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terça-feira, 29 de novembro de 2016

Porque continuo anticastrista

Ensaio
   

Daniel Oliveira  danieloliveira.lx@gmail.com

Porque continuo anticastrista


FOTO RUBEN PEREZ / AFP / GETTY

Não vale a pena fazer aqui a arqueologia da minha história política, porque é sobre Fidel Castro que quero escrever. Vale a pena dizer que a minha militância comunista, que durou dos 12 aos 20 anos, além das razões familiares, prendeu-se muito com o passado antifascista do PCP. Estar no PCP era, aos meus jovens olhos, estar do lado certo: dos que defendiam os oprimidos e dos que resistiam corajosamente ao poder do mais forte. E olhando para o bloco de leste, para a Polónia, para a URSS e mesmo para Cuba, isso parecia não fazer grande sentido. Tão pouco que, desde muitíssimo cedo, esta contradição começou a ditar a minha inevitável dissidência. Não com grande sofisticação ideológica, mas por via de uma espécie de instinto democrático e até um pouco libertário (o último abandonei entretanto).

Pude confirmar este sentimento, muitos anos mais tarde, quando, já longe da militância na Juventude Comunista, vivi por um ano em Praga. E aí verifiquei que aqueles que saboreavam a liberdade recém-conquistada e que tinham sido, poucos deles, ativistas contra a ditadura comunista eram muito mais parecidos comigo do que os cinzentos herdeiros da burocracia conservadora do marxismo-leninismo instalado. Divergiam de mim em quase tudo, mostravam-se fascinados por Reagan, Thatcher, João Paulo II e por tudo o que fosse diferente do que tinham tido. Mas respiravam o mesmo alívio que os meus pais respiraram nos anos seguintes ao 25 de Abril. Não com o mesmo fervor, que a ideologia individualista que abraçavam não lhes pedia empenhamento cívico, mas com a mesma intransigente esperança e a mesma intolerante impaciência de quem saíra de décadas em que nada acontecia ou parecia poder acontecer.

FOTO AFP / GETTY


E foi por este sentimento de fraternidade internacionalista (que aprendi no movimento comunista) que, em 2005, sobre as manifestações das mulheres e mães dos presos políticos cubanos (“damas de branco”), escrevi aqui no Expresso: “Acredito que muitos dos opositores que, em Cuba, se batem contra Fidel Castro serão gente de direita. É normal. O que conhecem da esquerda não é lá muito animador. Mas são quem, no seu país, corre todos os riscos pela decência e pela liberdade. Para mim, chega e sobra. São a minha gente. Eles e as suas damas”. Porque, por mais estranho que pareça a quem julga que a ação política se resume à interpretação prática de construções teóricas, não percebendo as dinâmicos históricas e culturais que levam a cada filiação, o que me levou a ser militante comunista foi o mesmo que levou muitos jovens e intelectuais cubanos a querer derrubar o comunismo: uma vontade instintiva de estar do lado dos que resistem a um poder mais forte.

Desta generosidade nasceu, à esquerda, uma cultura romântica que se foi afastando da realidade à medida que foi sendo derrotada. E não há melhor exemplo disso mesmo do que Cuba e os seus ícones. Quando iniciei a minha militância partidária nem Cuba era uma referência fundamental para os comunistas – a autonomia castrista face à URSS era olhada com desconfiança por um PCP alinhado com Moscovo –, nem Che Guevara era apresentado como exemplo de virtudes revolucionárias. Pelo contrário, Che era visto como um aventureiro individualista, enquanto Fidel era retratado como um patriota responsável e sólido.
Fidel e Che FOTO EPA

Devo dizer que, pelo menos nisto, o PCP tinha toda a razão. Se há ícone revolucionário que me indispõe é o de Che. Porque o ideal romântico que o torna apelativo é tudo o que é inconsequente na esquerda: o voluntarismo no lugar das condições materiais que levam a uma mudança revolucionária (como se viu no Congo e na Bolívia); o revolucionário egocêntrico no lugar do povo e das suas aspirações; o sonho no lugar da proposta; a atração quase religiosa pelo martírio no lugar da melhoria das condições de vida das pessoas. E se Che é o melhor retrato da atração pela derrota, a iconografia que se construiu em torno dele é o apogeu da idolatria vazia de política. Não há símbolo revolucionário mais inofensivo do que o de Che Guevara. Entre a sua cara e o símbolo da Apple não me parece que haja hoje grande diferença.

Acho, sempre achei, nas suas contradições e no seu enorme talento político, muitíssimo mais interessante a figura Fidel Castro. Um homem que chegou a bater à porta da Casa Branca em busca de apoio e acabou de braço dado com os comunistas (e ele próprio se transformou num comunista convicto) depois de perceber que os norte-americanos não dispensavam os seus miseráveis e medíocres capachos. Como todos os verdadeiros líderes comunistas, Fidel Castro foi um revolucionário pragmático, não um aventureiro sonhador. E isso faz dele, muito mais do que Che Guevara, uma figura com densidade política. Che ficará nas t-shirts, Fidel ficará na História.
FOTO AFP / GETTY

Sei que nestes momentos se espera que haja dois lados claros: os que recordam que Fidel Castro foi um ditador, que esmagou a liberdade do seu povo, e os que se despedem dele com o beato “Hasta Siempre, Comandante!”. Se é preciso escolher lados, o meu resume-se a uma afirmação de facto: Fidel Castro foi um ditador. Para mim, isso chega para traçar uma fronteira. Tudo o que diga – e direi – depois disto é a análise que recusa a mera proclamação moral.

Dito isto, vem a frase que não se tolera, porque há coisas sobre as quais só se podem dizer coisas planas, simples, sem “mas”. Mas eu gosto de todos os “mas”. E o meu “mas” é perigoso: as ditaduras não são todas iguais. Para que não se julgue que quero desculpar seja o que for, não acho que a ditadura de Salazar tenha sido igual à de Mussolini e muito menos à de Hitler. Teve pontos comuns, mas a sua natureza era tão diferente como foi a sua génese, o seu contexto e os seus protagonistas. Dizer que as coisas que se assemelham não são todas iguais não é desculpar nada, é não prescindir da inteligência. Assim como espero que os neoliberais que apoiam quase todas as políticas económicas impostas por Pinochet não defendam (pelo menos alguns deles) a impiedosa ditadura que impôs ao Chile.

A vida não é plana e a história, ao contrário do que gostamos de dizer nestes momentos, não tem de absolver ou condenar


Há quatro coisas que os detratores de Fidel, entre os quais me encontro, têm de reconhecer: que o processo revolucionário que ele liderou começou por ser libertador; que resultou de uma enorme coragem de muito poucos; que Cuba teve de viver com um cerco insuportável à sua independência; e que foram atingidas algumas conquistas sociais, de que se destacam o seu sistema de saúde e a educação para todos.

Fulgencio Batista era um ditador em nada melhor do que Fidel Castro, apenas mais corrupto, antipatriota e sem qualquer tipo de preocupação com a qualidade de vida do seu povo. Incluir nas vítimas da ditadura castrista, que as houve e não foram poucas, aqueles que se bateram para defender a ditadura de Batista é uma desonestidade intelectual e um ato que revela um assombroso relativismo moral.
FOTO OFF / AFP / GETTY

O processo revolucionário liderado por Fidel Castro revelou, na sua fase anterior à conquista do poder, uma enorme coragem política e física que torna possível atribuir a Fidel Castro e aos seus companheiros, especialmente Che Guevara e Camilo Cienfuegos, o título de heróis. A vida não é plana e a história, ao contrário do que gostamos de dizer nestes momentos, não tem de absolver ou condenar. Tem de olhar para os homens com as suas contradições e na irregularidade das suas biografias. Um ditador pode ter sido um herói e é por isso mesmo que, por mais que admiremos um heróis, devemos ter o cuidado de não lhe dar demasiado poder para que não se torne um ditador.

Temos de reconhecer que Fidel Castro teve de lidar com um inimigo vizinho e invencível que tornou a independência real de Cuba numa impossibilidade prática. As tentativas falhadas de assassinato (Fidel ter vivido até aos 90 anos é, por si só, sinal de uma assinalável de resistência), as tentativas falhadas de invasão e o bloqueio imoral a que Cuba foi sujeita durante décadas são variáveis que não podem ser ignoradas em nenhum balanço do legado de Fidel Castro. Sabendo que o comportamento dos EUA nada teve que ver com um imperativo moral em defesa da democracia. São os mesmos EUA que derrubaram o presidente eleito do Chile, Salvador Allende, para colocar Pinochet no seu lugar, que tinham apoiado Batista, que apoiaram a sanguinária ditadura argentina e as forças saudosistas de Anastasio Somoza. Quem apoiou financeira, política e militarmente décadas de despotismo na América Central e do Sul nunca poderá reivindicar para si o papel de defensor da liberdade e da democracia naquele continente. Falando de Somoza Garcia (ditador nicaraguense e pai de Anastasio Somoza), Roosevelt terá dito: “Somoza pode ser um filho da puta, mas é o nosso filho da puta”. Fidel Castro não era o “filho da puta” dos EUA. Apenas isso.


Mas isto leva-me a um velho debate que, à esquerda e à direita, está sempre esquecido. Que os nossos filhos da puta não o são menos por serem nossos. E o facto de Fidel Castro ter liderado uma revolução contra uma ditadura cleptocrata, ter resistido ao imperialismo norte-americano – que na América Latina usou roupagens quase coloniais –, ter investido em saúde e educação e ter correspondido a uma melhoria das condições de vida dos cubanos nos primeiros anos da revolução, não faz dele um bocadinho menos ditador. Um ditador não o deixa de ser por se aproximar das nossas convicções políticas. A não ser, claro, que as nossas convicções políticas não incluam a democracia e a liberdade.

As ditaduras não são todas iguais. Existe uma falsa convicção que a todos os ditadores interessam povos embrutecidos e ignorantes


Quando, em 2005, fui a Cuba, ainda Fidel Castro governava, confirmei as minhas piores expectativas. Enquanto os cubanos esperavam em filas para comprar o que não havia, enquanto os turistas eram higienicamente separados dos cubanos para poderem ter o que a eles faltava, enquanto todos os que podiam fugiam, enquanto Havana caía em ruínas belas e decadentes, milhares de cartazes explicavam, nas cores alegres de uma revolução moribunda, que “vamos bien”. Tantas vezes como as vezes que Fidel aparecia para os seus intermináveis sermões, sempre impecavelmente mascarado do guerrilheiro que fora há meio século. Mas, acima de tudo, pairava no ar um sentimento que resultava de um crime e de uma conquista: a frustração. Uma insuportável frustração.

