



And the people bowed and prayed

To the neon God they made

And the sign flashed out it's warning

And the words that it was forming



And the sign said

"The words of the prophets

Are written on the subway walls

And tenement halls"

And whispered in the sound of silence

O Som do Silêncio


Olá escuridão, minha velha amiga

Eu vim falar com você novamente

Porque a visão suavemente arrepiante

Deixou as sementes enquanto eu dormia

E a visão que foi plantada em minha mente

Ainda continua dentro do som do silêncio


Em sonhos agitados eu caminhei sozinho

Ruas estreitas pavimentadas

Sob o halo de uma luz de rua

Eu virei meu colarinho para me proteger do frio e humidade


Quando meus olhos foram apunhalados

Pelo lampejo de uma luz de neon

Que dividiu a noite

E tocou o som do silêncio


E na luz nua eu vi

Dez mil pessoas, talvez mais

Pessoas falando sem conversar

Pessoas ouvindo sem escutar


Pessoas escrevendo canções

Que vozes nunca compartilharam

E ninguém atrevia-se

Perturbar o som do silêncio


"Tolos", disse eu, "vocês não sabem

Silêncio cresce como um câncer

Escute minhas palavras que talvez eu possa te ensinar

Pegue em meus braços e talvez eu possa te alcançar"

Mas minhas palavras caíram como gotas silenciosas de chuva

E ecoaram nos poços do silêncio


E as pessoas curvavam-se e rezavam

Ao Deus de neon que elas criaram

E a placa cintilou o seu aviso

E as palavras que estava formando


E o aviso disse

"As palavras de profetas

Estão escritas nas paredes do metrô

E corredores de apartamentos"

E sussurrou no som do silêncio



Os burocratas que falam demais


A LAGARTIXA E O JACARÉ


  

José Pacheco Pereira


Os burocratas que falam demais

Um dos responsáveis do BCE, Peter Praet, veio dar uma típica entrevista ao Público, mais uma na pressão europeia contra o governo Costa e saudosa do governo Passos Coelho. Nunca toda uma falange de burocratas europeus foi tão loquaz dentro desta linha de actuação e o que dizem é quase sempre o mesmo, com pequenas variações. O governo Passos seguia o caminho certo, fez as tais "reformas estruturais", cujo conteúdo é sempre os cortes de salários, pensões, feriados, horários, e "flexibilidade laboral". O governo Costa está a seguir um caminho "perigoso" ao "reverter" essas "reformas". Praet lembra que a "disciplina dos mercados está sempre presente", e a "disciplina" é a palmatória dos juros.

Deixo de lado o aspecto muito significativo na entrevista da defesa de uma "banca pan-europeia", concepção que está presente no modo como a questão do Banif foi gerida pelo BCE, a favor do Santander, certamente um dos bancos que sobreviverá a este caminho "pan-europeu". As suas declarações são claras: o que interessa nos bancos é que sejam bem geridos, não que sejam detidos por nacionais. Pode sempre haver bancos locais, não é esse o problema, mas ter todo o sistema bancário exposto a uma economia local na união monetária como a nossa é uma combinação perigosa. Valia a pena perguntar também quais são os efeitos de ter uma "economia nacional" "exposta" a uma banca "pan -europeia" que seja alheia aos seus problemas e ao seu desenvolvimento.

Peter Praet é um belga cuja carreira foi toda feita entre a banca e a burocracia europeia, entre o banco Fortis e o Eurogrupo e agora o BCE. Por coincidência, o Fortis foi um dos bancos mais atingido pela crise financeira de 2008, acompanhada por vários escândalos, que acabaram pela venda do banco ao BNP Paribas. Toda a história do Fortis é paradigmática do modo como a banca e o Estado reagiram à própria crise que criaram. Praet, entre outras funções, foi economista-chefe do Fortis, e depois responsável por vários grupos de supervisão bancária, mas como se vê os desastres financeiros e da supervisão não prejudicam a carreira de ninguém.

Praet não se incomoda nada em criticar directamente a política do Governo quanto às 35 horas. Para ele é óbvio que um governo legítimo é uma coisa menor do que o que pensa a burocracia do BCE. Até uma certa prudência da reserva estes funcionários perderam.

Alguém me explica por que razão mudar os horários de trabalho na função pública de 35 para 40 horas é uma "reforma estrutural"?
 

E alguém me explica por que razão diminuir os dias feriados é normal e repor os feriados anulados é anormal?
 
A palavra "estrutural" é uma das mais abusadas e violadas do nosso vocabulário político. Mas pode ser que alguém explique o carácter "estrutural" de medidas que os próprios que as impuseram apresentaram como temporárias ou de "crise" e destinadas a serem "revertidas" a prazo. Nós sabíamos que não ia ser assim e que mesmo as "reversões" de medidas consideradas ilegais pelo Tribunal Constitucional foi protelada por várias habilidades, mas pelo menos esse era o discurso. Pelos vistos quando outros as "revertem", já as medidas temporárias, ou seja apresentadas como conjunturais, passam a "estruturais" por milagre.

Partidos cujos líderes são eleitos com mais de 90% estão em crise?

Quer Pedro Passos Coelho, quer António Costa foram eleitos no PSD e no PS, respectivamente, por maiorias acima dos 90%. É um dos sinais menos saudáveis da profunda crise interior dos grandes partidos portugueses, aqui mais grave do que acontece com partidos congéneres na Europa. No PS não há opositores à experiência de uma maioria de esquerda? No PSD não há opositores à forte viragem à direita de Passos? Haver há, mas estão fora das estruturas interiores desses partidos, mais no PSD do que no PS.

Ambos os partidos conhecem fenómenos aparelhísticos cada vez mais acentuados, em que a vida interna de um partido é controlada pelos "permanentes", vindos da burocracia partidária, que comunica quer com cargos autárquicos, quer com cargos como os de deputados que duplicam e estendem essa burocracia. A dependência interior para as nomeações e para os jobs for the boys de lideranças, muito pouco tolerantes porque frágeis e dependentes de fidelidades de grupo, faz com que os partidos se fechem a qualquer competição interna.

O controlo das secções faz parte do "património" dos seus dirigentes e isso explica estes resultados anómalos. A competitividade interior acaba por ser apenas por lugares e influência e não tem bases em diferenças políticas nem ideológicas. Apenas o PS deu um passo no sentido de abertura ao exterior nas últimas eleições que opuseram Costa a Seguro, mas logo a seguir fechou-se de novo.
Revista SÁBADO, 27 MAIO, 2016

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Uma Nova Amiga


Uma Nova Amiga

Título original: Une nouvelle amie
De: François Ozon
Com: Romain Duris, Anaïs Demoustier, Raphaël Personnaz
Género: Drama
Classificação: M/12
Outros dados: FRA, 2014, Cores, 108 min.

Laura e Claire sempre foram amigas inseparáveis. Quando a primeira morre devido a uma doença prolongada, deixando Davis, o marido, totalmente desconsolado e com uma filha bebé a seu cargo, Claire promete que os apoiará em tudo o que puder. Para isso, resolve ir a casa de David o máximo de vezes que conseguir para ajudar a cuidar da criança. Um dia, ao entrar sem aviso em casa dele, depara-se com uma desconhecida com a bebé ao colo. Há anos que ele guarda um segredo que está agora pronto para revelar. Entre eles nasce assim uma nova cumplicidade que decidem manter em segredo.

