Pesquisar neste blogue

quinta-feira, 30 de março de 2017

As coincidências não são apenas coincidências, mas o destino a funcionar de uma forma não linear

Os homens sobreviveram a contar histórias uns aos outros


   Pedro Candeias


As coincidências não são apenas coincidências, mas o destino a funcionar de uma forma não linear



Sou péssimo em datas, esqueço-me de quase todos os aniversários e como não tenho Facebook e toda a minha gente o tem, acho sempre que estou a dois passos de perder um amigo. Por outro lado, sou ótimo com caras e nunca me vou esquecer da cara que o meu pai fez quando aquilo aconteceu.


Tínhamos visto o meu avô tempos antes, acamado, e eu reparara nas veias, salientes e verdes, que se queriam fazer expulsar das carnes secas dos braços, das mãos. E as feições dele, que eram as do meu pai e que dizem que também são as minhas, estavam comidas, doentes, e a voz era frágil.

O patriarca dos Candeias, inteligente, intuitivo, complexo e difícil de ler, estava a morrer, e quando se foi o meu pai chorou. Nunca o tinha visto assim e acabei por vê-lo mais vezes assim, muitas mais do que as que queria, porque morrer tornou-se ofício da família. Fizemos vigílias, carregámos caixões, subimos escadarias, ouvimos missas, memorizámos rituais, descemos escadarias, acompanhámos cortejos a pé e amparados uns nos outros, chorámos, alguns de nós desesperadamente, perguntámo-nos porquê?, enterrámos, agradecemos os pêsames e o conforto, demos os pêsames e oferecemos o conforto. E a dor e a violência continuaram iguais, apesar da repetida exposição.

Quero acreditar que é assim com quase todos e que a seguir chegam as memórias e o arrependimento. E quero acreditar que isto passa também pela cabeça de quase todos, sobretudo a culpa que, no meu caso, implicam os almoços, as festas e os jantares a que não fui ou as simples visitas que não fiz.



O cinema está cheio de momentos destes, de remorsos, contrição, desgosto, seja o que se quiser chamar-lhe. Normalmente, estas cenas são acompanhadas de uma trilha sonora subtil, se o filme for bom, ou exagerada, se for mau.

O Magnólia, de 1999, por exemplo, é brilhante e tem uma cena incrível, e improvável, porque o protagonista é Tom Cruise. O ator que aprendemos a não gostar pelas crenças que são lá dele, mostrou que nada é impossível.

Porque o tamanho da sua personagem, maior do que a vida, arrogante, de chavões agressivos (“respect the cock, tame the cunt”), um vendedor de sonhos para homens inseguros e, segundo ele, emasculados, o seu Frank TJ Mackey diminui até se extinguir, prostrado sobre o pai (Jason Robards) que se precipita para a morte.
 


Neste instante, Cruise entrega-se ao desempenho que lhe valeu a nomeação para o Oscar – e que não venceu.

Não é apenas por isto que este filme de Paul Thomas Anderson é um dos meus favoritos. É-o porque tem William H. Macy a sofrer por um amor não correspondido num bar, Julianne Moore a viver um amor socialmente proibido e John C. Reilly a arriscar o seu ganha-pão por amor; e Phillip Baker Hall a representar uma estrela caída, Seymour Hoffman gentil e generoso como um anjo-da-guarda, e sapos, muitos sapos, a cair do céu como na praga bíblica do Êxodo. É um exercício catártico num cenário apocalíptico.



Mas estas histórias independentes são interdependentes, e Magnolia transformou-se o primeiro grande filme mosaico em que as coincidências não são apenas coincidências, mas o destino e o karma a funcionarem de uma forma não linear. Traffic, Syriana, Contagion, Babel e Crash seguiram este filão, mas nenhum foi tão hábil na associação supostamente aleatória de acontecimentos. Talvez porque os atores sejam melhores. Ou porque a história seja melhor. Ou porque às tantas se ouve a Aimee Mann a cantar One ou Save Me e há uma desesperança profunda associada à letra e à voz que mexe com quem o vê.

Ou, então, porque os atores, a história e a banda sonora se submetem aos grandes mistérios da vida: porque é que eu sou eu, porque é que não sou outra pessoa, o que andamos aqui a fazer, o que vem a seguir a isto, enfim, a fragilidade do ser humano.

Jornal Expresso Quinta - 30 de Março de 2017

ONE


SAVE ME

quarta-feira, 29 de março de 2017

Negação

Negação

Título original:Denial
Género:Drama, Biografia
Classificação:M/12
Outros dados:GB/EUA, 2016, Cores, 109 min.
A norte-americana Deborah E. Lipstadt é uma historiadora respeitada que se especializou no tema Holocausto. Na obra "Denying the Holocaust" (1993), critica veementemente David Irving, um teórico inglês que afirma que o genocídio dos judeus durante a Segunda Grande Guerra é uma farsa inventada pelos próprios. Sentindo-se prejudicado pelo que foi publicado, Irving decide processar Deborah por difamação. O problema é que, dentro do sistema judicial britânico, nestes casos é o próprio réu quem tem de provar a sua inocência e a falsidade das acusações, não o contrário. Com uma equipa de advogados contratados por si, Deborah vê-se no meio de uma longa disputa judicial em que, para limpar o seu nome, tem de destruir as bases das teorias negacionistas de Irving, provando aquilo que nunca deveria ter sido necessário: a veracidade de um dos mais terríveis momentos da História da Humanidade…
Estreado no Festival de Cinema de Toronto (Canadá), um drama biográfico realizado por Mick Jackson ("Viver e Amar em Los Angeles", "O Guarda-Costas", "Vulcão") e escrito por David Hare (também responsável pelos argumentos de filmes como "As Horas" ou "O Leitor"). A história tem por base a obra "History on Trial: My Day in Court with a Holocaust Denier", escrita pela própria Deborah Lipstadt. O elenco conta com Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall, Andrew Scott, Jack Lowden, Caren Pistorius e Alex Jennings.
  
TRAILER

domingo, 26 de março de 2017

CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI”


ENTREVISTA

CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI”



O seu nome já não se distingue do de Mértola e de uma profissão por sinal em declínio: a arqueologia. E a ambas chegou para fazer uma revolução. Não seria a primeira e talvez não seja a última. Porque nunca se sabe se uma pedra é apenas isso ou algo mais


POR LUCIANA LEIDERFARB (TEXTO) e ANTÓNIO PEDRO FERREIRA (FOTOGRAFIAS)



A arqueologia é suja, suja as mãos. Cláudio Torres não se cansa de o repetir aos alunos e profissionais que, semana após semana, o visitam no Campo Arqueológico de Mértola, o lugar onde começou a sujar as suas há já quase 40 anos. Não foi diferente quando o visitámos. Chegámos a meio de uma “preleção” — a palavra é sua — na antiga mesquita, no exato momento em que explicava que um cântaro mais velho qualifica a água de forma diferente do que um novo e em que exigia atenção para não se esmagar os restos de argamassa, porque até no mais pequeno deles podia estar guardado o segredo de uma escavação. Para quem literalmente começou apanhando cacos do chão e acabou por dele extrair um bairro almóada do século XII, um batistério do século VI (dos mais importantes do Mediterrâneo, em 2016 distinguido com o prémio do Vaticano), um criptopórtico e um palácio episcopal, estas não passam de recomendações básicas. Caminhar por Mértola é também descobrir sinais do próprio Cláudio Torres, hoje com 78 anos: aqui o restaurante fundado pelo irmão, ali a casa da filha Nádia, além a mulher Manuela a subir a ruazinha ao nosso encontro. Mas apesar de o arqueólogo parecer aqui ter nascido, esta vila, hoje candidata a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, é na verdade a sua última estação. O lugar onde “pousou” depois de anos de exílio em locais tão remotos como Rabat e Bucareste. Foi esta a história que nos contou ao longo de um dia inteiro de conversa, entre cacos, restos, pedras, cerâmicas, livros e tecidos, coisas únicas no mundo aparecidas aqui pelas suas mãos.


Disse uma vez que a arqueologia é uma profissão moribunda. Porquê?

Porque é uma atividade de longo termo, de resultados nunca imediatos. Quanto mais se escava, mais as dúvidas aumentam. Os textos escritos dão-nos informações das elites, de quem sabia ler e escrever. E a arqueologia fala-nos de zonas da sociedade ainda desconhecidas.


Zonas intocadas pela escrita?
Mundos incógnitos nos documentos, em que vigora a passagem de boca em boca, de pai para filho, e para os quais não temos referências. Dou-lhe um exemplo: ao escavar uma casa da época almóada chega-se ao pátio central, às alcovas, às áreas da cozinha ou da latrina. E de repente surge a fossa sética, que está cheia. No início encontrámos dezenas dessas fossas e apanhámos milhões de sementes, grainhas de uva, caroços de azeitona... Ora, as grainhas dizem-nos que espécies de uvas havia na zona e que vinhos se faziam. E os ossos alimentares dizem-nos que espécies de peixes eram consumidos.


É detectivesco, o trabalho do arqueólogo.

E tudo só para saber o que se pescava aqui no rio [Guadiana]! A sopa de cação é um prato típico do Alentejo, mas porquê? Porque neste rio havia um grande peixe, o esturjão, que desapareceu. E o cação, um peixe sem espinhas e menos nobre, substituiu-o.


O que se faz quando a escavação contraria o documento escrito?

Contraria sempre. Há o mundo das elites que sabem escrever e o outro, o subterrâneo. E se numa casa senhorial existe a documentação dos senhores do sobrado, a arqueologia vai dar-nos informação sobre a cozinha, as lojas, o mundo cá de baixo. A criadagem de um palacete não tem nada a ver com os seus senhores.


Fala de sementes, de fundamentos. Quais são os seus? O que o trouxe para aqui?

Vim para Mértola trazido pelo então presidente da Câmara, o Serrão Martins, que era meu aluno. Ambos pertencíamos ao Movimento de Esquerda Socialista [MES] e tínhamos uma identidade comum. O meu trabalho ia ser o levantamento dos arquivos históricos da vila, mas o projeto era fazer a revolução, contribuir para o desenvolvimento da região através da cultura.


E como é que isso se transformou num campo arqueológico?

Por mero acaso. Uma das minhas primeiras visitas a Mértola foi com o [historiador António] Borges Coelho, com quem coordenava um centro de apoio regional e dava aulas em Faro. Íamos no carrito dele, numa viagem venturosa para o Algarve, sem dinheiro — recebíamos uma miséria como assistentes na faculdade —, e parávamos aqui. Foi o Borges Coelho que lá em cima, no castelo, começou a apanhar cacos e a metê-los num saco. Logo nessa primeira viagem juntou uma série de fragmentos cerâmicos que, afinal, era um conjunto de cerâmicas vidradas da época islâmica da máxima importância. Isso abriu-nos a perspetiva de vir aqui trabalhar. Era a primavera de 1976 e no outono já estávamos a escavar.


Como era Mértola nessa altura?

Era um buraco, longe de tudo. Um aglomerado denso e cheio como um ovo. A primeira coisa que chocava era algo cuja memória só recuperei em Portugal depois do exílio: o cheiro a miséria, que você não sabe o que é.


O que é?

É um cheiro a merda misturada com trapos velhos e coisas por lavar. É o indefinível.


Quem cá vivia tinha alguma ideia do passado que a vila escondia?

Não faziam ideia. O castelo era uma ruína onde a criançada ia brincar, onde se ia comer a galinha roubada, onde se dava o primeiro beijo, onde se tinha a primeira experiência sexual. Se alguém lhe viesse tocar, as pessoas reclamavam. Por isso, assumimos que o castelo seria a primeira coisa onde se devia mexer, porque é como mexer na alma.


Começaram, então, por aí.

Era o que estava mais disponível e, ao mesmo tempo, o que continha a identidade da população. Quando começámos a vir para aqui com bandos de jovens, naqueles verões de um calor insuportável, os habitantes ficavam espantadíssimos. Não compreendiam que estivéssemos cá em vez de irmos para a praia.


Quando se dá conta da importância do que estava cá enterrado?

A escavação foi sempre uma atividade secundarizada por outras. Na nossa equipa havia 15 ou 20 alunos meus, os melhores, que vinham especializar-se, mas não vinham necessariamente escavar. A primeira publicação do Campo Arqueológico foi a do levantamento da tecelagem tradicional. Depois veio a da estatuária religiosa, que estava a ser roubada e vendida.


Havia todo um património a devolver às pessoas.

E havia que evitar a destruição dos arquivos municipais do Baixo Alentejo. A maioria estava em buracos indescritíveis, para não falar no de Mértola, que estava em parte petrificado e só conseguimos salvar metade. Havia documentação do século XVI, livros do século XV, quase todos podres. Em Messejana encontrámos o arquivo ainda a fumegar — e o padre felicíssimo por ter matado os bichos todos!


O que o fez ficar cá?

Era para onde queria vir. Foi um processo sistemático, mas estou cá em permanência desde 1986. Tinha entrado em litígio com a faculdade [de Letras da Universidade de Lisboa], porque o Governo, que virara à direita, estava a reintegrar os bonzos que nós tínhamos expulsado dez anos antes. Aquela corja toda de que já nem sei os nomes.


Sentiu-se a mais?

Estava a mais. Como não fiz carreira, eles eram os meus chefes. E o papel de assistente era dar as aulas dos catedráticos. Ora, isso eu nunca faria na vida.

Intercâmbio O Museu de Arte Islâmica de Mértola é um dos mais importantes do mundo e empresta peças ao Louvre e a outros museus

Ao contrário de Mértola, a universidade tornou-se chão estéril.

Era chão repisado, e eu não tinha compromissos. Mas, repare, há muito que Mértola estava na minha vida. Já tinha uma estrutura, eu só tinha de a continuar. E, como já disse, não era só a escavação: era todo um projeto de recuperação, de devolução destes espaços à comunidade.


E de si, o que recuperou?

Depois de anos a saltitar aos baldões, encontrei um poiso. Um sítio sólido onde pôr os pés. A pouco e pouco, as minhas filhas também começaram a participar nas escavações. Mas só consegui arrastar a minha mulher depois de ela se reformar e criando uma linha de investigação específica, em línguas de fronteira. Tudo isso foram mecanismos, manigâncias, formas de juntar aqui toda a gente. Depois, acordamos e já somos velhotes.


Se me permite, vou descrevê-lo: Cláudio, historiador, filho de Flausino, historiador, neto de Flausino, militar monárquico... Que linhagem é esta?

É uma boa pergunta. Porque venho de vários locais. O meu avô paterno, capitão monárquico, era um personagem de Tondela, o último filho de 12 irmãos, condenado a ir para padre. Claro que fugiu de casa, e aí começou a sua história triste... ou não. Veio para Lisboa, conduziu elétricos, sobreviveu fazendo as mais variadas coisas, até entrar para a tropa e ir para África como primeiro-oficial. Quando regressou, meteu-se em aventuras revoltosas nos tempos da República, casou-se com uma filha de militares de Elvas, teve dois filhos. Ambos formaram-se em Coimbra. O meu tio, médico, morreu cedo num desastre e o meu pai, historiador, foi um dos fundadores do Partido Comunista, escreveu livros, foi professor...


O que herdou dele?

Tudo. Até a militância política, sobre a qual nunca chegámos a falar. Veio de Lisboa para Tondela, perseguido, para dar aulas num colégio onde recebia pouco, mas os filhos dos professores não pagavam — e por isso eu estudei lá. A minha infância foi na miséria, porque tudo o que ele ganhava dava-o ao partido. Não havia dinheiro para comprar sapatos, ia para o colégio descalço. De inverno usava chancas, sabe o que é?, tamancos de madeira. A nossa casa ficava a dois quilómetros da vila, e havia que caminhar.


Mas o que herdou concretamente?

Herdei essa austeridade que foi capital na minha formação. Andarmos, eu e a minha irmã, sempre de tamancos. Éramos os filhos do comunista, diferentes dos outros, temidos por um lado e respeitados por outro. No colégio, ia tudo para a missa e eu ficava cá fora no terreiro à espera.


Não tinha curiosidade?

Nem se punha essa hipótese. Costumava ir à missa com o meu avô aos domingos de manhã — à das sete, porque a das onze era a chique —, ele entrava na igreja e eu ficava cá fora. A essa hora não havia ninguém, por isso a missa era composta pelo meu avô, o padre e o cão. Entre o avô monárquico e o filho comunista havia muito respeito. Ao casarão antigo chegavam os jornais “Debate” e “República”. Cada um lia o seu, por vezes debaixo do mesmo castanheiro.


Consta que o filho do historiador comunista chumbou no 5º ano. Sentiu-se mal?

Foi terrível. Entrei em litígio com o professor de História. Estávamos a estudar o princípio da não contradição, e ao chegar a casa falei disso ao meu pai. Como sempre, ele apenas apontou para a estante, onde encontrei um livro de Engels que no dia seguinte levei para a escola. E o professor gritou: “Mas isso é comunismo!” Sabia eu lá o que isso era. Como perdi o ano, achei que devia trabalhar. Um amigo do meu pai arranjou-me trabalho numa fábrica de cerâmica de Aveiro, a Aleluia, como desenhador, a fazer Santo Antónios. Tinha 17 anos.


Sempre gostou de desenhar?

Sempre. Vem da minha mãe, que desenhava muito bem. Fiz isso durante um ano, enquanto tentava acabar o 7º ano. Mas não consegui, porque entrei numa célula do PC. Vieram buscar-me à fábrica e disseram: “Tu és de boa cepa.”


Uma alusão ao seu pai que na altura não percebeu.


Não percebi, não. Não sabia rigorosamente nada da vida política dele.


Quando é que conversou pela primeira vez com o seu pai sobre o PC?
Na prisão. E não foi só isso. Foi na prisão que recebi o primeiro abraço do meu pai.


Éramos os filhos do comunista, diferentes dos outros, temidos por um lado e respeitados por outro”

Na vida?

Na vida. Nunca me tinha dado um.


Foi preso no Porto?

Estudava em Belas-Artes e foram buscar-me a casa. Depois, como não havia lugar em Caxias ou em Peniche, fomos para Paços de Ferreira, que era uma prisão gigantesca de presos comuns. Esvaziaram uma ala inteira para lá ficarmos o David e eu. O David era o meu companheiro de militância. A partir de certa altura, começaram a dar-nos só sopa e resolvemos entrar em greve de fome. Um médico até tentou meter-nos uma sonda com leite pelo nariz. Mas resistimos e acabou bem, o segundo prato foi devolvido aos três mil presos.


Já namorava com a Manuela?

Já estávamos a namorar, conhecemo-nos na faculdade. E ela também foi presa, embora não pertencesse ao partido. Estive preso sete meses, três dos quais na PIDE do Porto. Puseram-me 19 dias em estátua.


O António Borges Coelho disse que foi das piores coisas que lhe aconteceram na prisão.

É estar em pé sem dormir, dia e noite, com os pides a mudarem de quatro em quatro horas. Uma pessoa não aguenta, cai, obrigam-na a levantar-se. No início estamos calados, mas depois começamos a falar. E assim percebi quem eram esses agentes. Conheci 60, mais de metade ex-seminarista, gente pobre que tinha ido para a religião, para a tropa e depois fora recrutada. Apanhei de tudo, até tipos que mal nos apanhavam a dormir vinham tocar-nos naquelas partes.


E quando saiu tinha a guerra no horizonte.

Logo que saí fui fazer a inspeção a Coimbra. Vir alguém direto da prisão foi um acontecimento anómalo no quartel, que fez alas para me ver. Eu era um puto de 20 anos, e a inspeção foi um espetáculo, cheia de médicos para me observar.


O suficiente para fugir a sete pés? Muitas pessoas fugiram nessa altura, mas poucas terão feito o seu percurso.

Isso é fácil de explicar. Quando saí da prisão, as ordens do PC eram de ir para a tropa, porque só dentro da tropa se podia mudar alguma coisa. Mas uns meses depois dois jovens caíram em Angola, e um deles, que era nosso amigo, foi morto pelas costas. Então o nosso grupo decidiu fugir.


Embarcou para sul. Porquê?

Ia para onde, para Espanha? À França chegava-se atravessando a Espanha e era muito caro. O meu pai ainda tentou arranjar um cargueiro para nos esconder, mas não conseguiu. Então ajudou-nos a comprar um barquito a remos e a recauchutá-lo. Tinha cinco metros, para sete pessoas. Acrescentámos-lhe um motor de 35 cavalos.


