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quinta-feira, 22 de junho de 2017

A vida de uma lenda | “All Eyez on Me”; “Políticos Não se Confessam”; “O Muro”

A vida de uma lenda | “All Eyez on Me"


Demetrius Shipp Jr. dá corpo a Tupac Shakur “All Eyez on Me”

“All Eyez on Me”, de Benny Boom, estreia-se esta quinta-feira nos cinemas portugueses. O filme, um drama biográfico sobre Tupac Shakur, está envolto em polémica


Texto João Miguel Salvador


Ícone cultural e figura mítica da cena hip hop norte-americana, Tupac Shakur — morto em 1996, com apenas 25 anos — continua com a aura de mistério que sempre o caracterizou a si e à sua carreira. Tantas vezes contados por quem o conheceu, os episódios da vida do músico ganham agora uma nova roupagem cinematográfica, com assinatura de Benny Boom e com Demetrius Shipp Jr. como protagonista.

Ao longo de mais de duas horas, a longa-metragem sobre Tupac Shakur entra pela vida do músico numa altura marcada pela ascensão do jovem ao estrelato. É por aí que segue, sem esquecer o seu legado. A conturbada carreira do rapper, ator, poeta e ativista é explorada no cinema como nunca, sem que as polémicas sejam esquecidas.



POLÉMICA CONTINUA

O filme, com estreia marcada para esta quinta-feira nos cinemas nacionais, está a ser alvo de várias críticas, com familiares e amigos a demarcarem-se da história contada na longa-metragem de Benny Boom. Em causa poderá estar um novo projeto, que conta pela primeira vez com a autorização da família do rapper norte-americano, que foi convidada para a produção.


Depois de “All Eyez on Me”, já há um novo filme centrado no artista norte-americano em marcha. Steve McQueen (responsável por “12 Anos Escravo” e nomeado para Melhor Realizador pela Academia) será o próximo nome do cinema a dedicar-se à história de Tupac Shakur e o projeto já está a ser preparado. O cineasta britânico, que atualmente está a trabalhar em “Viúvas” (a estrear em 2018), assumirá as rédeas do projeto, que conta com Tom Whalley — responsável pelo espólio do cantor — e Gloria Cox (tia de Tupac) na produção.


Título “All Eyez on Me”
Realização Benny Boom
Atores Demetrius Shipp Jr., Danai Gurira, Kat Graham, Hill Harper
Duração 140 min.
O filme não figura nas “Estrelas da Semana” dos críticos do Expresso.

“Políticos Não se Confessam”
Dura penitência 
O novo filme do realizador italiano Roberto Andò — que partilha assinatura do argumento com Angelo Pasquini — transporta-nos para os bastidores de uma reunião onde estão presentes os mais poderosos economistas do mundo. No mesmo espaço onde decorre o encontro do G8, num hotel de luxo da costa alemã, está um monge italiano (interpretado por Toni Servillo), convidado pelo diretor do Fundo Monetário Internacional (Daniel Auteuil) para que este o confesse. No dia seguinte à confissão, o responsável pelo FMI é encontrado morto.


Título “Políticos Não se Confessam”
Realização Roberto Andò
Atores Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino, Moritz Bleibtreu
Duração 108 min.
Pontuação dos críticos do Expresso: Vasco Baptista Marques – ●

“O Muro”

Guerra cerebral

Doug Liman é o responsável por um thriller psicológico sobre dois soldados americanos (Isaac e Matthews, interpretados por Aaron Taylor-Johnson e John Cena). Os militares foram encurralados por um sniper iraquiano e não será fácil escaparem com vida. O argumento do filme é de Dwain Worrell, responsável também por “Operator”.


Título “O Muro”
Realização Doug Liman
Atores Aaron Taylor-Johnson, John Cena, Laith Nakli
Duração 90 min.
Pontuação dos críticos do Expresso: Jorge Leitão Ramos – ⛤⛤
Vasco Baptista Marques – ⛤⛤⛤

Jornal Expresso Quinta - 22 de Junho de 2017

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Natureza, homem, obra, vida ou morte


      José Pacheco Pereira

Natureza, homem, obra, vida ou morte


Pode fazer-se mais, como aplicar as leis que já existem e são flagrantemente ignoradas. Não resolve tudo, mas ajuda.

O meu artigo é agnóstico quanto à culpa dos mortos de Pedrógão, não só porque não é minha competência, como, à data em que escrevo, o que se sabe ainda é insuficiente. Deste ponto de vista, o incêndio da torre de Londres parece muito mais unívoco e mais cedo se pode chegar à culpa. Acresce que há muito que se pode discutir sem começar pela culpa, ou melhor, começando por outras culpas que estão lá, que estão aqui, por todo o lado. Pode ser que depois se tenha de chegar à culpa concreta dos mortos de Pedrógão, mas não à cabeça.

A primeira coisa a dizer é que há certas calamidades naturais que não têm controlo. De todo. Não gostamos de admitir isso, porque afecta a nossa noção de superioridade humana sobre a natureza, mas não é assim. De todo. Quem tenha assistido de perto, como já me aconteceu, a grandes fogos, como o do Chiado e a vários fogos florestais, sabe que há momentos em que nem com todos os meios do mundo, aéreos, pedestres, subterrâneos, seja o que for, se controla um incêndio, uma inundação, um tornado, um terramoto, um tsunami, uma erupção, um meteorito. Pode acontecer que, depois de muita destruição, seja possível de novo controlar a calamidade, mas pode haver dias, horas, meses, em que nada se pode fazer a não ser minimizar os efeitos e esperar que acabe.

Isto é a primeira coisa que deve ser dita, de forma geral e abstracta. Dito isto, há um segundo aspecto, aquele que é mais importante — é que qualquer calamidade natural (mesmo com origem artificial) desenvolve-se numa paisagem e numa ecologia que é quase toda construída pelos homens, moldada por actividades humanas, seja do domínio da agricultura, da indústria, da energia, do espaço habitável, das construções, etc. E aqui já as calamidades não são puramente naturais, mas sim ajudadas ou desajudadas pelo modo como manipulamos o espaço natural em que vivemos. No caso português quase cem por cento do território como ele existe hoje é obra humana. Talvez escapem umas ilhas e pequenas partes de vales profundos, mas o que define com muita certeza, aquilo que pega fogo com facilidade, aquilo que propaga o fogo, aquilo que se inunda numa cheia, aquilo que cai ou aguenta num terramoto, os espaços mais seguros ou os muito inseguros, e, num sentido mais lato, a preparação de cada um, na medida das suas possibilidades para saber fugir, saber para onde não deve ir, conhecer a ecologia onde está ou onde desenvolve a sua vida, é obra humana. Dito de outra maneira, na maioria das calamidades (não todas) é a natureza artificial que conta, porque há muito que a natureza natural, perdoe-se o pleonasmo, já não existe. E se é obra humana, artificial, remete para uma cadeia de responsabilidades de todo o tipo. Umas são individuais, outras são colectivas, umas são privadas, outras estatais, e no seu conjunto é na hierarquia dessas responsabilidades que se pode encontrar irresponsabilidades e culpas. Por isso mesmo, há sempre responsabilidades a pedir, conforme o que aconteceu num determinado evento, numa calamidade. Sempre. Nós mexemos com a coisa, nós desequilibramos a coisa, umas vezes a nosso favor, outras vezes estragando-a e agravando os nossos riscos. E a Lei de Murphy diz-nos com clareza que é até um dia, e um dia acontece.

O que é mais grave nesta questão dos fogos é que há muito tempo que depois de cada fogo, em particular os que levam vidas humanas, há uma discussão recorrente, e um eflúvio legislativo, sobre o que é preciso fazer para alterar as características da floresta portuguesa, e as medidas de prevenção necessárias, o aumento de penas para os incendiários, com bastante unanimidade de técnicos e especialistas e autarcas e políticos nacionais e membros do governo. E, no entanto, fogo a fogo, muito pouco se faz, ou pelo menos o que se faz parece estar longe de resolver, quanto mais minimizar o problema.

Por isso, estamos diante de um exemplo notável da impotência do poder político, que junta vários aspectos muito reveladores daquilo que é o nosso statu quo pantanoso em muitas matérias. Há lobbies poderosos na área dos incêndios, dos madeireiros às grandes empresas de celulose, aos bombeiros e toda a panóplia de negócios à volta do fogo, uma das áreas em que se conhecem casos concretos de corrupção, nepotismo e tráfico de influências. Não são segredo para ninguém.
 Público, 18 de Junho de 2017, 20:09

Censurar

A lagartixa e o jacaré


          José Pacheco Pereira


Censurar


Eu tenho o direito a ser informado sobre o que faz o PNR quando a informação obedeça a critérios editoriais e profissionais do jornalismo, e ninguém me convence que nada do que faz o PNR merece ser coberto pela comunicação social

As actividades do Partido Nacional Renovador, a organização política mais à direita legalizada em Portugal, funcionando com todos os direitos de um partido político no mercado eleitoral, são sujeitas a uma espécie de banimento pela comunicação social, com jornalistas a gabarem-se de se recusarem a fazer notícias sobre o PNR. Isto é, do meu ponto de vista, censura e inaceitável como critério jornalístico. Eu tenho o direito a ser informado sobre o que faz o PNR quando a informação obedeça a critérios editoriais e profissionais do jornalismo, e ninguém me convence que nada do que faz o PNR merece ser coberto pela comunicação social. Isto nada tem a ver com as ideias do PNR, por muito execráveis que sejam. Também não gosto das claques, mas, ao menos, sou minimamente informado sobre o que fazem.

Ilustração Susana Villar
O PNR não é flor que se cheire, e as acusações de racismo, de ultranacionalismo, de hostilidade aos estrangeiros, principalmente se forem da cor e da religião errada, pecam muitas vezes por defeito. Como todas as organizações mais radicais da direita e algumas da esquerda, existe um traço latente de violência política nas suas actividades, mas também isso deve ser referido. Como acontece com todas as organizações políticas extremistas, as suas actividades podem ter ou não interesse jornalístico, ser ou não ultraminoritárias, ofender ou não os princípios constitucionais (que é uma matéria de legalidade, não de julgamento individual), mas não podem nem devem ser sujeitas a uma censura a priori apenas porque se trata do PNR.

As dificuldades em defrontar esta vontade censória fazem-se sentir mesmo quando se pretende fazer apenas um trabalho que cubra toda a actividade política em Portugal de um ponto de vista documental, e que, pela sua própria natureza, atribui o mesmo valor quer seja a um pin feminista, a um autocolante a favor da revolução russa, a uma pacífica T -shirt de apoio ao CDS, a um comunicado autárquico de Paulo Vistas, a um outdoor da JSD ou a um cartaz de propaganda governamental do PS, ou… a uma faixa numa manifestação do PNR. A análise do valor e significado intrínseco de cada documento ou espécime é feita depois, no trabalho académico, na apreciação histórica, na investigação jornalística, ou mesmo na discussão cívica e política, mas para isso é preciso todo este trabalho de recolha.