Com realização e argumento do aclamado realizador francês François Ozon ("Sob a Areia", "Swimming Pool", "O Tempo Que Resta", "Potiche - Minha Rica Mulherzinha", "Dentro de Casa"), um melodrama que adapta ao grande ecrã o conto homónimo da escritora inglesa Ruth Rendell (1930-2015). O protagonismo está entregue aos actores Romain Duris, Anaïs Demoustier, Raphaël Personnaz e Isild Le Besco. PÚBLICO

Trailer



Crítica

Ozon, o manipulador indiscreto

Luís Miguel Oliveira

Público 25/05/2016 - 11:12

Permanecemos frios na contemplação do mecanismo, sem um real envolvimento. Hitchcockiano, Ozon nunca será Hitchcock, nem será, sequer, Chabrol.
 
Uma Nova Amiga, exercício semi-genuíno semi-oportunista

Ozon filma muito, e deve ser o cineasta francês mais workaholic da actualidade, mas raramente filma em “continuidade”: cada filme é um compartimento estanque, que pode funcionar melhor ou pior mas é sempre alguma coisa que nasce e morre ali. Não espanta por isso que seja um cineasta irregular, e que nunca saiba muito bem o que esperar de cada novo filme. O que é mais feitio do que defeito. Menos agradável é a sensação de que todos os seus filmes vivem de alguma espécie de truque, de gimmick, e que esse truque é, se não a única razão para o filme existir, o elemento em torno do qual – e do respectivo e calculado efeito – tudo se constrói. Hitchcock era assim, em versão superlativa; Ozon, a quem não é a primeira vez que chamamos hitchcockiano (mais como defeito do que como feitio, neste caso), está longe dos superlativos – mas neste caso, a começar pela matriz literária (um conto da escritora inglesa Ruth Rendell) e acabar nas citações expressas ou quase expressas (Psico, por exemplo) que Ozon inclui, a referência faz ainda mais sentido.

O truque, neste caso, é o segredo da personagem travesti de Romain Duris, tendência “libertada” pela morte da mulher, e que se transforma no ambíguo objecto de desejo da melhor amiga da defunta, interpretada por Anaïs Demoustier (a melhor amiga, não a defunta, por cujo rosto sem vida o filme começa). A titilação é garantida, os temas da “perturbação da identidade sexual”, do “vampirismo”, da “transferência de personalidades”, dos fantasmas eróticos, vão saltando todos à vista, como se Ozon pensasse em Hitchcock, em Bergman, em Polanski, em Buñuel, tudo ao mesmo tempo. Mas se não se lhe nega uma enorme habilidade – a habilidade manipuladora e calculista de quase sempre, com poucas excepções – é difícil ver em Uma Nova Amiga mais do que o exercício semi-genuíno semi-oportunista de um cineasta exímio a emular modelos e referências mas incapaz de lhes insuflar uma aragem que as transcenda ou, se isso fosse pedir muito, meramente as encaminhe para um território mais pessoal e mais imprevisível. “Uma Nova Amiga” é um filme de “máquina”; bem oleada, certamente, mas sobretudo interessada em estar sempre um passo à frente do espectador, agarrá-lo a partir de uma expectativa laboriosamente gerada mas sem cuidar de apagar (como Hitchcock fazia) as marcas, o rasto, da geração dessa expectativa. Vê-se, sente-se a manipulação, mantemo-nos sobre controlo, nunca nos esquecemos de que isto “é só um filme”. Permanecemos frios na contemplação do mecanismo, sem um real envolvimento. Hitchcockiano, Ozon nunca será Hitchcock, nem será, sequer, Chabrol.

domingo, 22 de maio de 2016

RAMADA ALTA



RAMADA ALTA


Dos tempos antigos ficou a capela do Senhor da Agonia





Ao certo, ninguém sabe qual é a ori­gem do topónimo Ramada Alta. A explicação mais aceitável é a de que se trata de um nome que identifica um local de caracterís­ticas rurais muito semelhante a outros que existiram às portas da cidade.

Também não sabemos se o topónimo é muito antigo. Do que não temos dúvidas é de que o sítio hoje conhecido por Ramada Alta, há menos de duzentos anos, ou seja, em 1836, para sermos mais precisos, ficava num dos extremos da cidade porque passa­va por lá a linha de barreiras e ali funciona­va um dos postos "para fiscalização e co­brança do imposto do real de água".

O nome Ramada Alta foi tomado da de­nominação de uma enorme quinta que o re­volucionário vintista Francisco José de Bar­ros Lima ali possuía. Barros Lima, cujo nome foi dado a uma rua da zona do Bonfim, foi um dos homens do Sinédrio, uma orga­nização clandestina mas patriótica no seio da qual se forjou a revolução vitoriosa de 24 de Agosto de 1820 - a revolução liberal.

Outras grandes quintas existiram nesta zona alta da cidade. Uma das mais famosas foi a quinta de Santo António da Boavista, também conhecida por quinta das Águas Férreas. Em 1760, pertencia à família de Jo­sé de Sousa Melo da Cunha Sotto Mayor, fi­lho do visconde de Veiros e daí uma outra designação que se dava a esta propriedade: quinta de Veiros.

A quinta de Santo António da Boavista pas­sou por várias vicissitudes. Em 1809, aquan­do da segunda invasão francesa, serviu de re­sidência e de quartel-general do general in­glês Nicolau Trant que comandou as tropas anglo-lusas. Após a expulsão dos franceses do Porto, José de Sousa Melo voltou para a sua residência, mas só esteve até 1832, ano em que D. Pedro IV entrou na cidade à frente do Exército Libertador. Sousa Melo, que era mi­guelista, saiu do Porto indo refugiar-se numa propriedade que possuía na Régua.

Abandonada pelo seu proprietário, a quin­ta das Águas Férreas foi ocupada pelos libe­rais que nela montaram o paiol da pólvora mudado, logo a seguir, para a quinta da Chi­na junto ao rio Douro.

Na quinta de José de Sousa Melo foi insti­tuído, em 1845, o Asilo de Mendicidade; dez anos depois (1855), foi lá instalado o Hospi­tal Militar; e em 1857, na quinta das Águas Fér­reas funcionava o célebre Colégio de Nossa Senhora da Guia.

Entre 1861 e 1869, voltou à quinta dos Me­ios o Hospital Militar que, entretanto, funcio­nara no antigo mosteiro de S. João Novo; em 1869, depois da transferência do Hospital Mi­litar para o seu novo edifício na Avenida da Boavista, a quinta foi alugada a Oswald Granfour, cônsul de Inglaterra no Porto. Atualmen­te, é propriedade do Estado português e nela funcionam vários organismos ligados ao Mi­nistério da Justiça, como, por exemplo, o Tri­bunal de Família.

Havia ainda a quinta chamada dos Tortulhos, que os liberais sequestraram em 1833 porque pertencia a José Joaquim Machado que lutou ao lado das tropas miguelistas.

Outra grande propriedade destes sítios foi a quinta dos Limoeiros, onde esteve instala­do o colégio Moderno, de raparigas, que para aqui veio das antigas e modestas instalações da Rua da Boavista. De alguns pontos desta quinta avistava-se, ao longe, o mar.