E esta é a parte onde volto a recordar que as ditaduras não são todas iguais. Existe uma falsa convicção que a todos os ditadores interessam povos embrutecidos e ignorantes. Esta convicção nasce de uma simplificação psicológica e política: a de que os ditadores querem, antes de tudo, ser ditadores. Claro que há ditadores, como democratas, a quem apenas interessa a manutenção do seu próprio poder e os seus próprios privilégios. Mas acredito que muitos, onde incluo Oliveira Salazar ou Fidel Castro, acreditaram genuinamente que governavam pelo bem do povo. E há diferenças ideológicas que levam a diferentes comportamentos e prioridades em diferentes ditaduras. Um ditador conservador acredita na desvantagem da mobilidade social e no mérito do privilégio. Um ditador de cariz marxista é, pelo menos do ponto de vista teórico, um igualitarista com uma enorme fé no progresso. E isso levou a que quase todos os regimes comunistas tivessem feito grandes investimentos na educação. Como bem sabemos pelo embate que o alargamento da União Europeia a leste teve para a nossa economia.

FOTO AFP / GETTY

Mesmo nos seus piores momentos, o acesso à educação e à saúde esteve muitíssimo mais generalizado em Cuba dos que em praticamente todos os países da América Central. Mesmo quando tudo faltou, incluindo medicamentos, Cuba conseguiu ser exportadora regional (e até, em algumas áreas, internacional) de cuidados médicos. Mesmo quando tudo falta, até livros, o cubano médio espanta-nos com a sua cultura geral, que contrasta com as enormes dificuldades em que vive. Não é inato, é o outro lado da moeda.

Isto pode parecer um pouco herético, mas é muito mais difícil a pobreza a quem quase toca no bem-estar, é muito mais difícil a falta de liberdade a quem tem os instrumentos culturais e intelectuais para a exercer de forma plena, do que a quem não sonha com mais do que o mínimo. Salazar sabia-o e por isso acreditava que quanto menos o povo ambicionasse mais feliz seria. Mas Salazar não se via como um libertador. Fidel sim. E a real prioridade que deu à educação fez com que os cubanos sofressem muito mais nesta ilha que se fechou, por imposição externa e autopreservação do regime, do mundo. Ainda mais quando o mundo os visita para lhes fazer pirraça. E este foi o sentimento mais forte que vi nos cubanos, há 11 anos: claustrofobia. Uma insuportável e dolorosa claustrofobia. Nós falamos-lhes das escolas que têm e eles falam-nos do mundo e da liberdade. Nós falamos-lhes dos hospitais e eles falam-nos de tudo o que não há e que não faz qualquer sentido que não haja. Incluindo o mais básico.

A escolha de Raul Castro foi a mais extraordinária prova do esgotamento do regime: ao fim de cerca de meio século de poder, Fidel Castro só confiava no seu próprio sangue


Em Cuba, tudo piorou depois do bloco de leste desmoronar. Porque Cuba aceitou substituir uma dependência semicolonial em relação aos EUA por uma dependência aproximada em relação à URSS, optando pela monocultura da cana do açúcar que, associada ao sistema ultra-estatizante quase sem paralelo com outros países socialistas, era a receita para o desastre. Quando a URSS ruiu foi como se o sol tivesse deixado de nascer, terá dito Fidel Castro a Lula da Silva. Cada vez mais isolado e disfuncional, o regime alternou entre cedências reformistas e picos de repressão. Seguindo o exemplo chinês, a abertura económica, indispensável para que o país não sufocasse, não foi acompanhada por verdadeiras mudanças políticas que permitissem liberdade de expressão e de imprensa ou multipartidarismo. O castrismo aprendeu com a Perestroika e percebeu que no momento em que permitisse mais liberdade estaria provavelmente condenado. A escolha de Raul Castro foi a mais extraordinária prova do esgotamento do regime: ao fim de cerca de meio século de poder, Fidel Castro só confiava no seu próprio sangue.
Khrushchev com Fidel em maio de 1963 FOTO GETTY

O mais estranho do que vi e ouvi em Cuba foi a sensação de que, de todos os responsáveis pelo beco sem saída em que o país está, o mais poupado pelo povo era, apesar de tudo, Fidel Castro. Porque carrega em si a aura de um tempo em que a revolução foi largamente popular – e o meu problema com muitas das análises sobre Cuba é ignorarem que esse tempo existiu. Tinha a autoridade, a história e o carisma de um líder. E o mais fácil para contornar a desilusão perante alguém que se agarrou ao poder como uma lapa é dizer que o problema está nos que o rodeiam. Incluindo nestes o seu próprio irmão. E isso ouvi de muitos cubanos, sobretudo mais velhos: o regime não presta, Fidel está mal acompanhado.

Fidel sofreu da mesma ilusão de todos os ditadores: julgou que o povo lhe pertencia

Sem Fidel Castro, morreu o pai que muitos não queriam desrespeitar. Sem Fidel, morreu a arqueologia de uma revolução que chegou a ser libertadora, que deu mais saúde e educação aos cubanos e resistiu aos EUA e ao seu cerco. Morreu a memória do que poderia ter sido a revolução e ficou um regime em ruínas, como os edifícios de Havana e a economia cubana. Foi-se o sonho que talvez ainda vivesse na cabeça dos idealistas mais abstraídos da realidade e ficou a repressão e corrupção de um sistema que consegue a proeza de estar ainda mais podre do que aquele em que vivemos. Com Fidel, foi-se a memória dos barbudos da Serra Maestra que derrubaram Batista e ficaram os burocratas corruptos do partido. Com enorme injustiça para Raul Castro, terá ido a revolução e ficado a situação. Isto apesar do atual Presidente de Cuba também ter sido da revolução e o irmão que agora morreu ter sido o principal construtor da situação.

As ditaduras têm sempre uma enorme desvantagem sobre as democracias: não se regeneram. Mesmo que governem o povo, mesmo que pretendam governar para o povo, nunca poderão governar com o povo. E estão condenadas a lutar apenas pela sua própria sobrevivência. Fidel poderia ter construído um país novo. Até o construiu e em bastantes coisas será melhor do que país que conquistou há quase 60 anos. Mas sofreu da mesma ilusão de todos os ditadores: julgou que o povo lhe pertencia. Se Cuba não conseguir o milagre de se regenerar e democratizar por dentro, num processo quase impossível de controlar, chegará o momento do desembarque da escumalha do passado, desejosa de receber o seu quinhão num renascido bordel americano. Apesar de todas as ditaduras serem diferentes umas das outras, não há bons ditadores. Porque mesmo que as intenções sejam boas, eles são os carrascos do mundo novo que anunciam.

Jornal Expresso Segunda - 28 de Novembro de 2016

domingo, 27 de novembro de 2016

O murinho de S. Domingos



O murinho de S. Domingos


Onde os aguadeiros galegos se sentavam a jogar "a bisca calada"


O Largo de S. Domingos, apesar das transformações urbanísticas nem sempre bem conseguidas; e das malfeitorias resultantes de desa­justadas intervenções humanas, continua a ser, no contexto do te­cido urbano daquela zona citadina, o sítio do Porto onde podemos encontrar um dos mais harmoniosos conjuntos arquitetónicos da cidade do liberalismo.

O local tomou-se privilegiado desde que, em 1239, o bispo D. Pedro Salvadores cha­mou os dominicanos ao Porto e lhes ofere­ceu, perto da zona ribeirinha, um pedaço de terra para nela os padres da ordem de S. Do­mingos construírem o seu convento.

Aquela atitude do prelado portucalense tinha uma intenção nítida: a de obstar à ins­talação, ali muito perto, do convento dos franciscanos, cujas obras haviam começado três anos antes e tiveram a renhida e tumul­tuosa oposição dos cónegos da Sé que go­vernavam a diocese durante a ausência, em Roma, de D. Pedro Salvadores.

Podemos hoje avaliar de quão generosa foi a oferta que o bispo do Porto fez aos do­minicanos se tivermos em conta a área desse terreno. Tomando como exemplo a atual configuração da zona em causa, po­demos dizer com algum rigor que o terre­no doado ficaria compreendido entre o atual Largo de S. Domingos e a Rua do In­fante D. Henrique, Praça do Infante incluí­da, bem como as ruas de Sousa Viterbo e de Ferreira Borges.

Mas a generosidade do bispo não se ficou pela oferta do terreno. Numa pastoral datada de 6 de março de 1238, D. Pedro Salvadores re­comendava os dominicanos, e o seu convento, aos fiéis da sua diocese concedendo graças e indulgências a todos os que contribuíssem com esmolas para a construção do mosteiro ou ne­las fossem trabalhar.

Nos tempos áureos do mosteiro, o largo fron­teiriço transformou-se rapidamente no centro nevrálgico da cidade tanto no aspeto cívico, como no político e também no económico.

Mesmo no centro do logradouro erguia-se, desde a época de quinhentos, um elegante cha­fariz que as autoridades mandaram dali retirar em 1882. É o mesmo que está agora na Praça da Trindade, depois de ter passado pela desapare­cida Rua do Laranjal e pelos jardins das Águas do Porto, na Rua do Barão de Nova Sintra.

Havia depois os alpendres e as clastras (claustros), primeira e segunda. Era na" clastra segunda" que se realizavam as reuniões da Câ­mara. A primeira que consta do livro das Ve­reações realizou-se ali em 24 de junho de 1390. Esta data é curiosa: a Câmara, naqueles tem­pos, quando tinha assuntos importantes para decidir a favor da cidade tomava essas decisões no Dia de S. João.

Sob o alpendre, que era um lugar resguar­dado tanto da chuva como dos ardores do sol, costumavam reunir os juízes do tribunal. Era lá que ouviam as partes, faziam julgamentos e despachavam os assuntos forenses.

O largo, hoje, apesar da harmonia arquitetónica, nada tem que lembre o passado medieval quando lá se fazia uma feira fran­ca que vinha de, pelo menos, o ano de 1451, ano que para ali fora transferida da Rua For­mosa, a atual Rua do Infante D. Henrique.

Havia também " o murinho de S. Do­mingos ", já existente em 1514. Era, como a própria designação permite adivinhar, um muro baixo, espécie de passadiço todo feito em pedra que começava na esquina dos prédios da Rua de Belomonte," junto às escadas que levam para a esnoga (sina­goga), e acabava a meio do terreiro, em frente, sensivelmente, à atual Rua de Sou­sa Viterbo. Este muro ficou célebre por­que era sobre ele que os galegos, que an­davam no serviço de aguadeiros, se sen­tavam a jogar a bisca.