Tenho-me dedicado a esta tarefa em conjunto com um grupo de "arquivistas-cidadãos" e ninguém pense que paramos a qualquer porta censória. Isso significa que cobrimos todas as actividades possíveis do PNR, e recolhemos todo o material disponível, e divulgamos o que conseguimos pelos mesmos meios e da mesma forma de qualquer outra informação recolhida. Estamos convencidos de que servimos o nosso lema: "Preservar a memória do passado é uma arma da democracia do presente". E hoje, o que aconteceu há uma hora é, já, para nós passado.

Estudar o inimigo

Uma parte importante do meu tempo televisivo, que costumo partilhar com outras tarefas, consiste em ver a Fox News. Não há em Portugal nada de vagamente parecido, nem aliás em quase todo o mundo, com a dimensão e as audiências da Fox. A Fox News é única no panorama televisivo americano, visto que a CNN não deixa de ter parecenças com a ABC, CBS, e outras estações cognominadas por Trump como fake news. A influência da Fox News é enorme, teve um papel fundamental na eleição de Trump e essa influência continua todos os dias, quanto se sabe que o Presidente a vê todas as manhãs, faz tweets a partir de programas da Fox e apela os seus seguidores a ver outros, e toma decisões baseadas no que ouve, com o estilo repentista e imponderado que lhe é habitual.

A Fox foi uma "construção" de Roger Ailes, que morreu há cerca de um mês, depois de se ter afastado, como alguns dos seus colegas mais velhos, por acusações de condutas de assédio sexual. Parece que os donos da Fox, Murdoch e a família, tiveram um sobressalto moral e têm ajudado a empurrar alguns dos seniores da estação, quando as acusações de condutas impróprias vêm a público, o que acontece com bastante frequência.

O "conceito" da Fox foi fazer uma televisão popular, populista, mais antiliberal e antidemocrática do que conservadora, e isto num contexto de comício permanente, favorecido pela estrutura de espaços de "autor", antigos e actuais políticos, jornalistas vindos da extrema-direita da rádio, onde a Fox tinha percursores, pundits da direita americana, que de manhã à noite moldam o espaço televisivo na maioria dos casos sem qualquer controvérsia, sem anunciar as notícias desfavoráveis aos conservadores, a não ser enquadrando-as na conspiração dos media "liberais", um dos inimigos de estimação da Fox.

Tudo é interpretado e julgado de imediato e as vozes que são ouvidas gritam muitas vezes "esfola" quando a estação se limita ao "mata". Quando há factos incómodos a estação ou os omite sem vergonha ou os apresenta de modo a pareceram invenções "dos outros" e não realidades. Há também um lado de apelo directo à censura tão forte como aquele de que se queixam com o "politicamente correcto", denunciando artigos, peças de teatro, programas e declarações, fazendo campanhas para que lhes sejam retirados os apoios e os seus autores despedidos e anatemizados. É um ambiente persecutório, que deixa as manifestações de bias das emissoras e dos jornais liberais, que também existem, ao nível de meninos de coro.

Ver, compreender e estudar a Fox News é vital para perceber o mundo para que caminhamos.
Revista SÁBADO,  18-06-2017

A Porta do Sol


A Porta do Sol


Junto da qual se realizava uma espécie de feira da ladra




A chamada Muralha Fernandina de­morou mais de quarenta anos a ser erguida. Para pagamento da sua construção contribuíram al­gumas doações régias, dos mora­dores da cidade e da Câmara, mas, valeu sobretudo o pesado tributo da adua ou anuduva, imposto especial que se apli­cava para a construção de fortificações ou sua reparação.

A muralha tinha onze metros de altura, aproximadamente, e abrangia um períme­tro de mais de 3400 metros. Desse muro, como dizia o povo, ao referir-se à mura­lha, restam somente dois trechos, relati­vamente bem conservados: o das Escadas do Caminho Novo e o dos Guindais.

A porta mais importante da Muralha Fernandina era a da Ribeira, que dava diretamente para o rio. Sobre ela, além da capela da padroeira, que era Nossa Senho­ra do Ó, ou da Expectação da Virgem, es­tava a casa dos almotacés, dois cidadãos "com autoridade para desfazer os enganos que nas compras e vendas podem aconte­cer".

Pode imaginar se um cenário típico do tempo, por exemplo, do senhor D. João I, junto à porta da Ribeira, com a azáfama das pipas de água a rolarem para o bojo das naus; do alarido das pessoas, mistura­do com os gritos dos pregões das vende­deiras ambulantes, tudo envolto num qua­dro exuberante de cores e de movimento.

As outras portas mais importantes eram, além da Porta Nova ou Nobre, em Miragaia, por onde entravam, na cidade, os reis e os bispos, as de Cima de Vila, sobre a qual havia um nicho onde estava a imagem de Nossa Se­nhora da Batalha, e a do Olival, onde estava o sino de correr e por onde, em 1387, entrou D. Filipa de Lencastre, para vir casar ao Por­to com o nosso D. João I.

Havia ainda duas portas que, antes, tinham sido postigos, ou seja entradas mais peque­nas, miniportas: a de Carros, que ficava em frente à Igreja de Santo António dos Congre­gados, onde agora está a Praça de Almeida Garrett; e a do Sol, junto ao sítio dos Carva­lhos do Monte, o atual Largo do Primeiro de Dezembro onde, em 1416, por iniciativa de D. João I e de sua mulher, a rainha D. Filipa de Lencastre, se construiu o convento das frei­ras clarissas da regra de S. Francisco - o Mos­teiro de Santa Clara. Ora, é desta porta e, es­pecialmente, do sítio onde estava que pre­tendemos falar na crónica de hoje.

A porta, propriamente dita, foi construída em 1768, por iniciativa do governador da ci­dade, João de Almada e Melo, em substitui­ção do tal postigo que estava em ruínas.

Inicialmente, o postigo tomou o nome do sitio onde estava e chamou-se, primeiro, postigo do Carvalho ou do Carvalho do Mon­te; depois, adotou o nome de uma capela que existiu no local, da invocação de Santo António.

O templo era designado capela de Santo António do Penedo, por ter sido construí­do sobre uma rocha, e o postigo passou a ser conhecido por postigo de Santo Antó­nio do Penedo, ou, em certos casos, só pos­tigo do Penedo. Por estar perto do mostei­ro das freiras clarissas, também foi conhe­cido por postigo de Santa Clara.

A porta, como já se disse atrás, foi cons­truída em 1768. Há duas versões que ten­tam explicar a razão do nome: Porta do Sol. Uma diz que lhe deram essa designação por ficar voltada a nascente e ser batida, logo pela manhã, pela benfazeja luz do Sol. A outra explicação diz que o nome teve origem num Sol radiante que foi esculpi­do numa das pedras da face da porta vol­tada a nascente. O estilo da construção é que era muito diferente. Enquanto o pos­tigo apresentava uma feição gótica, a por­ta foi feita no estilo então em voga - o neo­clássico.

O local onde estava o postigo era dos mais pitorescos do Porto antigo. Ao redor da capela, havia um curioso conjunto de ca­sas renascentista que compunham um quadro arquitetónico único na cidade da­quele tempo. Tudo desapareceu quando, em 1885, se começou a construir uma nova artéria a que, mais tarde, seria dado o nome de Augusto Saraiva de Carvalho, advogado e político que tomou parte (1868) no movi­mento conhecido pela Janeirinha.

O mais curioso de toda está história é que, à porta, o povo continuou a dar o nome de postigo. O que acontecia mesmo em re­ferências contidas em documentos oficiais. Em 1773, por exemplo, num documento re­digido nesse mesmo ano, vem a indicação do limite de uma propriedade como fican­do "defronte do Postigo do Sol". Por "Posti­go do Sol" continuava a ser referida a por­ta em 1807. E noutro documento redigido dois anos mais tarde (1809), alude-se à "Rua Nova do Postigo do Sol".

Volvidos todos estes anos, a gente sente pena de que não lenha ficado de pé uma que fosse das portas que se abriram na Mu­ralha Fernandina. É triste que o progresso, às vezes, para o bem-estar das populações use de medidas tão drásticas como a sim­ples e irrevogável destruição. •


História da Feira da Ladra
O atual Largo do Ator Dias (foto) chamou-se antes lar­go da Polícia, por haver ali um quartel do Real Corpo da Polícia do Porto. Mas, ante­riormente, o mesmo espaço teve o nome de Largo da Porta do Sol, devido à proxi­midade com esta porta da Muralha Fernandina. Pois foi neste espaço que, em 1838, a vereação municipal da al­tura, com o pretexto de que "uma cidade como a nossa, não tinha, como a de Lisboa, um centro comum para os vendilhões volantes expo­rem e venderem objetos que não são novos", estabele­ceu, no largo então denomi­nado da Porta do Sol, so­branceiro às Escadas dos Guindais, um espaço de venda, dando-lhe o nome de Feira da Ladra. O curioso mercado acabaria, anos mais tarde, por ser mudado para onde hoje está a Rua de Cândido dos Reis, com o nome de Ferros Velhos.

Santo António do Penedo sucedeu a Santo Antão
JORNAL DE NOTÍCIAS, 19 JUNHO, 2017

domingo, 18 de junho de 2017

A VOZ DA RESISTÊNCIA


A VOZ DA RESISTÊNCIA
Com o álbum “Is This the Life We Really Want?” e a digressão “Us + Them”, Roger Waters saiu à rua em guerra contra Donald Trump

Texto Rui Tentúgal

foto Sean Evans


No dia 21 de janeiro deste ano, quem acompanha Roger Waters no mundo digital recebeu uma mensagem com o assunto “The resistance begins today” (“A resistência começa hoje”). O toque ‘às armas’ referia-se ao primeiro dia de Donald Trump como 45º Presidente dos Estados Unidos, e a mensagem incluía um link para um vídeo com a interpretação da canção ‘Pigs (Three Different Ones)’, por Waters, na Praça Zócalo, na Cidade do México, num concerto que deu para 300 mil pessoas a 1 de outubro de 2016. O cenário é uma gigantesca fachada da central elétrica de Battersea, em Londres, imortalizada na capa de “Animals”, sobre a qual vão sendo projetadas imagens de Trump que ou são comentadas pela canção (“big man, pig man”), ou dão um novo sentido às antigas palavras “Hey you, Whitehouse/ Ha, ha, charade you are” (que em 1976 se referiam a Mary Whitehouse, ‘guardiã’ da moral e dos bons costumes), que agora soam “White House”, ou são ilustradas e animadas (Trump a vomitar, Trump travestido, Trump nazi, etc.). Perto do final incidem em palco frases saídas da boca do novo ‘líder do mundo livre’, como “O meu QI é um dos mais altos — e todos sabem que o é. Por favor, não se sintam estúpidos ou inseguros. A culpa não é vossa”, ou “Se eu parasse no meio da Quinta Avenida e matasse alguém a tiro, não perderia votos”, ou “Está um frio de rachar e a nevar em Nova Iorque — precisamos do aquecimento global”. Ao fim de 11 minutos, tudo termina com “Trump eres un pendejo”, provocando euforia entre os mexicanos. Esse concerto teria, poucos dias depois, versão americana no festival Desert Trip, em Indio, Califórnia. A frase final foi “Trump is a pig” (“Íamos usar cunt, mas nos Estados Unidos as pessoas ficam assustadoramente ofendidas”, contou Waters numa entrevista à “The Interview People”).