Era por estas bandas que ficava a célebre Fonte do Ribeirinho ou dos Ablativos, na atual Rua do Barão de Forrester, que antigamente foi a continuação da Rua de Cedofeita. Do Ri­beirinho porque era abastecida com a água proveniente de um pequeno ribeiro (daí ri­beirinho) que tinha a sua nascente um pou­co mais acima, na Ramada Alta. Dos Ablati­vos (máximas escritas em forma de versos) porque ostentava na fachada uma placa com frases escritas em latim. Fundada em 1788, esta fonte deixou de funcionar pelos anos quarenta do século XX e foi reconstruída nos jardins das Águas do Porto na Rua do Barão de Nova Sintra.

Hoje, só a capela do Senhor da Agonia, construída no centro do pequeno e airoso Largo da Ramada Alta, lembra os tempos pas­sados e recorda a feição rural de antigamen­te. Os romeiros dos tempos antigos que iam em romagem ao Senhor de Bouças (Senhor de Matosinhos) passavam obrigatoriamente pelo Largo da Ramada Alta, onde se fazia um animado arraial, e não deixavam de entrar na capela para prestar culto ao Senhor da Ago­nia.

Os cidadãos do Porto veneravam a sagra­da imagem do Senhor de Matosinhos e nun­ca faltavam à sua festa no domingo do Espíri­to Santo. Quem não tinha posses para pagar ao Manuel José de Oliveira uma viagem no seu carroção, metia os pés ao caminho e fazia toda a jornada a pé. Os romeiros deixavam a cida­de pela Cordoaria, metiam à Torre da Marca (Palácio de Cristal), subiam pela Boa Nova à Ramada Alta e daqui pelo Carvalhido seguiam para Matosinhos. Havia imensa gente à beira das estradas só para ver passar os romeiros e ouvir as suas cantigas. Havia quem levasse ca­deiras para mais comodamente ver passar os festeiros. Outros tempos.

A história de uma rua

A Rua de Cedofeita, uma das mais interessantes ar­térias do Porto do libera­lismo, em tempos idos, ia desde a Praça de Carlos Alberto até ao Largo da Ramada Alta. Na segunda metade do século XIX, à parte que vai da Rua da Boavista até à Ramada Alta, a Câmara do Porto deu o nome do barão de Forrester. Esta distinção foi o reconhecimento pú­blico da cidade àquele súbdito britânico pela in­tensa atividade que ele desenvolveu no sentido de preservar a genuinidade do nosso vinho do Porto. Na casa (foto) que habitou junto à Ramada Alta rece­beu, o barão de Forrester, em ceias e saraus literá­rios a melhor sociedade portuense dos finais do séc. XIX. Camilo, até uma certa altura, foi um dos convidados.
A capela da Ramada Alta começou a ser construída em 1737
JORNAL DE NOTÍCIAS, 22 Maio, 2016

sábado, 21 de maio de 2016

ANTES DE ÁLVARO, DEPOIS DE SIZA



SIZA

ANTES DE ÁLVARO, DEPOIS DE SIZA

Em Haia, um turco pergunta a Siza como pode rezar a Meca virado para uma casa de banho. Em Berlim, o “Bonjour Tristesse” foi vendido e os moradores não aguentam o aumento das rendas. Na Bouça há um processo de gentrificação. Em Veneza vai por fim ser concluído o projeto da Giudecca. Fragmentos de quatro meses de viagens pela Europa ao encontro dos bairros sociais construídos pelo arquiteto português


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O recanto preferido do turco Aldogan Gunciek, 67 anos, é uma pequena mesa colada a um grande espaço envidraçado entre a cozinha e a sala de estar do seu apartamento em Schielderswijk, na cidade holandesa de Haia. Ali desfia memórias. Ali se emociona e se abandona a longas conversas. Há, porém, um detalhe a embaraçar a felicidade do turco Aldogan. Vive uma incómoda perturbação diária nos momentos dedicados à oração. Como manda a tradição muçulmana, deve virar-se para Meca. Ao fazê-lo, esbarra o olhar na casa de banho. Não tem como evitá-lo. Parece-lhe indigno.

Silvano Ditadi mora no segundo piso de um prédio na ilha da Giudecca, em Veneza. Junto à casa tem um jardim onde apetece deixar a vista num eterno deambular. Gosta do espaço onde vive com a mulher, de origem austríaca, mas tem uma angústia. Não consegue divisar qualquer justificação para não ter sido aberta uma janela na casa de banho. Com vista para o jardim.

A alemã Anna Heilgmeitz, 35 anos, arquiteta, reside em Berlim no edifício “Bonjour Tristesse”. Poder usufruir, com o sérvio Veljko Marckovic e a sua compatriota Steffi Niederzol, daquele enorme apartamento com vistas sobre Kreuzberg é, para todos eles, algo situado para lá de qualquer sonho antes alimentado. Contudo, pesadas sombras caem sobre os dias luminosos. A recente venda do prédio e o constante aumento das rendas ameaça a possibilidade de lá permanecerem.

A sexagenária Amélia Castro vive há 35 anos na Bouça, no Porto. Orgulhosa do bairro, revela algum desconforto com a chegada de um novo tipo de moradores. Numa manhã de chuva miúda de um sábado frio de janeiro, com a mesa posta, a abarrotar de rabanadas, queijo da serra, vinho do Porto, e um bacalhau à espanhola pronto a saltar do fogão, vê de repente a casa cheia. A sala é pequena para tanta curiosidade. Já lá estava uma multidão quando surge um grupo de estudantes espanhóis, atraídos pela presença de Álvaro Siza. Com Amélia ninguém fica na rua. Mais tarde serão incentivados a aproveitar para questionar o arquiteto. Depois de Amélia os ter desafiado a, “quando forem como o Siza, fazerem casas para os pobres”, sai pela voz de um dos jovens a pergunta capaz de suscitar a elaboração de um tratado: “Que caminhos deve seguir a arquitetura no futuro?”

Logo se verá. Para já, fixamo-nos no regresso a um passado intenso, feito de dias árduos, tantas vezes excessivos, quase sempre estimulantes. No Porto, em Berlim, em Veneza ou em Haia, reclamava-se a construção de habitações dignas para gente sem posses, mas com legítimas aspirações a uma vida de onde não esteja ausente o conforto. Durante quatro meses, entre janeiro e abril deste ano, Álvaro Siza aceita regressar aos bairros. São viagens épicas, com o arquiteto a suportar a inclemente invernia de Veneza, os dias húmidos do Porto, a agitação de Berlim ou os constantes questionamentos da comunidade árabe em Haia. Encara tudo com uma descomunal paciência. Jamais recusa uma resposta, até para a mais inesperada das questões. No final percebe-se-lhe o contentamento ancorado na constatação de que, tantos anos passados, os apartamentos continuam habitados, bem conservados e estimados por moradores oriundos de culturas várias.

A visita inseriu-se no conjunto de iniciativas relacionadas com a participação portuguesa na 15ª Bienal de Arquitetura de Veneza, comissariada pelos arquitetos Nuno Grande e Roberto Cremascoli. Com poucos meios, conseguem proporcionar um toque de grande originalidade ao pavilhão de Portugal. Subordinado ao tema “Neighbourhood — Where Alvaro meets Aldo”, além de explorarem os territórios comuns aos dois arquitetos, mostram o trabalho de Siza nos diferentes bairros, com recurso a plantas, exposição de fotografia e exibição de quatro documentários.

