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sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante



A LAGARTIXA E O JACARÉ

José Pacheco Pereira

Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante

1. Sócrates não pára de combater o PS, com a complacência de muitos socialistas. Se ele tivesse um mínimo de consideração pela sua condição de militante do PS, e presumindo que mantém a sua convicção quanto às acusações de que é alvo, esperava pelo fim do processo e pela declaração, se for caso disso, de inocência. As únicas coisas em que Sócrates tem razão, e não são poucas, nem pequenas, é a morosidade da acusação sempre adiada, e a combinação dessa morosidade com fugas de informação orientadas. Se ele e os seus advogados se concentrassem neste aspecto, teriam razão, mas de há muito que ele é parte do seu próprio processo "público", não só defendendo-se na praça pública mas também querendo à viva força que ao seu lado fique um exército do PS e da opinião.

E todas as vezes que faz isso, alarga a convicção em muita gente, e em quase todo o PS, da sua culpabilidade, tão estapafúrdios e mesmo imbecis são os argumentos que dá. Essa convicção generalizada de culpabilidade não deve ter nenhuma importância para os tribunais – infelizmente vai ter, como já se passou noutros casos mediáticos –, mas é uma consequência também do esbracejar de Sócrates.

2. Contrariamente ao que ele pensa, cada vez que publicamente se conduz com a arrogância que sempre o caracterizou, mais se afunda. Não só porque se percebe que em muitos casos ele não nega os factos apurados, mas apenas a sua intencionalidade criminosa, como dá explicações que nos tomam a todos por parvos e que são tanto ou mais comprometedoras do que as fugas do processo. Eu não preciso de usar, nem usarei, uma única das fugas, mas basta-me as suas próprias explicações para perceber que ali há incongruências e mentiras.

Os tribunais dirão se está inocente, mas o padrão do seu comportamento é o de um culpado que pretende vitimizar-se para politizar em sua vantagem um processo em que é acusado de crimes que não são políticos e para cujos indícios, que aceita como verdadeiros, não dá nenhuma explicação aceitável. É que, no fundo, Sócrates quer-nos convencer que vivia por conta de um amigo, ele e a sua entourage, porque não era só Sócrates a viver desse amigo, sem prestar contas, nem saber quanto lhe devia, gastando todos os dias mais do dinheiro do amigo, muitos dos gastos em despesas sumptuárias, despesas de rico nas férias, no trem de vida, tudo.

3. Há duas hipóteses, nenhuma plausível: ou o amigo era tão extremamente rico que as muitas centenas de milhares de euros que dava ou pagava a Sócrates eram uma gota de água na sua fortuna; ou estava de tal maneira embevecido pessoalmente com Sócrates que o queria ver sempre feliz mesmo que isso lhe saísse do bolso.
Embora esta última hipótese seja muito subjectiva e impossível de confirmar ou negar, para um homem de negócios seria um comportamento ruinoso, visto que tinha de pagar as suas obrigações, salários, empréstimos, despesas empresariais e isso implicaria uma certa irracionalidade de comportamento de um homem de negócios tão importante. Dando estas explicações, Sócrates pensa como Maduro, que Chávez lhe aparece na parede, e quer que a gente acredite?

4. O problema com Sócrates não começou no processo. Muito antes, como escrevi na altura, sempre que se tropeçava numa pedra lá aparecia o homem e sempre com um padrão de arrogância, autoritarismo e muita mentira. Não me queria citar muito, mas em memória aos anos em que praticamente solitário denunciei a personagem com muitos dos que agora lhe atiram pedras a defendê-lo, Sócrates era um homem perigoso e parte dessa herança paira sobre o PS, e é justo que assim seja.

Do mesmo modo que o PS oficial o quer hoje ver a milhas, como o PSD quer esquecer a protecção que lhe deu no passado, resta saber por que razão os grandes partidos são muito mais indiferentes a suspeitas de corrupção, abuso de poder, fraude fiscal e outras tropelias do que à divergência de opinião. No PSD e no PS, mais no primeiro do que no segundo, já ouvi algumas vozes a apelar à expulsão dos críticos do poder vigente, mas não ouço praticamente nenhuma a pedir o mesmo face a casos que já foram muito mais longe do que suspeitas, mas implicaram condenações em tribunal, e outros, como é o caso de Sócrates mas não só, no PS e no PSD, de práticas inaceitáveis no exercício de altos cargos públicos.

Algumas podem ser crime, outras não, mas são com certeza abusos de poder e práticas inaceitáveis que um partido, para não ser conivente, devia punir . É porque o não fazem que os passeios de Sócrates e o seu "projecto" político comprometem o PS. Sócrates é o primeiro a saber disso e faz chantagem.
Revista SÁBADO, 30 SET, 2016

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Snowden


Snowden


TRAIDOR OU PATRIOTA? VOCÊ DECIDE


TEXTO JOÃO MIGUEL SALVADOR

EDWARD SNOWDEN O analista de sistemas mais famoso do mundo, interpretado por Joseph Gordon-Lewitt, é o protagonista do novo drama biográfico de Oliver Stone

Oliver Stone é o realizador responsável por “Snowden”, um drama biográfico que nos conta a história do homem que preparou a maior fuga de informação classificada de sempre


Baseado em “Os Ficheiros Snowden” — livro que reúne as crónicas de Luke Harding, jornalista do “The Guardian”, sobre o processo — e em “The Time of the Octupus”, da autoria de Anatoly Kucherena, advogado russo de Snowden, o mais recente filme de Oliver Stone é o documento definitivo sobre uma das personalidades mais odiadas dos serviços de informação norte-americanos.


A vida de Edward J. Snowden corria bem até o analista de sistemas decidir abrir a Caixa de Pandora e desvendar o programa secreto de vigilância mundial da NSA. Depois disso, tudo mudou: desistiu da carreira, da namorada de longa data, e abandonou o seu país natal. “Snowden” é um dos filmes do momento e percorre a vida desde homem invulgar (poderá dizer-se corajoso?) desde que ingressou no exército até ser contratado pela CIA e pela NSA, a Agência de Segurança Nacional Americana responsável pela espionagem electrónica dos Estados Unidos.



TEMPO DE TOMAR UM PARTIDO

Em “Snowden”, Oliver Stone convida os espectadores a escolher um lado e decidir quem é, afinal, Edward Snowden. Será o antigo consultor da NSA um traidor ou um patriota? Um criminoso ou um herói? Do lado da produção, Joseph Gordon-Lewitt, que protagoniza a longa-metragem, não tem dúvidas. Nas entrevistas que deu a propósito do filme, expressa que Snowden é, duplamente, um patriota. “[Ele] mostrou dois tipos de patriotismo, quando se alistou no exército em 2004 — no auge da guerra do Iraque, para combater pelo seu país — e quando chamou o seu governo à responsabilidade através da fuga” dos documentos da organização estatal para a qual trabalhava.

Gordon-Lewitt não é o único a mostrar-se a favor de Snowden e contra o sistema. O realizador do filme, conhecido não só pelos seus trabalhos mas também pelas suas polémicas intervenções e respostas em entrevistas, disse recentemente que o filme teve dificuldades desde o início, essencialmente quando pediu financiamento. “Francamente, [o filme] foi recusado por todos os grandes estúdios. (...) Foi decididamente autocensura. Não acredito que houvesse um inimigo como a NSA escondido na sombra, mas a autocensura é enorme nesta indústria”.

“Snowden” é distribuído pela produtora independente Open Road — que produziu “O Caso Spotlight”, que venceu o Óscar para Melhor Filme — e a esperada longa-metragem chegou esta quinta-feira às salas de cinema nacionais.

trailer

Título “Snowden”
Realização Oliver Stone
Atores Joseph Gordon-Levitt, Shailene Woodley, Melissa Leo
Duração 134 min.
Pontuação dos críticos do Expresso:
Francisco Ferreira – três estrelas
Jorge Leitão Ramos – quatro estrelas

Jornal Expresso Quinta - 22 de Setembro de 2016

ENTREVISTA

“A NSA tornou-se uma ciberameaça para o mundo”, diz Oliver Stone ao EXPRESSO

FOTO EPA

“Snowden”, o filme que o realizador dedica ao ex-colaborador da NSA, estreia hoje em Portugal


ENTREVISTA DE LUÍS M. FARIA


Oliver Stone tornou-se famoso com “Platoon” (1986), um extraordinário filme baseado nas suas experiências de combatente no Vietname. Da mesma altura e não menos poderoso, “Salvador” fala da guerra civil no país homónimo. A América Latina é um dos seus focos de interesse, e em anos recentes Stone defendeu personagens controversos como Hugo Chávez. Mas as suas obras mais diretamente políticas costumam ocupar-se de figuras norte-americanas: “JFK”, Nixon”, “W” (sobre George W. Bush). Agora dedica um filme ao jovem analista da NSA que revelou a extensão das atividades de vigilância de cidadãos públicos e privados nos EUA e no mundo inteiro. “Snowden”, hoje estreado em Portugal, conta a evolução do seu protagonista desde uma passagem falhada pelo exército até os eventos dos últimos três anos, mostrando as experiências profissionais que os despoletaram. O EXPRESSO falou com Stone via Skype.


Como vê a figura de Edward Snowden? Um herói americano?


Bom, você viu o filme, certo? Acho que fala por si. Não ligo muito a etiquetas, herói, patriota, essas coisas que se usam em peças curtas sem pensar muito. Francamente, ele fez o que fez, e é isso que o filme mostra, tanto quanto sei. É a história principal. O julgamento fica para quem vê.


Mas se alguém chamasse herói a Snowden, discordaria?


Não. Sei que ele não é de certeza um traidor. Nenhum traidor passaria toda aquela informação aos jornais de graça. Parece ser motivado inteiramente por convicção e patriotismo.