IS THIS THE LIFE WE REALLY WANT? ☆☆☆☆☆
Roger Waters
Columbia/Sony



No dia 26 de maio, o músico inglês iniciou uma digressão mundial, a “Us + Them Tour”, em Kansas City, capital de um red state, o Missouri. O espetáculo multimédia que preparou com o diretor artístico Sean Evans, de uma dimensão cénica monumental, só comparável à de “The Wall” (2010-2013) e também adaptado para recintos fechados, segue o guião da Praça Zócalo/Desert Trip e está ferozmente politizado. Como Waters não foi assobiado nem lapidado, a tournée continua, nesta altura com 61 datas nos EUA e no Canadá — o primeiro concerto em Nova Iorque calha a 11 de setembro. Só no verão de 2018 é que deverá chegar à Europa (pode ser que tenhamos sorte: as primeiras datas europeias de “The Wall” foram em Lisboa, a 21 e 22 de março de 2011). Além de muitos clássicos dos Pink Floyd, o alinhamento inclui ‘When We Were Young’, ‘Déjà Vu’, ‘The Last Refugee’, ‘Picture That’ e ‘Smell the Roses’, cinco das 12 canções que compõem “Is This the Life We Really Want?”, o novo disco que Roger Waters editou no passado dia 2 de junho, que inclui no livreto uma imagem de Trump sobre a qual é sobreposta a frase “a leader with no fucking brains”, verso de ‘Picture That’ (que contém outra citação dele: “There’s no such thing as being too greedy”), e que, no tema título, reproduz a voz do próprio Trump a falar sobre a CNN (“story after story after story... is bad”). O ataque é frontal.


Como político, empresário e personalidade da reality TV, Donald Trump reúne todas as qualidades que Waters procurava num inimigo público. Os mais famosos até então tinham sido Margaret Thatcher, os Bush ou o estado de Israel. No Desert Trip leu um poema que tinha escrito em 2004 aquando da reeleição de Bush filho para o segundo mandato, “Why Cannot the Good Prevail?”, e fez uma declaração contra a ocupação dos territórios da Palestina. “Escrever a canção ‘Déjà Vu’ foi o catalisador, o ponto de partida para uma parte disto”, revelou a “The Interview People”. “E fui buscar alento ao trabalho de documentaristas como Jeremy Scahill e o seu filme ‘Dirty Wars’, mas também à extraordinária firmeza e coragem de Chelsea Manning, Edward Snowden, Ray McGovern, Daniel Ellsberg e todos os denunciantes que nasceram das cinzas da guerra do Vietname. Quando vês pessoas a fazer o que está correto pensas que gostarias de ser como elas, um dos que denunciam injustiças, mesmo que seja através da escrita de um poema, de uma canção, fazendo um disco ou seja lá o que for.”


Frase projetada no palco do festival Desert Trip, a 16 de outubro de 2016, em modo confrontacional FOTO Kevin Mazur/getty images

Se há gerações que só agora se confrontam com o lado politicamente interventivo do músico não é por falta de iniciativas deste: em 2000 estreou ao vivo ‘Each Small Candle’, inspirada na Guerra do Kosovo e na luta pelos Direitos Humanos (ouvimo-la no Pavilhão Atlântico a 4 e 5 de maio de 2002); em 2002 lançou ‘Flickering Flame’ (“I’ll be the last one to lay down my gun”) na coletânea homónima; em 2004 editou em single ‘Leaving Beirut’, declaradamente contra o muro que Israel construiu na Cisjordânia e contra o envolvimento dos EUA e do Reino Unido na Guerra do Iraque (foi um dos temas que tocou no Rock in Rio Lisboa, a 2 de junho de 2006); em 2005, editou a ópera “Ça Ira”, que compôs com libreto de Étienne e Nadine Roda-Gil, cujo tema é a Revolução Francesa, mãe de todas as revoluções modernas e campo de conquista de direitos inalienáveis que estão agora a desaparecer (uma das árias revela-se premonitória a outro nível: ‘But the Marquis of Boulli Has a Trump Card Up His Sleeve’); em 2009, antes da Marcha pela Libertação de Gaza, gravou uma versão do hino de protesto ‘We Shall Overcome’; durante a tour “The Wall Live”, a partir de 16 de junho de 2011, acrescentou uma coda a ‘Another Brick in the Wall (Part 2)’, ‘The Ballad of Jean Charles de Menezes’, dedicada ao brasileiro que, tomado por terrorista, foi morto pela polícia londrina; em 2012 discursou nas Nações Unidas como representante do Tribunal Russell para a Palestina (um tribunal de cidadãos, sem força legal, fundado por Bertrand Russell e Jean-Paul Sartre, que denuncia crimes contra a Humanidade); em 2014 voltou a discursar no Tribunal Russell para a Palestina, desta vez em Bruxelas, e complementou a intervenção interpretando com guitarra acústica uma nova canção, com 11 minutos, chamada ‘Lay Down Jerusalem (If I Had Been God)’ — a mesma que, com 4 minutos, agora é ‘Déjà Vu’; em 2015, no 50º aniversário do “electric Dylan”, foi um dos cabeças de cartaz do mais lendário dos festivais de intervenção, o Newport Folk Festival, onde, acompanhado pelos My Morning Jacket, pelo guitarrista G. E. Smith e pelas vocalistas dos Lucius, Jessica Wolfe e Holly Laessig, tocou pela primeira vez na vida piano em público, estreando o tema ‘Crystal Clear Brooks’ (cujo poema tinha publicado no site Salon, em 2014, mas que não está no novo disco); três meses depois, em outubro, convidado por G. E. Smith para tocar em duo no Bay Street Theater, em Sag Harbor (já com várias organizações israelitas a apelarem publicamente a um boicote), declamou o poema “Is This the Life We Really Want?” (um excerto do qual se tornou a canção com o mesmo nome), repetiu ‘Lay Down Jerusalem’ e estreou ‘Safe and Sound’, que neste disco se chama ‘Broken Bones’.


Esta é uma das duas linhas de força que geraram “Is This the Life We Really Want?”. A outra resume-se na pergunta “Porque é que estão a matar as crianças?” e também tem antecedentes antigos: ‘Lost Boys Calling’, de 1998, com música de Ennio Morricone, para a banda sonora de “A Lenda de 1900”; ‘To Kill the Child’, em 2004 (no mesmo single de ‘Leaving Beirut’); ‘Hello (I Love You)’, em 2007, para a banda sonora de “Mimzy, A Chave do Futuro”; ‘The Child Will Fly’, em 2008, para a Fundación Alas, da Argentina, que promove cuidados de saúde e educação de crianças na América Latina; ou ‘Sparrows Will Sing’, que ofereceu em 2014 a Marianne Faithfull.

Roger Waters nas gravações de “Is This the Life We Really Want?” com Gus Seyffert e Jonathan Wilson FOTO Sean Evans

Waters já esclareceu que a maioria das novas canções remonta a 2008/2010, altura em que se referia ao disco como “Heartland”. Em 2012 declarava-se “preparado para pôr a cabeça de fora”. “Na minha idade importo-me mais com a verdade e menos com levar um tiro”, dizia à “Rolling Stone”. “Quando andava na digressão de ‘The Wall’ escrevi ‘If I Had Been God’. Depois criei uma peça radiofónica sobre um velho irlandês que leva o neto numa procura imaginária à volta do mundo para tentar encontrar a resposta a uma pergunta fundamental que este lhe fizera: ‘Porque é que estão a matar as crianças?’ Fiz uma demo e pensei que poderia sair dali um disco de rock. Mostrei-a ao Nigel Godrich, que estava a fazer as misturas de som para o meu filme e do Sean Evans sobre a tour de ‘The Wall’, e ele achou que era muito boa”, resumiu numa entrevista em abril ao “New York Times”.


Nigel Godrich (que trabalha com os Radiohead desde 1994) acabou por se tornar o produtor do álbum e transformou em canções os poemas que Waters andava a declamar em público. “Fez um grande trabalho. Eu não teria conseguido fazê-lo sozinho. Quer dizer, tê-lo-ia feito, mas seria completamente diferente. Estou muito contente por ter prescindido do controle. Nunca o tinha feito antes e talvez nunca mais o volte a fazer, mas ainda bem que o fiz pelo menos uma vez” (in “The Interview People”). O álbum inclui gravações realizadas entre 2010 e 2017 em vários estúdios americanos (Waters vive há 17 anos em Nova Iorque). “‘The Most Beautiful Girl’ tem 16 anos. Na altura era sobre a relação de um cowboy com uma mulher, mas no disco é sobre a guerra com drones de Obama. A letra foi alterada de forma a incluir a morte de uma rapariga iemenita num ataque com mísseis de cruzeiro. ‘Picture That’ foi escrita há pouco, após uma jam com o Jonathan [Wilson, guitarra], o Gus [Seyffert, baixo] e o Joey [Waronker, bateria]. Começou por ser sobre a relação entre o tipo que carrega no botão que lança o míssil e a rapariga que é morta, mas outras coisas entraram nela depois das eleições americanas. O título do álbum vem de um poema que escrevi em 2008. É um longo desabafo sobre o desastre Bush/Cheney/Rumsfeld. Mas, infelizmente, nos anos da administração Obama nada mudou” (in “Uncut”). Todos os males da Humanidade passam por este disco, e o antigo misantropo está aí para nos mostrar o caminho da salvação.


O disco completa-se com uma sublime canção de amor, que é uma suíte em três partes, destacando-se ‘Wait for Her’, que cita “Lesson from the Kama Sutra (Wait for Her)”, a tradução inglesa de um poema do palestiniano Mahmoud Darwish.


Um traço distintivo do disco é a avalanche de citações da sua obra quer a solo quer com os Pink Floyd, mas lembremos por exemplo que “Amused to Death” já citava “The Final Cut”, “Animals”, “The Dark Side of the Moon”, “Meddle”, “Wish You Were Here” e “The Piper at the Gates of Dawn”. Há muitos sons de rádio, de telefones, de televisão, tiquetaques de relógio e cães a ladrar, muitas colagens sonoras que preencheram os sonhos de adolescente de Nigel Godrich.


Quanto aos músicos, Godrich, que produz igualmente álbuns de Beck desde 1998, recrutou Joey Waronker (que é o baterista de Beck mas que também toca com Godrich nos Ultraísta e nos Atoms for Peace) e David Campbell (o pai de Beck), para fazer os arranjos de cordas. Estranhamente, Waters quase não toca baixo, deixando a tarefa para Gus Seyffert. O lugar de destaque na banda é tomado na guitarra por Jonathan Wilson, o novo ‘rei de Laurel Canyon’, autor de discos importantes, como “Gentle Spirit” (2011) ou “Fanfare” (2013), e produtor, por exemplo, de “I Love You, Honeybear” e “Pure Comedy”, de Father John Misty. É muito feliz este encontro de Roger Waters com músicos que declaradamente beberam no seu trabalho ao longo dos anos. Quando se vê o êxtase do baterista dos My Morning Jacket em Newport a tocar e a cantar “see you on the dark side of the moon” imagina-se que, para ele e para Jonathan Wilson, a oportunidade de tocarem com Waters só é comparável a se os Pink Floyd tivessem podido em 1967 tocar com Pink Anderson ou com Floyd Council.


