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domingo, 26 de fevereiro de 2017

Os cruzeiros da cidade



Os cruzeiros da cidade 


Espalhados pelo tecido urbano, eram verdadeiros símbolos da religiosidade popular


Um atento (e fiel, pois então!) leitor destas crónicas pretende saber qual a origem e procedência de um obelisco e de uma série de cruzeiros que há tempos encon­trou no adro da Igreja de Santo Ildefonso.

 


É uma boa questão, porque nos remete para um período em que a população do Porto, com maior ou menor convicção, par­ticipava intensamente nas práticas religio­sas.

Era um tempo (séculos XVIII/XIX) em que em algumas ruas se rezava o terço, em voz alta, com os vizinhos, de casa para casa. Periodicamente, as ruas da cidade eram percorridas por imponentes procissões, a par de muitas outras devoções, como as vias-sacras.

Mas vamos por fases. Primeiro ponto, o obelisco. Esteve, inicialmente, numa espé­cie de logradouro, com varandim e tudo (atente-se na foto), que existia ao cimo da escadaria de acesso à igreja de Santo Ilde­fonso, de antes do arranjo que criou os es­tabelecimentos hoje existentes e que ficam mesmo defronte da rua de 31 de Janeiro.

Não se sabe qual foi a intenção que pre­sidiu à colocação do obelisco naquele local, na véspera de Natal do ano de 1794. Houve quem relacionasse a inauguração da colu­na com a abertura, por essa altura (1794/1795), da rua de 31 de Janeiro, inicial­mente baptizada Rua de Santo António. Não nos parece que tenha sido essa a intenção. Já no século XX, a imponente escadaria de acesso à igreja foi alterada, para permitir a construção das lojas ainda existentes.

Agora, os cruzeiros. Havia muitos arvora­dos por aqui e por ali, nos mais diversos sí­tios da cidade. A Rua do Dr. Barbosa de Cas­tro (à Cordoaria) teve, anteriormente, o nome de Rua do Calvário, porque, ao longo dela, se erguiam as cruzes de uma via-sacra.

Na Rua do Bonjardim, entre a Porta dos Carros, que ficava defronte da Igreja dos Congregados, e o Largo de Santo António (alusão à antiga quinta de Santo António do Bonjardim), hoje Largo de Tito Fontes, ha­via mais de quinze cruzes. Os padres da Congregação do Oratório (Congregados) serviam-se delas, na Quaresma, para a de­voção da "via crucis" - via-sacra.

Os cruzeiros não eram todos iguais. Eram, na grande maioria, de granito. Havia-os lisos, com a imagem de Cristo crucifica­do pintada na pedra, como era o caso da cé­lebre Cruz da Cassoa, que estava no Cemi­tério dos Enforcados, onde, no século XVIII, se construiu a Igreja dos Clérigos. Mas, nou­tros, a figura de Jesus pregada na cruz aparecia esculpida na própria pedra, como aconteceu, por exemplo, com o cruzeiro do Senhor da Consolação, que ficava no Largo da Ramadinha. Era um dos mais bonitos.

O povo devoto dava-lhes diversas nomes (Senhor do Divino Amor e almas ou apenas Cristo Crucificado), ornamentava-os com flores, colocava no seu sopé lamparinas vo­tivas e, em certos sítios, fazia-lhes uma fes­ta, que em certos casos não ficava nada a dever a uma qualquer romaria minhota.

Mas chegou um dia em que os homens da Câmara entenderam que os cruzeiros constituíam um empecilho para o trânsito e um obstáculo ao desenvolvimento urba­nístico da cidade. E, em 1838, o Município anunciou a sua intenção de remover os cru­zeiros, dos locais onde estavam e transferi-los para a quinta do Prado de Repouso, que recentemente havia comprado para nela construir um cemitério Público. Apoiado na opinião colhida junto dos vários párocos da cidade, o bispo eleito do Porto, D. Manuel de Santa Inês, opôs-se à intenção municipal e o assunto ficou por ali, mas não foi esque­cido.

Trinta e um anos depois (1869), a Câma­ra, então presidida por Francisco Pinto Bes­sa, voltou ao caso e desta vez, como consta da sabedoria popular, determinada a levar a água ao seu moinho. E logrou atingir os seus intentos.

A remoção dos cruzeiros da via pública concretizou-se e os trabalhos da retirada as cruzes do local onde estavam decorreu pa­cificamente, graças à intervenção, no caso, da Confraria do Santíssimo Sacramento da paróquia de Santo Ildefonso, que previa­mente havia informado a edilidade portuen­se da intenção de receber os cruzeiros que seriam colocados no recinto do antigo cemi­tério paroquial, junto da igreja matriz, onde os devotos os podiam continuar a venerar.

E aí está a razão por que no adro da Igre­ja de Santo Ildefonso se encontram tantos cruzeiros, agora encostados a uma das pa­redes laterais do templo.

Mas nem todas as cruzes ficaram sob a proteção da Igreja de Santo Ildefonso. Ou­tras foram para cemitérios (no do Bonfim, estão quatro) e alguns recolheram mesmo ao interior de templos, como foi o caso do Senhor dos Peixeiros, que estava na Cor­doaria, em frente à Praça do Peixe, e está agora na Capela de S. José das Taipas. •

História do cruzeiro da Porta do Sol

A Porta do Sol era uma das muitas que existiam ao longo da
Muralha Fernandina. Ficava em frente ao Largo do Pri­meiro de Dezembro. O povo dava-lhe um nome curioso: Senhor da Boa Fortuna. Quando a Câ­mara deu início à remo­ção das cruzes da via pública, um cidadão da Rua das Flores, Freitas Fortuna, grande amigo de Camilo Castelo Bran­co, apareceu a dizer que o cruzeiro lhe pertencia e a Câmara autorizou-o a que o levasse para casa. Assim aconteceu. A cruz está agora no ja­zigo da família Freitas Fortuna, no Cemitério da Lapa, onde também es­tão os restos mortais de Camilo.

Os cruzeiros eram verdadeiros padrões da fé popular
JORNAL DE NOTÍCIAS, 26 FEV, 2017

sábado, 25 de fevereiro de 2017

BREXIT BLUES

INGLATERRA
BREXIT BLUES

A poucas semanas do início do processo formal de saída da União Europeia, uma viagem à Inglaterra real. Uma Inglaterra xenófoba, insular e desafiadora, que não se arrepende de ter votado ‘Brexit’
 

texto paulo anunciação em londres


foto Luke MacGregor/Bloomberg

Os guias turísticos das ilhas britânicas ignoram a estância balnear de Canvey Island e percebe-se porquê. Aparentemente, este pedaço do condado de Essex, a cerca de meia centena de quilómetros de Londres, foi um dos destinos de verão preferidos dos londrinos na primeira metade do século XX. Mas depois das grandes cheias de 1953 — que causaram a morte de 58 pessoas, encurraladas nas suas casas —, Canvey Island não recuperou. Hoje em dia, o passeio à beira-mar, com vistas sobre o enorme estuário do Tamisa e os tanques da indústria petroquímica que ocupam uma das extremidades da ilha, está cavado entre um muro alto (de defesa contra as marés) e uma praia com alguns centímetros de areia, muitas algas, excremento de cão, pedregulhos e água suja.

A ilha, separada do resto do Essex por uma rede de pequenos riachos, já conheceu dias melhores. Na avenida Eastern Esplanade, ao longo da costa, os turistas podem visitar casinos rascas, clubes de bilhar e outras diversões. Bebem cerveja num pub malcheiroso e a precisar de renovação, comem pie and mash (empada com puré de batata) ou fish and chips, a posta de peixe com uma cobertura grossa e oleosa de fritura que constitui há décadas o centro da gastronomia popular da Inglaterra. Os visitantes devem ser tão raros que o parque de estacionamento não custa mais do que duas libras (2,35 euros) por um dia inteiro.

Canvey Island tem uma população de 38 mil pessoas e pouquíssima diversidade religiosa, étnica ou cultural. Mais de 98% dos habitantes são brancos e britânicos, muitos deles antigos residentes da zona Leste de Londres. Nos parques de rulotes e caravanas e nas casas pouco atraentes da terra, muitas delas com barras nas janelas, veem-se bandeiras com as cruzes de São Jorge da Inglaterra. A ilha faz parte de Castle Point, o distrito — de acordo com o ONS, o Instituto Nacional de Estatística britânico — “mais etnicamente inglês” do Reino Unido, com uma percentagem de forasteiros muitíssimo abaixo da média nacional. A Inglaterra em estado puro.


Antony Miall, autor de livros divertidos sobre a sociedade e a cultura da Inglaterra, descreveu a xenofobia como o “desporto nacional inglês”


Canvey Island foi, também, um dos bastiões da vitória do ‘Brexit’ no referendo do passado dia 23 de junho. Quase 73% dos eleitores que se deslocaram às mesas de sufrágio votaram a favor da saída da União Europeia. Esta percentagem registada em Canvey Island (72,7%) foi mesmo a terceira maior em todo o país, apenas batida por Boston (75,6%) e South Holland (73,6%), dois distritos no condado de Lincolnshire que nos últimos anos receberam um influxo muito significativo de imigrantes provenientes da UE (sobretudo da Polónia).

Ao contrário destes, porém, Canvey Island praticamente não tem imigrantes. Na ilha mais inglesa das ilhas britânicas, a votação em massa no ‘Brexit’ foi movida, sobretudo, pelo medo do estrangeiro. “O referendo foi sobre a devolução da Inglaterra aos ingleses, foi sobre deixar de receber ordens de estrangeiros que vivem em países estrangeiros”, diz Craig Layton, de 72 anos, residente na ilha há mais de quatro décadas. “Votei [pelo ‘Brexit’] e não me arrependo. Os reformados neste país estão a ser maltratados e a maior parte dos problemas tem que ver com a imigração.” Sentado ao seu lado, numa mesa do “Lobster Smack” — um pub simpático onde aparentemente Charles Dickens terá escrito algumas páginas de “Grandes Esperanças”, no século XIX —, Paul Stacey, de 55 anos, alinha pelo mesmo tom: “Tenho orgulho no meu país e na escolha que foi tomada no referendo. Votei ‘Brexit’ porque estou farto de ver o meu país a receber a toda a hora leis e regulamentos do estrangeiro. E a imigração tem de acabar!” Clare Pharro, uma mulher de 62 anos, junta-se à conversa: “Porque será que eles [estrangeiros] querem todos vir para cá? Eles querem os nossos ordenados e as nossas pensões. E nós somos demasiado brandos.”