São viagens épicas, com Siza a suportar a inclemente invernia de Veneza, os dias húmidos do Porto, a agitação de Berlim ou os questionamentos dos árabes

O pavilhão ocupará a frente incompleta do quarteirão desenhado por Álvaro Siza em Campo di Marte, na ilha da Giudecca. Trata-se do estaleiro de obra não concluída, por falência do empreiteiro em 2010, de um núcleo habitacional iniciado em meados dos anos de 1980. Envolvia ainda os arquitetos Aldo Rossi, Carlo Aymonino e Rafael Moneo. Uma das consequências desta opção passa pelo desbloquear do impasse criado com a paralisação das obras. A ATER Venezia — Azienda Territoriale per l’Edizia Residenziale, a estrutura oficial responsável pelo sector habitacional em Itália, decidiu reabrir o processo com vista à conclusão do edifício e da praça contígua, onde José Pedro Croft, representante português na Bienal de Arte do próximo ano, instalará um trabalho escultórico.

Muito caminho terá sido percorrido quando, no próximo dia 25, os moradores da Giudecca veneziana mergulharem na festa programada pela representação portuguesa. Cinco meses antes, no dia 30 de janeiro, começara no portuense bairro da Bouça este imenso périplo pela obra de Siza. Com Fernando Cardoso como anfitrião, presidente da Associação de Moradores e um histórico das lutas e do processo que ao longo de anos leva à conclusão de um bairro pensado, antes do 25 de Abril de 1974, para funcionários judiciais, Siza reconhece terem sido vividos tempos irrepetíveis.

O terreno onde acaba por ser construído este núcleo habitacional inseria-se numa zona com muitas “ilhas” e é integrado no processo SAAL. Os moradores e a brigada responsável pela Bouça sabem da existência do projeto já aprovado na Câmara e convidam Siza a readaptá-lo de modo a poder acolher um maior número de residentes. Constroem-se entre 1975 e 1976 dois blocos de apartamentos de quatro pisos em duplex.

Hugo Reis, 34 anos, e Filipa Almeida, 29 anos, ambos arquitetos, fazem parte da nova geração de moradores de um bairro a atravessar um processo de substituição de residentes de menor poder económico por outros em geral com outras disponibilidades. É a gentrificação a ocorrer em várias zonas do Porto. Hugo e Filipa vivem com a filha, Cármen, de 3 anos. Encontraram na fase nova do empreendimento uma realidade diferente. Reconhecem ter a escolha sido influenciada pelo facto de se tratar de uma casa com a assinatura de Álvaro Siza, embora sublinhem as boas condições da urbanização, a existência de Metro à porta, a possibilidade de se descolarem a pé ou de bicicleta para os principais pontos da cidade, num raio de cinco quilómetros. A mesa da sala, dizem perante um Siza entretido a brincar com Carmen, é “o palco do nosso convívio”.

Surgem vozes múltiplas a comentar o que possa ser a subversão do espírito inicial da Bouça, onde já se pediu €75 mil por um T3 e agora se exige, pelo menos, €110 mil por um T2. Siza explica que no início “os sócios da cooperativa tinham prioridade na compra, mas houve muita procura”. Foi tudo rapidamente vendido. O tipo de casa deixara de corresponder aos desejos de quem vivera todo aquele ambiente das ilhas. “Houve quem se interessasse pelo que para outros deixara de ser interessante”, conclui Álvaro.

“Siza não foi chamado a trabalhar no estrangeiro pela participação, mas por ser muito bom arquiteto. Fazia habitação social como nunca fora experimentada”

Não é o caso de Amélia e o marido, José Costa. Aguerrida e com o coração perto da boca, proclama, para início de conversa, que “o senhor arquiteto fez isto graças à nossa luta”. Não esquece a batalha verbalizada na reivindicação “casas sim, barracas não”. Eram insultados. Diziam-lhes para irem trabalhar. As associações de moradores eram boicotadas. Nunca desistiram. De luta intensa se fez sempre o processo SAAL. O debate, admite Siza, vai muito para lá da questão da casa ou da sua tipologia. “Passa a ser sobre a cidade e isso, de certa forma, apressou o fim do SAAL. Estava a mexer com interesses muito profundos.”

A conclusão da segunda fase da Bouça, com 74 fogos, acontece apenas três décadas após o fim da primeira fase, composta por 56 fogos. Pela primeira vez, diz Alves Costa, é possível ver “uma operação completa” e não apenas ruínas sem nexo. Porventura resida aí o desejo manifestado por Eduardo Souto de Moura de não se transformar o SAAL numa “arqueologia, nem numa estratégia do tempo da Revolução”. Desembocamos de novo no tema da participação, hoje uma questão central nos debates sobre as cidades. Porém, faz questão de frisar, “Siza não foi chamado a trabalhar no estrangeiro por causa da participação, mas por ser muito bom arquiteto”. Estava “a fazer habitação social com uma prática como nunca fora experimentada”.

BAIRROS Berlim, Porto e Haia foram três das paragens do périplo europeu de Álvaro Siza num regresso a alguma da habitação social construída na Europa

Aparecem, então, os convites de fora para alguém com escasso trabalho no seu próprio país. A primeira escala é Berlim e vai confrontar-se, então, como agora, com questões do mesmo tipo da colocada pelo jovem estudante espanhol em casa de Amélia, na Bouça. A resposta do arquiteto é simples. “A arquitetura tem de atender à questão social. Não é por acaso a atribuição do Pritzker deste ano. As pessoas estão a ter péssimas condições de vida.”

Em busca de respostas para um futuro que se adivinhava demasiado condicionado por um dado presente, chega um dia ao Porto um jovem vereador do município de Haia, na Holanda. Adri Duivesteijn tem 34 anos quando resolve rumar a Portugal com dois objetivos: assistir aos festejos dos dez anos da Revolução de Abril e tentar contactar Álvaro Siza Vieira. Aquele membro do Partido Trabalhista quer convidá-lo a intervir numa área degradada e estigmatizada da sua cidade, o bairro de Schiderswijk. Hoje um político reconhecido na Holanda, membro do Senado até 2015, Adri, conta-nos na sua belíssima residência em Haia, insistia em ver a Bouça, mas deparava com um Siza “renitente, a afirmar-se deprimido com a ideia de regresso a um bairro onde tudo parecia estar por concluir”, até por o projeto ter sido interrompido. Não obstante o aspeto desolador da urbanização, o holandês fica entusiasmado. Sente estar ali grande parte da resposta procurada. Mesmo se tudo lhe parece estranho. Como “as escadas em madeira, um certo ar de estaleiro, mas, por outro lado, uma grande vida, e as pessoas muito orgulhosas do seu bairro”.

Siza acaba por aceitar o desafio. Desloca-se a Schiderswijk e encontra uma zona ainda com muitos holandeses, mas a começar a sentir os efeitos de uma emigração progressiva, com muito turcos e marroquinos. Quase três décadas depois, já quase não há holandeses. A extrema-direita local lançou um anátema sobre a zona. Apresenta-a como viveiro de jovens muçulmanos radicalizados. Passámos lá alguns dias e torna-se difícil perceber o estigma. Aos olhos portugueses parece um bairro de classe média, bafejado pela tranquilidade, bem equipado, recheado de crianças a brincar nos generosos espaços públicos.

