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domingo, 29 de janeiro de 2017

A Rua dos Brasileiros




A Rua dos Brasileiros 

 Artéria mudou três vezes de nome em menos de duzentos anos


 


A Rua de D. João IV tem menos de du­zentos anos. Pois, mas neste espaço de tempo, relativamente curto, já mudou de nome três vezes. Não fi­gura ainda, por exemplo, na chama­da planta de Costa Lima, elaborada em 1839. Mas, cinco anos depois, numa outra planta topográfica, a de Perry Vidal (1844) já aparece, embora apenas em esboço, seguin­do o traçado de um antigo e tortuoso caminho rústico que já lá existia desde tempos muito antigos.

O projeto inicial desta nova artéria previa que ela fosse de S. Lázaro à Cruz das Regateiras, na Rua de Costa Cabral, junto ao hospital do Conde de Ferreira. Tem, efetivamente, o seu início junto ao jardim de S. Lázaro, mas acaba na Rua da Alegria, junto ao monumen­tal edifício da Cooperativa dos Pedreiros. Logo no início, ou seja, junto ao jardim de S. Láza­ro, as obras só começaram depois da expro­priação dos pardieiros da antiquíssima viela dos Capuchos e do alargamento desta.

A viela dos Capuchos era uma artéria rela­tivamente curta e muito estreita que ligava o antigo Largo do Padrão das Almas, hoje simplesmente Largo do Padrão, com a entrada principal do convento dos frades capuchos de Santo António da Cidade (ver caixa) onde hoje está instalada a Biblioteca Pública Municipal. O nome de Padrão das Almas teve origem num cruzeiro do século XVI que existiu no lar­go e que era da invocação do Senhor do Amor Divino e Almas. Está agora no cemitério do Bonfim.

Quando a nova rua começou a ser cons­truída, do lado nascente havia campos de cul­tivo; quintas muradas "com suas vinhas e po­mares"; e extensos terrenos alagadiços de que nos ficou a memória na travessa do Poço das Patas, alusão a zonas alagadas onde predomi­navam aquelas aves.

Do lado poente começava a nascer, por essa altura, uma cidade nova. Atente-se, por exemplo, no traçado assimétrico das ruas des­te bairro, em flagrante contraste com as rue­las tortuosas do Porto medieval. Era a cidade do liberalismo que despontava e que viria a ser procurada, especialmente, por brasileiros "de torna-viagem" para aí construírem as suas residências apalaçadas muitas das quais per­sistem na Rua de D. João IV.

Mas onde surgiram as maiores dificulda­des durante os trabalhos de construção des­ta nova artéria foi quando se atingiu a zona do monte onde estavam as antigas instalações da quinta dos padres da Congregação do Orató­rio, a quinta dos Congregados.

Aquela congregação, como é geralmente sabido, tinha o seu mosteiro e igreja, em fren­te à antiga porta de Carros, junto à Praça de Almeida Garrett, de que apenas resta a conhe­cida e muito bonita igreja dos Congregados. E na parte alta da cidade oriental, por alturas do local onde agora confluem as ruas da Alegria e de D. João IV, possuía aquela comunidade religiosa uma brévia, ou seja, uma casa de repouso para onde os religiosos iam con­valescer de uma doença ou simplesmen­te repousar. Chamava-se a Quinta dos Congregados.

Logo a seguir à vitória do liberalismo e a consequente extinção das ordens religio­sas, a enorme propriedade foi posta à ven­da tendo sido adquirida por um dos tais brasileiros "de torna-viagem" de apelido Moreira, que logo a seguir à compra con­cedeu a exploração da enorme pedreira em que assentava a quinta a vários emprei­teiros que à medida que iam extraindo a pedra abriam espaço para a projeção da nova rua.

Havia no sopé da imensa mole rochosa da quinta dos Congregados um estreito ca­minho que começava na Rua da Alegria que ainda não estava completamente con­cluída, e que ia desembocar à rua que an­dava a ser construída.

Pois o tal Moreira, brasileiro de "toma-viagem", que não devia ser nada tolo, ofe­receu à Câmara parte dos seus terrenos da quinta dos padres da Congregação para, so­bre o velho caminho, se abrir uma rua que é aquela que hoje leva o nome do "bene­mérito": a Rua do Moreira, que mais tarde se prolongaria até à Rua de Santos Pousa­da. Quando a nova artéria estava já em adiantada fase de construção e, embora não concluída, foi finalmente aberta ao pú­blico, a Câmara deu-lhe o nome de Rua da Duquesa de Bragança, em memória de D. Amélia da Baviera, segunda mulher de D. Pedro IV que, como se sabe, depois de ter abdicado como imperador do Brasil, pas­sou a usar o título de duque de Bragança, lá tinha esta denominação em 1855. A rua só ficou concluída em 1875.

Logo a seguir à implantação da Repúbli­ca, houve uma tentativa de restauração da monarquia que passou à história como a "monarquia do Norte". Foi nessa altura que à Rua da Duquesa de Bragança se deu o nome de Rua dos Heróis de Chaves, em ho­menagem ao célebre combate que se tra­vou naquela cidade transmontanas no ano de 1912. Mais modernamente, a edilidade portuense voltou a alterar a nomenclatura da rua. Deu-lhe o nome do nosso rei D. João IV," o restaurador" que em 1646 pro­clamou Nossa senhora da Conceição pa­droeira do Portugal. •

História do convento dos Capuchos

O convento dos Capuchos, dos frades menores (an­toninos)
da província da Conceição, mais conheci­do por convento de Santo António da Cidade, foi fundado em 1783 no sitio de S. Lázaro, então arra­balde da cidade. O nome do lugar teve origem numa gafaria (hospital de leprosos ou gafos) que, no século XIV, para ali te­ria sido transferida de junto da igreja de S. Nico­lau onde fora fundado no século XIII. Com a extin­ção das ordens religiosas em 1834, o edifício do convento (foto) passou para a posse do Estado que nele instalou, primiti­vamente, o Ateneu Por­tuense; a Academia de Belas Artes, antecessora da atual Faculdade de Be­las Artes; o Museu Por­tuense que deu origem ao Museu Nacional de Soa­res dos Reis; e a Bibliote­ca Pública Municipal. Só esta hoje ocupa as anti­gas instalações do con­vento dos Capuchos.
O manancial da duquesa pertencia aos frades Capuchos
JORNAL DE NOTÍCIAS, 29JAN, 2017

sábado, 28 de janeiro de 2017

A EXPLOSÃO DA NOITE

PLUMA CAPRICHOSA


     CLARA FERREIRA ALVES



A EXPLOSÃO DA NOITE

Penso como é confortável a minha vida, e a vossa, deste lado do paraíso. E deixo de sentir o frio. E de me queixar


Uma explosão. E depois outra. Numa capital europeia às três da manhã, num pequeno hotel do centro, mais o género ersatz design italiano (quer dizer, ninguém sabe como apagar e acender as luzes ou controlar o ar condicionado e a TV) do que do género grande cadeia americana, ouvem-se as explosões entrar pelo sono e não se presta atenção. Um olho entreabre-se. Bater com as portas? Que diabo... Ouve-se um pandemónio. Batidas violentas nos quartos, passos no corredor, vozes, definitivamente, penso com indiferença, uma festa de bêbados de discoteca. Vou gritar com eles. Antes de gritar com eles começam a gritar comigo. Murros na porta como se a fossem arrombar. Abro e há uma chuva torrencial no corredor. Água a escaldar. Gente em cavalgada. Pego na carteira e no computador e telemóvel, não encontro nada na confusão, pego no casaco. Junto do elevador o ar está saturado de fumo branco. Um casal de chineses prepara-se para entrar e explico que em caso de incêndio devemos ir pelas escadas de pedra. Começamos a descer mas não se vê nada com o vapor branco. Não cheira a fumo, cheira a qualquer coisa queimada. Estupidamente, metemo-nos outra vez no elevador, que funciona e é rápido. Cinco andares. Os chineses e eu. Os outros foram no outro elevador. Pelo vidro, vemos os andares cheios daquela nébula branca e espessa. Penso nos meus pertences, condenados. Se estivesse num desses países do Médio Oriente teria tudo numa sacola, mais as botas dispostas ao lado da cama para fugir rápido durante a noite, em caso de. Ali, não se espera.