O que lhe diz a teoria, ultimamente pouco ouvida, de que ele estaria a trabalhar para a Rússia?


Não faz sentido. Ele não tinha nada a dar aos russos. Conforme o filme mostra, apagou a informação depois de a dar aos jornalistas. Não sei quais poderiam ter sido os seus motivos. Ele quer regressar a casa. É a pátria dele. E tem criticado a Rússia, como aliás outros países, pelas suas atividades de vigilância. Mas tanto quanto sei, e no meu íntimo acredito que é assim, ele não quer negociar nada com eles.


O que ganha a Rússia por o acolher?


Ele ficou ali retido. O seu passaporte foi revogado quando ia em pleno voo. Esteve numa zona de trânsito durante 30 e tal dias. Agora vejamos. A Rússia há muito que tentava negociar um acordo de extradição com os Estados Unidos. Os Estados Unidos recusavam. Os russos estavam interessados em deitar a mão a criminosos, financeiros e outros, que roubaram dinheiro na Rússia. Os Estados Unidos protegiam essas pessoas. Não havia nenhuma obrigação de entregar Snowden. Se o tratado de extradição existisse, tê-lo-iam feito. Porque, com franqueza, Putin respeita a lei e apelou várias vezes a tratados internacionais. Não tenho os pormenores todos, mas é para isso que eles servem.


O senhor foi à Rússia falar com Snowden e filmá-lo…


Fui ter com o Snowden verdadeiro para a sequência final, sim.


Como foi a experiência?


Tínhamos acabado de fazer um filme esgotante. Estávamos satisfeitos de termos conseguido o que queríamos em lugares como a Alemanha, o Havai, Hong Kong... Sentíamo-nos exaustos. Fizemo-lo num único dia, num sítio secreto. Ele estava nervoso, pois não é um ator. Fala de forma muito direta. Como o vemos em conferências é como ele é. Foi um esforço para ele. Precisámos de vários takes para obter o que queríamos.


Houve algum aspeto digno de nota nessa viagem, alguma precaução particular…?


Não. Eu já lá tinha estado antes, nove vezes. Conhecíamos toda a gente que precisávamos de conhecer para nos ajudarem. Correu muito bem.

FOTO DR

Tem alguma ideia sobre o que vai acabar por acontecer a Snowden?


Não sou profeta. Se as coisas mudarem no mundo, se houver mais acordos no sentido da paz, é inevitável que ele regresse aos EUA. Se as leis sobre vigilância mudarem ou forem mitigadas, haverá um bom fim para o senhor Snowden. Mas ele é perfeitamente capaz de tratar de si e de sobreviver na Rússia. Como o filme mostra, a sua namorada Lindsay Mills foi ter com ele lá. Estão juntos há nove anos.


E quanto à possibilidade de um perdão presidencial?


Há esperança. Se o senhor Obama tivesse um pouco de compaixão, fá-lo-ia. Porque o senhor Snowden contribuiu para as reformas que foram feitas nos Estados Unidos – as poucas reformas que se fizeram. E continua a defender cibertratados, e uma melhor proteção do país. Não é o único. Muitos críticos têm dito que a NSA desperdiça imenso dinheiro em coisas que não lhe competem. Devia fazer ser mais competente nas suas tarefas próprias, que consistem na busca de sinais. Percebe? É essencialmente um esforço de defesa. Mas há muitos anos que se lançaram à ofensiva, pervertendo o sentido da NSA. Originalmente, era uma agência de segurança, mas tornou-se uma ciberameaça para o mundo.


Quando Obama foi eleito, havia muitas expectativas de que seria um presidente diferente nas questões de transparência, entre outras. Acha que essa ideia era ingénua?


Ele é que o disse. Uso no filme algumas das suas frases em 2008. Não mais escutas ilegais, diz ele, queremos transparência. Tudo isso foram as promessas suas de uma nova era para o país. Acabar com as políticas de Bush. Mas não mudaram de todo. Pelo contrário. Obama foi além de Bush.


Sendo o senhor alguém que fez vários filmes sobre governos e o exercício do poder, sob uma forma ou outra, o que acha que lhe aconteceu?


Algures entre ser eleito e assumir o cargo, ele foi transformado pelos órgãos da segurança nacional (national security state). De certeza.


Porquê? Por haver tantas tarefas urgentes onde precisava deles que não teve realmente escolha?


Talvez seja isso. Talvez ele não tivesse a força necessária para enfrentar esse establishment. Ou talvez o governo dos Estados Unidos esteja mesmo fora de controlo e não haja maneira de o segurar.


Ou ele no fundo terá sido sempre assim?


Bem, há quem diga isso. Que em Chicago [onde Obama foi ativista e senador antes de ser eleito presidente] ele não confrontava as pessoas, fugia sempre de as contestar. Era um suavizante.

FOTO REUTERS


Falando agora do filme, quão próximo da realidade se encontra, ao nível dos pormenores?


Bastante próximo, segundo Snowden. Em assuntos com implicações políticas, está o mais próximo que um filme pode estar. Não usamos um dispositivo de documentário, mas sim cenários de filme, atores. Há sentimentos entre ele e a sua namorada que não fomos buscar a nenhum jornal. Não sabemos como foi exatamente. Mas falando com ele e com ela, acho que conseguimos dar um retrato muito parecido ao que foi.


Quanto a certas atividades da NSA, por exemplo quando eles estão a espiar aquela mulher muçulmana que se despe em casa [à distância, através da câmara do seu portátil, que a mulher não percebe estar a filmá-la], sabe de casos reais em que isso aconteceu?


Oh sim, houve muitos casos de pornografia. É quase inevitável na NSA. Eles são trinta mil. Não sei quantos estão em determinadas mesas ou departamentos, mas foi noticiado que houve ações ilícitas, e esta pode ter sido uma delas. E mais. Até sexo.


Além disso, temos de compreender que estamos a lidar com uma questão de vigilância maciça. Maciça. Neste momento, eles escutam o mundo inteiro. Cabos submarinos no Atlântico e no Pacífico. Satélites gigantescos, a 3500 quilómetros no espaço, com antenas do tamanho da Torre Eiffel. E também novo computadores cada vez mais rápidos. Diz-se que estão a trabalhar naquilo a que chamam computadores quânticos. Palavras-passe são quebradas, mas a melhor solução, tanto quanto sabemos, ainda é a encriptação poderosa.


Também há a questão da ciberguerra que Snowden levanta. No Japão, andam a plantar malware ofensivamente nas portas traseiras de sistemas em países que são nossos aliados, não inimigos – aqueles que definimos como inimigos. É uma situação confusa. A ciberguerra está para ficar. Começou por ser defensiva, agora é ofensiva. É um problema grande. Pode facilmente dar origem a uma guerra.


Durante a rodagem, alguma vez se sentiu espiado?


Não. Tomámos algumas precauções. Tentámos estar o maior tempo possível offline. Não usar a internet. Encriptação, quando tínhamos de enviar scripts. Cortávamos o script em bocados. Nunca estaria todo no mesmo lugar ao mesmo tempo. Fizemos um esforço extra para estarmos seguros. Mudámos as filmagens para a Alemanha. A Alemanha tem uma longa história de vigilância. Apoiaram Snowden mais. As sondagens mostram que povo alemão não quer este tipo de superestado.






Espera que o filme tenha algum efeito?


Isso é consigo. Já é suficientemente cansativo tentar contar a história da forma mais exata possível. Não sou um ativista nesse sentido, sou um dramaturgo.


Mas um dramaturgo com um ângulo. Podem-se tirar conclusões sobre as suas inclinações políticas a partir de filmes.


Não. As cenas aqui são semelhantes ao que aconteceu. Claro que não retrato pessoas concretas da NSA, pois uso personagens compostas [que fundem várias pessoas numa só]. E o senhor Snowden dá-me um certo sentido da maneira como falam. Deve compreender que até hoje só hoje três pessoas que enfrentaram a NSA, queixando-se de atividades ilegais e sendo punidas por isso: Bill Binney, Thomas Drake e o próprio Snowden. Havia muito poucos insiders com quem se podia falar. É mesmo difícil. Checámos tudo o que podíamos com gente do mundo da intelligence, mas o senhor Snowden acabou mesmo por ser a nossa principal fonte.


Teve algum contacto com o governo americano? Houve dificuldades?


Quanto pedimos informação sobre a NSA, deram-nos o material de publicidade que normalmente entregam ao público.


E não houve mais nenhum contacto?


Visitámos o museu deles.


Sente alguma preocupação por eventuais efeitos negativos que as revelações de Snowden possam ter tido?


Eles dizem isso, mas nunca apresentaram quaisquer provas. Acho que a verdade é o oposto. Snowden mostrou ao mundo que estavam a exagerar, a ir demasiado longe. Não é preciso escutar o mundo inteiro para conseguir informações chave. A boa informação obtém-se da forma tradicional: uma boa rede de detetives e informadores, e os próprios grupos que levam a cabo atos de terror. Esses grupos cometem erros. Mas são muito espertos. Estão muito à frente do público no que toca aos dispositivos e métodos que usam.



Jornal Expresso Quinta - 22 de Setembro de 2016

domingo, 25 de setembro de 2016

O café Camanho




O café Camanho


Era o centro da cavaqueira da intelectualidade da época





Logo a seguir à entrada de D. Pedro IV no Porto, a então chamada Praça Nova, antiga das Hortas, passou por uma profunda remodelação e rece­beu novos melhoramentos. A primeira medida foi o derrube dos si­nistros esqueletos das forcas miguelistas que ali se mantinham, de pé, desde que nelas haviam sido enforcados, em 1829, os doze liberais que o regime miguelista con­denara àquela morte degradante só por que, um ano antes, haviam lutado pela li­berdade.  