Foram até Rabat, e tenho ideia de que a viagem não foi canja.

Foi uma viagem terrível, feita em várias etapas. Primeiro do Porto a Cascais, um recorde para aquele motor. Depois, Sines, Arrifana e o mar alto, insuportável. Um cargueiro grego socorreu-nos e deu-nos leite, água, bolachas e gasolina para chegar a Marrocos. Mas as vagas pioravam, não conseguíamos avançar, e a gasolina acabou-se. Vimos ao longe um petroleiro gigantesco — lembro-me do drama de sermos vistos por ele. Resgataram-nos e levaram-nos até Gibraltar. A polícia inglesa veio interrogar-nos e deu-nos 24 horas para nos irmos embora. Nem sei bem como, mas conseguimos arranjar o barco e pô-lo de novo a flutuar. Entrámos em Tânger perseguidos por uma vedeta espanhola e pedimos logo asilo político. Olharam-nos como se fôssemos loucos: “O que é isso?”


Qual é a recordação mais forte?

No final, estivemos quase a ir ao fundo. E o Hermínio, um dos nossos companheiros, tinha perdido os sentidos. Havia que levantar-lhe a cabeça para não morrer afogado, pois o barco estava cheio de água. A Manuela ia grávida, enfraquecida. E havia a sensação de que aquilo não ia durar muito mais, que eram mais umas horas de vida.


Pensou que ia morrer?

Pensei que era o fim, embora a gente tenha sempre esperança. A luta era despejar água para fora, para não morrer.


Depois de chegarmos a Rabat veio um período duríssimo, em que com sorte partilhávamos uma lata de sardinhas”

No tempo que passou em Rabat, o que aprendeu sobre a cultura árabe?

Quase nada. Vivíamos no desespero do dia a dia e só pensávamos em aguentar. Depois de chegarmos veio um período duríssimo, em que com sorte partilhávamos uma lata de sardinhas. A Manuela já se mexia mal, por causa do barrigão. Íamos para o mercado de Rabat, ela com aquela fome das grávidas, e davam-lhe sempre alguma coisa. Sabe quem? Os marroquinos mais pobres, os mais miseráveis. Nunca recebeu nada de um europeu. E nós, os homens, andávamos à cata de beatas, que disputávamos com os miúdos da rua. Mais tarde, a situação começou a melhorar. Chegámos a concorrer para o Ministério do Urbanismo como desenhadores, e a Manuela e eu fomos escolhidos entre 40 candidatos. Mas decidimos ir embora.


Para um sítio nada óbvio. Porquê Bucareste?

Na altura, o Amílcar Cabral estava em Rabat e conseguiu pôr-nos de novo em contacto com o PC. E fomos chamados a Praga, eu, a Manuela e a Nádia [a filha mais velha, nascida em Rabat]. Lá propuseram-nos ir para Berlim. Como torci o nariz, sugeriram Bucareste. Chegámos com muita curiosidade a uma cidade que era um fim de mundo, onde acabámos por ficar 12 anos, boa parte deles na Rádio, a emitir para as colónias e para o Brasil. Ao fim de meses já falávamos o romeno, hoje a minha segunda língua. A Manuela meteu-se logo nas linguísticas, que era a área dela.


E o que aconteceu às Belas-Artes?

Na Roménia imperava o realismo socialista mais sinistro, e eu aterrei cheio de vícios da arte moderna... Tinha a mania de que era escultor, até tinha exposto em Rabat. Paguei o nascimento da Nádia com a venda de quatro ou cinco peças em ferro soldado.


Que fim de mundo era esse?

Cheguei em 1961 a um país que vinha da miséria absoluta. Com aldeias a viverem na fome mais total, que eram restos de zonas feudais onde ainda havia palácios com o pavimento forrado a moedas de ouro. As casas eram feitas debaixo da terra, para aguentarem o frio, e no inverno ficavam cobertas pela neve. Daí vem o ‘imposto de fumo’, que se pagava aos senhores, em alusão às chaminés, que era a única coisa que se via.


Mesmo assim, construiu lá uma vida.

Foi lá que nasceu a minha filha Rossana. Meti-me a sério na Rádio: três emissões diárias para a África portuguesa, o Brasil e Portugal. Durante anos fiz os artigos políticos, tomando conhecimento do que cá se passava através da imprensa e da escuta de outras rádios. Mas em 1968, quando foi a invasão de Praga, saí do PC. E isso deu-nos a possibilidade de iniciar outras coisas. Fui estudar História da Arte para o Instituto de Arte Bizantina, com professores muito bons que eram segregados pelo regime. E comecei a investigar aquele mundo misterioso ligado à Igreja Ortodoxa.

Origens Foi no castelo que, há 40 anos, Cláudio Torres começou as suas escavações

Não é uma escolha estranha para alguém que não pisava uma igreja?

Sabe, fui muito amigo do metropolita, uma espécie de Papa, um velhinho fabuloso que nos levou a visitar aqueles mosteiros do interior, do século XV e XVI. Não sendo perseguidas, estas pessoas eram ignoradas e muito pobres. A sua vida era próxima daquilo que apregoavam. Depois interessei-me pela arquitetura em madeira da Roménia e de Vukovina, no sul da Polónia. E estava a fazer o doutoramento em Paris quando chegou o 25 de Abril. Apanhei o primeiro avião que entrou em Portugal, onde também vinham o José Mário Branco e o Álvaro Cunhal.


Conte-me melhor porque saiu do PC.

Era inadmissível que o meu partido apoiasse a invasão de Praga. Essa invasão foi o canto do cisne daqueles regimes todos, que se transformam numa opressão sem precedentes. Sabe que em Praga, onde o meu pai estava a dar aulas de História na universidade, havia alunos que vinham tocar-lhe, diziam que nunca tinham tocado num português. Era gente culta que conhecia a história da nossa expansão e que depois olhava para o mapa e via uma merdinha, um país tão pequenino. Para eles, era um feito admirável. A partir de 68, isto também me aconteceu na Roménia. Antes não, porque antes disso eu era brasileiro — chamava-me José Ramos, e a Manuela era a Teresa.


Teresa e José Ramos. Era assim que as vossas filhas vos chamavam?

Claro! Nem podia ser de outra maneira. A questão de voltarmos a ser portugueses tem a ver com o fim de uma etapa no PC, mas também com a universidade, porque nenhum de nós queria ficar com nomes falsos nos diplomas. Mas mudar de nome implica processos jurídicos muito complicados, além de envolver igualmente os nomes dos filhos.


Como explicou às suas filhas que o pai, afinal, era Cláudio e não José?

Foi terrível. Mas, para elas, nós éramos tão esquisitos que já não fazia grande diferença. Não éramos bem dali, éramos de outro lado. Em casa, elas falavam romeno e protestavam quando respondíamos em português.


Desde que começámos esta conversa que fala sempre em “nós”...

Era mesmo “nós”. Fomos presos juntos. A prisão foi terrível, porque não estávamos casados e era muito difícil comunicar. Depois queríamos casar para poder fugir. Fui de comboio a Mirandela pedir a Manuela em casamento, e o pai, um bancário muito sério, impenetrável, não aprovou, não cedeu. Casámos à mesma no Porto, e ao casamento só veio a mãe.


Hoje sabemos que o povoamento do Sul da Península Ibérica é o mesmo que o do Norte de África. São as mesmas pessoas”


O exílio une?

Nunca pensei nisso, pois sempre estivemos juntos. É verdade que estar juntos todo o tempo pode ser um bocado violento. Mas já lá vão 56 anos — estamos velhotes. Só estivemos separados uma vez, quando a Manuela veio para Portugal e eu fiquei mais um ano em Bucareste e em Paris. Ao chegar cá, ela esteve presa um mês e meio. Não há dúvida de que a nossa coragem passa pelas mulheres, elas é que vão à frente.


Na vinda para Mértola, porém, aconteceu o contrário. O que sabemos hoje da civilização árabe graças ao que descobriu cá?

Sabemos mais. Ao fim de 30 anos descobrimos que a ideia de que a islamização da península decorreu de uma invasão é cada vez mais uma mitologia. Pode até ter havido várias invasões, mas o que islamizou a Península Ibérica foi a grande conversão do cristianismo não católico, que era dominante. É isso que nos dizem as lápides encontradas neste cemitério, de pessoas ligadas ao mundo monofisita, não católico, precisamente a minoria que se converte ao Islão. Outra grande descoberta é o povoamento: graças à arqueologia, hoje sabemos que o povoamento do Sul da Península Ibérica é o mesmo que o do Norte de África. São as mesmas pessoas, a mesma civilização, a mesma língua.


Isso contraria a noção, em voga no Estado Novo, de o mouro ser o outro.

É o que está ainda presente em todos os manuais! Continua a ser dito que os árabes invadiram a península.


“Os mouros serviam para que os heróis pudessem ser heróis.” A frase é sua.

O fenómeno da reconquista é o fenómeno criador ibérico. Defende que os heróis cristãos vieram do Norte expulsar os mouros pela espada. Criou-se uma mitologia que diz: os que cá estavam eram cristãos, vieram os árabes, invadiram tudo e implantaram o Islão. Não é nada demais, a gente também vive de mitologias.


E o que pensa da relação que a Europa tem hoje com o Islão?

A Europa colonizou o Norte de África. E para isso, em muitos casos, apagou a história do Islão. Repare que as camadas histórico-arqueológicas do Islão estão por cima do romano. E se em todo o Magrebe encontramos vestígios romanos fabulosos, isso quer dizer que as camadas da época islâmica foram destruídas. Não é por acaso que hoje não há um único museu de arte islâmica em todo o Magrebe. Este centro arqueológico trabalha com várias universidades norte-africanas. E quando os jovens magrebinos querem estudar o Islão, têm de vir aqui, a este museu.


Houve um apagamento do passado?

Arabização implica islamização. E, nesse processo, tudo ficou misturado com a religião. É um erro que estão a pagar caro, porque se eles quiserem estudar o seu país sem ser através do fenómeno religioso cada vez mais vão necessitar de nós. Na minha opinião, a nossa arma fundamental contra o Daesh é justamente este relacionamento com o passado. O Daesh vem com a ignorância, é daí que extrai a sua força. Quem quiser resistir não tem como perceber que aquilo não é o Islão. A única arma é que o seu próprio povo se lhes oponha.


Após todos estes anos a estudá-lo, admira o Islão?

Em termos civilizacionais, é impossível escapar à importância do Islão medieval. Que, ao contrário do que se diz nos livros, não veio através dos militares, mas chegou pela navegação, pelo mar, pelo comércio, como sempre foi. Tudo o que temos aqui são ligações ao Oriente, à Pérsia, à China. E tudo isso chega na época islâmica. Nessa altura entra mais de metade do que hoje são os nossos alimentos, vegetais como as beringelas ou frutas como as laranjas. Essa entrada do Oriente é o que explica e justifica as civilizações do Mediterrâneo.


E não podemos compreender Portugal sem compreender isto.

Claro que não. Por isso, não se percebe que o poder político queira promover Mértola como a terra da caça — não é pela caça que é candidata a Património Mundial da Humanidade! É por ser o elo de ligação a um mundo mediterrânico que temos urgentemente de salvar. Do Norte nunca veio nada de especial. Agora é de onde vêm as ordens, pois são eles que mandam. Tudo o resto, toda a história, a lógica das coisas grandes e pequenas veio do Sul. Os países do Norte não nos suportam. Não suportam a nossa conceção do tempo, sem ser para trabalho útil. Nós vivemos o tempo de outra maneira. Vivemos a casa de outra maneira.


Pensa que eles invejam isso?

Com certeza. E invejam a mulher que trata desse espaço. Ela é que manda na casa, que comanda, repara e organiza.


Na sua também?

A gente resiste como pode. Mas ela é que manda.


Ao longo do dia, ouvi-o várias vezes dizer a palavra “velhote”. É assim que se sente?
Cada vez mais. Trôpego, velhote e com o chamado peso da história, que dói nos calos.


Da sua história?

E da que nos rodeia, do ar, das pedras, da areia... Tudo isso pesa. Mas é um peso agradável. Ficamos com a sensação de que controlamos melhor as coisas. Deixamos de sentir as frustrações de não ter feito ou de ter feito mal.


É um “já está”?

É, digamos, um silêncio sábio que acaba por envolver tudo. É ter conquistado o silêncio.


Jornal Expresso SEMANÁRIO#2317 - 25 de Março de 2017

AQUARIUS

AQUARIUS

MADEIRA CONTRA MÁRMORE


Sonia Braga em “Aquarius”

É espantoso como “Aquarius”, desde a estreia em Cannes, continua a ‘responder’ às notícias que nos têm chegado do seu país, como se este filme a que é importante voltar continuasse a comentar a realidade brasileira, semana após semana. Ainda na última se soube que o Presidente atual decidiu abandonar a sua residência oficial por acreditar que ali há “fantasmas”. Parece mentira de 1 de abril antes da data, assombração inacreditável, mas não: o Palácio da Alvorada provocou mesmo insónias ao chefe de Estado da maior potência da América Latina. Todo este clima de suspeição e de medo não só perpassa, afinal, o terror que se insinua em “Aquarius” como constitui aquilo que nele há de mais sensível. E ainda há pouco o confirmámos, numa sessão felizmente quase cheia, em novo visionamento desta obra. “Aquarius” intriga, de facto.

AQUARIUS **** 
De Kleber Mendonça Filho  
Com Sónia Braga, Maeve Jinkings, Humberto Carrão (Brasil/França) 
Drama M/16
Há um momento decisivo em que Clara, num travelling acompanhado por um ligeiro zoom, é perseguida (julgamos nós) por dois funcionários da empresa que a quer forçar a abandonar o edifício em que ela sempre viveu. Pela construção e pelo movimento do plano, o espectador é levado a crer que a coerção da empresa vai enfim chegar à confrontação física, que Clara será atacada à entrada daquele prédio sem gente. Mas não é, como se verá, isso que acontece. A ameaça, por ser sugerida mas não concretizada, ganha assim muito mais poder. Como se a realidade contra a qual a personagem se insurge estivesse, também ela, no campo da fantasmagoria. Mas Clara é real, cristalina. Pertence a uma geração de mulheres de fibra, como a personagem da sua tia Lúcia, que sabemos desde o início ter sido uma resistente à ditadura militar.

O seio que Clara retirou — e que ela não reconstituiu após ter vencido um cancro mais de trinta anos antes — passa também ele de cicatriz de doença, de preconceito e de rejeição, a símbolo de vingança, quando mais tarde ela diz ter aprendido que há coisas que prefere dar em vez de ter. E é com o que a consumiu e diminuiu na sociedade enquanto mulher (veja-se outro momento notável: o diálogo com o namorado ocasional que a leva a casa de carro), é com aquilo que outrora era escondido e nem sequer pronunciado, que Clara devolve o seu golpe, naquele desfecho de revolta e de náusea em que a madeira se espalha no mármore, ou seja, em que o que é orgânico, o que está vivo, se sobrepõe ao que já morreu: momento inesquecível. “Aquarius” é um filme para ver e rever, de tal forma se vai descobrindo como ele ecoa no presente. Não há outro mais importante em cartaz neste momento. Francisco Ferreira

Trailer

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2317 - 25 de Março de 2017

TONY, O MEU REINO POR ESSE ARROZ

TONY CARREIRA

TONY, O MEU REINO POR ESSE ARROZ





Dois dias de ensaio e um concerto esgotado em Guimarães. O Expresso esteve na estrada, e à mesa, com o maior artista português

texto ricardo marques fotografias tiago miranda


Não é fácil ser Tony.

Tony tem tudo, até aquela sensação estranha e permanente de que falta alguma coisa. Não é que ande irritado, nada disso. A vida não lhe corre mal, antes pelo contrário. Vende discos como ninguém, enche salas como só ele consegue e soma digressões como quem coleciona pacotes de açúcar, daqueles com postais ilustrados ou frases profundas. É o maior artista português, o cantor romântico que preenche todas as linhas da pauta. Se uns o adoram como se fosse o sol, seguindo-o para todo o lado, outros acham que a música é de meter dó — e esses adoram desprezá-lo. Sentimentos tão extremos não estão ao alcance de todos. “Quando nos dão a possibilidade de fazer o melhor, temos mesmo de tentar”, diz-me. A frase tem a ver com a música, mas também é possível que ele esteja a falar de arroz.

É quase uma da manhã e interrompemos o jantar por instantes para gravar uma pequena entrevista. A conversa do arroz vem desta tarde, de um outro restaurante a quilómetros desta pequena mesa em Felgueiras, mesmo ao lado do Santuário de Santa Quitéria. A história do arroz começou em Pombal e irá ser contada dentro de momentos, mas assenta aqui como vinho tinto com cabidela (sim, é o jantar interrompido). O princípio é simples: como pode Tony Carreira ser o maior artista português e não ser o maior artista português? Como pode um arroz de tomate não ser o arroz de tomate? “É injusto, mas é assim. Não posso fazer nada”, lamenta. “A minha música enquadra-se no mesmo género de outros cantores, mas... Colocaram-me um rótulo.” Desta vez, sei, é só sobre música.

Alguém abre uma garrafa de champanhe. Depois outra. Na mesa principal, onde ainda fumega o enorme tacho de cabidela, está outra vez Tony Carreira, o rotulado, o segurança, musculado, que o acompanha, e ainda meia dúzia de amigos do artista e o diretor da Sony francesa. Há também uma travessa com vitela e outra com bacalhau, para desespero do francês que, diz, já não consegue ver comida à frente. No dia seguinte, sábado, 25 de fevereiro, o Pavilhão Multiusos de Guimarães vai estar cheio para o primeiro concerto do álbum mais recente. Chama-se “Sempre Mais” e é o resumo da carreira de TC. Mais discos, mais fãs... Sempre a somar. Voltamos ao mesmo: o homem tem tudo, mas falta alguma coisa.

É mais fácil chegar lá tomando o caminho do que não falta. Eis um exemplo: profissionalismo. Na semana que antecedeu o jantar, passei duas tardes sentado num sofá arrumado contra a parede, na Charneca da Caparica, a ver o concerto de Guimarães. À minha frente, o maior artista português está sentado num banco manhoso do Ikea, virado para a banda. Tem o microfone ali e, ao lado, uma mesa cheia de folhas com letras de músicas e um par de óculos. Os cigarros estão no bolso do casaco, o isqueiro também. “A minha vida é isto”, explica, como quem me mostra um quadro. À esquerda, o piano e o coro. À sua frente, a bateria e, seguindo para a direita, o baixo e as guitarras e, no fundo, logo a seguir aos violinos, os metais. Como se fosse o palco. Como se não fosse um ensaio.

“Malta, isto assim não vai dar”, avisa Tony Carreira a meio de uma música. Parece zangado e, dias mais tarde, na noite do concerto, Carlos Costa (ex-membro dos Corvos e responsável pelas cordas) explicarme-á que havia razão para isso. “Levámos um raspanete. Ele tinha razão, não estávamos bem. Não há nada a dizer.” Que soe a música, então. Já me tinham avisado que o ambiente no estúdio era totalmente profissional, que os músicos eram dos melhores que há em Portugal e que o equipamento... bom, quanto ao equipamento digamos que são muitas luzes, muitos botões, muitos euros. Muitos euros. “Digamos que eu dizia a um produtor que ia gastar 400 mil euros em equipamento e fazer isto e mais aquilo num concerto. O mais provável era ele dizer-me que eu era doido. Portanto, encontrei a solução — sou o meu próprio produtor. E se o produtor tiver alguma coisa a dizer, diz-me a mim e a questão fica resolvida.” Eis uma forma de resolver as coisas.

Preparação O ensaio é coisa séria, com a brincadeira reduzida ao mínimo. As músicas são repetidas até saírem na perfeição. Na sexta-feira, véspera do concerto, Tony Carreira segue para Guimarães
Mais fácil do que acertar com algumas canções. “O tempo desta é lixado, tem uma métrica tramada”, reconhece o artista sentado no banco. E a banda para e volta ao início. Uma vez, duas, as que forem precisas até a canção sair na perfeição e, sem uma palavra, todos passarem à que vem a seguir no alinhamento. Para ser um concerto só falta o palco, o que ajudaria a explicar porque está uma das cantoras do coro parada à minha frente, a cantar ao lado de Tony Carreira, com o olhar fixo na parede atrás de mim. Bastava esticar o braço e conseguia tocar-lhes, mas nenhum deles me vê sequer. Ainda é só quarta-feira, mas acho que já estão em Guimarães.