Sumiço levou também a capela de Nossa Senhora das Neves ou da Escada, por se ace­der a ela através de uma escada de pedra. Era muito antiga. Julga-se que já existia no tempo em que D. Pedro Salvadores doou o terreno aos dominicanos. Funcionava nes­ta pequena ermida uma importante confra­ria que era administrada pelos ricos merca­dores da zona.

O traçado urbanístico do largo sofreu profundas alterações no século XIX, nomea­damente quando se construiu a Rua de Mouzinho da Silveira. Por exemplo: a Rua da Ponte de S. Domingos, que atravessava o rio da vila, pura e simplesmente desapareceu. Ligava o largo antigo com a capela e o hos­pital de S. Crispim e S. Crispiniano. A cape­la viria a ser reconstruída, anos mais tarde, ao cimo da Rua de Santos Pousada, onde ainda está e em franca atividade.

Onde agora está a Rua de Sousa Viterbo ficavam as célebres Congostas. Este topóni­mo já vem mencionado em documentos do ano de 1372. Cerca de vinte anos mais tarde (1791), um alvará régio manda que se cons­truam nas Congostas "duas estalagens, gran­des e boas...".

Em 1524, o rei D. João III autorizava os fra­des de S. Domingos a construírem casas "na testada da sua horta que vai ao longo da Rua das Congostas". A Câmara exigiu que os fra­des pagassem um determinado imposto, "por terem as portas voltadas para a rua que era pública...". •


A história da Ordem Terceira






No mosteiro de S. Domin­gos fundou-se, em 13 de fevereiro de 1672, uma Ordem Terceira que em 1727 já contava com mais de quatrocentos irmãos. Este crescimento da Or­dem levou os seus res­ponsáveis a mandar fazer uma nova igreja mais am­pla e moderna que foi construída na embocadu­ra da Rua da Ferraria de Baixo, a atual Rua de O Comércio do Porto. O tem­plo ficou concluído em 1740, mas a sua adminis­tração por parte dos ir­mãos da Ordem suscitou uma grande e demorada controvérsia com os pa­dres dominicanos, o que deu origem à extinção da Ordem Terceira e à criação de uma outra, em maio de 1755, com o nome de Or­dem da Santíssima Trin­dade que em 1802 se ins­talou no local hoje deno­minado Praça da Trindade onde construiu o seu be­líssimo templo (foto):

Durante o Cerco do Porto (1832) uma bomba incendiou o mosteiro

JORNAL DE NOTÍCIAS, 27 NOV, 2016

sábado, 26 de novembro de 2016

FILIPINAS NÃO, MATARÁS!

FILIPINAS

NÃO, MATARÁS!


O principal mandamento de Rodrigo Duterte, Presidente das Filipinas, um dos países mais católicos do mundo, encoraja os cidadãos a matar traficantes e consumidores de droga. Já há milhares de vítimas


texto Ana França E Helena Bento

FOTO Dondi Tawatao/Getty Images

Era sexta-feira, e Yani Jebulan estava num bar com os amigos. Mais um desses inúmeros botecos perdidos ao longo das estradas de terra batida do Sudeste Asiático — em vez de um telhado, duas placas de zinco amolgado. A iluminação, forte mas intermitente, vem de lâmpadas longas e cilíndricas. Não estão presas, balouçam. Vende-se cerveja, mas também gasolina metida em garrafas de água de litro e meio, doces e cigarros avulso. O bar ficava a menos de um quilómetro de casa, em Antipolo, uma pequena cidade a cerca de 30 quilómetros a este de Manila, capital das Filipinas. Yani tinha combinado sair para celebrar o final do semestre, que lhe tinha corrido especialmente bem. Estava no terceiro ano de Psicologia, na Our Lady of Fatima University.


À saída, ele e os amigos foram abordados por dois homens que se aproximaram de motorizada. Usavam boinas como as dos militares. O resto da descrição esbate-se na velocidade com que tudo aconteceu. Em poucos segundos, Yani estava estendido no chão, com o sangue a escorrer-lhe em fios pelos cabelos. Já não respirava. Levou quatro tiros: dois atingiram-lhe o peito, um o lado esquerdo do corpo, outro a cabeça.


Um outro rapaz também foi atingido. Levou dois tiros no pescoço, mas conseguiu sobreviver. As horas que se seguiram foram de aflição e de incompreensão, contou ao Expresso Alfredo Jebulan, pai da vítima, no dia do funeral do filho. A primeira suspeita foi de que Yani tivesse sido assassinado devido a ligações ao tráfico de droga. Mais uma das cerca de três mil vítimas que caíram às mãos da guerra impiedosa contra a droga lançada por Rodrigo Duterte, que tomou posse como Presidente das Filipinas em junho deste ano.


Duterte prometeu erradicar as drogas nas Filipinas. “Todos vocês que andam metidos na droga, seus filhos da mãe, eu vou matar-vos”, disse


Mas Alfredo Jebulan, militar e depois polícia, agora reformado, não acredita que o filho tenha sido assassinado por isso. “O meu filho estudava numa escola católica, privada, com critérios de admissão muito rigorosos. Nunca teria sido aceite se existissem suspeitas de que estaria envolvido no consumo ou tráfico de droga.” Alfredo diz que ele mesmo, enquanto ex-militar, nunca iria “tolerar” que um membro da sua família “fizesse uma coisa dessas”. “Os meus filhos e as minhas filhas foram educados segundo princípios muito tradicionais. Se eu soubesse que o Yani estava envolvido em alguma atividade suspeita, eu próprio tê-lo-ia posto na cadeia.”

Rebelde Na adolescência, Rodrigo Duterte gostava de motos, de armas e de se meter com raparigas. Os pais eram muito severos com ele Dondi Tawatao/Getty Images

Alfredo tem a certeza de que a origem do ataque esteve numa disputa antiga entre um dos suspeitos e o seu filho. “Ciúmes”, diz. Ciúmes de quê ou de quem? Ou desconhece a resposta ou não a quis revelar. Desvaloriza a hipótese de ligação a gangues ou a tráfico, mas, diz, o seu filho “nunca teria sido assassinado se a situação do país fosse outra, se a polícia dedicasse mais esforços a procurar e a julgar os autores destas mortes inexplicáveis”.


Os atacantes, acredita Alfredo Jebulan, aproveitaram esta maré de homicídios para “justificar” o assassínio do seu filho, mas “definitivamente” não culpa Duterte pelo sucedido. “Eu compreendo as motivações do Presidente e a sua guerra contra a droga no país. Ele acredita que só assim será capaz de salvar a próxima geração de filipinos”, diz o pai de Yani. A única coisa que espera é que a justiça seja feita pelos corredores oficiais, para ele não ter de fazê-la “pelas próprias mãos”.


Outra morte por explicar


Rick também morreu sem razão aparente. Tinha 45 anos e quatro filhos. Foi morto numa noite de agosto, quando se ausentou de casa para verificar um poste de eletricidade, de que era técnico de reparações. O irmão, Richard, que não quer dar o nome de família, diz que o que lhe contaram sobre o ataque o deixou “revoltado e em pânico”: “Quatro homens em cima de três motos acercaram-se dele e abriram fogo sem parar.” Os médicos legistas encontraram 11 balas no corpo de Rick. Em tempos, circulara no bairro uma lista fotocopiada com os “procurados” — e o nome de Rick estava lá. “Ele já tinha consumido drogas, mas deixou assim que soube que o seu nome constava dessa lista. Tudo bem, as drogas devem ser erradicadas, mas matar pessoas não lhes dá a possibilidade de mudarem. E o meu irmão estava a mudar.”


Durante a campanha eleitoral, Duterte prometeu que iria erradicar as drogas do país. “Todos vocês que andam metidos na droga, seus filhos da mãe, eu vou matar-vos”, disse em abril, um mês antes de ser eleito. Já em maio, num comício, afirmou: “Não irei parar até que o último traficante, até que o último barão da droga esteja ou atrás das grades ou debaixo do solo, se assim quiserem.” À população prometeu que ofereceria medalhas e prémios em dinheiro por cada traficante assassinado, e à polícia, em julho, garantiu proteção caso, “no decorrer do seu trabalho, tiverem de matar um milhar de pessoas”. Também num comício de campanha, numa das suas mais violentas tiradas, pediu ao público: “Se conhecem toxicodependentes, ide vós mesmos matá-los, porque pedir às suas famílias para o fazer seria demasiado doloroso.”


As estatísticas não são consensuais. Em outubro, a polícia filipina reviu em baixa os seus próprios números: de 3600 para 2300 mortes, mas ativistas e meios de comunicação, locais e internacionais, falam em números mais perto das 4000 vítimas. Quem são? São traficantes, alegados traficantes, uns toxicodependentes, outros suspeitos, e familiares de uns e de outros; são inocentes apanhados no fogo cruzado, como Danica Garcia, um menina de 5 anos, que morreu com um bala destinada ao seu avô.


Uma jornalista filipina que tem acompanhado diariamente os assassínios, tanto para a “Esquire” como para a “Rappler”, e que pede para não ser identificada, lembra ao Expresso uma noite particularmente negra. Entre o anoitecer e o nascer do dia 21 de outubro morreram pelo menos 12 pessoas, duas das quais foram assassinadas no mesmo local, com poucas horas de intervalo. “Nessa noite, houve pelo menos duas pessoas mortas no mesmo sítio, em frente à mesma loja de conveniência. O segundo atacante, dizem os empregados da loja, colocou sobre o corpo do homem que matara um papel a dizer ‘traficante’ e afastou-se do local a caminhar... repito, a caminhar, até ao fim da rua. Dobrou a esquina e desapareceu.”


Educado num dos países mais católicos do mundo, Duterte não se coíbe de criticar nem as instituições católicas nem o próprio Papa

Nessa noite, o som das ambulâncias, que em Manila nunca cessa por completo, não deixou a cidade dormir. Havia gente às janelas, pessoas a chegar de bicicleta aos locais dos crimes, alguns deles a pouca distância uns dos outros. “As famílias estão aterrorizadas. As que não perderam ninguém pensam que o mesmo pode acontecer aos seus filhos. Outras pensam se irão perder mais alguém, mas nem todos culpam Duterte. As pessoas imploram o fim desta violência, mas usam bonés e pulseiras de plástico de apoio a Duterte enquanto choram os seus mortos.”