Antes de avançar com o projeto, Siza incentiva os contactos com a população local e depara com um estranho pedido. Teria de fazer umas casas “para os muçulmanos e outras para os europeus”. Toma como posição de princípio rejeitar essa hipótese. “Seria uma dupla marginalização”, diz. Teriam de ser habitações “aceites por emigrantes e nacionais”. Constrói protótipos à escala natural, com móveis e todos os adereços necessários. A organização da casa é discutida até a exaustão e surgem os mais inesperados detalhes. Um árabe explica-lhe que se leva a casa os amigos, “não quer que eles vejam a mulher e as filhas”, pelo que tem de existir uma separação. Siza percebe haver quem pense que “ir de encontro àquela realidade é estimular conceitos reacionários de menorização da mulher na família”. Repete, então, algo que o veremos afirmar várias vezes. É impossível, sustenta, “mudar por decreto ou obrigação hábitos culturais há muito enraizados”.

Com o auxílio da turca Yildiz Haseki, e de Salima Benaissa, de origem magrebina, uma a fazer, a outra já com o Master em Arquitetura na Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Delft, sente-se muito em particular a dificuldade em contactar a comunidade marroquina. São longas horas feitas de ansiedade e tentativas frustradas. Portas que não se abrem. Portas que apenas se entreabrem. Olhados com desconfiança, deparávamo-nos com a absoluta indisponibilidade para aceitarem conversar sobre a casa.

Silvano aponta a falta de janela na casa de banho. Siza não quis estragar a fachada. É “um pecado de arquiteto”, diz, mesmo se é outra a explicação

As exceções vêm de outras geografias. Plasmam-se em homens efusivos como Ruben Basdew, do Suriname. Ou na calorosa receção feita por uma família angolana. Irene Tomás, 34 anos, trabalha com idosos e vive ali há 10 anos com o marido e as filhas. Antes de questionar Siza sobre uma opção muito comentada ao longo da visita, elogia o espaço, fala da muita luz conseguida no interior, queixa-se do difícil acesso a umas pequenas janelas na parte superior do compartimento e por fim surge a dúvida. Quer saber o porquê da existência de umas portas de correr na sala. Paciente, o arquiteto explica ter sido aquela a forma de satisfazer alguns anseios da comunidade árabe. “Como queriam uma parte muito reservada, o que se fez foi meter a porta de correr.” Adri já antes falara daquelas portas como “a grande novidade em casas sociais, por permitirem uma grande flexibilidade, não discriminarem ninguém e proporcionarem uma curiosa liberdade”.

Para lá de utilizar o tijolo como revestimento dominante, o arquiteto recria um espaço tradicional de acesso aos edifícios a partir da rua com o chamado “Haagse Portiek”, um pórtico que, explica Roberto Cremascoli, “permite, através de uma larga escada exterior, aceder a um patamar comum às entradas para os novos apartamentos”. Com esta opção, “acompanhada da criação de tipologias habitacionais flexíveis”, tornava-se possível, prossegue Nuno Grande, adaptar os apartamentos “às diferentes vidas familiares, independentemente da origem cultural ou religiosa dos seus habitantes”.

GIUDECCA Na ilha veneziana, o edifício de Álvaro SIza convive com os de Aldo Rossi e Carlo Aymonino

Nelson Mota, professor da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Delft, em Haia, realça que Siza “fez uma gestão inteligente dos conflitos inevitáveis nos projetos participativos e conseguiu elaborar algo que une os residentes com um coletivo, em vez de os discriminar em grupos de natureza diversa”.

A diversidade já foi maior. Um feliz acaso deixa-nos junto a uma porta que, vem a saber-se, é de um dos raros holandeses a residir no bairro. Gerard Johan Vree tem 61 anos, estudou geografia e história, possui um estudo de revelação em casa e se algo o caracteriza é um irreprimível desejo de viagem até os mais inesperados e complexos locais do mundo. A próxima será ao Turquemenistão. Disponível, revela-se conhecedor e admirador da obra de Siza, ao ponto de elogiar muitas das soluções encontradas e com as quais convive no dia a dia. Como o fascínio pela generosa área da cozinha, ou a excelente “vista do parque”.

Aldogan Gunciek e a mulher, Lemanur, ambos turcos, são a primeira família a abrir-nos a porta em Schilderswijk, na manhã de 11 de março. Não escondem o prazer de viver há 27 anos naquele espaço tão luminoso, tão marcado pelas grandes vidraças. Aldogan trata de uma pequena horta nas traseiras, regada com a água da chuva. Lemanur mantém-se afastada ao longo de toda a conversa. Refugiada na cozinha. Uma vez ou outra é chamada a auxiliar a memória de Aldogan. Nada mais. Recusa qualquer fotografia. No dia seguinte recebem Siza. O ex-trabalhador de uma plantação de tomates, que fora motorista de camiões na Turquia, tem uma preocupação. Um detalhe consome-lhe a cabeça. Ao rezar virado para Meca, os seus olhos esbarram a casa de banho. Mais um desafio para Siza. Porquê? Como é que não conseguiu evitar esta situação? O arquiteto, se o tentasse, teria muita dificuldade em explicar-lhe o significado da expressão portuguesa “azar dos Távoras”. Mas terá sido o que aconteceu ao turco Aldogan. Foram construídos vários quarteirões com diversas orientações. Houve a preocupação de evitar aquela situação em todos os apartamentos. Siza admite, porém, “a possibilidade de ter falhado naquele por ter sido impossível fazer de outra maneira”. Nunca antes tivera uma queixa similar. Será verdade, mas Aldogan não se conforma. Não se reza para Meca com uma casa de banho como horizonte.

O insólito aguardava Siza em Berlim. Procurávamos turcos e deparámos com um sérvio incrédulo com quanto seus olhos lhe revelavam. No átrio de entrada do “Bonjour Tristesse” um aglomerado de gente rodeia o arquiteto. Ninguém parece ter capacidade para resolver o crucial dilema de encontrar forma de aceder a uma das famílias residentes num dos prédios mais icónicos da arquitetura contemporânea. Também lá está Brigitte Fleck, arquiteta berlinense, velha conhecida de Siza e porventura a principal responsável pela existência daquele edifício com a assinatura do arquiteto português. De repente, por entre aquela confusão, destaca-se a voz de um jovem alto, loiro, entusiasmado. Acabara de entrar. Dirige-se a Álvaro. Pede-lhe para fazerem uma foto juntos. Ainda ninguém sabe quem é e já a todos intriga aquele sorriso rasgado, aquele alvoroço espelhado num rosto a irradiar felicidade. Depois é o espanto. Sem fazer ideia do motivo da presença ali do arquiteto, convida-o a subir. Quer mostrar-lhe o seu apartamento, no quinto andar. Veljko Markovic, assim se chama o arquiteto sérvio de 29 anos inopinadamente introduzido na história, enquanto sobem no elevador e no acesso ao apartamento, faz perguntas. Quer saber tudo. Por exemplo, se foi aquele o primeiro edifício de Siza fora de Portugal. Já no interior, insta-o a circular e ver como está o espaço onde reside com mais uma arquiteta e uma cineasta. Depois de vaguearem pelas diferentes divisões, sentam-se os dois na cozinha. Veljko faz café. Não tardará a confessar que tudo fizeram para viver ali, por terem em “Bonjour Tristesse” o seu “edifício favorito em Berlim”, e por Siza ser o arquiteto a quem mais admiram. A conversa será longa, com muita troca mútua de informações e novos momentos surpreendentes, como quando chega a cineasta Steffi Niederzol, 34 anos. Atónita ao ver a casa invadida por desconhecidos e com uma expressão de incontido espanto ao reconhecer Siza.Falta Anna Heilgemeiz, arquiteta, 35 anos, que se nos juntará para conversar na noite do dia seguinte. É porventura a mais determinada dos três a levar até aos limites a luta que sentem terão de travar.