A máquina de música está tão bem oleada como o motor do Porsche estacionado lá fora, ao lado dos três camiões TIR, que dentro de dias seguirão para o Norte. O breve intervalo para água, café e cigarros é o momento certo para algumas contas a quase três décadas de carreira. Se o diâmetro de um CD é de 12 centímetros, se nos últimos 29 anos Tony Carreira vendeu 4 milhões de discos (convertendo a fita das cassetes e o tamanho dos vinis para a unidade CD, mesmo com prejuízo), então seriam precisos 480 quilómetros de estrada para os arrumar todos, lado a lado. Guimarães fica a pouco mais de 370 quilómetros. São 280 até Armadouro, a aldeia da Pampilhosa da Serra onde tudo começou — e que provavelmente caberia inteira e arrumada em caixas empilhadas dentro dos enormes TIR. E aqui recuamos do camião até à mala de cartão e uma lágrima no início do caminho.

Lágrima e superação

A história já foi contada tantas vezes que é preciso algum cuidado. Há dez anos, a propósito dos 20 anos de carreira, a Bertrand editou um livro que esgotou rapidamente. Felizmente sobrou um exemplar, perdido algures no fundo do armazém da editora, que agora serve de guia. “A Vida Que Eu Escolhi” é a biografia autorizada de Tony Carreira e é, acima de tudo, uma história de separação e superação. “Escassos dias depois de eu nascer, o meu pai emigrou para França, para trabalhar na construção civil”, leio, na página 18. O ano era 1964. A mãe e o irmão mais velho foram a seguir, quando Tony tinha seis anos. A irmã ficou com os avós maternos e ele com os avós paternos, em Armadouro. “Passei cinco anos a viver longe da minha família direta.” Os pais voltavam no verão e eram as melhores semanas do ano. “Lembro-me de que o primeiro bife que comi foi aos 10 anos, quando, numas dessas férias, fomos todos ao Fundão. Foi o melhor bife da minha vida.”

E depois a lágrima. No livro há duas ou três coisas que saltam à vista. Uma é a obsessão de Tony Carreira em guardar objetos do passado. Ainda tem a primeira guitarra e o rádio que estava em casa dos tios. A outra é a importância absoluta de pequenos instantes. Depois do bife, Amália. “Ainda hoje, cada vez que oiço a ‘Lágrima’ parece que tudo para à minha volta e emociono-me muito ao recordar aquele dia em que eu, criança, ouvi pela primeira vez uma música na rádio. Adoro esta canção, é a canção mais bonita do mundo”, escreve. Há uma fotografia de Amália em Paris (onde mais podia ser?) nessa página e também as primeiras linhas de um destino: “A partir daí nunca mais quis ser outra coisa, que não o que sou.”

A ‘Lágrima’ é a história de um amor impossível e acaba assim: “Se eu soubesse... se eu soubesse que morrendo/ Tu me havias... tu me havias de chorar/ Por uma lágrima... por uma lágrima tua/ Que alegria... me deixaria matar”.

Tony Carreira precisaria de 480 km para arrumar lado a lado os 4 milhões de CD que vendeu

Sábado. Guimarães. Cinco da tarde. Susana Magalhães, viola de arco, foi a primeira a chegar e está sentada na sexta fila, a ver crescer o palco. “Não há ninguém como ele em Portugal, a tocar a este nível.” À nossa frente, há gente no chão a carregar caixotes, em palco a montar colunas e gente pendurada, a uns bons sete metros do chão, a tentar ligar ecrãs led. “O problema”, explica, “é que não consegue libertar-se daquele rótulo pimba que lhe colocaram. É um erro enorme”. Lembro-me de a ter visto, nos ensaios, a acompanhar baixinho todas as músicas. Não há uma letra que não saiba. “Quando era criança, ajudava a minha mãe e ouvíamos estas músicas todas. Hoje estou no palco, ao lado dele, a tocar.”

À nossa volta há um enorme mar de cadeiras vazias arrumadas por cima de alcatifa preta, uma maré de ausência que sobe pelas bancadas. Duas funcionárias arrastam um aspirador industrial e atacam metodicamente o espaço, fila a fila. Passam por nós e desaparecem por instantes atrás de uma cortina. Quando regressam, uma delas vem ao telefone. “Sabes com quem é que estive agora?... Com o Tony Carreira. Ele é muito simpático... Bilhetes? Achas?” Riem-se as duas, a ver as fotografias no telemóvel. Carlos Costa, violoncelo, chegou entretanto e apanha a conversa a meio. “O Tony fez uma aposta a longo prazo. Poucos concertos, mas únicos. O resultado está à vista: enche qualquer espaço onde decida tocar e tem fãs que o seguem para todo o lado. Faz sentido. Olha para este palco... Isto é grandioso. As músicas são boas, os arranjos são impecáveis. É uma fórmula de sucesso”, garante-me.

OK. Vamos parar por um instante. Já se falou dos quatro milhões de discos vendidos, mas pedi mais alguns números à Regiconcerto — a empresa que gere a fabulosa carreira milionária dos Carreiras (Tony, Mickael e David) — e que tem em Fernanda, a ex-mulher de Tony, a principal responsável. Eis o resumo de 30 anos: 17 álbuns de originais; quatro CD/DVD ao vivo e dois CD Best Of; três álbuns francófonos e 60 discos de platina (entregues a álbuns que vendam mais de 15 mil exemplares). Além disto, Tony Carreira tocou nos cinco continentes, esgotou 17 vezes o Pavilhão Atlântico, a maior sala do país; 11 vezes o Multiusos de Guimarães, segunda maior sala; encheu 16 Coliseus, de Lisboa e Porto, e entrou para o “Guinness” com o recorde de maior aplauso do mundo, num concerto realizado no Parque da Bela Vista, em 2009.

Tudo o que faz, vende. Onde toca, esgota. Tony Carreira precisa do reconhecimento? Venderia mais um disco se, como diz, não lhe tivessem colocado o tal “rótulo injusto”? Provavelmente não. É apenas a tal coisa que falta quando já se tem tudo. Há uns meses, foi publicado um livro que nada tem a ver com Tony Carreira, mas que explica bem o paradoxo em que vive o maior artista português. “O povo está — e vota — onde se encontra aquilo que, na sua perspetiva, melhor consegue satisfazer as suas expectativas de vida. O povo não está, decididamente, nos concertos de Milton Nascimento, preferindo as exibições de Tony Carreira em gigantescos piqueniques (megapiqueniques) no alto do Parque Eduardo VII ou no Parque da Bela Vista, sob o patrocínio do grupo de distribuição Modelo/Continente”, escreveu António Araújo, historiador e editor do blogue “Malomil”, no livro “Da Esquerda à Direita — Cultura e Sociedade em Portugal, dos Anos 80 à Atualidade” (Saída de Emergência).

Mesa Com os amigos, com boa comida, bom vinho. São os momentos que contam, a altura de recordar histórias antigas. Cruzam-se segredos, em cima em Pombal, e partilha-se cabidela, em baixo em Felgueiras

Será Tony Carreira a linha definitiva que separa a “cultura popular” da “cultura dita erudita”? A cultura do Portugal das aldeias, do passado, e a do Portugal urbano e moderno? António Araújo confessa que não conhece a música de Tony Carreira a ponto de se poder pronunciar sobre ela, mas avisa que “talvez as coisas sejam mais subtis do que a divisão maniqueísta passado / presente pode fazer crer”. Por um lado, “a cultura ‘dita’ erudita tem, em algumas das suas manifestações, pretensões de vanguardismo e sofisticação e possui raízes urbanas que implicam a rejeição do passado, de um certo passado, a recusa de um Portugal pretérito tido por atrasado, inculto e pobre”. Mas não se trata de uma rejeição absoluta porque, acrescenta, há uma certa visão do passado que é “recuperada e reciclada pela cultura urbana e sofisticada”.

Por outro lado, adianta Araújo, “a cultura popular não é hoje caracterizável como passadista ou saudosista”. “Pelo contrário, nota-se uma preocupação de incorporar coreografias, músicas e sobretudo letras que, apesar de terem por vezes conotações antigas, são bastantes arrojadas”, refere. É com estas palavras na cabeça que estou encostado ao palco do Multiusos de Guimarães com sete mil pessoas a bater palmas atrás de mim, a ver três violinistas a tocar no limite para uma sala mergulhada na escuridão. É impossível descrever em detalhe todo o concerto, mas há alguns momentos que convém reter e explorar. Até porque temos um problema que envolve arroz de tomate por esclarecer.

Olhos nos olhos

“Não gosto de cantar para o vazio”, tinha-me dito Tony Carreira na véspera. “Preciso de ver as pessoas, de as fixar e olhar nos olhos.” Elas olham de volta, todas, e cada uma sente quando é a sua vez. Há momentos em que Tony Carreira podia sair do palco, desaparecer e voltar duas músicas depois que não se notaria — toda a gente canta todas as músicas do princípio ao fim. Toda a gente sorri e parece genuinamente feliz, mesmo que as músicas falem de amores perdidos, de sacrifício, de saudade. É um cantor romântico a cantar canções de amor, como se as segredasse ao ouvido de cada um. “Ele fala de algo com que todas as pessoas se relacionam: amor, perda, dor”, dir-me-á, dias depois, Ester de Sousa, da Rádio Alfa, em Paris.

Fiquemos em Guimarães, para já, no preciso momento em que sobem ao palco os Calema, um duo são-tomense que assina um dos duetos (‘Já Já Mé N’Ga’) do novo álbum de Tony Carreira. Há também uma música com Ricky Martin (‘Perdóname’), outra com Lara Fabian (‘Je T’Aime’), mais uma com Chico & The Gysies (‘Quero Viver/Comme D’Habitude’) e uma quarta. “O Ricky Martin ligou-me porque queria vir aqui, a Guimarães, cantar para vocês. Mas eu disse-lhe, deixa-te estar sossegado, Ricky.” A multidão ri e aplaude, e a seguir entram os Calema.

Tony Carreira podia sair do palco, desaparecer e voltar duas músicas depois que não se notaria — toda a gente canta as músicas do princípio ao fim

Depois, bom, depois veio a surpresa, o nome que assina o quarto dueto. Escrevi isto no meu bloco de apontamentos logo após a música: “Não é preciso olhar para o palco, basta não deixar de olhar para uma pequenita que está na primeira fila. Onze ou doze anos. Tem uma vista privilegiada para o pequeno corredor que dá acesso ao palco, vê antes o que todos só veem depois, e naquele instante fica, abre os olhos e a boca de espanto, não sabe se deve rir e pular, ou apenas chorar. É como se alguém lhe tivesse acabado de dizer que o Pai Natal e a Fada dos Dentes existem mesmo, que se casaram e que vivem num lindo castelo com as dez filhas, todas princesas, e que passam os dias a brincar com póneis e unicórnios. O David Carreira vai cantar com o pai.” A miúda passou a música inteira a tremer.

Lá em cima passa-se algo parecido. “Ao fim destes anos todos, chego ao palco e pareço um puto. Fico tímido e a melhor maneira de disfarçar é falar com as pessoas, tentar mandar umas piadas, para camuflar a timidez. Sou um rapaz tímido”, tinha avisado Tony Carreira. Fala muito em palco, mas fala para quem o conhece. Recorda concertos antigos, pede as mãozinhas no ar, uma e outra vez. E a malta vai com ele. As mulheres na primeira fila, na segunda. Os homens também, e não são poucos e já não têm aquele ar de quem foi arrastado, de quem entrou na Zara atrás da mulher, com o saco das compras na mão. Cantam, riem. Não a vejo, mas sei que algures está uma mulher que, às quatro da tarde, devia estar no funeral de uma tia e não sentada à porta do pavilhão à espera de entrar. Também lá está o casal que veio de França, e que trouxe uma guitarra para Tony assinar. Não estão os dois miúdos de cadeira de rodas que assistiram, num pavilhão vazio, ao ensaio geral. E que deliraram à conversa com Tony.

“Ele não é só o cantor que dá voz às canções de que gostamos. Como é fácil chegar a ele, facilmente nos enamoramos do ser humano simpático, educado e humilde. É comum ouvir-se entre o público que o Tony é como um irmão, um filho, um amigo”, garante Lídia Carvalho, 50 anos, a responsável pelo clube de fãs (três mil inscritos de todos os pontos do mundo), que tem mais concertos vistos do que anos de vida. “Nem sei a quantos já assisti. Já estive em França, Suíça, Luxemburgo, Inglaterra, Ilha de Jersey, Madeira, Açores...”, recorda. Admite que já fez diretas para ouvir cantar Tony Carreira, mas garante que controla a loucura. “Um dia fui abordada por uma fã, que me pediu para dizer que tinha sido o clube a oferecer-lhe uma viagem a Paris para ver um concerto no Olympia.” A sala francesa é um cometa que aparece e desaparece na vida de Tony Carreira.

Três notas finais sobre o concerto. A fila de autógrafos no fim, duas a três horas de pé a tirar fotografias com os fãs (muitos dos quais conhece pelo nome próprio). O francês da Sony com quem me cruzo nos bastidores. “Très bon. Amazing”, diz-me, a caminho do camarim, onde há feijoada num enorme tacho que veio diretamente do restaurante de Felgueiras. Estava prometida. Depois, o tímido cantor que não dá um passo em falso. Ao longo de duas horas, não há sector do pavilhão que não tenha direito a vários minutos de Tony Carreira a cantar só para lá. Espalhados pelo palco, pequenos ecrãs passam as letras das músicas, das mais recentes e das mais antigas. E Tony caminha com calma, sem hesitar. A primeira música é, como sempre, ‘A vida que eu escolhi’ — a que apetece acrescentar: com o profissionalismo que aprendi.

E agora o Olympia

Nem sempre foi assim. Em 1988, António Antunes chegava à televisão “diretamente de Paris para si”, como anunciava a apresentadora. Era um homem a correr atrás do sonho, e como corria naquele estúdio, de um lado para o outro, a falar de uma noite “a teu lado”. “Morena linda/ cabelos ao vento/ daria tudo só por um momento/ uma noite a teu lado/ acordar abraçado”. A música tinha sido escolhida como finalista para representar Portugal na Eurovisão (acabou por ganhar a cantora Dora), mas naquele dia, em estúdio, Tony levou uma pancada forte. “Zero pontos, pode ir embora, não tem qualquer futuro”, vaticinou uma das juradas. Ele passou duas décadas a tentar provar que não e, quando se encontraram finalmente, “ela não queria acreditar que tinha sido comigo”, conta o próprio.

Espera Os fãs chegam cedo e aguardam a abertura das portas. Alguns fazem loucuras, outros faltam a funerais. Tony recolhe ao camarim horas antes de subir ao palco. Gonçalo, o segurança que o acompanha, espera à porta. São amigos há anos


Dez anos depois, em 1998, já o irmão lhe falava do Olympia. Aconteceu em 2000, com a sala esgotada e os fãs rendidos a um dos seus maiores êxitos de sempre, ‘Depois de Ti Mais Nada’. Tomou uma das decisões mais arriscadas da carreira e preparou tudo para gravar um álbum ao vivo. “Aquilo entrou numa derrapagem enorme. Na altura, não tinha a estabilidade financeira que ganhei depois. Mas virei-me para o dono da editora e disse-lhe que para acabar o disco, se fosse preciso, vendia a casa e o carro”, lembra. Não foi preciso, e o disco tornou-se um dos maiores sucessos comerciais de sempre. Mas teve outro efeito, contado assim no livro resgatado no fundo do armazém: “Foi uma mudança brutal, subi para um nível muito acima daquele em que estava antes do Olympia. Era um cantor secundário e naquele momento passei a ser um artista de topo.”

Dezassete anos depois, é assim que é visto em França. “É como Charles Aznavour ou Johnny Hallyday, porque tem uma voz forte. Toca-nos no coração com amor, encontra a música e as palavras que tocam as pessoas”, garante-me Philippe Legrand, jornalista da “Paris-Match”, uma das mais conceituadas publicações francesas. “Tem uma história única e é um artista com um grande talento”, acrescenta. Não é por acaso que Tony Carreira anda há semanas numa autêntica ponte aérea entre Lisboa e Paris (lançou dois álbuns em simultâneo, um cá, outro lá). “Se chego ao fim disto vivo nem acredito”, desabafou comigo num dos ensaios. Mas o fim está longe. Em setembro, arranca para uma digressão de 50 concertos em França, provavelmente esgotada.

Foi no Olympia que Tony Carreira perguntou a Aznavour, após um concerto do francês, porque não deixava de cantar. Disse-lhe também que adorava ‘La Bohème’. Aznavour, conta Carreira, quase surdo e com 89 anos, respondeu assim: “Que espetáculo chato para si, teve de esperar até ao fim para ouvir a sua canção preferida. Sabe, no dia em que parar, morro.”

Convém lembrar que Tony Carreira recebeu, em 2016, a condecoração “Chevalier de L’Ordre des Arts et des Lettres” (Cavaleiro das Artes e das Letras), entregue pelo Ministério da Cultura e Comunicação francês, entrando para uma lista onde constam, entre outros, Amália Rodrigues, Mariza, David Bowie e o Nobel da Literatura Bob Dylan. Na altura, o caso foi notícia porque o embaixador português recusou que a insígnia fosse entregue na Embaixada de Portugal. “Não guardo mágoa nem rancor. Acho que a atitude do embaixador não foi a mais coerente, já nem digo correta, porque houve outros antecedentes com o mesmo prémio que foi entregue lá, mas não guardo rancor.”

Regresso ao livro de António Araújo (“Da Esquerda à Direita”) para uma leitura diferente sobre o mesmo assunto. “A popularidade de Tony Carreira é tal que, segundo se diz, levou o primeiro-ministro António Costa a marcar presença numa atuação do cantor em Paris como forma de corrigir um incidente ocorrido meses antes...” Conclui o autor: “A ausência do embaixador de Portugal nessa cerimónia [a condecoração de Tony Carreira] será talvez sintoma de que, à diferença entre cultura de esquerda e de direita, outra se sobrepõe com mais pujança, apartando a alta e baixa cultura (ou, numa designação mais antiga, entre cultura erudita e cultura popular).” Fim de citação.

Ester de Sousa, da Rádio Alfa, a rádio portuguesa em Paris, identifica três grupos de fãs de Tony Carreira. Um é constituído por franceses, os outros dois estão na comunidade portuguesa. “Temos, por um lado, os incondicionais, que não perdem um concerto, que ligam para cá a pedir músicas e que entopem os telefones sempre que fazemos passatempos. Mas também há uma audiência mais jovem que não gosta de ver a música portuguesa representada por Tony Carreira”, descreve, ao telefone. “Não tenho ideia se passa muito nas rádios francesas. Aqui passa. Ontem passei ‘Maria e Sara’, uma música que fala sobre a mãe e a filha. Mas ele não precisa de passar. Os concertos estão sempre cheios, seja verão ou inverno.”

Como está longe aquele concerto, em Bragança, em 1990, quando atuou numa discoteca onde estavam três pessoas

Como estão longe os dias dos “Irmãos 5”, dos fins de semana a tocar para os emigrantes portugueses em França, das semanas a trabalhar na fábrica de enchidos, das dúvidas e dos medos, da incerteza. Como está longe aquele concerto, em Bragança, em 1990, quando atuou numa discoteca onde estavam três pessoas. “Se pudesse voltar atrás e falar comigo, não dizia nada. Dizer o quê? Que ia correr bem? Provavelmente mudava-lhe o destino. Sossegava-o demais e ele podia não conseguir.” Imaginemos a conversa entra o mega-astro e o miúdo de 16 anos, de cabelo comprido e namoradeiro, que teve meia dúzia de aulas de guitarra com um chinês chamado Mao, lições pagas com dinheiro ganho, às escondidas dos pais, a descarregar mercadoria dos camiões que chegavam à feira de Dourdan...”Ai destino, ai destino/ Ai destino que é o meu/ Ai destino, ai destino/ Destino que Deus me deu”.