Na receção, um grupo de pessoas, uma dúzia, circula com ar aflito. Lá fora faz um frio medonho, dois ou três negativos. Ninguém sabe o que se passa até que um brasileiro, homem de negócios habituado a ficar no hotel, diz que rebentou qualquer coisa por cima do quinto piso, o último. Canos, talvez. Foi ele que deu o alarme. Chovia dentro do quarto, água a ferver. A caldeira? As caldeiras? No quinto piso ouvíamos o arfar das ditas, durante a noite, uma respiração pesada de máquina cansada. Faço as contas. Se são as caldeiras, o que é o fumo? Vapor de água, diz o brasileiro.

Decido ir recuperar as coisas enquanto a água não atinge os fios elétricos e o hotel começa a arder depois do curto-circuito. Faço mais duas expedições em elevador e enfio tudo na mala à trouxe-mouxe. Os livros pesam. Tenho de passar a digital. O quinto piso está apocalíptico. Encharcada, cega pelo vapor, entrei num filme de terror. Num quarto ao lado, uma brasileira grita desesperada por uma pessoa, o Guto, que ainda não acordou, pelos vistos. Está em pânico. Não a posso deixar ali. Com umas toalhas na cabeça, atiro a mala contra a porta do quarto, com toda a força. O Guto ou está morto ou está noutro lugar. Desandemos. O malvado Guto estaria em baixo, sentadinho num canto. Arrasto a senhora à força e descemos pelo elevador enevoado. Estupidamente. As portas são de vidro, podem partir-se. A escada está inoperacional. O hotel é em pedra, mármore, metal e vidro, nada de materiais inflamáveis. O rececionista, sozinho com este drama noturno, quase chora. Não se vê um bombeiro. Ele esqueceu-se de os chamar. Digo-lhe para colocar o hotel em black-out, sem luz, antes que os fios sejam atingidos pela água. Uns hóspedes protestam porque têm avião muito cedo, outros protestam porque têm reuniões de trabalho. Estamos sitiados por egoístas. Faz um frio de matar. Umas duas horas mais tarde, inteiriçados, somos removidos para outro hotel num táxi. No novo hotel, no meu quarto, estão dezasseis graus. O aquecimento não funciona porque aquela ala está em renovações. Estou a gelar num Deluxe (esse conceito esotérico) recém-terminado que cheira a tinta e vernizes por todos os lados. O vapor, ao menos, era quente. Lá fora a temperatura é negativa, não se pode abrir uma janela para respirar.

Um pesadelo, certo? Sem dúvida. Resolúvel. Penso nos refugiados das guerras que atravessam o mar nesta altura do ano em barquilhos, empilhados, amontoados em cima uns dos outros. A onda gélida, a tempestade, o naufrágio. Os gritos na escuridão. A última golfada. Os desaparecidos sem nome sepultados no mar. A mulher que deu à luz dentro de água, afogada com o filho nado-morto no Mediterrâneo. Penso nos que estão às portas da Europa, da Sérvia, da Macedónia, atrás dos muros e arame farpado dos Balcãs, nos que estão nos abrigos improvisados, tendas, barracas, plásticos, sitiados pela lama, a chuva, a neve, o inverno. Penso nos doentes, nos velhos, nas mulheres e nas crianças. Nos homens revoltados. Alguns dormem de pé, embrulhados em prata. Penso nos que vieram do terror, a explosão durante a noite, o bombardeamento, o ronronar maligno dos aviões, as bombas nos mercados e na beira das estradas, o caos, a matança, para atingirem a ponte levadiça da fortaleza Europa e por ali ficarem, meio dentro meio fora, na agonia da espera e da esperança. Penso como é confortável a minha vida, e a vossa, deste lado do paraíso. E deixo de sentir o frio. E de me queixar.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2309 - 28 de Janeiro de 2017

MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO


HÁ HOMEM
LUÍS PEDRO NUNES

MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO


O Instagram está a mudar a imagem do corpo feminino

FOTO Getty

É uma das imagens mais banais do Instagram e que concorre com fotos de taças de quinoa ou açaí à luz revigorante do amanhecer: uma mulher orgulhosa, em calçãozinho mínimo de treino, tira uma selfie de corpo inteiro no espelho enorme do ginásio. É preciso ter em conta que tal exige alguma técnica. Este tirar a foto sem ver o ecrã do telemóvel e aproveitar o momento em que ninguém está a ver para sorrir e intumescer os músculos no melhor ângulo e voltar a sorrir. Sim, o cansado trend #foodporn — que era basicamente a imortalização do momento antes de ceder a uma orgia incontrolada de consumo de calorias — deu agora lugar às pics de mulheres musculadas q.b. e cheias de autoconfiança antes de malhar. E no pós-treino também (“missão cumprida”). Nada de caparros, pescoços dilatados e bigodes a crescer como se via nos Jogos Olímpicos dos anos 70, à base de “bombas” de esteroides made in CCCP. É o cinzelado nas pernas e o esculpido na barriga. A saber: “escanzelado” deu lugar ao “forte”. O corpo da mulher é agora suposto ter aquele vale central que separa os lotes abdominais. E gémeos definidos apenas a exibir quando tal lhes é requerido. Falemos pois, sem preconceitos de género, um pouco sobre este tema.

Se não está dentro do assunto, acredite para já neste postulado: “O musculado é o novo magro feminino.” E sem abdominais nada feito. Esqueça o heroin-chic, as moças magras e adoentadas ou maquilhadas para parecer que estavam à beira de uma overdose. Agora, a exibir regularmente no Instagram e sujeito a aprovação da comunidade, o que está a valer é “saúde” atestada pelo GPS (ginásio), tendo como prova o IMC — Índice de Massa Corporal, o músculo. O six-pack. O xilofone feito de montículo de sofrimento, abaixo do estômago. E tudo se torna ainda mais extraordinário quando se pensa que conseguir abdominais definidos é mais difícil (muito mais, quanto sei) para uma mulher do que para um homem. Até porque há mesmo algumas que se vêm gabar de os ter recuperado poucos dias após o parto. O que para uma imensa maioria de mulheres se não é ofensivo é pelo menos absurdo.

Há 80 milhões de imagens carregadas no Instagram diariamente. Os hashtags agrupam tendências, e certas figuras conseguem reunir centenas de milhares de seguidores. Há termos como #fitinspiration (o hashtag aspiracional que une fit e inspiration) ou personal trainers femininas que têm centenas de milhares de seguidoras e se tornaram marcas rentáveis à conta dos seus abdominais. Cito, por exemplo, Michelle Lewin, “The Body”, uma morena que de certo ângulo parece redondinha e de outro parece um tanque de lavar roupa e que tem 10 milhões de seguidores.

(Pessoalmente, acho sempre que ficam muito bem no conjuntinho de ginásio, mas depois, de vestido e salto alto, quando se vê o quadríceps a elevar a minissaia, parecem mais guarda-costas. É — perdoem-me esta ousadia — pouco feminino. Posso dizer isto entre parênteses?)
O musculado feminino é, pois, o novo saudável e a imagem no Instagram é a validação, dado que as redes sociais são atualmente os juízes comportamentais da sociedade. E o mais extraordinário é que as mulheres, muitas delas de profissões liberais, quadros superiores, oferecem a sua aparência a comentários nas redes (nem que seja aos amigos) pelo lado musculado, aliás, que se mostra ligeiramente “talhado” (expressão culturista), e supostamente não perdem a feminilidade neste ato descomplexado.