Nas décadas de 80 e 90 do século passado, Antony Miall, autor de uma série de livros divertidos sobre a sociedade e a cultura da Inglaterra, descreveu a xenofobia como o “desporto nacional inglês” e “expressão cultural mais vincada do país”. E existe uma razão para esse facto, escreveu ele. “Os ingleses têm uma desconfiança natural por tudo o que seja estranho ou desconhecido. Eles estão convencidos de que as coisas melhores da vida tiveram origem (ou, pelo menos, foram melhoradas) na Inglaterra. No que diz respeito aos ingleses, todos os problemas mais graves da vida podem ser justificados com uma única palavra: estrangeiros.” Se fosse vivo, Miall iria gostar de Canvey Island.

Medo do medo

Na Furtherwick Road, uma das ruas principais da ilha, apertado entre as lojas Poundland (onde tudo custa apenas uma libra), dos fish and chips e das casas de apostas, de tatuagens ou de penhor, o restaurante Douro Valley parece estar completamente dessintonizado com a vizinhança. A casa tem colunas de estilo clássico, um menu sofisticado, toalhas de linho e enormes fotografias, a preto e branco, do rio Douro. O dono, Luís Pereira, é um português de 49 anos que vive em Canvey Island desde 1990, praticamente sem interrupção. A comunidade portuguesa, com cerca de uma centena de pessoas, é uma das mais numerosas entre os (poucos) estrangeiros que vivem na ilha. Tal como a família Pereira, eles trabalham quase todos em restaurantes ou em lojas de fish and chips. O resultado do referendo não foi uma surpresa. “A campanha a favor [da manutenção na UE] foi muito mal conduzida, com muitas mensagens negativas e a tentar meter medo. Os ingleses não gostam disso. Mas eu já estava à espera da vitória do ‘Brexit’”, diz Luís Pereira. “Os ingleses têm uma mentalidade muito xenófoba e racista. Uma vez, perguntei a um cliente o que faria se uma mulher estrangeira lhe batesse à porta a pedir pão porque estava a morrer de fome. Ele respondeu-me: ‘Não dava pão, não ajudava, mandava-a embora e dizia-lhe que o país dela é que tem de a ajudar!’ Fiquei chocado, mas na realidade pouco surpreendido”, diz ainda Luís Pereira. O cliente nunca mais voltou ao Douro Valley.

Divórcio Apesar das juras de amor eterno, a Grã-Bretanha vai abandonar a União Europeia foto JORG CARSTENSEN/AFP/Getty Images

Têm sido apontadas as razões mais variadas para a vitória do ‘Brexit’ no referendo de junho. A Inglaterra tem mais ou menos 85% da população do Reino Unido e o sentimento antieuropeu é dominante no país (na Escócia e na Irlanda do Norte, esse sentimento é minoritário). Populistas demagogos como Nigel Farage, antigo líder do partido nacionalista UKIP, ajudados pelas primeiras páginas sensacionalistas da imprensa tabloide, passaram com muita eficácia uma mensagem simples: a soberania, a independência, os valores e a identidade da Inglaterra estavam a ser colocadas em risco pelo influxo descontrolado de imigrantes e pela subordinação aos burocratas de Bruxelas. Quem lesse jornais como o “Daily Mail” ou o “Daily Express” nos meses que antecederam o voto, ficaria convencido de que todos os males da Inglaterra — ou, talvez, todos os males do mundo — tinham origem na UE.

Orgulho e nostalgia

Houve quem votasse a favor do ‘Brexit’ por acreditar, talvez, no slogan principal da campanha: uma promessa demagógica de transferir para o debilitado NHS, o serviço público de saúde, as contribuições britânicas atualmente enviadas para Bruxelas (350 milhões de libras por semana, ou seja, 410 milhões de euros ao câmbio atual). Outros votaram, simplesmente, por ter uma aversão profunda a David Cameron, o primeiro-ministro que com um misto de imprudência e arrogância anunciou, em 2013, a realização deste referendo cujo objetivo principal era arrumar com uma questão interna antiga, uma maçadora pedra no sapato que continuava a dividir as fileiras do Partido Conservador (a derrota no referendo acabaria por custar-lhe a carreira). Muitos votos, na província, foram simples votos de protesto contra as elites de Londres ou contra o centralismo da política ditada a partir dos gabinetes da capital.

Todos estes fatores terão tido alguma influência, mas, no final, a vitória do ‘Brexit’ — fundada sobretudo nos votos recolhidos nos distritos não metropolitanos da Inglaterra — envolveu um misto de orgulho nacional e de nostalgia pelo passado. Um sentimento de que algo precioso estava a ser destruído com a entrada em massa de imigrantes de outros países da UE — que podem entrar no país livremente, sem necessidade de visto — e que vêm viver e trabalhar para a Inglaterra, atraídos pelo mercado de trabalho e pela economia pujante. Mais de 800 mil polacos vivem no Reino Unido. O país acolhe igualmente comunidades significativas de cidadãos da Roménia, Portugal, Lituânia, Itália e França (com cerca de 200 mil imigrantes cada). “A partir de certa altura, o debate centrou-se mais em emoções do que em factos. A campanha praticamente deixou de ser sobre a Europa”, explicou o historiador Robert Tombs, professor do St. John’s College (Universidade de Cambridge) e autor do livro “The English and Their History”. “[A campanha] Passou a ser unicamente sobre nós, ingleses, e sobre a identidade nacional inglesa. Criou-se uma convicção muito forte de que os cidadãos têm o direito de tomar decisões e de não ser comandados por uma elite e, sobretudo, têm o direito de não receber ordens de estrangeiros.”

Quem lesse jornais como o “Daily Mail” ou o “Daily Express” ficaria convencido de que os males da Inglaterra — os males do mundo — tinham origem na UE

Para a família de Luís Pereira (mulher, quatro filhos, irmão, cunhado, primos e sobrinhos — ao todo, cerca de 30 portugueses), o futuro nas ilhas britânicas é uma incógnita. A Câmara dos Lordes deverá aprovar até ao final do mês (ou já no início de março) a “Brexit Bill”, a lei previamente votada e aprovada por larga maioria na Câmara dos Comuns. A primeira-ministra Theresa May poderá então ativar o artigo 50º do Tratado de Lisboa e desencadear o processo formal de saída da União Europeia. May afirmou que o pedido será apresentado até ao final de março, mas é provável que aconteça em meados do mês. Só depois desse pedido começarão as negociações entre o Reino Unido e o bloco dos restantes 27 países da UE.

As mensagens passadas pelos membros do Governo britânico relativamente ao futuro dos imigrantes europeus têm sido ambíguas e por vezes contraditórias. Theresa May nada fez para eliminar a incerteza relativamente aos direitos futuros dos residentes — como a família Pereira — oriundos de países da UE. O Reino Unido tem cerca de 3,3 milhões de imigrantes com passaporte europeu. Cerca de 1,2 milhões de britânicos, por outro lado, vivem em Espanha, na França ou num dos restantes países da União. Esta pasta muito sensível será certamente usada como moeda de troca na mesa de negociações das futuras relações comerciais com a UE.

O resultado do referendo levou alguns imigrantes a fazer as malas e voltar aos países de origem. Nos últimos meses multiplicaram-se os casos de racismo e xenofobia contra os europeus, algo que não era habitual (os incidentes antissemitas, por sua vez, aumentaram mais de 36% em 2016). O edifício da Associação Social e Cultural Polaca, em Hammersmith, na zona Oeste de Londres, por exemplo, foi coberto com graffiti com frases como “Go home!” (Vão para casa!). Os jornais de bairro noticiam incidentes frequentes, como o de um alemão, banqueiro na City, que em janeiro se queixou do facto de os filhos serem insultados na escola e apelidados de “nazis”, ou simplesmente “continentais”. Na primeira linha das agressões e insultos xenófobos, no entanto, estão os polacos, romenos e búlgaros, acusados durante a campanha do referendo de serem um fardo para os serviços públicos e de ocuparem demasiado espaço no mercado de trabalho.

Processo longo e complicado

Milhares de imigrantes, como a lisboeta Filipa Jesus, não querem esperar pelo desfecho da negociação do ‘Brexit’ e tentam regularizar, de imediato, a situação através da obtenção de um cartão de residência permanente no Reino Unido. O processo é extremamente longo e complicado. Inclui o preenchimento de 85 páginas de documentação e a apresentação de recibos, faturas, bilhetes de avião e outra papelada que prove a residência efetiva há pelo menos cinco anos. “Comecei a pensar nisto logo em julho, depois do referendo”, diz Filipa, que trabalha em marketing e gosta de partilhar as suas experiências londrinas no blogue popular “Tuga”, em Londres. “Tenho náuseas só de pensar no tempo que vou perder com isto, mas tenho náuseas ainda maiores quando penso na possibilidade de o Estado britânico não conseguir fazer uma acordo favorável com a UE que permita aos atuais residentes europeus no Reino Unido permanecerem no país sem outras burocracias, que poderão ser ainda mais difíceis de ultrapassar.”