Tony Carreira tinha 16 anos quando um psiquiatra alemão chamado Cornelius Eckert criou o termo “Ohrwürmër”, que Miguel Esteves Cardoso introduziu na língua portuguesa, anos mais tarde no então jornal “Blitz”, como otoverme: aquelas músicas irresistíveis que ficam dias a fio na cabeça. Num artigo publicado há três anos (“Anatomy of an earworm”, “The New Yorker”), Maria Kournikova conta como foi um russo, Nicolas Slonimsky, o primeiro a criar padrões musicais que viciam a mente e forçam ao mimetismo e à repetição. O seu trabalho “Thesaurus of Scales and Melodic Paterns” foi publicado em 1947 e, segundo Kournikova, inspirou compositores como John Coltrane e Frank Zappa. Slonimsky nunca disse que os seus padrões eram boa música, apenas que ficavam no ouvido.

Nas décadas seguintes sucederam-se os estudos e, há poucos meses, cientistas britânicos da Universidade de St. Andrews elaboraram uma fórmula matemática para decifrar se uma música é ou não viciante. As variáveis incluem a previsibilidade, a potência melódica e a repetição rítmica e no topo da lista está ‘We Will Rock You’, dos Queen. Mas há um risco quando se cruza ciência com arte, e esse risco ouvi-o na rádio, uns dias antes do Natal, quando conduzia para casa. Talvez ouvir seja exagerado. Uma música de Natal criada por um computador a partir das músicas de Natal mais famosas [Karaoke Neural, Departamento de Ciências Informáticas da Universidade de Toronto]. Não era bem música, talvez um otoverme ao contrário. Fica um desafio: quem conseguir assistir a um concerto de Tony Carreira inteiro sem começar a bater o pé, a acompanhar as letras ou a trautear o ritmo, merece uma garrafa de champanhe.

Problemas, problemas

Os mais cínicos poderão dizer que é perfeitamente normal em algumas canções, porque já alguém as cantou antes. O caso mais polémico ocorreu em 2008, com acusações de plágio das músicas ‘Depois de Ti (Mais Nada)’ e ‘Eras Tu, a Metade de Mim’. No ano seguinte, em entrevista ao Expresso, Tony Carreira falou sobre o assunto. Admitiu “pequenos erros” cometidos anos antes, queixou-se de ter sido “crucificado” e remeteu explicações para uma entrevista que dera a um telejornal. Garantiu que não voltaria a falar do assunto. Insisti mais um pouco ao jantar, em Felgueiras. Nada. “As notícias sobre mim vendem, falsas ou verdadeiras. E eu deixei de responder, não alimento novelas. Se houver matéria para processar, processo, como já fiz, e o assunto resolve-se em tribunal. Caso contrário, fico sossegado e deixo andar.” Dir-me-á também nessa noite que tem um “grave problema”. “Nunca me arrependo de nada. Pode ser mal interpretado, mas é verdade. Não me arrependo de nada do que fiz, coisas boas e coisas más. Voltaria a fazer tudo igual, com todos os erros...”

Apagamos os cigarros e andamos em direção ao tacho de cabidela, depois de ele me ter dito que nunca está sozinho. “Nunca tinha pensado nisso, mas é verdade. Sozinho estou à noite, depois do jantar, quando estou em casa. Sou o género de tipo que adormece no sofá.”

Público Novos e velhos, homens e mulheres. Gente feliz. Cantam as músicas todas, do princípio ao fim. Tony é o filho, o irmão, o amigo que lhes canta canções de amor. E eles adoram

“Sabes o que é que me assusta no mundo hoje? Eu cresci a pensar que era impossível ficar pior. Mas ficou. O mundo está completamente perdido da cabeça.” Falamos de Trump, “um Presidente que usa o Twitter”, do mundo árabe e da Coreia do Norte, da poluição que “ameaça destruir o planeta, um problema para o qual não há solução”. E, claro, de Marine Le Pen: “A política é uma desilusão. Os dirigentes têm que aprender com o que, provavelmente, vai acontecer em França. Se o mundo continuar assim, tenho a certeza de que ela vai ganhar. E se não for desta, vai ser na próxima. Ou na seguinte. As pessoas estão cansadas. É inevitável”. E Tony Carreira à frente de uma câmara municipal? “Não tenho jeito. Não.” Eis algo que um aspirante a político diria. “Não, não. Não posso dizer desta água não beberei, mas eu quero é cantar.”

Nunca dá bom resultado misturar água com azeite, mas é preciso fazê-lo para chegar ao tal restaurante em Pombal e ao problema do arroz de tomate que se arrasta desde o primeiro parágrafo. É um dos dois grandes problemas de Tony Carreira. Talvez o maior.

Anda há meses à volta com uma receita e, por mais que tente, por mais que invente, nunca sai bem. Tem o azeite, o tomate, o arroz e os pimentos, e já perdeu a conta às experiências no fogão. Mas o arroz de tomate nunca sai igual àquele que comeu ali perto e que a filha Sara adorou. “Já tentei de tudo, nunca fica igual”, diz ele ao amigo, dono do restaurante. “Ela ia ficar tão feliz.” Sara é a menina dos olhos do pai. Os irmãos mais velhos estão “orientados” e com carreira na música. Ela ainda não. “Ela gosta mesmo daquilo”, diz Tony, o pai que só quer agradar à miúda. O amigo coloca-lhe o braço à volta do pescoço e aproxima-se como quem diz um segredo. Baixa a voz e garante que o segredo está no refogado, que deve ficar quase queimado. No azeite, que tem de ser bom. No arroz, que não deve lavar. Nos pimentos, cortados pequeninos...

“A única maneira de a minha música passar na rádio é eu comprar uma rádio”, admite Tony Carreira
O problema pequenino de Tony é a sua música não passar nas rádios nacionais. Ou passar pouco. Ele aparece na televisão, os filhos aparecem na televisão, eles passam na rádio, ele não. Nem por isso. “Não compreendo”, lamenta a presidente do clube de fãs, Lídia Carvalho. “Colocaram-me um rótulo”, repete ele. “A minha editora, com a qual estou a trabalhar, acredita que vai conseguir pôr-me a tocar na rádio. Se conseguir, fico feliz... Mas não vai conseguir, não acredito nisso”, confessa.

Contactei três rádios nacionais. A TSF não chegou a responder. Da RDP, Ricardo Soares, diretor, garantiu-me que estava enganado e que havia músicas de Tony Carreira na playlist da Antena 1 e da RDP Internacional. Na Rádio Renascença, Pedro Leal explicou que, apesar de Tony Carreira constar em todos os estudos de música feitos com a audiência da estação, as suas músicas nunca entram na playlist. “Isso não implica que editorialmente, na área da programação, a carreira de Tony Carreira não seja abordada. Em dezembro de 2016, Tony Carreira foi o convidado do principal programa da estação, ‘Manhãs da Renascença’, liderado por Carla Rocha”, adiantou.

Fiz ainda mais um contacto, para o diretor das rádios Pampilhosa 97.8 e São Miguel 93.5, as duas que se ouvem em Armadouro. “Passamos muita música dele, principalmente discos pedidos. As pessoas gostam e isso é muito importante para nós”, contou Fernando Correia Bernardo, o diretor. “Mas sabe que nunca nos ofereceram um disco dele? Tudo o que passamos temos de comprar.” Tony?

Tony está à mesa do restaurante de Pombal, e prestes a confirmar o que julga saber: por vezes não chega ter todos os ingredientes para tornar um prato perfeito. Tem os músicos, tem as máquinas e o palco, tem o público e as salas esgotadas e os milhões de discos vendidos. Tem uma história de superação e faz para o ano 30 anos de carreira. É o maior artista português, mas o maior artista português não toca na rádio.

Nessa noite, em Felgueiras, com a cabidela à frente, Tony Carreira disse-me, a propósito das canções e das playlists: “A única maneira de a minha música passar na rádio é eu comprar uma rádio.” Se ao menos com o arroz fosse tão fácil.

Jornal Expresso SEMANÁRIO#2317 - 25 de Março de 2017

Mix do YOUTUBE

A "casa do elétrico"



A "casa do elétrico"



História de um acidente rocambolesco e de uma excelente reportagem





Quem hoje suba, ou desça, a Rua das Carmelitas, e lendo em conta que, nessa mesma artéria se situa uma das mais procuradas atracões turística da atualidade, a livraria Lello, não pode imaginar que há menos de duzentos anos aquilo a que agora chamamos rua era um simples caminho vicinal que cor­ria, em curvatura, ao longo de dois altos mu­ros de pedra.

Um dos muros, o que ficava a poente, li­mitava o tal caminho da cerca do antiquíssi­mo Recolhimento de S. Miguel-o-Anjo, cons­truído em 1672 no local anteriormente ocu­pado por uma lendária capela da mesma in­vocação que uma velha tradição diz que te­ria sido construída por D. Afonso Henriques, no cumprimento de um promessa.

A outra parede, no lado nascente, dividia o caminho da cerca do Convento de S. José e Santa Teresa das Carmelitas Descalças, fun­dado em 1704, por iniciativa do bispo do Por­to de então, D. Frei José de Santa Maria Sal­danha.

A extinção das ordens religiosas, em 1834, logo a seguir ao Cerco do Porto, e na sequên­cia do triunfo do liberalismo, levou ao encer­ramento, tanto do recolhimento do Anjo, como do Convento das Carmelitas.

No terreno antes ocupado pelo primeiro, foi construído, em 1839, o também já desa­parecido Mercado do Anjo, de saudosa me­mória; e o terreno que pertencia ao conven­to foi urbanizado pela Câmara do Porto, já nos começos do século XX, e deu lugar ao bairro, ainda conhecido por Carmelitas, que ocupa toda a área urbana limitada a sul pela Rua de Cândido dos Reis; a norte pela Praça de Gui­lherme Gomes Fernandes; e a nascente e a poente, respetivamente, pelas ruas de Santa Teresa e das Carmelitas.

Antes da atual designação, a Rua das Car­melitas teve vários nomes, e compreende-se porquê; Rua do Anjo, Rua Nova do Anjo e Rua Nova de Jesus do Anjo, por causa da proximi­dade com o recolhimento atrás referido da in­vocação de S. Miguel-o-Anjo.

Ora, há cento e dez anos, a Rua das Carme­litas e, por tabela, passe a expressão, a Rua dos Clérigos estiveram em foco na crónica por­tuense, mas não pelos melhores motivos. Ve­jamos a história, como a contaram os jornais da época, mais coisa, menos coisa.

O dia 29 de novembro de 1907 caiu a uma sexta-feira que, no Porto, foi um arreliador dia de chuva. Passavam poucos minutos das quinze horas, quando assomou ao cima da Rua das Carmelitas o elétrico número 156.

Ao iniciar a descida das Carmelitas, o elé­trico começou a ganhar uma velocidade exa­gerada, o que levou o guarda-freio Domingos António dos Santos a tentar a sua travagem a todo o custo. Mas, desesperado (aos repórte­res daquele tempo não falhou nenhum pormenor), aquele funcionário deu-se conta de que as rodas do veículo não anda­vam, antes deslizavam perigosamente nos carris molhados pela chuva que não para­va de cair.

Agora, leitor, atente bem neste porme­nor delicioso de um dos repórteres que an­daram a fazer a cobertura do acontecimen­to: "o corajoso guarda-freio, verificando que a velocidade do carro aumentava cada vez mais, ao chegar em frente à livraria Lel­lo & Irmão, lembrou-se de tirar a capa de oleado que levava vestida e atirou-a sobre os 'rails', na persuasão de que ela se enro­dilhava no mecanismo dos rodados e por esta forma conseguiria abrandar a rapidez da marcha do eléctrico". Maravilha.

Pois, mas as crónicas dizem que a ideia original do guarda-freio não surtiu o efeito que se esperava e o elétrico 156 aumentou, cada vez mais, a velocidade com que des­cia a Rua das Carmelitas e, volto à crónica, "na apertada curva da antiga (?) rua das Carmelitas para a rua dos Clérigos, saltou dos 'rails', tomou a direção dos prédios do lado direito da rua dos Clérigos, para quem desce, onde estão as lojas de fazendas e lenços, e foi embater violentamente con­tra a porta de entrada da loja 65-67, onde estava instalado o estabelecimento A Via­neza".

A seguir vêm os pormenores mais tétri­cos: morreu uma senhora que estava no in­terior do estabelecimento, ao balcão, a fa­zer compras; e ficaram feridos alguns pas­sageiros do carro elétrico, incluindo o guar­da-freio que, escreveu um repórter," só por milagre não foi esquartejado, sendo notá­vel a sua temeridade em se manter ao tra­vão até dentro da loja".

Numa das reportagens vem o nome da vítima mortal. Era D. Maria Garcia Espassandim, de origem espanhola, "esposa do proprietário da casa de pasto Rainha, da Praça de D. Pedro, locanda bem conheci­da da gente boémia do Porto", especifica o repórter.

O proprietário, da casa "A Vianeza" de então, Eduardo Reis, para assinalar o triste acontecimento mandou pendurar no teto do estabelecimento um elétrico em minia­tura. "A Vianeza" ficou, a partir daí, a ser po­pularmente conhecida por "casa do elétri­co".»

História da Rua dos Clérigos

A Rua dos Clérigos come­çou por se chamar Calça­da da Natividade, devido à proximidade com uma capela desta invocação que havia na antiga Praça das Hortas, hoje Praça da Liberdade. Quando a igre­ja da Irmandade dos Clé­rigos ficou concluída, à Calçada da Natividade deu-se o nome de Calça­da dos Clérigos. A promo­ção a rua só aconteceu em 1860, por iniciativa do visconde de Gouveia, en­tão governador civil do Porto. Por Largo dos Clé­rigos foi conhecido, du­rante muito tempo, o lo­gradouro junto da esca­daria de acesso à igreja, na confluência das ruas da Assunção, Conde de Vizela e Carmelitas. A Rua dos Clérigos caraterizou-se, em tempos idos, pela sua intensa vida co­mercial, nomeadamente de roupa feita, fazendas e brinquedos.

O 156 fazia a ligação entre Paranhos e a Praça de D. Pedro
JORNAL DE NOTÍCIAS, 26 MAR,2017