Pode-se culpar apenas o Instagram por esta alteração da perceção do corpo? É óbvio que não. Mas não o menospreze. O “The Guardian” garante que são as redes sociais que estão a fazer com que as mulheres corram para os cirurgiões plásticos para reduzir o tamanho dos mamilos. Dado ser proibido exibi-los em fotos nas redes — têm de ser cobertos com uma marca preta —, quanto mais pequenos, mais se pode mostrar do seio. O resto é seguidismo. O corpo surge como uma entidade maleável dada a modismos que se podem gerir. O que se percebe a partir de determinados programas televisivos (sim, sempre as Kardashians as culpadas), mas que a cruel realidade irá acabará por desmentir. Por causa principalmente da genética, mas antes de mais porque só a persistência e uma dedicação fanática faz um corpo de formas redondas de 2015 passar para um seco e com abdominais em 2017. Ter 19 anos toda a vida é uma complicação do caraças.

Esta transformação corporal equivale também a um avanço territorial. Se, antes, nos ginásios, as mulheres estavam confinadas às “aulas de grupo”, esta mudança comportamental exigiu que avançassem para uma zona até agora só frequentada por certa espécie de homens, a dos pesos livres: onde estão os halteres, as barras, “onde cheira a testosterona”. Li algures que esta mudança foi “mais um passo na contínua emasculação masculina: depois de se sentirem ameaçados pelas mulheres inteligentes no local de trabalho, agora tinham de dividir máquinas de pesos com mulheres bem preparadas fisicamente”.

(Deixo apenas uma nota em nome de milhões de homens: querer uns abdominais definidos é uma luta perdida. Arranjem outro objetivo de vida.)
 

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2309 - 28 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado

A LAGARTIXA E O JACARÉ




   José Pacheco Pereira



E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado


Qualquer crise que ponha em causa uma medida governamental já anunciada e decidida é má para o governo tanto mais quanto os factores de crise venham dos seus parceiro de solução política. Não adianta dizer que quem vai acabar com a descida da TSU e pôr em causa a concertação social é de facto o PSD. Isto é uma verdade, mas uma grande responsabilidade vai para o BE e o PCP.

Admito que quando avançaram para contestar a baixa da TSU – uma mais que legítima objecção a uma medida que contém muitos riscos – não pensassem vir a ser encurralados pela decisão do PSD de votar com eles. Mas a verdade, é que o BE e o PCP já deviam saber que qualquer enfraquecimento do Governo é um muito maior enfraquecimento para a solução política em comum.

Por isso, independentemente da autonomia de decisões que é normal que tenham, existe uma condução política própria da solução governativa comum, que parece ser feita com os pés. É preciso ter em conta, que, com o PSD como está, se alguém apresenta uma moção para sair do euro e da NATO, o PSD às tantas aprova-a só para atacar o Governo.

Uma coisa é criticar a imprensa outra é contestar o seu direito

O curso das coisas com a Presidência Trump nos EUA é particularmente perigoso, porque revela uma crescente tendência autoritária. O modo como Trump se comporta é o de detentor da verdade, sabendo que está a mentir, mas impondo-se com o poder ou pura e simplesmente relativizando tudo, de modo que os "factos" soçobram para "opiniões". As opiniões podem coexistir e à cabeça são iguais face ao mercado da influência. Enfim, não é bem assim, mas podemos, para já, não ir mais longe. Mas os factos não são moles, são duros.

O caso do número de pessoas que apareceu na tomada de posse é exemplar. Trata-se de algo facilmente verificável, tanto mais quanto a desproporção com o precedente de Obama, é imediatamente visível em fotografias tiradas à mesma hora e do mesmo ponto de observação. Isso não impediu Trump de mentir, atribuindo-se o recorde de presenças e de audiências, não só nos EUA como no mundo. Nada disso é verdade, mas pouco lhe importa. Pega no seu porta-voz, agora porta-voz do Governo americano e do Presidente, e mandou-o reafirmar as mentiras e ameaçar os jornalistas com consequências, se continuassem, como neste caso, a dizer verdade…

Trump pode ter muitas razões de queixa da comunicação social, muitas aliás justas, mas atravessou toda a campanha eleitoral e agora os primeiros dias da Presidência a mentir sem qualquer pudor. Depois de ter chamado "nazis" aos serviços de informação, vem agora dizer que ninguém mais do que ele os estima. Faz o mesmo que já fez aquando das célebres declarações sobre o modo como "segurava" as mulheres, tendo no dia seguinte dito que "ninguém mais do que ele respeitava as mulheres". Vamos ver disto todos os dias e isto levanta um enorme problema para todas as pessoas, a começar por aquelas que têm que lidar com ele, chefes de Estado estrangeiros por exemplo.

Quanto aos jornalistas confrontados com esta imposição de mentiras flagrantes, "factos alternativos", começaram a fazer aquilo que deveriam ter feito durante a campanha: a titular as declarações de Trump com adjectivos como "falsas". Por exemplo, no New York Times: "Trump falsely hits media…", ou o Washington Post "Spicer [o porta-voz] makes easily disproved claims…". Claro que, como a guerra é com eles, os jornais e as cadeias de televisão aprenderam a lição de que nenhuma complacência pode haver com este comportamento, porque é o equivalente a uma forma de violência, de bullying.

Ted Cruz, Marco Rubio, Obama, Hillary Clinton todos tiveram de confrontar um Trump que mentia sobre eles e o que tinha feito com voz grossa e sem temer ser contraditado. Já nessa altura era possível prever para onde as coisas iam caminhar. Mas agora, Trump tem muito poder, é o Presidente do país mais poderoso do mundo, uma democracia consolidada e em muitas matérias exemplar. O que ele está a pôr em causa é que possa haver um espaço público democrático, onde se confrontam todas as opiniões, mas onde não se confrontam os "factos" com "factos alternativos", ou seja mentiras, como se tivessem o mesmo estatuto.

Primárias

Uma das poucas coisas que têm feito os partidos do mainstream para renovarem a sua ligação com uma base de apoio que inclui simpatizantes e eleitores além do aparelho partidário, é a realização de primárias abertas para além dos membros do partido. Esta é uma solução que tem tido sucesso, principalmente quando se trata de eleições competitivas. Foi o caso português no PS com o confronto Costa-Seguro, que deu a Costa um reforço de legitimidade, que, mesmo que atingido pelos resultados eleitorais legislativos, ainda sobrou para a construção da actual solução governativa. O mesmo está a acontecer em França, à direita e à esquerda, com resultados que não seguem as previsões feitas a partir da imprensa ou do aparelho.

Veja-se o caso do PSD. Como seria a campanha eleitoral interna e a sua repercussão na sociedade e no partido, caso, por exemplo, um confronto Passos-Rio passasse muito além do aparelho partidário e mobilizasse não só os membros e os simpatizantes, ou até os cidadãos, para quem não seria indiferente o resultado eleitoral, e qual a liderança do mais importante partido português.
REVISTA SÁBADO, 27JAN,2017 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

ESTA NOITE SONHEI COM POMAR

LINHA DO NORTE

ESTA NOITE SONHEI COM POMAR
 



         VALDEMAR CRUZ 


MURAIS Mandados tapar por ordem da polícia de Salazar, os murais de Júlio Pomar no cinema Batalha podem agora ser recuperados FOTO D.R.