O prazo previsto nos tratados para negociar a saída de um país é de dois anos e começará a correr logo que Londres invoque o Artigo 50º. Mas Bruxelas calcula que na verdade não haverá mais do que 18 meses de negociações reais — até outubro de 2018, provavelmente — de forma a que haja tempo de sobra para a ratificação do eventual acordo pelo parlamento europeu e também pelos parlamentos nacionais do Reino Unido e dos restantes 27 membros da UE. Este calendário apertado junta-se à enorme complexidade técnica das negociações e aos entraves e às limitações provocados por um diabólico ciclo eleitoral — o ano de 2017 inclui sufrágios na Holanda, França e Alemanha — que poderão atrasar o processo de divórcio.

E se não for possível chegar a um acordo? No mês passado, a primeira-ministra Theresa May tentou explicar as ideias básicas da posição do seu governo. Tal como num jogo de póquer, o discurso dela não destapou muita coisa. Londres renuncia ao mercado único e desdenha a união aduaneira, mas ao mesmo tempo pede um acordo de cooperação nesta matéria. Não aceita a livre circulação de pessoas, mas propõe acordos por sectores (para a indústria automóvel, por exemplo). May exigiu uma “separação por etapas”, de forma a evitar um ‘Brexit’ traumático. Mas deixou no ar a possibilidade de não se chegar a qualquer acordo, insinuando, inclusive, que nesse caso converteria o Reino Unido num paraíso fiscal.

Oito meses depois da vitória do ‘Brexit’, as consequências económicas e políticas da decisão ainda não são claras nem podem ser quantificadas, embora se saiba que na sua maioria serão negativas. Grande parte dos receios em torno da deserção britânica centram-se no sector financeiro. Em especial na City londrina, a primeira praça financeira do mundo, onde trabalham 730 mil pessoas, muitas delas estrangeiras. A City é o principal centro de inovação financeira da UE, capital mundial da negociação em euros e porta de entrada, na Europa, para as principais firmas mundiais extracomunitárias. Essa posição privilegiada poderá ser posta em causa pelo ‘Brexit’. Bancos como o Goldman Sachs, Citibank, J.P. Morgan ou HSBC deixaram bem claro que largos sectores de negócio — bem como grande parte dos executivos de topo — trocarão Londres por outra sede europeia caso a City perca o passaporte europeu.

Divórcio Os habitantes de Canvey Island — um dos principais bastiões do ‘Brexit’ — olham agora para o muro que ajudaram a construir foto Peter Macdiarmid/Getty Images
A libra, por outro lado, caiu de forma acentuada desde junho, atingindo em novembro passado o nível mais baixo das últimas três décadas. A desvalorização terá impacto na inflação prevista para 2017 (2,3%) e 2018 (2,5%). “Provavelmente, a queda acentuada da libra será uma tendência duradoura, tendo em conta o impacto e a incerteza que ainda rodeiam o ‘Brexit’”, diz o professor Andrew Scott, da London School of Economics. “A desvalorização encarece as importações e aumentará a inflação no país. O custo de vida [no Reino Unido] vai aumentar e isso vai afetar, obviamente, os consumidores, que renunciarão a muitos produtos importados.”


As mensagens passadas pelos membros do Governo britânico relativamente ao futuro dos imigrantes europeus têm sido ambíguas e por vezes contraditórias


Os consumidores, aparentemente, ainda não mudaram grandemente os seus hábitos de compra. A economia britânica parece ter resistido ao impacto inicial do referendo e cresceu mais de dois por cento em 2016, muito acima das previsões. Mas 2017 será diferente. Os empresários estão a reagir ao ambiente de incerteza e adiam ou cancelam investimentos. Nos últimos meses, várias empresas — como a Microsoft, Coca-Cola, Peugeot, Apple, Electrolux, Lego, entre outras — anunciaram aumentos de preços. Num país como o Reino Unido — que produz apenas 60% dos produtos alimentares que consome (e apenas 15% da fruta que come) —, é inevitável que a queda da libra tenha repercussões nos hábitos alimentares e na economia doméstica dos britânicos. Algumas marcas procuram soluções alternativas, como a Toblerone, que preferiu não mexer nos preços e reduziu, em vez disso, o peso das barras de chocolate (de 400 para 360 gramas, por exemplo).

A iminente subida generalizada dos preços desencadeou uma reação alarmada, quase histérica, quando uma guerra entre a cadeia de supermercados Tesco e a gigante anglo-holandesa Unilever — que exigia uma revisão em alta dos preços, por causa da desvalorização — levou à retirada temporária de vários produtos, incluindo os míticos frasquinhos de Marmite — uma geleia de extrato de levedura, pegajosa, castanha, com um odor potente e sabor indescritível que é uma verdadeira instituição nacional. Se os ingleses soubessem que a Marmite estaria em risco, o ‘Brexit’ nunca teria saído vencedor no referendo de 2016.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2313 - 25 de Fevereiro de 2017

LACRADO, SELADO E PONTO FINAL



PLUMA CAPRICHOSA


CLARA FERREIRA ALVES



LACRADO, SELADO E PONTO FINAL


Aquela correspondência, cerca de cento e setenta páginas, contém um espólio invulgar que o futuro analisará com minúcia arqueológica


É mais do que um caso encerrado. É um caso selado. Lacrado. Aquela correspondência, cerca de cento e setenta páginas (segundo as notícias) e respetivas adjacências dos comentadores, em formato audiovisual, contém um espólio invulgar que o futuro analisará com minúcia arqueológica. Estes povos peninsulares comunicavam de um modo estranho entre si. Dirão. Sabemos (saberão) que eram idealistas e democratas e que sabiam usar a inteligência mas esta forma de comunicação política escrita e oral, apendicular, epistolar, epigramática, totalmente caída em desuso para a época, fora das possibilidades tecnológicas da época, que significado teria? Faz disto um achado arqueológico de proporções sublimes. E enigmáticas. O que quererá dizer “vê lá se me arranjas uma maneira”? E que dizer da frase “vamos fazer passar a coisa por baixo da mesa quando eles estão distraídos”? Obviamente estes interlocutores não se encontraram para almoçar, tomar um café, tomar um copo ao fim da tarde para pôr a coisa em pratos limpos, como era costume na época. Em vez de trocarem correspondência e SMS. Estrénuos legalistas?

Um dos historiadores do futuro dirá, não seria um procedimento normal entre os dois protagonistas deste diálogo, mesmo no estrito universo político, onde as pessoas ainda comunicavam umas com as outras usando a voz, falar sobre a coisa? Tanto mais que a comunicação oral, exceto no caso das escutas, procedimento judicial e extrajudicial muito em voga na época, era a forma mais segura de fazer passar uma coisa por baixo da mesa sem ver o segredo escarrapachado. A coisa. Por baixo da mesa. Adiante-se que o procedimento, fazer passar a coisa por baixo da mesa, era muito utilizado por agentes políticos embora a redação final das propostas definitivas partisse dos escritórios dos advogados. O principal modo de vida dos escritórios dos grandes advogados da época, em tudo o que concernisse (o verbo concernir era particularmente utilizado) o serviço da causa pública, pago a peso de ouro segundo os relatórios e contas atestam, consistia na redação de propostas e contratos que podiam ser resumidos numa frase de simples entendimento aforístico. Fazer passar a coisa por baixo da mesa. Litigar ou interpretar a lei, estudar os códigos e os processos, eram atividades consideradas pouco remuneradas ou influentes. Havia mesmo o hábito, dirá, diria, outro observador do futuro, de políticos retirados ingressarem nesses grandes escritórios uma vez consumada a sua carreira ao serviço da causa pública e passarem a tratar da causa privada, também conhecida por tráfico de influências. Profissão passível de ser resumida neste ramalhete de consecutivas, eu sou amigo do gajo, tenho acesso, ele é dos meus, vou marcar um almoço. Outro dos observadores do futuro notará, notaria, que a correspondência epistolar se destinava a preservar para memória futura, justamente, as cláusulas, exceções e exclusões de um acordo igual a um contrato entre devedor e credor. Aliás, a certo ponto podemos ler os vestígios da frase, ficas a dever-me uma.

O estilo epistolar é fraco, dirá outro, e o comentário ainda mais. Não há nestas frases profundidade e beleza. Tratando-se de uma questão de honra, fontes da época falam em honra, seria de esperar gramática mais augusta. Há uma perceção de acordo mútuo que depois é desmentido por um dos acordantes. Bom, dirá outro observador do futuro, pode dar-se o caso de um desses acordantes, o que promete ao outro, não estar devidamente acordado quando o fez. No sentido de desperto, vivaz, em plena função cognitiva. Em todo o caso, concordarão os observadores do futuro, quando analisamos todos os fenómenos políticos e sociais desta época, os seus imensos trabalhos e problemas, as suas querelas e dificuldades, não se pode deixar de achar esta epistolografia, e a importância que a época lhe atribui, como uma exageração. Deviam ter tomado um café. Para estas questões, a oralidade era vital. E para assuntos desta magnitude, o tratamento por pá era muito usado para quebrar o gelo, proferir uma negação. Pá, há certas coisas que eu posso fazer e outras que não posso, é a lei, é uma chatice mas é assim. Por exemplo. A coloquialidade é uma forma perfeita de resolução de miúdos conflitos. Poupava-se muito papel. E despesa. Evidentemente, os escritórios de advogados não autorizavam os clientes a ter apenas uma aproximação informal. Do género: Pá, vê lá se me consegues este contrato aprovado que isto vale milhões, toda a gente ganha e tu não serás esquecido, e os nosso parceiros em Angola, na China, no Brasil, na Colômbia ou México (ou qualquer outro país de África ou da América Latina, ou mesmo o estado do Texas) garantem que resolvida a papelada a coisa começa a andar rapidinho. Ganhamos todos. Isto, os advogados não autorizavam. Tinham de ser eles a escrever por cima da mesa as coisas passadas por baixo da mesa e a dar-lhes forma legal. Os legalistas são gente honrada. Havia quem prescindisse. Quem iria ler a epistolografia entre um ministro e um sucateiro a propósito de uma caixa de robalos?