Logo a seguir, demoliu-se a velha e ve­neranda capela de Nossa Senhora da Na­tividade, que ficava sensivelmente em frente ao edifício onde agora está a Ateneia, e que, anteriormente, e por questões de proximidade, dera o nome à calçada que é hoje a Rua dos Clérigos.

Atulhou-se, depois, a antiga fonte da Arca que se situava junto da referida ca­pela e que ocupava um espaço que ficava abaixo do nível do pavimento da praça.

Ao camartelo municipal, que não tinha descanso, como se pode facilmente cons­tatar pelas descrições atrás, faltava cair so­bre as inestéticas e imundas barracas de madeira que constituíam o chamada mer­cado da Natividade. Aconteceu mal aca­baram os trabalhos do entulhamento da fonte.

Por 1850, a praça de D. Pedro, nome que lhe foi dado depois da vitória do liberalis­mo, estuava de vida, ficara mais ampla, parecia mais airosa e começou a atrair um novo tipo de negócio - os cafés ou bote­quins, como também eram conhecidos os estabelecimentos onde se vendia a céle­bre bebida.

E um dos mais famosos foi o Camanho que substituiu, nos baixos do prédio que ficava mesmo encostado à fachada da igreja dos Congregados, uma cervejaria que havia sido fundada por Frederico Clavel. Deste, o estabelecimento passou para um seu empregado, o espanhol Manuel José Camanho, que o ampliou e o trans­formou em café a que deu o seu nome.

Aí por 1870, o Camanho era frequenta­do pela fina flor da intelectualidade por­tuense daquele tempo. Eduardo Coimbra era, porventura, o mais assíduo. Mas por lá passavam também, quase todas as noites, António Nobre, amigo íntimo de Eduardo Coimbra; Hamilton de Araújo, jovem poe­ta que a morte levou no auge da carreira e da mocidade; Alexandre Braga, filho; o pe­nafidelense Joaquim de Araújo, grande bi­bliófilo e poeta; e muitos mais. Nas tertú­lias que animavam, trocavam ideias, dis­cutiam os novos conceitos políticos resul­tantes da vitória dos liberais; os poetas liam poemas da sua autoria.

Foi do Camanho que, numa certa noite abafada do verão da década de setenta, do século XIX, uma boa parte daqueles assí­duos frequentadores resolveu procurar um local mais fresco para as suas deam­bulações intelectuais.

E o local escolhido foi a "floresta das camélias" que ficava à entrada da Rua de Alexandre Herculano, logo a seguir ao ho­tel Universal que, naquele tempo, ocupa­va o edifício onde hoje está a messe dos oficias do Exército.

O leitor já adivinhou que aquela "flo­resta das camélias", nome que se dava a um amplo recinto que ficava ao lado de um restaurante, a que servia de retiro, e que tomou o nome da profusão de came­leiras que o ornamentava, veio posterior­mente a transformar-se no Parque das Camélias dos nossos dias. Dos meus, pelo menos.

O Parque das Camélias nosso contem­porâneo, como parque de diversões foi criado em 18 de junho de 1943.

A propósito de diversões, veja o leitor como a Rua de Alexandre Herculano era animada nos começos do século XX.

Mesmo em frente à" floresta das camé­lias" funcionava um teatro. Quando foi inaugurado, em outubro de 1885, deram--lhe o nome de Teatro dos Recreios. Pos­teriormente, passou a chamar-se teatro de D. Afonso e, mais tarde, teve outro nome: Eden - Teatro.

Esta casa de espetáculos ficou célebre pelos piores motivos. Durante a chamada monarquia do Norte (janeiro de 1919), foi nela instalada a sede da polícia política do movimento de Paiva Couceiro. As celas onde os monárquicos metiam os presos ficavam debaixo do palco. E era sobre este que se faziam os interrogatórios, ao som dos acordes de um piano para abafar os gritos dos interrogados.

Já agora, uma informação acerca da Rua de Alexandre Herculano, que liga a Praça da Batalha com o passeio das Fon­tainhas. Começou a ser rasgada em 1877 ao longo de terrenos chamados Vale de Asnos, ou de Asnas, que faziam parte das quintas de S. Lázaro e dos Matadouros ou da Boavista. Começou por se chamar Rua Nova da Batalha. Só mais tarde recebeu o nome do grande historiador.

Mais uma curiosidade: os terrenos de­nominados Vale de Asnos ou das Asnas pertenciam, quando foram urbanizados, a D. Francisco de Azevedo e Ataíde e sua mulher, D. Maria de Brito e Noronha, se­nhores da Honra de Barbosa, em Rans, Penafiel, família de que fazia parte o cé­lebre jesuíta D. Inácio de Azevedo. •


História do café mais antigo


Julgamos que, a bem dizer, ninguém sabe ao certo qual é neste momento o mais antigo café do Porto. Mas não an­daremos muito longe da verdade, pensamos nós, se apontarmos o dedo ao café (desenho) da Porta do Olival. De uma coisa temos a certeza: já funcionava em 1853 no mesmo local onde ainda se encontra porque há documentos que o com­provam. Com efeito, num anúncio publicado na revista "Terras de Portugal", em 1926, é mencionado como o mais antigo café do Porto. Há quem ainda considere este café como sendo o continuador do célebre botequim do Olival. O nome deste café provém do facto de existir no seu interior vestígios da anti­ga porta do Olival.






O Camanho durou quase meio século, pois só encerrou em 1917
JN 25SET, 2016

O Terreiro da Erva




O Terreiro da Erva


Onde se fazia uma feira em que se vendia erva mas também palha 


 
Lamenta-se que tivessem sido lite­ralmente "varridos" da toponímia portuense nomes típicos como Malmerendas (Rua do Dr. Alves da Veiga); Mede Vinagre (Rua do Vis­conde de Bóbeda); Cancela Velha (Rua de Guilherme Costa Carvalho); e mui­tos mais que referenciavam o ambiente ru­ral do sítio; outros, aludindo ao apelido de um morador local ou a alguma atividade que por ali se desenrolava, como é o caso do Terreiro da Erva que vai o ser o tema desta crónica.  
Era conhecido por Terreiro da Erva a atual Praça da Trindade porque era ali que, antigamente, se fazia uma feira em que se vendia erva, mas também palha, dois pro­dutos muito procurados naqueles tempos pelos lavradores dos arredores para a ali­mentação dos animais que eles traziam para a cidade e que puxavam os carros que eram utilizados no transporte de merca­dorias dos armazéns da beira-rio para as zonas periféricas do Porto.

Aquela denominação da atual Praça da Trindade é anterior à realização (1760) do célebre plano urbanístico chamado dos Laranjais, por ter abrangido duas grandes propriedades: a do Laranjal de Cima e a do Laranjal de Baixo. Concluí­do o plano urbanístico, uma das grandes obras dos prestigiados urbanistas da­quela época, D. José de Champalimaud e Teodoro de Sousa Maldonado, foi dado ao largo em questão o nome de Praça do Laranjal, em alusão às quintas que ti­nham sido urbanizadas.

Devia ser bem interessante a configura­ção urbanística da zona em questão antes da urbanização das já citadas quintas do Laranjal de Cima e do Laranjal de Baixo, também conhecidas, no seu conjunto, por Casal da Regada. Chegamos a essa conclu­são depois da leitura de um documento do ano de 1759 existente no arquivo do cartó­rio do Cabido da Sé e que faz referência às confrontações do tal casal da Regada. Oram vejam:

"... casal da Regada, que é a quinta do Laranjal, sitia ao sitio do Laranjal e que confronta, a nascente, com o ribeiro que vem do Bonjardim e atravessa terras da Mi­tra (do bispo); do poente com terras per­tencentes aos Lázaros e o caminho públi­co que vai para Liceiras (nome antigo da rua agora denominada de Alferes Malhei­ro) e Santo Ovídio (Praça da República); a norte com terra da excelentíssima Mitra; e a sul com terras das religiosas de Vila Nova (freiras do convento de Corpus Christi, de Gaia) e de Via do Conde (do mosteiro de Santa Clara).

O mesmo documento alude à existên­cia, a nascente da quinta da Laranjal de Cima, do casal do Galvão de que fazia par­te "o campo da Cancela tapado por valo (parede que defende um campo) que do norte partia para o caminho que ia para a porta de Carros..." Esta porta ficava, como é geralmente sabido, em frente à igreja dos Congregados. No sítio onde ficava o tal campo da Cancela é que veio a formar-se, posteriormente, o Largo da Cancela Velha, nome que hoje perdura somente no nome de um café local.

Aquele ribeiro do Bonjardim era um dos pequenos cursos de água que, no sítio ago­ra denominado Praça de Almeida Garrett, se juntava a mais dois e a partir dali forma­vam o famoso rio da Vila, atualmente em obras de limpeza e reabilitação com vista a poder ser, no futuro, mais uma atracão turística da cidade.

Por aqueles tempos, a água dos ribeiros em questão corria a céu aberto. Mas não era desperdiçada. Era aproveitada, por exemplo, para regar os campos do tal casal da Regada ou quinta do Laranjal mas sob algumas condições. Estas:

"... possui esta propriedade (casal da Re­gada) a água do ribeiro do Bonjardim, todos os domingos, desde as seis horas da tarde até segunda-feira às seis horas da manhã e no segundo domingo do mês, tem desde as seis horas da manhã até às seis horas de segunda-feira, pela manhã; e todas as quartas-feiras desde as seis horas da tarde até às seis horas de quinta-feira pela ma­nhã, isto para regar no tempo das regas..."

As coisas não andavam assim tanto à balda como seria de imaginar para aquelas recuadas épocas...