Na verdade já nem me lembro bem se sonhei mesmo com Júlio Pomar durante as escassas horas de sono que antecederam o muito madrugador despertar necessário à escrita do Expresso Curto de hoje. Pode até alguém ter-me sugerido uma qualquer ideia da qual terá resultado uma associação à imagem do pintor. Para o caso é pouco relevante. O importante é partilhar uma hipótese que, a concretizar-se, essa sim, seria de sonho.

Dá-se o caso que, como foi já noticiado, a Câmara Municipal do Porto conseguiu por fim estabelecer um contrato de aluguer do até agora abandonado cinema Batalha. Será devolvido à atividade, pelo menos nos próximos 25 anos, mediante o pagamento aos proprietários de uma renda de 10 mil euros mensais. Para isso, vão ocorrer obras de requalificação do edifício, a cargo do arquiteto Alexandre Alves Costa. 


Um dos murais proibidos FOTO D.R.

Ora, de regresso à tal suposição de sonho, imaginário ou não, parece ser esta uma oportunidade única para resgatar a memória perdida do cinema Batalha, devido a um brutal ataque da polícia política do salazarismo.

A história já por aqui a contei noutra ocasião, mas vale a pena ser recordada. Em 1944, quando o arquiteto Artur Andrade projeta um novo cinema para aquela praça, além de incluir um baixo-relevo na fachada, de Américo Braga, resolve convidar um jovem de apenas 20 anos para pintar dois murais. Trata-se de Júlio Pomar, então a frequentar a Escola de Belas Artes do Porto por ter perdido todas as esperanças de fazer bom trabalho na Escola de Belas Artes de Lisboa. Pinta um mural principal com mais de 100 metros quadrados, muito inspirado nos festejos de S. João. Concretiza-o com recurso a andaimes e novas técnicas de pintura.

Inicia os trabalhos dos frescos em 1946. O maior ocupava uma parte relevante do 'foyer' principal do edifício e o mais pequeno fora pintado numa parede junto ao balcão do cinema. Na data escolhida para a inauguração do Batalha, 3 de junho de 1947, os murais não estavam concluídos. O pintor, com outros elementos do Movimento de Unidade Democrática, fora preso em abril por ordem da PIDE, a polícia política do regime de Oliveira Salazar. Apenas em outubro daquele ano, Pomar, de novo em liberdade, consegue rematar o trabalho.


Cinema Batalha FOTO RUI DUARTE SILVA

A história não acaba aqui. Os zelosos polícias defensores da moral e dos bons costumes, e muito em particular o presidente da Câmara de então, Luís de Pina, viram naquelas pinturas um perigoso ato subversivo. Não há notícia de que tenham rasgados as roupas ou ficado com os cabelos em pé, devido ao choque provocado pelos murais em personalidades tão sensíveis, mas a verdade é que, por ordem governamental, os murais são cobertos para serem afastados dos olhares dos portuenses, não se desse o caso de desencadearem um qualquer movimento subversivo da ordem estabelecida. Um fanático radical de direita, Luís de Pina via subversão em todo o lado, ao ponto de, contou um dia Artur Andrade, ter mandado substituir as letras dos puxadores das portas do cinema. Segundo a sua leitura enviesada, as letras "C" e "B", longe de significarem Cinema Batalha o que pretendiam era, sub-repticiamente, invocar um mirabolante "Comité Bolchevista".

Júlio Pomar chegou a receber uma carta através da qual o informavam que os conteúdos representados “tecem uma crítica social”. Em junho de 1948 os frescos eram mandados tapar pela censura salazarista e assim se perdia, pode dizer-se para sempre, o contacto direto com a criação singular de um artista em construção.

Quando se diz “para sempre”, é bom ter a noção da transitoriedade das eternidades. Rui Moreira, presidente da CM do Porto, tem agora a possibilidade de fazer reverter aquele despudorado ato censório de modo a devolver os murais à cidade. Júlio Pomar ainda está vivo e existem imagens da obra criada em 1946.

Pormenor de um dos murais FOTO D.R.
A conjugação de vontades pode fazer renascer o que, em boa verdade, quase nem viveu depois de ter sido dado à luz. Poderá estar nas mãos de Júlio Pomar fazer com que o sonho, afinal, se torne realidade.

Jornal Expresso Quinta - 26 de Janeiro de 2017

Júlio Pomar recupera frescos do Cinema Batalha mandados tapar por Salazar
Cinema Batalha

Image de Júlio Pomar recupera frescos do Cinema Batalha mandados tapar por Salazar
Foto: Miguel Oliveira
O presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, revelou que o pintor Júlio Pomar vai recuperar os frescos do Cinema Batalha, da sua autoria e datados de 1946, que foram mandados tapar por ordem de Salazar.  

“Recebi uma carta de Júlio Pomar a dizer que aceitava recuperar os seus murais, depois de ter sido desafiado e convidado por nós”, disse o autarca durante a Assembleia Municipal do Porto, realizada esta segunda-feira à noite.

Os dois frescos de Júlio Pomar – alusivos às festas de São João – começaram a ser pintados em 1946, tinha ele na altura 20 anos e frequentava a Escola de Belas Artes do Porto.

O maior tinha cerca de 100 metros quadrados, ocupava grande parte da área principal do edifício e foi feito com recurso a andaimes e novas técnicas de pintura. O mais pequeno foi pintado numa parede junto ao balcão do cinema, no andar superior.

No ano seguinte, em abril, o artista, hoje com 91 anos, foi preso com outros membros do Movimento de Unidade Democrática (MUD), de oposição ao regime salazarista, tendo por esse motivo o cinema sido inaugurado em junho com os murais inacabados.

Em outubro desse ano, o pintor, de novo em liberdade, concluiu os frescos, posteriormente mandados tapar por Salazar por entender que tinham conotações políticas dissonantes do regime.

Abandonado há mais de uma década e meia, o Cinema Batalha irá renascer em breve depois de a autarquia ter assumido um contrato de arrendamento por 25 anos e 10 mil euros mensais, o qual foi ratificado agora pela Assembleia Municipal.

No Batalha será criada a Casa do Cinema, que contará com projeção de filmes, investigação e história. O projeto de reabilitação do edifício estará a cargo dos arquitetos Alexandre Alves Costa e Sérgio Fernandez.

Construído na década de 1940 e classificado como Monumento de Interesse Público em 2012, o Cinema Batalha fechou duas vezes nos últimos 17 anos.

Propriedade da empresa Neves & Pascaud, o imóvel foi sala de cinema até 2000.

Manteve-se encerrado até 2006, quando reabriu como espaço cultural pelas mãos da Associação de Comerciantes do Porto (ACP). No fim de dezembro de 2010, a ACP acabaria por entregar as chaves do edifício devido a “prejuízos mensais avultados”.
 Porto 24, 7 Fev 2017, 12:15

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

La La Land: Melodia de Amor

La La Land: Melodia de Amor

Título original: La La Land 
De: Damien Chazelle

Com: Ryan Gosling, Emma Stone, Rosemarie DeWitt, J.K. Simmons

Género: Comédia, Musical

Classificação: M/12

Outros dados: EUA, 2016, Cores, 128 min.
 
Links: Site Oficial
Los Angeles, EUA. Mia (Emma Stone) tem um sonho: singrar em Hollywood e tornar-se uma estrela de cinema mundialmente conhecida. Ao mesmo tempo que insiste em mostrar o seu talento nos vários "castings" onde, por infortúnio, nunca é seleccionada, vai sobrevivendo à custa de um pequeno ordenado de empregada de mesa. Sebastian (Ryan Gosling), por seu lado, é um pianista prodigioso mas pouco valorizado que ambiciona ter o seu próprio bar, onde possa dar largas à paixão pelo jazz. Um dia, sem que o esperassem, os seus destinos cruzam-se e eles apaixonam-se perdidamente. Apesar do amor sincero e do esforço por incentivar os sonhos um do outro, aquela é uma cidade estranha, onde a competição e a busca individual pela fama geram inevitáveis obstáculos aos relacionamentos.