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2313 - 25 de Fevereiro de 2017


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Fake analysis

A LAGARTIXA E O JACARÉ

Fake analysis






por José Pacheco Pereira

Dão-se verdadeiras piruetas “analíticas” para enunciar mudanças, inflexões, viragens que não existem, ou porque os “estados” de que se partiu ontem nunca existiram, ou então os de hoje são os mesmos de ontem


Fake analysis Um dia é preto, no dia seguinte é branco
 
Muita da "análise" política que se faz é tão presa ao quotidiano mediático que não serve rigorosamente para nada. Nem sequer se pode dizer que é conjuntural, visto que, num ano, um dia não pode ser considerado "conjuntura" de coisa nenhuma. Ela é inútil, e enganadora, mas serve a permanente procura de novidade que caracteriza os mecanismos mediáticos – tudo tem que ser "novo" para que não se repita a notícia ou a análise de ontem. E por isso dão-se verdadeiras piruetas "analíticas" para enunciar mudanças, inflexões, viragens que não existem, ou porque os "estados" de que se partiu ontem nunca existiram, ou então os de hoje são os mesmos de ontem. Mas o entretenimento e a logomaquia precisam desta permanente sucessão de mudanças, e como os nossos políticos "emprenham" pelos jornais e pelas televisões, dá-se um efeito de círculo vicioso. Como diria Trump, FAKE ANALYSIS!


Passos Coelho estava fragilizado ao limite, agora deu energia ao seu partido
 
FAKE ANALYSIS! Nem uma coisa nem outra, nem estava "fragilizado" como se dizia, nem está num pico de mobilização. Aliás, se nos perguntarmos qual era a fonte da "fragilização", a resposta era o modo como conduzia a oposição, com o Diabo sempre a espreitar pela porta. E o que é que o fez ressuscitar da "fragilização"? O modo como conduziu a oposição na questão da TSU, e da Caixa, ou seja com o Diabo à solta. Ou seja, pelo mesmo tipo de tácticas catastrofistas e de oposição à outrance contra o Governo. E como é que se verificava a "fragilização"? Meia dúzia de vozes discordantes resolveram falar um pouco mais alto, mas mesmo assim pouco. A comunicação amplia-as até ao limite, porque é da sua natureza. O que é que comprova que dentro do PSD, haja uma fronda contra Passos Coelho? Nada. E o mesmo para o reverso. O que é que os leva a afirmar que Passos "mobilizou" o partido com a TSU e a Caixa? Meia dúzia de conversas no grupo parlamentar, meia dúzia de opiniões sem rosto, afirmações dos fiéis de sempre. Chega? Não chega, nem num caso nem no outro.


Ontem as "reversões" eram uma irresponsabilidade, hoje o abaixamento do défice é "ir além da troika"
 
FAKE ANALYSIS! Não me refiro sequer a afirmações de políticos no activo, refiro-me a artigos na imprensa económica e comentários de economistas. Em que ficamos: é uma coisa ou outra, ou são as duas? Ver gente que certamente se horripilava caso houvesse um défice maior, hoje dizer – aliás erradamente – que o Governo está a ir além da troika só pode ser humor. Na verdade, aquilo que se chama "a troika" é na verdade uma mistura de medidas impostas pela troika e coisas que o governo PSD -CDS sempre quis fazer. O objectivo não foi essencialmente que o défice baixasse, mas que baixasse de determinada maneira e com determinados alvos, com certos grupos sociais que teriam que pagar os custos e outros não. Foi uma experiência de engenharia social, que ainda não morreu nos seus objectivos e resultados. Esse é um aspecto de que não convém falar, mas está lá, na oposição de Passos Coelho ao aumento do salário mínimo e na crítica às chamadas "reversões", por tímidas que fossem. Mas graçolas do tipo "vejam lá o PS, que criticava todos os dias o governo PSD-CDS, agora só lhe interessa o défice e não as pessoas", ou "vive obcecado pelo défice" não são análise, são tacticismos políticos.
Revista SÁBADO, 24-02-2017

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

“Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia

CINEMA
“Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia

DESCOBERTA Spud continua frágil e submisso, mas descobre em “Trainspotting 2” um talento que ninguém imaginava FOTOS D.R.

Vinte anos depois, um dos filmes que mais marcaram a cultura popular dos anos 90 conhece uma sequela. Em “T2 Trainspotting” o mesmo realizador chamou os mesmos atores, numa história que decorre de ecos da primeira e que uma vez mais parte de um livro de Irvine Welsh

TEXTO NUNO GALOPIM

Quantas vezes queremos que os filmes não acabem e possamos assim continuar a acompanhar as personagens e as narrativas que protagonizam?... É essa talvez uma das razões pelas quais as séries geram tanta empatia. O cinema também o faz, é certo, mas no grande ecrã as regras, os calendários (e os orçamentos) são diferentes, pelo que ter sucesso substancial é chave fundamental para abrir o caminho à criação de sequelas. Caso maior da cultura popular dos anos 90, “Trainspotting”, de Danny Boyle, regressa agora, vinte anos depois, retomando as quatro figuras centrais, com os mesmos atores nos papéis que então criaram, habitando os mesmos espaços numa trama que traduz as consequências diretas daquilo que vimos no filme de 1996.

REINCIDENTES Os quatro protagonistas numa imagem promocional que anunciou há meses esta sequela que agora chega ao cinema

Os reencontros, passados longos anos, cruzam tanto sensações de estranheza (pelo que eventualmente mudou) como de familiaridade (que a memória guardou). Assim acontece com aquelas reuniões de bandas que, depois de separações e dos hiatos que se lhes seguem, regressam aos palcos e aos discos... Foi o que sucedeu com os Blondie, os Pixies, os Culture Club, até mesmo os Velvet Underground ou os Sex Pistols....

Não se fala aqui de música por acaso. Até porque a música era um dos ingredientes centrais do filme, tendo inclusivamente a banda sonora sido transformada num verdadeiro fenómeno de sucesso discográfico. E, de resto, não foi por acaso que poucas semanas antes da estreia de “T2 Trainspotting” tenha chegado aos escaparates das lojas de discos uma nova edição, em vinil cor de laranja, da banda sonora do filme de há 20 anos.


O mesmo mergulho, desencantado e vertiginoso

Mas “Trainspotting” não era apenas um filme que brilhava pela música. Baseado no romance homónimo do escritor escocês Irvine Welsh, revelava uma história de consumo de drogas e de marginalidade que, para a geração dos 90, esteve um pouco como em tempos o fizera “Christiane F: Os Filhos da Droga”, para aqueles que viveram os dias de juventude em finais dos anos 70 e na alvorada dos 80 e que chegou depois ao cinema numa adaptação de Uli Edel, em 1981. Troca-se Berlim por Edimburgo (na Escócia). A música de David Bowie pela de Iggy Pop, dos Underworld, Damon Albarn, Brian Eno ou Blondie...

E mesmo entre cenários, tramas e personagens diferentes, sugeria-se em ambos um mergulho desencantado e vertiginoso pela dependência e as consequentes ginásticas e manobras possíveis para a alimentar, tendo por cenário um submundo sujo, desconfortável, sombrio, usando contudo “Trainspotting” ocasionais elementos de comic relief e opções visuais de fuga ao realismo que davam ao espectador pequenas janelas de fuga e respiração.
CENÁRIOS Os exteriores em volta de Edimburgo voltam a ter um papel central em algumas sequências do filme

O realizador britânico Danny Boyle não era exatamente um ilustre desconhecido em 1996, já que a sua estreia, dois anos antes, com “Pequenos Crimes Entre Amigos”, tinha chamado atenções. Coube contudo a “Trainspotting” a sua elevação de jovem promessa a um patamar de aclamação e sucesso que lhe permitiu, depois, fazer filmes como “A Praia” (2000), “28 Dias Depois” (2002), “Missão Solar” (2007), o multipremiado “Quem Quere Ser Bilionário?” (2008) ou o mais recente “Steve Jobs” (2015). É por isso com outro estatuto (e orçamento) que regressa agora ao universo povoado pelas figuras daqueles quatro rapazes de Edimburgo que, em 2017, encontramos como homens feitos. Se bem que, na verdade, em nada nas suas personalidades sejam diferentes daqueles que conhecíamos há 20 anos.
APANHADOS Renton e Sick Boy (Ewan McGregor e Jonny Lee Miller) apanhados numa “armadilha” nos arredores da cidade

Ewan McGregor, que em 1996 estava longe de ser a estrela de cinema em que se transformaria, volta a vestir a pele do fura-vidas Mark Renton, a quem ainda chamam “Rent Boy”. Tal como no filme original, tentou a sorte noutro lugar, mas acabou por regressar a casa, trazendo na mala uma dívida para com os amigos que traíra ao ficar com as respetivas partes do dinheiro do golpe que víamos no final de “Trainspotting”. O único com quem fizera contas, na altura, era o tímido e submisso Spud (interpretado por Ewen Bremner), que entretanto torrou o dinheiro em drogas e, sem mais objetivos pela frente, contempla agora do suicídio.

Jonny Lee Miller retoma a figura daquele a quem chamavam Sick Boy, sempre bem arranjado mas mais amigo de extorquir dinheiro do que de trabalhar para o ganhar. E depois há aquela figura explosiva, para quem o gosto pela pancadaria era o verdadeiro vício, interpretada por Robert Carlyle: Begbie, que está preso, intimida o advogado e, mal pode, foge da penitenciária para logo tentar fazer com que o jovem filho, que sonha com um curso em hotelaria, acabe antes por seguir a “carreira” do pai...

TAL PAI, TAL FILHO Begbie escapa da prisão e, mais do que os restantes elementos do grupo, toma a vingança contra Renton como objetivo principal

Baseado em “Porno”, também de Irvine Welsh, livro de 2002 que retomava as personagens de “Trainspotting” dez anos depois, colocando-as numa trama que tinha o universo da pornografia como epicentro, “T2 Trainspotting” parte assim de um conjunto de ingredientes que em tudo asseguram uma ligação ao filme original.