Regressamos à mesa da cozinha onde já o café está servido. O prédio foi vendido a um consórcio privado austríaco chamado “Enfant Terrible”. Ironia? Fala-se da construção de uma piscina no topo. “As rendas estão a ficar cada vez mais altas e começa a tornar-se muito difícil viver nestas casas”, diz Veljko. Anna dirá depois estarem todos em perigo, ao ponto de terem começado “a contactar outros grupos na cidade com problemas idênticos”. Assegura estarem a ser afetadas 145 mil casas sociais com a nova “política de poderem subir as rendas todos os anos”. O trabalho político a fazer, afirma, “é tentar mudar o sistema”.

No princípio tudo era diferente. Siza é chamado no início dos anos 80 a participar no concurso do qual resulta esta sua primeira obra no estrangeiro. É um dos muitos projetos destinados à IBA — Internationale Bauausstellung Berlin, através da qual se pretendia uma reconstrução crítica da cidade dividida. Participam, além de Álvaro, arquitetos como Peter Eisenman, Aldo Rossi e James Sterling. A IBA, explica a ainda tão discreta quanto belíssima Brigitte, estava dividida em dois sectores diferentes. Um, a chamada IBA rica, com terrenos vazios para construção nova. O outro, em Kreuzberg, então muito perto do muro. é quase uma periferia de Berlim. Ali se constrói a Wohnhaus Schlesisches Tor de Siza. Tinha “edifícios degradados para recuperar e pouco terreno para construir, e pobre porque os proprietários não queriam gastar muito” com o tipo de pessoas a que se destinava. Emigrantes, no essencial. “Naquela altura haveria uns 100 mil turcos em Berlim”, lembra Siza.

A escolha do arquiteto português assentava em duas razões nem sempre explícitas, revela Brigitte. Do ponto de vista oficial, era “valorizada a experiência dele em participação, na altura um tema bastante discutido em toda a Europa”. Depois, havia o empenho de alguns técnicos da IBA, uma espécie de “segredo de pouca gente, que conhecia a obra de Siza” e via ali uma oportunidade de ter trabalho seu em Berlim.

Na verdade acaba por não haver grande participação, reconhece-o o próprio arquiteto. “A população turca era maioritária e nitidamente mal vista”. O processo foi complicado. Houve muita luta, com muita tensão nas ruas, devido à rejeição da presença dos emigrantes. Passadas tantas décadas, o problema renasce com toda a força, estimulado pela vaga de refugiados que tem desembocado na Alemanha. Steffi, a cineasta, fala de “um momento chocante” quando, há pouco mais de um ano, viu a nova mensagem escrita a vermelho vivo no topo superior de uma das fachadas do prédio: “Bitte Lebn”. Poderia traduzir-se por algo como “vão embora, por favor”. Steffi considera tudo aquilo “tão baixo, tão reles, tão rafeiro”. O “Bonjour Tristesse” pelo menos tem “algumas referências de certo modo humanas”.

“O belo tanto pode existir na casa de um milionário, como num bairro social. Apenas será uma beleza diferente encontrada por outros meios”

Durante a sua estada berlinense, Siza almoça algumas vezes no restaurante do rés do chão pertencente à cadeia mexicana Qué Pasa, ali instalado em substituição do original restaurante turco. Não chega, contudo, a contactar com o ex-membro dos serviços secretos da Croácia, Milenko Fink, 50 anos, residente num dos apartamentos térreos e que considera “o prédio muito interessante para quem tenha uma veia artística”. Não chega a conhecer as críticas de Jacqueline Lucks, diretora do infantário projetado na zona. Considera “os espaços muito generosos, com soluções que, se eram aceitáveis em 1982, hoje não correspondem aos parâmetros exigíveis”. Tem, diz, janelas demasiado altas, coloca as atividades de grupo muito distantes umas das outras e dificulta, assim, a vigilância das educadoras. Por outro lado, “cria uma atmosfera de intimidade para as crianças quando vão à casa de banho, quando hoje queremos ter uma visão de fora para dentro para saber se não estão a fazer disparates”. Questões de uma Alemanha onde, quando se tenta aprazar uma entrevista mais desenvolvida com um casal turco residente no “Bonjour Tristesse” há 35 anos, tudo se desmorona. A mulher diz aceitar apenas mediante pagamento. “É o que fazem os alemães”, contesta, face à surpresa pela exigência. Será? Não importa. Como se diz obrigado em turco? Esquecemo-nos de perguntar.

Mas não esqueceremos o inspirador encantamento com que o jovem sérvio e as duas alemãs residentes no 5º andar do prédio se referem à qualidade e à harmonia das formas do edifício. É um sentimento a suscitar uma interrogação pertinente: há beleza na habitação social? Diferentes habitantes das casas de Haia, do Porto e também de Veneza recorrem àquele adjetivo, às vezes de forma apenas implícita, para qualificar os espaços construídos por Siza. O arquiteto não tem dúvidas. “A beleza é o fim último da arquitetura, que, para ser funcional, tem de ser bela”. Essa beleza “nasce da autenticidade” e, na habitação social, essa conquista de verdade “não tem a ver com pompa, porque nesse caso não seria autêntica”. Mas o belo, assevera Álvaro, “tanto pode ser encontrado na casa de um milionário como num edifício público, ou num bairro social”. Apenas “será uma beleza diferente, encontrada por outros meios”.

FALÊNCIA Paradas desde 2010 por colapso do empreiteiro, as obras no Campo di Marte vão ser concluídas graças ao projeto português para a Bienal de Arquitetura

Há palavras capazes de arrastar uma noção de abismo. Pelo mistério. Pelo lado infernal nelas contido. Pelo encantamento sugerido. Pela beleza desnudada. Veneza. Enuncia-se o nome e há uma catadupa de sentimentos. Chove em Veneza. Está muito frio em Veneza. O vento sopra com violência nos canais de Veneza. Não é possível perceber “a sensação única” do nascer do sol em Veneza, na Praça de São Marcos, mencionada por Siza. Constata-se, antes, o sacrifício estampado no rosto do arquiteto, quando caminha pela praça sob um temporal intenso, abrigado pela designer italiana Greta Rufino. Avança rodeado de câmaras, de fotógrafos. Quem passa pergunta, intrigado, quem é. Siza caminha abstraído de tudo. Por vezes Greta segura-lhe o braço. Não obstante o gelo de fevereiro. Não obstante a chuva imparável, demora-se na contemplação de edifícios tantas vezes vistos. Deixa-se enlear pelo encanto da cidade sobre a qual fala com paixão.