Com argumento e realização de Damien Chazelle – realizador do oscarizado "Whiplash - Nos Limites" –, "La La Land" transformou-se na maior vitória de sempre na cerimónia da Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood ao arrecadar os sete Globos de Ouro para que tinha sido nomeado: Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Actriz de Comédia ou Musical (Stone), Melhor Actor de Comédia ou Musical (Gosling), Melhor Realizador (Chazelle), Melhor Argumento, Melhor Banda Sonora e Melhor Canção Original. Para além de Stone e Gosling como protagonistas, o elenco conta com J.K. Simmons, Rosemarie DeWitt, Thom Shelton e ainda com a participação especial do músico John Legend. PÚBLICO

Trailer



Crítica Cinema
La La Land: o tempo não volta para trás

Uma celebração da paixão por um cinema que não volta mais, revendo o musical à luz do único europeu que o soube compreender, Jacques Demy.

Vamos lá pôr os pontos nos is: não, o musical não regressou, e não estamos perante uma nova era do género. O filme musical é uma relíquia de uma Hollywood que já não existe, e as muitas tentativas ao longo dos últimos anos não têm passado disso: tentativas mais ou menos felizes ou conseguidas de reavivar um género moribundo. Só por isso já dá vontade de gostar da terceira longa-metragem de Damien Chazelle: La La Land não quer ser mais do que um momento de nostalgia e homenagem, não quer reinventar nem recriar o género para os nossos dias.

É um filme que recupera a ideia de Los Angeles como “cidade dos sonhos”, do musical como conto de fadas romântico “boy meets girl”, ao mesmo tempo que sabe que tudo isso é irrecuperável. E que o faz, ainda por cima, não tanto a partir dos originais como a partir das derivações: La La Land olha para o musical de Hollywood pelo prisma do seu maior estudante e seguidor, o francês Jacques Demy, que sabia fazer musicais “à americana” sabendo que já não era possível fazer um musical “americano”.

Daí que, mesmo que aqui ou ali Chazelle recorde a elegância de Vincente Minnelli (no maravilhoso pas de deux na estrada) ou a energia de Stanley Donen e Gene Kelly (como no ballet final que arrisca, e falha, comparações com Um Americano em Paris), é Demy e o seu mote de que “no cinema é sempre tudo mais bonito”, que norteia La La Land. Desde logo na espantosa abertura que invoca o realismo transfigurado das Donzelas de Rochefort, mas sobretudo na lógica narrativa de um filme sobre dois aspirantes a estrelas, a actriz Emma Stone e o pianista Ryan Gosling (ela mais do que ele), e os seus encontros e desencontros pontuados ao ritmo das estações, contados com a melancolia de quem sabe que os sonhos não se concretizam todos dos Chapéus de Chuva de Cherburgo.
3,0 estrelas
Jorge Mourinha

Público 24 de Janeiro de 2017

Galeria

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

HOMENZINHOS

CINEMA


CONTOS AMARGOS DA JUVENTUDE

Ira Sachs durante a rodagem de “Homenzinhos”

Ira Sachs é um cineasta sensível, aberto aos movimentos do mundo e à fragilidade dos sentimentos. Debaixo do seu cinema naturalista, da banalidade do quotidiano em que se movem as suas personagens, há um olhar sobre os seres e as coisas sempre mais profundo do que a superficialidade dos planos. Não é falsa modéstia, que a nada levaria, antes um método de trabalho que se foi apurando de filme para filme (Ira tem sete longas-metragens) e que só quer estar à exata altura das relações humanas em jogo. Não é um cinema em que os planos ‘se notem’ — e também disso falámos com o cineasta numa breve conversa por Skype entre Lisboa e Nova Iorque. Em “Homenzinhos”, Jake e Tony, dois miúdos de Brooklyn, tornam-se amigos inseparáveis mal se conhecem, só que essa amizade é posta à prova com violência por um braço de ferro financeiro entre os seus progenitores. Há sempre problemas de dinheiro nos filmes de Ira Sachs, conta ele que “a economia e o capitalismo estão impregnados nas minhas personagens e esta é uma lente que eu não posso evitar” — tal como já se verificava em “Love is Strange” (2014). “Fingimos muitas vezes que estamos acima do dinheiro. Mas não estamos e é a esse drama que as minhas personagens vão parar.” E, no entanto, estes little men de Sachs, Jake e Tony, defendem-se da agressão, “estabelecem uma frente unida contra o mundo dos adultos”, acrescenta o norte-americano. “Há sempre crianças ou pré-adolescentes a olharem para o mundo que eu descrevo. Atrai-me o desprendimento e a frescura desse olhar anterior às dores do que significa ser adulto.” O cinema de Sachs tem também uma musicalidade e um ritmo que sabe dar tempo ao tempo e em que o suspense depende não da ação, mas das considerações morais que nos vamos colocando. Na guerra dos adultos, quem tem razão? “Não me incomodo que o espectador se sinta um pouco perdido no início da história. O que me importa é que, no fim, ele sinta que foi trazido ‘para dentro’ do filme, que faz parte da minha orquestra de câmara. Estruturo as cenas como passagens intermédias, meios-tons. As minhas cenas tendem a não ter início nem fim. Funcionam como ‘chamamentos’. Ora, eu acho que isto desestabiliza a audiência mas gera uma afetividade. O espectador tem de trabalhar para encontrar o seu próprio lugar no filme e esse trabalho, no fundo, é um pacto de intimidade que se gera.” Sachs discute as cenas individualmente com cada ator e nunca faz ensaios (“mas um dia de rodagem está cheio de ensaios, a câmara não para...”). Sublinha que os dois miúdos são tão bons como os melhores atores profissionais com quem trabalhou. No set, absorveu deles o que é irrefletido e espontâneo. “Às vezes penso que não estou muito longe do psicanalista: ouvir é tão ou mais importante do que falar. Gosto dessa distância, de suprimir o que vem de mim e esquecer o guião que escrevi [de novo coassinado com Mauricio Zacharias]. Penso muito numa frase de W. H. Auden em que ele diz que um artista tem a obrigação de remover da sua obra tudo aquilo de que sente orgulho. É que o orgulho vem sempre de nós próprios. E eu acho que um filme deve ser feito com os outros, para os outros.”
 
Francisco Ferreira 

Tony (Michael Barbieri) e Jake (Theo Taplitz)

HOMENZINHOS

De Ira Sachs
Com Theo Taplitz, Michael Barbieri, Greg Kinnear (EUA/Grécia)
Drama M/12



Na edição em que fizemos o balanço de 2016, pusemos em relevo o eclipse do cinema americano, que pouco ou nenhum lugar encontrou nos nossos tops de fim de ano. Essa crise de representação não se resolveu entretanto, mas os primeiros sinais que nos chegam de 2017 apontam, pelo menos, para a sua atenuação. Que sinais são esses? Os que são dados pelo novo Sachs (“Homenzinhos”), onde — com uma prodigiosa simplicidade — se coreografa o início e o fim de uma amizade. Não é aliás por acaso que o filme arranca sob o signo da morte, com a notícia do falecimento do avô de Jake, um tímido rapaz de treze anos, cujos pais decidem mudar-se para o apartamento de Brooklyn que o defunto lhes deixou em herança. Quem à chegada os recebe é uma figura que cedo se tornará o melhor amigo de Jake, a saber: um desenvolto rapaz de origem chilena, cuja mãe vive à custa da loja de roupa que arrenda aos pais do protagonista. Eis a base de um filme que, daí em diante, seguirá num registo naturalista e minimalista a evolução da amizade dos miúdos, que, sem nada forçar, a câmara vai surpreendendo em situações que só se destacam pela sua normalidade. Basta, porém, reparar nos presságios de morte que Sachs vai cultivando na narrativa (veja-se a conversa em que o pai de Jake lhe diz que ele tem de se habituar a “perder coisas”), para compreender que o mundo que aqui se projeta luta contra uma permanente ameaça de extinção. E, de facto, depressa se percebe que algo conspira contra a relação dos rapazes: os problemas de dinheiro que nascem entre os pais. Mas, o que é notável, aqui, é o modo como Sachs evita a pieguice, usando criteriosamente as elipses, não só para efeitos de economia narrativa, mas também para preservar a intimidade das personagens. De onde vem, então, a tristeza desta prosaica história de coming of age? Do consabido segredo que, com uma imensa sensibilidade, ela nos sussurra ao ouvido: aquele que nos diz que, passando o tempo, tudo se desfaz. Sublime.
Vasco Baptista Marques