Mas convém aqui lembrar que esta ideia de deixar que a passagem do tempo dê aos corpos dos atores um sentido de verdade que permite que interpretem as mesmas personagens em outras épocas está longe de ser uma novidade. O francês Jean Pierre Léaud vestiu a pele de Antoine Doinel em cinco filmes que François Truffaut realizou entre 1959 e 1979, do célebre “Os 400 Golpes” até “Amor em Fuga”. E, mais recentemente, num universo completamente diferente, encontrámos Mark Hammil, Carrie Fischer e Harrison Ford a voltar a interpretar respetivamente as figuras de Luke Skywalker, da Princesa Leia e de Han Solo, trinta anos depois, no filme que em 2015 reativou a saga “Star Wars”.


Ajuste de contas dos amigos traídos

O ajuste de contas dos amigos traídos em 1996 representa o centro dramático do novo “T2”, que sublinha, contudo, o desencantamento e desnorte de quatro vidas falhadas. Ao invés do que nos mostrara no “Trainspotting” original, onde por vezes as imagens escapavam a uma lógica realista (lembram-se da sequência do mergulho naquela retrete imunda?) e frequentemente revelavam um sentido de enquadramento de grande aprumo fotográfico, a sequela apresenta-se num registo mais incisivo nos valores narrativos, acrescentando janelas de ligação ao passado remoto das personagens em flashbacks que implicam pontualmente a presença de jovens atores na pele daqueles que fazem evoluir a história.


Outra vez reféns de nós próprios?
A multiculturalidade da população da cidade de Edimburgo é uma das marcas através das quais se traçam sugestões de relação com o presente. Contudo na música (onde reencontramos Iggy Pop ou Brian Eno e, de novo, Prodigy ou os Queen) não há, nem de longe, o mesmo sentido de oportunidade na seleção de canções de 1996.

De fora ficaram também aquelas conversas sobre os filmes de James Bond ou sobre a música de Lou Reed, que escutávamos entre as personagens. Mas essa ausência pode ser, afinal, outra marca do tempo que passou. Outros assuntos estão agora na linha do horizonte destas personagens. Se bem que, no plano dos comportamentos, acabem por ser, afinal, iguais aos que conhecíamos. Será que ficamos sempre reféns de nós mesmos, mesmo vinte anos depois?

Jornal Expresso Quarta - 22 de Fevereiro de 2017

T2 Trainspotting








Título original: T2 Trainspotting
 
Com: Kelly Macdonald, Ewan McGregor, Robert Carlyle, Jonny Lee Miller, Ewen Bremner
Género: Drama Classificação: M/16
Outros dados:GB, 2017, Cores, 117 min.


Depois de 20 anos de ausência, Mark Renton regressa a Edimburgo (Escócia), a cidade onde passou a infância e juventude. Livre das drogas, hoje é um homem novo, com um emprego estável em Amsterdão (Holanda) e um futuro promissor. Os amigos com quem cresceu, pelo contrário, não tiveram a mesma sorte: Sick Boy tenta manter um negócio ao mesmo tempo que se dedica ao tráfico de canábis; Begbie cumpre 25 anos de prisão; e Spud, com a vida totalmente destruída, continua dependente da heroína. Agora, as suas existências seguem uma premissa bastante diferente de outrora: "Escolhe a vida. Escolhe o Facebook, o Twitter, o Instagram e fica à espera que alguém num sítio qualquer se importe. Escolhe ir à procura de paixões antigas e desejar que tivesses feito tudo de maneira diferente. E escolhe ver a história a repetir-se. Escolhe um iPhone feito na China por uma operária que saltou do telhado. Escolhe um contrato de zero horas e duas horas de viagem para o trabalho. E escolhe o mesmo para os teus filhos, só que pior, e apaga a dor com uma dose desconhecida de uma droga desconhecida improvisada numa cozinha qualquer. Escolhe a desilusão."

Em 1996, Danny Boyle realizou "Trainspotting", um filme baseado na aclamada primeira obra de Irvine Welsh que, apesar da controvérsia, se transformou numa obra cinematográfica de culto. À época, a banda sonora – com Lou Reed, David Bowie, Brian Eno, Iggy Pop, Blur, Primal Scream e muitos outros – teve quase tanto êxito como o filme. Agora, o realizador regressa com a segunda parte da história. Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller, Robert Carlyle e Kelly Macdonald voltam a dar vida aos seus personagens. PÚBLICO


Trailer


 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

EMMANUEL MACRON, O MESSIAS

EMMANUEL MACRON


O MESSIAS


Emmanuel Macron entrou de rompante na corrida ao palácio do Eliseu. Para muitos eleitores franceses é o único candidato capaz de salvar o país da deriva populista da extrema-direita. O que acontecer em França pode ser crucial para o futuro da Europa


texto daniel ribeiro em paris


FOTO Chesnot/Getty Images

Olhar iluminado em direção ao céu, sorriso franco e venturoso, braços e mãos abertas num largo abraço aos milhares de verdadeiros fiéis, que visivelmente o adoram. É estonteante, muitas pessoas parecem hipnotizadas, mas é de facto assim que as coisas se passam em cada um dos muito concorridos comícios de Emmanuel Macron. É preciso ver para crer. “Amo-vos ferozmente”, lança por vezes o candidato presidencial à assistência, que lhe agradece, boa parte dela em delírio. Muitos dos presentes, alguns deles “convertidos” ao ‘macronismo’ muito recentemente, parecem quase em êxtase. “Macron pensa que é um guru político”, acusam alguns dos seus adversários. Ele é, sem dúvida, o fenómeno da primeira fase da campanha presidencial francesa.

As suas reuniões públicas são completamente diferentes das de todos os outros concorrentes ao Eliseu porque tocam a transcendência e o seu estilo é único. Apesar da diminuta experiência política que tem, Macron é por agora, o favorito para o Eliseu. Mas tudo pode ainda acontecer nesta campanha, que tem sido pródiga em sobressaltos e surpresas.

O candidato Emmanuel Macron tem um carisma inegável e assume de forma desassombrada a dimensão messiânica, por vezes até crística (no mínimo, marcadamente mística), que a sua postura transmite. “A política é mística, não procuro ser um pregador crístico, mas não renego a dimensão crística, embora não a reivindique”, diz numa surpreendente entrevista ao “Journal du Dimanche”.

Místico Emmanuel Macron tem um carisma inegável e assume de forma desassombrada a dimensão messiânica, por vezes até crística FOTO CHARLET/AFP/Getty ImageS

“Como se constrói o poder carismático? Com uma mistura de coisas sensíveis e de coisas intelectuais. Assumi sempre a dimensão da verticalidade, da transcendência (…). Não creio na transcendência etérea. É preciso misturar as duas, a inteligência e a espiritualidade porque, senão, a inteligência é sempre infeliz, as pessoas sentem sensações mas apenas no sentido de paixões tristes, tais como o ressentimento, o ciúme, etc. É preciso dar uma intensidade às paixões felizes”, acrescenta.

O antigo ministro da Economia dos socialistas Manuel Valls e François Hollande, suspeito de ter traído ambos quando decidiu candidatar-se ao Eliseu, tem algo de impressionante e intrigante. É mesmo preciso assistir ao vivo a um dos seus muito longos shows, que são um misto dos dos políticos americanos e dos pregadores religiosos brasileiros, para se perceber o que aqui se descreve. Termina quase todos os seus discursos com os braços cruzados sobre o peito. Mesmo quem não assiste aos seus meetings e os segue apenas pela TV, fica baralhado. Jean-Luc Mélenchon, candidato da esquerda radical, diz que ele é um “cogumelo alucinogénico”. Já François Fillon, o concorrente da direita que está atolado num processo judicial de alegados empregos fictícios da família mais próxima, fica-se pela acusação de que ele é “um guru”. Macron é verdadeiramente uma figura ímpar no mundo político francês e europeu. Reparem: “Deus fala-lhe?”, pergunta-lhe a jornalista do “Journal du Dimanche”. Ele responde: “Não (...). Não tenho a certeza que Deus tenha algum dia falado. No fim, são vozes que nós próprios criamos (...). Eu sei dizer o que se pode dizer sem nada revelar (...). Não separo Deus do resto. Faço a ligação entre a transcendência e a imanência.”


Viver em pecado
 
Estas declarações parecem espantosas, mesmo para um político moderado de esquerda, ou mesmo num social-democrata, centrista de esquerda ou de direita, como ele também já foi qualificado. Neste aspeto, sobre a sua difícil caracterização política, ele prefere dizer que nem é de esquerda nem de direita e que é o homem que quer acabar com as divisões entre os franceses e unir a França. Diz que a bipolarização tradicional entre a esquerda e a direita está ultrapassada e baralha ainda mais os traços do seu perfil com as referências ao sagrado na formação da sua personalidade. Ele parece acreditar a sério que é o homem providencial, aquele que vai travar Marine Le Pen e o seu nacionalismo exacerbado e resolver os problemas da França e da Europa. É um europeísta convicto, defende o euro e as regras europeias sobre os défices.

Na realidade, intimamente, Macron dá a entender que vive com temor a Deus e até, segundo parece, receia ter vivido em pecado, no passado. Na mão esquerda exibe a aliança de homem casado com a sua antiga professora de teatro e de literatura, Brigitte Trogneux, hoje reformada, 24 anos mais velha do que ele (Macron tem 39 anos). Na mão direita tem um outro anel. Que significa? “Vivi longo tempo fora do casamento”, responde.