Devido à abundância de água no local de que nos vimos ocupando, havia também por ali várias fontes e chafarizes. O mais cé­lebre foi o chafariz do Laranjal, cuja histó­ria contamos no destaque, aqui ao lado. Mas a mais pitoresca era uma fonte que ficava a um nível inferior ao do pavimento da rua, à entrada de uma viela já desaparecida, a viela do Cirne. O acesso à água fazia-se através de uma tosca escada de pedra. A bica ficava num sítio tão fundo e tão escu­ro que o povo dava à fonte o pitoresco nome de Fonte do Olho do Cú.

Para os lados da Rua do Bonjardim ha­via mais duas fontes, uma das quais a da Neta, cujo nome provinha do facto de se si­tuar perto da célebre viela da Neta de que o pequeno troço da travessa da Rua Formosa fazia parte. Mas a sua localização exata era na travessa dos Tintureiros, hoje Tra­vessa do Bonjardim.


História do chafariz do Laranjal



O chafariz do Laranjal é o que está agora na Praça da Trindade. Trata-se de uma bela peça arquitetónica. Anti­gamente, no Porto, quan­do havia necessidade de abastecer de água um determinado local da ci­dade procurava-se juntar o útil ao agradável - for­necer a água através de um fonte artística. Este chafariz esteve inicial­mente no Largo de S. Do­mingos. Daqui foi remo­vido, em 1854, para o então chamado Largo do Laranjal e tomou o nome do sítio. Mais tarde, com a abertura da Avenida dos Aliados, e o desapa­recimento da Rua do La­ranjal, foi para dois jar­dins do então SMAS na Rua do Barão de Nova Sintra onde o foram bus­car para o implantar na Praça da Trindade.

A igreja da Trindade começou em 1803
JN 18SET, 2016

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

O meu cepticismo


A LAGARTIXA E O JACARÉ


      José Pacheco Pereira




O meu cepticismo


Num debate recente afirmei a minha convicção de que a "geringonça" não ia durar muito. Só não fiquei no "clube da catástrofe" liderado por Passos Coelho porque ele deseja ardentemente que ela não dure, e eu penso que é positivo que dure, mas não tenho muita esperança. Um assistente ao debate perguntou-me: "Porque é que diz isso?". E eu respondi: "Não é por desavenças interiores, é por causa da Europa."

O que é que significa esse "por causa da Europa"? Aquilo a que hoje se chamam "regras europeias", que não são nem regras, nem europeias, é uma receita para a estagnação económica, acompanhada pelo aumento das desigualdades e pela destruição da mobilidade social. Ou seja, a conjugação do Tratado Orçamental – que convém dizê-lo não é um Tratado "europeu", mas apenas de uma parte de países europeus – com a condução do Eurogrupo e as posições de vários comissários europeus impedem o governo PS de tomar medidas que permitam, em termos significativos, fazer o País crescer.

Não é de agora, já vem de antes porque sabemos hoje que a manipulação dos números do governo PSD -CDS era grande, e nenhum dos objectivos principais tinha sido conseguido. Nem o défice, nem a dívida, nem a resolução do mais grave problema da economia portuguesa, o sector financeiro. Só que agora o governo fica entalado por dois lados, nem pode prosseguir a sua política, de reposição de rendimentos e aumento do consumo interno, não pode fazer investimentos a partir do Estado para "puxar" a economia (sim, não é um crime, é uma opção política e económica), nem pode satisfazer os "falcões" do "ajustamento" que estão no Ministério das Finanças alemão, no Eurogrupo, e na Comissão.

Sim, é verdade que o governo parece estar a controlar o défice, mas fá-lo com medidas que ajudam a deprimir a economia, quer por acção quer por omissão. Uma das maiores tretas que diz a oposição é falar num "modelo económico do PS". Não há nenhum "modelo económico do PS" e, se houver, não se percebem as críticas porque é estranhamente parecido com o do PSD-CDS. A grande diferença vem de que o PS e os seus aliados querem mudar o alvo da austeridade, mas com enormes dificuldades.

O meu cepticismo vem de que, a uma determinada altura, as vozes europeias vão colocar o Governo perante opções que não são comportáveis com o acordo que lhe dá maioria na Assembleia. Quem as impõe sabe disso e isso é um incentivo a propô-las. O que se passará depois, não sei. Mas sei que convinha pensá-lo e prepará-lo, porque não é sempre possível passar pelos pingos da chuva. E vai chover muito.
José Rodrigues, o homem que não parava de desenhar 

Fui amigo de José Rodrigues, escrevi sobre ele quando, in illo tempore, fazia crítica de arte (imaginem!), viajei com ele, "vivi" quase quotidianamente à sua volta durante um par de anos, ele fez-me vários retratos e dele possuo dezenas de pequenos desenhos e vários quadros de diferentes períodos. E correspondência, feita de gatafunhos, porque escrever não era o seu forte. Podia ter uma escultura, mas na altura não sabia onde a pôr e fiquei sem ela. Tenho pena, mas os tempos eram atribulados.

Mas o José Rodrigues é-me inesquecível porque fazia parte daquele pequeno grupo de pessoas que têm uma arte inscrita na cabeça, na voz, ou nas mãos, que o fazia compulsivamente desenhar com tudo o que tinha à mão ou ao dedo. Desenhava nos guardanapos de papel, nas toalhas, no verso de envelopes ou programas, nas margens de um jornal, mas desenhava sempre. Usava a caneta, qualquer caneta, e molhava o dedo nos restos do café para sombrear o que desenhava. Sem parar. O outro caso que conheci, esse com as palavras, era o Vasco Graça Moura.

O José Rodrigues, o mestre, uma velha palavra cada vez mais em desuso, também porque não há mestres, era intitulado de "escultor". Esculpiu muitas peças, fez medalhas, e várias obras suas fazem parte da iconografia da cidade do Porto. Mas o desenhador foi sempre, para mim, o que era o José Rodrigues. Bastava estar com ele, para ver uma mente que se manifestava sem parar nas mãos e que moldava o material à sua vontade com uma imaginação física, essa sim afim da escultura.

Tinha uma cultura de autodidacta, sem teorias nem complicações, muito menos com "conceitos" e "projectos", e contrastava nos Quatro Vintes com o Ângelo de Sousa que era o mais intelectual de todos. O Armando Alves e o Jorge Pinheiro ficavam no meio da escala. Mas, o José Rodrigues, quando via algo que lhe agradava artisticamente, mudava de um dia para o outro de estilo, passava da sua enorme capacidade para desenhar em termos figurativos, para experiências de abstracção completamente distintas. Funcionava por osmose, também porque não tinha muitos preconceitos em intelectualizar o que fazia.

Da última vez que o encontrei já estava bastante doente, alquebrado, mas mantinha ainda os traços de um velho sátiro, que nunca olhava para ninguém, principalmente para as mulheres, com inocência. Gostava dele, sabia do seu valor, vai fazer falta.
Revista SÁBADO, 16 SET. 2016

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles


Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles



TEXTO ANA MARIA PIMENTEL

DIGRESSÃO O documentário de Ron Howard foca-se na digressão mais longa da banda de Liverpool FOTO GETTY IMAGES

815 atuações, 15 países, 90 cidades em quatro anos. Foi assim uma parte da vida dos Beatles que toda a gente conhece. Agora chega o documentário que mostra os bastidores e as alterações que a fama trouxe à vida deles

Havia muitas histórias que podiam ser contadas dentro da história dos Beatles. Ron Howard foca-se na digressão mais longa e mais conhecida dos quatro de Liverpool. Chega às grandes salas de todo o país, esta quinta-feira, um documentário cru com as conversas de bastidores, as decisões e a vida de uma banda em digressão.

São 137 minutos que mostram outro lado dos Beatles e da Beatlemania, e fãs a quem o que realmente interessava não era o cabelo de Paul ou os óculos de John, mas sim a música. A música pela música. O fãs são uma parte importante da vida dos Beatles e, por isso, também deste documentário. As imagens da banda vão intercalando com os testemunhos de quem os seguiu.

Pintado com imagens reais de época, há momentos em que a banda passa para segundo plano e o que ali se vê é um grupo de amigos que vive, dorme e viaja em conjunto.

Do homem que trouxe “Uma mente brilhante”, “No coração do mar” e “Rush”, chega um documentário que os fãs e os curiosos esperavam há muito. Uma banda que além de mudar a corrente artística de uma época também alterou a moda e fez manifestos políticos. Fez isto tudo forma simples, como se lhes fosse natural. Uma das cenas retratadas no documentário é o dia em que a banda se recusa a tocar para um público segregado, na Flórida, porque “aquilo era estúpido”.

Trailer

Título “The Beatles: Eight Days a Week”

Realização Ron Howard

Atores Paul McCartney, Ringo Starr, John Lennon, George Harrison

Duração 137 min.

Pontuação dos críticos do Expresso:

Jorge Leitão Ramos – 4
Jornal Expresso Quinta - 15 de Setembro de 2016


Porto

  • UCI Arrábida

    Telefone: 707232221
    Sessões: 5ª 21h20, 00h20 6ª Sáb Dom 2ª 3ª 4ª 15h10, 18h15, 21h20, 00h20
  • Cinemas Nos Alameda Shop e Spot

    Telefone: 16996
    Sessões: 5ª 20h40, 23h45 6ª Sáb Dom 2ª 3ª 4ª 13h30, 16h50, 20h40, 23h45

domingo, 11 de setembro de 2016

A Casa da Fábrica




A Casa da Fábrica



Foi uma das mais belas casas senhoriais da cidade setecentista 




A Casa da Fábrica já não existe. Infe­lizmente. Construída na segunda metade do século XVIII foi uma das mais belas casas senhoriais do Porto daqueles tempos. Tomou o nome do sítio onde fora construí­da, a Rua da Fábrica, assim denominada por nela ter funcionado a Real Fábrica da Tabacos.