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2308 - 21 de Janeiro de 2017

domingo, 22 de janeiro de 2017

A Rua de Sobre-o-Douro


A Rua de Sobre-o-Douro


Por onde se ia antigamente da Cordoaria a Massarelos 



Pinho Leal, o autor do sempre muito citado "Portugal antigo e moderno", ao escrever, nesta sua obra, acerca de Massarelos, disse isto: "há aqui em terreiro, à margem do rio, com uma alameda formada de árvores seculares e, próximo dela, fica a bonita resi­dência do senhor barão de Massarelos, ten­do em frente a ótima fábrica de fundição de ferro do mesmo nome, que é de uma com­panhia".

O leitor, que se interessa pela história do Porto, já descobriu, sem grande dificuldade, que o tal terreiro a que se refere Pinho Leal é, nada mais, nada menos, do que a atual Ala­meda de Basílio Teles; e que da "bonita resi­dência do senhor barão de Massarelos" res­ta hoje o edifício onde, nos idos de quarenta do século passado, funcionou a Legião Por­tuguesa e funcionava um restaurante, ainda há pouco tempo. A célebre fundição é dos nossos dias. O lugar onde ela laborou está hoje ocupado pela loja de um supermerca­do.

Bom, tudo isto vem a propósito de uma pesquisa que eu andava a fazer acerca da ori­gem da palavra Massarelos. Constatei que se trata de um problema que desde há muitos anos ocupa as preocupações de muitos his­toriadores, mas sem qualquer resultado po­sitivo. O enigma mantêm-se.

Massarelos, toda a gente o sabe, foi terra de marinheiros, embarcadiços, pescadores, mestres e pilotos das naus das índias e de ou­tros quadrantes. Basta percorrer as ruas pi­torescas do casco histórico da freguesia, jun­to ao rio, para descobrir nelas os símbolos de fé das gentes ribeirinhas de antigamente de que, na Rua da Fonte de Massarelos, o Senhor dos Aflitos, com seu belíssimo alpendre, é o exemplo mais relevante.

Ora, quando ainda não havia a Rua da Res­tauração - que só começou a ser construída em 1828, durante o reinado de D. Miguel, e por isso se chamou, inicialmente, Rua de D. Miguel -, quem quisesse subir do tal terrei­ro de Massarelos para a Cordoaria tinha que utilizar a velha estrada de Sobre-o-Douro, de que resta um pequeno troço a que hoje se dá o nome de Rua de Sobre-o-Douro.

Tentemos reconstituir esse itinerário, mas ao contrário. Imaginemo-nos romeiros do Senhor de Bouças, que era como, antiga­mente, se designava o Senhor de Matosi­nhos; que estamos a sair do vasto campo da Cordoaria, o velhíssimo campo do Olival, e queremos rumar ao santuário do Senhor de Matosinhos. Tomávamos, a poente da Cor­doaria, a antiga Rua dos Fogueteiros, hoje de Azevedo de Albuquerque; subíamos a íngre­me e estreita ladeira que dava pelo nome de calçada dos Carrancas e chegávamos à em­bocadura da Rua da Bandeirinha, por onde continuava o caminho.

Abramos aqui um breve parêntesis, para explicar a origem do topónimo calçada dos Carrancas, atrás citado. Porque era ali que esta conhecida família portuense tinha, inicialmente, a sua residência. Em 1850, o sítio onde confluíam as ruas dos Foguetei­ros e da Bandeirinha sofreu profundas al­terações, para se construir o atual Largo do Viriato. O palácio dos Carrancas foi demo­lido e a família mudou-se para a sua nova residência na antiga Rua dos Quartéis, hoje de D. Manuel II.

Descida a Rua da Bandeirinha, entrá­vamos na velha estrada de Sobre-o-Dou­ro, cuja designação não precisa de ser ex­plicada, pois define-se a si mesma. Era, digamos assim, uma espécie de compri­da varanda debruçada sobre o rio de que tomou o nome. Não consegui averiguar desde quando existe este nome de Sobre-o-Douro na toponímia portuense.

A referência mais antiga que encontrei consta em documentos do século XVIII (1770) existentes no arquivo da Santa Casa da Misericórdia do Porto, onde vem refe­rida a existência da casa do cais de Sobre-o-Douro, "mandada edificar pelo fidalgo José Pinto da Cunha Saavedra, de Provesende". Trata-se da conhecida Casa do Cais Novo, que serviu de entreposto para a comercialização dos vinhos oriundos das propriedades daquele fidalgo e que eram vendidos para o Brasil.

A velha estrada de Sobre-o-Douro cor­ria a norte das instalações do extinto con­vento da Madre de Deus de Monchique, de religiosas da Ordem de S. Francisco. Dela restam, somente, na memória topo­nímica da cidade, duas pequenas serven­tias: a rua e calçada de Sobre-o-Douro. A calçada é, como facilmente se adivinha, uma consequência da rua que a abertura da Rua da Restauração separou.

A parte inferior da calçada ligava, diretamente, ao cais das Pedras, antiga praia dos Insurretos, onde os pilotos da Confra­ria do Corpo Santo de Massarelos quei­maram uma bandeira espanhola, em si­nal do protesto pela integração dos bar­cos daquela Irmandade na chamada In­vencível Armada filipina.

Era aqui, junto ao cais das Pedras, que, com toda a probabilidade, começava a es­trada romana que seguia para Braga e As­torga pela atual Rua de Entre Quintas.


A história do mosteiro de Monchique

Por meados do século XVI, o fidalgo Fernão Coutinho e a sua
mulher, D. Beatriz de Vilhena, instalaram-se no bairro de Miragaia, que ficava, então, da parte de fora da Muralha Fernandina, e aí construíram a sua opu­lenta residência. Foi este casal que, em promessa, mandou construir o mos­teiro da Madre de Deus de Monchique, de religio­sas da Ordem de S. Fran­cisco. Foi o único con­vento do Porto a ser construído pela iniciativa particular. Depois da ex­tinção das ordens reli­giosas, em 1834, as an­tigas instalações monás­ticas passaram à posse de privados e o edifício ainda mantém em razoá­veis condições de pre­servação significativos vestígios do velho mos­teiro, como é o caso do pátio (foto) e a entrada principal da igreja, que era manuelina.

Camilo celebrizou o convento no seu livro "Amor de Perdição"
 JORNAL DE NOTÍCIAS, 22 Jan, 2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL

HÁ HOMEM
      LUÍS PEDRO NUNES



DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL


O nível de barbárie dos motins de Manaus atingiu um novo patamar

foto Ueslei Marcelino/Reuters
Na noite da passagem do ano, numa prisão de Manaus, fações rivais do tráfico de droga resolveram fazer um ajuste de contas. A Família do Norte (FdN) do Amazonas e o Comando Vermelho (CV) do Rio atacaram o PCC (Primeiro Comando da Capital, de São Paulo). O que se passou dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim e que fez 56 mortos foi de uma barbárie como nunca antes tinha visto na minha vida — e já vi muita coisa. Como o sei? Os traficantes fizeram o favor de filmar tudo e colocar na net para que se pudesse ver em pormenor (cometi o erro de o fazer). O ano de 2017 começou com algo de novo, ao nível de violência.