A aparente apatia das autoridades cria as condições ideais para uma espécie de autorregulação do submundo — e há quem pareça acreditar neste método como a única forma de dissuadir potenciais criminosos. É o caso de Des Phalao, de 30 anos, que trabalha no Departamento de Relações Públicas do Citi Bank, em Manila, e cresceu em Tondo, um dos bairros mais violentos da capital. “Os criminosos não têm medo do Governo, e é isso que o Presidente está a tentar mudar.” Toda a sua família votou em Duterte, mas para Des a escolha foi pessoal. “No meu terceiro ano do secundário, fui atacada por traficantes de droga. Cortaram-me o braço com uma navalha. Tenho uma cicatriz de dez centímetros. Agarraram-me por trás, roubaram-me o dinheiro todo da mesada e o telemóvel e agrediram-me. Bati com a cabeça no passeio e fiquei inconsciente. Para eles não houve consequências. Mas eu continuo traumatizada com o que aconteceu. Fiquei no chão, com a cabeça rachada, a perder sangue. Duterte não os perdoaria, e é por isso que o apoio.”


Crescer no meio do caos


Durante muito tempo, Davao foi considerada a cidade mais perigosa do país. Situada no sul da ilha de Mindanau, a segunda maior do enorme arquipélago de 7000 ilhas que formam as Filipinas, a cidade vivia envolvida numa atmosfera de medo, suspeição e violência — legado de anos de tráfico de droga via Indonésia, Malásia e Vietname, lutas entre minorias étnicas e conflitos entre o Governo e a insurgência comunista do final dos anos 60.


Sheila Coronel, diretora do programa de jornalismo de investigação da Columbia Graduate School of Journalism, em Nova Iorque, visitou a cidade no final dos anos 80 e recorda a experiência num artigo para a “Atlantic”. “Havia checkpoints nas ruas guardados por militares nervosos com as suas metralhadoras em riste. O que não impediu que continuassem a circular pela cidade homens armados e não identificados que atacavam tanto criminosos como agentes da polícia, muitas vezes à luz do dia.” Um residente na cidade contou a Sheila que, “todos os dias, pelo menos duas ou três pessoas eram assassinadas e atiradas para valas.” A isso somavam-se problemas gravíssimos de pobreza e desigualdade.


Em Davao, o “People’s Power”, lema dos que se opunham à ditadura de Ferdinand Marcos no final dos anos 80, assumiu outros contornos. Passou a ser entendido com uma espécie de cheque em branco que permitia às pessoas protegerem as instituições do Estado e matar os inimigos por ele designados. Um microclima propício ao aparecimento dos infames “esquadrões da morte”, grupos que muitas vezes se autorrotulam de justiceiros para travar o crime nas cidades onde atuam, com a desculpa de que não se pode esperar pela ação da polícia ou dos tribunais — uma espécie de outsourcing das funções legais e judiciais do Estado, esvaziadas em tempos de revolta.


Da rebeldia à câmara


Rodrigo Duterte nasceu na cidade de Davao, em 1945, no seio de uma dinastia de líderes locais. É o segundo de cinco filhos. O seu pai, Vicente Duterte, é ainda parente de Ramon Durano, que tinha sido um dos principais aliados de Ferdinand Marcos na província de Cebu. Rodrigo Duterte sempre foi um rebelde. Numa entrevista à revista norte-americana “New Yorker”, a sua irmã mais nova, Jocelyn Duterte, conta que ele era fascinado pelos guarda-costas da família e que não havia dia em que não andasse atrás dos polícias e dos militares que visitavam a casa. Gostava de motos, de armas e de meter-se com raparigas. Na mesma entrevista, Jocelyn conta também que tanto a mãe, Soledad Duterte, como o pai eram muito severos. Apesar de ter dedicado a sua vida ao ensino e à luta pelos direitos das minorias de Davao e ter-se tornado uma das maiores influências das políticas sociais do filho, Soledad castigava-o muitas vezes, obrigando-o a cair sobre os joelhos e a rezar durante horas. Quando Rodrigo chegava tarde, já não entrava em casa.


Duterte demorou sete anos a completar o secundário e dividiu os estudos por três escolas, tendo sido expulso das duas primeiras por mau comportamento. Educado num dos países mais católicos do mundo (mais de 80% da população diz professar essa religião, segundo os últimos censos), Duterte não se coíbe de criticar nem as instituições católicas nem o próprio Papa. Numa entrevista à Al Jazeera, disse que parte do seu empenho na luta contra o crime advém de ter sido “molestado por um padre quando era adolescente”.


Em 1972, Duterte conclui a licenciatura em Direito e, apesar da sua ligação ao Partido Comunista, aceita o emprego de procurador em Davao, herdando centenas de processos dos dissidentes presos na era de Marcos. Reconhecendo a luta de Soledad Duterte pela inclusão social em Davao, Corazón Aquino — que tomou o lugar de Presidente depois de o seu marido, Benigno Aquino, figura central da oposição à ditadura, ter sido assassinado — pediu-lhe que se candidatasse à Câmara da cidade. Soledad decidiu, no entanto, nomear o seu filho.


Duterte, “The Punisher”



Então como agora — e esse é um dos segredos do seu sucesso —, Duterte movimentava-se nas águas internacionais da política filipina: os homens saudosos do regime de Marcos viam-no como o necessário punho de ferro e a esquerda anti-imperialista lembrava-se ainda do tempo em que Duterte figurava nas suas listas. Hoje, alguns dos seus maiores aliados são importantes homens de negócios, mas o eleitorado não o vê como um fantoche das elites.


Em 1988, Duterte chega finalmente a presidente da Câmara e aí permanece quase um quarto de século, interrompendo o tour de force durante quatro anos, já que não podia candidatar-se logo de seguida. Foi aí que concorreu para a Câmara dos Representantes em Manila, experiência que descreveu como “uma seca”. Em 2001, volta a Davao e volta a ser eleito como presidente da Câmara. Repete o feito em 2004 e em 2007. Hoje, os Duterte dominam a política local. A sua filha, Sara, passou para o leme. O filho mais velho, Paolo, é vice-mayor. E o irmão mais novo, Benjamin, é membro da assembleia local.


Patmei Ruivivar foi chefe do gabinete de pessoal de Duterte em Davao durante sete anos. Obcecado com detalhes, temperamental, asneirento e exigente são adjetivos que aparecem lado a lado com paciente, preocupado e altruísta num texto que escreveu no seu blogue quando o Duterte que conhecia desde adolescente saltou da cidade de Davao para as cadeias de televisão internacionais, nem sempre pelas melhores razões. “As pessoas assumem que há uma diferença entre o Duterte em público e o Duterte em privado. Ao primeiro contacto pode até ser um homem repulsivo, ofensivo, mas é um homem fácil de entender, porque os seus princípios são claros: ele quer mais justiça e mais igualdade entre os filipinos. Podemos discordar dos seus métodos, mas ninguém que o conheça tem dúvidas sobre aquilo que o move.” Foi em Davao que Duterte recebeu a sua alcunha: “The Punisher” (“O Punidor”), pela forma intransigente com que tratava os crimes relacionados com o tráfico de droga. Nunca se opôs, pelo menos publicamente, aos esquadrões da morte, e há suspeitas de que ele mesmo tenha participado em algumas “rondas”.


Quando, em agosto deste ano, o Senado começou a investigar o aumento dos homicídios extrajudiciais, a acusação convocou Edgar Matobato como testemunha principal. A história podia figurar no director’s cut de “Cães Danados”. Com um ar alucinado, cabelo grisalho e indumentária desleixada, Matobato contou que esses esquadrões recebiam ordens diretamente de Duterte e que se livravam dos corpos atirando alguns cadáveres aos crocodilos e outros ao rio que atravessa a cidade. Matobato implicou Duterte no assassínio de mil pessoas, mas acabou por ser afastado como testemunha por suspeita de posse ilegal de armas de fogo.


Tom Smith, especialista em violência política e Jihad no Sudeste Asiático e ex-professor na Universidade De La Salle, em Manila, diz ao Expresso que “aqueles que ousam falar contra Duterte e contra as suas políticas são muitas vezes perseguidos e ameaçados”. Phelim Kine, vice-presidente da divisão asiática da Human Rights Watch, diz-nos também que é precisamente o medo de eventuais represálias que faz com que tantos grupos, “mesmo aqueles de quem se esperavam grandes protestos”, se calem face às perseguições e mortes. “As pessoas temem ser elas próprias incluídas em listas de alegados toxicodependentes e traficantes se protestarem contra as políticas de Duterte. Os filipinos aprenderam bem a lição ao verem o que aconteceu à senadora Leila de Lima”, afirma.


Procuradora encarregada de conduzir a investigação no Senado contra Duterte, Leila de Lima foi entretanto afastada do processo por suspeitas de ter recebido luvas de traficantes de droga. Quando foi eleito, Duterte deixou-lhe o aviso: “Não comeces uma luta comigo, porque vais perder.” Numa das poucas entrevistas que deu — as ameaças a ela e à sua família forçaram-na a mudar de casa e a manter-se o mais longe possível da atenção do público —, Leila de Lima disse à “Foreign Policy”, quando questionada sobre a possibilidade de as ações do Presidente poderem vir a ser julgadas no Tribunal Penal Internacional (TPI), que acreditava que “muitas destas mortes extrajudiciais são perpetradas pela polícia ou com a sua conivência” e que, “se não são patrocinadas pelo Estado, pelo menos são inspiradas nele”. “Se isto for provado, então a imunidade presidencial não se aplica”, acrescentou.


O progressista benfeitor


Rodrigo Duterte chegou à Câmara Municipal de Davao “com o objetivo de restaurar a ordem na cidade”, mas terá sido um episódio específico, que se passou em 1996, a espoletar a sua obsessão com a erradicação do consumo de droga. Editha Caduaya, jornalista naquela cidade há quase 20 anos, conta ao Expresso o que se passou. Nesse dia, uma mulher de 67 anos pediu a Duterte uma curta audiência. Editha, que também estava presente, assistiu à conversa. “Ela entrou no gabinete dele a chorar e a pedir-lhe ajuda, porque o neto, numa noite em que se encontrava sob o efeito de drogas, a violara. Estava desesperada e pediu a Duterte que o matasse.” Duterte, continua a jornalista, pediu-lhe para “ter fé no sistema judicial e para confiar na polícia”. Na mesma semana, soube-se que um bebé de 18 meses fora violado e brutalmente assassinado pelo seu tio, quando também ele se encontrava alegadamente sob o efeito de drogas. Duterte convocou imediatamente uma reunião com oficiais do Exército e chefes da polícia e dos antinarcóticos para perceber o que se estava a passar. “Quando a reunião terminou, começou a grande guerra contra a droga na cidade”, conta Editha. “Duterte disse-nos um dia que as violações e os homicídios são cometidos por pessoas que estão sob o efeito de drogas.”