Etiquetas

'Aquilo que eu não fiz' (1) 'LIKE A ROLLING STONE' VENDIDO POR 2 MILHÕES (1) ‘Cantata’ (1) "Barões" (1) "BREAKING BAD" É UMA DROGA (1) "Cousas sujas e feias" (1) “A gente tinha vergonha de perguntar” (1) “A vida é uma derrota” (1) “All Eyez on Me” (1) “Antes pobrezinho em Lisboa do que rico em Estocolmo” (1) “Carmina Burana” (1) “Dunas”: 3 videoclips e 1 polémica homossexual (1) “Fátima” (1) “Gente bonita come fruta feia”: as virtudes da imperfeição (1) “JESSICAGATE” — O FINAL CUT (1) “Micróbio e Gasolina”: a aventura da adolescência segundo Michel Gondry (1) “Missão Impossível – Nação Secreta” (1) “NÃO ME É FÁCIL VIVER COMIGO. PARECE QUE ESTOU SEMPRE EM GUERRA CIVIL” (1) “O Luzido Cortejo dos Fenianos” (1) “O MEU PRESENTE É O MAIS IMPREVISÍVEL DE TODOS OS FUTUROS” (1) “O Muro” (1) “O Pátio das Cantigas”: Ó Evaristo (1) “O princípio do fim”? (1) “Políticos Não se Confessam (1) “The Accountant – Acerto de Contas” (1) “Trainspotting”: da idade da rebeldia ao tempo da nostalgia (1) “Vai Seguir-te”: sexo (1) “Velocidade Furiosa”: de onde vem essa possível comparação com “Star Wars”? (1) (Des)empresalizar o discurso político (1) #RIMCOMCOXA E A PELE DO JOELHO (1) 0 BENEMÉRITO (1) 0 ESTÚPIDO SR. SCHÃUBLE (1) 007 Skyfall (1) 1 (1) 1 DE FEVEREIRO DE 2044 (1) 10 anos depois (7) 10 anos depois: a diva transexual que acabou no fundo do poço (1) 12 Anos Escravo (1) 12 Horas para Viver (1) 1ª. Etapa Pontevedra - A Armenteira (1) 2001- Odisseia no Espaço (2) 2014: O REGRESSO DA ODISSEIA (1) 2015 (1) 24 de julio de 2012. (1) 2ª Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 3 (1) 3.a carta (1) 31 de Agosto (1) 360: A Vida é Um Círculo Perfeito (1) 3ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 4:44 Último Dia na Terra (1) 4a carta a Ludwing Pan (1) 4ª. Etapa da Variante Espiritual do Caminho Português (1) 5m80 (1) 7 Dias em Havana (1) 93 CARMO (1) 99 Casas (1) A lagartixa e o jacaré (4) A 'REFORMA DO ESTADO' (1) A "casa do elétrico" (1) A “Casa da Vilarinha” e as memórias de Oliveira (1) A 10.000 metros de altivez (1) A Academia das Musas (1) A ÁGUA DE MIJAVELHAS (1) A aldeia da roupa suja (1) A aldeia do Bom Sucesso (1) A ALEMANHA DOS ALEMÃES (1) A Alemanha e Portugal (1) A ALTERNATIVA (1) A arca de S. Pantaleão (1) A Arte de Amar (1) A árvore da forca (1) A árvore e o presépio (1) a atacar os seus inimigos comuns e a revelarem-se (1) A ATENÇÃO DAS MASSAS (1) À ATENÇÃO DE NUNO CRATO (1) A Avenida da Cidade (1) A BAÍA DAS SOMBRAS (1) A BANALIDADE DA PIPOCA (1) A banalidade do mal (1) A BARATA AMERICANA (1) A Bela e o Monstro (1) A Better Place (1) A bica dos olhos (1) A Caça (1) A calçada da Teresa (1) A caminho da sociedade policial (1) A CARTA DE QUENTIN (1) A Casa da Câmara (1) A Casa da Fábrica (1) A CASA DA RODA (1) A CASA DO CORREIO-MOR (1) A casa do Senado (1) A casa mais antiga (1) A casa tremia! (1) A catedral portucalense (1) A CENA DO ÓDIO A MOURINHO (1) A cerca velha (1) A CIBERCONDRIA PODE MATAR (1) A CIDADE ATRÁS DO MURO (1) A cidade e os fidalgos (1) A CIDADE HAZUL (1) A CIDADE PLÁCIDA (1) A Cilada (1) A Cividade e as Hortas (1) A colina dos ofícios (1) A comunicação social não é politicamente neutra... (1) A confusão introduzida na vida pública (1) A construção de um Cunhal méli-mélo (1) A CONVERSA DO BANIF (1) A crise dos refugiados na Europa e na Síria (1) A CRUZ DAS REGATEIRAS (1) A DANAÇÃO DAS ALMAS (1) A Delicadeza (1) A Descoberta do Porto (1) À Descoberta do Porto (227) a direita coloca hoje a “realidade” (1) A DISNEYLÂNDIA DOS JIHADISTAS (1) a diva fugaz do Novo Cinema português (1) A dívida (1) A ECONOMIA DO HOSTEL (1) A Emigrante (1) A ENTREVISTA DA PROCURADORA E A SEGURANÇA SOCIAL DE PASSOS COELHO (1) A ERA DOS PARVOS (1) A ESCOLA É UM PALÁCIO (1) A Espera (1) A ESPLANADA DO CASTELO (1) A estação de S. Bento (1) A estalagem das Congostas (1) A ESTIGMATIZAÇÃO DA SOLIDÃO (1) A Europa (1) A EXCEÇÃO AMERICANA (1) A EXPLOSÃO DA NOITE (1) A falência moral do capitalismo (1) A FAMÍLIA DISFUNCIONAL FAVORITA DOS PORTUGUESES (1) A farsa dos debates presidenciais (1) A febre das pulseiras dos elásticos (1) A feira do pão (1) A festa dos Reis (2) A FICÇÃO GREGA (1) A FILHA (1) A fonte das Congostas (1) A fonte dos Ferreiros (1) A FORÇA DA VERDADE (1) A forca do concelho (1) A fotografia (1) A FRAGA DOS PELAMES (1) A FRAUDE DO FREEPORT (1) A GAFE DO PAPÁ (1) a gatuna mais famosa do século XIX (1) a gatuna pianista (1) A gelatina e o muro (1) A Gertrudes do Estanislau (1) A Grande Beleza (1) A GRANDE TRAIÇÃO ÀS TATUAGENS (1) A Grécia de joelhos e o mundo de pantanas (1) A GUERRA A ORIENTE (1) A GUERRA JÁ CÁ ESTÁ. ESTÁ NO MEIO DE NÓS (1) A herança de Barroso (1) A histeria das classificações (1) A história como violação da gravidade (1) A história não perdoa (1) A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA (1) A Idade do Rock (1) A IGREJA DE SANTO ILDEFONSO (1) A ILHA DOS CÃES (1) A importância de algumas coisas (1) A Infância de Um Líder (1) A interessante e interessada apatia face aos offshores (1) A JIBOIA DE NOSSA SENHORA (1) A judiaria nova (1) A JUDITE É BIOSSUSTENTÁVEL? (1) A Juventude (1) A lagartixa e o jacaré (168) A lagartixa e o jacaré - Alternativas (1) A lagartixa e o jacaré - O Método (1) A Lagartixa e o jacaré - Parado e... inundado de incompetência (1) A lagartixa e o jacaré - Regressar aos mercados em 2013 (1) A Lagartixa e o Jacaré - Vem aí mais um (1) A Lagartixa e o jacaré. O Híbrido (1) A LAGOSTA (1) A Lancheira (1) A LATA DO BLATTER (1) A Linguagem do Coração (1) A livraria que deixara de ser livraria e quer voltar a ser livraria. Livraria Lello (1) A loucura dos grandes (1) A MÃE D'ÁGUA (1) A MÃE DE TODAS AS GUERRAS (1) A Maior Flor do Mundo | José Saramago (1) A mais antiga rua do Porto (1) A Mamã (1) A MANA VENDEU A TAP (1) A MÁQUINA DE CORTAR FIAMBRE (1) A marcação de território do macho ressabiado (1) A MATEMÁTICA DO CASAMENTO (1) A meditação não funciona (1) À memória de Miguel Veiga: já não se fazem muitos assim (1) A MENINA DE ALEPO (1) A Missão (1) A Moral Conjugal (1) A MORTE DA CULTURA LITERÁRIA (1) a mulher que arranca monstros do barro (1) A MÚSICA PORTUGUESA ESTÁ A MUDAR (1) A MÚSICA QUE EMBALA O MUNDO (1) A NATUREZA DA ESQUERDA (1) A nova Internacional (1) A Nova Normalidade (1) A Odisseia (1) A OUTRA (1) a outra Dulce Pontes (1) a P e B (1) A parte invisível do muro (1) A partidocracia em todo o seu esplendor... (1) A PASTA DE DENTES (1) A PEREGRINA (1) A Pesca do Salmão no Iémen (1) A PICOTA E O PELOURINHO (1) A política do alho-porro (1) A PONTE DO POÇO DAS PATAS (1) A Ponte dos Espiões (1) A popularização da economia (1) A PORTA DA CASA DE BANHO (1) A PORTA DAS VIRTUDES (1) A Porta do Sol (1) A poucos meses do glorioso 1640 (1) A Praça da Batalha (1) A Praça da Erva (1) A PRAÇA DA RIBEIRA (1) A Praça de S. João (1) A Praça do Infante (1) A PRAXE É DOS TOLINHOS (1) A pretexto do Brasil (1) A primeira manifestação do sindicato do Governo (1) A PRIMEIRA MULHER (1) A prisão e o poder (1) A PROPÓSITO DA WEB SUMMIT (1) A Propósito de Llewyn Davis (1) A PROSTITUTA E O ASNO (1) A PULSEIRA FIT VAI MANDAR NA HUMANIDADE (1) A QUEDA É LIBERTADORA (1) A QUESTÃO DO GLÚTEN (1) A Quietude da Água (1) A QUINTA DA PONTE (1) A quinta do Covelo (1) A quinta dos Huetes (1) A Rapariga de Parte Nenhuma (1) A RAPARIGA DINAMARQUESA (1) A Rapariga Que Roubava Livros (1) a realizadora que também vendia queijos (1) A redacção da vaca a bombar (1) A REFORMA DÁ UMA NEURA TERRÍVEL (1) A refundação (1) A religião do mal? (1) A rendição do jornalismo (1) A resistência dos "estranhos companheiros de cama" (1) A responsabilidade dos “não há alternativa” no ascenso do populismo (1) A Rua da Fábrica (1) A Rua da Rainha (1) A Rua das Congostas (1) A rua das meninas bonitas (1) A Rua de Belomonte (1) A Rua de Cimo de Vila (1) A RUA DE ENTRE VENDAS (1) A Rua de Sobre-o-Douro (1) A Rua do Bispo (1) A Rua do Miradouro (1) A rua do Ouro (1) A Rua dos Brasileiros (1) A RUA DOS CANOS (1) A Rua dos Carapuceiros (1) A Rua dos Clérigos (1) A RUA DOS FERRADORES (1) A RUA DOS LAVADOUROS (1) A Rua dos Moinhos (1) A Rua dos Quartéis (1) A RUA ESCURA (2) A saga das avaliações (1) A Saleta do meio (1) A SÉRIE E A CIDADE (1) A Seta - André Sardet e Mayra Andrade (1) A Suécia (1) A SUICIDADA DA SOCIEDADE (1) A Teia de Gelo (1) A tempestade perfeita (1) A torre das Virtudes (1) A ULTRA DIMENSÃO (1) A união nacional (1) A VAIA DE ISTAMBUL (1) A van da minha avó (1) A VELHA LUTA DE CLASSES (1) A VERDADE DÓI (1) A Viagem dos Cem Passos (1) A Vida de Adèle (1) A vida de uma lenda (1) A Viela da Neta (1) A Viela do Açougue (1) A VIELA DOS POÇOS (1) A Vila Baixa (1) A VINGANÇA COME-SE QUENTE (1) A VINGANÇA DE NAPOLEÃO (1) A Visita (1) A VOZ DA RESISTÊNCIA (1) ACABEM DE VEZ COM OS ZOMBIES (1) Academia Contemporânea do Espetáculo/ACE-Teatro do Bolhão (1) Acelerar num beco sem saída pensando que é uma auto-estrada (1) Acertar nas previsões (1) Acima de tudo a liberdade (1) ADEUS (1) AEROPORTO DO PORTO pORTO (1) AFASTA DE MIM ESSA COZINHA (1) AFIAR O MACHADO (1) AFIRMEMOS A IGUALDADE DE GÉNEROS SEM TEMORES (1) Afurada (1) AGNUS DEI (1) Agora ou Nunca (1) AGRADECIMENTO HUMILDE AO GOVERNO PELO ANO FABULOSO QUE SERÁ 2013 (1) ÁGUA (1) Aguda (1) Aguenta-te aos 40 (1) Agustina Bessa-Luís (1) Agustina Bessa-Luís - Nasci Adulta e Morrerei Criança (1) AI O CAR_ _ _O! (1) Ainda é possível mudar o mundo (1) Ainda há coisas novas para descobrir sobre eles (1) ALENTEJO (1) Alfredo Barroso (1) Alfredo Cunha (9) Algumas notas sobre as autárquicas (1) (1) Ali - O Caçador (1) ali tão longe! (1) Alice (1) ALLAHU AKBAR (1) alô (1) Amanhã (1) Amanhã mandam elas! (1) Amar (1) AMAR A ALEMANHA (1) Ambiente (1) american girl in italy Assédio ou diversão? (1) American Honey (1) AMI (3) Amigos Improváveis (1) Amnésia (1) Amor (2) Amor Impossível (1) AMOU-ME E DEIXOU-ME (1) Amour (1) Amy (1) Ana Moura (3) Anabela (1) Anabela Moreira (1) Anabela Natário (13) Anael (1) Análise ou vontade (1) André Sardet (1) Angelina Jolie (1) Angola (3) ANGOLA ME LIGA (1) ANIKI-BÓBÓ (1) ANIMAÇÃO (1) Animação 3d (1) Animais (2) Ano Novo? (1) Anomalisa (1) Anomalisa. Os autómatos disfuncionais da terra dos call centers (1) ANSELMO RALPH (1) ANSELMO RALPH O que o faz correr? (1) Antes da Meia-Noite (1) ANTES DE ÁLVARO DEPOIS DE SIZA (1) ANTIGO GOVERNO CIVIL (1) Antoni Gaudí (1) António Barroso (2) António Costa (1) António Guterres (1) ANTÓNIO LOBO ANTUNES (2) AO CONTRÁRIO DO QUE DIZ O PESSOAL DA BANCA (1) Ao portão (1) Ao tanger do sino (1) APALERMADOS (1) APESAR DE MAL COMPREENDIDO (1) APRENDAMOS A POBREZA COM OS POVOS DA PAPUA E SIGAMOS O SEU EXEMPLO (1) Aquário da Aguda (1) Aquarius (2) AQUI HÁ CATFISH (1) ÁRABE? LATINO? TUGA? SUSPEITO! (1) Arcade Fire (1) ARGVS Luísa Amaro (1) Aristides de Sousa Mendes (1) Arnaldo Trindade (1) Arquipélago das Berlengas (1) Arquitectura (2) Arquitetura (1) Arte (8) ARTIGOS PARA ENTREGA IMEDIATA E DE UTILIDADE EVIDENTE PARA O GOVERNO (1) AS AVENTURAS DE UM “AVÔ” NUMA STARTUP (1) As balizas do rio Douro (1) AS BEBÉS MUTILADAS DA GUINÉ (1) AS CARMELITAS DESCALÇAS (1) As Cinquenta Sombras de Grey (1) As coincidências não são apenas coincidências (1) AS COISAS COMO SÃO (1) AS CONGOSTAS (1) As desculpas insuportáveis dos meninos de Torremolinos (1) AS DUAS FACES DE PAULA REGO (1) As eleições que não foram europeias (1) AS ELITES (1) As elites bem falantes ou as noções básicas de democracia (1) AS EMPRESAS DO PASSOS (1) AS ESCADAS DA ESNOGA (1) As escadas das padeiras (1) As escolhas de um congresso (1) As feiras da praça (1) As fotografias em que Malkovich é... tudo (1) AS GAMBAS (1) As hortas do Reimão (1) AS JANEIRAS MAIS OS REIS (1) AS LÁGRIMAS DE CROCODILO (1) AS MAIORIAS E O VESTIDO (1) AS MÃOS E OS FRUTOS (1) AS MENINAS E AS MÃES (1) As Mil e Uma Noites: Volume 1 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 2 (1) As Mil e Uma Noites: Volume 3 (1) AS NAILS DAS BARBIES (1) As necrologias (1) As Neves do Kilimanjaro (1) AS NOSSAS MALALAS (1) As Nuvens de Sils Maria (1) AS OUTRAS ESTRELAS DO EURO (1) As páginas perdidas da história do Boavista (1) AS PALAVRAS (1) AS PEÇAS QUE NUNCA ENCAIXARAM (1) AS PIN-UPS DO FEMINISMO (1) As ruas de Belomonte (1) AS SENTENÇAS (1) As Sufragistas (1) AS TOLERADAS (1) As trombetas do poder (1) Às vezes (1) As Voltas da Vida (1) ASSASSINO DE DINOS (1) Até à Eternidade (1) Até ao Verão (1) até não sei quando (1) Até que o Fim do Mundo nos Separe (1) Athos (1) Atlântida (1) atrizes (1) Audi R8 X Kawasaki Ninja ZX10R X Suzuki GSXR1000 (1) Automóveis (1) Aveleda (1) Avelino Carneiro (1) Avelino Carneiro e o Teatro de revista (1) Avenida Sidónio Pais (1) Aviso a tempo (1) Axilas (1) BAIRRO DO RIOBOM (1) BALANÇO CINEMA (1) Banca (1) Bandalusa (1) BANGLADESH (1) BARALHOS MARCADOS (1) Barbara (1) Barry Lyndon (1) BASTA DE HISTORIETAS DE CASAIS (1) BATALHAS PERDIDAS (1) Beber e Cantar (1) Beco de S. Marçal (1) Bel Ami (1) BELEZA AMERICANA Carey Fruth (1) Bellamy (1) Bernie - Morre e Deixa-me em Paz (1) BES SEGUE PRA BINGO (1) Best Youth (1) Bestas do Sul Selvagem (1) Beyoncé (1) Big brother: movimentos bancários de 1000 euros passam a ser investigados (1) BISPOS E FRADES (1) BLÁ (1) BLÁ DO B.H.L. (1) Black Mass – Jogo Sujo (1) Blue Jasmine (1) BOAS FESTAS (1) Boavista (1) Boavista Futebol Clube (1) BOB DYLAN (2) Bolero (1) Bolero De Ravel (1) Bom Natal (1) Bom Sucesso (1) BOND (1) BONITO E RICO (1) Boyhood - Momentos de uma Vida (1) Braga (1) brancos (1) Brandi Carlile (1) Brandi Carlile - The Story (1) BRANGELINA E O FIM DOS POWER COUPLES (1) BRASIL COLLORIDO (1) Brasília (1) Brave - Indomável (1) BREAKING BAD (1) BREXIT BLUES (1) Bridesmaids (1) BRING BACK OUR GIRLS (1) Brit Floyd (1) Bruxelas quer... (1) BUD SPENCER (1) BUDISTAS E CAPITALISTAS FELIZES (1) BUTE RING FENCING AÍ? (1) Caçadores de Cabeças (1) CADA VEZ MAIS ESTÚPIDOS (1) Café da Porta do Olival (1) CAFÉ MAJESTIC (1) Café Society (1) CAGALHOTO: O NOVO HERÓI DE LISBOA (1) Cais de Gaia (1) Calçada da Natividade (1) CALÇADA DAS CARQUEJEIRAS (1) Câmara Municipal do Porto (1) CAMARADAS E CAMARADOS (1) CAMILO PERDEU-SE POR AQUI... Nissan (1) Caminho Português (3) Campanhã (1) Cancela da Velha (1) Canidelo (1) Canidelo e Madalena (1) Cannes 2012 (1) CANSARAM DE SER SEXY? (1) Cântico dos Cânticos (1) Caos irrevogável ou ordem revogável? (1) CAPELA DE S. SEBASTIÃO (1) CAPELA DE SANTO ANTÃO (1) Capital Humano (1) CARA DE ENJOADA. FALSA OU VERDADEIRA? (1) Caridade e solidariedade (1) Carl Orff (1) Carlos Alberto (2) Carlos Luís Ramalhão (1) Carlos Tê (1) Carminho (1) CARNAVAIS (1) Carnaval (1) Carol (1) CAROL | TODOS OS ADULTOS TÊM SEGREDOS (1) Carqueijeiras (1) Carrie (1) CARRIE FISHER 1956-2016 (1) CARTA A DOM ISALTINO (1) Cartas Abertas (4) Cartas da Guerra (1) Cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Carvão Negro (1) Casa da Música (1) CASA DE PAPEL (2) Casal e campo do Pombal (1) casas e salários penhorados já não são notícia (1) Cascata Sanjoanina Porto S.João (1) Caso Maddie (1) Castro (1) Cavalo de Guerra (1) Cavalo de Turim (1) Cavalo Dinheiro (1) Cedo Feita (1) CELEIROS DA CIDADE (1) Cemitério do Prado do Repouso (1) Cemitério novo do Olival (1) Censura (1) Censurar (1) César Deve Morrer (1) César! (1) Cesária Évora (1) CHEIO DE DANTAS (1) Chocolate (1) CHOCOLATE É PECADO (1) Ciclo Interrompido (1) Cidade