Macron acredita ser o homem providencial capaz de travar Le Pen e resolver os problemas da França e da Europa

Macron casou-se com Brigitte Trogneux em 2007 e é hoje um jovem avô de seis netos. Quando se apaixonou pela professora, ainda no liceu e pouco depois se tornou seu amante, ela era casada, tinha três filhos, um deles colega de Macron na escola, e um marido — daí o pecado que sugere e a que ele vagamente alude. Os seus netos são descendentes dos filhos, todos eles já adultos, do primeiro casamento de Brigitte. Esta relação, alguns anos clandestina, com a professora valeu-lhe problemas sérios com as famílias de ambos e a censura social. É o próprio Emmanuel Macron que conta este momento-chave da sua vida no seu livro “Révolution”, publicado em 2014 pelas edições XO. Nesta obra, evoca o amor quase à primeira vista e a grande “cumplicidade intelectual” entre ambos. Brigitte é, ainda hoje, sublinha o seu staff, uma das suas principais conselheiras, corrigindo designadamente os seus discursos. Ela e um barítono, este último pago, ensinaram-no também a aprender a colocar a voz para os seus discursos públicos serem mais eficazes. Aparentemente, o amor entre ambos continua, apesar das recentes notícias, desmentidas por Macron, de que ele seria homossexual.

Emmanuel parece ter sido tocado pela graça e, provavelmente, encontrou o seu próprio caminho político ao decidir sair do Governo socialista em 2016. Acreditou num destino mais elevado e lançou o Em Marcha, o movimento que fundou logo depois de se ter demitido do Executivo, em conflito com o primeiro-ministro, Manuel Valls, e o Presidente, François Hollande. Estes tinham-no tirado do anonimato do sector da grande banca de negócios e investimentos (ele era um quadro superior no banco Rotschild) e do lugar cinzento de conselheiro económico e de secretário-geral-adjunto do Eliseu para o nomearem ministro da Economia, em 2014.

Apesar de ‘vallsistas’ e ‘hollandistas’ o apelidarem em privado de “o pequeno traidor”, as suspeitas sobre a sua desmesurada ambição e estas insinuações pesam pouco junto dos franceses. A história das carreiras políticas está recheada de traições em França e no mundo, e Macron não é o primeiro nem será o último dos traidores. Ele está sem dúvida em marcha acelerada e arrasta muita gente com ele. Mesmo no PS as críticas ao candidato ouvem-se pouco. Algumas dezenas de socialistas, mas de segundo plano, até o apoiam agora publicamente, porque ele está na mó de cima, evidentemente. Os planetas da galáxia política francesa parecem, de momento, posicionados a favor de Macron — o descalabro de François Fillon e a eleição do ‘esquerdista’ Benoît Hamon como candidato do PS abriram-lhe aparentemente uma autoestrada centrista, sem portagens nem controlo de velocidade, para atingir o Eliseu.


“O programa não é o coração de uma campanha”

No entanto, o candidato tem alguns problemas importantes pela frente para continuar a manter-se na crista da onda da campanha policial. Um deles é que ainda não apresentou o programa da sua candidatura ao Eliseu e os seus adversários e alguns analistas não se cansam de o sublinhar. “É só conversa sobre a união dos franceses, dos gaullistas aos socialistas, mas isso não chega para ganhar a presidência”, dizem em resumo diversos comentadores. O candidato promete publicar a plataforma programática no fim de fevereiro, início de março, mas ele sabe que os eleitores ligam pouco aos programas políticos, que são quase sempre rasgados depois de se ganhar e de chegar ao poder. Também neste domínio, Macron tem uma posição muito particular. “É um erro pensar que o programa é o coração de uma campanha. A comunicação social passa de um comentário sobre um pequeno pormenor do programa às piores polémicas, e daí em diante.”

Tem a trabalhar com ele, para escrever o programa, conselheiros de grande nomeada, como os economistas Jean-Pisani Ferry e Pascal Lamy, ou dois conceituados sherpas de presidentes, ambos mais ou menos ligados à política e à economia, Jacques Attali ou Alain Minc. O primeiro já falou sobre o programa que ainda não foi divulgado e foi esclarecedor: “O nosso projeto não é socialista.” Quanto a Attali, antigo conselheiro especial do falecido presidente socialista, François Mitterrand, é um homem controverso, mas é um amigo pessoal que Macron ouve atentamente. Attali é um conceituado intelectual francês que nos últimos anos se tem mantido numa certa reserva porque o seu nome chegou a estar envolvido no “Angolagate” (escândalo de comissões ocultas a diversas personalidades francesas num caso de venda de armas russas ao regime angolano). O seu processo foi arquivado por falta de provas. Attali recebera do Governo angolano um milhão de dólares em pagamento de um parecer de algumas páginas sobre o microcrédito em Angola, escrito depois de uma viagem a Luanda de menos de 24 horas. Já Alain Minc vê em Macron um destino fora do comum. Também dissera o mesmo sobre Nicolas Sarkoy, que ele apoiou no passado. Um dia, numa entrevista ao Expresso, chegou a prever que Sarkozy seria o Bill Clinton da Europa.

Paixão Macron é casado com a sua antiga professora de teatro e de francês que conheceu quando tinha 15 anos. Brigitte Trogneux, hoje reformada, é 24 anos mais velha FOTO MARTIN BUREAU/AFP/Getty Images

Emmanuel Macron, social-democrata liberal que se diz “não conformista”, reúne apoios dos mais variados sectores políticos e económicos, excluindo os da extrema-direita e da extrema-esquerda. O seu telefone, dizem, não para de tocar. Quase toda a gente “que conta” diz-se fascinada com ele — de banqueiros a patrões e a muitos idosos intelectuais, antigos animadores da revolta de Maio de 68 e aos filhos destes últimos. A dois meses da eleição, o Eliseu parece ao seu alcance e ele é uma força centrípeta, jovem, atraente, sedutora, moderna, nada agreste. Mas, neste domínio dos apoios, enfrenta também alguns problemas que não tem conseguido resolver. Um deles é importante e está relacionado com o PS. Manuel Valls, o antigo primeiro-ministro derrotado (e humilhado) pelo ‘esquerdista’ Benoît Hamon, pediu aos seus apoiantes para não abandonarem o PS e para não irem já a correr ajudar o candidato que não concorreu às primárias socialistas. A realidade é esta: Valls não gosta de Macron e será o PS, e não o Em Marcha, que vai nomear os candidatos às legislativas de junho, que se seguirão às presidenciais de abril e maio (primeira e segunda voltas).

Até agora, só algumas, poucas, figuras históricas socialistas, como Gérard Colomb (presidente da Câmara de Lyon, 70 anos e que já não tem nada a perder na política), decidiram oficialmente passar de armas e bagagens para o campo de Macron. A “máquina” do PS resiste a deslocar-se para o lado de Macron. A larga maioria dos socialistas está à espera das sondagens e dos próximos desenvolvimentos de uma campanha que tem sido recheada de surpresas, que podem ainda não ter terminado. Desde as primárias socialistas, Benoît Hamon ganhou repentinamente oito pontos nas sondagens, está neste momento em quarto nas intenções de voto para a primeira volta das presidenciais, atrás de François Fillon, e continua a negociar — dificilmente, mas está a negociar — com os ecologistas e os comunistas uma espécie de “programa comum” para as presidenciais e, sobretudo, a constituição das listas eleitorais… para as legislativas, as eleições que verdadeiramente vão dar empregos a centenas de pessoas de esquerda. Ora, todo este sector — Hamon, em conjunto com os ecologistas e Jean-Luc Mélenchon (apoiado pelos comunistas e pela esquerda radical) — tem, somadas todas as intenções de voto das sondagens, mais do que Macron e chega ao empate com Marine Le Pen, que continua firme em primeiro lugar... No PS, poucos querem dar passos em falso porque são os empregos e a sua sobrevivência pessoal — bem como a do partido — que estão em jogo.


Aos cinco anos recitava em voz alta textos eruditos

Emmanuel Macron constata que o PS não implodiu depois das primárias e que a procissão eleitoral para as presidenciais ainda não saiu do adro da igreja. Nesta situação, tem sido aconselhado, até à divulgação do seu programa, a prosseguir na via que até agora lhe possibilitou uma fulgurante notoriedade e surpreendente ascensão. Em termos de conteúdo, tudo se tem resumido, nos seus comícios, à enumeração de alguns grandes princípios. Ecologia: “Somos ecologistas, não queremos bloquear o progresso, mas somos ecologistas porque somos fraternos com os nossos semelhantes.” Política: “Não digo que a direita e a esquerda já não existem, mas as clivagens não serão ultrapassáveis?” Economia: “Temos de limitar os excessos do capitalismo.” O candidato não abre o jogo, mas não poderá manter-se eternamente neste registo demasiado vago e ambíguo.

Seja como for, o nome de Emmanuel Macron está em todo o lado, só se fala nele em França e no estrangeiro. De momento, a sua estratégia funciona bem: não diz mal de ninguém, mesmo sobre François Fillon ou Marine Le Pen fala com pinças, evoca a honra dos funcionários públicos, discorre sobre temas unânimes em França, como a liberdade, a igualdade e a fraternidade. Defende a “revolução democrática”, enunciação que desenvolve no seu livro. Por vezes, a palavra “revolução” aparece nos ecrãs dos seus comícios, mas nunca com fundo vermelho. Ele prefere a revolução engalanada com cores como lilás ou turquesa.


Todos os planetas da galáxia política francesa parecem, de momento, posicionados claramente a favor de Emmanuel Macron


Um barítono ensinou-o a projetar a voz e alguém lhe terá dito que nunca deve baixar o olhar. Quando discursa, olha sempre para cima, quando fala com as pessoas fixa-as olhos nos olhos, com os seus, azuis, bem abertos. Apresenta-se sempre como um sonhador, um naïf um pouco angélico que, no entanto, galvaniza plateias. Os media adoram-no. Falta-lhe experiência e autoridade, como tinha por exemplo Manuel Valls, quando fala sobre assuntos como terrorismo — o antigo primeiro-ministro disputava com ele o eleitorado de centro-esquerda — mas, por enquanto, o seu projeto tem estado em inegável marcha meteórica para tentar chegar à vitória.