O Presidente pôs então em prática uma cartilha espartana que criminalizava tudo o que pudesse promover o vício, desde a proibição de fumar em locais públicos até ao recolher obrigatório para menores. Mas foi também ele que, pela primeira vez, se preocupou com a situação das minorias étnicas e religiosas nas Filipinas, nomeando vice-presidentes da Câmara para as comunidades muçulmanas e Lumad (população indígena do sul), porque, na sua opinião, “os líderes destas minorias estão em melhor posição de identificar e resolver os principais problemas das suas comunidades”. Legislou contra a discriminação da comunidade LGBT e tornou punível por lei a violência contra “trabalhadoras sexuais”, porque até o termo “prostitutas” passou a ser proibido.


Editha Caduaya conta ainda que Duterte abriu as portas da sua casa a crianças com cancro e que ofereceu bolsas de estudo a jovens vindos de contextos desfavorecidos, que contratou mais tarde para a Câmara da cidade. “Duterte cumpriu as promessas que fez em Davao. É por isso que toda a gente gosta dele. Em Duterte encontraram um líder forte, um salvador, um amigo e mesmo um pai.” Ao ser tão “simples”, o Presidente “quebrou a barreira que existia entre o Governo e a população”, diz Editha.


Popularidade em alta


De acordo com a mais recente sondagem conduzida pela Social Weather Station, uma empresa de análise de comportamentos sociais sem fins lucrativos sediada nas Filipinas, 83% dos filipinos têm “bastante confiança” no Presidente. A sua popularidade atinge os 89% na ilha de Mindanau, que o viu crescer, e chega a 75% em Visayas e em Manila. Duterte ganhou as eleições presidenciais de 9 de maio com 38,6% dos votos, o que corresponde a 15,8 milhões de eleitores, mais 7 milhões do que Manuel Roxas, do Partido Liberal, que obteve 23,45% dos votos e ficou em segundo lugar.


R.M., que em entrevista ao Expresso pede para ser identificado apenas pelas iniciais do seu nome, votou em Duterte. Optometrista em Manila, com 39 anos, diz que se identifica com a “atitude de Duterte de tolerância zero em relação à corrupção e ao tráfico de droga no país” e questiona: “Alguma vez a droga foi uma benefício para a sociedade?” Mencionando os esforços de Duterte em criar centros de reabilitação, R.M. diz que “a compaixão” do Presidente é de louvar e demonstra que ele “é um homem de grandes princípios, que deseja o bem-estar do país e da população”.


Duterte prometeu matar três milhões de toxicodependentes, a ‘solução final’ de Hitler aplicada às Filipinas


Arlyn Bangcaya, que tem 39 anos e é gerente na área de retalho, também acredita que Duterte é a melhor pessoa para liderar o país, com provas dadas na área do combate ao crime, mas critica o processo de limpeza que o Presidente tem levado a cabo. “Estes criminosos continuam a ser seres humanos e devem ser tratados como tal. Têm o direito de ser julgados em tribunal e não simplesmente ‘apagados’ ou alvo de ‘mortes acidentais’.” Arlyn diz também que “deter cabecilhas de grupos, traficantes ou toxicodependentes não é tão simples quanto monitorizar vendas. Não se pode simplesmente mobilizar as forças policiais para deter e matar tantas pessoas quanto possível, como se tivessem objetivos a atingir no final do mês”, conclui.

Popularidade Apesar dos atos de violência, a maioria da população apoia a atitude de Duterte de tolerância zero em relação à corrupção e ao tráfico de droga no país TED ALJIBE/AFP/Getty Images
Apesar da violência das imagens que nos chegam do país, R.M. diz que se sente “mais seguro” desde que Duterte pôs em marcha a sua guerra contra as drogas. Já Arlyn afirma que por um lado se sente mais segura, mas que o “uso excessivo de força e poder contra suspeitos, sem que tenha havido qualquer investigação para provar a sua culpa, também cria um clima de insegurança”.


Doris Rachel, de 40 anos, que trabalha na área de Recursos Humanos de uma empresa de tecnologia sediada em Manila, diz que não votou em Duterte, porque o mais importante “é o carácter e o trabalho realizado” e não “a popularidade” de um candidato. Apesar de ser contra o consumo e tráfico de droga, continua a acreditar no Estado de direito. Diz que “eliminar pessoas enquanto estratégia de controlo ao crime é inadmissível”. Além disso, pouco mudou em questões de segurança, na sua opinião: “Continuamos a ter de adotar precauções extra onde quer que estejamos. A sociedade continua muito pouco disciplinada e incapaz de avaliar objetivamente a realidade: há imensa gente a viver na pobreza.”


A ‘Solução Final’


No início de outubro, Duterte prometeu matar três milhões de toxicodependentes, a ‘solução final’ de Hitler aplicada às Filipinas. “Hitler massacrou três milhões de judeus. Agora, há aqui três milhões de viciados. Gostaria de matá-los a todos. Se a Alemanha tinha Hitler, as Filipinas têm...”, e apontou para ele próprio.


Gideon Lasco, médico antropologista, questiona a dimensão do problema da droga no país e os números apresentados por Duterte. Apoiando-se num relatório do Dangerous Drugs Board, o investigador partilhou com o Expresso as conclusões que tirou sobre os hábitos de consumo de algumas comunidades mais pobres do país, com quem passou vários meses no último ano. Primeiro, o quadro geral: no total, há 1,8 milhões de pessoas, entre os 10 e os 69 anos de idade, que consomem droga no país, o que corresponde a 1,8% do total da população. Destas, 859.150 consomem metanfetaminas, substâncias sintéticas estimulantes que atuam ao nível do sistema nervoso central. O termo “consumidor” é usado no relatório para referir todos aqueles que consumiram droga pelo menos uma vez no último ano. Os números, sublinha Gideon, refletem uma descida em relação a anos anteriores.


Lasco encara o consumo de drogas não como uma causa mas como um sintoma de um grave problema social do país: “No meio desta economia informal, em que as oportunidades de trabalho são escassas e as condições de vida muito duras, os jovens recorrem muitas vezes a metanfetaminas para conseguirem manter-se acordados e com energia para trabalhar noites a fio. Alivia-lhes a sensação de fome e proporciona-lhes pequenos momentos de euforia nas suas vidas tão difíceis”, conta.


E quem o julga, aqui na Terra?


Fatou Bensouda, procuradora-geral do Tribunal Penal Internacional, disse em outubro que a situação das Filipinas está a ser acompanhada de perto e que o TPI poderá ter competência para julgar os responsáveis pelas execuções extrajudiciais. Em resposta a isso, Duterte anunciou que o país pode vir a seguir o exemplo da Rússia e abandonar o tratado que estabelece o TPI. “Se a Rússia saiu, porque é que eu não posso sair também?”, questionou o Presidente, acrescentando que, se Pequim e Moscovo decidirem criar uma nova ordem, ele será o primeiro a juntar-se. Uma birra contra os Estados Unidos que lhe poderá custar os 180 milhões de dólares que o país recebe de ajuda internacional todos os anos. Como disse a atriz e cantora filipina Agot Isidro, que no Facebook chamou a Duterte “serial killer” e “psicopata”, “as Filipinas ainda são um país do Terceiro Mundo que precisa da ajuda e de aliados”. “Se o Presidente quer passar fome que o faça, mas sem arrastar ninguém com ele.”


Mas talvez não sejam as publicações exasperadas de uma celebridade nas redes sociais nem os relatórios inquietantes da Human Rights Watch a derrubar Duterte. O que lhe pode custar a confiança da população é a desculpabilização do regime de Ferdinand Marcos, que prendeu 70 mil pessoas, torturou 34 mil e terá morto mais de 3000, segundo a Amnistia Internacional. Esta semana, Duterte autorizou que Marcos fosse transladado para o Cemitério dos Heróis. Pela primeira vez desde a sua eleição, a população saiu à rua.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2300 - 26 de Novembro de 2016

MAKING BRIDGES

PLUMA CAPRICHOSA


     CLARA FERREIRA ALVES


MAKING BRIDGES

Um admirável mundo superior passeava o seu esplendor na FIL, e um tal Paddy Cosgrove foi abraçado pelo primeiro-ministro e o presidente da Câmara e mais individualidades como se fosse o Papa

A fábrica do futuro terá apenas dois
empregados, um homem e um cão.

O homem estará lá para dar de comer

ao cão e o cão para impedir o homem

de mexer no equipamento

Warren Bennis, consultor de gestão


Deixem-me fazer o papel de “disruptor”. O único papel do futuro digital será este, disruptor. Para que serve um disruptor? Ninguém sabe. A intuição vaga das pessoas diz-lhes que deve ser alguém que rompe com o que está. Venha a disrupção utópica. A globalização suscitou igual entusiasmo.


O meu país, e a capital, é de vez em quando anfitrião de uma coisa importante e internacional. Sempre que isto acontece, os saloios do burgo oferecem cama, mesa e roupa lavada e dispõem-se a ajudar no que for preciso, normalmente serviços de estalajadeiros. A alminha rejubila com o momento em que nos pomos em bicos de pés na fotografia. Há uns anos, o “conhecido ator John Malkovich”, como era chamado pelos jornalistas, escolheu a cidade do Porto para filmar as cenas exteriores de um filme sobre Abimael Guzmán. O Porto seria o Peru na sua pior época, a do Sendero Luminoso de que Guzmán era o chefe e assassino-mor. O Sendero era o Daesh da altura. Tendo eu estado nesse Peru, e nas execráveis cidades de Lima e Ayacucho (a Raqqa da altura), calculei que isto não era bom para o Porto. Servir para retratar as ruas esquálidas e miseráveis da Baixa de Lima, la jungla? As ruas de um país devassado pelo terrorismo, a pobreza, a repressão, a escuridão e o atraso? Em conferência de imprensa, na Câmara Municipal, o conhecido ator disse que o Porto era romântico, bonito e triste. Os nativos ficaram contentíssimos e, rodeado pelo presidente da CM, Nuno Cardoso, e a vereadora da Cultura, o conhecido ator concedeu alguns minutos antes que lhe entregassem a chave de ouro da cidade. Repimpado, filmou a miséria e abalou, com a chave no bolso. O filme afundou. Se passarmos os olhos pelos jornais da época, veremos como Portugal ficou embasbacado com a visita da celebridade. As entrevistas laudatórias, a compunção da Cultura com C, a espinha curva, a cabeça baixa e a mão no peito e obrigadinha por nos ter escolhido, somos um país seguro e afável. Ao dispor de sua excelência. Malkovich deve ter pensado, se soubesse que ia ser tão homenageado tinha filmado em Lima, escusava-me a ouvir discursos oficiais.