Dividida (1) Cidade do Porto (329) CIMA DO MURO (1) Cinema (462) CINEMA À 5ª (1) Cinema Batalha (1) Circo sem animais: deixar de fora “quem não escolheu estar ali” (1) Claques (1) Clara Ferreira Alves (198) CLÁUDIO TORRES “FOI NA PRISÃO QUE RECEBI O PRIMEIRO ABRAÇO DO MEU PAI” (1) Clérigos e 31 de Janeiro (1) Clint Eastwood (1) CLÓRIA (1) Cloud Atlas (1) COISAS QUE NINGUÉM SABE E QUE ME APETECE PARTILHAR CONVOSCO (1) Coisas que nunca mudam (1) Colégio de órfãs (1) Coletânea de imagens sobre o Porto (1) COM A CABEÇA NA NUVEM (1) com o PCP)... (1) COM RETICÊNCIAS (1) COMANDOS (1) Combater Trump todos os dias (1) Comendador Marques Correia (39) Comendador Marques de Correia (13) Como chegar a deputado (1) Como é que eu faria? (1) COMO É QUE ISTO NOS ACONTECEU (1) COMO EU AJUDEI O PEDRO (E O PASSOS COELHO) A REMODELAR O GOVERNO (1) COMO FAZER UMA LEI TÃO CLARINHA (1) COMO HOLLANDE SALVOU A EUROPA DE UMA TOTAL CATÁSTROFE NEOLIBERAL (1) COMO ÓSCAR E CABÍRIA (1) COMO PASSOS PODE FAZER UMA REMODELAÇÃO COMO NUNCA NINGUÉM VIU (1) COMO POR O POVO A PAGAR IVA SEM RECORRER A TRUQUES BARATOS (1) COMO UM TAL SÓCRATES RECONQUISTOU O PODER “AQUI MUITO HÁ RECUADO” (1) Como Um Trovão (1) COMUNISMO CHANEL (1) Concerto de Aranjuez (1) CONDENADOS À ESCRAVATURA E AUSTERIDADE (1) CONDENADOS À MORTE (1) CONDENADOS À MORTE 2 (1) CONDENADOS À MORTE 3 (1) CONDENADOS À MORTE 4 (1) CONDENADOS À MORTE 5 (1) Confissões de um animalicida (1) Confusion de Confusiones (5) Confusões sobre a violência (1) conseguimos ver as palavras à nossa frente mas não sabemos como agarrá-las (1) CONTRA TOLERÂNCIAS (DE PONTO) (1) Contrbando (1) Convento Corpus Christi (1) CONVERSA AMENA COM UM SENHOR COM QUEM É RARO TER CONVERSAS AMENAS (1) CONVERSA COM O ESPÍRITO SANTO A PROPÓSITO DO MUITO QUE TEM POR FAZER (1) CONVERSA DE UM VELHO CONFUSO (1) Corações Perdidos (1) Córdova (1) Corpo Celeste (1) CORRER A CHOQUES ELÉTRICOS (1) Cortinha sobre o monte (1) Cosmopolis (1) COSTA SENTADO NO BANCO (1) CR desprezou Hollande e gozou o prato (1) CRIARAM O FITNESS DARWINIANO (1) Crime à Segunda (10) Crime e Pecado (1) CRIMES CONTRA MULHERES (1) Crimson Peak: A Colina Vermelha (1) CRISE DE MEIA IDADE (1) Crónica Urbana (31) CROSSFIT (1) Cuba (1) Culpa do ratíng "lixo" é de Portugal ser uma democracia... (1) Curta-Metragem (1) D. Hugo e o Burgo (1) da “América profunda”. E Trump eleito (1) DA ALEMANHA À CHINA DE COMBOIO (1) Dá cá dinheiro para pôr a render... para os meus amantes (1) DA LALOFOBIA (1) da mina sobram relatos de sangue (1) DAD BOD ESTÁ NA MODA? (1) DAESH (1) Dama de Ferro (1) Dança (2) Daniel Oliveira (1) Daniel Pinheiro (1) DAQUI EM DIANTE ACABOU O PORTUGAL POBRE. SOMOS RICOS (1) Dave Brubeck (1) David Bowie (1) De Aguardenteira a incendiária (1) De Camionete (1) DE COMO O CRONISTA RESOLVE INVOCAR O PENSAMENTO DE JERÓNIMO DE SOUSA (1) DE FRALDAS EM LISBOA (1) de João Canijo: “Não é possível representar uma peregrinação sem a fazer” (1) DE MEIA-LECAS A LECAS (1) DE MIUDEZAS ESTAMOS TODOS FARTOS (1) De noite todos os gatos são pardos (1) De Olhos bem Fechados (2) DE QUE SÃO FEITOS OS RICOS? (1) DE ROUILLE ET D'OS (RUST AND BONE) (1) DE TORREMOLINOS A LLORET E CANCÚN (1) Dead Combo (1) Debaixo da Pele (1) DECAPITAR CORPOS PARA O TELEMÓVEL (1) Decorações de Natal (1) Defuntos (1) deitou-lhe as mãos e… matou-o (1) Demolição (1) Dentro de Casa (1) Depois das lágrimas (1) Depois de Maio (1) Descansem (1) descansem e depois queixem-se (1) Descaradamente Infiéis (1) Desejamos a todos bom Natal e bom ano (1) Desespero (1) DESFADO (1) Desligados (1) DESPEDIDO (1) DESPOJOS DO TARRAFAL (1) Desporto (4) DESSA GUERRA TANTAS VEZES SILENCIADA (1) Deste Lado da Ressurreição (1) DETROIT CIDADE-FANTASMA que já está a renascer (1) DEU-ME ASAS (1) Deus abençoe Clint (1) Deus Branco (1) DIÁRIO DE UM HOMEM INFORMADO (1) diário de um psiquiatra (25) Dicionário dos nossos dias (1) diga qualquer coisa (1) diga-se de passagem (1) Dino d´Santiago (1) Disturbed (1) Divine Shape (1) Divine Shape: O Inverno do Porto mudou a minha roupa (1) DIZ O MELHOR VENDEDOR DE LEGUMES DA PRAÇA (1) dizem eles (1) DJANGO LIBERTADO (1) do glamour à decadência (1) do lado de Gaia (1) DO LESTE E DO OESTE (1) Do Olival a Cedofeita (1) DO SOCO (1) DO VALE TUDO AO MMA (1) Documentário (14) Dois Dias (1) Dois Papas e a lei da vida (1) DON’T LIKE IT (1) DONALD (1) DONOS DE CÃES E PAPÁS TERRORISTAS (1) Donos e Portugal (1) dos Led Zeppelin (1) Douro (1) Downton Abbey (1) Duas cartas portuguesas a Ludwig Pan (1) Duas variações sobre um enamoramento (1) Durante muito tempo vai deixar de haver notícias (1) duvido muito (1) é a condução política do PSD (1) É A FALTA DE CULTURA (1) É A PIOLHEIRA (1) É A PIOLHEIRA TOTAL (1) E Agora (1) E Agora Invadimos o Quê? (1) E agora os Reis (1) E agora? Lembra-me (1) É BIRKIN DA PARTE DA ATRIZ OU DA CARTEIRA? (1) E ELE NEM SEQUER ERA AMERICANO (1) É EMOJIEXCLUÍDO? (1) É HUMANA! (1) É mau para o Governo falar demais (1) É MAU RAPAZ OU UM ESTETA? (1) É melhor não saber (1) É mesmo possível erradicar o problema dos sem-abrigo? (1) E se experimentassem ter um pouco mais de cuidado (1) É SER POBRE (1) E TIROU-LHE O SONO (1) E tudo Costa ganhou (1) É vê-los a defender os seus (1) E-REFUGIADOS RECEBIDOS COM E-MOJIS (1) economia (8) Éden (1) Eduardo Gageiro (1) Egg Parade (1) EIS O ESTADO DE DIREITO (1) Ela (1) Ele até pode matar a mãe (1) eleito o melhor riff de sempre (1) Elementos Secretos (1) Elena (1) Elena Ferrante (1) Eles fazem a guerra em tempos de cólera (1) Eli Wallach (1) Elíades Ochoa (1) Elogio das autárquicas (1) Elysium (1) EM BUSCA DA INFLUÊNCIA PERDIDA (1) Em Câmara Lenta (1) Em Canelas dá-se outra missa (1) EM DEFESA DA RESSACA (1) EM DEFESA DO DOUTOR RELVAS (1) EM DEFESA DO GHOSTING (1) em manutenção (57) Em nome de Deus e em nosso nome (1) Em Parte Incerta (1) EM PREFACIADA CAVAQUEIRA (1) EM TEMPOS DE CRISE (1) EM VEZ DE RELEMBRAR SEMPRE OS GALHOFEIROS (1) Emir Kusturica (1) EMIR KUSTURICA “A GUERRA TORNOU-SE UMA REALIDADE VULGAR” (1) EMMANUEL MACRON (1) ENGANEI-ME (1) Enquanto Somos Jovens (1) Enriqueci­mento (1) Então governantes (1) ENTER PHILIP ROTH (1) entramos no tratado orçamental (1) ENTREGUES À BICHARADA (1) Entrevista a Xana dos Rádio Macau (1) ERA ASSIM (1) era assim que eu faria (1) ERAM TÃO SUAVES (1) ERGUEI-VOS CONTRA O STITZPINKLER (1) ESCRAVO. DESAPARECIDO. HERÓI. GOSTAVA DE CR (1) ESCREVER CONTRA O TEMPO (1) Escrever sobre a crise (1) ESCRITA POR ALGUÉM QUE GOSTASSE DELA (1) Esperou que o marido adormecesse e deu-lhe quatro tiros (1) Espigueiros no Soajo (1) ESPIOLHAR 0 SEU FB FECHADO? FÁCIL! (1) esquerda dura e esquerda violenta (1) Esquerda mole (1) ESSE DESCONHECIDO CHAMADO JESUS (1) ESSE REFRIGERANTE COM GÁS (E MUITA MÚSICA) (1) ESSES CÃES DE ATENAS (1) está alguém a governar? (1) Esta desesperante ausência de luz (1) ESTA NOITE SONHEI COM POMAR (1) Esta Terra É Nossa (1) Estação da Rua de Alexandre Herculano (1) Estação Litoral da Aguda (1) ESTADO DE COMA (1) Estamos todos fracturados (1) estás perdoado (1) ESTE DESGRAÇADO PAÍZ (1) este filme foi a maior loucura que todas nós (1) ESTES GAJOS NÃO SABEM FAZER REFORMAS E DEPOIS DÁ NISTO! SIGAM O QUE EU DIGO! OK? (1) ESTES IDIOTAS SOMOS NÓS (1) ESTES TIPOS SÃO PIEGAS E NEM UMA PORCARIA DE CRISE SABEM RESOLVER (1) Estou de Consciência tranquila (1) ESTUDO SOCIOCIENTIFICO: COMO DEVE SER GERIDA A EDUCAÇÃO EM PORTUGAL? (1) Estufa da Quinta da Lavandeira (1) Estufa do Parque da Lavandeira (1) ESTUPIDEZ COLETIVA (1) ESTÚPIDO (1) Ettore Scola (1931-2016) O cineasta do amor por Itália (1) EU ACHO QUE O EURO É PARA DAR CABO DE NÓS. E AGORA HÁ PROVAS (1) EU DEVO SER O ÚNICO (1) EU E TU (1) EU GOSTAVA QUE ESTA DÉCADA TIVESSE ACABADO (1) Eu quero lá saber das regras europeias e do défice do tratado orçamental (diz agora Renzi) (1) EU RADICAL ME CONFESSO (1) EUA (1) Eugénia Lima (1) EUROPA (1) Eurovisão (1) EUTANÁSIA (1) EVAPOROU-SE (1) Excisão (1) Explicado (1) Extremamente Alto (1) Eyes Wide Shut (1) F.C.Porto (2) Faina Fluvial (1) Fake analysis (1) FALAR DOS POBRES (1) FALEMOS DO NATAL (1) Falências (1) FALHAR A REVOLUÇÃO (1) FALTA É UM BANCO BOM (1) Fantasmas da Segunda Guerra Mundial (1) Fátima (1) Fátima de manhã (1) FAZ DE CONTA (1) FAZER SANGUE (1) FC PORTO | SÉRGIO CONCEIÇÃO (1) FC Porto: Estes romanos são loucos - e são poucos (1) FEIRA DO PÃO (1) Feira dos Moços e Moças (1) FEITIÇOS AFRICANOS (1) FELICIDADE TABACO E PONTO G (1) Félicité (1) Fernando conhecia Gisberta desde os seis anos. Porquê agredi-la? (1) Fernando Lopes (1) Ferrugem e Osso (1) FESTA DO AVANTE; A FESTA EM QUE SE VÊ A FORÇA DO PC (1) fica tudo na mesma (1) Fidel Castro 1926-2016. Relato de uma vida histórica (1) Fidel de Castro (2) FIDGET SPINNER (1) Filinto Melo (1) FILIPINAS NÃO (1) Filomena (1) Fim-de-semana em Paris (1) FIQUEM LÁ COM O PODER (1) FISCO: O silêncio dos falsos liberais (1) FIZ-ME À VIDA (1) fizemos por um realizador (1) Florbela (1) Flores (1) FLORIDA DA EUROPA (1) Foge (1) FOI BONITA A FESTA (1) FONTES E CHAFARIZES (1) Fontinha e Fontainhas (1) Força Maior (1) FORMAS DE REFORÇAR A COESÃO DO GOVERNO NUM MOMENTO DIFÍCIL (1) Fornos da cidade antiga (1) Fotografia (19) Fotografia SlideShow (36) Fotojornalismo (1) FRACO CONSOLO (2) França (2) FRANCISCA VAN DUNEM (1) FRANCISCO LOUÇÃ “SOU INCANSÁVEL” (1) FREI BENTO (1) Frei Bento Domingues (1) Fuegos del Apóstol (1) Fun (1) futebol à tarde e à noite (1) FUTURO MAIS QUE IMPERFEITO (1) Gabriel García Márquez (1) Gaia (1) Galinha Com Ameixas (1) Gangsters à Moda Antiga (1) GASPAR (1) GASTÃO (1) Gaudí (1) Gelo Fino (1) Genesis (1) geólogo e agrimensor na Austrália (2) Germano Silva (252) Germano Silva - Historiador (1) GERMANO SILVA “Por trás de cada fachada do Porto há uma história desconhecida ou insólita” (1) GERMANO SILVA O contador de segredos do Porto (1) Gett: O Processo de Viviane Amsalem (1) Giraldinha (1) Gisberta (8) GOELAS DE PAU (1) Golpada Americana (1) GRAÇAS A DEUS (1) graffiti (2) Gralheira (1) Grand Budapest Hotel (1) Granulomatose com poliangeite (1) Gravidade (1) Grécia e Ucrânia: Europa (1) Greve dos professores (1) Grilo da Zirinha (1) Guilhermina Adelaide (1) HÁ 180 MIL NÓS DE GRAVATA (1) há 40 anos (1) HÁ ANOS IRREPARÁVEIS (1) HÁ HOMEM (80) HÁ MILAGRES (1) Há uma coisa com que concordo com Passos Coelho (e (1) HÁ VIDA NOVA NA RUA DAS FLORES (1) Hannah Arendt (1) HANNAH ARENDT E NÓS (1) Hélder Pacheco (1) Henrique Monteiro (1) HER (1) HETEROS E HOMOS (1) Hillary Clinton (1) História (1) Histórias da Cidade (2) Histórias portuenses (2) Hitchcock (1) HOJE É DIA DE ATIRAR UM MIGUEL PELA JANELA E DEVEMOS HONRAR O DIA (1) Hollywood entre Deus e os comunistas (1) homem (1) Homem Irracional (1) HOMEM? NEUTROIS? PANSEXUAL? DOIS ESPÍRITOS? (1) Homenagem a Eugénia Lima (1) HOMENAGEM ÀS CARQUEJEIRAS DO PORTO (1) Homens (1) HOMENZINHOS (1) HONRAR OS ESGALHADOS (1) Horto das Virtudes (1) Hospital do Santo Cristo (1) Hugo (1) Humanos (1) Humanos - Quero é Viver (ao vivo no Coliseu) (1) Humor (11) I AM AMERICA AND SO CAN YOU (1) I´m in love with Porto (1) Ida (1) Idade à Flor da Pele (1) IDEIAS MATINAIS REQUEREM DUCHE (1) IGREJA DE SANTA CLARA (1) Igreja dos Clérigos (1) Igreja e Torre dos Clérigos (1) Ilha de Midway (1) Imagens menos conhecidas da cidade do Porto (1) IMAGINA CÃO (1) imigração (1) IMPERATIVOS CATEGÓRICOS E KANT (1) INCÓGNITO (1) INCORREÇÃO FACTUAL E OUTRAS COISAS (1) Incrivelmente Perto (1) incumpri­mentos (1) INFIDELIDADE - DESEJO (1) Inglaterra (1) Inimigos Públicos (1) Interstellar (1) INVASÃO CHINESA (1) Invencível (1) Ir ao Porto (2) IRAQUE (1) Irmã (1) IRRELEVÂNCIAS (1) Isto é o Haiti (1) J. RENTES DE CARVALHO “NASCI REBELDE E NUNCA DEIXEI DE O SER” (1) JÁ ÉS UM HOMEM! (1) JÁ NINGUÉM SE DESLIGA NAS FÉRIAS (1) JÁ PODE COMPRAR UNS SIX PACK (1) JÁ SÓ JÁ HÁ JORNALEIROS (1) Jackie (2) Janelas (1) Jardim da Cordoaria (1) Jazz (1) JEANS COM LAMA A 600 EUROS (1) Jeans não se lavam (1) JEFF BEZOS O (VERDADEIRO) DONO DISTO TUDO (1) Jersey Boys (1) JESUS VS. MOURINHO (1) João Duque (6) João Roberto (9) João Salaviza (1) Joaquín Rodrigo (1) Jobs (1) JOCOSA E EDUCATIVA (1) Jodie Foster (1) JON (1) Jorge Fernando (1) jornalista (1) José Augusto Rodrigues dos Santos (1) José Eduardo Agualusa (1) José Fonseca e Costa (1) José Gameiro (25) José Hermano Saraiva (1) José Mário Branco (1) José Pacheco Pereira (199) JOSÉ RODRIGUES (1) José Saramago (1) José Sócrates (1) JOSÉ SÓCRATES OU A FILOSOFIA PARA TOTÓS (1) JOSÉ TOLENTINO MENDONÇA (1) Jovem e Bela (1) Joy (1) JÚLIO POMAR (1) JÚLIO POMAR “SOU UM BOCADO CANIBAL” (1) JUNK BOND (1) Justiça à portuguesa (1) JUSTICEIRA DO INSTAGRAM (1) Juventude (1) Kaossilator (1) KARL (1) Kátia Guerreiro e Anselmo Ralph - Não me toca (1) KEY WEST (1) Kingsman: Serviços Secretos (1) KOBANE É A NOSSA COBARDIA (1) Kogonada (1) Krzysztof Kieslowski: outra Europa (1) Kubrick (2) Kubrick 2001 odisseia no espaço explicada (1) kuduro (1) LA DOLCE VITA EM ERLANGEN (1) La La Land: Melodia de Amor (1) La vie en rose (1) LACRADO (1) Ladrões com Estilo (1) Ladrões Com Muito Estilo (1) Lagartixa NY: o que fica das eleições americanas ganhe quem ganhar (1) Lagoa de Bertiando e S. Pedro d´Arcos (1) LARGO DE SANTO ANDRÉ (1) Largo de Santo Ovídio (1) LARGO DO AMOR DE PERDIÇÃO (1) LARGO DO COLÉGIO (1) LARGO DOS NAVIOS (1) Lauren Bacall (1) Lavandeira (1) Lawrence da Arábia (1) LE BAIN TURC (D'APRÈS INGRES) DE JÚLIO POMAR (1) Le Havre (1) Led Zeppelin (1) Lendas do Crime (1) Leonard Cohen (1) Les jeux sont faits (1) Líbano (1) Lições práticas sobre assaltos (1) Lincoln (1) Lindsey Stirling (1) Linha do Norte (8) LISBOA E LIXO E TUDO (1) Lista completa com os 100 melhores filmes norte-americanos (1) Livraria Lello (1) Livro (1) LIVROS (4) Locais de tertúlias (1) Locais infectos (1) Locke (1) LOIRAS E HIDROGÉNIO (1) Londres (1) Longe dos Homens (1) Looper - Reflexo Assassino (1) Lorde (1) Lore (1) LOUCAMENTE - DUAS MULHERES NA TOSCÂNIA (1) Louis Armstrong (1) LOURO PRENSADO É DROGA (1) LOVELACE (1) Luaty Beirão (1) Luca Agnani (1) LUCKIEST GIRL ALIVE (1) Luís Pedro Nunes (156) Luís Portela (1) LUMBER SPORN E ESCANHOADOS (1) Lusitana expiação (1) LUTA DE CLASSES (1) Macacos e desencontros (1) Machete e a multiplicidade das vozes (1) Maçonaria (1) Mad Max: Estrada da Fúria (1) Madalena (1) MADAME LAGARDE MANDA (1) MADEIRA CONTRA MÁRMORE (1) Maggie (1) Magnífico Porto (2) Magnífico Porto 11 (1) Magnífico Porto 2 (1) Magnífico Porto 4 (1) Magnífico Porto 5 (1) Magnífico Porto 6 (1) Magnífico Porto 8 (1) MAILS E LEI LABORAL (1) MAIS DE 240 PORTUGUESES NAS OFFSHORES DO PANAMÁ (1) Mais exemplos para quem ainda não percebeu onde está metido (1) MAIS UM DRAMA SOCIAL PROVOCADO POR UMA MALDITA FOLHA DE EXCEL (1) MAIS UMA IDEIA ESTÚPIDA (1) Mais Uma Noite de Merda Nesta Cidade da Treta (1) Mais uma vez a política do engano (1) Mais uma vez é fácil enganar os mercadores da novidade (1) Making a Murderer (1) MAKING BRIDGES (1) MAL (1) Maléfica (1) Mamã (1) Manchester by the Sea (1) MANDA O CHANEL NOIR (1) Manda quem pode (1) Manifestações (1) Manoel de Oliveira (8) Manoel de Oliveira — Passos de Uma Vida‏ (1) Manuel Vitorino (4) Mapas para as Estrelas (1) Marcas na parede (1) MARCELO REBELO DE SOUSA Candidato presidencial “Serei politicamente imparcial (1) Marginal do Douro em Gondomar (1) Marguerite (1) Maria Antónia Siza (1) Maria Cabral (1) MARIA DE JESUS (1) Maria