Chega à Giudecca e a jornada está apenas a começar. O frio aperta. A chuva não para. O vento não se contém. Diz-se da Giudecca ser a última ilha onde residem os venezianos de origem, num claro contraste com a aflição provocada pelo sufoco turístico na ilha central. Percebe-se essa dimensão única daquele território com uma importante vida comunitária ao falar com moradores como Sonia Sacchi, 58 anos, que veio da ilha principal procurar o sossego da Giudecca. Destaca o silêncio das casas, ao contrário de Luigina Constantini, para quem o barulho se torna insuportável.

De entre todos os moradores sobressai uma personagem singular. É Casimiro Pietro, 54 anos, residente desde 2009 no prédio construído por Siza. Está cego. É uma cegueira recente. Em 2012 ficou desempregado. Nessa altura já quase não via. A mulher entende seguir outro rumo após 20 anos de vida em comum. Constantin diz compreender, mesmo se desponta uma névoa de tristeza no rosto sempre sorridente. Fica com a filha, Silvia. A casa é pequena, mas acolhe o namorado de Sílvia, um coelho numa gaiola chamado “Bafetto”, um pequeno aquário e tantas recordações inomináveis.

Casimiro expressa-se no dialeto veneziano. É difícil entendê-lo. Stefania Spiazzi, uma arquiteta do ATER, dá uma ajuda preciosa. Com uma vida muito modesta, Casimiro não dispensa os pequenos vícios. Por exemplo fumar. Aí, encontra em Siza um cúmplice. Acabam os dois a usufruir do prazer de um cigarro enquanto prossegue a conversa com Casimiro a falar da comoção de viver ali. Ele, que antes estava num barraco com 39 metros quadrados em Stª Eufémia, uma zona pobre da Giudecca. “Aqui é um espetáculo”, diz. Tem um quarto para a filha. Tem um quarto de casal. Tem uma casa de banho. “É fantástico.” Fala da simplicidade das casas. Considera a “entrada dupla fabulosa. Perfeita”. Refere-se ao acesso inspirado numa escada sobreposta a outra escada, feita pela primeira vez por Leonardo da Vinci e que permite um acesso independente aos apartamentos. Não esquece o momento em que pela primeira vez ali entrou. Olhou e viu um, dois, três, quatro quartos. “Assino já”, exclamou. Tinha casa.

Numa ilha com 4548 habitantes, explica Stefania, o prédio de Siza tem 32 apartamentos, 24 deles habitados por um total de 52 pessoas. A nova fase terá 32 apartamentos. Entre os moradores atuais está Silvano, de quem faláramos a abrir esta reportagem pelas suas preocupações com a falta de uma janela na casa de banho. Com ele, como com todos os outros, Álvaro ouve as queixas e elogios com a mesma serenidade. Com uma permanente atitude dialogante. Percebe que, na sua esmagadora maioria, e no essencial, os moradores estão satisfeitos com a obra ali construída. O diabo está nos detalhes. E Silvano aponta-lhe o pormenor da ausência de janela na casa de banho. Em frente tem o encantador jardim do Instituto Veneziano para a História da Resistência. Disposto a não deixar ninguém sem resposta, o arquiteto quer ver. Vão os dois até ao compartimento. Têm uma longa conversa. Embora na época ainda não existisse o belo jardim que a janela poderia agora revelar, reconhece que poderia ser fantástico ter ali uma abertura. Receou, porém, “estragar uma fachada tão bela”. Esta confissão leva-o a rematar um primeiro momento do diálogo com uma afirmação desconcertante: “É um pecado de arquiteto.”

A frase tem efeito, embora não explique tudo. Mais tarde deixará claro que o problema, na verdade, era outro. “No momento em que rasgasse ali uma janela todos os moradores iriam querer o mesmo” e isso representaria uma alteração radical do projeto tal como fora concebido e aprovado.

Nunca voltes ao sítio onde foste feliz, diz-se. Álvaro Siza não respeitou esta convenção, e regressou. Quis ver o modo como respiram e resistiram à passagem do tempo os bairros sociais construídos há tantas décadas. Como diz Souto de Moura, “às vezes faz coisas um pouco contranatura, mas gostou de ir lá para ver com distanciamento”. Espera que este regresso aos bairros “não seja uma espécie de romantismo tipo despedida”.

Wilfried Wang, professor de arquitetura na universidade do Texas, em Austin, EUA, ex-diretor do Museu de Arquitetura de Frankfurt e autor de numerosos ensaios críticos sobre a obra de Álvaro Siza, sublinha que “o facto de os moradores estarem muito satisfeitos com as suas casas e os seus bairros demonstra que o desenvolvimento urbano consegue evitar ser brutal, destrutivo e feio”.

Com a esperança de que outros aprendam com o exemplo de Siza, Wilfried assegura ser o arquiteto português um dos raros no mundo a conseguir mostrar que há “uma abordagem que aprende com as tradições urbanas, que olha com cuidado a vida da rua, os padrões de habitação, o tipo de apartamentos, os materiais tradicionais dos edifícios para absorver e gradualmente transformar tudo isso em elementos contemporâneos de uma rua ou de um bairro”.

Em qualquer um destes bairros há tempos diferentes a marcar a realidade quotidiana. Há, na verdade, um antes e um depois. Como dizia Adri Duivesteijn, “após Siza, podemos ver que em todos os processos de renovação urbana em Haia mudou a abordagem e o modo como politicamente se passou a olhar para esses processos”.

Na origem desta caminhada europeia está uma pequena zona degradada do Porto. O SAAL e o Bairro de São Vítor, onde trabalhava Siza, com Souto de Moura e outros, “é onde tudo começa”, insiste Alves Costa. Depois acontece a Bouça. Passaram décadas e as “ilhas” não desapareceram do Porto. Contabilizam-se ainda 960 na cidade. Ali vivem, de forma permanente, 10.500 habitantes distribuídos por 4900 alojamentos. Onde houve intervenções, os moradores ficaram marcados pelo processo. Quando o arquiteto vai à Bouça, é, ainda hoje, não apenas respeitado. Recebem-no como um muito amado membro da família. A quem nunca esquecem. A quem nunca sentem como ausente. Olham-no e percebem as transformações proporcionadas pelo tempo. Antes de Álvaro. Depois de Siza.

Nos dias 28 e 29 de maio e 4 e 5 de junho a SIC Notícias emitirá documentários da autoria de Cândida Pinto sobre este regresso de Álvaro Siza aos bairros sociais construídos na Europa

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2273 - 21 de Maio de 2016

Ulisses não volta a Ítaca


       Miguel Sousa Tavares

Ulisses não volta a Ítaca


ILUSTRAÇÃO HUGO PINTO

António Costa voltou de Bruxelas aliviado e satisfeito por ter ganho mais dois meses de suspensão de sanções pelo défice excessivo de 2015. Provavelmente ganhou até um ano de adiamento, sendo 2016 em definitivo o ano do “ou vai ou racha”. E vai? Ou racha? Ninguém sabe ao certo, nem o próprio António Costa. No planeta feliz em que ele vive, a previsão do défice para este ano é de 2,2%, mas, mesmo acreditando que não nos vai aparecer mais um Banif pela frente, já será uma sorte se conseguirmos ficar abaixo do limiar fatal dos 3%, que nunca conseguimos. Até porque não faltam outras oportunidades “extraordinárias” para derraparmos: a conta da resolução do Novo Banco, a capitalização da Caixa, a conta da TAP e da reversão das privatizações nos transportes metropolitanos de Lisboa e Porto.