Emmanuel Macron é inteligente e tem uma formação cultural sólida. Estudou num liceu privado de jesuítas (chamado La Providence) em Amiens (norte da França), onde nasceu no seio de uma família burguesa e rica. Foi quando era adolescente e estudante liceal, por volta dos 15 anos, que ele se apaixonou por Brigitte, então sua professora de teatro e de francês. Ela própria recordou recentemente o aluno brilhante, numa entrevista: “Era um adolescente que não era como os outros, discutia com os professores, andava sempre carregado de livros, não era na verdade um adolescente, já tinha então uma relação de igual para igual com os adultos.”

O candidato presidencial — que tem um Diploma de Estudos Aprofundados em Filosofia, cursos no Instituto de Ciências Política e na Escola Nacional da Administração, duas instituições que são verdadeiras “fábricas” de políticos e altos funcionários franceses — começou cedo a gostar de literatura e de filosofia. No livro “Révolution”, que é dececionante em termos de ideias e pobre do ponto de vista político, escreve algumas coisas curiosas. Revela que aos cinco anos de idade passava todos os dias horas com uma avó, cujo nome não revela, a estudar gramática, história e filosofia, bem como a ler e a recitar em voz alta textos de Molière, Racine, Mauriac, Colette e Giono.

É poético quando escreve que foi com esta avó, aparentemente determinante para a sua vida, que “com Colette aprendi o que é um gato ou uma flor, e com Giono o vento frio da Provence e a verdade dos carácteres”. No livro, cita mais sete pessoas que o influenciaram: Brigitte, a mulher; o filósofo Paul Ricouer, com quem estudou e trabalhou como assistente em Ciências Políticas; Henry Hermand, rico homem de negócios que lhe ensinou “concretamente as coisas”, lhe emprestou dinheiro para comprar o seu primeiro apartamento em Paris e lhe apresentou Michel Rocard, figura histórica do socialismo reformista francês, com quem ele conviveu durante 15 anos; Jacques Attali, que conheceu em 2007, quando foi inspetor-geral das Finanças; David de Rotschild, com quem trabalhou no banco de negócios com o mesmo nome e no qual, diz, “aprendi uma profissão, ganhei bem a minha vida, sem ter feito uma fortuna que me dispensaria de trabalhar”; cita por último também François Hollande. Deixou o banco em 2012 para trabalhar com o Presidente então recentemente eleito, como secretário-geral-adjunto do Eliseu, em particular na gestão das pastas da zona euro e da economia. Teve aí, na altura, problemas para encontrar o seu espaço entre os diversos conselheiros do Eliseu, entre eles o jovem lusodescendente, Philippe l’Église Costa, que era o encarregado dos Assuntos Europeus.


A “traição”aos socialistas e os “pequenos arranjos entre subalternos”

Passou a ministro da Economia, substituindo o ‘esquerdista’ Arnaud Montebourg, em 2014. Saiu do cargo menos de dois anos depois, alegando divergências, mas ele não gosta muito de se alongar em explicações sobre este período conturbado da sua curta carreira política. Sobre a alegada traição a Hollande e a Valls, apenas escreve: “Quando se diz que eu deveria obedecer ao Presidente como uma máquina, renunciar às minhas ideias simplesmente porque ele me nomeara ministro, o que se quer dizer? Que a ideia do bem público deve apagar-se perante a do serviço prestado.” Já sobre uma famosa declaração do Presidente Hollande a seu respeito na altura da sua demissão — “ele (Macron) sabe o que me deve”— é um pouco mais claro: “Atribuo à distração a frase do Presidente sobre a dívida que eu teria para com ele. Sei que ele defende a dignidade das funções públicas e os valores da vida política republicana para aderir, nem que fosse por um instante, a uma conceção deletéria de pequenos arranjos entre subalternos.”


Carisma Os seus seguidores parecem ficar hipnotizados com o tom do seu discurso. “Macron pensa que é um guru político”, acusam alguns dos seus adversários FOTO Jean-Paul Pelissie/REUTERS 

Sabe tocar piano muito bem — obteve o terceiro prémio como pianista no conservatório de Amiens. Os pais eram médicos e professores e ele aderiu ao PS aos 24 anos. Deixou de pagar as cotas poucos anos depois e hoje não é do partido. Se fosse teria sido expulso por ter recusado disputar as primárias organizadas pelos socialistas, ganhas por Benoît Hamon, um dos líderes da ala esquerda, que ele abomina. Hamon retribui-lhe a aversão política e pessoal. “Ele deveria divulgar quem são os seus financiadores, para as coisas ficarem claras”, diz o candidato socialista. “Macron é suspeito de ser o candidato da finança”, garante ao Expresso Pascal Cherki, um dos porta-voz de Hamon, que acrescenta: “Hamon quer unir a esquerda, está a falar com toda a gente e também discutirá com Emmanuel Macron, se ele disser que é de esquerda.”

Na sua equipa mais próxima tem poucos socialistas de primeiro plano, alguns antigos conselheiros gaullistas, membros do seu gabinete no ministério da Economia e diversos patrões e intelectuais. Alain Minc diz que votará nele por “ser o único candidato verdadeiramente europeu”. No entanto, este empresário e escritor acrescenta: “Se Alain Juppé tivesse vencido as primárias da direita não existiria o assunto Macron.” Para este conhecido conselheiro de muita gente da área do poder, o candidato deseja, tal como Juppé, “fazer a aliança de pessoas razoáveis dos dois campos mas ele não deve deixar-se submergir pela esquerda, seria comprometedor, tem de prestar muita atenção porque não pode transformar-se no pneu sobressalente, de socorro, da esquerda”.


Novas surpresas são ainda possíveis
 
Devido à estranha conjuntura político-partidária francesa, Emmanuel Macron transformou-se na figura central da campanha eleitoral e parece de facto o último recurso da esquerda moderada, dos centristas e de uma certa parte da direita que se desligou de François Fillon. Também não mete medo aos patrões, ao contrário de Hamon, Mélenchon e Marine Le Pen. No mundo, o seu nome também não assusta ninguém apesar da sua nula experiencia em assuntos internacionais. Foi recebido na segunda-feira, 13 de fevereiro, em Argel, com toda a pompa e circunstância, como se fosse já o chefe do Estado francês.

Mas nada ainda pode ser dado como certo, apesar de todas as sondagens o darem como vencedor claro, na segunda volta das presidenciais, num eventual duelo com Marine Le Pen. A líder da Frente Nacional acusa-o de ser o candidato das elites, do sistema e do establishment. “Ele é um servidor zeloso das superpotências financeiras e da globalização”, diz Marine. Macron enfrenta também críticas de uma parte dos centristas. François Bayrou, chefe histórico deste sector, denuncia a “ambiguidade” em torno do seu programa, reconhece a afirmação do fenómeno mas pensa que ele será “uma bolha” que poderá rebentar a qualquer altura. Bayrou ainda não decidiu se concorre às presidenciais e, se o fizer, será um problema para Macron porque lhe disputará os votos dos centristas na primeira volta.

Certamente por ser pouco claro nas suas propostas, por não ter divulgado o programa e por a sua personalidade política estar ainda longe de uma límpida definição, Macron conhece uma pequena baixa nas mais recentes sondagens. Uma delas, publicada pela revista “Paris Match” no dia 13 de fevereiro dá-o quase taco a taco com Fillon para a primeira volta — 19,5% contra 18%. O mesmo estudo coloca Marine Le Pen largamente à frente de todos, com 26%. Hamon surge em quarto lugar com 14,5% e Mélenchon em quinto com 11,5%. E se Hamon e Mélenchon se entenderem num “programa comum”? E se Bayrou se candidatar? A dois meses do escrutínio, o jogo das presidenciais francesas está muito mais aberto do que por vezes se pensa e novas surpresas e sobressaltos ainda são possíveis até aos dias do voto — 23 de abril e sete de maio (primeira e segunda voltas).





Marina Costa Lobo

“Fim do sistema partidário”

Macron simboliza a degenerescência do sistema partidário francês. Apesar de ter sido ministro de Hollande, não disputou as primárias do PS, apresentando-se como um candidato independente, centrista e europeísta. Enquanto tal, a sua vitória nas presidenciais francesas seria simbólico do fim do sistema partidário francês enquanto tal. A serem ele e Le Pen os dois candidatos na segunda volta, tratar-se-ia de um realinhamento ideológico em torno de dois grandes polos — um nacionalista-conservador representado por Le Pen e outro cosmopolita e liberal representado por Macron. Até agora, a sua performance nas sondagens é também sinal do resultado de um mediatismo exacerbado da política europeia que depende de narrativas “pessoais” mais do que de percursos longos, partidários e ideologicamente consistentes.




Miguel Monjardino

“Corre como um outsider”
Emmanuel Macron tem tido um desempenho excelente e de certa maneira também tem sido uma surpresa o sucesso que tem tido e a popularidade que já alcançou. Isso deve-se em parte à fragmentação da esquerda francesa e que virou ainda mais à esquerda. É por isso que saiu do seu partido e concorre como independente. Corre como um outsider. Mas será que é possível em França ganhar sem ter o apoio de uma máquina partidária? Essa é a questão. Penso que tudo vai depender muito das figuras políticas que aceitarem agora dar a cara por ele. Confesso que inicialmente olhei para a candidatura dele como uma ambição de concorrer às eleições seguintes. Agora, temos todos de reconsiderar essa análise. Macron apresenta uma agenda otimista para a França e é o único político da nova geração a propor à sociedade uma nova visão para o futuro. Talvez tenha chegado a altura de o ouvir.