Tomando como ponto de referência a malha urbana dos nossos dias, a Casa da Fá­brica ficava na esquina da Rua da Fábrica com a Rua de Avis. Anteriormente, esta ar­téria tinha o nome de Travessa da Fábrica, denominação que já aparece em documen­tos de 1765.

A Casa da Fábrica foi mandada fazer pelo rico mercador Luís António de Sousa e Frei­tas. Natural de S. Tiago de Rebordões, San­to Tirso, onde nasceu pobre, em 1702, Sou­sa e Freitas embarcou, rapazinho ainda, para o Brasil, à procura de dias melhores do que os que vivia na terra natal. Regressou volvidos quase cinquenta anos feito ho­mem de negócios e dono de uma opulenta fortuna.

Em vez de voltar à terra natal, o nosso brasileiro de torna-viagem fixou-se no Por­to, indo residir para o atual Largo do Terrei­ro, antigo Largo do Terreiro da Alfândega, da Alfândega Velha ou simplesmente do Terreirinho, junto à capela de Nossa Senho­ra da Piedade, mas vulgarmente conheci­da por capela da Senhora do Ó, desde que na sua fachada foi colocada a imagem da Senhora do Ó proveniente da porta da Ri­beira.

A alusão à Alfandega vem do tempo em que os serviços aduaneiros funcionavam
no edifício onde agora está o Arquivo Históri­co Municipal, a Casa da Infante.

Compreende-se que Sousa e Freitas te­nha fixado residência naquela parte ribei­rinha da cidade e muito perto da Alfânde­ga. A sua principal atividade era o comér­cio de "grosso trato" com o Brasil e outras terras de além-mar. Para o desenvolvimen­to dos seus negócios, ele próprio era pro­prietário de vários barcos que andavam no tráfego marítimo e o cais da Estiva era, por aquele tempo, um dos mais concorridos ancoradouros da zona ribeirinha do Porto.

Foi só em 1754 que Luís António de Sou­sa e Freitas se mudou para a parte alta da cidade. Com efeito, em 31 de março daque­le ano, o nosso "brasileiro" comprou ao có­nego José Bernardo de Carvalho, da cole­giada de Guimarães, uma casa que ele pos­suía ao cimo da Rua da Fábrica do Tabaco e, no sítio por elas ocupado, mandou cons­truir, para sua residência, uma casa que foi uma das mais imponentes e mais formosas residências nobres da cidade.

Sousa e Freitas, distinguido com os títu­los de cavaleiro professo da Ordem de Cristo e de fidalgo da Cota de Armas, ocu­pou também os altos cargos de capitão dos privilegiados da Ribeira das Naus do Ouro; e de moedeiro de número do Porto. Mor­reu na sua Casa da Fábrica, em 19 de abril de 1770.

Durante os primeiros meses do Cerco do Porto (1832/1833), a Casa da Fábrica foi re­sidência de Mouzinho da Silveira, aliás Jo­sé Xavier Mouzinho da Silveira, o grande reformador do liberalismo.

Naquela sumptuosa residência, Mouzi­nho recebeu inúmeras vezes o seu grande amigo e correligionário político João Baptis­ta de Almeida Garrett, que dos Açores veio com o Exército Liberal, integrado no Bata­lhão Académico, de que também fazia par­te Alexandre Herculano, entre muitos ou­tros. Garrett, sempre que a difícil situação do Cerco o permitia, ia jantar com o seu amigo à Casa da Fábrica, que Mouzinho ocupou por muito pouco tempo.

D. Pedro IV, quando chegou ao Porto, ocupou, para sua residência e seu quartel general, o palácio dos Carrancas (onde ago­ra está o Museu Nacional de Soares dos Reis), na Rua dos Quartéis, que depois se chamou Rua do Triunfo, em memória da vitória dos liberais no Cerco, e é agora a Rua de D. Manuel II.

Para proteger o imperador das granadas com que os miguelistas constantemente flagelavam a cidade (algumas chegaram a atingir os aposentos ocupados por D. Pedro no palácio dos Carrancas), os conselheiros mais próximos do monarca transferiram a sua residência para uma casa na Rua de Ce­dofeita, onde estava mais resguardado da metralha inimiga.

Mouzinho da Silveira, no intuito mais do que evidente de estar o mais próximo pos­sível do imperador, com o qual trabalhava quase diariamente, foi também viver para a Rua de Cedofeita.

Foi na Casa da Fábrica, cedida especial­mente para esse efeito pelos descendentes de Sousa e Freitas, que, no dia 24 de maio de 1857, se realizou a primeira reunião pre­paratória para a fundação do centenário e prestigiado Clube Portuense, na sequência da cisão que ocorrera no seio da antiga As­sembleia, fundada em 1834.

A Casa da Fábrica esteve na posse de descendentes de Sousa e Freitas até aos meados do século XX, altura em que foi comprada pelo industrial e capitalista Del­fim Ferreira, que a demoliu para a constru­ção do hotel Infante de Sagres. •

História de um plano urbanístico

A construção da Praça de D. Filipa de Lencastre, onde está o Hotel Infante de Sagres é re­lativamente recente. A re­modelação urbanística do sitio deu origem ao desa­parecimento de algumas das mais típicas artérias da baixa portuense, como, por exemplo, a Travessa da Picaria, a que pertencia a correnteza de casas que ainda prevalecem a nas­cente da referida praça. Num deles, funcionou o célebre café Primavera. Prevalece somente na memória histórica da to­ponímia da cidade o nome da Rua dos Lavadouros ou de Santo António dos La­vadouros, artéria antiga substituída, parcialmente, pela Rua de Elísio de Melo - o autarca que projetou e concretizou alguns dos mais arrojados planos ur­banísticos do século XX, como foi o caso da Aveni­da dos Aliados.
Manoel de Oliveira frequentou o café Primavera
JN 11 SET, 2016

sábado, 10 de setembro de 2016

NÓS POR CÁ TODOS BEM

PLUMA CAPRICHOSA

   CLARA FERREIRA ALVES



NÓS POR CÁ TODOS BEM


Há décadas que não temos economia nem prosperidade que não seja empréstimo e desperdício, subsídio e submissão. Não temos futuro


Por mais tempo que uma pessoa passe fora deste país, regressa e está tudo na mesma. A discussão política podia resumir-se a um interminável argumento em torno do chamado “papel do Estado”. Num Estado sem papel. Mais dinheiro para o Estado, menos dinheiro para o Estado, o Estado gastou mais, o Estado gastou menos, o Estado precisa de gastar mais, o Estado precisa de gastar menos. Vamos aumentar os funcionários do Estado, repor as pensões e subvenções do Estado, o Estado é oneroso, o Estado é fundamental, mais Estado, menos Estado, e por aí fora. Este é o estado das coisas. Não se conhece um país onde se passe tanto tempo a discutir o papel do Estado para chegar à mesma conclusão. Não há dinheiro. Já houve dinheiro para o Estado, e o Estado gastou-o com largueza, e agora não há dinheiro para o Estado mas algumas pessoas exigem que o Estado gaste ainda com mais largueza justamente por não ter dinheiro. Os dois campos opõem-se com vigor inusitado neste campo argumentativo e deixam de lado as perguntas incómodas para as quais ninguém tem resposta. A primeira pergunta é simples. Pode o Estado continuar a gastar agora, sem dinheiro, o que gastava quando tinha dinheiro? Pode o Estado continuar a ser o Estado? Na primeira fase da austeridade toda a gente concordou que a resposta era não. Não, o Estado não podia continuar a gastar tanto e tinha de ser reformado. A reforma do Estado, querela tão antiga como a reforma administrativa de que falava o Eça, era imperiosa. Um desígnio nacional. Isto no Governo da direita. Ao cabo de vários meses de trabalhos e cortes, conseguiu reduzir-se a dívida aumentando os impostos e cortando nos serviços públicos. Chamou-se a isto reestruturação. O Estado protestou e fez greve. Um ministro tentou reformá-lo em meia dúzia de páginas de rascunho, rapidamente ignoradas, e a vida continuou. Sem reforma e com muitas reformas antecipadas e acumuladas. O país sustentou-se vendendo o que podia vender a estrangeiros, das casas golden à energia, e esperou que as eleições retirassem os reformadores do Estado e repusessem os defensores do Estado no poleiro. Os defensores do Estado, assoberbados, disseram que iram repor tudo o que o anterior Governo tinha retirado ao Estado, explicando que não só o Estado devia ter mais dinheiro como podia ter mais dinheiro porque havia um plano para fazer crescer a economia, diminuir a dívida e conter o défice. A justiça social e o crescimento económico de um país sem economia e sem sistema financeiro, cheio de velhos reformados e emigrantes, vivendo das abébias do Banco Central Europeu e da Europa, eram possíveis. Não só possíveis como realizáveis. O ministro das Finanças tinha um plano. Mais do que um plano tinha uma ideia e várias certezas. O tempo passou e a ideia desvaneceu-se, as certezas desapareceram em parte incerta e o plano não se realizou. Ainda mais pobre e destituído, sem crescimento e sem diminuição da dívida, mais dependente da Europa e do Banco Central Europeu, explicou-se que a culpa era da Europa porque o Estado português estava impedido de gastar mais dinheiro por causa das regras orçamentais da Europa. E sem esse dinheiro, não era possível diminuir o papel do Estado. A isto costumava chamar-se um círculo vicioso. O Estado precisa de dinheiro para gastar e investir, sem esse dinheiro a economia não pode crescer porque todo o crescimento económico depende do investimento público, a isto costumava chamar-se expansionismo, sem crescimento económico o país endivida-se mais, endividando-se mais fica a poder gastar menos dinheiro com o Estado, e sem gastar dinheiro com o Estado, a economia não cresce. Aqui, havia que colocar a segunda pergunta simples. E se o Estado não puder, nunca mais, gastar dinheiro para ser o motor da economia? E se nunca mais houver dinheiro para gastar que não seja dinheiro emprestado, ou flutuante, ou resultante do aumento de impostos? E se o aumento de impostos tolher toda a prosperidade? E se o círculo continuar vicioso, a isto costumava chamar-se pescadinha de rabo na boca, e houver mesmo necessidade de reformar um Estado que ninguém vai poder pagar? Sem economia não pode haver justiça social, embora nos queiram convencer que sem Estado não pode haver justiça social. A verdade é que um vai com o outro e o Governo não pode escolher um em detrimento do outro. A esquerda acha que se pode gastar o que se quiser por uma questão de princípio, e sugere mesmo que a saída da Europa nos resolvia a liquidez. A direita acha que a liquidação do Estado consiste em promover o darwinismo social. Junte-se o perito internacional, Nobel evidentemente, que sem conhecer Portugal tem também uma ideia, um plano e várias certezas. O povo português só devia ter uma ideia. Há décadas que não temos economia nem prosperidade que não seja empréstimo e desperdício, subsídio e submissão. Não temos futuro. Quatro em cada cinco jovens está disposto a emigrar. Eis uma ideia sólida. E certa.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2289 - 10 de Setembro de 2016

SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL?