O modo bajulatório e acrítico como a capital recebeu a Web Summit reproduz, para gosto contemporâneo, a mentalidade. Não se encontrou um texto a explicar o que por ali se passava. O que se retinha, das laudas, desde o pub crawl com os génios ao amável surf no nosso mar, era a alegria lusitana por nos terem escolhido. Os jornais noticiaram o elenco de portugueses que iria ter a honra de falar na Web Summit, um grupo à parte, via-se logo, que incluía como português mais ilustre e digno de ali figurar o figurão Barroso e o seu pitch, e estabeleceram logo a distinção entre aqueles génios desconhecidos e nós, os figurantes do cenário. Um admirável mundo superior passeava o seu esplendor na FIL, e um tal Paddy Cosgrove foi abraçado pelo primeiro-ministro e o presidente da Câmara e mais individualidades como se fosse o Papa. Paddy, ao dispor. E, como de costume, o Governo anunciou 200 milhões para as startups. Como? Não é este o território do capital de risco? E se vamos dar dinheiro às startups, elas ficam cá quando passam a unicórnios ou vão para Londres e a Califórnia? Como é que o dinheiro é dado? Qual o retorno? Na verdade, 99% das startups falham e acabam no lixo. O next Jeff Bezos, o next Elon Musk ou Bill Gates, ou o next supremo líder, Mark Zuckerberg, é só para meia dúzia. O resto afunda, como o filme do conhecido ator.


Graças a uma revista americana, “The Atlantic”, fiquei com uma ideia da Web Summit. Num texto ferozmente lúcido, Sam Kriss descreve a cerimónia e o frenesi. Much ado about nothing, diria Shakespeare, mas Shakespeare é demasiado antigo para um grupo de techies imberbes e seus capitalistas que acham que a História começa no século XIX e que tudo o que está para trás deve ser descartado. O título de Kriss é “Ver o Mundo a Apodrecer na Maior Conferência Tech da Europa”. https://www.theatlantic.com/technology/archive/2016/11/the-warped-world-of-web-summit/508442.


É por isto que admiro o jornalismo anglo-saxónico. É isto que o jornalismo deve fazer se quer sobreviver. Interrogar em vez de aceitar, reproduzir e elogiar. Criticar e explicar. Num assomo modernaço, a Câmara pôs cá fora um cartaz, depois da eleição Trump (thanks for Trump Mr. Zuckerberg, sabemos que vai desenvolver o Facebook com censura incorporada na China e nunca pague impostos que não nos importamos), que falava com grande humanismo em making bridges in the free world. Building bridges, diz-se. In a free world. A CML adora techies mas não tem ninguém que saiba falar inglês em vez de pidgin? Deem uns milhões para cursos de inglês técnico. E, já agora, os disruptors, não querem saber muito da humanidade. Querem ganhar dinheiro substituindo a humanidade.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2300 - 26 de Novembro de 2016

PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP

HÁ HOMEM

    LUÍS PEDRO NUNES




PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP


Como as notícias falsas elaboradas influenciaram as eleições nos EUA

getty images

Um grupo de adolescentes de uma pequena cidade da Macedónia pode ter sido determinante na eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Esta frase, por muito absurda que pareça, fará sentido no final do texto. Não é, contudo, falsa. Só ainda se desconhece o grau de influência desses putos. Mas quando, na semana passada, Barack Obama, em solo alemão, falou no perigo para a democracia das notícias falsas (e do “pós-verdade”), estaria certamente a pensar nos chavalos de Veles, Macedónia, que se estão a marimbar para o Trump mas descobriram uma maneira de ganhar uns milhares de euros à conta dos preconceitos da tal “América profunda”, via Facebook, sem sair de casa. Isto merece ser explicado e enquadrado.


Zuckerberg, o dono do Facebook, tem-se desdobrado em esforços para minimizar a influência que a sua plataforma terá tido no resultado das eleições. Mas já é possível determinar que de junho a novembro mais notícias de sites falsos do que dos media tradicionais foram consultadas no FB dentro dos EUA. O que não pode deixar de levantar a questão: o que são e quem as faz. E é aí que chegamos aos miúdos da Macedónia.


No meio de todo o caos informativo pode-se agora comprovar que houve alertas para o que estava a suceder. Mas era difícil acreditar que uma pequena cidade a milhares de quilómetros dos EUA estava a influenciar a campanha. Parecia igualmente uma peta. Mas Veles, 45 mil habitantes, Macedónia, era o “centro de produção” de 140 sites de notícias falsas pró-Trump. Esses sites eram depois “desmembrados” em páginas de Facebook que acabariam partilhadas por milhares, dezenas ou centenas de milhares de pessoas por todos os Estados Unidos com um grau de contaminação ainda por determinar. E, com isso, os adolescentes “empreendedores” macedónios iriam receber uma soma. Não pelo teor racista e falso, mas apenas pelo facto de as notícias terem sido partilhadas/abertas e agregada publicidade (o AdSense da Google) que bastava ser visualizada.


Porquê Veles? O “The Guardian” inglês mas também os jornais norte-americanos que se dedicaram a este tema no pós-eleições constataram que foram miúdos (16, 17 anos) que agora lavam as mãos e não querem este tipo de atenção. E, numa altura em que se procuram bodes expiatórios, não será este apenas mais um?


Em Veles começou-se, aliás, com petas a favor do candidato à nomeação democrata, Bernie Sanders. Mas cedo descobriram que os republicamos é que eram a “mina de ouro”. Mas que é isso de “notícias falsas”? Não estamos a falar do que normalmente se produz no campo do humor, tipo “The Onion” nos EUA ou, falando em causa própria, no “Inimigo Público”, em que há alguma apropriação de elementos do real para fazer um conteúdo humorístico dentro de uma formatação noticiosa tradicional. As notícias falsas de Veles são diferentes e vão alimentar o lado negro das redes sociais que o Facebook tem revelado existir e que se releva no facto de só gostarmos de ler coisas que alimentam o nosso preconceito e tendermos a acreditar nelas, por mais absurdas que pareçam. Nesse sentido, os seguidores de Trump mostraram ser perfeitos.


Voltemos a pensar nisto. Miúdos na Macedónia, ali perto do Kosovo e da Grécia, dentro da cabeça dos “red necks antiglobalização do cinturão de ferrugem da América profunda”? Isso mesmo. Com aquela centena e meia de sites o que se fazia era basicamente apanhar o “ar do tempo” e reescrevê-lo. Estudar o que se estava a passar. Fazer um copy paste de uma notícia de um site já hiperconservador ou racista e colocar um título novo e falso de forma a que puxe pelo pior que há nas pessoas que os consultam. E esperar que essa “notícia” siga o seu caminho. E ir afinando com as métricas.


Que mal tem isto se até sacaram uns euros à conta da burrice dos parolos? As notícias mais vistas durante a campanha vieram da Macedónia. Garantiam que o Papa afinal aconselhava o voto em Trump, que De Niro afinal mudara de opinião e ia votar Donald, que havia uma sex tape com Bill Clinton, que Yoko Ono tinha tido um caso com Hillary nos anos 70 — tudo isto escrito naquele registo para fazer as pessoas clicar, tipo: “Não vai acreditar!” Mas foram mais longe. Chegaram a colocar imagens de origem desconhecida de um velhote em chamas e dizer que era um “Veterano atacado por dois negros. Porque é que os media liberais silenciam isto?” Há que reconhecer esperteza a quem faz isto. E maldade? Eles garantem que não mudaram a opinião de votantes. “Quem pensava assim continuou a pensar.” Fizeram apenas uns milhares de euros.


É evidente que este modo de ganhar dinheiro com o FB é que se mostrou perverso. Zuckerberg defende-se dizendo que é apenas uma plataforma digital e não um media (embora seja ali que metade dos americanos lê notícias). E que não pode colocar um editor humano a decidir o que é falso. Veja-se o imbróglio que já é para o Facebook decidir o que é um mamilo. Fala-se em assinalar conteúdos falsos. Mas como se faria isso? Trump já mentiu várias vezes descaradamente no Twitter desde que foi eleito. Assinalar o Presidente como conteúdo falso?


Restaria a hipótese de voltarmos a ser inteligentes no que consumimos ou dar-se até um levantamento do jornalismo. Mas essa é uma notícia mesmo muito falsa.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2300 - 26 de Novembro de 2016

O SENHOR DO CARRINHO

DIÁRIO DE UM PSIQUIATRA


    JOSÉ GAMEIRO




O SENHOR DO CARRINHO


Além de me ter acordado da sesta, achei logo que era uma proposta estranha


Parecia ser um fim de semana como outro qualquer, ao fim de muitos anos de casamento as rotinas são inevitáveis e boas. Essa ideia que temos de estar sempre a inovar é uma grande treta, não há nada melhor do que fazer o que se gosta muitas vezes.


Desta vez não houve cinema, nem almoço fora, nem passeio à beira-mar, só um café de manhã, seguido do dolce fare niente. Eram talvez cinco da tarde, já o poeta dizia que é uma hora fatídica, quando a voz dela ressoou ao fundo do corredor, sim, nem se dignou vir ter comigo. Amorrrr, vens comigo ao supermercado, é uma coisa rápida, só umas coisitas que tenho em falta.


Além de me ter acordado da sesta, achei logo que era uma proposta estranha. Ela sabia duas coisas, a primeira é que, ou vai um ou vai outro, a segunda é que, nunca lhe pedi para ir comigo à oficina pôr o carro. Já estão a pensar: este tipo é um machista, comparar duas coisas tão diferentes na frequência com que são feitas é mesmo típico de um homem que ainda não percebeu que o mundo mudou. Estão completamente enganados, mais ridículo do que uma pessoa num supermercado à volta das prateleiras com uma lista na mão, só um casal a fazer o mesmo e a arranjar lenha para se queimar.


Lá fomos, assumi imediatamente a minha condição masculina e dispus-me a ir buscar o cesto. Percebi logo que tinha sido enganado, quando me disse, vai buscar um carro. Não iam ser umas coisitas! Pus-me atrás dela, até que me disse, não consigo encontrar o pó de talco, vai perguntar a uma das meninas. Obedeci, fiquei todo contente porque fui capaz de o encontrar, pareci um miúdo aos saltos quando lho mostrei. Durou pouco, olhou-me com aqueles olhos femininos que os homens e os filhos bem conhecem, que disparate, não vês que esse é perfumado, já não sou nenhum bebé. Engoli em seco, não quis estragar a noite.


Mal parei para ver uns iogurtes, ela desapareceu. Cumpri aquela regra das caravanas, quando perdemos quem vai à nossa frente, ficamos à espera que volte ao último lugar em que nos viu. Nada, nem ela está habituada a passeios todo-o-terreno nem aquilo era o deserto. Dei voltas e mais voltas, como compreendem não fui fazer compras munido de um very light, telefonei-lhe. O tom de voz foi ríspido, onde é que andas, já não tenho mãos para segurar as compras. Não resisti a gozar com ela, estou nas coordenadas 39 Norte, 9 Oeste, sabia que a brincadeira me ia sair cara, mas perdido por cem, perdido por mil.