Paulo Rangel

“Reformista liberal”
Os dois acontecimentos do início do ano em França, a eleição pelos socialistas de um candidato muito à esquerda, e os escândalos ligados a Fillon, favorecem muito a retórica, estratégia e estilo de propaganda de Marine Le Pen. É nesse contexto que a figura de Macron emerge com mais força e com ela a ideia de que é preciso renovação. Ele não pertence ao establishment político francês, representa o centro geográfico desse sistema, situando-se entre os moderados socialistas republicanos. É um socialista reformista liberal que vai pegar em parte da agenda de Fillon, um europeísta convicto e, nessa matéria não faz qualquer concessão ao discurso de Le Pen, que também não o pode atacar com a ideia de um sistema corrupto. Defende que os problemas da França se resolvem no contexto da UE e defende a França como motor da UE. Se for eleito irá buscar pesos pesados à direita e à esquerda e com essa garantia colmatará a sua inexperiência.




Telmo Correia

“Personagem reunificadora”

Macron é um candidato atípico. Com um estilo e uma postura particular vai buscar elementos à esquerda e elementos à direita para criar um programa muito liberal e virado para uma sociedade moderna. Defende uma espécie de social-democracia moderna. Demarca-se dos conservadores, dizendo que a economia tradicional não é solução. Europeísta assumido, aposta em refazer o eixo franco-alemão e propõe como solução mais Europa. Tem uma imagem jovem, diferente da dos políticos tradicionais. E tem vindo a beneficiar de um conjunto de circunstâncias que lhe foram abrindo caminho. Hoje poderá mesmo ser visto como o candidato que fará frente a Marine Le Pen na clássica segunda volta das eleições presidenciais francesas. Acredito que possa ser o candidato que consiga criar consenso, que seja a personagem incomum e reunificadora.




Francisco Louçã

“Tony Blair radical”

Macron é ainda um pouco um mistério. Surge com a dupla faceta de ter ganhado milhões no banco Rothschild e de ser o ministro da Economia de Hollande que provocou uma greve geral em França. Ele é uma espécie de Tony Blair radicalmente liberal. A sua ascensão no cenário eleitoral às presidenciais francesas só acontece e só será viável devido ao colapso do sistema político francês. Mas tudo é ainda muito volúvel. É um fenómeno como Trump. Ninguém diria que ele seria o candidato a concorrer com Marine Le Pen, toda a gente apostaria em Alain Juppé ou Manuel Valls. A sua eleição, contudo, cria uma situação única na V República: um homem sem partido que põe fim à configuração política que vem do pós-guerra e que pode associar-se a uma instabilidade fruto de uma visão tão radical. É preciso prudência e perceber o terramoto em que se está a mover a França. Macron é ainda o sonho para a finança francesa, capaz de ir mais além do que o Hollande mais radical.




Francisco Assis

“Falta de identidade política”

Estas eleições presidenciais são de tal forma estranhas e singulares que Macron tem reais possibilidades de ganhar. Tem a seu favor o problema grave da direita, com o candidato Fillon na sua obstinação de ir até ao fim e a perder toda a popularidade com a descredibilização de que foi alvo, mas também o facto de a esquerda se apresentar demasiado tradicionalista e ideologicamente demasiado à esquerda. Assim, é natural que o eleitorado de centro-esquerda apoie este independente. Mas Macron peca por uma insuficiência: não tem uma identidade política definida. Curioso é que essa indefinição programática e doutrinária não o esteja por enquanto a prejudicar. Apresenta propostas inovadoras e representa uma esquerda mais aberta do ponto de vista económico e até social. Mantém os valores da República. Mas chega a ir mais longe do que as reformas mais polémicas de François Hollande em matéria de liberalização do mercado de trabalho, por exemplo, ou na aposta económica dentro de um mundo global.

Depoimentos recolhidos por Alexandra Carita

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2312 - 18 de Fevereiro de 2017

domingo, 19 de fevereiro de 2017

O morgadio do Carregal




O morgadio do Carregal


Criado em 1492 por João Martins Ferreira no sítio de que tomou o nome 

 




O palacete da Travessa do Carregal onde agora funciona um desses modernos hotéis que aqui no Porto crescem como cogumelos foi, em tempos não muito distantes, a resi­dência dos Vilarinho de São Romão; albergou, depois, um asilo da infância; e ser­viu, posteriormente, de sede ao Conserva­tório de Música do Porto. Mais recentemen­te, ainda também por lá passou um colégio ligado a uma entidade religiosa.
 
Mas a história do local e dos Vilarinho de São Romão remonta, pelo menos, ao sécu­lo XV, desde quando, em 1492, um tal João Martins Ferreira ali instituiu o morgadio do Carregal. Naqueles recuados tempos, o sítio ficava distante da cidade medieval. João Martins Ferreira habitava, então, uma casa-torre.

A área ocupada, digamos assim, pelo mor­gadio era enorme. Abrangia, tomando como referência a zona urbana dos nossos dias, o espaço compreendido entre as ruas de Ce­dofeita, Miguel Bombarda, Rosário, Restau­ração e o Largo do Prof. Abel Salazar.

Qualquer bom dicionário dará de morga­do a seguinte definição; "vínculo indivisível e inalienável que passa, numa família, de pri­mogénito em primogénito, mas sempre em linha reta varonil". E a estes vínculos, acres­centamos nós, andavam ligados muitos e rendosos proventos. Isto para dizer que João Martins Ferreira era um homem muito rico e pessoa assaz influente na sociedade do seu tempo.

Bom, mas do que nos propomos falar, aqui, na crónica, é do sítio e da sua evolução urbanística. Como o leitor facilmente já con­cluiu, Carregal é topónimo muito antigo. Os especialistas na matéria dizem que a palavra tem origem numa erva gramínea, chamada carrega, que cresce em terrenos onde abun­da a água. Outrora, o topónimo identificava um Carregal de Cima e um Carregal de Bai­xo, referidos em documentos de 1581 e 1660, respetivamente; uma rua; um jardim; uma travessa e uma calçada. Subsiste, hoje, so­mente nestas duas ultimas artérias.

Ao jardim, o povo ainda continua a chamar-lhe do Carregal. Oficialmente, porém, a sua denominação é Jardim de Carrilho Vi­deira. Este nome foi atribuído já depois da implantação da República. Evoca a figura de José Carrilho Videira, jornalista e ativo pro­pagandista dos ideais republicanos. Antes, na monarquia, o jardim ostentava o nome do Duque de Beja. Mas, repetimos, é por jardim do Carregal que toda a gente o conhece e identifica. A tradição continua a ter muita força.
 
Já agora, uma alusão, rápida, à capela exis­tente também na Travessa do Carregal e que integrava o solar dos Vilarinho de São Ro­mão. Era da invocação de Santo António ­capela de Santo António do Carregal, era este o seu nome oficial. Escrevemos "era" porque, na verdade, já não é. Transformaram-na num bar, ou coisa do género.

Antes da existência do jardim, que é re­lativamente recente, o terreno baldio era atravessado pela água de um ribeiro que corria a céu aberto. Hoje, a água continua a correr, mas encanada, e o encanamen­to passa por baixo do edifício do Hospital de Santo António. Trata-se do chamado rio Frio ou do Carregal, que nasce num lo­cal compreendido entre as ruas de Cedo­feita e da Torrinha, atravessa a quinta das Virtudes e desagua no rio Douro, debaixo do edifício da Alfândega. Devido à cir­cunstância da passar pela referida quin­ta, o pequeno curso de água também apa­rece, por vezes, designado como ribeiro das Virtudes e rio de Miragaia.

O jardim é de 1857. Neste ano, a Câma­ra negociou com a Santa Casa da Miseri­córdia do Porto a compra dos terrenos que ficavam defronte da ala norte do edi­fício do hospital. E ajardinou-o. Havia por ali uma rua que tinha o nome de D. Pedro V. Esse arruamento desapareceu com a criação do jardim. Quando, mais tarde, se abriu uma rua nova nas antigas azenhas de Vilar, que ficou a ligar a Rua de Vilar a Massarelos, a Câmara deu-lhe o nome de D. Pedro V.

A antiga Rua do Carregal era a que hoje tem o nome do Prof. Vicente José de Car­valho. Corre entre os edifícios da antiga Faculdade de Medicina, em cuja parede existe um medalhão com a efígie daque­le mestre, e o do Hospital de Santo Antó­nio. A rua que hoje tem o nome de Cle­mente Meneres, grande impulsionador da agricultura transmontana, tinha o nome de Rua do Duque de Beja e também o de Rua do Paço, não sabendo nós que paço seria este.

A abertura da Travessa do Carregal obedeceu ao célebre plano de melhora­mentos de 1784, do tempo, portanto, dos Almadas. Determinava esse documento que se continuasse a abertura da traves­sa que havia de ligar os Ferradores (Praça de Carlos Alberto) com o bairro dos quar­téis (Rua de D. Manuel II) através dos ter­renos oferecidos por Custódio Ferreira Carneiro de Vasconcelos, que era, à altu­ra, o morgado do Carregal. •

História do sítio do hospital
 
O terreno onde foi cons­truído o edifício do Hos­pital de Santo António fazia parte do Casal do Robalo, uma propriedade rústica, foreira à Mitra -ou seja, que pagava ren­da ao bispo - e integra­va, patrimonialmente, o antigo Casal do Carregal de Baixo. A Santa Casa pagou pelo terreno 5.290$000 réis, mas a escolha do local para a construção do edifício para hospital não reuniu consenso. O sítio, atra­vessado pelo rio Frio, ou das Virtudes, ao longo do qual as carregas cres­ciam a esmo, era panta­noso, pejado de mosqui­tos, pouco indicado, por­tanto, segundo a opinião de pessoas daquele tempo, para a constru­ção de um edifício desti­nado a tratar doentes. O projeto, apesar de tudo, foi por diante e o Hospi­tal de Santo António é hoje um dos mais belos e monumentais edifícios da cidade.

O duque de Beja era o infante D. João, filho de D. Maria II
 
JORNAL DE NOTÍCIAS, 19 FEV, 2017

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