HÁ HOMEM
LUÍS PEDRO NUNES




SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL?


As coisas que se aprendem nos saldos

GETTY IMAGES

Às voltas na procura de t-shirts em saldo encontrei uma branquinha a 3 euros que dizia apenas, à frente, numa elegante fonte helvética itálica: “nomophobia”. Saquei do telemóvel e googlei para ver do que se trata. O motor de busca, naqueles microssegundos que agora levam a buscar o “saber do universo”, agitou-se desvairadamente, como a tripulação de um baleeiro quando avistava uma corcunda. Como era possível? Ao vasculhar os saldos da HM, de t-shirt numa mão e telemóvel com milhares de resultados noutra, descobrira um filão de treta desconhecida. Nomophobia: o medo inexplicável, ilógico e irracional de ficar sem o telemóvel (no + mobile + phobia).

O termo começou por ser usado para qualquer agarradinho a telemóvel. Mas tem vindo a evoluir em dimensão e dignidade e agora já há quem exija distinguir a “adição ao smartphone” da “nomophobia”. Duas coisas separadas. Uma fobia é obviamente distinta do vício. E se ousar fazer uma busca — já nem digo de artigos científicos — de matérias publicadas ficará impressionado com a seriedade com que o assunto é tratado.

Estamos a falar da fobia — o pânico irracional — de não ter o aparelho na sua posse. Nem que seja por umas horas apenas. Nem sequer é de o perder. Mas da mera possibilidade de o poder deixar em casa e ter de passar umas horas sem acesso ao aparelho. Há aqui uma diferença em relação a uma simples adição ao telemóvel.

Quem estuda esta questão fala nas dificuldades de mensuração, mas relata os sintomas de fobia clássicos quando alguém acha que perdeu o seu telefone: ataque de ansiedade, pânico, aceleração cardíaca, suores, pedido de ajuda, desorientação, desconforto físico, vómito, incapacidade de comunicar com os outros...

Numa primeira abordagem, e ainda mais se for pelos artigos light (faça o teste: é nomophóbico?), o conceito parece abarcar qualquer um que tenha um viciozinho de telemóvel. Mas, afinal, não basta estar sempre a ver as mensagens de dois em dois minutos ou com uma ansiedade absurda relativamente ao facto de ter só 10% de bateria, ouvir “toques fantasmas” de SMS e ficar ansioso ou de levar — dizem os números que é o que faz a grande maioria dos jovens e jovens adultos — o telemóvel para a casa de banho durante a utilização sanitária. Isso é, vá lá, um certo grau de adiçãozinha já a dar para o tecnocarocho.

A fobia remete para um estado de comportamento irracional perante a mera ideia de perder o aparelho; e que pode ser até um estado momentâneo — “onde está o meu telemóvel?”— que vai de suores frios a comportamentos socialmente menos comuns. Estão ligados entre si os dois estados? Óbvio. Sempre? Não.

A questão que se coloca depois de ler os papers é que a eventual perda do telemóvel (ou apenas deixá-lo em casa) coloca uma questão maior do que a do mero corte provisório com os “outros”. Fica-se como que desorientado perante o mundo. Uma incapacidade para gerir a realidade quotidiana. Quando perco o telemóvel deixo de receber os inputs da minha rede relacional e laboral, mas perco também a parte de mim que me resolve a vida. Fico “inutilizado”.

Remexia num destes papers como se fossem t-shirts em saldo quando um deles me alertou para o facto de os telemóveis terem aniquilado o conceito de metamemória, ou memória de grupo (transactive memory). Antigamente tinha-se à mão fontes fiáveis de informação para certos tópicos. No fundo, se um fulano sabia que a mulher era barra em resultados de ténis ele tendia a não fixar nada desse assunto porque sabia onde ir buscar a info. Ora, o acesso ao smartphone — aos motores de busca e à Siri — fuzilou a necessidade do outro. Mas tornou-nos mais patetas.

Vale a pena questionar que competências efetivas para gerir o quotidiano já delegámos de forma definitiva ao smartphone e em como sem ele um mero dia “cá fora” se torna em algo muito ansioso. O aparelho tem um naco substancial da minha personalidade e há nele o meu relacionamento com os outros (desapareço, fico só, e se acontece algo? “Deixo de existir” ao não responder, ao não postar, ao não saberem de mim). Mas também deixo de funcionar na cidade e no mundo; de descobrir uma morada, a hora de um filme ou saber o que é uma palavra escrita numa t-shirt. A aquisição e retenção de determinado tipo de informação está totalmente delegado ao telemóvel — sim, não sei viver sem ele porque não sei fazer muitas coisas básicas. Eu sou o meu smartphone (ou ele é eu).

Há todo um debate se esta converseta não é rancor de uma geração mais velha em não compreender uma nova tecnologia. No fundo, há quem alegue que isto não passa de um conceito: de um analógico a vociferar contra um millennial. Mas não. A reconversão está feita. Há partes da minha memória fechadas como armazéns semidestruídos. Orientação, números de telefone, respostas ao que não sabemos — basta googlar. Foi da maior simplicidade a forma como aniquilámos estratégias mentais de raciocínio. Não ganhei competências novas. Não sei programar, nem fazer paddle, ou jogar online pov.

Agora é o clássico: os especialistas andam à bulha sobre se devem aceitar este tipo de padrão no campo das adições e fobias, pois aparece logo quem diga que é insultuoso para quem sofre das “verdadeiras”.

Perguntei à Siri se nomophobia é mesmo uma fobia. Ela disse-me para não ler tanto resumo de artigos científicos e jogar mais Pokémon Go. Cá em casa, ela é que sabe.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2289 - 10 de Setembro de 2016

VINTE ANOS DEPOIS

DIÁRIO DE UM PSIQUIATRA
     JOSÉ GAMEIRO




VINTE ANOS DEPOIS


O que se aceita ao fim de 20 anos de casados podia ser motivo para não haver casamento

Conheci-te por acaso, não me leves a mal, mas as grandes viragens da vida acontecem aleatoriamente. Se não tivesses estado naquele lugar, naquele dia, àquela hora, não te tinha encontrado. Teria sido outro, mais tarde ou mais cedo, a ocupar o teu lugar, sem tu e ele saberem que se excluiriam mutuamente... A vida é assim, feita de encontros e de não encontros.

Mas adiante. Lembro-me como se fosse hoje de como fazíamos cerimónia um com o outro. Tratámo-nos por você durante meses, até houve quem perguntasse se tínhamos virado queques, numa formalidade que era contraditória com a força, inesperada?, do nosso encontro. Abrias-me a porta do carro, levavas-me a passear a sítios que eu nunca tinha imaginado que existiam, ias comprar pão fresco de manhã para o pequeno-almoço, tiveste a delicadeza de me apresentar a todos os teus amigos, nunca me senti clandestina.

Depois, quando fomos viver juntos, continuaste a fazer-me sentir uma princesa. Mas como todos sabemos, mesmo as casas reais não conseguem escapar à rotina do dia a dia e aos pequenos conflitos domésticos familiares. Mas aguentámo-nos, com altos e baixos; uns davam para compensar os outros, num balanço de sol e sombra, em que a luz sempre foi ganhadora. Deves estar admirado desta minha capacidade poética, mas o amor faz-nos descobrir coisas que nunca imaginámos ser capazes de sentir ou, ainda mais difícil, de dizer.

Claro que, apesar de algumas descontinuidades, na intensidade do nosso amor — como vês estou cada vez mais poética — fui sentindo (até já sinto, vê lá bem...) que cada vez gosto mais de ti.

Mas, meu amor, ontem à noite tive a certeza que conjugalidade e amor podem ser completamente sobreponíveis, ao contrário da publicidade enganosa dos que não acreditam na vida a dois.

Como de costume, estávamos a ver televisão juntos, eu no sofá individual, tu deitado no grande. Como de costume adormeceste, durante um daqueles debates chatos em que já sabemos o que cada interveniente vai dizer. Deixei-te dormir e pensei: quando for para a cama, levo-o. Estavas de barriga para cima, uma perna esticada, outra encolhida. Nem passaram cinco minutos e começou o concerto. O ressonar era acompanhado de sonoridades dos resultados gasosos do magnífico jantar que te tinha feito.

Comecei a rir sozinha. Não te sei explicar — também não tenho de explicar tudo... —, mas tudo aquilo fazia sentido, naquele momento, na nossa relação. Mas não pude deixar de pensar o que teria acontecido se a sinfonia tivesse sido tocada há 20 anos.