Aproximou-se, com o sorriso mais bonito que lhe vi até hoje, pôs calmamente o arroz e o feijão no carrinho, agarrou-me na cara, inclinou-me e deu-me um beijo igual aquele da fotografia do Robert Doisneau, no fim da guerra, em Paris.


A partir de agora quero ser sempre o senhor do carrinho.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2300 - 26 de Novembro de 2016

Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica



Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica

Durante quase meio século, Fidel Castro foi o líder incontestado de Cuba. No dia da sua morte, o Expresso publica a biografia de uma das figuras históricas do século XX.

Margarida Mota

Jornalista

Era Fidel Castro uma criança e desconhecia por que razão, no recreio do Colégio de La Salle, em Santiago de Cuba, lhe chamavam "porco judeu". Na católica Cuba dos anos 1930, era assim que era denunciado quem não fosse batizado. Era o caso de Fidel, filho do galego Ángel Castro, um latifundiário próximo da United Fruit Company - a açucareira norte-americana que empregava meia Cuba -, e de Lina, criada de Ángel na sua quinta de Manacas.

Bettmann/Corbis

Fidel nascera a 13 de agosto de 1926, em Biran, e era o terceiro filho dessa relação proibida. As duas famílias de Ángel Castro - casado perante Deus e a lei com a professora primária Maria Luisa Argota - causavam falatório nas redondezas. Para se defender no processo de divórcio interposto pela mulher, D. Ángel envia os filhos bastardos para Santiago de Cuba, onde nunca ninguém ouvira falar dos Castro. Nessa semi-clandestinidade, o pequeno Fidel cede à sensação de abandono. Na escola, as notas são uma catástrofe e o comportamento uma calamidade. Torna-se insolente, recusa a autoridade e é açoitado amiúde.

A 19 de janeiro de 1935, é finalmente batizado na Catedral de Santiago. O pai não está presente e o registo de batismo não o refere. No papel, Fidel já não era um pária, mas o reconhecimento paterno apenas surgiria aos 17 anos de idade, já D. Ángel se tinha casado com Lina. Só então, Fidel passa a usar o apelido do pai.

No ambiente de estudo e recolhimento proporcionado pelos colégios jesuítas, Fidel parece desabrochar. Torna-se um aluno exemplar e o primeiro em todos os desportos. Aos 14 anos, num inglês básico, escreve uma carta ao "amigo" Franklin Roosevelt, pedindo-lhe uma nota de 10 dólares, porque "gostaria de ter uma". Propõe-lhe, também, uma visita guiada às minas de ferro de Mayari. O Presidente dos Estados Unidos nunca respondeu.

Em 1945, após assistir ao fim da II Guerra Mundial, Fidel inscreve-se em Direito na Universidade de Havana, que se distinguia pela politização dos seus alunos. Após a disciplina jesuíta, ele mergulha na desordem. Tomada por estudantes nacionalistas e revolucionários, que idolatram José Martí, o herói da independência cubana, a universidade está em brasa. Fidel percebe que o mundo dos discursos, dos murros e das armas à cintura está talhado para si.

A "ovelha negra" da família

Cinquenta anos após a independência formal (1902), Cuba continua sob tutela dos Estados Unidos. Para Fidel, que chefia as Juventudes Ortodoxas, uma formação social-democrata, só uma "revolução profunda" libertaria o povo das frustrações provocadas pelas injustiças sociais. Depois de viajar pela Venezuela, Panamá e Colômbia, apercebe-se que o ódio ao domínio neocolonial norte-americano não é exclusivo dos cubanos. À luz desse antiamericanismo, os comunistas já não lhe parecem os monstros sedentos de sangue que os padres jesuítas e o pai lhe tinham descrito.

Antes, pareciam ser os únicos com sentido de disciplina e capacidade para organizar um exército capaz de enfrentar ditadores. Mas em Cuba, o Partido Comunista era ultraminoritário, sem representatividade nas universidades nem influência no sindicato operário. E os cubanos nem sequer simpatizavam com a União Soviética.

Fidel vive com o dinheiro que o pai lhe manda. As raparigas amedrontam-no e fazem-no corar, mas, a 12 de outubro de 1948, casa com Mirta Díaz Balart, uma estudante de Filosofia oriunda de uma família influente. D. Ángel não comparece à cerimónia nem à festa no American Club, sentido com a rebeldia do filho. Fidel não se empenha nos estudos, é a vergonha da família. Ainda assim, o patriarca aceita financiar a lua-de-mel... nos Estados Unidos.

Em Miami e Nova Iorque, Fidel deslumbra-se com o urbanismo galopante e a densidade do tráfego automóvel, choca-se com a falta de pudor dos jovens casais que se beijam em público e perde-se nas livrarias. Compra "O Capital" de Karl Marx e interroga-se como um país tão profundamente anticomunista permite a venda de obras que apelam à destruição do sistema capitalista. Fica com a sensação que o "american way of life" resulta da pilhagem dos pobres pelos ricos: se os americanos têm frigoríficos, arranha-céus, Cadilacs e devoram "corn flakes", devem-no à espoliação dos povos da América do Sul pelas suas multinacionais. O anti-imperialismo é o motor que faz Fidel mover.

De regresso a Havana, o casal instala-se num hotel. Mirta retoma os estudos e Fidel as atividades no Partido Ortodoxo. A política causa-lhe dependência e, em poucos meses, a mulher está só. Fidel intima-a a recusar tudo o que é oferecido pelos Dias Balart. Não quer sentir-se "comprado". Para alimentar o filho - Fidelito, nascido a 1 de setembro de 1949 -, Mirta pede dinheiro aos amigos. Aos poucos, Fidel torna-se agressivo, mesquinho e quase tirânico. O seu espírito de missão tudo transcende. Vive unicamente para o povo cubano. Foi alvo de um chamamento.

Em setembro de 1950, ele conclui o curso, mas não consegue uma bolsa de estudo para ir para os Estados Unidos e preparar a revolução "nas entranhas do monstro". Abre um escritório na capital, no n.º 57 da Rua Tejadillo, e põe-se à prova. Após ser preso durante uma manifestação estudantil, assume a sua defesa. Pede uma toga emprestada e, na sala de audiências, organiza uma coleta para pagar a caução. É absolvido.

Do "Granma" à "sierra"

A 11 de março de 1952, após liderar o assalto ao campo militar de Columbia, centro de operações do exército, o general Fulgencio Batista autoproclama-se Presidente de Cuba. Conhecidas as suas inclinações pró-americanas, chamam-lhe "Mister Yes". Este "status quo" fortalece o projeto de luta armada de Fidel, que cria uma organização militar - "Movimento" - que visa a ação direta, "la guerrilla". Rigoroso na seleção dos seus seguidores, apenas aceita quem esteja disposto a morrer pela revolução e aceite uma vida de austeridade. Fidel é o chefe incontestado deste exército secreto, instruído no manejamento das armas nas caves da Universidade de Havana.

O "Movimento" sai da clandestinidade a 27 de janeiro de 1953. Por ocasião do centenário de José Marti, 500 homens munidos de tochas integram-se no cortejo oficial. Faltava passar à ação. Fidel concebe então a captura de um centro nevrálgico para iniciar a libertação do país. A 26 de julho, lidera o desastroso assalto ao quartel de Moncada, em Santiago, que se salda na morte de 64 dos 123 membros do comando. Fidel escapa para a "sierra", mas acaba por ser preso. Na prisão de Boniato, recompõe-se das emoções. Divorcia-se de Mirta, dedica-se à leitura e prepara a defesa. "A história absolver-me-á" é o título da sua alegação.

Condenado a quinze anos de prisão, beneficia de uma amnistia presidencial. Refugia-se no México, onde reagrupa os efetivos, junta fundos recolhidos nas comunidades cubanas exiladas nos Estados Unidos e contacta com o revolucionário argentino Ernesto Che Guevara. É informado da morte do pai, que não via há anos, e fica a saber que Naty Revuelta, uma ex-amante oriunda da burguesia cubana, dera à luz uma menina, Alina. Fidel encarrega a mãe de verificar se a bebé tem traços dos Castro.

A 25 de novembro de 1956, Fidel, o irmão Raúl, Che e 79 seguidores partem de Tuxpan a bordo do "Granam", um barco de recreio de 14 metros e dois motores a diesel, para iniciarem a revolução. Na véspera, Fidel redige o testamento. A 2 de dezembro, às 4.20h da madrugada, 82 homens extenuados e angustiados, devido às violentas tempestades e à perseguição das tropas governamentais, desembarcam na Playa Colorada.

"Ganhámos! Como José Martí recuperámos a nossa terra! O tirano Batista tem os dias contados!", declara Fidel. Os seus seguidores olham-no como a um profeta. No refúgio escarpado da "sierra" Maestra, ele organiza o que resta da sua força: 16 rebeldes sobrevivem à perseguição do exército e aos raides aéreos ordenados por Fulgencio Batista. Mas em Havana, o Presidente comete um erro: anuncia a morte de Fidel. A United Press difunde a notícia pelo mundo inteiro e Fidel sente que estão criadas as condições para, um dia, tal qual uma lenda, ele ressuscitar.

Um barbudo na América
A causa de Castro desperta atenções nos Estados Unidos após Herbert Matthews, um famoso articulista do "The New York Times", subir à "sierra" para entrevistar Fidel. No acampamento, a conversa é constantemente interrompida pelos rebeldes que comunicam as últimas a Fidel. Tudo não passa de uma encenação para convencer o jornalista que o exército é numeroso e está bem organizado. Na primeira página do maior jornal norte-americano, Fidel surge como um revolucionário romântico e encantador que personifica as maiores esperanças do povo cubano. Cai nas graças dos norte-americanos e, contrariamente ao que Batista quer fazer constar, a CIA não o considera comunista, antes vê nele um potencial parceiro na luta contra o perigo vermelho.

Em maio de 1958, o Presidente cubano lança uma ofensiva para acabar com os grupos antigovernamentais. Colocado entre a espada e a parede, Fidel transcende-se. Beneficiando de deserções em massa nas forças de Batista, o exército de Fidel vai acumulando vitórias e conquistando cidade após cidade. A 31 de dezembro, o chefe de Estado foge para a República Dominicana. A 8 de janeiro de 1959, Fidel entra vitorioso em Havana e assume o posto de Supremo Comandante das Forças Armadas. A 13 de fevereiro, toma as rédeas do governo revolucionário.