Waters sempre considerou “Amused to Death” o seu melhor disco a solo, mas agora “Is This the Life We Really Want?” entrou na contenda. Parafraseando Trump: story after story after story... is good.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2329 - 17 de Junho de 2017

Ouvir mais músicas de Roger Waters

“Micróbio e Gasolina”: a aventura da adolescência segundo Michel Gondry



“Micróbio e Gasolina”: a aventura da adolescência segundo Michel Gondry


A nova realização do autor de "O Despertar da Mente", rodada em França, é um filme de adolescentes sem os clichés alarves dos seus congéneres americanos. Eurico de Barros dá-lhe quatro estrelas.




Autor
    Eurico de Barros

Desde o grande passo em falso que foi “Green Hornet” em 2011, uma adaptação caríssima e falhada do “comic” com o mesmo nome, que o francês Michel Gondry tomou alguma distância em relação a Hollywood, embora tenha estado longe de ter tirado férias. Fez telediscos para Björk ou para os Chemical Brothers, e um trio de longas-metragens completamente diferentes umas das outras: “A Malta e Eu” (2012), rodado num autocarro em Nova Iorque com adolescentes não-actores profissionais e em estilo “alternativo-improvisado”; o surpreendente documentário de animação tradicional “’É Feliz o Homem que é Alto?” (2013), onde se desenha a dialogar com Noam Chomsky; e “A Espuma dos Dias” (2013), adaptação excessivamente trabalhada e forçadamente “surrealista” do livro de Boris Vian, que parecia mais um filme de Jean-Pierre Jeunet do que de Michel Gondry.

[Veja o “trailer” de “Micróbio e Gasolina”]


O seu último filme, “Micróbio e Gasolina”, rodado em França em 2015 e que chega a Portugal absurdamente atrasado, é o melhor que Gondry fez desde “Por Favor Rebobine” (2008), mesmo que mais calmo em termos de invenção visual e elaboração fantasiosa, duas qualidades que nos habituámos a associar ao autor de “Natureza Humana” e “O Despertar da Mente”. É um filme de adolescentes anti-filme de adolescentes americano, no sentido de que não tem drogas, sexo, bebedeiras, uma história primária e o tipo de comédia alarve que caracteriza estes. Os azimutes de “Micróbio e Gasolina” são outros, a começar pelo “filme de amigos e colegas de liceu” tradicional que se fazia entre os anos 50 e 80, e a acabar nas bandas desenhadas franco-belgas clássicas da idade de ouro do género. Michel Gondry assinou uma fita que podia ter saído direitinha das páginas do “Tintin” ou do “Spirou”. E só lhe fica bem.

[Veja uma cena do filme]


Micróbio e Gasolina moram em Versalhes, estão na faixa dos 13-14 anos, andam no mesmo liceu e são ambos “outsiders”. Micróbio (Ange Dargent) chama-se Daniel mas ganhou a alcunha por ser pequeno demais para a sua idade, e costuma ser confundido com uma rapariga por causa do corte de cabelo. Gasolina (Théophile Baquet) chama-se Théophile mas o “Gasolina” pegou porque anda sempre a mexer em motores e “gadgets”. Vêm de meios sociais diferentes (família afluente e liberal para Daniel – a mãe é interpretada por Audrey Tautou –, família proletária e feia e brutinha para Théo), mas isso não os impede de ficarem amigos inseparáveis, com Micróbio a receber algumas lições de vida do mais solene Gasolina (sobre a bebida: “O álcool é a morte da dignidade”; sobre o amor: “É um nobre e belo tipo de dor”). Não ignoram o sexo, mas não têm por ele a obsessão aluada dos seus congéneres dos “teen movies” americanos.

[Veja a entrevista com Michel Gondry]


As aulas estão a acabar e o Verão está a chegar, e os dois amigos têm uma ideia brilhante. Construir um carro artesanal com um motor de corta-relvas e um esqueleto de uma cama, disfarçá-lo com a tosca estrutura de uma casa improvisada e partir estrada fora (sem dizer nada aos pais, pois então). A aventura vai conduzi-los a encontros entre o insólito e o mirabolante com polícias de estrada, um dentista demasiadamente zeloso, mafiosos chineses e uma equipa de râguebi, sem falar no concurso de desenho do qual depende o regresso da dupla a Versalhes, depois do triste – embora espectacular – fim da casa sobre rodas. Não fossem os Smartphones e mais dois ou três elementos contemporâneos, e “Micróbio e Gasolina” seria um filme feito na década de 70 que foi metido numa máquina do tempo e apareceu nos nossos dias.

[Veja a antestreia do filme em Paris]


Os fantasmas de Jacques Tati, do Truffaut de “A Idade da Inocência” e do Raymond Queneau de “Zazie no Metro”, e o espírito de bandas desenhadas como “A Turma”, de Roba, passam alegremente por este inspiradíssimo “Micróbio e Gasolina”, interpretado com uma naturalidade abençoada e desarmante pelos estupendos Ange Dargent e Théophile Baquier, e realizado por Michel Gondry sem trucagens computacionais mas com uma rara sensibilidade para a forma como os adolescentes sentem, agem, pensam e se relacionam, e fazem disparates. A que o realizador junta uma alegria contagiosamente irresponsável e uma energia em moto contínuo apenas possível em miúdos da idade de Micróbio e Gasolina, tudo ao som da banda sonora ligeirinha de Jean-Claude Vannier. Os filmes de amigos adolescentes ainda podem ser o que eram, e isso é muito bom.
OBSERVADOR, 15 Junho, 2017

sábado, 17 de junho de 2017

UMA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM

PLUMA CAPRICHOSA


     Clara Ferreira Alves


UMA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM

O aeroporto de Lisboa é perigoso e insuficiente para tanta voracidade, característica das vacas gordas e da falta de planeamento

Um avião da British Airways vindo de Londres evitou por um triz a colisão com outro avião no aeroporto de Lisboa. Como é que sei isto? Vinha dentro desse avião. Detesto aviões, e com alguma razão. Resisto a linhas low cost, sobretudo as very low cost, nunca tenho a certeza de que o piloto sabe mais do que o computador. Numa emergência, convém ter um piloto com experiência. Foi essa emergência que os passageiros deste voo sentiram. O avião estava praticamente com as rodas na pista quando teve de levantar voo com os motores no máximo, num plano inclinado brutal. Dentro do avião, o silêncio instalou-se. Durante uns bons minutos, ninguém disse uma palavra. Um passageiro gritou “ele abortou a aterragem” e depois calou-se, vagamente aterrorizado. As crianças começaram a chorar, com aquele sexto sentido aeronáutico das crianças, e o silêncio abateu-se, duro e bem definido, sobre toda a gente. Do cockpit nem uma palavra. O pessoal de bordo continuou com os cintos colocados, e de relance reparei que parecia, pelo menos uma das hospedeiras, tão alarmado como nós. O silêncio continuou, com o avião agora estabilizado, mas sem se entender onde estávamos, as luzes da cidade tinham desaparecido na noite. Ganhámos altura, um alívio. E, ao cabo de uns bons 10 a 15 minutos, o comandante falou. Tivera de manobrar o avião para fora da pista porque outro avião estava na pista. Atrasara-se a fazer a manobra e ficara por lá, na rota de colisão. Isto faz sentido? Faz. Isto devia acontecer? Não.
Aterrámos com segurança mais tarde, atrasados com as manobras e assustados de morte. Nestas situações, os passageiros tudo o que querem é sair do avião, pegar nas coisas e desaparecer para esquecer. Eu fiz o mesmo, até uma pequena notícia lembrar-me o episódio. Segundo a notícia, a ANA, a empresa francesa que toma conta dos aeroportos de Portugal, está preocupada com o excesso de tráfego de Lisboa, com as novíssimas rotas, com a sobrecarga da infraestrutura, e aconselha a TAP a fazer um novo hub no Porto. Não é segredo que o aeroporto está sobrelotado e sobrecarregado. Basta olhar em volta. A TAP, na ansiedade do sucesso, abriu e retomou rotas e pretende, evidentemente, maximizar o lucro. Linhas aéreas que tinham deixado de voar para cá regressaram carregadas de turistas. Novas linhas aéreas vão voar para a capital, incluindo linhas japonesas. Os novos aviões da TAP, segundo outra notícia, não tinham lugar de estacionamento. Uma das pistas foi ou iria ser, ao que julgo saber, fechada para isso. E uma pessoa que conheço e conhece o aeroporto por dentro disse-me que a logística e a organização do aeroporto são um pesadelo constante e o congestionamento insuportável. Outra pessoa disse-me que os controladores aéreos vivem num estado de stresse permanente devido a este congestionamento. O que aconteceu ao meu voo é disso a prova. Não devia e não podia ter acontecido.
O país está preocupado com as nomeações da TAP, prova de que nada muda em Portugal e que são as amizades, cumplicidades e distribuição de favores políticos entre o PS e o PSD que comandam o país e as empresas onde o Estado mete a mão. A experiência em aviação não interessa para a TAP, porque ninguém a tem, exceto Fernando Pinto e David Neeleman. O resto dos faustosos administradores constitui uma manada de ignorantes sobre este ramo de negócio, salvaguardando a exceção do amigo do primeiro-ministro que terá ajudado no célebre negócio brasileiro da TAP que ia afundando a TAP. Passos Coelho devia estar calado, porque nos recordamos da “pouca vergonha” de Arnaud e Relvas nos esforços para vender a TAP ao Efromovich. Com amigos e amigos, os negócios nunca são à parte. E foi Passos quem privatizou à pressa o aeroporto de Lisboa. Não sabemos os nomes das pessoas que controlam e dirigem este aeroporto. Apenas conhecemos o aviso da ANA, e um aviso destes devia alarmar-nos. A cidade está por baixo dos aviões da Portela. A única vantagem de conhecermos os administradores públicos e privados da TAP é a transparência. Sabemos os nomes deles se um desastre acontecer, como quase aconteceu. E sabemos o nome do primeiro-ministro, que decerto sabe que o boom e o Governo terminariam com uma catástrofe aérea. Um choque de aviões no aeroporto de Lisboa e lá se ia o negócio do alojamento local e dos tuk-tuks, lá se iam as rendas da nova economia e os novos empregos. Lá se ia a capital da moda. Lá se ia a fonte da prosperidade. O aeroporto de Lisboa é perigoso e insuficiente para tanta voracidade, característica das vacas gordas e da falta de planeamento. Já passámos por tamanha euforia em 1998, ano da Expo. Se Lisboa quer continuar a ser uma capital segura, terá de ter um aeroporto seguro. Com pistas de aterragem seguras, serviços bem equipados, organização funcional, lugares de estacionamento dos aviões. Tanto a zona de segurança do aeroporto como a zona de entrega de bagagem da TAP são uma anedota. A segurança é um labirinto improvisado, com greves no meio e pessoal mal pago e, claro, sobrecarregado, e a zona de entrega de bagagem é uma fila interminável. Parece, logo à entrada, um aeroporto caótico de um país subdesenvolvido. Uma estação de camionagem.
Jornal Expresso SEMANÁRIO#2329 - 17 de Junho de 2017

FIZ-ME À VIDA

DIÁRIO DE UM PSIQUIATRA
    JOSÉ GAMEIRO




FIZ-ME À VIDA


Ou vais para um país decente que valoriza o que estudaste, ou então esquece o dezanove a finanças, compra dois tuk-tuks, uma rulote de bifanas e tens o mês feito


Desculpem o salto no tempo, a semana passada tinha acabado o secundário, hoje vou-vos contar a minha procura do primeiro emprego. Mas antes deixem-me desabafar, sobre o que sofri para aqui chegar.