Sabes qual é o meu maior desejo?

É que daqui a 20 anos continues a tocar para mim. Mas, se puder ser, sem ter de te mudar a fralda...


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2289 - 10 de Setembro de 2016

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Análise ou vontade

A LAGARTIXA E O JACARÉ




José Pacheco Pereira


Análise ou vontade

 
Uma das coisas que mais me diverte é ver alguns comentários a destilarem tristeza e nostalgia com o PCP e o BE dizendo qualquer coisa como "olhem como eles eram e vejam como eles são". Bizarras saudades, não dos partidos poderosos e reivindicativos, mas dos tempos em que eles estavam fora do poder e esbracejavam impotentes na oposição. Ah!, como a gente os percebe! 
Outro é o olhar que não vê o que está à sua frente, mas aquilo que desejariam que estivesse à sua frente. Todas as semanas a chamada "agenda mediática" se centra na crise da "geringonça". É desta que vai acabar, ou porque Catarina disse o que disse (sendo que ela não disse bem aquilo que se diz que ela disse…), ou porque o PCP quer romper com a Europa e por isso faz reivindicações para impedir o orçamento de 2017, por aí adiante. Ah!, como a gente os percebe!

Qualquer frase ambígua, qualquer reivindicação, qualquer distanciamento ao PS ou ao governo é tratado como um atestado de morte do acordo que sustenta a maioria parlamentar. E, no entanto, semana após semana, nada disso acontece. Aliás, bastava estar atento a outras coisas que não a exploração mediática fora do contexto de umas palavras ou frases.

Vejam o tom que Jerónimo utilizou na Festa do Avante!. Onde está a hostilidade, onde está a vontade de quebrar? Vejam Catarina a dizer que se ninguém passar as "linhas vermelhas", ou seja, reverter as reversões, o governo pode "contar" com o BE. Vejam o tom de ambos, sem qualquer animosidade, compreensivos, dando uma no cravo certeira e uma vaguíssima na ferradura ou vice-versa. Ora, eu garanto-vos que quer Jerónimo, quer Catarina são muito capazes de serem tão hostis que não fica nada à frente. E, no entanto, quem vê a comunicação social parece que há ali uma gigantesca tensão. Ah!, como a gente os percebe!

E depois, se se derem ao trabalho de fazerem um pouco mais de análise e menos de desejos, digam-me lá que forte oposição interna, ou mesmo fraca oposição, existe no BE e no PCP face aos acordos e à sustentação do governo? Que se saiba, nada. É que se houvesse podia-se dizer que quer Catarina, quer Jerónimo estavam internamente encurralados e não se vê nada disso. Ah!, como a gente os percebe!


Não, não são factos, são desejos. Desejos de voltar ao mundo do governo do PSD-CDS. E como é que poderia ser de outra maneira quando quase todo o establishment jornalístico e comentarial passou os últimos anos, como se diz na minha terra, a apajear Passos e Portas? É que aceitar que não há nenhuma vontade do PS, PCP, e CDS de acabar com os acordos é também uma enorme crítica silenciosa aos homens do "não há alternativa". Ah!, como a gente os percebe!

Topete, uma forma erudita de dizer lata


O topete de Assunção Cristas a acusar o governo de ataque à classe média, ela que fez parte do governo que mais atacou a classe média em Portugal nos últimos anos, deve registar-se. Aliás, ainda estou para saber por que razão a chamada rentrée do CDS, uma sala com umas dezenas de "quadros", foi tratada com a mesma atenção e mesmo com maior desvelo (pelo menos na TVI) do que a Festa do Avante! que tinha milhares de pessoas. Objectivamente, Jerónimo de Sousa, que faz parte da maioria parlamentar que apoia o governo, é infinitamente mais importante do que Cristas, que dirige um pequeno partido, tal como o PCP do ponto de vista social, autárquico e político é muito mais importante do que o CDS, mas esta importância é sempre minimizada.

CDS e PSD

Aliás, o entretenimento destes dias é a "demarcação" do CDS face ao PSD, repetido como "análise" que vai do comentário ao discurso jornalístico. Não é evidentemente nenhuma novidade, acontece sempre que o CDS não tem perspectivas a curto prazo de ir para o governo, ele que, para estar no governo, precisa sempre de um outro partido que tenha votos, seja o PS, seja o PSD, já que ele, CDS, não os tem. O CDS é hoje o partido dos grandes escritórios de advogados de negócios, por isso não pode ter a táctica catastrofista do PSD, mas deixem que haja algum cheiro de poder e vão ver como a "demarcação" com o PSD se esvanece.
Revista SÁBADO, 09 Setembro, 2016

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Deus abençoe Clint


Deus abençoe Clint







Alexandre Borges 
Aos 86 anos, está de volta com um novo filme, “O Milagre do Rio Hudson”. Clint Eastwood é um dos grandes cronistas da América. Com todas as contradições possíveis: as dela e as dele.


Clint apareceu a 31 de Maio de 1930 em São Francisco, Califórnia. Tinha este nome inconfundível e que profeticamente se oferecia como anagrama de “old west action”. Só com um erro: baptizaram-no “Clint Eastwood Jr.”, a partir do pai, o senhor Clint senior, honesto vendedor e agente de seguros. Mas “Junior”… Era do futuro Dirty Harry que ali estávamos a falar, por amor de Deus. Um metro e 93 de ícone absoluto, lenda da cultura ocidental, rosto capaz de encher uma tela grande das antigas, do tempo em que as telas eram realmente grandes ou nós pequenos, quase ao tamanho do horizonte, frente a frente, o olhar dele contra o da plateia inteira, amedrontada, nas fitas de Sergio Leone. Junior? Um dos actores mais rentáveis de sempre. Uma das maiores estrelas do cinema de todos os tempos. Um gigante da cepa de John Wayne e John Ford juntos, de Humphrey Bogart, Gary Cooper ou Robert Mitchum, alguns dos seus preferidos, aqui no mundo desde o tempo deles, como uma candeia acesa guardando este rebanho de mortais.
[o trailer de “Milagre no Hudson”, o novo filme de Clint Eastwood]



Clint, meninos, é um duro. O paradigma dos duros. Não chora, não sente frio, não fica ansioso. Politicamente, é suposto ser um republicano. Ao longo dos anos, apoiou, com efeito, muita gente dessa família política: Nixon, Reagan, McCain – só para lembrar alguns. Mas também é assumidamente um libertário, alguém que logo em 2003 se insurgiu contra a guerra do Iraque, odeia caçar e diz que o que mais detesta no ser humano é o racismo – e tem filmes a prová-lo. Sim, Clint é um conservador, mas é sobretudo um clássico. Não é alguém que gosta das coisas como elas costumavam ser; é uma dessas coisas que são o que costumavam ser. Clint não é um conservador, é um sintoma de quem é um conservador. Clint, enfim, é o que é – e nós, que gostamos do cheiro a café, do som dos sinos, do Sol de Setembro, do bife feito da mesma maneira no mesmo sítio há 50 anos, gostamos dele.
O passo errado

Trabalhou em bombas de gasolina, talhos, andou a limpar piscinas, enquanto lutava por um lugar como actor. Teve uma modesta primeira aparição no cinema em “Revenge of the Creature”, fita a que o termo “terror” se pode aplicar de pelo menos duas maneiras. Deu-se isto corria o ano de 1955, que é como quem diz: faltavam dois para que houvesse televisão em Portugal. Sim, ele já cá anda há muito tempo. Só em 64 deu finalmente o salto para o estrelato: foi com o primeiro volume da trilogia que faria com o já lembrado Leone: “Por um Punhado de Dólares”. Na altura, o agente tentou demovê-lo; disse-lhe que seria um passo em falso, “a wrong move”, um “mal paso”, em espanhol. Clint pegou na ideia e, para nunca mais a esquecer, deu-a de nome de baptismo à sua produtora, aquela que fundou logo em 68 e que continua de porta aberta, outro “passo” invulgar para alguém que era, então, apenas um herói de acção, um cowboy.


Na relação entre sucesso e longevidade, ninguém se compara a Clint. Ele foi uma estrela nos anos 60, tornou-se uma estrela ainda maior nos anos 70, e continuou a ser uma estrela nos anos 80, nos anos 90 e nos anos 00. Sem entrar em decadência. Sem se tornar algo apenas exótico. Sem que o fôssemos ver ao cinema apenas porque era “o senhor Clint Eastwood”. Pelo contrário. Foi sempre a conquistar novos públicos, maior admiração, mais respeito. O senhor Clint Eastwood, aquele que poderia ter sido só o inexpressivo cowboy de Leone, o Dirty Harry adorado nos clubes de vídeo, o velho e duro conservador guardião do “american way of life” e que, afinal, se tornou num dos mais espantosos artistas do nosso tempo. Sim, Clint foi de canastrão a coqueluche dos intelectuais. E sabem o que é mais engraçado? É que não foi propriamente ele que mudou.

Do clube de vídeo a Cannes

“Por Mais Alguns Dólares” e “O Bom, o Mau e o Vilão” completaram a trilogia do homem sem nome. Mas 1971 é que foi o ano: “A Fúria da Razão” põe Clint pela primeira vez na pele do polícia Harry Callahan, Don Siegel adoece e o actor oferece-se para o substituir na realização de uma cena. Toma-lhe o gosto. Ainda naquele ano sairá “Play Misty for Me”, a primeira película assinada por Clint como realizador. Tinham começado duas grandes aventuras: “Dirty” Harry viveria em mais quatro filmes que fariam dele o herói de duas décadas, com as tiradas emblemáticas: “Do you feel lucky, punk?” e “Make my day” e o crachá da polícia atirado ao rio, gesto máximo do polícia solitário que quer a justiça, mas já não crê no sistema.