Ainda há pouco tempo a discussão andava à volta de como a presença de uma câmara de televisão podia condicionar a realidade. Atualmente nem se começou a refletir de que modo essa mesma realidade fica amplificada pela presença de telemóveis a gravar vídeos. É que há uma diferença em relação ao grau de violência sobre o que se passou em Carandiru em 1992 — que é uma intervenção policial a tiro na casa de detenção de São Paulo.

Modifica o real? Afinal, em 2016, na Turquia, o Presidente conseguiu deter um golpe de Estado ao ligar para a televisão via FaceTime. Muitos ficaram convictos de que a cara de Erdogan ali junto à pivô teve um impacto que a voz via telefone não teria tido.

Voltemos a Manaus. A imagem que sobressaiu foi a selfie postada no Facebook de um preso que escapou: “Na fulga (sic) da cadeia.” A foto tornou-se viral e um meme que ultrapassou o interesse sobre o massacre que decorria em Manaus — e que causou réplicas noutras prisões. Que levou mesmo à demissão de um membro do executivo federal que defendeu que os traficantes se deviam matar todos uns aos outros para poupar dinheiro ao Estado.

As imagens que as TV passaram — e bem — foram as de sempre. Familiares junto à prisão preocupados ou a chorar, polícia especial a mandar sair do perímetro à bruta, e conferência de imprensa a relatar números de mortos do ajuste de contas e, do lado internacional, o realçar das condições de sobrelotação nas prisões brasileiras.

Mas ainda não se tinham passado dois ou três dias e já estavam disponíveis na net os vídeos feitos pela fação vencedora (que aproveitaram também para matar violadores e outros menos queridos no sistema prisional). Cometi o erro de os ver. Fi-lo da mesma forma que vi um ou outro do Daesh a executar prisioneiros. Ou os primeiros da Al-Qaeda.

Curiosamente, decorria em Portugal uma pequena polémica no Facebook e que tinha que ver com o facto de a SIC Notícias estar a passar em loop as imagens do miúdo agredido por um grupo de mânfios. Falou-se em “banalização da violência”. Repetir sem critério as imagens pode retirar-lhes o valor e a carga que elas intrinsecamente têm. Quanto a banalizar... enfim. Basta ligar para a MTV e ver um episódio de “Ridiculousness” onde passam seleções de centenas de milhares de vídeos daqueles. Achar que a TV dos adultos é uma zona sanitária higienizada só serve a (boa) consciência dos pais.

Em Manaus, os traficantes fizeram mais do que matar os rivais. Atuaram para o vídeo. Vi apenas uns três e só parcialmente. Mesmo assim fui perseguido por essas imagens, que ultrapassam filmes gore ou relatos dos cartéis mexicanos. Numa das conferências de imprensa, já tinha ouvido que não desligaram as videocâmaras da prisão intencionalmente. Para que ficasse registada a ação.

Os homens cantam e gritam vitoriosos junto a corpos decapitados e alinhados. Um agarra uma mão de um dos mortos (na qual já lhe faltam dedos) e diz: “Faz adeus, faz”. Há várias cabeças perfiladas num pequeno muro. Com uma faca, um indivíduo vai apresentando e batendo com a lâmina nas testas. Noutro vídeo — o pior — estão a abrir os corpos e a arrancar os corações. Estranhamente não há sangue, parece um matadouro e o ato de limpeza e desmembramento de carne em talho. Há um momento em que um traficante extirpa o coração de outro para dentro do balde e o tipo, feliz, mostra o conteúdo e conta os corações humanos que estão lá dentro. Há gritaria e insultos ao Comando Vermelho e aos cadáveres que ali estão, já destituídos de cabeça e coração. Não há aqui religião nem guerra de civilizações. Apenas luta territorial de traficantes.

A questão que se pode colocar é se este nível de barbárie teria sido atingido sem a presença de um gadget a filmar. Por muito que não se fale no assunto — e bem —, os vídeos circulam. Subiu-se um degrau para um novo patamar de violência que se desconhecia. Graças aos telemóveis que temos nas mãos. Nunca imaginámos.

Já há um funk a glorificar o massacre:

“Aqui é o crime organizado tá tudo monitorado fechado aos aliado, represento o nosso estado/ decretado o poder a ordem vou te dizer foi batido o martelo pra torar os PCC/ para quem pagou de doído sente o poder da família/ aqueles que conspirou traíram a família/ o bagulho foi mais doido, se batendo igual galinha/ foi troca de tiro, polícia não peitou/ É a família do Norte botando o maior terror/ Nós aqui é pelo certo e não aguenta safadeza/ Foi mídia no mundo todo arrancamos várias cabeças/ Um aviso eu vou dar então fica ligado/ Somos da FDN e CV lado a lado”

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2308 - 21 de Janeiro de 2017

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Combater Trump todos os dias

A LAGARTIXA E O JACARÉ
 




José Pacheco Pereira

Combater Trump todos os dias



Trump trouxe aos "liberais" americanos aquilo que nos anos recentes nunca tinham conseguido ter: uma grande causa, uma causa unificadora, uma causa de mobilização. Também neste sentido Trump já mudou e muito a política americana. Os "liberais" americanos, e debaixo deste chapéu eu incluo por razões de simplicidade tudo – e o "tudo" nos EUA é muita coisa, da ala mais à esquerda do Partido Democrático, até uma plêiade de movimentos entre o lunático e o extremista, com as causas mais impossíveis de imaginar –, vão conhecer tempos muito favoráveis à acção política, o que é menos contraditório do que possa parecer depois da enorme derrota que foi a eleição de Trump.
 
2. A derrota de Hillary Clinton ficará com Hillary Clinton e com o modo como ela fez política com o apoio do establishment financeiro e muita, muita ambiguidade em questões essenciais. É verdade que Obama ficou atrelado à sua derrota, assim como o Partido Democrático, mas ambos, em particular o primeiro está rapidamente a descolar dos resultados eleitorais para uma vida política própria pós-presidencial, muito mais activa do que foi comum com os seus predecessores. Aqui, de novo, há um efeito de mobilização, entendida quase como obrigação ética e política, contra Trump. Quanto à honra perdida dos Democratas, só Bernie Sanders a minimiza, assim como alguns congressistas que já declararam uma oposição frontal a Trump por boas razões, como o seu racismo.

3. Trump está inclusive a quebrar o habitual "respeito" e reserva que tem existido com um homem que, para todos os efeitos, foi eleito Presidente. A palavra de ordem "combater Trump todos os dias" que começa a aparecer nas paredes americanas é o reflexo de uma recusa de legitimidade sem um dia de tréguas. Há dois factores que explicam essa deslegitimação de Trump. Um, mais controverso, é o facto de ter perdido no voto popular por milhões; outro é a interferência russa nas eleições.

4. No primeiro caso, o sistema eleitoral americano tem uma sólida justificação para o voto pelo colégio eleitoral, que emana das circunstâncias da génese dos EUA e da sua realidade federal. Faz parte do mecanismo de equilíbrios entre a soberania popular e o voto directo e a necessidade de garantir uma representação estadual, num país em que os estados originais eram praticamente países independentes e teve uma guerra civil entre outras coisas pelos "direitos dos estados". Pode ser que seja necessário mudar, se se começar a assistir a discrepâncias acentuadas entre o voto directo e o voto colegial, mas não será fácil. O que é interessante é que Trump, até ganhar as eleições pelo voto colegial, era um seu grande crítico.