Lá em casa sempre ouvi dizer, passas a vida a queixar-te, mas não te esqueças que estás a passar os melhores anos da tua vida. Ainda não consegui perceber como. Nunca marrei tanto, nunca tive tantos trabalhos para apresentar, nunca dormi tão pouco, com diretas nas frequências, diretas nos exames finais para melhoria de nota. Sem querer transformei-me num nerd, daqueles que, cada vez que saem à noite, dizem não me posso deitar tarde, amanhã tenho de estudar.


Tudo isto para ter uma boa média, escolher um mestrado xpto, numa universidade com um excelente ranking, daquelas que garantem que as empresas nos vão buscar ainda estudantes. Se foram, deve ter sido nalgum dia em que fiquei em casa a estudar, nunca dei por eles, são muito discretos.


Acabei com média de dezanove. Pensei, agora umas entrevistas e isto vai ser canja, não vão ser eles a escolher-me, vou ser eu a escolhê-los a eles.


Para a primeira, vesti-me a preceito, blazer azul escuro, calças beges, camisa azul, sem gravata, como agora parece ser moda, sapatinho de fivela. Enfim um verdadeiro totó. Do outro lado uma senhora de meia idade, saia e casaco clássico, sapatinho de meio salto, a voz ligeiramente afetada. Fez-me as perguntas da praxe — esta malta da seleção é pouco imaginativa — e começaram os elogios.


Você foi um aluno excecional, tem um futuro brilhante à sua frente, nós somos a empresa ideal para si, estamos disponíveis para lhe oferecer já um lugar de coordenação no controlo financeiro, se quiser pode entrar já para a semana.


Fiz-lhe a pergunta óbvia. E no fim do mês quanto? Seiscentos e cinquenta euros. Despedi-me educadamente, vou pensar e depois ligo-lhe.


Mais umas conversas que acabaram todas da mesma maneira. Oscilaram entre os setecentos e cinquenta e os quinhentos e cinquenta. E não pensem que eram empresas de vão de escada, são multinacionais, que devem pensar que estão a operar no Bangladesh, com uma filial em Portugal.


Numa noite de tristeza fui carpir mágoas para o bar de um amigo. Ouviu-me, ouviu-me, pôs-me a mão no ombro com um ar paternalista e disse-me:


— As empresas já perceberam que o desemprego jovem é muito alto, não acredites, quando ouvires dizer que está a baixar, baixa à custa do subemprego, porque a malta desesperada aceita tudo.


Queres um conselho, ou vais para um país decente que valoriza o que estudaste, ou então esquece o dezanove a finanças, compra dois tuk-tuks, uma rulote de bifanas e tens o mês feito.


No dia seguinte pedi um empréstimo ao meu pai, segui o conselho do meu amigo, contratei três colegas, que aceitaram ganhar quinhentos euros e fiz-me à vida.


Ainda dizem que os jovens não têm um futuro promissor...
 
Jornal Expresso SEMANÁRIO#2329 - 17 de Junho de 2017

domingo, 11 de junho de 2017

Os atentados

A lagartixa e o jacaré
       José Pacheco Pereira

Os atentados

Como a memória é curta e a maioria das pessoas que estão vivas na Europa ocidental (o mesmo não é válido para os Balcãs, por exemplo) nunca teve uma experiência de guerra, ou de duros conflitos civis (aqui há também uma excepção para os britânicos e os irlandeses, ou para os espanhóis), pensa que estes tempos de terrorismo não têm passado. Têm e muito.


1. Não vai haver cidade, aeroporto, estádio, arena, mercado, rua e praça, comboio, avião, barco, restaurante, festival, feira, seja lá o que for que tiver pessoas, sem risco de atentado. É uma consequência da evolução política de uma franja do islão radical, que tem uma componente apocalíptica: os que praticam atentados são suicidas, e o objectivo é matar tantas pessoas quanto seja possível. É um dos casos em que a designação de "terrorista" tem todo o sentido, porque se trata de usar o terror para obter resultados políticos – nos dias de hoje legitimar o "califado", a fusão entre a religião e o estado, dentro das fronteiras da expansão máxima do islão na Idade Média. A utilização do terror estende-se por todo o mundo, mas o seu clímax encontra-se no Afeganistão, na Síria, no Iraque, no Paquistão, e depois vai da Indonésia à Europa, África e aos EUA. Um continente que até agora tem estado relativamente a salvo deste tipo de atentados tem sido a América Latina.
 
2. É um fenómeno novo, mas tem precedentes no passado, quer na Europa, com o surto de atentados de anarquistas e nacionalistas entre o fim do século XIX e a I Guerra Mundial, quer na Ásia e em África. Mas, como a memória é curta e a maioria das pessoas que estão vivas na Europa ocidental (o mesmo não é válido para os Balcãs, por exemplo) nunca teve uma experiência de guerra, ou de duros conflitos civis (aqui há também uma excepção para os britânicos e os irlandeses, ou para os espanhóis), pensa que estes tempos de terrorismo não têm passado. Têm e muito.

3. Mas há várias coisas que são novas e perturbadoras no terrorismo fundamentalista islâmico que tornam muito difícil lidar com ele em sociedades democráticas e abertas. Uma é que a componente política se associa estreitamente com uma componente religiosa, que é a que lhe dá o sentido apocalíptico: suicidarem-se os terroristas e matarem indiscriminadamente os "infiéis" e pelo caminho também alguns fiéis. No caso da Europa, porque na Ásia a maioria dos mortos são também fiéis, às vezes do outro lado do islão, xiitas ou sunitas conforme a geografia. Aliás, Trump deu uma importante contribuição para o terrorismo ao alinhar com os sauditas e nomear o Hamas e esquecer a Al -Qaeda.


Ilustração Susana Villar
4. Depois, para matar pessoas ou mesmo para matar muitas pessoas, nas sociedades urbanas do Ocidente, não é preciso nenhuma tecnologia muito sofisticada. A facilidade de juntar muitas pessoas é a própria sociedade que a dá, nos transportes urbanos, nas ruas da movida, nos estádios e nas arenas. Depois, como se vê, basta um carro e uma faca, coisa que a maioria das casas têm. Um pequeno upgrade tecnológico também está à disposição de todos na Internet ou nas livrarias: fazer algumas bombas não é muito complicado, e as técnicas para esfaquear estão em muitos manuais militares no domínio público, e são conhecidas de caçadores, talhantes, escuteiros, amigos da natureza e participantes de alguns reality shows. Saber mais de tecnologia e de know -how, aprende-se no serviço militar, ou em clubes marciais, e por fim no extremo da cadeia, nos centros terroristas do Médio Oriente e de África. Por tudo isto, basta só querer, que é ponto forte e o ponto fraco desta escala de técnicas de matar.

5. Não é um devoto pastor de cabras do Afeganistão ligado aos talibãs que vem a Paris ou a Londres matar infiéis. Nem sequer aqueles, que a ignorância de Trump pretende impedir de entrar nos EUA. Na imaginação dele há enviados em massa de Raqqa para Tampa, para organizar células. Não é preciso, basta um telemóvel, um café -internet, e um grupo de amigos, um "meio" e é o "meio" a palavra -chave para compreender o terrorismo e para o combater. O terrorismo apocalíptico de cariz religioso é hoje uma variante de extremismo atractiva para certas franjas das comunidades islâmicas na Europa, o que explica que a maioria dos terroristas sejam cidadãos britânicos, franceses ou belgas de segunda geração, ou emigrantes já há muito estabelecidos, ou mesmo convertidos. A sua radicalização faz-se nalgumas mesquitas e escolas de mesquitas, ou pela Internet, e pela frequência de meios já radicalizados, como acontece com algumas famílias, irmãos, primos, conhecidos do trabalho. Quebrar esse "meio" exige recursos, que têm sido dados à maioria dos serviços de contraterrorismo, mas encontra depois uma dificuldade quer para informação, quer para a prevenção, que é o elo policial de proximidade.

6. O problema no Reino Unido, que põe em cheque Theresa May, é que ela, enquanto responsável pela segurança "interior", deu tudo o que podia aos serviços contraterroristas e retirou tudo o que podia às polícias. E como não pode admitir o seu erro, vai no caminho clássico à direita que é por em causa os direitos e as garantias de uma democracia, que já se viu mais do que uma vez, que não são um óbice ao combate contra o terrorismo, mas podem criar cidadãos de primeira que são brancos e louros e cidadãos de segunda que são pacíficos muçulmanos com a cor errada. Em sociedades multiétnicas como é o Reino Unido desagrega as comunidades e favorece o radicalismo. Aliás, só a integração de todas as comunidades e dos cidadãos muçulmanos no combate contra o terrorismo, colaborando com a recolha de informações, denunciando os focos de radicalismo e participando na condenação não só dos actos, mas do extremismo religioso e político que os incentiva, pode tornar eficaz a acção policial. Isto não é um problema de "correcção política", como Trump se apressou a twittar, mas de eficácia no combate ao terrorismo. Os autoritários e os securitários são particularmente ineficazes nesse combate.

Revista SÁBADO, 11 Junho, 2017

Praça da Boavista


Praça da Boavista


História da pitoresca e rumorosa Feira de S. Miguel


A Rotunda da Boavista numa imagem dos finais do século XIX


Até 1938, a linha do caminho de ferro do Porto à Póvoa de Varzim tinha a sua estação terminal na Boavista. O edifício, onde ainda há relativamen­te pouco tempo funcionou o balcão de um banco, ainda lá está, mas já muito degradado.

A linha, de iniciativa particular, começou a funcionar em Outubro de 1875. O seu primei­ro administrador foi o escritor e historiador Oliveira Martins, que residia na Casa da Pe­dra, na Rua das Águas Férreas, junto ao bair­ro da Bouça. Foi só em 1938 que abriu o túnel da Trindade e se construiu a estação com a mesma designação! Em 1947, a Linha da Pó­voa foi integrada na rede da CP.

Quando o comboio chegou à Boavista, em1875, o espaço a que hoje se dá o nome de Praça de Mouzinho de Albuquerque não passava de um amplo logradouro rodeado de muros que delimitavam quintas, pequenas propriedades e terras de cultivo. A chegada do comboio trouxe àquelas paragens uma inusitada animação.

Por exemplo; a Feira de S. Miguel que, des­de 1682, se realizava na Cordoaria, foi trans­ferida para o espaço que ficava em frente ao edifício da estação do caminho de ferro. O amplo logradouro teve de ser adaptado a essa nova função.

Em 1876, um ano depois da inauguração da linha, realizaram-se grandes obras no terre­no a que foi dado o nome de Praça da Boavista, também conhecida por Rotunda da Boa­vista. Esta denominação teve origem na Rua da Boavista que fica ali muito perto e que foi construído ao longo de terrenos que perten­ciam à Quinta de Santo Ovídio, também co­nhecida por Quinta da Boavista. Pertenceu esta enorme propriedade a Manuel de Figuei­roa Pinto que ofereceu à Câmara os terrenos para a abertura daquela artéria.