Como realizador, a saga seria mais longa – dura até hoje, mais de 30 filmes depois. Com “Bronco Billy”, em 1980, começaria a ter mais atenção sobre ele. Fitas como “Firefox”, “Um Agente na Corda Bamba” e “Rookie – Um Profissional do Perigo” e respectivas aventuras com vilões russos e alemães deram durante muito tempo a ideia de que Clint realizador estava ali apenas para servir o Clint actor. Que um e outro eram as duas faces da mesma moeda de um certo cinema de acção que, em muitos casos, não aspirava a ser mais do que uma entretida tarde de domingo no sofá. Até que veio “Bird” e ficámos todos a saber que Clint, o duro senhor Clint, a homem a quem, um dia, aproveitar a fraqueza de ainda ser um bebé de colo para chamaram “Junior”, tinha sentimentos.

Dirty Mr. Clint…

Não vale a pena termos ilusões sobre os nossos heróis: Clint Eastwood tem uma vida pessoal lamentável. É toda uma outra longa carreira que o artista tem, neste caso, sabido manter longe das câmaras; todavia, o pouco que se deixa ver, à laia de trailer, não augura nada de bom. Há pelo menos oito filhos a usar o nome do senhor Eastwood, reconhecidos em diferentes fases da vida, e que são fruto dos relacionamentos com seis mulheres diferentes.

Clint curiosamente, só foi casado duas vezes, a primeira das quais durou 30 anos, e o primeiro filho só surgiu ao fim de 15, na sequência de uma reconciliação após crise conjugal ditada pela descoberta de Maggie das traições e filhos extraconjugais já então tidos pelo marido. O segundo casamento foi com Dina, jovem que apareceu fugazmente em dois filmes de Clint, “Um Crime Real” e “Dívida de Sangue” e cujos pais eram mais novos do que o próprio Clint. Terminou em Dezembro de 2014, com um bom acordo de divórcio. Mas a mais célebre relação do nosso homem não foi nenhuma destas, antes a que manteve com Sondra Lock. Juntos partilharam seis filmes e 14 anos de vida, até que tudo acabou em tribunal e com uma biografia em que Sondra apelida Clint de “monstro” e “sociopata”, que não hesitava em destruir tudo quanto lhe pudesse ser inconveniente.

Clint, há que dizê-lo, chegou a dizer um dia, referindo-se aos sentimentos que tinha por Sondra, que não se podia que se podia amar tanto. E é uma pena, Clint, que nem tu saibas levar essas coisas até ao fim.

…E o respeitável senhor Eastwood

Quem diria que o herói americano do clube de vídeo, nosso senhor salvador das nossas inseguras vidas pequeno-burguesas, presidiria um dia ao júri do finíssimo Festival de Cannes?

Aconteceu em 94 nesse oeste que nunca se cansa de se contradizer. Serviu para consagrar o génio do “Pulp Fiction” de Tarantino, mas era também o reconhecimento oficial de que Clint se tornara, definitivamente, o senhor Eastwood, referência canónica para qualquer cinéfilo que se prezasse.
Eastwood tornou-se canónico. Forma com Scorsese a dupla de torres onde se ergue o estandarte do cinema norte-americano. É uma lenda, uma estátua, a essência da América.

Nesta fase, aconteceu tudo depressa. “Bird” tinha saído em 88, com Forest Whitaker a dar extraordinário corpo ao talento e à dor de Charlie Parker; em 92, foi a vez da cortante inexorabilidade de “Imperdoável”, que valeu a Clint os Óscares de melhor filme e melhor realização. Em 93, veio o singular “Um Mundo Perfeito”, tão modesto e tão completo, com Kevin Costner em estado de graça a fazer de mau e de bom, enfim, de uma especialidade de Eastwood: a fazer de ser humano, ao lado do pequeno TJ Lowther. Em 95, chegou a vez de “As Pontes de Madison County”, onde Clint não só se aguentava à bomboca ao lado de Meryl Streep e provava, de uma vez para sempre, que era um grande actor, como revelava definitivamente a sua enorme sensibilidade. Sim, Dirty Harry também sabia filmar para as mulheres. Dirty Harry tinha um coração.

O político

Dizem que os actores gostam muito de trabalhar com Clint Eastwood. Quase tudo fica feito ao primeiro ou ao segundo take. Chegam ao plateau às nove e, muitas vezes, terminam pouco depois de almoço. Clint filma depressa e com tranquilidade. Não gosta de actores muito maquilhados nem do cansaço das repetições. Acredita que a coisa acontece e que acontece sobretudo quando todos nos sentimos a avançar, a produzir. Filma como gostava que o filmassem, no muito tempo em que se deixou filmar. Às vezes, termina as produções antes do prazo e sempre dentro do orçamento. Não gosta que façam leituras políticas dos seus filmes; filma o que quer. Foi sempre assim.

Clint dá bom nome aos republicanos – sobretudo, olhando para aquilo em que os republicanos se tornaram. Mas, quando foi presidente da câmara de Carmel-by-the-Sea, na Califórnia (sim. Imaginem viver numa cidade dirigida por Clint Eastwood… Quão espectacular seria isso? De 0 a 10? 11, né? 15. 22. Por aí) concorreu como independente, não como candidato republicano. Já em 2012, entendeu que devia dar a cara pelo partido e apareceu em palco na convenção nacional a falar com uma cadeira vazia que representava o Presidente Obama. Foi um momento forte. O vídeo correu, tornou-se (digam comigo) “viral”. Mas rapidamente lhe caíram em cima – talvez como nunca antes alguém se atrevera perante o senhor Eastwood. Quem era ele, com a sua atribulada vida pessoal, para representar os valores familiares defendidos e apregoados pelos republicanos e em concreto pelo candidato Mitt Romney, naquele mesmo palco, naquela mesma noite? Doeu. Deve ter doído. Não sabemos se no coração, isso não. Mas no ego… sim, aí doeu de certeza. Clint, o senhor Eastwood, não entra em nada para perder. É um trunfo; nunca uma fraqueza. Mas, naquela noite, naquela eleição, naquele duelo, a bala entrou pelo lado dele.

O mestre

Clint tem 86 anos; começou a dirigir aos 41. Desde os 65, isto é, desde que entrou na terceira idade, desde que é, oficialmente, “velho”, “idoso”, “sénior”, já rodou 17 filmes. 17. Primeiro, obras sóbrias e sólidas, no total domínio da função, como “Um Crime Real, “Space Cowboys” ou “Dívida de Sangue”; depois, indo muito para além da tarefa e revelando o génio em alguns dos seus melhores filmes de sempre e que são também, simultaneamente, alguns dos melhores que nos deu, até agora, o século XXI: “Mystic River”, “Million Dollar Baby”, “A Troca”, “Gran Torino”. Pelo meio, o duplo “Bandeiras dos Nossos Pais” / “Cartas de Iwo Jima”, discutível na qualidade, indiscutível na coragem, no arrojo da ideia e no humanismo da intenção.

Clint, que, em tempos, recusou o papel de Super-Homem, depois entregue a Christopher Reeve, o de James Bond, depois entregue a Roger Moore, o de Willard em “Apocalipse Now”, depois entregue a Martin Sheen, e que até chegou a ser pensado para o de Rambo, depois inconfundivelmente assumido por Stallone, podia ter ficado na História como o actor mais estúpido que alguma vez passara por Hollywood. Mas teria ele sido melhor se tivesse aceitado algum destes convites? OK, rejeitar “Apocalipse Now” foi idiota, mas, à parte isso: pensando duas vezes, não demonstram todas as outras recusas que Clint era, e é, na verdade, um tipo mais inteligente do que aqueles que o rodeavam?

O senhor Eastwood parece ter sabido sempre para onde ia, desde o tempo em que o seu olhar sozinho, ao tamanho da tela inteira de Leone, era suficiente para encostar uma plateia às cadeiras. Gene Hackman, Sean Penn, Tim Robbins, Morgan Freeman, Matt Damon, Bradley Cooper, e ele próprio, Meryl Streep, Marcia Gay Harden, Hilary Swank e Angelina Jolie, são os onze actores que já foram nomeados ao Óscar por trabalhos em que foram dirigidos por ele. Hackman, Penn, Robbins, Freeman e Swank ganharam. “Imperdoável” e “Million Dollar Baby” foram ainda distinguidos como melhor filme e melhor realização. Ambos. Eastwood tornou-se canónico. Forma com Scorsese a dupla de torres onde se ergue o estandarte do cinema norte-americano. É uma lenda, uma estátua, a essência da América.

Nos últimos anos, entrou numa fase francamente menos interessante: “Invictus”, “Hereafter”, “J. Edgar”, “Jersey Boys”, “Sniper Americano”. Sempre histórias inspiradas em casos reais que pareceram, de algum modo, subaproveitadas, despachadas à pressa, deixadas numa forma ainda inicial, simplista, pouco cuidada. Clint, como outro dos maiores, Terrence Malick, sente provavelmente o tempo fugir. E portanto, filma. Filma tudo. Filma por vezes, como no caso de “Hereafter”, a partir de uma impensável primeira versão do guião. Não tem tempo a perder.

Perante isso, que temos nós a dizer? Que o senhor Clint faz o que quiser e bem entender. Conquistou esse direito há muitos, muitos anos.

E chega de sentimentalismos – ele não no-lo permitiria. Como dizia em 94, na rodagem de “As Pontes de Madison County”: “Isto do romantismo é muito duro. Mal posso esperar por voltar a filmar tiros e mortes.”
OBSERVADOR, 07 Setembro 2016  
Alexandre Borges é escritor e guionista. Assinou os documentários “A Arte no Tempo da Sida” e “O Capitão Desconhecido”. É autor do romance “Todas as Viúvas de Lisboa” (Quetzal).

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