Mas tudo a seu tempo. Costa já mostrou que é um notável malabarista, capaz de dançar sobre um fio de arame e um fosso de leões. Caminha por pequenos passos, para a frente e para trás, sem preocupações em chegar ao fim são e salvo mas apenas em ir-se mantendo em cima do arame, um dia atrás do outro. António Costa é um extraordinário tacticista, um notável negociador, um temível jogador de xadrez. Mas jamais será um estadista: tem demasiada política dentro de si, demasiada conjuntura, demasiada habilidade para tal. A impensável coligação de poder que ele inventou a partir de uma derrota eleitoral é alimentada dia a dia por pequenas mentiras, pequenas recompensas, pequenos avanços e recuos que a vão mantendo a flutuar, com a ilusão, em que só os distraídos poderão acreditar, de que se está a governar. Porém, tal como Penélope e para manter os seus vassalos em eterna expectativa, ele, de facto, não governa, finge governar: desfaz de noite o que fez de dia, promete em Bruxelas o que garante não ir fazer em Lisboa. Com isso, ganha tempo, na espera do regresso do seu Ulisses. No horizonte, ele perscruta ansiosamente sinais de uma retoma económica vinda de fora que possa milagrosamente vir salvar o que resta das suas promessas eleitorais.
Quem disse que estávamos arruinados? O país, os portugueses, podem estar, mas o Estado Português, não. Esse continua rico

A aposta no consumo interno e no alívio da austeridade não era um má opção em si mesma. Mas desde que a economia arrancasse e o aumento do consumo não fosse todo absorvido por importações; desde que as exportações continuassem a crescer, pelo menos ao ritmo dos anos anteriores; e desde que o Estado compensasse a devolução de salários, pensões e apoios sociais com o corte efectivo e duradouro de despesas inúteis, gastos sumptuários e apoios desnecessários e fomentadores da ociosidade e da dependência. Mas nada disso aconteceu: Angola e a China fizeram regredir brutalmente as exportações; as empresas, descapitalizadas e sufocadas fiscalmente, não têm dinheiro para investir e alavancar a retoma do crescimento; e o Estado, para manter a coligação a flutuar, gasta e distribui o que não tem, não corta no seu próprio consumo e ainda nos arrasta para acorrer aos desastres de uma banca que se revelou uma ampla e notável escola de incompetentes e irresponsáveis. O Governo não é de esquerda nem de direita, não tem plano nem horizonte, apenas navega num limbo ideológico e num permanente processo de desenrascanço e adiamento de todos os problemas estruturais.

Com a redução das taxas moderadoras, o aumento do salário mínimo e das prestações sociais, a reposição dos vencimentos da função pública e das pensões, com as 35 horas para o sector estatal, com a reversão de toda a exigência escolar e com o catálogo completo das causas fracturantes, a coligação entre socialistas e extrema-esquerda garante alguma popularidade, alguma paz social e o apoio dos “capitães de Abril”. Mas as causas profundas da nossa ruína, as razões pelas quais parámos de crescer desde o início do milénio, os factores que fazem com que o Estado gaste todos os anos mais do que tem, acumulando défices e aumentando dívida para as gerações subsequentes, tudo isso se mantém inalterável, apenas agravado dia a dia. E porque o Estado cobra em impostos 35% da riqueza de um país arruinado e gasta 52% do seu PIB, só não vamos ao fundo de vez porque o Banco Central Europeu nos empresta dinheiro barato e porque o Governo assalta a economia, aprofundando ainda mais o “brutal aumento de impostos” de Vítor Gaspar, de que em breve ainda teremos saudades. É verdade que não é para todos: é para os mesmos de sempre, os menos de 50% de portugueses que pagam impostos directos. Mas esses, por azar, são os que podem fazer arrancar a economia ou, pelo contrário, podem apenas ser sacrificados juntamente com ela pela voragem fiscal do Estado. É a célebre classe média — a que hoje, em desespero de cada vez mais receitas, já chamam ricos, para efeitos fiscais.

Veja-se o caso do ISP, sobre a gasolina e o gasóleo. Com o petróleo a 30 dólares, a nossa débil economia encontrou uma tábua de salvação: menos despesas para as empresas, maior capacidade de consumo para os particulares e mais negócio para todos os que vivem dos passeios de domingo ou de fim-de-semana: hotéis, restaurantes, etc. Ah, mas se a economia respirava melhor, o Estado perdia receitas fiscais no ISP — (o que é uma coisa saudável: menos dinheiro para o Estado, mais dinheiro para particulares e empresas). Então, que faz o Governo? Sobe o imposto em seis cêntimos por litro, porque o nosso alívio à custa dele o incomoda. Mas quando o petróleo recomeça a subir e ultrapassa os 40 dólares, o Governo, contrariando a sua promessa, apenas nos devolve a esmola de um cêntimo: cinco cêntimos a mais já lá cantam e podem crer que para sempre.

Outro exemplo: o aumento do IMI, que preparam afanosamente, depois do aumento geral recentíssimo levado a cabo com a actualização dos valores prediais. Agora, querem introduzir uma taxa progressiva, conforme o valor das casas, tornando o IMI outro IRS. Mas querem também penalizar mais quem tenha uma segunda casa, uma casa de campo ou de praia, uma casa comprada como investimento para aluguer ou simplesmente uma casa de família herdada. Isto revela bem a mentalidade de rapina do Estado: eles sabem que temos 14% de desempregados, que as empresas estão arruinadas, que não há financiamento e que o investimento está completamente estagnado. E sabem que um governo decente deveria incentivar a captação de poupanças e o investimento possível dos particulares. Deveriam estimulá-lo, mas preferem castigá-lo. É como se dissessem: “Ó meu malandro, então ainda te sobrou dinheiro depois de pagar os impostos todos e achaste que esse dinheiro era teu e que podias gastá-lo a fazer ou a comprar uma casinha, dando dinheiro a ganhar às empresas, ajudando a manter postos de trabalho e a não deixar morrer de vez o interior? E achaste que te safavas apenas pagando-nos IVA das obras, IMT na compra e um IMI igual aos outros? Pois, agora vais ver o que te vai custar não teres posto o dinheiro no Panamá!”.

Este é o retrato do país, em 2016. A economia está paralisada, mas, de cada vez que ousa tentar sobreviver, cai-lhe em cima o Estado, sem piedade. E tão mais impiedosamente, quanto se trate de alguém que ousa tentar sobreviver sem ajudas públicas, sem contratos de favor, sem isenções fiscais, sem compadrios. Não passa uma semana sem notícia de mais uma liberalidade do bom Governo que temos, representando mais uma despesa pública para o cardápio; e não há semana em que, correspondentemente, não seja anunciada nova ameaça fiscal. O paradigma pode ser dado pelo anúncio feito esta semana pela secretária de Estado da Educação sobre o destino a dar ao dinheiro que o Estado irá poupar, e muito bem, com o fim do apoio a algumas escolas privadas. Acham que esse dinheiro vai servir para engrossar a receita do Estado, diminuindo o défice e a dívida? Não, vai servir para dar manuais escolares gratuitos a todos. Quem disse que estávamos arruinados? O país, os portugueses, podem estar, mas o Estado Português não. Esse continua rico.

Miguel Sousa Tavares escreve de acordo com a antiga ortografia


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2273 - 21 de Maio de 2016

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