A Feira de S. Miguel começou a funcionar no seu novo espaço em setembro de 1876. Pouco depois foi transferida, também para a Boavista, a típica e curioso feira dos criados da lavoura, que, desde 1858, se realizava na Praça de Carlos Alberto e era também conhe­cida pela feira dos moços e moças para os tra­balhos da lavoura.

Compreende-se esta mudança. A feira de S. Miguel era muito concorrida pelos lavradores do Norte que aproveitavam as facilidades do caminho de ferro (a partir de 1881 a Linha dá Póvoa estendeu-se até Famalicão) para se deslocarem ao Porto, mais propriamente à Feira de S. Miguel onde estava exposta à ven­da uma enorme variedade de alfaias agríco­las, além de jugos e cangas para carros de bois e arados; a mais variada casta de sementes, frutos e árvores para enxertia; utilidades do dia a dia como tamancos, chapéus e a típica louça de barro vidrado. Não faltavam no mer­cado as cebolas, um produto típico da época, bem como os melões e as melancias.

A par com a feira havia o arraial onde não faltava o típico carro de bois com a pipa do verdasco em cima; as frituras de peixe; os bolinhos de bacalhau e os tradicionais do­ces de Paranhos e da Teixeira.

Trinta anos depois da inauguração da Fei­ra de S. Miguel na Praça da Boavista houve uma novidade. Coisa sensacional por ser in­vulgar, não apenas na feira mas na própria cidade. Num amplo barracão de madeira coberto com chapa de zinco, a que foi dado o pomposo nome de Salão High-Life, fun­cionou, pela primeira vez no Porto, em 1906, um cinematógrafo ou animatógrafo, da ini­ciativa de Manuel da Silva Neves.

Ora, precisamente em 1906, a Câmara Municipal do Porto ordenou que a Feira de S. Miguel passasse a ser feita, no futuro, no Largo de Arca d'Água, hoje Praça de 9 de Abril. O animatógrafo mudou-se, entretan­to, para a Cordoaria, onde, no largo frontei­ro à torre dos Clérigos, passou a apresentar as suas sessões cinematográficas. Daqui mudou-se para a Batalha, em 1908, ainda com a designação de Salão High-Life. Viria a ser depois, como geralmente sabido, o Ci­nema Batalha.

A Câmara ordenou mudanças, mas os fei­rantes não gostaram. Arca d'Água ficava longe. Os lavradores dificilmente lá iriam. E que fizeram os feirantes? A Câmara não per­mitia que a feira se realizasse no terreno que era público? Começaram a alugar terrenos particulares e havia bastantes nas cercanias e espalharam neles os seus mostruários e montaram as suas tendas. E parecia que as coisas iam correr pelo melhor. Mas não. A Câmara arranjou maneira de fazer cumprir a sua determinação.

À época dos acontecimentos, a Câmara era presidida pelo médico dr. Nunes da Ponte, que não aceitou de bom grado o ex­pediente dos feirantes. Insistiu em que eles tinham de mudar e perante a resis­tência mandou que se arrasassem as ten­das que haviam sido montadas em terre­nos particulares, conseguindo, dessa fei­ta, que a feira se transferisse definitiva­mente, em 1909, para Arca d'Água, onde funcionou até 1917.

Entretanto, a feira dos moços e das mo­ças para os trabalhos da lavoura, mudou-se para a Praça da Corujeira, onde se manteve ainda durante alguns anos.


A história do "castiçal" da Boavista
O monumento mais emble­mático da Rotunda da Boa­vista é aquele que evoca os feitos e as façanhas da Guerra Peninsular (foto), popularmente conhecido, dada a sua configuração, pelo "castiçal" da Boavista. Demorou mais de 40 anos a construir. A ideia de o erguer surgiu em 1909, ano em que o rei D. Manuel II presi­diu à cerimónia do lança­mento da primeira pedra, A execução foi confiada ao arquiteto Marques da Silva e ao escultor Alves de Sousa, que entretanto morreram. A obra foi então entregue à fi­lha de Marques da Silva, a arquiteta Maria José Mar­ques da Silva; ao marido desta, também arquiteto, David Moreira da Silva e aos escultores Sousa Caldas e Henrique Moreira. Mas só em 1951 foi solenemente inaugurado pelo presidente Craveiro Lopes.
Na "Rotunda" também funcionou(1889) uma praça de touros
JORNAL DE NOTÍCIAS, 11 JUNHO, 2017

JEFF BEZOS: O (VERDADEIRO) DONO DISTO TUDO



JEFF BEZOS

O (VERDADEIRO) DONO DISTO TUDO



De criança prodígio a pioneiro do comércio eletrónico, a história do visionário brilhante e arrojado que criou na internet a maior loja do mundo e está a caminho de se tornar o homem mais rico do planeta. O próximo desafio: democratizar o acesso ao Espaço

texto NELSON MARQUES

FOTO Mackenzie Stroh/Contour/Getty Images

O milionário Jeff Bezos, de 53 anos, tem por estes dias boas razões para soltar a sua famosa gargalhada, um rugido gutural descrito como “uma mistura entre um elefante marinho em acasalamento e uma ferramenta elétrica”. Quando o sino se fez ouvir no passado dia 2 na sessão de encerramento da Bolsa de Valores de Nova Iorque, a Amazon, que ele criou há 23 anos, escrevia mais uma página dourada da sua história: pela primeira vez, as suas ações fechavam o dia acima dos 1000 dólares (cerca de 900 euros). Para alguns analistas, o gigante do comércio eletrónico parece estar a viver a sua própria bolha: só em 2017, o valor dos títulos cresceu mais de 40%; nos últimos dois anos, quase triplicou. Com esta valorização galopante, é uma das mais fortes candidatas a se tornar nos próximos anos a primeira trillion dollar company (ou seja, com um valor de mercado de, pelo menos, um milhão de milhões de dólares). Se as ações continuarem a valorizar a este ritmo, Bezos — que detém 17% do capital da Amazon — será o homem mais rico do mundo dentro de poucos dias. Há dois anos, ele ainda aparecia no 15º lugar da lista da “Forbes”, entalado entre Michael Bloomberg e Mark Zuckerberg, com uma fortuna de 31 mil milhões de euros. Agora, supera os 75 mil milhões, tendo enriquecido 18 mil milhões só este ano. Bill Gates, o fundador da Microsoft, que liderou esta lista em 18 dos últimos 23 anos, está agora a uns “escassos” 3,5 mil milhões de euros de distância. Parece muito, mas foi quanto Bezos ganhou nos últimos dias. O empresário, conhecido pelo seu feitio obsessivo e implacável, bem pode sorrir.


Bezos fez fortuna transformando uma livraria online num império onde hoje se pode comprar praticamente tudo, ao mesmo tempo que ajudava a tornar o comércio eletrónico mais seguro e democrático. A Amazon é hoje a quarta empresa mais valiosa do mundo (mais de 420 mil milhões de euros), só atrás da Apple, da Alphabet e da Microsoft. Em 2016, faturou mais de 120 mil milhões de euros e teve 3,8 mil milhões de lucro. Mais de quatro em cada 10 dólares gastos pelos americanos na internet foram-no no site criado por Bezos.


Na sede da empresa, em Seattle, a capital do grunge e a cidade onde nasceu Bill Gates, o empresário está já a preparar novas formas de expandir o seu império. No rés do chão do edifício, numa área com 1800 metros quadrados, está a ser criada “a loja mais avançada do mundo”. Ali, os clientes não precisam de esperar para pagar. Graças a tecnologias semelhantes às usadas nos carros autónomos — como sensores que detetam os produtos que são retirados das prateleiras —, só têm de se registar na app Amazon Go, fazer as compras e partir sem passar pela caixa, sendo a fatura enviada para a sua conta mal saem da loja. Mais simples, rápido e cómodo era difícil.


Para já, a loja é ainda um protótipo que está a ser testado por funcionários da empresa, mas quando abrir ao público irá juntar-se a uma série de livrarias que a Amazon instalou nos últimos dois anos em algumas cidades dos Estados Unidos (a última das quais em Nova Iorque, no final de maio). Apesar de o gigante do comércio eletrónico nunca ter explicado a estratégia por detrás da expansão do seu vasto império às lojas físicas — e que, especula-se, poderá abranger também o mercado das farmácias —, vários analistas acreditam que o objetivo é conseguir uma fatia maior do bolo em negócios que têm maior dificuldade em descolar online, como o da comida.

SUCESSO Bezos bem pode sorrir: a sua Amazon já é a quarta empresa mais valiosa do mundo e ele está a caminho de se tornar o homem mais rico do planeta FOTO Sebastien Micke/Contour/Getty Images

O projeto é um bom exemplo — mais um — do quão progressista e arrojado é o pensamento de Jeff Bezos, que se afirma cada vez mais como o grande disruptor tecnológico dos EUA, em áreas tão díspares como o retalho, os jornais ou a exploração espacial. Numa altura em que tantos apostam no comércio digital, ele ousa explorar novos caminhos. Há 22 anos, quando quis criar a maior livraria do mundo na internet, fez a mesma aposta “estúpida e audaz” (as palavras são dele): disponibilizou um milhão de livros, mais do triplo do que o senso comum aconselharia, o que foi vital para que a notoriedade da empresa crescesse rapidamente — os leitores foram passando palavra que era ali que estavam as obras que não se conseguiam encontrar em mais lado nenhum.


Hoje, a Amazon é cada vez mais uma presença diária na vida de milhões de pessoas, que nela encontram quase tudo o que se possa imaginar: entre os cerca de 200 milhões de produtos há mais de 36 milhões de livros, mas também discos, filmes, produtos de beleza, eletrónica, ferramentas, peças para automóveis, mobiliário, preservativos e até almofadas em forma de salmão ou perucas afro para cães. Publica os seus próprios livros, produz filmes e séries (este ano deverá gastar em TV mais do dobro do canal por cabo HBO, responsável por êxitos como “A Guerra dos Tronos) e tem marcas próprias de roupa (sete), pilhas, toalhetes para bebés e dezenas de outros produtos, incluindo colunas inteligentes ligadas a um assistente virtual ativado por voz, o Echo, que, por exemplo, controla lâmpadas e termóstatos e lê as últimas notícias.


Um miúdo sobredotado


Embora o fundador da Amazon não tenha o mesmo perfil mediático (raramente dá entrevistas) e não receba a mesma devota admiração que outros barões da tecnologia (não há filmes sobre a sua ascensão ao poder, como os que foram feito sobre Steve Jobs ou sobre Zuckerberg e o Facebook), não falta um argumento digno de um blockbuster à história de Jeffrey Preston Jorgensen, o seu nome de batismo. Começou a ser escrita ao 12º dia do ano de 1964, em Albuquerque, a cidade mais povoada do Novo México. A mãe, Jacklyn Gise, teve-o duas semanas depois de fazer 17 anos, quando ainda estava no liceu, e casou-se grávida com o pai biológico dele, Ted Jorgenson, um artista circense. O matrimónio só durou 17 meses porque Ted bebia em demasia, acabando por desaparecer da vida do filho quando este tinha apenas três anos. Pouco depois, Jacklyn casou-se com Miguel (“Mike”) Bezos, um emigrante cubano que teve uma carreira bem sucedida como engenheiro petrolífero na Exxon, e que adotou Jeff após o matrimónio. Só aos 10 anos é que o rapaz soube que Mike não era o seu pai biológico.