A convite do Press Club, Fidel faz uma visita de charme aos Estados Unidos. À frente de uma "comitiva de barbudos", responde com humor às perguntas incómodas, come hamburgueres e cachorros quentes e repete que não é comunista. Para atrair a atenção dos media, hospeda-se num hotel de baixa categoria, no bairro novaiorquino de Harlem. Por lá passam o Presidente egípcio Gamal Abdel Nasser, o primeiro-ministro indiano Jawaharial Nehru e o activista negro Malcom X. O vice-Presidente Richard Nixon recebe-o, mas não o Presidente Dwight Eisenhower, que se desculpa com uma partida de golfe.

Regressado a Cuba, instala-se numa suíte no 23º andar do Hotel Hilton, o ponto mais alto da capital. Institui um "governo de veludo" para acalmar o povo, profundamente anticomunista, e adormecer o vizinho americano, que de pronto reconhece as novas autoridades. A nova Constituição estabelece a pena de morte e o confisco dos bens de quem serviu o regime de Batista. Cuba está transformada num tribunal popular e Fidel num carrasco. Ele é o mentor deste simulacro de justiça que visa salvar a alma dos concidadãos pela "purificação", pelo pelotão de fuzilamento, "el paredón". Com base na "convicção moral" dos vencedores, centenas de cubanos são executados, a maioria sem julgamento.
Um pivô da Guerra Fria

A 8 de maio de 1960, Cuba e a União Soviética reatam as relações diplomáticas e Fidel e Nikita Krutchev assinam pactos militares e económicos bilaterais. Os Estados Unidos não ficam indiferentes e suspendem a ajuda financeira; Cuba confisca as refinarias americanas que se recusam a refinar petróleo soviético; Washington reduz a quota de importação açucareira; Havana responde com nacionalizações. De permeio, Fidel abole a figura do Pai Natal, substituindo-o por um personagem barbudo, de uniforme verde-azeitona, chamado "D. Feliciano".

A animosidade entre Estados Unidos e Cuba atinge o pico a 3 de Janeiro de 1961 com o corte de relações diplomáticas. Na lógica da Guerra Fria, Cuba figura na área de influência da URSS. Começa então a era das conspirações e das tentativas de assassinato a Fidel Castro. Só à CIA, atribui-se 634 operações para liquidá-lo. "Se sobreviver a tentativas de assassinato fosse uma modalidade olímpica, eu teria ganho a medalha de ouro", disse ele.

A 17 de abril de 1961, cerca de 1400 exilados cubanos treinados pela CIA desembarcam na Baía dos Porcos. Há três meses na Casa Branca, John Fitzgerald Kennedy recua no prometido apoio aéreo à invasão, que resulta num rotundo fracasso. Num discurso a 2 de dezembro, Fidel Castro afirma-se marxista-leninista e anuncia que Cuba adotou o comunismo. A natureza marxista da revolução leva à rutura entre Fidel e Che Guevara, partidário das conceções maoistas. Paralelamente, dececiona muitos "comandantes barbudos" que denunciam o que consideram ser o embrião de um regime ditatorial, desviado dos propósitos nacionalistas e democráticos dos tempos da "sierra" Maestra.

Milhares de pessoas são acusadas de delitos contrarrevolucionários e executadas. Os prisioneiros políticos, as vagas de refugiados e as expulsões forçadas aumentam vertiginosamente. A economia cubana está na penúria. Antes da revolução, 80% das importações vinham dos Estados Unidos. Ao cortar esse "cordão umbilical", Fidel vira-se para os soviéticos e fica chocado com o atraso das técnicas dos novos aliados em relação às americanas, em pelo menos 20 anos. A 12 de março de 1962, Fidel institui uma caderneta de racionamento para cada cubano, que chega a prever rações na ordem dos cinco ovos e um oitavo de libra de manteiga ao mês. O mercado negro salva o povo da fome.

Em outubro de 1962, fotografias tiradas por um avião de reconhecimento U2 confirmam a existência de mísseis nucleares soviéticos na ilha, ameaçando 80% do território norte-americano. JFK decreta um bloqueio naval a Cuba. Na mira da marinha dos EUA, a frota da URSS inverte a marcha e Krutchev retira os mísseis. Durante 13 dias, a "crise dos mísseis" coloca o mundo à beira de uma guerra atómica. Nas ruas de Havana, milhares de cubanos gritam: "Nikita mariquita, lo que se da no se quita".
Fé cega no socialismo

Para Fidel, a rutura com o Kremlin não se coloca. "Não cometeremos duas vezes o mesmo erro e não romperemos com os soviéticos depois de termos rompido com os EUA", diz. Pelo contrário, "El Comandante" converte-se no mais eloquente advogado da URSS no Terceiro Mundo. África torna-se a nova "sierra" Maestra e só Angola, ao longo de anos, recebe milhares de civis e técnicos cubanos.

Mas eis que no Kremlin instala-se Mikhail Gorbatchov, o "coveiro do comunismo". Num discurso proferido a 26 de julho de 1988, Fidel refuta a "Perestroika", qualificando-a de "perigosa" e "oposta aos princípios do socialismo". Após a retirada militar soviética e a queda do Muro de Berlim, a crise instala-se na ilha: 85% dos seus mercados tinham desaparecido assim como subsídios e benesses comerciais; os sistemas educativos e sanitários, quase universais, gratuitos e de alto nível técnico, e toda uma série de indicadores sociais foram seriamente afetados. Em janeiro de 1989, ao assinalar o 30º aniversário da revolução, Fidel Castro reafirmaria a sua rigidez doutrinal: "Socialismo ou morte!"

Os apertos económicos obrigam-no, porém, a cedências: a formação de "joint ventures", a privatização de empresas e bancos e a despenalização da compra de dólares. Para Fidel, para quem qualquer reforma de mercado é uma espécie de rendição, tratava-se de "medidas dolorosas para aperfeiçoar o regime". Nas cimeiras internacionais, ele troca o uniforme militar verde-azeitona pelo fato e gravata e concentra ainda mais as atenções. Mas em Cuba, os seus longos discursos - chegou a figurar no Livro Guiness dos Recordes com uma alocução de 4.29 horas, a 26 de setembro de 1960, na Assembleia Geral da ONU - soam cada vez mais anacrónicos. Os cubanos já não o ouvem, apenas lhe obedecem.

Ainda que pouco frequentadas, as igrejas são colocadas sob vigilância. Fidel teme que os cubanos se inspirem no movimento Solidariedade que agita a Polónia para o desafiar. Persegue os homossexuais, abre "sidatórios" para doentes com sida, um vírus vindo do estrangeiro, diz-se, e investe sobre o mercado negro. À repressão sobre as "porcarias" da abordagem capitalista chama "Retificação dos Erros", uma política que remete Cuba para a idade das cavernas. Neutraliza os dissidentes políticos e queixa-se das organizações dos Direitos Humanos que consideram os cubanos escravos. "O escravo sou eu!", diz Fidel. "Sou o escravo do meu povo. Dedico-lhes dias e noites há já quase cinquenta anos."
A queda final

Em finais de 1989, Fidel Castro toma consciência de que não é eterno. O stresse provoca-lhe hipertensão, que conduz a crises frequentes. É obrigado a deixar de fumar o famoso charuto Cohiba, o "Lanzero", e a seguir um rigoroso regime alimentar. Transgride-o pontualmente para degustar um pouco de queijo "roquefort", que adora. No maior dos segredos, é operado a um tumor no cólon, no hospital da Universidade do Cairo.

Cansados dos delírios de Fidel, cada vez mais cubanos praticam atos de rebeldia. Jovens inoculam o vírus da sida para se tornarem indesejados e serem expulsos do país; outros tentam atingir a costa da Florida agarrados a câmaras-de-ar roubadas a camiões e entregues às incertezas do mar das Caraíbas, infestado de tubarões. A polícia cubana fecha os olhos aos "balseros". São menos bocas que o Estado terá de alimentar.

Fidel reconhece que Cuba está diferente e dá mostras de realismo em relação ao que se passa no mundo. Excomungado pelo Vaticano desde 1962, ele abre as portas de Cuba a um dos responsáveis pela desagregação do bloco socialista, na Europa de Leste, o Papa João Paulo II, em janeiro de 1998. Durante os cinco dias da visita, Fidel acompanha-o em várias aparições públicas, designadamente durante a missa na Praça da Revolução, em Havana.

"Fidel foi o Presidente que mais atenção deu ao Papa João Paulo II", escreveria o cardeal Tarcisio Bertone, no seu livro "Un cuore grande, Omaggio a Giovanni Paolo II". "Fidel mostrou afeto pelo Papa, que já estava doente, e João Paulo II confidenciou-me que, possivelmente, nenhum chefe de Estado tinha preparado tão profundamente a visita de um Pontífice." Fidel tinha lido as encíclicas, os principais discursos de João Paulo II e até alguns de seus poemas. Em dezembro desse ano, Fidel aboliu a proibição da celebração do Natal, que durava há quase 30 anos.

A 20 de outubro de 2004, a aparatosa queda desamparada de Fidel Castro, após uma cerimónia de formatura estudantil, em Santa Clara, parece ser o início do capítulo final de 'El Comandante'. Fidel recupera das fraturas no braço e no joelho, mas não mais a doença deixa de o importunar. A 31 de julho de 2006, na sequência de uma intervenção cirúrgica ao intestino, Fidel Castro transfere os seus poderes para o seu irmão mais novo, Raúl, seu Vice-Presidente. Fidel conserva o título de Presidente de Cuba até 24 de fevereiro de 2008, quando a Assembleia Nacional elege Raúl Castro para a presidência do país. "Trairia a minha consciência assumir uma responsabilidade que requer mobilidade e entrega total, que eu não estou em condições físicas de oferecer", escreveu Fidel numa carta aos cubanos.

Fidel resguarda-se em casa, sendo, a espaços, fotografado em fato de treino na companhia de governantes e personalidades estrangeiras, dos quais o Presidente da Venezuela Hugo Chávez foi a visita mais frequente. Fidel escreve uma coluna no Granma ("Reflexões") e dá entrevistas ocasionais, onde aproveita para fazer "mea culpa". Em setembro de 2010, afirmou: "O modelo cubano já não funciona nem para nós." "Sou o responsável pela perseguição aos homossexuais que houve em Cuba".

O sigilo à volta da sua doença - diverticulite (provocada pela falta de fibras na dieta alimentar) - dispara a especulação à volta do seu estado de saúde. A morte de Fidel é antecipada várias vezes. Hoje, confirmou-se. "O tempo passa e os homens da maratona cansam-se", disse um dia "El Comandante". "A corrida foi longa, muito longa!"

Expresso 26 Nov, 2016

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