Filomena Mónica (2) Maria tcha (1) MARIANA MORTÁGUA "O PÉ ESTÁ NA PORTA E AGORA É PRECISO EMPURRAR" (1) Mariano Gago (1) Marine Le Pen (1) Mário Bismarck (4) Mário Soares (1) MÁRIO SOARES Sou um cidadão especial (1) Marionetas (1) Mariza (1) Marseille (1) Martha Marcy May Marlene (1) Marx (1) MAS AINDA VAI CONTINUAR POR UNS ANOS (1) MAS CHORO COM MÁGOA A PARTIDA DO SR. RELVAS (1) mas como é dos “nossos” não há problema (1) mas como é que se vive num País sem futuro? (1) MAS ESTOU À RASCA POR CAUSA DA CNE (1) mas não a outra face (1) mas não tanto (1) mas o destino a funcionar de uma forma não linear (1) mas o que é isto? (1) mas socialmente parcial” (1) MAS SOU A FAVOR DE UM ESTADO SOCIAL LOW COST (1) MAS SOU MODERNO (1) Mas... (1) Máscaras (1) Massarelos dos mareantes (1) MATA DUAS VELHAS OU UM NOBEL? (1) Mata-os Suavemente (1) MATARÁS! (1) Mayra Andrade (1) mecanismos e mecanização (1) Mediterranea (1) Memórias de Minhas Putas Tristes (1) MENINOS (2) MERCADOS DA BAIXA (1) Mergulho Profundo (1) MERYL STREEP (1) Meu bom Pan (1) MEU CARO JOÃO SOARES (1) Meu caro Ludwig Pan (2) Meu caro Pan (2) Miguel Costa (1) Miguel Sousa Tavares (85) Miguel Veiga (1) MIGUEL VEIGA “Este PSD entristece-me e revolta-me” (1) MIL MILHÕES EM SUBMARINOS (1) Milagre no Rio Hudson (1) MILHÕES EM RISCO (1) Militância (1) Minas (1) Minha Alma Por Ti Liberta (1) MIRA DOURO (1) MISSIVA ENVIADA A JARDIM EXPLICANDO-LHE PORQUE É QUE JÁ NINGUÉM O QUER (1) Mitos da semana:consenso (1) Mitridatismos (1) Modus operandi (1) Mondego (1) Money Monster (1) Monte (1) Monte Athos (1) Monte Mozinho (1) Montemuro (1) Moonlight (1) Moonrise Kingdom (1) MORITURI TE SALUTANT (1) Morreu a actriz Lauren Bacall (1) Morreu a inesquecível Natalie Cole (1) Morreu Leonard Cohen. Perdemos um visionário da música (1) Morreu Maria José Silva (1) MORREU O GUITARRISTA DE FLAMENCO PACO DE LÚCIA (1) Morreu Robin Williams (1) morte (1) MOTEL DE DESIGN VALE A PENA? (1) Mouzinho e Flores (2) Mozinho (1) Mr. Nobody (1) MR. THIEM (1) Mr. Turner (1) MRS. ROBINSON ERA UMA PITA (1) Mudar de Vida - José Mário Branco (1) MUDAR POR FORA PRIMEIRO? (1) Muito Amadas (1) MUJICA (1) MULHERES COM ABDOMINAIS AO ESPELHO (1) MURRO OU DA BOFETADA (1) Música (90) Música electrónica (1) Música Popular (7) Músicos de Rua (1) Na Marcelândia (1) Na Rota dos Judeus do Porto (1) Na Via Láctea (1) Nação valente e imortal (1) Nada ficará como dantes (1) Nada vale mais qu’a Gaia toda (1) Nadir Afonso (1) Nadir aos olhos de Siza (1) namorando um assassino (1) Nana (1) Não (2) NÃO A MESMA (1) NÃO COMPREM NADA AOS CHINESES (1) Não digam que não sabiam... (1) não é de dizer qualquer coisinha? (1) NÃO EMAGRECE? É DO ADITIVO (1) NÃO ÉS NADA (1) não há milagres (1) Não há motivos para sorrir (1) Não há uma só razão para entregar a TAP (1) não licenciados (1) NÃO LIKE (1) NÃO ME EXCLUO DE NADA (1) NÃO QUERO VIVER ATÉ AOS 100... (1) NÃO SE NOTA (1) NÃO SE PODEM DAR AO LUXO DA EFICÁCIA (1) Não se preocupem com ninharias (1) NÃO SEI SE SOU O ÚNICO (1) Não vamos à procura de uma vida melhor. Vamos à procura de vida. Atrás de nós só há morte (1) NÃO VOU COMENTAR O SÓCRATES (1) Narciso Yepes (1) Natais portuenses (1) Natal (1) Natal 2015 (1) Natalie Cole (1) Natureza (2) Nebraska (1) Negação (1) Negócios (1) NEM AS FAMOSAS JOIAS DA COROA VALEM UM CHAVO. ISTO (1) NEM O VUDU ME VALE (1) Nem pão (1) Nem parece que estamos no Porto (1) Nem quente nem frio (1) nem vinho (1) Nepal (1) Neruda (1) Neruda histórico (1) Nerve - Alto Risco (1) NESTA ESQUINA HAVIA LIVROS (1) Nevoeiro (1) Nicolau Breyner (1) Niger (1) Night Moves (1) Nightcrawler - Repórter na Noite (1) Nissan Qashqai (1) NÍTIDOS NULOS (1) No 25 de Abril: os riscos para a liberdade e para a democracia (1) NO CAFÉ (1) No limite do amanhã (1) No Nevoeiro (1) Nobels they are a-changing (1) Noções básicas de direito penal. Ou de Estado de direito (1) NÓMADAS (1) Nomes de certas ruas (1) NOMES DE RUAS (1) NÓRDICOS SELVAGENS (1) NOS CAMPOS (1) Nós por cá todos bem (2) Nossa Senhora da Lapa (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA (1) NOSSA SENHORA DE FÁTIMA DESMENTE QUAISQUER RELAÇÕES COM A TROIKA (1) NOTAS DE HONG KONG (1) Notícias boas (1) Notícias do meu bairro (1) notícias manhosas e notícias preocupantes (1) Nova Escravatura Civilizada (NEC): um outro conceito de liberdade individual (1) Novo Bolhão vai ser o grande mercado de frescos da cidade (1) NUDES (1) Nunca fui às Berlengas (1) Nuno Sousa (4) O (1) O "NOSSO" SANTO ANTÓNIO (1) O “MAMADING” NÃO É O FIM DO MUNDO (1) O “TESOURO VIVO” DO SIZA (1) O “trumpismo” nacional (1) O adeus de um lutador social (1) O ADJUNTIVO MARQUES MENDES (1) O adolescente retardado traduzido automaticamente (1) O ADULTÉRIO VIA NET ACABOU (1) O alcoviteiro (1) O AMOR DA SUA VIDA ESTÁ NUM RAIO DE 1 KM? (1) O anátema sobre os não-TINA (1) O ano 2013 visto pelo pensamento positivo (1) O ano visto por António Guterres (1) Ó António (1) O anunciador da morte (1) O ataque "aos que ainda têm alguma coisa" (1) O BAIRRO DA SÉ (1) O bairro dos Banhos (1) o bairro dos livros Porto (1) O BANQUEIRO E O BANCÁRIO (1) O BLÁ (1) O BOT QUE ACABOU LOBOTOMIZADO (1) O braço do Sá da Bandeira (1) O BURGO EPISCOPAL (1) O burguês da Foz que tomou de assalto a Câmara do Porto (1) O CABARÉ E O MACACO (1) O café Camanho (1) O café Chaves (1) O Cais da Estiva (1) O Caminho (1) O campo das barreiras (1) O Capital (1) O CAPITAL SEGUNDO THOMAS PIKETTY (1) O Carmo e os carmelitas (1) O CARRO MAIS SEGURO DO MUNDO? (1) O Caso Spotlight (1) O Castelo da Sé (1) O CAVALO DE CALÍGULA (1) O Chef (2) O CIRCO BES (1) O Círculo | FÁTIMA | GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL.2 (1) O CLUBE (1) O Clube de Dallas (1) O Condado de Massarelos (1) O Conselheiro (1) O Conselho de Estado irreal (1) O Cônsul de Bordéus (1) O culto à Senhora da Lapa (1) O DEBATE (1) O desastre do PS (1) O Desconhecido do Lago (1) O deserto (1) O Desolado (1) O desprezo pelos manifestantes da CGTP (1) O Dia Antes do Fim (1) O DIA EM QUE VEIO O MAR E ENGOLIU TUDO (1) O dia seguinte (1) O DIABO NO CORPO (1) O DIABO QUE NOS IMPARIU (1) O Diário de Uma Rapariga Adolescente (1) O dilema do futuro (1) O Ditador (1) O DOC QUE VAI MUDAR A TV (1) O drama do fim de férias (1) O drone deles sobrevoou o melhor destino europeuCidade do Porto (1) O E- PELOURINHO ESPERA POR SI (1) O EL ESTÁ A MATAR-NOS (1) O ELEFANTE BRANCO ERA UM PATO BRAVO (1) O elogio dos jornais (1) O Encantado (1) O ESPLENDOR DE PORTUGAL (1) O Estado disforme (1) O estado do Estado de direito (1) O Estado perigoso (1) O evento (1) O FADO JÁ É OUTRA COISA (1) O FAROLIM DE FELGUEIRAS (1) O FIM DA ESCRITA MANUAL (1) O fim dos antibióticos (1) O foral de D. Manuel I (1) O Frágil Som do Meu Motor (1) O Fundador (1) O Fundamentalista Relutante (1) O Gangue de Hollywood (1) O Gebo e a Sombra (1) O General sem Medo (1) O GENOCIDA AFRICANO (1) O Germano é doutor (1) O GORILA QUE HA EM NÓS É UM IDIOTA (1) O Governo (?) a voo de pássaro (1) O Guarda (1) O HOMEM A QUEM TIRARAM A SOMBRA (1) O homem do relógio que goza connosco (1) O Homem Duplicado (1) O homem é mesmo perigoso (1) O homem e o seu sonho (1) O HOMEM POR DETRÁS DO “GRÂNDOLA” (1) O homem primavera-verão 2015 (1) O homem que gostava das mulheres (1) O HOMEM QUE NÃO VEMOS (1) O Hotel de Francfort (1) O INCRÍVEL CASAL EANES (1) O Inquieto (1) O IRAQUE NUNCA EXISTIU (1) O isolamento do Governo (1) O Jogo da Imitação (1) O JOGO VISTO DE TIMES SQUARE (1) O Lado Bom da Vida (1) O LADO LOUCO DOS GÉNIOS (1) O LARGO DO PADRÃO (1) O linchamento de José Sócrates (1) O Lobo de Wall Street (1) O LOBO DO MAR QUE É O SENHOR DO RIO (1) O lugar do Ouro (1) O MACHETE E UM CHUCHU (1) O MACHISMO É O NOVO FEMINISMO (1) O MACHO ASSINALADO (1) O manancial de Camões (1) O Mede Vinagre (1) O MELHOR PSICOPATA DE SEMPRE (1) O menino e o lobo (1) O Mentor (1) O MERCADO DE USADOS (1) O mercado do Bolhão (1) O MERCADO DO PEIXE (1) O MESSIAS (1) O Messias de Händel (1) O meu cepticismo (1) O Meu Maior Desejo (1) O MEU RANGE E UMA "ELA"! (1) O MEU REINO POR ESSE ARROZ (1) O MILHÃO VARIÁVEL DO ULRICH (1) O MOMENTO PRUDÊNCIO (1) O MOMENTO ZERO DO INCÊNDIO EM PEDRÓGÃO (1) O Monge (1) O MONTE DAS FONTAINHAS (1) O MONTE DE GERMALDE (1) O Mordomo (1) O morgadio do Carregal (1) O MULLAH OMAR E NÓS (1) O mundo ao contrário (1) O murinho de S. Domingos (1) O Muro Europeu (1) O NATAL PORTUGUÊS INSTALADO NUMA MONTRA (1) O Natal visto da véspera (1) O NETO DO PIÃO (1) O NOSO É NOSO (1) o nosso (1) O NOVO E OS VELHOS DO PS (1) O novo-chique (1) O Oásis (1) O OVO DA SERPENTE (1) O padrão de Santo Elói (1) O País a ser enforcado e a GNR não actua (1) O País que foi do vinho e agora é da cerveja (1) O PAÍS QUE VAI AFUNDAR-SE (1) O Palácio de Cristal (2) O Papa bolchevista (1) O Pasmatório dos Lóios (1) O PASSAL DOS CÓNEGOS (1) O PASSARITO E O PASSARÃO (1) O PASSEIO DA GRAÇA (1) O patinho feio dos mares é o novo cisne do gelo (1) O PEIXE OU A CANA? (1) O PEQUERRUCHO DO PS (1) O PERDÃO (1) O PERIGO DE VOAR NA TAP (1) O PESADELO SÓ AGORA COMEÇOU (1) O Pintor e a Cidade (1) O PISTOLEIRO BORGES (1) O POÇO DAS ILUSÕES (1) O Polícia (6) O politicamente correcto faz mal à cabeça: o "trabalho sexual" (1) O Porfírio do Cimbalino e a Balança Falante (1) O PORTO DE MIGUEL ARAÚJO (1) O Porto no Inverno (1) O povo é quem mais ordena (1) O Presente (1) O preso 44 e o Estado de direito (1) O princípio do fim da Europa (1) O princípio do fim de Gisberta (1) O problema de opinar sobre tudo (1) O problema dos grandes partidos (1) O problema não são as autárquicas (1) O Prodígio (1) O Profundo Mar Azul (1) O PSICOPATA (1) O QUARTO AZUL (1) O QUARTO DO CASAL (1) O Que Há de Novo no Amor? (1) O que a privatização da TAP... (1) O que anda em 2017? (1) O que comemoramos quando comemoramos a Segunda Guerra Mundial (1) O QUE DEVE FAZER UM BOM SOLDADO SE O CAPITÃO SÓ O CONTRARIA EM TUDO? (1) O QUE É FEITO DO CINEMA AMERICANO? (1) O que é que aconteceu aos rapazes? (1) O que está a mudar (1) O Que Está Por Vir (1) O QUE FAZ CORRER A UBER (1) O QUE FAZER COM ESTE ISLÃO (1) O QUE ME DISSE SNOWDEN SOBRE A PRIMEIRA REUNIÃO PSD-PS-CDS NO DOMINGO (1) O que significa a visita do Papa para um homem sem fé (1) O que vai passando (1) O QUINTO PODER (1) O REGRESSO DA NAVALHA (1) O regresso de Sócrates o o império da asneira (1) O RIO DA CIDADE (1) O rio da Vila (1) O RIO DOURO (1) O ROSSIO DA LADA (1) O Salão de Jimmy (1) O SALVADOR E O BEIJINHO SÃO BRUTAIS (1) O SECTOR PÚBLICO (1) O SEGREDO DO CABELO DE TRUMP (1) O Segredo dos Seus Olhos (1) O SENHOR DA CIDADE (1) O SENHOR DO CARRINHO (1) O SENHOR DOS ASSOBIOS (1) O Sentido do Fim (1) O Shopping (1) O Silêncio (1) O silêncio voador é eletrizante (1) O sítio da Corticeira (1) O SITIO DA MEIJOEIRA (1) O sítio das Regadas (1) O SÍTIO DAS VIRTUDES (2) O sítio de Fradelos (1) O SÍTIO DO FREIXO (1) O sítio onde está a Sé (1) O Sobrevivente (1) O Som ao Redor (1) O suspense e o sangue excessivo de Tarantino (1) O T (1) O TAL1% (1) O tempo das bibliotecas privadas está a acabar (1) o tempo; o sujeito (1) O Terreiro da Erva (1) O terreiro da Sé (1) O tio fazia cinemas! (1) O TOQUE DE FINADOS DA EUROPA (1) O traço visual que caracteriza o trabalho dos principais realizadores da história (1) O TROLL DA INTERNET (1) O TUGA IDEAL É TRONCHUDINHO (1) O túnel da Ribeira (1) O TÚNEL DE S. BENTO (1) O ÚLTIMO DIA (1) O Último Elvis (1) O UNABOMBER ESTAVA CERTO? (1) O único sítio onde Deus e o diabo estão juntos: os detalhes (1) O VALE PERDIDO DO CARCERELHA (1) o vencedor da Eurovisão (1) O VENENO (1) O veneno era para as baratas mas foi parar ao marido (1) O Vento Interno (1) O Verão (1) O VERÃO JÁ SE ACABOU (1) O western argelino (1) O.T. Genasis (1) OBAMAPARTY (1) obedece quem quer (1) Obediência (1) obra (1) OBRIGADA (1) Oficina de São José: “Um depositório de crianças” (1) Oito coisas que tem de saber sobre #Salvadorable (1) Olha (1) Olha a Manuela cuidado com ela (1) Olha o passarinho! (1) OLHAI O PORTO A OLHAR-VOS DAS PAREDES (1) Olhando a minha Cidade do Porto desde Campanhã até à Foz (1) Olhar para cima (1) Oliver Stone (1) Omar (1) Onde antes estava Deus (1) Onde é que eu já vi isto? (1) Onde é que já vão os celtas (1) Onde estavas no 25 de Abril? (1) Onde Vamos? (1) Onofre Varela (2) OPENING SOON (1) ÓPERA BUFA (1) Operação Eye in the Sky (1) Operação Outono (1) Orfeu (1) Ornitólogo O (1) Orquesta Filarmónica De Munich (1) OS "PORTUGUESES" DE CEILÃO VIERAM À TONA (1) Os “engatativistas” desmascarados (1) Os 10 regressos musicais mais memoráveis do século XXI (1) Os 15 discos mais vendidos de todos os tempos (1) Os 40 anos do 25 de Abril (1) OS 85 MULTIMILIONÁRIOS (1) Os Amantes Passageiros (1) Os arcos de Vandoma (1) Os atentados (1) Os banhos na Foz (1) Os bilderbergs e o plano de morte global (1) Os bólides dos craques (1) Os burocratas que falam demais (1) OS CAIS DA RIBEIRA (1) Os cinco filmes do Dia D (1) OS CONGREGADOS (1) Os convites envenenados (1) OS CORRETOS (1) Os cruzeiros da cidade (1) Os dados estão lançados (1) Os debates Trump-Hillary Clinton (1) OS DESERDADOS (1) Os despojos do dia (1) Os dez melhores temas de sempre dos Genesis (1) OS DIAS DE MOURA (1) Os do Camanho (1) OS DOIS PAÍSES (1) Os DVD estão a salvar-me (1) Os enormes estragos feitos ao PSD (1) Os Exílios de Guernica (1) OS FACILITADORES (1) OS FALCÕES DA MALTA (1) Os filhos da nação (1) Os forais de D. Manuel I (1) Os frades seringas (1) Os franciscanos (1) Os Gatos não Têm Vertigens (1) Os génios que nos governam (1) OS GLORIOSOS ANOS 80 (1) Os Guindais e o Codeçal (1) OS HOMENS DAS FLORES (1) OS INFAMES TRUMP E PUTIN (1) Os jornais dizem que o PSD anda agitado (1) Os labirintos da Justiça e os da memória (1) Os livros que falham (1) Os melhores livros eróticos. Uma seleção de escritoras portuguesas (1) Os Mercadores e a Ribeira (1) OS MISERÁVEIS (1) Os moedeiros e o seu altar (1) Os muçulmanos não vão a Fátima (1) Os nomeados para os Óscares 2016 são… (1) OS NOSSOS AMIGOS CHINESES (1) Os nossos heróis e as nossas perspectivas (1) Os novos pobres da Comporta (1) Os Oito Odiados (2) OS OLEIROS DE S. LÁZARO (1) OS OLHOS DO MICHAEL BIBERSTEIN (1) Os outros (1) OS PADRES… (1) Os Papéis do Panamá (1) Os patrões do futebol (1) Os Pedros Sem (1) OS PRESERVATIVOS DO BILL GATES (1) OS PRIMEIROS RESULTADOS DOS PRIMEIROS TESTES DE STRESSE FEITOS A POLÍTICOS (1) Os Profissionais da Crise (1) os Rapazes e Eu (1) OS REFORMADOS DA CAIXA (1) OS RICOS PODEM E DEVEM ROUBAR OS POBRES (1) OS RICOS SÃO MAUS (1) Os riscos da polarização (1) Os riscos do voluntarismo presidencial (1) OS TRIBUTOS DOS JUDEUS (1) Os vencedores dos Globos de Ouro 2016 (1) Óscares (1) Óscares 2012 (2) Óscares 2013 (1) ÓSCARES 2014 (1) Óscares 2015 (1) Oslo (1) OTELO (1) OU COSTA OU NADA (1) Out of the box escolhas (1) Outra vez Cedofeita (1) Outro/Eu (1) outros filmes (1) OUTROS NÃO (1) outros públicos (1) Ovos de Páscoa (1) OVOS DE SANTA CLARA (1) (1) Pablo Alborán (1) Paco de L´cia (1) PAGAR O JANTAR É CRIME? (1) Paixão (1) Palácio da Bolsa (1) Palácio das Necessidades (1) Palácio do Bolhão (1) PALÁCIO DO CONDE DO BOLHÃO (1) Palavras (1) Para acabar de vez com a TAP (1) Para Lá das Colinas (1) PARA LÁ DAS FACHADAS (1) Para quem ainda não percebeu no que está metido (1) Paranóia (1) Paris (1) Paris: em nome de quê? (1) Parque da Lavandeira (1) PARTE II (1) Partir a loiça da