Jeff demonstrou muito cedo uma inteligência invulgar. “Era sempre o primeiro a levantar a mão sempre que os professores faziam alguma pergunta”, conta ao Expresso o amigo de infância Mike Copenhaver. Por isso, quando tinha 8 anos, a mãe convenceu os responsáveis da Escola Básica de River Oaks, na parte ocidental da baixa de Houston, a meia hora de carro da sua casa, a aceitarem o filho num inovador programa para alunos sobredotados, o Vanguard. Joy A. Liuzza, então diretora da escola, recorda-o como um rapaz “pequeno em estatura mas grande no cérebro”. “Era muito inteligente, sempre curioso e interessado na aprendizagem. Toda a gente gostava muito dele.”


Como era um dos alunos que vivia mais longe da escola, acordava cedo e saía para as aulas às sete da manhã. A um quarteirão de casa apanhava o autocarro público e não o escolar porque “era mais divertido e assim podia fazer das suas pelo caminho”, revela Liuzza, agora aposentada. Outras vezes, a mãe levava-o e ao vizinho Mike até à escola. “Ela conduzia uma velha carrinha, que foi mais tarde o primeiro carro dele. Muitas vezes, depois de nos ir buscar à escola, parava para nos comprar gelado”, conta Copenhaver, hoje um agente imobiliário em Houston.


Na escola, Jeff era “muito interessado pelos computadores”. A Básica de River Oaks era das poucas que tinha um na época e os alunos mais geek não perdiam uma oportunidade de o usar. “Eu e ele estávamos entre os que achávamos que aquilo era a coisa mais cool da escola”, conta Harvin Moore, um antigo colega, que agora lidera um fundo de investimento. “Éramos completamente fascinados pelo computador. Portávamo-nos bem para o podermos usar o máximo de tempo possível. Aprendemos a escrever código e adorávamos pôr o computador a fazer e a dizer muitas coisas divertidas.”


Moore recorda “a confiança e a criatividade” do antigo colega e a gargalhada dele, que se tornaria célebre. “Tinha um riso sonoro, feliz, que fazia com que nos quiséssemos rir também. Mas era também um riso muito palerma. Ele ainda se ri dessa forma engraçada!”


Em Miami, para onde a família Bezos foi viver a seguir, o agora líder da Amazon já dava mostras de estar preparado para altos voos. “Todos os professores sabiam que ele era especial e que iria chegar muito longe”, revela Cullon Bullock, um veterano professor de ciências do Liceu Palmetto, onde o adolescente concluiu os estudos, em 1982, antes de entrar na Universidade de Princeton. “Era brilhante e mostrava-o quando jogávamos xadrez. Mas não ganhava sempre”, conta Rudolf Werner, pai da então namorada de Bezos e hoje professor emérito na Universidade de Miami. “Ele e a Ursula eram muito inteligentes. Ela terminou o liceu um ano antes dele e foi a aluna com as melhores notas da escola. E ele teve as melhores notas no ano seguinte.”


A exploração espacial — hoje uma das apostas do empresário — era já então um dos seus temas favoritos. Werner recorda as suas conversa sobre “a necessidade da Humanidade estabelecer colónias extraterrestres para preservar a raça humana”. Quando acabou o liceu, depois de no verão anterior ter trabalhado num McDonald’s (odiou a experiência), juntou-se à namorada e criou um campo de férias educativo para alunos do 5º e do 6º anos. O Dream Institute (O Instituto dos Sonhos) foi o seu primeiro negócio: cada um dos seis inscritos no curso de 10 dias pagou 150 dólares.


Génio de Wall Street


Depois de se licenciar em engenharia elétrica e em ciência da computação, Bezos foi trabalhar para Wall Street. Passou por várias empresas e, em poucos anos, tornou-se um dos mais jovens vice-presidentes da D. E. Shaw & Co. (DESCO), que geria um fundo de investimento e ganhara fama por contratar cientistas e matemáticos. Ele impressionara todos com o seu intelecto sagaz e uma feroz determinação — mantinha um saco-cama no escritório e um colchão de espuma no parapeito da janela, caso precisasse de dormir no trabalho. Pensava sempre de modo analítico, mesmo nos aspetos mais sociais: começou a frequentar aulas de dança de salão por considerar que isso aumentaria a sua exposição ao sexo feminino e, mais tarde, admitiu que pensava em formas de aumentar o seu “fluxo de mulheres”, uma analogia com “fluxo de negócios”, um termo financeiro que define o número de novas oportunidades às quais um banqueiro consegue aceder. Procurava uma mulher “engenhosa”, capaz de o “libertar de uma prisão do Terceiro Mundo”, e acabaria por conhecer na DESCO a futura esposa, MacKenzie Tuttle, que se licenciara em Inglês em Princeton e trabalhava na empresa como assistente administrativa. Casaram-se em 1993 e têm três filhos biológicos e uma filha adotada na China.


A ideia da “maior livraria da Terra” começou a ser desenvolvida em 1994 no quadragésimo andar de um arranha-céus nova-iorquino. Fascinado com o facto de a internet estar a crescer 2300% por ano, Bezos discutiu com o seu patrão, David Shaw, a possibilidade de criar na web uma “loja de tudo”, que pudesse servir de intermediário entre clientes e fabricantes. Porém, rapidamente concluiu que, pelo menos no início, a ideia seria inviável, pelo que o melhor seria focar-se só numa categoria de bens: os livros.

A Amazon é a quarta empresa mais valiosa do mundo, depois da Apple, da Alphabet e da Microsoft. Só no ano passado faturou mais de 120 mil milhões de euros



Bezos deixou então o emprego em Wall Street e fixou-se com MacKenzie em Seattle, em parte devido à reputação da cidade como centro tecnológico, mas não só: “O facto de o estado de Washington ter uma densidade populacional relativamente reduzida (em comparação com a da Califórnia, Nova Iorque ou Texas) representava uma vantagem fiscal, pois, assim, a Amazon só teria de cobrar imposto estatal sobre as vendas a uma percentagem reduzida de clientes”, explica Brad Stone, autor do livro “A Maior Loja do Mundo”, o melhor retrato até à data do gigante tecnológico e do seu líder.


A empresa começou na garagem da casa do casal, em Bellevue, na periferia de Seattle. Inicialmente, foi registada como Cadabra Inc, para evocar a magia de criar algo novo, mas o nome acabaria por ser abandonado porque, ao telefone, algumas pessoas confundiam-no com Cadáver. Bezos afeiçoou-se depois a outra designação, Relentless (implacável), um adjetivo que acabou por se colar ao seu feitio. Ainda hoje, quem escrever relentless.com na barra de endereço de um browser é reencaminhado para o site da Amazon.


O jovem empresário decidiu-se pelo atual nome depois de pegar num dicionário e começar a procurar palavras começadas por A. Teve uma epifania quando chegou à palavra Amazon: o maior rio da Terra (Amazonas), a maior livraria do mundo. O novo domínio foi registado a 1 de novembro de 1994. MacKenzie, uma romancista em início de carreira, tornou-se a primeira contabilista. Para construir o site, o jovem empreendedor convidou um veterano programador, Shel Kaphan, que aceitou um ordenado que era metade daquele que recebia na Kaleida Labs, uma joint-venture entre a IBM e a Apple para desenvolver uma plataforma de software multimédia. “Agradou-me imediatamente a ideia de fazer uma livraria na web”, conta Kaphan, que foi a primeira contratação da empresa e que Bezos chegou a descrever como a pessoa mais importante da história da Amazon. “Parecia-me um plano de negócios relativamente simples e com uma base de clientes óbvia.”


Kaphan viu nele alguém “muito esperto, afável e focado”, e com os contactos necessários para conseguir financiar eficazmente o projeto. Inicialmente, Bezos usou 10 mil dólares das suas finanças e, nos 16 meses seguintes, recorreu a 84 mil em empréstimos sem juros. Também pediu 100 mil aos pais, explicando-lhes que havia 70 por cento de probabilidades de a empresa falhar e não recuperarem o dinheiro.


Na primavera de 1995, Kaphan e um colega tinham conseguido terminar a primeira versão da página da Amazon, onde havia um logótipo concebido de forma algo amadora — um enorme A sobre um fundo azulado, com a imagem de um rio a serpentear — e a promessa de “um milhão de títulos a preços constantemente baixos”. Ele e Bezos enviaram então hiperligações da página a diversos amigos e familiares. John Wainwright, um antigo colega na Kaleida Labs, tornar-se-ia, sem o saber, o primeiro cliente. Anos mais tarde, a Amazon batizaria um dos seus edifícios em Seattle em sua honra.


“É sempre muito agradável fazer parte da história, por mais acidental que tenha sido”, admite Wainwright, atual vice-presidente da empresa de tecnologia Kollective, que ainda guarda o livro que comprou há mais de duas décadas. “Na altura estava feliz por poder ajudar o Shel. Só soube que tinha sido o primeiro cliente anos mais tarde.”


O negócio era ainda tão pequeno que, sempre que alguém fazia uma compra, ouvia-se o som de uma campainha nos computadores e os funcionários juntavam-se para ver se conheciam o comprador. Mas isso mudou muito depressa: tiveram de desligá-la ao fim de duas semanas porque não parava de tocar. Quatro anos depois, o número de clientes já superava os 13 milhões. Aproveitando a euforia em torno das empresas tecnológicas no final dos anos 90, Bezos alargou a oferta da Amazon à venda de música, filmes, artigos eletrónicos e brinquedos. A empresa sobreviveu ao rebentar da bolha do sector, em 2000 e 2001, e, indiferente ao ceticismo de muitos, expandiu-se a seguir à venda de programas informáticos, joalharia, vestuário, acessórios, artigos desportivos, peças de automóvel e muitos outros produtos. De uma livraria virtual transformou-se no retalhista de topo da internet e a principal plataforma para outros vendedores comercializarem os seus artigos — praticamente metade do que é vendido no site pertence a terceiros.


Redefiniu-se também como uma empresa tecnológica, disponibilizando, através da Amazon Web Services, serviços de computação em nuvem a clientes como o Instagram, o Netflix, a NASA, a CIA e até, durante algum tempo, a WikiLeaks. Entrou ainda no mercado dos dispositivos digitais, como o tablet Kindle Fire, concebido para ser um passaporte rápido para a coleção rica e crescente de conteúdos digitais da empresa — quase metade das suas receitas vem da venda de livros, música, programas de TV e filmes.


“Bezos é o mais impressionante e bem sucedido CEO dos nossos dias. Espanta-me constantemente a forma como ele reinventou a Amazon ao longo dos anos. Era uma livraria, depois um retalhista, depois uma empresa de computação, depois um fabricante de dispositivos digitais, e agora uma combinação de tudo isto mais uma empresa que está a indicar o caminho na inteligência artificial”, afirma Brad Stone, editor executivo na Bloomberg e antigo repórter do “New York Times”. “A Amazon já não é mais a loja de tudo, mas a empresa de tudo.”