5. Porém, não é daqui que emana o principal factor de deslegitimação, mas sim da muito bizarra ecologia das eleições, na qual se acentua a interferência da desinformatzia russa. Não foi o único factor, mas é evidente que forneceu, junto com uma comunicação social irresponsável e a actuação perturbadora de algumas autoridades americanas como o FBI, um factor de permanente momento para Trump e colocou sempre Hillary Clinton à defesa. A sombra da interferência russa é um veneno de que Trump não se conseguirá livrar, tanto mais que parece consistente com a realidade de que uma aliança de facto com Putin existe.

6. Quem tenha assistido à última conferência de imprensa de Trump percebe cada vez melhor o gigantesco problema que vai ser uma Presidência Trump, e os riscos que vai suscitar por todo o lado, inclusive o agravamento da situação internacional. Como já disse e repito, Trump é um revolucionário, não é um reformista. Há quem não goste do uso dessa palavra para designar Trump, mas ela aplica-se-lhe inteiramente. Trump não é um conservador inscrevam estas palavras a ouro na vossa cabeça. Comparar Trump a Reagan é ridículo para não dizer outra coisa. Reagan não chegou à presidência vindo do tipo de negócios que Trump faz (e vai continuar a fazer), nem transitou de actor de filmes de série B para a Casa Branca (muito melhores do que qualquer reality show). Teve uma longa carreira sindical e política, nem toda feita à direita, controversa, mas suficientemente reveladora para o KGB o seguir com muito interesse durante muito tempo, ainda era inimaginável que pudesse ser Presidente. O seu dossiê nos serviços secretos russos era volumoso e foi parcialmente publicado. Imagino que o de Trump não será certamente da mesma natureza.

7. Contrariamente ao que se diz, Trump vai tentar mesmo fazer o que prometeu, e por isso a resposta boa (da democracia e do primado da lei) e má (do "sistema") vai ser de confrontação e não de acomodação. Já há claros sinais disso no conflito que tem com os serviços de informação, e que não se resolve apenas fazendo nomeações políticas, que podem até agravar a situação. Mas, um pouco por todo o lado, na política internacional, na política interna, na política de segurança, na política social, os homens de Trump ou vão abjurar das suas posições, como já se passou em audições no Congresso, ou vão encontrar um boicote sistemático dos corpos que vão liderar, militares e civis. Trump vai espernear e tentar resolver à força esses conflitos, mas enquanto não conseguir mudar a composição do Tribunal Constitucional, e em bom rigor de todos os tribunais, que tem poderes consideráveis, acabará a caminho de um impeachment.

8. Nessa altura se perceberá o outro risco para a democracia americana que é o vice-Presidente Pence.
Revista SÁBADO, 20 JAN, 2017 

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Silêncio

Silêncio


 Título original:Silence
Género:Drama, Histórico
Classificação:M/14
Outros dados:MEX/EUA/TAI, 2016, Cores, 161 min. 
Portugal, 1633. Quando a Companhia de Jesus recebe a notícia de que o missionário Cristóvão Ferreira teria renunciado publicamente à Fé Cristã, Sebastião Rodrigues e Francisco Garrpe, dois dos seus discípulos mais fiéis, decidem partir para o Japão para o confirmar. Depois de uma longa viagem, os dois sacerdotes deparam-se com um país empobrecido e com uma população subjugada ao regime Tokugawa, que proibiu o Cristianismo ou quaisquer influências europeias no Japão. Ali, eles vão assistir a perseguições e todo o tipo de crueldade em relação aos cristãos, impedidos de qualquer demonstração de fé em Jesus Cristo…
Este drama histórico foi realizado por Martin Scorsese (“Taxi Driver”, “O Touro Enraivecido”, “Tudo Bons Rapazes”, “Kundun” ou, mais recentemente, “O Lobo de Wall Street”), alguém que estudou para ser padre num seminário e acabou por se virar para o mundo do cinema. O Cristianismo sempre esteve presente na sua obra, sendo o expoente máximo disso “A Última Tentação de Cristo”, o polémico filme de 1988. "Silêncio" baseia-se no “best-seller” homónimo escrito, em 1966, pelo japonês Shusaku Endo (que, com esta obra, recebeu o prestigiado Prémio Tanizaki). O elenco conta com Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson, Tadanobu Asano, Issei Ogata, Shinya Tsukamoto, Yoshi Oida Yosuke Kubozuka, Ryo Kase e Nana Komatsu, entre outros. PÚBLICO


Trailer

Crítica Cinema
Os sons do silêncio

Pode-se gostar, ou não, do novo filme de Scorsese, Silêncio.. Mas é difícil não reconhecer nele um dos poucos cineastas ainda capazes de resgatar o cinema da obsolescência anunciada.
 

4,0 estrelas 



Talvez a principal questão que rodeia Silêncio seja exterior, prévia, ao filme. É, sequer, possível, nos nossos tempos de ruído constante, estarmos abertos a um filme chamado Silêncio, cujo conflito essencial é um conflito interior, invisível, de um homem com a sua fé? (Diríamos que sim; é não só possível como imperioso.) Durante a projecção à imprensa, não foram poucos os que abriam regularmente o telemóvel para ver ou responder a mensagens; sinal de que estariam maçados com o filme de Martin Scorsese (para o que, é certo, não seria preciso abrir o telemóvel...) ou que o mundo exterior os impedia de se concentrar no que estava ali, à sua frente.

Pode, é certo, parecer um pequeno fait-divers, mas a sua aparente irrelevância vai directamente à essência do que faz de Silêncio um filme importante. É que, goste-se ou não, Silêncio exige uma entrega que talvez já não seja possível hoje, uma reclusão impiedosa perante o cinema visto em sala como altar de devoção. É um filme que remete para, e pertence a, uma outra era do cinema (americano, mas não só). Nesse processo, acredita que, através de meios puramente audiovisuais, é capaz de abrir uma janela para o espectador habitar outros mundos, outras personagens, e de nelas encontrar algo que ressoe com a sua própria existência quotidiana. E não faz cedências absolutamente nenhumas nesse processo: Silêncio é Martin Scorsese a jogar num tabuleiro que ele próprio definiu. Como quem diz que há coisas que não são para quem quer, nem para quem pode, mas para quem sabe.

Sabe-se que Silêncio era um projecto de longa data do realizador, que o transportou durante quase 30 anos até finalmente o concretizar. Uns dirão que Scorsese já não tem unhas nem alma para esta guitarra, depois de ter sido “ignorado” por Hollywood pelos seus grandes filmes e finalmente aclamado por obras menores, mais convencionais, como The Departed, A Invenção de Hugo ou O Lobo de Wall Street. Mas este é um filme de quem já não tem nada a provar, e que não quer provar nada; apenas levantar interrogações que o perseguem desde sempre, sem por isso forçosamente lhes responder. Para quem esperava de Silêncio um filme “oriental” — e, sim, há aqui e ali um toquezinho de Kurosawa —, a verdade é que o filme vai numa outra direcção, muito mais próxima da “nova Hollywood” dos anos 1970 que o revelou: uma versão contemporânea de uma estética clássica, um filme de guerra moderno transplantado para um campo de batalha espiritual. Como se os seus heróis fossem soldados por trás das linhas do inimigo em busca de um homem perdido; em vez de comandos aliados numa missão suicida, padres jesuítas enviados para um Japão em plena purga da religião ocidental. A história do “resgate do padre Ferreira” tem qualquer coisa do Apocalypse Now de Coppola — uma viagem ao coração das trevas, menos agressivas mas mais insidiosas, que não por acaso é iniciada pelo meio do nevoeiro, com Andrew Garfield a fazer as vezes de Martin Sheen.

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