discriminação (1) Páscoa de outros tempos (1) Pasmatório dos Lóios (1) Pasolini (1) Passeio sete (2) Passeios de Graça (1) PASSOS (1) PASSOS DIAS AGUIAR (1) Passou-lhe uma nuvem pela cabeça (1) Patrícia Carvalho (11) Património (3) Património Imaterial (2) Paula Cleto (1) Paula Cosme Pinto (1) Paula Fernandes (1) Paula Rego (2) PAULA REGO “A MINHA VIDA SÃO HISTÓRIAS” (1) Paulo Cunha e Silva (1) Pedro Emanuel Santos (1) Pedro Mexia (3) PELA NOVA POSSIBILIDADE DE VOTAR MENEZES EM QUALQUER LOCAL DO PAÍS (1) pelo menos para alguns (1) PELO VEGANISMO PLANETÁRIO (1) Penafiel (2) Peneda-Gerês (1) PEQUENO CONTO POPULAR ILUSTRATIVO (1) pesquisador de ouro nos antípodas sobre um mantra budista (1) Pessoal do meu bairro (1) Petite Fleur (1) Philip Seymour Hoffman (1967-2014) (1) Philly Gonzalez & Landu Bi (1) PHOENIX (1) Picasso (2) PICASSO O GRITO DO TEMPO (1) Piloto de Automóveis (1) Pink Floyd - Live at Pompeii - Directors Cut (1) Píntate los Labios María (1) PINTO DA COSTA | A IGREJA (1) PIRILAUS ESPIADOS (1) Playing for Change (1) pluma caprichosa (166) Pobre país (1) Pobres como nós (1) Podemos dar o Nobel a Leonard Cohen? (1) pois então! (1) POKÉMON (1) politica (15) Política (549) política real (1) Política virtual (1) POLÍTICO JEITOSO DESEJA CANDIDATAR-SE A UMA TERRA QUALQUER (1) POLÍTICOS E O MEDO DA SELFIE (1) PONTE DE ENTRE-OS-RIOS (1) PONTES DE BIQUÍNI E ANATOMIA (1) Popular (2) Por Detrás do Candelabro (1) Por favor (1) POR FAVOR NÃO DÊ MILHO AOS POMBOS (1) POR UMA TEORIA DA PIC-PILA (1) PORCO E MAU (1) Porcos e cabras à solta (1) PORNO MIRRA O COISO (1) PORNO VIRTUAL? DÊ UM TEMPO (1) PORNOGRAFIA Made in PORNTUGAL (1) Porque continuo anticastrista (1) Porque é que as 35 horas são uma provocação (1) Porque é que as claques não são proibidas? (1) Porque é que há dezenas de milhares na rua em vez de centenas? (1) Porque hoje é S. João! (1) porra! (1) Portas e padroeiros (1) Porto (350) Porto - Cidade Fantástica - HD (1) Porto 24 (23) Porto Aberto (1) Porto Antigo (1) PORTO COM SENTIDO (1) Porto DECLARAÇÃO DE AMOR (1) Porto Nocturno (1) Porto: Adeus (1) Porto24 (6) Portp (1) Portugal (3) Portugal - A beleza da simplicidade (1) Portugal 74-75 - O retrato do 25 de Abril (1) Portugal em Detroit (1) Portugal empancado (podia ser pior) e a América a andar movida a ego (1) Portugal explora otra política (1) PORTUGAL FEIO (1) PORTUGAL FELIZ? VISITE AGOSTO NO FACEBOOK (1) Portugal gold (1) Portugal visto de longe e de perto (2) (1) Portugal visto de perto e de longe (1) Portugueses (1) PRAÇA DA BATALHA (1) Praça da Boavista (1) Praça de Cadouços (1) Praia da Aguda (1) PRAIAS FANTASMA — ANÁLISE AO ÂMAGO (1) Preços da cobardia (1) Presidenciais na sillyseason (1) prestamistas e massagistas (1) Primeiro documentário feito com um “smartphone” fala da ”writer” Rafi (1) Prince Avalanche (1) Private Dancer (1) Privilégios de condenados (1) Procura (1) Procurem Abrigo (1) Prof. Hern^ni Gonçalves (1) Professor Bitaites (1) Professor Lazhar (1) PROFISSÃO DE FUTURO: DESTATUADOR (1) Prometheus (1) PRONTOS PARA O SACRIFÍCIO (1) Proposta de proibição do Verão para os políticos (1) Psycho (1) PULSO AO ALTO! (1) PUTOS DA MACEDÓNIA ELEGERAM TRUMP (1) Qual é o problema com o que disse Paulo Rangel? (1) Quando o quarto é a realidade inteira (1) Quando Tudo Está Perdido (1) Quarto (2) Quase Gigolo (1) Quase uma lenda (1) Quatro Leões (1) que amava a vida (1) que amava o Porto (1) Que bom seria para governar não haver tribunais nem leis (1) que chatice: vai ser preciso pensar! (1) Que Horas Ela Volta? (1) QUE O SENHOR MARCELO QUER SANEAR (1) QUE PAÍS EXTRAORDINÁRIO! (1) que se ia mexer (ou prometer mexer) no salário mínimo em vésperas de eleições... (1) QUE SE VÊ LOGO O QUE DIZ (1) QUE SECA (1) Queen - Live Wembley Stadium (1) QUEM ATIROU AS PEDRAS (1) QUEM CORRE POR GOSTO (1) Quem deu a vitória a Trump (1) QUEM DEVE ENTRAR NO GOVERNO (ANTES QUE O PAPA TIRE DE LÁ O BURRO) (1) Quem é esta gente? (1) Quem está a mudar a Europa? (1) Quem foi que não pediu a troika? (1) Quem ganhou as eleições? (1) Quem nos governará? (1) QUER PERDER PESO? ESQUEÇA (1) QUER SER DO BEAUTIFUL PEOPLE? (1) Querida Invicta … (1) Quinta da Aveleda (1) Quinta da Lavandeira (1) Quinta dos Condes Paço Vitorino (1) Quintin Tarantino (1) QUIOSQUE DO LARGO MOMPILHER (1) Radical Livre (1) Rádio Macau (1) Rafa (1) Raio X ao estado do ambiente (1) RAMADA ALTA (1) RATOS DA CASA (1) Ravel (1) Recuperação económica sem recuperação social (1) REFLEXÕES SOBRE AS ESCOLAS DE CRIME (1) Reflexões sobre a pátria (1) Refugiados (3) Regra de Silêncio (1) Religião (2) RELVAS PRECISA DO TAL CANAL (1) Reserva do Biosfera (1) RESTAURANTE SENTIEIRO (1) Restos de Verão (1) REVELAÇÃO SENSACIONAL: AS ÚNICAS ESCUTAS QUE VALE A PENA OUVIR (1) REVISÃO CIRÚRGICA (E SEM DOR) DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (1) Revisão em alta (1) Ribeira (2) Ribeira de Pena (1) Ribeira do Porto (1) Ricki e os Flash (1) Rio Corgo (1) Rio Frio (1) Rio Frio: há outro rio no Porto mas poucos sabem por onde ele anda (1) Rituais da noite de S. João (1) Robin Williams (1) Rock (2) ROCK IN BÓSNIA (1) Roger Waters (1) Rossio de Santa Clara (1) RUA 23 DE JULHO (1) Rua da Firmeza (1) Rua da Fonte Taurina (1) RUA DA MANCEBIA (1) Rua de Alexandre Braga (1) Rua de Cedofeita (1) Rua de Miraflor/Espaço Mira (1) Rua de S. Miguel (1) Rua do Bonjardim (1) Rua do Breiner (1) Rua Duquesa de Bragança (1) Rua sobre túneis (1) Ruby Sparks - Uma Mulher de Sonho (1) Rui Moreira (3) RUI MOREIRA “SER PAI FOI O QUE DE MELHOR FIZ NA VIDA” (1) Rui Reininho (2) RUI REININHO “GOSTAVA MUITO DE VER O MUNDO DE PERNAS PARA O AR” (1) Rui Santos (1) Ruína Azul (1) RUNNING E OUTRAS NOVIDADES (1) S. Filipe de Néri (1) S. Francisco de Borja (1) S. Joâo (1) S. JOÃO DA FOZ DO DOURO (1) S. Lázaro (1) S. Miguel-o-Anjo (1) S. Roque e a peste (1) S. ROQUE NA VITÓRIA (1) S.Pedro da Cova (1) SÁ DA BANDEIRA (1) SABIA OU NÃO SABIA? (1) Sagrada Família (1) Saiba-se o que se souber (1) Saímos da troika (1) Salazar controlou tudo. Até os ousados fatos de banho das refugiadas (1) Salinas de Massarelos (1) SALTO PARA A EUROPA (1) Salvador Sobral (1) Salvé (1) Salve-se o lince (1) SAMBA (1) SANGUE (1) SANGUE COAGULADO (1) Sangue do meu Sangue (1) Santa Clara (1) Santiago de Compostela (1) Santo André (1) Santo António o Novo (1) Santo Ovídio (1) SÃO DOMINGOS (1) SÃO UNS QUERIDOS (1) SARA PREFERE CORRER (1) SAUDADES DO LANCIA AURELIA (1) SAÚDE PRIVADA OU A LIVRE EXTORSÃO (1) SCARLETT E SEXY (1) SE ELES IMAGINASSEM... (1) Se eu pudesse dividir o mundo em duas categorias (1) Se fosse a votos (1) Se não têm nada para dizer… (1) Se nós não somos a Grécia é porque somos parvos (1) SEE YA (1) Sei Lá (1) Seis candidatos à procura de um Verão (1) Seiva Troupe (1) SEIVA TROUPE - QUARENTA ANOS DE PALCO (1) SELADO E PONTO FINAL (1) Selecção 2012 (1) Selma – A Marcha da Liberdade (1) Selvagens (1) SEM SINAL DO CHICO FININHO (1) Semper fi (1) Sempre a atirar para o lado a ver se a gente se distrai (1) Senhor da Boa Fortuna (1) Senhor da Boa Morte (1) SENHOR DO CALVÁRIO (1) Senhora da Boa Viagem (1) Senhora da Graça (1) SENHORA DO PORTO (1) Sensibilidade social: quem a tem e quem a não tem (1) SER E NÃO SER LE PEN (1) Ser mosca no escritório de Álvaro Siza (1) Sergiu Celibidache (1) Serlock Holmes: Jogo de Sombras (1) Serra de Montemuro (1) Serralves (1) Serviu-lhe a morte num prato de arroz (1) Sete Psicopatas (1) SEXISMO À PARTE (1) SEXO (1) SEXO: NOVIDADES OUTONO-INVERNO (1) Sicario - Infiltrado (1) sici (1) Sidney Bechet (1) Silêncio (1) SILLY SEASON (1) SIM (3) SIM. (1) Simon and Garfunkel concerto no Central Park (1) SIMPLESMENTE MARINE (1) SÍNDROMA DE TOURETTE (1) Sinéad O'Connor (1) Sítio do correio velho (1) Sittin' On The Dock Of The Bay | Playing For Change (1) Siza Vieira (5) SlideShow (9) Slow Life (1) SNAPS E ERRO 53 (1) SNIPER AMERICANO (1) Snowden (1) Só os Amantes Sobrevivem (1) SÓ TEM 50? CRESÇA E APAREÇA (1) Soajo (1) SOBRE O PODER ILEGÍTIMO EM DEMOCRACIA (1) Sobre-o-Douro (1) socie (1) Sociedade (884) Socieddade (8) SOCORRO O FACEBOOK É MAU (1) Sócrates quer levar tudo com ele para um destino que ainda não sabemos qual é mas que nunca será brilhante (1) Solar de Bertiandos (1) Sonhos Cor-de-Rosa (1) Sons da memória (1) SOU DONA DE MAIS UM BANCO (1) SOU NOMOPHÓBICO. SEREI NORMAL? (1) SOU RONALDETE (1) Spielberg (2) Spirit of Lusitania (1) SPREZZATURA E O CORTESÃO DE HOJE (1) Spy (1) SRI LANKA (2) STANDISMO E VISTOS GOLD (1) Stanley Kubbrick (1) Star Wars: O Despertar da Força (1) Steve Jobs (1) Stromae - Papaoutai (1) suor e carvão (1) Surpresa! (1) Surrealismo (1) Susana Faro (4) SUSPIRIA (1) Suzana Faro (13) Swaps e polícia (1) Synchronicity (1) TÁ? PORQUE ELES SÃO MAUS! (1) Tabu (1) TABULEIRO SUPERIOR DA PONTE DE LUÍS I (1) Take Five (1) Taken 2 [2012] (1) Tanto tempo perdido! (1) TÃO CLARINHA (1) TÃO FELIZES QUE NÓS ÉRAMOS (1) tão previsível (1) TAP DANCE (1) TAXAR EREÇÕES (1) TAXAS DE CAMBIO REAIS NA POLÍTICA PORTUGUESA. O QUE VALE UM MARCELO? (1) Taxi Driver (remasterizado) (1) TAY (1) tcha (1) TDT Televisão Digital Terrestre (1) Te Pintaron Pajaritos (1) Teatro (1) Teatro do Bolhão (1) Tecnologia (2) TECNOLOGIA HYBRIDAIR (1) Televisão (2) Temos coligação! Que surpresa! (1) TEMOS DE FALAR SOBRE A UBER (1) Temos de Falar Sobre Kevin (1) Temos Governo? Não temos. Já há muito tempo (1) TEMOS MOEDA RICA! (1) Temos todo o tempo do mundo (1) Templo Expiatório da Sagrada Família (1) TEMPOS INTERESSANTES (1) TENTEM AS QUEIJADAS (1) Tentem perceber (1) Teoria geral da irresponsa­bilidade (1) TERAPIA POR SKYPE É CHAPINHAR NA ÁGUA (1) Terça-feira. Levava um livro para casa (1) TEREMOS SEMPRE BARCELONA (1) TEREMOS SEMPRE SIZA? (1) TERRA DE ESCRAVOS (1) Terraferma (1) terror (1) Tesouro (1) The Equalizer - Sem Misericórdia (1) The Gunman - O Atirador (1) The Homesman - Uma Dívida de Honra (1) The Interview (1) The Lamb Lies Down On Broadway - Genesis (1) The Revenant: O Renascido (1) The Shadows 30 Years Live At The Liverpool Empire Rock Music Concert Live Music (1) The Shadows 30 Years (1) The Sound Of Silence (1) The Sun Ain't Gonna Shine Anymore (1) THE WALKER BROTHERS (1) Tiago Bettencourt (1) Timelapse - Porto In Motion (1) Tina Turner (1) TIVE UMA IDEIA (1) TODA A GENTE GOSTA DE FORÇA (1) Todos Querem O Mesmo + A Balada de Um Batráquio (1) TODOS SEXUAIS (1) Tom na Quinta (1) TOMA 500 CAVALOS E FOGE! (1) Toni Erdmann (1) TONY (1) TONY CARREIRA (1) TONY CARREIRA. O QUE EU ANDEI PARA AQUI CHEGAR (1) TONY CARREIRRA (1) Torre dos Clérigos (1) TRANCHE COM OVO A CAVALO (1) TRASEIRAS DA CORDOARIA (1) Travessa dos Congregados (1) TRÊS APONTAMENTOS SOBRE A VIDA (1) Três Décadas de Esperança (1) TRÊS DESTINOS (1) Três Instituições (1) Três nomes para um rio (1) Três Recordações da Minha Juventude (1) TRÊS SALAS DE ESPECTÁCULO (1) Tripeiros (1) Trocamos? (1) TRUMBO (1) TRUMP E A ASCENSÃO DO HOMEM-BEBÉ (1) TRUMP É ESTÉRIL (DE IDEIAS) (1) Tudo é mecânica (1) TUDO ISTO NÃO PASSA DE UMA GRANDE E COMPLEXA CONSPIRAÇÃO CONTRA NÓS! (1) TUDO O QUE E PRECISO SABER ACERCA DE SWAPS E OUTRAS COISAS ÓBVIAS (1) TUDO O QUE SE PASSOU NA SILLY SEASON QUE NÃO SOUBE MAS TEM DE SABER (1) TUDO TEM UM LADO CÓMICO (1) Turistas em ca(u)sa própria (1) TV (4) UBER (2) Ucrânia - cuidado com os "bons" e os "maus" (1) UHF (1) UHF - Vernáculo (1) Ulisses não volta a Ítaca (1) Um Amor de Juventude (1) Um ano que vai ser insuportável –2015 (1) UM ASSASSINO DE CONTAS CERTAS (1) Um carvalho e duas tílias (1) um cigano e uma cega (1) Um comando não foge (1) Um crime bárbaro e espantoso: uma filha que mata e despedaça sua mãe (1) UM DIA DA VIDA DO CAMBOJA (1) UM DIA NA CORRIDA (1) Um Dia Perfeito (1) um estado da arte (1) UM GOVERNO CONTRA 0 POVO (1) UM HERÓI IMPROVÁVEL (1) Um hino à Serra (1) Um monhé (1) UM NEGOCIADOR DOS DIABOS (1) Um novo ano. Apenas isso (1) Um Orçamento de contabilidade Criativa (1) UM PAÍS DAS CALDAS (1) Um Pombo Pousou Num Ramo a Reflectir na Existência (1) Um pretexto para que não se discuta nada (1) Um Quarteto Único (1) Um Quente Agosto (1) Um Refúgio para a Vida (1) Um Santo Vizinho (1) um símbolo de transfobia (1) Uma aposta de risco em tempos de ira portista (1) UMA CARREIRA J(AN)OTA (1) Uma catedral para a matança (1) UMA CAUSA ENRIQUECEDORA (1) Uma cidade a crescer (1) Uma colecção de afectos: os rebuçados Victória (1) UMA CRÓNICA INSULTUOSA (1) uma das últimas divas (1) Uma Entrevista de Loucos (1) UMA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM (1) UMA EXPLICAÇÃO POLITICA BASEADA NUMA HISTÓRIA ÉTICA (1) Uma Família Com Etiqueta (1) UMA HISTORIA ANTIGA DE UM HOMEM QUE NÃO GOSTAVA DE VELHINHOS (1) Uma História de Amor (1) Uma história de espiões (1) UMA HISTÓRIA TRISTE (1) Uma invenção necessária: o reconhecedor de spin (1) Uma Janela fechada com vista para a ‘cartilha’ (1) UMA JUVENTUDE ALEMÃ (1) Uma Longa Viagem (1) Uma manhã de meninice (1) UMA MARGEM LONGE DEMAIS (1) Uma Noite (1) Uma Nova Amiga (1) Uma praia bonita demais (1) uma preta (1) Uma quase-aldeia encravada entre gigantes de betão (1) UMA QUESTÃO DE PORMENOR (1) Uma quinta e... laranjas (1) UMA TAP COLOMBIANA (1) Uma Traição Fatal (1) Uma Vida Melhor (1) UNS CAÇAVAM (1) UPGRADE GOLDMAN SACHS (1) V.EXAS DESCULPEM A EXPRESSÃO (1) VÁ PASSEAR (1) VAI (1) VAI UM BOLINHO DE BACALHAU COM BROA DE AVINTES? (1) Valdemar Cruz (8) Valter Hugo Mãe (2) Vamos à guerra e não nos avisam? (1) VAMOS GANHAR SEM PARAR (1) VAMOS LÁ FALAR DE COISAS SÉRIAS (1) VAMOS LÁ FAZER UM BEBÉ REAL (1) Vamos lá fracturar (1) VAMOS MORRER POR CAUSA DISTO (1) Van Gogh (1) Van Gogh Shadow (1) Vandoma e outras feiras (1) Vanessa Ribeiro Rodrigues (1) Variante Espiritual (2) Variante Espiritual do Caminho Português (2) VEMO-NOS GREGOS (1) Vencedores (1) Vencedores da 85ª Edição dos Óscares (1) VENHA O IPHONE 7 ROSA (1) Verão (1) Vergonha (1) Vernáculo (1) Veronika Decide Morrer (1) Vertigo - A Mulher Que Viveu Duas Vezes (1) VESTIR O MESMO FATO (1) Viagem ao centro do Porto (1) Vício Intrínseco (1) VIDA DE POLÍTICO (1) Vida e Obra (1) vida ou morte (1) VIDAS SUSPENSAS (1) Vídeo (20) Vídeo de amante pulando da janela era ação do Discovery (1) Video Promocional da Cidade do Porto 2012 (1) Vídeo proposto por Marcelo mostra uma Alemanha pouco solidária (1) Vídeo timelapse da cidade do Porto para ver em 4k (1) VIELA DO CORREIO (1) Vila Nova de Gaia (3) Vilar de Andorinho (1) Vingança de Uma Mulher (1) Vinhos (1) Vintage (1) Vintage Jazz (1) VINTE ANOS DEPOIS (1) VIOLAR E MATAR EM DIRETO (1) Violette (1) VIRGÍNIA (1) Virgul (1) VÍTOR GASPAR EXPLICA A DIFERENÇA ENTRE PREVISÕES E REVISÕES (1) VITÓRIA CIENTÍFICA (1) VIVA A IGUALDADE (DAS OBSESSÕES) (1) VIVA A LIBERDADE (1) VIVA AO VIAGRA FEMININO (1) VIVA O SUTIÃ (1) Viver à Margem (1) VIVER ATÉ À MORTE OU MORRER ANTES QUE ELA CHEGUE (1) Viver na Noite (1) Volta (1) VONTADE E CULPA (1) votaria a favor da união ibérica? (1) VOU CONTAR TUDO AOS MEUS FILHOS? (1) Vou para casa (1) WAR ON TERROR (1) Wes Anderson (1) What a Wonderful World (1) Whiplash – Nos Limites (1) WHO RUN THE WORLD? BEYONCÉ TEM 11 NOMEAÇÕES PARA OS VMA DESTE ANO (1) Whole Lotta Love (1) Woody Allen (2) WPP (1) Xana (1) XEQUE-MATCH (1) YARMOUK (1) Yes (1) Yes - Yessongs Full Concert (1) Yves Saint Laurent (1) Yvone Kane (1) Zaragoza (1) ZERO DARK THIRTY (00:30 HORA NEGRA) (1) Ziggy já não toca guitarra (1)

Arquivo do blogue