Missionário ou mercenário?


Uma das chaves do sucesso da Amazon é a sua permanente obsessão com os clientes. “Inovamos começando pelo cliente e trabalhando ao contrário”, explicou Bezos à “Fortune”. Por exemplo, o empresário não olha a meios para oferecer o melhor negócio possível, garante Stone. Seja através da criação de um software que procura o preço mais baixo disponível na concorrência e o iguala automaticamente; seja usando subterfúgios para evitar pagar impostos sobre as vendas (só a partir de abril deste ano a multinacional passou a fazê-lo em todos os estados dos EUA); ou pressionando editores e fabricantes para espremerem as suas margens.


Para poder reduzir constantemente os preços que pratica, a empresa é também “incrivelmente frugal”, diz John Rossman, um antigo executivo. Enquanto concorrentes do Silicon Valley, como a Google, são conhecidas pelos mimos que oferecem aos trabalhadores (como comida grátis ou ginásio), os funcionários da Amazon pagam as refeições e ainda um valor pelo estacionamento nas instalações em South Lake Union. A multinacional não se destaca em termos de regalias e prémios de desempenho, embora tenha evoluído um pouco desde a década de 1990, quando Bezos — que vai para o escritório num velho Honda Accord de 1996, muitas vezes conduzido pela esposa — recusou oferecer passes de autocarro, porque não queria que os trabalhadores se sentissem pressionados a sair a uma hora razoável. Hoje, eles recebem um passe para o sistema de transportes públicos de Seattle.


A obsessão com os preços faz também com que a empresa opere com margens de lucro incrivelmente baixas (2%), para assim conseguir conquistar uma maior quota de mercado. A Apple, por exemplo, tem margens 10 vezes superiores: mais de 20%. “Há duas formas de construir uma empresa bem sucedida. Uma é trabalhar muito para convencer os clientes a pagar margens de lucro elevadas. A outra é trabalhar muito para poder oferecer-lhe margens baixas. Ambas funcionam. Nós estamos no segundo campo: somos a única empresa de tecnologia a funcionar com margens pequenas. Preferimos ter uma base de clientes muito vasta e margens baixas do que uma base de clientes muito curta e margens mais elevadas”, explicou o empresário à revista “Wired”.

Prodígio O mais que provável futuro homem mais rico do mundo quando tinha 10 anos (ao centro, atrás da placa, de calças azuis), na Escola Básica de River Oaks FOTO Cortesia escola básica de river oaks

Ao mesmo tempo, Bezos foi resistindo à pressão dos investidores para maximizar os dividendos, insistindo numa orientação a longo prazo para a empresa — os primeiros lucros só chegaram ao 10º ano de atividade. “Se tudo o que faz tem de resultar em três anos, então estás a competir com muitas pessoas. Mas se estás disposto a investir num horizonte a sete anos, então competes com uma fração dessas pessoas, porque muito poucas empresas estão dispostas a isso. Na Amazon, queremos plantar as sementes, deixá-las crescer. Somos teimosos na visão e flexíveis nos detalhes.”


Uma cultura de gladiadores


Para concretizar a sua visão, Bezos trabalha 65 horas por semana, viaja pouco e está constantemente ligado ao escritório. Nas reuniões, baniu as apresentações em Powerpoint, exigindo a todos narrativas de seis páginas, uma abordagem que diz fomentar o pensamento crítico. “Frases completas são difíceis de escrever. Têm verbos. Não é possível escrever um memorando de seis páginas, com uma narrativa estruturada, e não ter um pensamento claro.”


Superinteligente, focado no sucesso e obcecado com o detalhe, exige o mesmo nível a todos os que o rodeiam. Brad Stone descreve-o como uma pessoa charmosa e genuinamente bondosa, mas também com um temperamento implacável e um estilo de gestão demasiado duro e, por vezes, desumano. O autor diz que os funcionários vivem aterrorizados com as célebres “explosões” do seu líder — que incluem frases como “Porque estás a desperdiçar a minha vida?” e “És preguiçoso ou simplesmente incompetente?” — e com a possibilidade de serem despedidos.


Este ambiente agressivo e de intimidação foi posto a nu também numa reportagem do “New York Times” em 2015, que descreve a vida na empresa como pouco mais agradável do que num gulag soviético. Segundo o artigo, muitos funcionários são apanhados a chorar no local de trabalho. Queixam-se de serem encorajados a trabalhar demasiadas horas, a cumprir objetivos “insensatamente altos”, a confrontar colegas e a enviar feedback secreto aos chefes destes.


Bezos defendeu-se num e-mail enviado aos trabalhadores, onde acusa a reportagem de pintar “um ambiente de trabalho sem alma e distópico, onde não há lugar para a diversão e onde não se ouve nenhum riso”. “Não me reconheço nesta Amazon e espero muito que vocês também não. Não penso que uma empresa que adote a abordagem descrita pudesse sobreviver, quanto mais prosperar, no altamente competitivo mercado de trabalho da tecnologia.”


Apesar de muitos funcionários descreverem o que consideram ser “uma cultura de gladiadores”, vários outros admitem que o período que passaram na empresa foi o mais recompensador das suas carreiras. Uma vasta lista de executivos que saíram ao longo dos anos acabaram por regressar, um fenómeno descrito internamente por “bumerangue”. O milionário empresário insiste mesmo que esta cultura intensa é uma força, não uma fraqueza. Apesar disso, desde que foi publicada a reportagem, a multinacional já introduziu alguns benefícios, como um melhor programa de licença parental.


“Há aspetos da cultura da Amazon que acho profundamente desagradáveis: as suas práticas laborais, a destruição cruel de comerciantes mais pequenos, a adoração da disrupção criativa a qualquer custo — mas é difícil não ficar impressionado. O Jeff é incrivelmente inteligente e há uma qualidade implacável na sua inteligência”, diz James Marcus, empregado nº 55 da empresa. Jornalista e escritor, foi contratado em 1996 para escolher os livros que deviam aparecer na homepage e escrever pequenas resenhas dessas obras. Ficou cinco anos e recorda Bezos como uma “pessoa divertida e animada, que fazia perguntas invulgares” e que foi sempre “acessível e humano”, mesmo depois de se ter tornado multimilionário e um herói do empreendedorismo. “Ninguém gere uma empresa daquele tamanho sem se comportar às vezes como um imbecil. Raios, ninguém gere sequer uma banca de cachorros-quentes sem se comportar às vezes como um imbecil.”


Ellen Ratajak, uma das primeiras programadoras da empresa, reconhece que o empresário “tem pouca paciência para pessoas que ele acha que apresentam ideias estúpidas ou que estão mal preparadas” nas suas apresentações. “Nunca achei que ele fosse produtivo quando criticava alguém ferozmente.” Apesar desta crítica, a antiga diretora de IT da empresa assume ter “uma enorme admiração e carinho” pelo antigo patrão. “Sempre foi uma pessoa com princípios e carinhosa. Muitos dos que fizemos parte do início da Amazon tínhamos vários valores em comum com ele: nunca estávamos satisfeitos, estávamos sempre à procura de formas de inovar, de fazer crescer o negócio e de sermos mais eficientes.”


Com a cabeça na Lua


O extraordinário sucesso da Amazon permitiu ao empresário investir noutras áreas, como o seu sonho de exploração do espaço, um fascínio que tem desde os cinco anos, quando viu Neil Armstrong pisar a Lua. Em 2000, fundou a Blue Origin, que ambiciona tornar o turismo espacial mais acessível. “Se queremos realmente que qualquer pessoa possa ir ao espaço, temos de aumentar a segurança e baixar o custo. Essa é a missão da Blue Origin e estou superapaixonado por ela”, explica. Depois de muitos anos de avanços e recuos, a empresa parece finalmente pronta a descolar: espera transportar os primeiros turistas no próximo ano.

“Ninguém gere uma empresa daquele tamanho sem se comportar às vezes como um imbecil”, diz James Marcus, funcionário nº 55 da Amazon, sobre Bezos



O milionário admitiu recentemente que vende cerca de mil milhões de dólares em ações da Amazon por ano para financiar este projeto, onde concorre com empresasários como Elon Musk e Richard Branson. Uma das suas propostas é retirar toda a indústria pesada da Terra e levá-la para o espaço. “Precisamos de proteger o planeta e a forma de o fazer é irmos para o espaço. A energia aqui é limitada”, disse no ano passado durante uma conferência, onde falou da sua paixão pela ficção científica. Bezos teve mesmo uma curta aparição no filme “Star Trek Beyond”, causando sensação quando apareceu nas filmagens com nove guarda-costas e três limusinas — a Amazon gasta quase 1,5 milhões de euros por ano em segurança pessoal para ele e para a sua família.


Em 2013, investiu também na comunicação social, comprando o prestigiado mas em declínio “Washington Post”, por 250 milhões de dólares (mais de 220 milhões de euros), depois do negócio lhe ter sido proposto pelo anterior dono, Dan Graham. Bezos — que com 10 anos se deitava no chão da casa do avô a ver as audiências do caso Watergate, que celebrizou o “Post” — não regateou o preço. Para Dan Kennedy, professor da Northeastern University e autor de um relatório sobre a nova era do diário, o negócio não foi “um projeto de vaidade ou um investimento de prestígio” para o milionário. O seu objetivo é “tornar o jornal financeiramente saudável, de forma a poder sustentar um jornalismo de qualidade”. Algo que não demorou a conseguir: depois de anos a acumular prejuízos, a publicação conseguiu chegar aos lucros em 2016. Isto apesar de, entre outros investimentos, ter decidido reforçar a redação, que passou de 560 profissionais para mais de 700, estimando-se que possa chegar aos 750 ou 760 este ano.


Ao mesmo tempo, conseguiu transformar-se num jornal verdadeiramente nacional, capaz de rivalizar com o “New York Times”. “Bezos trouxe ao ‘Post’ uma mentalidade tecnológica e focada no consumidor”, destaca Kennedy. O diário operou uma verdadeira revolução digital, oferecendo muito mais conteúdos no seu site (cerca de 1200 artigos por dia), aumentando a velocidade de acesso, e criando novas apps e produtos digitais. Como consequência, os pageviews mensais mais do que triplicaram.


Na Escola Básica de River Oaks, numa época distante, o jovem Bezos era já um competidor feroz. Apesar do corpo franzino, era o lançador e uma das estrelas da sua equipa de basebol da Little League, eliminando pacientemente os adversários com lançamentos certeiros. Hoje, na vida empresarial, ele é o batedor sempre à procura do próximo home run. Por vezes, falha com estrondo, como quando, em 2014, tentou lançar o Fire Phone para concorrer com o iPhone. Mas os insucessos momentâneos não lhe travam a determinação. Ele volta a pegar no taco e a tentar de novo, sabendo que as possibilidades são ilimitadas. “No basebol, independentemente do quão bem batemos na bola, o máximo de pontos que podemos conseguir são quatro. Nos negócios, quando nos superamos, podemos marcar mil pontos”, escreveu há um ano numa carta aos acionistas da Amazon.


Na próxima tacada, Bezos — que em março testou, com sucesso, a primeira entrega pública com um drone — espera fazer a bola subir até ao espaço. Se alguém o pode conseguir é ele.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2328 - 10 de Junho de 2017

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